A ansiedade pode ser boa? Blenda Oliveira - EP 42 - ÏnteriorIza
1 Nov 2023 · 25 min
Psychologist and author Blenda Oliveira talks about whether anxiety can actually be good for you. She explores what anxiety does in modern life and how to manage it when it becomes too much.
Chapters
Ai, que ansiedade que eu tava pra esse episódio, Jesus Maria José. Tô muito feliz em te receber aqui.
Obrigada.
Blenda Marcelete Oliveira. Blenda Marcelete Oliveira. É Marcelete mesmo?
Marcelete.
De Oliveira. A Blenda, antes de eu falar o que ela faz hoje, ela é autora deste livro. Fazendo as pazes com a ansiedade. Quem não quer fazer as pazes com a ansiedade, gente? E quando eu abro dizendo que a ansiedade que eu tava desse episódio é porque nós tentamos cruzar a agenda muitas vezes e conseguimos hoje. A Blenda, gente, ela é doutora em psicologia pela PUC São Paulo, psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, atua como psicoterapeuta e faz um trabalho fantástico. Desde que eu a conheci, foi na Bienal em São Paulo. Eu te entrevistei justamente porque você tinha acabado de lançar o livro pela Editora Nacional. Vai fazer um ano. E eu fiquei muito feliz com essa nossa conexão, porque você mesmo diz aqui no livro que a ansiedade é um dos temas mais discutidos sobre o que nos aflige, o que tira a nossa saúde, o que tira a nossa paz. É o mal do século mesmo?
Acho que sim. Acho que a ansiedade sempre esteve presente desde que o mundo é mundo. Até porque ela tem um aspecto muito positivo, que ela pode ser uma alavanca importante na descoberta, na curiosidade, na realização. E, do meu ponto de vista, eu acho que chegamos até aqui como humanidade porque a gente também viveu ansiedades, porque elas também fazem com que a gente cuide das coisas, vá atrás e tudo mais. Agora, acho que a gente vive um momento, que eu diria que é um momento bem de pós-modernidade, que é um momento de intensa aceleração. Inclusive agora, mais ainda, com a chegada da internet, dessa comunicação veloz que a gente tem, tudo fica presente rapidamente, é quase como se a gente vivesse online permanentemente. Então, acho que isso, de fato, acelerou mais ainda os processos de ansiedade. A ansiedade, ela está muito mais frequente e ela tem atingido níveis que não é este nível que eu estava falando anteriormente. O nível, vamos dizer, que funciona em prol da saúde. Ela tem funcionado contra a saúde física e mental, inclusive.
Então, nós podemos dizer que tem ansiedade boa e ansiedade ruim.
Sim. Sim, é isso que eu trago no livro.
Depende de como eu atuo diante de uma situação, o que vai transformar uma ansiedade boa numa ruim?
A ansiedade boa é aquela que eu me mantenho funcional, eu produzo. Por exemplo, hoje eu estava vindo para cá, sabia que a gente ia conversar, sempre, sempre, acho que isso não vai terminar nunca, sempre é uma situação que me provoca uma certa ansiedade, mas é uma ansiedade que não me paralisa, é uma ansiedade que não me confunde, é uma ansiedade que não me faz desistir daquilo que eu vou fazer. É uma ansiedade boa, tipo aquela de que a gente vai fazer uma viagem bacana de férias, ou você vai encontrar alguém importante, alguém que você gosta e que você vai ter um acesso a coisas interessantes. Você tem uma ansiedade de participar daquilo da melhor forma. Essa é uma ansiedade positiva. O contrário é uma ansiedade que leva a transtornos. ela leva às exafobias, ela leva a situações de crise de pânico, ela tira você do seu dia a dia, você se consome, você não dorme bem, você tem alterações físicas. Então, esse tipo de ansiedade é uma ansiedade que precisa de atenção.
Quando você fala que precisa de atenção, significa precisa de terapia, em alguns casos meditação, mas, sobretudo, estilo de vida. O que uma pessoa consegue fazer por conta própria e quando ela deve procurar ajuda?
Ela precisa procurar ajuda quando ela não está conseguindo, por meios, vamos dizer, que ela é responsável por eles, dar conta disso. Então, às vezes, ela precisa procurar um médico, às vezes, ela precisa procurar uma psicoterapia. mas estilo de vida é algo que auxilia muito. Você encontrar que a gente, às vezes, não tem muito esse hábito. A gente tem um hábito muito fácil de saber o que não nos faz bem, mas não o que faz bem. Então, buscar o que faz bem, que pode ser a meditação, que pode ser para quem acredita, enfim, Depende aí do meio de cada um, pode ser a oração, pode ser a música, pode ser o contato com a natureza, pode ser terapias alternativas que tem aí, principalmente rede de apoio, conversar com os amigos, trocar ideias, tudo isso pode alterar o estilo de vida e melhorar muito a questão da ansiedade.
Quando você fala rede de apoio, trocar, eu sempre entendo que não falar de um problema não resolve o problema. E aí a ansiedade vai consumindo o sujeito, a ansiedade patológica. Eu não sei se você sabe, mas o Brasil é o país mais ansioso do mundo, mas não é dessa ansiedade positiva, é a ansiedade patológica. E, em muitos casos, há medicação.
Sim, em muitos casos as pessoas às vezes tem um pouco de preconceito quando a gente fala sobre medicação. Eu não sou psiquiatra, mas eu acompanho muitas pessoas que fazem uso da medicação e dependendo do momento ela pode ser muito importante. inclusive para diminuir essa ansiedade, porque quando você está num momento de muita ansiedade, agudo, você não consegue nem pensar, você não consegue... Ah, vá meditar. A pessoa não consegue, porque ela está tomada por aquilo. Ah, vá dar um passeio, vá tomar um... Não consegue. Então, às vezes, a medicação... ela, temporariamente, ela dá uma baixada, você tem tempo de respirar, como se fosse uma bengalinha, você tem uma trégua, você respira e, a partir daí, você vai aí sim encontrando talvez a terapia, talvez outras coisas que, de modo geral, a terapia ajuda muito, né? E aí você vai conseguindo montar o seu esquema de perceber o que que melhora a minha ansiedade, o que que piora. Eu tenho tempo de pensar, porque sem pensar é difícil a gente lidar com os estados emocionais.
Adorei! E aí, vamos lá, estados emocionais. O que você percebe no consultório? A maior reclamação nos consultórios relacionada à ansiedade é medo do futuro, mas em relação a quê? Porque quando você comenta no livro sobre a história da ansiedade, eu adoro. Porque, gente, nós chegamos na sociedade como estamos pela ansiedade, que ora positivo, ora negativo, mas todas as pessoas que viveram e tentaram trabalhar aquilo em prol da saúde desenvolveram coisas fantásticas. Então, nós já vivemos escassez de alimentos, e aí a ansiedade em não ter fez a produção agrícola aumentar. Aí entra a revolução agrícola, aí depois a armazenagem, a distribuição, aí depois a questão monetária. Então, a história da ansiedade é fascinante. Mas nós nunca tivemos tantos alimentos, tantas ofertas, ou seja, de fome, falta de abrigo, os medos mudaram. Então, hoje, qual é a principal reclamação da origem da ansiedade no seu consultório?
Na minha experiência clínica, claro que muda. Às vezes, tem pessoas que têm uma ansiedade muito grande na educação dos filhos, na questão profissional, na busca profissional, nas questões amorosas. Mas eu acho que existe uma ansiedade maior que permeia todas essas. Eu acho que, diante de uma realidade que desnorteia tanto, que traz toda semana, praticamente toda semana, um novo paradigma, aquilo que servia não serve mais, agora é isso, você faz assim, você faz assado, agora esses alimentos são bons, esses não são mais, agora é assim que se educa, filhos, não é mais daquele jeito. Enfim, a gente tem uma realidade atual que ela é disruptiva, ela desconcerta a gente, porque nem tudo o que servia antes serve agora em uma velocidade de tempo curtíssima. Então, as pessoas não sabem muito bem o que elas estão fazendo na vida, para onde elas querem ir.
Então, é a falta de rumo.
Uma certa falta de rumo. Não quero usar muito essa palavra, que é uma palavra bastante batida, mas é um pouco isso. Qual é o sentido da minha presença no mundo? O que estou fazendo aqui? Estou fazendo certo? Estou fazendo errado? O que estou fazendo de errado que as coisas não acontecem? E aí você tem um instrumento de comparação absolutamente acessível que são as redes sociais. Então há muita comparação também, que isso provoca muita ansiedade.
Aquele sujeito que está olhando as redes sociais, ainda não sabe que rumo tomar, vê pessoas nesta rede editadas fazendo coisas incríveis e perfeitas e fala, nossa, estou ficando para trás. É isso?
Sim, muito, muito. E, se a gente vai pegando pessoas mais jovens, isso vai ficando mais evidente, porque são pessoas que estão em formação. Então, essa ideia de que ali está o ideal de vida. Isso provoca ansiedade.
Ideal de vida não está no Instagram. A doutora Blenda está querendo dizer isso. Ô, Blenda, pais ansiosos criam filhos ansiosos. O quanto os pais têm responsabilidade no que os filhos sentem?
Eu acho que tem uma responsabilidade grande, não só. Não acho que é só os pais que definem os estados emocionais dos seus filhos. Acho que há muitas outras variáveis, porque a criança não vive só com os pais. Ela vai para a escola, ela tem amigos, ela participa do mundo. Então, há muitas variáveis. Acho que nós, pais, não somos tão poderosos quanto a gente às vezes imagina. Porém, acho que há, principalmente nos primeiros anos de vida, mais ou menos até os 7 anos, acho que os pais têm uma determinação bastante importante na forma como a criança vai lidar com os seus problemas, na forma como a criança vai enfrentar os seus desafios, na forma como a criança vai superar os seus medos e, por que não, suas ansiedades. que a gente hoje encontra crianças muito pequenininhas sofrendo transtornos de ansiedade. Então, como é que esses pais exigem dessas crianças? O que esses pais vivem como casal ou não? Como é que eles, como pessoas, dão conta da vida deles? Tudo isso a gente não pode negar que são referências, porque pai e mãe é uma referência, é o primeiro modelo que você tem. Então, a forma como meu pai ou minha mãe ou aquele que cuida de mim enfrenta os desafios, enfrenta seus medos, e isso mesmo que a gente não conte para a criança, ela faz essa leitura.
Que interessante.
Ela faz essa leitura. A gente educa muito os filhos com o que a gente não diz. Eles fazem uma leitura. Então, assim, o papai ou a mamãe estão passando por um problema, mas olha que interessante, eles conseguem brincar, eles conseguem conversar, eles conseguem sair, então, tem modelos para lidar com isso que são mais apropriados. Então, eu acho que sim, acho que os pais têm uma influência muito grande, mas eu não diria que está tudo com eles. Não é total, mas eles têm uma boa parcela.
E você acredita, e nos seus estudos você já viu o quanto a ansiedade é hereditária?
Sim, existe, eu vejo isso acontecer muito quando a gente levanta a história, principalmente com transtornos de ansiedade, quando você levanta a história, quem na família já passou por isso, quem é mais ansioso em casa, você vai vendo que tem uma história familiar importante, o pai, o avô, um tio, a gente vê isso na árvore da família, você vê que há uma repetição do estado de ansiedade.
A Carla, de 28 anos, deixa aqui uma frase no seu livro. Já não sei mais o que é certo ou errado, o que é melhor ou pior. Parece que o mundo não aceita nada e aceita tudo. Ainda estou impactada com a sua resposta sobre a falta de direção. A falta de direção das pessoas quando chegam no seu consultório e a comparação, então, é o grande veneno.
Acho que tem, Isa, uma questão da comparação, mas acho que tem a realidade que a gente vive. Eu acho que nunca foi tão importante se olhar para a maturidade pessoal. É uma coisa que a gente não fala muito disso. O que é a maturidade pessoal? É a capacidade. Hoje se fala muito, você tem que sentir, sentir as suas emoções, as suas emoções são uma bússola. Ok, desde que você pense as suas emoções, desde que você converse com elas, desde que você derruma elas, enderece elas para aquilo que você quer. Então, as pessoas estão, sim, vivendo um momento desconcertante. Isso eu vejo toda hora, não sei o que fazer, tudo pode, nada pode, falei tal coisa, não podia, falei outra coisa, pode, encontrei alguém que me cobrou tal coisa, nunca imaginei, não sei mais onde me localizar. Isso tem acontecido com mais frequência, estou há 40 anos na clínica, vai fazer o ano que vem, E há 20 anos eu não via isso acontecer desta forma. A ansiedade aparecia, mas ela era muito localizada. Terminou um casamento, uma relação amorosa, educação dos filhos, era muito localizada. Agora não, agora tem uma ansiedade quase existencial. da minha existência no mundo.
Coletiva?
Coletiva, acho que coletiva, sim. Eu diria que sim. Porque perceba quando a gente vai para os lugares, eu observo isso, você vai em uma loja, em um restaurante, sempre tem ali uma presença da ansiedade. quase como se todo mundo tivesse meio assustado que algo pudesse ocorrer. Ainda mais que a gente vive, eu acho que por isso o Brasil é campeão, porque, além de tudo, a gente vive uma situação de insegurança muito grande. Desde muito cedo, a gente vê crianças pequenininhas dizendo, mamãe, não tem problema andar na rua? a gente não vai morrer, eu já vi uma criança falar isso para a mãe. Então, desde a questão da segurança, segurança econômica, segurança política, segurança jurídica, tudo isso a gente está vivendo com muita força e não tem como, às vezes as pessoas falam, não, o que interessa é você, é você se manter aqui, mas não dá para a gente minimizar e desvalorizar a importância que tem o mundo externo e os impactos que ele causa na gente.
Perfeito. Agora quero saber a sua opinião sobre um tema que é sempre polêmico, a alienação consciente. Vou dar um exemplo. Outro dia estava em casa e meu marido falou assim, nossa, você viu que aconteceu tal coisa, não sei aonde, lá na Ásia ou na Índia, não vou lembrar exatamente o lugar, mas ele falou assim, você viu que acabou de acontecer tal coisa? Não, ele falou, vem aqui que eu vou te mostrar. Eu falei, não quero ver, já tem uma zela demais por aqui. Ou seja, o quanto você também dizer sim ou não para notícias que são ruins, ameniza ou você consegue fazer as pazes com ansiedade, porque a gente fica vendo, gente, todas as notícias. Não é alienação do que vai impactar na sua vida, isso é uma outra coisa, mas é alienação consciente a determinados assuntos.
Olha, eu acho que isso vai ao encontro da questão do estilo de vida, que nós estávamos falando no começo. Eu acho muito salutar e necessário que a gente escolha o que a gente quer absorver. Porque tem de tudo, o tempo todo, 24 horas, a hora que você quiser. A hora que você quiser, você sabe do bom e do ruim. Então, é isso que você está chamando de alienação consciente? um termo muito bom, eu diria que é uma preservação da minha saúde mental. Do que eu quero me alimentar? O que eu quero colocar para dentro de mim? Isso desde o alimento até o que você ouve. E outra coisa, há coisas que não temos o que fazer com elas. Não que você vai ficar distante, não é isso, você não vai ter a compaixão por uma série de coisas difíceis que estão acontecendo. a gente precisa tentar cuidar da vida que a gente tem, fazer dela o melhor que tem, porque quem sabe daí você pode ajudar algumas pessoas, mesmo que sejam poucas. Então, quando você fica ali assistindo notícias tão difíceis, você aumenta... Tem gente que não, tem gente que vive disso e tudo bem. Mas, assim mesmo, acho que isso cria um impacto muito grande, porque é muita coisa. A gente não tem essa condição emocional de processar tudo isso, então alguma coisa fica pendurada, ou muitas coisas ficam penduradas.
Os resíduos... Outro dia comecei a me analisar. Fui deitar, fui fazer uma análise do dia, aquela minha sessão de agradecimento que faço na hora que acordo e na hora que durmo. Falei, quais são os resíduos aqui em mim? Conversei com tal pessoa, tal... O que eu lembrava? Eu fiquei atenta em repetir isso sempre, porque se você chegar no fim do dia e seus resíduos são tóxicos, é porque você consumiu muita coisa tóxica. E o quanto disso está sob o seu controle e o quanto não está. Aquela frase, aceita que dói menos, eu diria aceita que você se estressa menos. E eu gosto muito do título do seu livro, Blenda, porque fazer as pazes com ansiedade é uma das minhas missões, mas fazer as pazes com estresse, porque o estresse é como a ansiedade, nós vamos viver ao longo do dia muitas situações ansiosas, que vão provocar ansiedade, se vai ser positiva ou negativa, depende de como você As encara. E o estresse é a mesma coisa. Você vai viver dezenas de situações que podem provocar o estresse positivo ou negativo.
Sim, sim. Eu acho que a gente precisa... Você falou uma coisa que eu acho tão importante que eu vejo a dificuldade de se praticar isso, né? é a escolha, a decisão. Porque é como se eu não tenho saída, isso vem até mim. Não, isso você pode segurar, você pode fazer uma seleção, você não é obrigado a saber de tudo, ter opinião sobre tudo que está acontecendo no mundo. E isso não quer dizer que você seja a pessoa mais interessada e antenada e tudo mais. Então, acho importante, porque essa ideia de é absorver todas as informações, às vezes é para atender uma crença que, na verdade, termina provocando muito mais prejuízo do que crescimento.
Ai, que maravilhosa! Aí a gente entra no FOMO. Fomo, gente, é igual, não é fome, é fomo, fear of missing out, medo de estar por fora. Você sabe que algumas profissões, isso é estranho, eu me lembro quando eu trabalhava na redação e eu trabalhava de madrugada, ou seja, era impossível chegar sabendo o que tinha acontecido na noite anterior, afinal, eu deveria estar dormindo, né, na noite anterior para entrar de madrugada. E aí, quando eu me libertei, daquela pressão em saber de tudo, ui, ajudou muito. Então, quando alguém te fala, nossa, você ficou sabendo?
Não.
Não. E aí, olha que interessante, você vai gostar desse exemplo. Eu fiz uma pergunta uma vez para uma pessoa sobre uma guerra que ela estava mencionando. Eu falei, que guerra é essa que você está falando? Ah, você é jornalista, você é obrigado a saber de tudo. Eu não, eu sou jornalista, eu sou obrigada a perguntar. Impossível saber de tudo.
Sim.
Veja, então eu fui aprendendo ao longo da minha carreira a colocar limites nos conteúdos, em dizer não, não quero, com o meu próprio marido dentro de casa. Ele falou, vem aqui que eu vou te mostrar. Eu falei, não, não quero. não vai me acrescentar nada, então não quero. Ou seja, só quero mostrar que isso é uma construção. Você está ouvindo aqui o nosso programa, a Blenda está falando coisas que vão ajudar muito você a tomar melhores decisões, mas não é de um dia para o outro também que você consegue fazer tudo o que você precisa.
Não, e isso que você colocou agora é importante avisar para o ouvinte, porque hoje em dia a gente cobre um santo e descobre outro. Então a gente começa a dar algumas sugestões e aí a pessoa cria uma ansiedade pelas sugestões, porque elas estão cumprindo isso. E eu acho que isso é um processo. É um processo a gente ir mudando, é um processo a gente ir mudando o estilo de vida. Então, ter um pouco de paciência, conversar com a ansiedade e saber que tem uma realidade aí que você também não vai conseguir controlar a sua forma de lidar com ela de um momento para o outro. Então, é pensar no que eu quero mudar, o que eu quero escolher, e não trocar uma ansiedade por outra.
Isso é uma autoridade.
Sim, sim.
Blenda, para quem quer continuar acompanhando os seus conteúdos, além do seu livro, Editora Nacional, aqui, gente, Fazendo as Pazes com Ansiedade, super recomendo. Isso aqui é uma habilidade que, se você ainda não desenvolveu, você precisa desenvolver. Fazer as pazes com ansiedade, assim como nós precisamos fazer as pazes com o estresse e com tantas situações que nós vamos viver. Quem quer continuar pela internet, algum contato que você quer deixar?
Não, eu tenho o meu Instagram. Quem quiser conhecer mais os meus conteúdos, tá lá. Blenda Underline PC. Por enquanto.
Blenda Underline PC. E aí, pra fechar, fechar, você acredita que a respiração pode nos ajudar diante de uma situação que me dá um medo, uma ansiedade? Respiração. Não vou nem falar ainda de meditação. O quanto a respiração pode nos ajudar nesses contextos?
Eu acho a respiração fundamental. Bom, ela é fundamental desde que a gente vem ao mundo, mas eu acho fundamental você aprender a respirar devagar quando você está nessas situações, inclusive porque desfoca você daquilo que você está vivendo. Tenta respirar, né? A gente fazia isso, né? Eu me lembro que eu era pequenininha, minha mãe dizia, né? Conta até 10 e respira. Conta até 10 e respira. É antigo isso aí. Então, respirar, eu acho que é uma boa saída.
Vem de fábrica. Sabe quando você compra um carro com vários acessórios? E aí vem de fábrica um acessório e você nem sabia que podia usar pra te poupar de situações inseguras. Então, quero só te lembrar que a capacidade de respirar, sim, é o primeiro ato e o último das nossas vidas, mas ao longo dela, entre o primeiro e o último, é um termômetro fundamental pra você lidar com as situações que podem estar te paralisando ou não.
Sim.
Muito obrigada, Blenda.
Obrigada, querida.
Adorei.
Adorei também.
Se você gostou desse episódio, se você quer deixar alguma pergunta para a Blenda, deixe aqui nos comentários e a gente se encontra no próximo episódio do Interioriza. Até mais.
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