A maturidade nos faz lidar melhor com os desafios - Gianne Albertoni - Ïnterior iza
31 Dec 2025 · 24 min
This content was created by Izabella Camargo. This content was uploaded by GHION.AI . This is a podcast episode titled "A maturidade nos faz lidar melhor com os desafios - Gianne Albertoni - Ïnterior iza" from the series 'Interioriza', created by Izabella Camargo on July 5, 2023. The episode features a conversation between Izabella Camargo and Gianne Albertoni, discussing Gianne's career, personal growth, and perspectives on life challenges, maturity, and the modeling industry.
Chapters
Ai, uma modelo! Ai, top model! Ai, a passarela! Quando você pensa em uma modelo, uma modelo brasileira, loira, alta, magra, simpática, inteligente, que também é atriz, que também é carinhosa com as pessoas com quem ela conversa. Você pensa em quem? Eu penso nela. Por isso que ela está aqui, Gênia Bertoni!
Obrigada, meu amor!
Que bom que você tá aqui.
Feliz de estar aqui também.
Ui, eu passei duas vezes pelo podcast dela. A primeira eu não tinha podcast, a segunda eu tinha estreado o Interioriza, e aí eu falei: "Jhany, eu preciso falar com você." Você sabe que você vai para a terceira, né, também?
Você virou sócia.
Bora, bora. Estou muito feliz em você estar aqui.
Eu, pelo convite.
E eu gostaria que nesses próximos 30 minutos a gente pudesse falar um pouquinho para quem está nos acompanhando e tem uma ideia da Jhany, daquela pessoa que não sente fome, não sente frio, não sente medo, não tem problemas financeiros, ou seja, não tem problema. A gente costuma ter muita dificuldade em saber as dores daquela pessoa que a gente admira. Hoje, qual é o seu maior medo?
Medo? Hoje eu não tenho muito medo, para falar a verdade. Eu acho que o medo que eu tenho é de machucar alguém sem querer. É mesmo? É, porque às vezes você acaba... Por impulso falar alguma coisa, como você não sabe das dores do outro, você não sabe, às vezes, como pode a pessoa receber isso. Então, eu acho que eu tomo muito cuidado para não ferir nem machucar ninguém.
Tá.
Com algo que eu fale pela minha vivência.
Você já foi muito machucada na sua carreira, na sua vivência?
Ah, você aprende a levar porrada, né? Eu comecei a trabalhar com 13 anos, não tinha noção de mundo nenhum. A gente vai aprendendo com o tempo, eu acho, tudo que você vive. E eu sempre tive uma coisa de... Por exemplo, uma crítica. Eu sempre ouvia, não tenho problema nenhum de ver crítica das pessoas falarem. Até eu tento levar pra um lado. Se às vezes não é o que eu acho, eu descarto. Mas eu vejo. Agora, eu gosto de receber porque é um ponto de vista que às vezes eu não peguei. Não vi, por estar dentro do turbilhão, você acaba não associando. Então eu tento pegar para melhorar mesmo. Ninguém sabe de tudo, né?
Exato, exato. E você começou, você disse que começou a trabalhar com 13 anos. Nascemos em 81, então você tem 42 nesses últimos 30 anos.
Vou fazer 42 ainda, tá?
Vai fazer 42, ok. Então quem tem 42 na gravação desse momento sou eu.
Não, mas eu amo fazer aniversário, amo ficar mais velha. É uma coisa que eu acho que a pessoa fica tão mais interessante.
Adoro?
Nossa, eu amo.
Pegando então na sua frase, você prefere a Giane hoje, uma modelo com 41 anos?
Uhum.
Continua. Linda, elegante, pregada. Acho que elegante assim é uma característica que deixa qualquer mulher feliz.
Sim.
Você prefere a Giane de hoje ou a Giane do início da carreira?
Olha, vou te falar que com 13 eu tinha muito menos problema do que eu tenho hoje.
Por exemplo?
Contas para pagar, você não tem tanta essa... Você acaba com a vida adulta, né? Porque eu era uma criança com 13, então você não tinha muita noção. Então acho que eu era muito mais tranquila, sem noção nenhuma de problema real de vida, de coisas que vão acontecendo na vida. Então acho que eu era mais tranquila naquela época.
Menos preocupação?
Menos preocupação, mas mais ansiedade, eu acho. Acho que quando você é novo você tem muita ansiedade, você acha que o mundo vai acabar amanhã se você não fizer, e agora, como você... Você também não sabe fazer direito as coisas, você tem uma insegurança e tal. Hoje, com o tempo você aprende que tudo se resolve na vida, nada... Não é o fim do mundo. Então, eu tenho uma tranquilidade muito melhor e uma maneira de resolver os problemas muito mais fácil. Do que antigamente.
Hoje, ansiedade ocupa qual espaço da sua vida?
Consegue dominar?
Ansiedade?
Acho que 3%, muito pouco. Eu sou uma pessoa muito mais calma e tenho metas que eu quero conquistar, mas eu tenho a calma de esperar o momento certo também disso acontecer.
Olha que linda!
Tive que aprender com isso.
A gente aprende, né? Por isso que eu quis te trazer aqui, porque eu sei que tem muitas O público que nos acompanha na internet é curioso porque ao mesmo tempo que você está falando um momento mais com mulheres, depois mais com homens, ou seja, você não sabe quem está chegando até você. Então, para quem estiver chegando, se você tiver umas duas décadas de vida ou menos e você estiver muito ansioso ou preocupado com o futuro ou quer seguir na carreira de modelo, meu Deus do céu, já deve ter respondido isso umas 200 vezes. Então, a paciência você vê como uma virtude pra quem quer ter uma carreira longeva?
É, paciência não quer dizer que a pessoa tem que ficar lá esperando cair no colo dela, não é isso. Mas não deixar essa ansiedade te dominar, porque daí você acaba indo muito pelo impulso. Nada cai do céu se você não plantar e correr atrás. Você tem que estar sempre focado nisso. Mas você também não vai morrer. E às vezes as coisas não acontecem, aí você vai ver: Naquela hora que você quer, porque algo ou coisas melhores também na frente tinha um porquê daquilo acontecer, sabe?
Claro.
Eu já andei por várias profissões, né? Eu comecei como modelo, por acaso, que eu tinha sido descoberta. Depois eu quis estudar artes cênicas, estudei artes cênicas, entrei numa profissão completamente diferente da minha, levei muita porrada também. Tentei me... Fui estudar para melhorar e... Como que chama? Não sei falar essa palavra, nem sei. Bom, enfim. Para me aperfeiçoar.
Aperfeiçoar. Como atriz.
Como atriz. Fiquei um tempo com isso. Recebi um convite depois para trabalhar num programa ao vivo também. Já levei muita porrada. Fiz faculdade de jornalismo. Eu acho que você sempre tem que tentar melhorar nesse sentido de querer buscar o teórico com o prático. Não é fácil quando você entra numa profissão nova. E agora eu tô indo pra uns outros caminhos também. Podcast, que é uma coisa nova.
Close, certo, gente? Que close!
Aliás, vão lá assistir a entrevista com ela, que é maravilhosa.
Não, a minha entrevista, gente, vocês têm que assistir. As duas? É, duas. Mas você está fazendo um trabalho fantástico ali.
Amo, eu amo. Eu acho que é muito legal, porque é exatamente isso que você falou. As pessoas veem o resultado final, mas todo mundo tem suas dores, todo mundo tem suas dificuldades para chegar lá, todo mundo tem a sua guerra diária, sabe? Ninguém sabe disso. Então, eu tento falar com cada pessoa, cada profissional de cada área para entender realmente como funciona, como que é a real ali, sabe?
Sim. Nesses últimos anos que você esteve como apresentadora, atriz, nas passarelas, qual o lugar que te deixa mais à vontade?
À vontade?
Sim, que você fica mais feliz e que você faria até de graça.
Ai, vários. Depende, sabia? Por exemplo, o Fashion Week, fazer um desfile no Fashion Week. Poxa, eu tenho um prazer enorme de fazer lá, ainda mais quando eu estou Fazendo um desfile para um estilista amigo meu que é talentosíssimo. Então, é gratificante. Agora, e fazer, por exemplo, uma Elke Maravilha quando eu fiz o filme de Chacrinha? Isso não tem preço, porque eu era fã da Elke. Então, era uma coisa que até de graça faria, sabe? Só poder estar dando vida ali para ela. Então, depende.
Gostei disso que você falou. Nem tudo que a gente faz nós vamos cobrar. Porque depende da... Existem vários tipos de dinheiro. Tem o dinheiro espécie, tem o dinheiro reputação, tem o dinheiro networking.
Eu nunca pensei no resultado daquilo que eu faço, assim, como... É mais real pela vontade e o prazer de fazer bem feito. Eu acho que é consequência, sempre pensei nisso. Então, se eu me proponho a fazer uma coisa, ainda mais uma coisa que eu quero fazer, Eu acho que isso é um resultado depois que vem naturalmente. Eu não foco, eu não sou uma pessoa gananciosa nesse sentido. Eu penso, por exemplo, em dinheiro. O mundo é... óbvio que também não é que eu sou alienada, tá, gente? Que também não é que eu não queira dinheiro, mas eu quero dinheiro para poder viver bem, fazer minhas coisas, mas não preciso ser uma pessoa bilionária e tal. Se tiver, tá bom, mas não é o meu foco. Não faço as coisas pensando... Nessa grandeza, entendeu?
Sim. Como eu gosto de dizer, nós precisamos expandir a mensagem. O retorno financeiro vem na sequência. Isso, essa mensagem vem, vem. Essa mensagem é super importante, Giana, que interioriza, porque muitas pessoas vêm buscar palavras ou inspiração para se desenvolverem, né, pessoalmente. E eu sei que, como a questão da grana influencia muito, muita gente que deixa de fazer que tem mais talento, porque de repente não está entrando grana imediatamente.
Que eu super entendo também, assim, é difícil. Eu vim de uma família humilde. Num começo de qualquer profissão, você vai ter que fazer desfile por troca de roupa no começo. Eu tinha que entender como funcionava também aquilo. Então, às vezes você está trabalhando numa área que não é a área que você ama, mas você precisa da grana. Mas acho que a pessoa não pode desistir daquilo que ela gosta de fazer. É óbvio que ela tem que se sustentar na vida, então ela faz, mas foca no que você realmente depois quer e tenta concretizar aquilo. Acho que tem muito de energia também. Não sei se você acredita, eu acredito que você pode fazer aquilo que você quiser. Você não é obrigado a estar ali naquele lugar porque você nasceu ali naquele lugar, por exemplo.
Você pode mudar a sua realidade à medida que você acredita no que você é capaz de fazer e vai ter persistência.
Mas com o pé no chão também, né, gente? Que a conta vai continuar chegando.
Exato, exato. Mas, Ojane, tem muito estudante de jornalismo, por exemplo, que me pergunta sobre Band, Globo, que foram as duas emissoras em que eu trabalhei com hard news, tendo uma ideia muito equivocada do que é a profissão. Assim como eu tenho certeza que muitas meninas se inspiram em você também tendo ideias muito equivocadas da profissão.
Que você só vai entender quando você está ali também. Não tem como explicar. É igual, sei lá, se você falasse para mim quando eu tinha 13 anos, se eu chegasse e falasse: "Olha, isso vai acontecer tal, tal..." Eu nem ouviria, para falar a verdade. Eu ia falar: "Ah, será?" Porque quando você é mais novo, você tem uma parada meio... "Vamos ver então, vamos ver que o meu vai ser diferente." Totalmente! É igual em relacionamento. "Ah, eu vou fazer diferente." Não, gente, você tem que entender que se a gente fosse mais inteligente, a gente escutava os mais velhos. É que a gente é meio cabeçudo, né? A gente não fica, porque é um ciclo, as coisas acontecem, ele já viveu aquilo e sabe que tem as dificuldades. Não que você tem que fazer igual, não tem que fazer o que a pessoa te manda, você tem que fazer da tua maneira, ninguém é igual. Até por isso que o legal de viver é esse, cada um tem uma maneira de percorrer um caminho. Mas você tem que não deixar aquilo passar também, leva um pouco da informação para você não sofrer tanto.
Se alguém estiver te falando algo que você não concorda, ouça, porque essa pessoa só quer o seu bem.
Ah, não é todo mundo não.
Claro, claro, claro.
Todo mundo tem os seus interesses, mas é aquilo que você tem que filtrar Mas escuta, a gente tem dois ouvidos, né? Isso é importante.
Muito. Quem na sua carreira fez diferença na formação do seu caráter? Você comentou: "Ah, quando eu desfilo no Fashion Week, eu encontro um estilista que eu gosto." Tiveram muitas pessoas que cresceram junto contigo.
Muitas. Nessa profissão, o Fashion Week, por exemplo, não existia a Semana de Moda no Brasil na época, né? A gente viu nascer o esse mercado que é gigantesco hoje. Então, meio que a gente construiu um mercado junto ali, sabe? Mas você perguntou o quê?
Qual?
O caráter.
Quem te ajudou a... Quem te ajudou na formação do seu caráter? Ou seja, dessas pessoas todas com quem você trabalhou, foi conhecendo, você foi filtrando.
Minha mãe, eu acho. Eu acho que a base familiar pra mim foi importantíssima. Eu comecei muito nova, com 13. Acho que o teu caráter, óbvio, você vai moldando conforme o tempo, mas cada um nasce com aquilo dentro dela. Mas ela foi fundamental para mim.
Para quem não lembra ou não conheceu o início da sua história, você tinha 13 anos. Onde você estava? Como é que a Giane...
Na verdade, eu estava no Parque do Ibirapuera andando de bicicleta num domingo e um fotógrafo, Sérgio Duarte, me viu andando com meu irmão e meus amigos. Pediu para minha mãe ligar para ele, que eu era muito nova também, né? Fez um ensaio, só que ele não era de moda, ele não trabalhava com moda, ele fazia umas artes em cima das fotos. E aí ele falou que achava que eu tinha...
Eu era desse tamanho com 13, né?
Esquisita mesmo.
Esquisita? Pensa numa mulher bonita.
Mas esquisitona, né? Desse tamanzão com 13, imagina.
Qual a sua altura?
1,80. Era um pirulitão. E aí eu fui para um— Aí eu fui para um— Aí ele me falou, conhecia algumas agências, eu comecei na Le Keep e fui devagar. Não era para nem começar a trabalhar tão forte, porque eu era muito nova. Naquela época não tinha modelo tão jovem trabalhando, mas era uma preparação para quando eu tivesse 15, 16 anos, já entendesse mais ou menos como funcionava o mercado. Eu lembro que o meu primeiro trabalho foi fazer um showroom. Quem não sabe o que é showroom, é... Tem... Todos os revendedores vêm para a fábrica, alguma coisa assim, para fazer as compras das roupas. Então, você é o modelo que vai lá pôr a roupa... Sim, veste. Você veste a roupa para a pessoa ver se quer comprar aquele produto ou não. Que é difícil para caramba, você fica o dia inteiro lá, passa as pessoas e tal, isso é realmente um manequim só para ver como veste aquela roupa. E muitas meninas nem gostavam de fazer aquilo. Para mim, aquilo era tipo um desfile de Fashion Week, eu amava fazer aquele negócio. "O que eu tô desfilando aqui?" Tipo, pra vocês, sabe? Pra mim era tipo um... Eu sempre gostei.
Sempre se divertiu?
Eu sempre me diverti com o que eu tava fazendo. Até porque depois começa a trabalhar, você mais trabalha do que você se diverte. Então, se você não faz aquilo porque você gosta, você vai ser infeliz pra cacete. Ai, não sei se pode falar cacete.
Desculpa, falei. Pode falar o que você quiser.
Cacete.
Pode falar o que você quiser. Jane, aqui você pode tudo. Pra gente partir aqui pra uma conclusão, eu teria vários caminhos pra seguir contigo, mas eu entendo que você é um exemplo pra muitas jovens e também pra muitas mulheres já que nasceram em 81, como nós, sobre a passagem do tempo. Nós estamos envelhecendo muito bem, né? Mas eu, na minha cabeça...
Mas tá ficando caro, hein? Tá ficando caro esse negócio. O quê que tá ficando caro? De envelhecer, menina. Antes eu lavava minha cara com água e sabão e tava ótimo.
E agora?
"Ai, agora tem que passar creme, o creme é caro pra caramba pra botar pra dormir, depois o creme pra acordar." E faz uma diferença isso?
Não faz?
Nossa, é um custo mensal que tá difícil, viu?
E no custo anual que tem que entrar botox já?
Aff, amiga, agora tá ficando 2 vezes por ano, né? Não é só uma... A cada 6 meses, né?
Aplicação de botox.
Antes era uma vez por ano, agora tô...
Viu? Mas, ó, então vamos lá. Esse assunto ninguém quer falar, por isso que eu gosto de falar dele. O envelhecimento te deixa confortável ou desconfortável?
Muito. Eu te falo, eu amo ficar mais velha. Eu acho que vem um conteúdo junto que não é a pele, não é nada.
É o repertório.
É o recheio. Eu acho que muda completamente.
Por isso que o que eu mais gosto de você é isso. Porque quando a Jeane chega, pensa uma mulher de 1,80m, loira. Simpática, aí ela chega, todo mundo fica assim: "Nossa!" Aí ela quebra alguma coisa. Aí você começa a falar, a conviver, e a gente percebe o quanto você é generosa, o quanto a sua beleza maior está dentro e não fora.
Ai, obrigada!
Sim, parabéns.
Vou parar de fazer o botox, então economiza.
Não, não, não, tá linda, tá linda, imagina! Nós temos a mesma idade e eu estou te olhando aqui e estou lembrando que quando eu tinha 13 anos eu me namorava no interior do Paraná, né? Só que na época não era, não tinha internet, era tudo na revista. Então eu fui acompanhando todas as capas e ensaios que você foi fazendo. Eu, gente, agora tô aqui entrevistando a Jana Bertão, é, que coisa, né? Então eu sei que a sua fala pode inspirar muitas pessoas, aquelas que estão começando, aquelas que já transitaram na carreira como eu fiz e como você já fez. Você já transitou muitas vezes.
Sim.
E o que que você espera agora dos próximos 42 anos.
42? Nossa, é bastante, né?
Tá bom, o que você espera para o seu futuro? Quais são os seus planos?
Dominar o mundo.
É, ótimo, como?
Então, ainda estou botando o meu plano ainda no papel.
Não, eu quero dominar o mundo, já vi ela, ok, mas como?
Eu quero ainda conhecer muito do mundo e não só da nossa bolha que a gente vive. Normalmente a gente sempre vive numa bolha. Eu tive um clique depois que... Quando era criança, eu vivia num bairro e aquilo era vida para mim.
Qual bairro?
No Jardim Selma, aqui. Eu vim da periferia de São Paulo. Então, a vida era aquilo, teus amigos e tal. Depois que eu fui para Milão, que eu tive a oportunidade de ir para Milão, que eu não tinha noção de como que era, na hora que eu voltei, eu falei: "Gente, o mundo..." é tão maior daquilo que a gente vê, do que é posto para a gente, acho que a gente pode fazer aquilo que a gente quiser. Ninguém vai impor para você, ditar a regra do que você tem que fazer. E acho que você pode mudar a qualquer hora, sabe? Tudo com uma consciência, porque você está num sistema, então tem que viver nesse sistema, mas você não pode ser passivo e falar: "Então é isso, vou fazer o quê?" Vai se mexer, vai tirar a tua bunda da cadeira e vai tentar realmente mudar aquilo para o que você quer. A vida é uma só. Não sei se daqui 42 anos eu vou estar aqui ou não, então eu quero ser feliz, eu quero viver, eu quero provar, quero testar. Eu amo desafios de estar numa carreira nova, porque isso me estimula. Eu sempre gostei de estudar, eu sempre gostei de aprender. E eu não quero acabar nunca com isso. Não quero que alguém me dita que agora não dá mais.
Adorei, Giane, isso que você falou. E agora, pra gente encerrar, você sabe que eu comecei aqui no Interioriza uma cerimônia das areias. O que é que é isso? Tudo que nós vamos ouvindo, falando, lendo, a gente vai absorvendo, isso vai fazendo parte da nossa história.
Sim.
E eu tenho muita gratidão por todas as pessoas que passam por nós, fisicamente, de forma online. Então quem está nos escolhendo, quem ficou até aqui, vai receber agora um pouco da energia que você quiser colocar dentro desta garrafa com uma areia. Escolhe a cor. E aí imagina que daqui uns 50 episódios esse garrafão vai estar cheio de areia de todos os convidados. E nós vamos formar uma obra, que é o que nós estamos formando aqui. Nós estamos contribuindo para a obra de cada um. Então você vai colocar, vai escolher aqui a cor que você quiser. Aí você faz um, você vai dizer o que que você deseja para as pessoas e coloca aqui a cor que você quiser.
Tá, vou botar o verde porque ainda não tem.
Pronto, o que que você quer desejar para quem tá nos acompanhando?
O que eu quero desejar para quem está acompanhando é que ela seja feliz, que ela busque entender do que realmente ela gosta, entender principalmente o que ela não gosta, saber o que ela não gosta, e mude e foque naquilo, porque a vida é uma só, ninguém vai poder te ajudar em mais nada a não ser você. Você que vai te trazer a felicidade, não é o outro, é aqui dentro.
É você com você. Então, e você coloca aqui o quanto você quiser. Pode? Não, pode. É você. Isso, muita, né?
Não vou acabar com a Arinha.
O que que acontece? Não pode colocar uma quantidade? Pode, pode sim, pode. Sabe por quê? As areias agora se misturam. E você acha que vai ser possível separar essas areias? Nunca mais.
Não, porque tudo que você vê nunca muda. Ela tá lá dentro.
Viu? Agora, ó.
Você que muda conforme as coisas vão entrando em você. Eu acho.
Adorei. Adorei. Não são as coisas que mudam, é você que muda.
Quem muda é com o que você absorve, eu acho.
Perfeito. Adorei, viu? Essa cerimônia das areias eu aprendi num casamento e trouxe aqui para o Interioriza. Cada convidado derrama neste garrafão um pouquinho de areia para a gente poder formar aqui a obra, mas especialmente a sua intenção, a sua vibração, o que você quer com quem está nos acompanhando. Minha querida, muito obrigada. Quem quer continuar te acompanhando, te encontra onde?
Se quiser ir lá no meu Instagram, lá tem o link para todas as plataformas que tem o meu podcast.
Legal.
É muito legal. É Albertoni Giane, ao contrário. Meu nome, e lá vocês me encontram e sabem tudo que tá acontecendo também.
Perfeito, minha querida, muito obrigada. Obrigada, eu volte sempre que você quiser. E você também que está aqui comigo, volte sempre. Na próxima semana a gente tem mais Interioriza, tá? Até mais.
Amei.
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