A virada espiritual que salvou sua liderança! com Eduardo Schroeder no Ïnterioriza
11 Mar 2025 · 55 min
Eduardo Schroeder talks about his spiritual transformation and how it changed his leadership of the Cheirinho Bão franchise. He discusses personal health struggles, spirituality, and navigating business challenges during the pandemic.
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Mior passar café? Que nervoso. O que você acha dessa frase? E você, Eduardo Schroeder? O que você acha dessa frase?
Essa frase, quando eu leio pra ela aqui, eu falei... Gente, eu achei alguém que me entende. É muito melhor, né? É muito melhor passar um cafezinho, que nervoso. Tá nervoso? Passa um cafezinho, toma um café e segue o seu dia, segue a sua vida, que não tem coisa melhor.
Sabe que quando eu vi essa camiseta, eu tava na expectativa do sim do Eduardo pra chegar aqui no Interioriza, e aí eu comprei a camiseta e mandei pra você. Eduardo, agora não tem como você dizer não. E eu queria muito te trazer pro Interioriza, Edu, porque a sua história com a Cheirinho Bão, É muito interessante, e a gente precisa compartilhar aqui no interioriza, não só a história das 800 franquias e o quanto você tá bombando em todo o Brasil, mas o que aconteceu antes de tudo isso. Então, seja bem-vindo a este interioriza, em que eu tenho o privilégio de trazer aqui o Eduardo Schreder. Tô pronunciando certo o seu nome? Certo. O Eduardo é advogado, especialista em franchising, É pai, é empresário, treina Iron.
Iron Man.
E toma quantas xícaras de café por dia, Eduardo?
Então, até 60 dias atrás eu tomava muitas xícaras de café até pra compensar o treino, até uma cápsulazinha pra compensar. Mas eu tô agora fazendo um desmame desse excesso de cafeína. Tô segurando um pouco o excesso, tô controlando. E assim, isso aqui não é pra você diminuir seu cafezinho aí bom não, tá? É só por uma questão pessoal aqui que eu tô passando pra retomar os meus treinos, que eu quero retomar mais forte, e se você ficar com uma dose muito pesada de cafeína, quando eu precisava dela pra me ajudar nos treinos e nas provas, ela já não tinha tanto efeito.
Então já tava em excesso?
Já tava em excesso.
Ou seja, a sua fala já traz o seguinte, É por mais que algo seja muito bom, seja muito necessário, se você erra na dose, aquilo é um problema. Sabe que teve um médico no século XVI chamado Paracelso? Ele já disse, a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Eu fiz essa provocação pra você porque você tem promovido uma grande revolução nas cafeterias no Brasil. Eu não te conhecia, eu não conhecia o Cheirinho Bão. Teve uma vez que uma pessoa me chamou assim, Isabela, vamos marcar um café? Eu, claro, na época eu tinha acabado de ter neném, então eu não sabia qual café que era. Ela falou, vamos lá no Cheirinho Bão. Eu, não conheço essa franquia. Ela tem pouco tempo no mercado, né?
Sim, nós estamos no mercado há oito anos. Oito anos! A marca existia há oito anos, mas ela ganhou realmente o cenário nacional nos últimos quatro. Na pandemia nós ganhamos.
Mentira! Mas quando as pessoas estavam fechando as portas?
E é aí que é a chave da nossa história. É a pandemia. Quando todo mundo tava desistindo, e pra gente também era um momento extremamente difícil, como pra todos, nós usamos a pandemia como realmente uma mola pro furo pra gente sair daquele buraco. A gente brinca e fala assim, ah, não existe o fundo. Continua cavando pra você ver. É só você continuar cavando, ele não acaba nunca, entendeu? Então, naquele momento, foi um momento que eu falei, não, chega, eu não quero cavar mais, eu quero sair disso aqui. E foi na pandemia que nós ganhamos realmente o cenário nacional, o mercado. Eu falo assim, quando todo mundo resolveu frear, nós falamos, vamos acelerar. E foi loucura.
Pera lá, pera lá, pera lá, pera lá. Aí, a pessoa que tá chegando agora, não entendeu nada, café, abre porta, fecha porta, vamos lá. Durante a pandemia, quando muitas franquias estavam fechando as portas, você estava abrindo portas?
Eu estava abrindo portas. Só pra você ter ideia, inúmeras. Quando a gente chegou na pandemia, nós tínhamos 80 lojas em funcionamento. Nós tínhamos 80 lojas em funcionamento e passando, obviamente, enfrentando aquele desafio. E quando todo mundo resolveu segurar aquilo ali, e eu te digo, a gente tinha 80 lojas e a gente tinha um problema, porque a gente tinha uma alavancagem, a gente tinha uma dívida que vinha em cima da gente, pesada, e eu não sei se eu posso falar números aqui, mas eu falo, não tem problema, pra você ter ideia, a gente chegou em 2020 com 10 milhões de reais de dívida.
Então, vocês tinham, até 2020, 80 lojas, 10 milhões de dívidas. Essas 80 lojas estavam onde?
Essas 80 lojas estavam praticamente concentradas no Rio de Janeiro.
Ah, tá. Você começou lá?
Eu comecei lá. Eu comecei no Rio de Janeiro, o negócio nasceu em Minas Gerais, a ideia. Só que o Rio de Janeiro, ele tem um... ele gosta muito dos produtos mineiros ali do sul de Minas, que é onde a gente tá. Então, assim, o mineiro São Lourenço é o principal ponto turístico do Carioca. Então, quando nós chegamos com essa ideia lá, o Carioca aceitou muito bem, o Carioca gostava muito bem. E aí, o Carioca tinha essa questão, ele é apaixonado pelo café. Só que nós enfrentamos um desafio, porque o Carioca gosta de tomar um café extremamente quente, é um balde. Ele consegue uma quantidade absurda de café, ele não é pouco café e muito quente. E o café especial não aceita ser feito dessa forma. Ele tem uma temperatura certa, ele tem coisas a serem feitas ali pra seguir um processo. Então nós precisamos plantar essa cultura lá. E aí isso demandou muito dinheiro, muito investimento, mas essa dívida que a gente carregou não foi só pelos investimentos, porque nós sempre pensamos no franchising, de um jeito diferente. Quando a gente começa no franchise lá atrás, eu sou advogado de formação, as pessoas queriam fazer uma marca, vender franquia e beleza, tá tudo certo e ficar rico com a venda de franquia. E nós sempre falamos, cara, vender franquia ele só vai levar a marca pra mais lugares, mas o que vai dar dinheiro de verdade é vender produto. A gente sempre olhou pra isso, então a gente investia muito na fábrica por trás, na estrutura por trás pra aguentar esses franqueados. Então tinha muito investimento disso e tinha muito investimento de erro. Erro no seguinte, eu acho que é uma mensagem que eu deixo pra todo mundo. Sociedade. Sociedade, ela é maravilhosa. Eu adoro ter sócios. Eu tenho 14 sócios hoje. Hoje eu tenho 14 sócios. Mas naquela época, eu tinha sócios que não estavam no mesmo alinhamento que a empresa precisava. Porque se você tem uma empresa com um objetivo e você tem um sócio com um e o outro com outro, a empresa vai acabar. Quem vai sair prejudicado no meio é a empresa. E foi isso que aconteceu, e foi isso que levou a gente pra... Foi parte disso, né, que levou a gente pra esse endividamento. Nós tínhamos sócios com visões diferentes. E aí, esses sócios com visões diferentes, isso acaba com a empresa. E aí, em 2020, a gente também... Esses sócios saem da empresa. E aí fica só eu e o Hilton.
Com 10 milhões.
Carregando esses 10 milhões de dívida. E com esses franqueados em cima da gente, a gente precisando... A gente tinha que salvar esses caras. Todos os dias, quando eu deitava a cabeça no travesseiro, eu não pensava em mim. Porque, assim, a gente tinha conquistado algum patrimônio, alguma coisa na pessoa física, você fala, cara, beleza, eu sou advogado por formação, eu volto pro mercado, eu consigo, né? Mas esses caras que acreditaram na gente, que investiram o dinheiro, eu não posso abandonar esses caras nesse momento. E foi essa força do não deixar esses caras abandonados que, nesses últimos quatro anos, eu não tive direito de nenhum segundo de folga e nenhum segundo de respirar, nem quando eu passei o momento mais difícil da minha vida.
Qual foi?
Quando meu coração resolveu parar. Eu rompi a válvula metral. E eu assim, minha esposa me teve morto no braço.
Eita lasqueira. Pera lá que agora nós vamos ter que dar uma mudada aqui na condução deste episódio. Pera lá, Eduardo.
Entre eu passar mal, operar foram seis dias. Eu fiquei fazendo seis dias entre UTI e cirurgia. E eu não parei nenhum dia. Numa missão. Eu vivo literalmente 100% por uma missão.
Pera lá, Eduardo. Eu não posso agora falar disso. Pera lá.
Pera lá. Volta.
Pera lá. Já vamos chegar aí, tá? Quando você tem lá a ideia de criar um lugar chamado Cheirimbão, Minha família, metade é de Minas, então pra mim, eu já entendi que é de Minas. A sua primeira unidade foi onde?
Praça Sants Penha, Tijuca 344.
Não foi em Minas, foi no Rio.
No Rio, Tijuca tá lá até hoje.
Quando você... abre essa primeira unidade, você já imaginava ter outras unidades? Você sempre criou... Aliás, a semente da Cheirinho Bom, já era pensando em franquias ou não?
Já, já. Nasceu em franquias, porque eu já venho desse mercado, eu sou advogado do franchising. Então, eu comecei minha carreira em 2009 advogando no Franchising. Então, já estava na minha veia o Franchising. Eu já era franqueado de uma marca, eu já tinha sido franqueado, eu tava inserido. E o Franchising foi algo, pra mim, que sempre encheu meus olhos. Eu falo que foi amor à primeira vista, quando eu vi o Franchising em 2000. em 2009, eu trabalhando no escritório de advocacia, o doutor Carlos Henrique me apresentou o franchise através de uma marca que se chamava Chocolate.
Chocolate.
Chocolate. Tinha muito em São Paulo, hoje não tem mais. Era o chocolate na fruta. Você lembra? No shopping?
Sim, morango.
Morango e tal.
Não tem mais?
Não, eles acabaram. Era, infelizmente, não foi. Ficou muitos anos e tal. E eu conheci ali. E aí depois eu comecei a evoluir nesse tema do franchise, tive uma proximidade com uma aquisição de um McDonald's, vi um cliente nosso do escritório adquirir um McDonald's, e aí eu aprendi muito ali. E aí eu saí pra divulgar pra outras franqueadoras. E aí o franchising vem pra mim dessa forma. Aí eu falei, cara, isso é maravilhoso porque empreender não é fácil. E com franquia você pega o negócio. A parte difícil que é você descobrir qual é o ponto ideal, o público ideal, o produto ideal. Imagina alguém que fica pensando o dia inteiro nesse produto aqui. Se você é dono do negócio do zero que você fundou, é você que tem que ficar pensando isso aqui. No Franchising você não precisa. A gente pensa nisso aqui pra você. A gente entrega isso aqui pronto e você só tem o trabalho de vender. Só que você vai vender com a técnica que nós também vamos te ensinar. E aí eu me apaixonei por isso. E aí os anos vão passando. Eu, em 2013, eu conheço meu atual sócio Wilson. Eu brinco, a gente é uma dupla. Eu quase tenho o mesmo tempo de casado que eu tenho de sociedade com ela.
Entendi, tem estado sendo um casamento muito bem sucedido.
Muito bem sucedido, a gente tem. E aí, a gente viu o frontiers em passar por uns momentos complexos, sabe? O franchising muito, aquelas pessoas querendo abrir marcas só pra vender franquias.
Então.
E muita gente quebrando. E aí o Wilton, a gente fala assim, cara, vamos fazer o franchising do bem? A gente nasce, é universal o franchising. que a nossa empresa é a Holding, que controla, a empresa se chama Universal Franchising, e o nome dela e a logomarca dela nasce da Árvore da Vida.
Que legal.
Eu até carrego comigo a Árvore da Vida, soltou o pininho aqui, mas tá aqui.
Sim, sim, sim.
Porque pensando justamente nas pessoas. E a gente pensava o seguinte, é uma grande árvore, e quanto mais franqueados eu tiver, eu vou gerando mais frutos. E desses franqueados, nós vamos gerando mais frutos, mais negócios, mais empregos. E aí, nós estabelecemos uma meta lá atrás, nós queremos gerar 20 mil empregos.
E hoje vocês têm?
Cinco já. Não é mal de chegar nos 20.
20 mil empregos. Você começou com uma loja, depois 80 foi o divisor de águas.
Divisor de águas 2020.
E hoje você tá com?
Hoje um contrato, a gente passou de mil contratos e inauguradas nós temos 600 e alguma coisa de loja inaugurada. E mil, mais de mil contratos.
Eu entendi até agora que a palavra que marca que a sua gestão então como líder é responsabilidade.
Você acabou de me trazer uma coisa.
Sabe por quê, Edu? Quando a gente... Eu sempre brinco com as pessoas. Se você quer ganhar dinheiro, tem diversas maneiras de você ganhar dinheiro, mas não envolve a vida de outras pessoas. Porque a hora que você envolve a vida de outras pessoas, se você não tiver responsabilidade, você vai ter um problema. E isso eu tô dizendo, não tô falando só pra franquia, tá? Tô falando pra mentoria, tô falando pra qualquer coisa que você queira vender. Existe uma responsabilidade muito grande envolvida. Então, pra mim, vejo esse seu crescimento. E vocês saíram da dívida de 10 milhões?
Saímos da dívida de 10 milhões, e esse ano a gente bate 500 milhões de reais de faturamento.
Uma salva de palmas, por favor. Vocês saem de uma dívida de 10 milhões, vão pra um faturamento X vezes maior. Agora, vamos lá. O que que aconteceu com você com essa parada cardíaca? E o que essa circunstância mudou na sua vida?
Eu passei algumas mudanças na minha vida. Em 2020, além dessa sociedade, eu passei por um momento Eu venho de uma família que acredita em Deus, e eu via, tanto a minha família, como a da minha esposa, católicos, enfim, eu via aquela questão. E eu sempre fui um cara muito questionador, sabe? Eu questiono demais as coisas. Tudo que me apresenta, minha esposa fala, se ela vai me levar em algum lugar, ela fala, pelo amor de Deus, pega leve, não precisa. O negócio dele é simples, realmente, pega leve. Eu sou extremamente questionador, sabe?
Sei.
E aí eu sempre fui. E eu questionava um pouco a questão da religião, pra ser bem sério com você. Eu questionava, eu não conseguia entender. E aí você vai entender onde eu quero chegar. Eu não conseguia entender como que eu via a minha própria família, todo mundo falando de Deus, da igreja, mas no domingo, na segunda-feira, coisas que eu não achava certas acontecendo. E eu sempre vivia naquele meio do caminho. Eu falava, o que de fato eu sou? Eu me perguntava. Em 2020, eu fui pra um evento de mentoria, e quando eu cheguei nesse evento de mentoria, tava tocando um louvor no evento. Aí meu sócio olhou e falou assim, você me trouxe pra um evento de crente. Se eles me mandarem levantar a mão, eu vou tirar a gota velada. Nós falamos isso. Dez minutos depois, tava nós dois chorando. cantando louvor, e eu sem entender o que era aquele sentimento, aquele arrepio na espinha, eu falei o que que é isso? E aí começou o evento falando sobre negócios, aí depois foi negócios os dois dias No último dia, de novo, louvor, no final do último dia, e vai ali o David Killam, que é um cantor gospel, ele chega ali na frente e ele faz um convite. Quem quer conhecer Deus de verdade? E eu falei, mas o que é isso? O que é conhecer Deus de verdade? Como assim? Só que eu senti algo que eu nunca tinha sentido na minha vida. E ele faz aquele convite. E eu sentado na cadeira, eu tinha participado ativamente daquele evento muito, E ele chama, fala que quem quiser hoje caminhar com Deus através dos princípios, que levante e aceite. Eu não sabia que aquilo era o apelo que é feito hoje nas igrejas pra você aceitar Deus. E eu falei assim pra mim mesmo, falei, Deus se você quer que eu levante daqui, você me ajuda porque com as minhas próprias pernas eu não consigo. Quando eu olhei pro lado, meu sol estava com a mão assim estendida pra mim e nós dois levantamos. E naquele dia nós tomamos uma decisão na nossa vida. Nossa empresa estava 100% entregue pra Deus. A gente seguia rigorosamente os princípios de Deus. A gente não fazia mais coisas erradas. A gente ia corrigir tudo que, porventura, a gente estivesse fazendo de errado. Desde um impostinho que você deixa ali, coisinhas que você faz ali. Ah, vamos fazer dois CNPJ pra um... Não, nós só vamos andar dentro da regra. Se a empresa não for sustentável dentro da regra, é porque a empresa tem alguma coisa errada no modelo. A gente precisa corrigir o modelo e seguir. As regras. Então, em tudo na nossa vida, a partir de hoje, passa a ser 100% dos princípios de Deus. Isso é um desafio, tá? Porque você precisa corrigir muita coisa, você precisa abandonar muitas coisas. Eu tive que...
Renunciar.
Eu pesava 110 quilos. Eu tinha uma vida que era desregrada. Uma vida de bebida. Uma vida que meus filhos... Eu já tinha os dois nessa época. Luísa com um ano e o Lucas com cinco. E eu já, assim, vivi uma vida desregrada e eu precisei abrir mão de um monte de coisa. E a partir do momento que eu fiz isso, coisas começaram a acontecer nas minhas vidas. Começou coisa a acontecer do tipo, naquele final de ano, surge o Michel Teló querendo lançar uma música chamada Café 4. E procurando uma marca de café pra lançar. E a gente é procurado. Eu falo assim, meu Deus, Michel Teló, o que que é isso? E a gente lança o Michel Teló. Só que eu não tinha dinheiro pra pagar o Michel Teló. Precisava de um milhão de reais pra fazer a ação com ele. Seis meses. Eu falei, eu não tenho esse dinheiro. E naquela mesma semana surge um cara, eu conheci um cara dias antes que ele é dono de um fundo. E eu conto a história pra ele e ele fala, cara, você tá trancado até a alma. Você não tá quebrado, mas você tá trancado. Mas eu vou acreditar, eu vou te emprestar esse dinheiro." E esse cara me emprestou 300 mil reais pra eu pagar a entrada no Michel Teló. E naquele mês que eu lancei, naquele dezembro, foi outubro que aconteceu 2020, em dezembro eu vendi um milhão e meio de reais a mais do que eu vendia normalmente. E aí a gente começa uma crescente que eu não consigo explicar. Naquele ano seguinte, nós vendemos 281 lojas.
Uau!
No outro ano, 283. No outro ano, 277 lojas. A gente começa numa crescente absurda. Eu falo assim, em resumo, nós saímos de uma dívida de 10 milhões e agosto do ano seguinte eu tava comprando um avião. Eu saio de uma dívida e tava comprando um avião. Eu não consigo esquecer aquela cena. Eu e o Hilton, a gente sentado dentro do aeroporto. Aquele avião chegando, eu falei, não é possível. Eu olhava e falava assim, Deus... E aí, beleza. Essa foi a primeira grande mudança. Eu entendi que eu tinha que viver uma vida 100% entregue pra Deus, seguindo os princípios de Deus, sem me desviar.
Eu posso chamar Deus de espiritualidade?
Sim, eu chamo dessa forma. Eu chamo a espiritualidade. É o meu pilar central, é o espiritual. A gente não chama pra não ter cunho religioso nem nada, porque eu tenho franqueados de todos. Eu tenho o espiritual no meio, que é o que rege a nossa empresa. É o principal pilar da nossa empresa. Que bom.
Então, só pra gente passar pra próxima...
E aí nós vamos chegar no coração. Isso. Que aí você vai entender.
A gente fala bastante que não interioriza, e nós temos vários exemplos. Quanto mais distante eu estou da espiritualidade, mais perto eu estou de confusão, de problema, de dívida e tudo mais. E aí isso pra mim foi assim um divisor de águas total. Falei, então é aquilo. Quando eu estou tão envolvida, Edu, com dívida, com problema, etc, eu não tenho tempo pra minha espiritualidade. se eu vou pra uma igreja, se eu vou fazer uma meditação, se eu vou me respeitar, eu não tenho tempo disso, eu tenho tempo só de... né? Então, eu tenho vários exemplos que já passaram aqui na interioriza, além do meu, que quando você tá distante da espiritualidade, você tá muito perto de problemas. Então, quando você, você me contando, quando você tem disponibilidade pra aquela situação, você já até tava com um julgamentozinho ali, só falta fazer tal coisa, mas aí você já tava tão envolvido que você Eu fui. Você foi. E ali, então, você encontra a sua espiritualidade.
Exato.
Posso chamar, então, esse... Você tá transformando.
Agora eu vou conseguir contar melhor a minha história a partir daqui.
Menino. Edu, então, esse exemplo é muito importante porque parece que pra você ser líder, Você não pode ter ética, você não pode ter valores e você não pode ter tempo para a sua espiritualidade, como se isso fosse desnecessário. Você está me dizendo que eu estou vendo mais um exemplo que não é.
Não, é pelo contrário. Eu passei até o tempo justamente para Deus. Eu falei, peraí, eu tenho que ter tempo para todos os negócios, mas eu preciso ter para a minha espiritualidade. Porque quando a gente vai olhar, Deus não é a nossa semelhança? E aí, quando eu penso nisso, eu falo, eu não tô tendo tempo pra mim.
Pronto, bingo.
Eu não tô tendo tempo pra isso. E aí, assim, foi algo da empresa que virou uma cultura da empresa. Todos sabem disso, sabem como funciona, conhecem. Nossas convenções são abertas dessa maneira, com um momento espiritual, respeitando todas as religiões.
Ecumênico?
Sim. Respeita tudo, todas as religiões. E aí a gente vem vivendo. E eu venho. E aí tem um outro ponto importante que a gente entendeu, que eu gosto sempre de deixar essa mensagem pra líderes e pra todo mundo. Cuidar também do seu corpo, faz todo sentido. Eu pesava 110 quilos, tinha uma vida desregrada. Bebia, comia mal, dormia mal. E aí eu começo a corrigir isso. Eu começo a entrar o esporte na minha vida. O esporte passa a ser uma rotina de vida. Eu começo a perder peso. Eu começo a me alimentar melhor. E à medida que eu vou fazendo isso, eu vou cuidando mais do meu espírito, eu vou cuidando mais do meu corpo, eu vou cuidando mais da minha saúde, o meu resultado da empresa vai crescer.
Olha, que interessante. Gente! Breaking News para tudo! Ô Edu, eu costumo dizer assim, gente, pra você ser um bom gestor, você tem que ser uma boa pessoa. Hã? O que que foi? O que que ela falou? Pra você ser um bom gestor, você tem que ser uma boa pessoa. Acabou de se materializar aqui na minha frente.
É isso. E foi isso. E é óbvio, nós somos exemplos do nosso time. Nós somos exemplos dos nossos franqueados. Hoje, na nossa rede franquia, vou trazer esse exemplo. Ontem eu tava palestrando no evento do Thiago Fonseca. E ele já foi palestrar na nossa convenção. E ele me citou algo lá que eu não tinha escutado. Ele falou assim, cara, eu tenho que dar um depoimento pra você aqui antes. Eu já fui em outras convenções de franqueados. Quando a gente chega, o franqueador tá afastado porque ele tá até com medo dos franqueados dele, porque, sei lá, ele tem algum problema. Quando eu cheguei na sua franquia, vocês eram os verdadeiros ídolos dos seus franqueados. Os caras param vocês pra tirar foto. A frase que eu mais escuto na minha convenção é, você mudou a minha vida. É a frase que eu mais escuto. Minha esposa, ela não consegue com a do lado, porque ela só chora assim.
A Luana.
A Luana. Tava a esposa de um, eu te falei, são 14 sócios na Cherimont, eu e o Wilton, tem outros sócios que vêm com a outra empresa, um grupo que a gente se conecta, hoje é uma holding com várias empresas. E aí, um dos sócios dessa empresa, a esposa dele tava do lado um dia, e a gente abraçando os franqueados ali no momento, e ela ouvindo de várias maneiras, ela parou e falou assim, eu nunca vi isso na minha vida. Ela é um pouco mais velha, ela falou assim, eu nunca vi, como assim? Porque ela não conseguia acreditar de pessoas com muito mais idade, eu tenho 37 anos, entendeu? E pessoas com muito mais idade do que eu, me dando esse abraço e falando isso. E aí a gente vai começando a entender, porque antes de cuidar do negócio, a gente cuida das pessoas. É essa a nossa missão lá dentro. A gente sempre pensa nas pessoas. Sim, nós somos gestores. Eu não nego e eu falei isso. Eu sou um gestor duro. Eu sou um gestor que cobra. Eu não sou um gestor de moleza. Eu não sou o gestor de querer usar aquelas estratégias de bater tambor, de ficar fazendo coisa pra poder ficar animando e depois você ficar fazendo as coisas com o funcionário. Não sou esse cara. Todo mundo sabe como eu sou. Sou rígido, sou duro, mas eu cuido das pessoas. Funcionário, nós da empresa, se ele tira uma licença maternidade, ele recebe da licença e recebe da gente. Ele não fica com a licença maternidade, ele continua recebendo salário do mesmo jeito que a gente, mas a licença. Se um funcionário sai e fica afastado com algum problema, ele fica recebendo da gente e do INSS do mesmo jeito, ele não deixa de pagar ninguém. Um funcionário precisa de qualquer coisa, nós estamos lá com ele, ajudando o que ele precisa, mas na hora que eu preciso cobrar, ele precisa entender que precisa ter resultado. Porque se eu não tiver resultado, eu não consigo nem fazer isso.
Pronto, bingo.
Se a empresa não tiver. Então, foi dessa maneira. A gente veio cuidando da gente e cuidando das pessoas e cuidando da empresa. E nós entendemos o seguinte, que não adiantava eu falar pra pessoa que ela tinha que comer bem, que ela tinha que reduzir a bebida alcoólica, que ela tinha que dormir bem, que ir pra balada no domingo e trabalhar na segunda-feira não ia rolar. Ela ia acabar não entregando o trabalho. E aí, como ela não ia entregar o trabalho, ela ia ser cobrada, ela ia juntar o dia anterior dela que tinha sido excessivo e nós somos seres humanos, a gente precisa de bateria igual ao seu celular.
Opa!
A gente precisa recarregar. Ela tava com a energia toda baixa, ela não entrega, ela é cobrada. Quando ela é cobrada demais, a bateria esgota, aí ela entra em crise. Então, nós começamos a ter que fazer isso. Não adiantava só eu falar, eu tinha que viver isso pro meu time ver. E aí eles vêm, eles acompanham. O que eles acompanham da nossa rotina? Eles acham que nós somos uma máquina de trabalhar. E aí só que eles falam, cara, eu não entendo. Ontem, por exemplo, eu tava em Brasília, eu voltei de um evento em Brasília, cheguei, fui palestrar no Fonseca, várias reuniões, cheguei oito, era oito e pouca da noite, eu tava na bicicleta pedalando. Porque eu não tinha conseguido treinar de manhã.
Você já se comprometeu com a sua saúde.
É meu compromisso. É meu horário. E aí eu já aproveito. É meu horário que eu treino e é meu horário que eu me conecto com Deus. Tá.
Aí você quando chegou aqui, a gente trocou vários presentes, tá? Imagina que ele me traz vários cafés e eu entrego uma singela xícara. Né? O que que tá escrito na sua?
Já se incluiu na agenda hoje.
Aí quando você pegou, você deu risada.
Foi.
Porque hoje você tá se incluindo, pelo jeito.
Eu me incluo nesse ponto, mas você entendeu que eu faço isso porque é focado no negócio?
Sim. E aí, eu te pergunto, qual é o seu próximo compromisso com você?
Então deixa eu te contar da história do coração.
Sim.
Então eu venho nesse batidão, 2020. A gente já vinha num batidão antes, eu começo a mudar de vida, eu emagreço, entrega a vida pra Deus.
A sua relação com a Luana como ficou?
Acho que mil é pouco.
Melhorou muito.
Nós casamos de novo. Ah. Nós fomos lá em 2021 e fizemos de novo uma cerimônia vestida de noiva.
Ai, que legal.
Em 2021, recebemos a bênção de novo.
Que legal.
Casamos de novo. Você tem ideia de tanto que... A gente tava fazendo 10 anos de casada ali. A gente casou em 2011. E aí, em 2021. E aí, o mais legal é que quando eu entreguei a vida de fada dessa maneira, ela veio junto. Apesar de vir nessa família, como eu tô te dizendo, e eu não tô dizendo que eles não são, lógico que eles são, mas daquela maneira ela falou, eu entendi agora o que você fala. É porque é difícil de explicar para as pessoas o que é viver 100% dessa maneira. O que é dar o passo. E acreditar que o chão vai aparecer. A gente só faz isso, a gente dá o passo e acredita. E se eu for te contar quantos milagres a gente não sairia. E aí a gente vem. Essa mudança e a Luana vem acompanhando. O 2023 eu faço Iron Man. Eu venho treinando, eu faço Iron Man. Sai do Iron Man. Comece a treinar pra uma maratona, meu sócio é maratonista, e eu fui pro triatlo. Então ele falou, vamos fazer uma maratona juntos? Eu falei, vamos. Eu começo um ciclo de maratona, um belo dia. Eu chego em casa num domingo sentindo uma dor muito forte no estômago. Uma dor muito forte, uma dor muito forte. Passa aquele domingo de noite, eu falo com a minha esposa, não tô bem, não tô sentindo legal. Ela falou, você treinou hoje? Eu falei, não, no dia anterior eu tinha corrido 21km na esteira em um treino. E ela falou assim, vamos lá, a gente tem uma academia em casa. Ela falou, você pedala, eu corro aqui. Eu pedalei, ela correu hoje de noite já. Falei, Lu, não tá dando, eu vou tomar um banho, aquela coisa, eu lembrei da minha mãe. A mãe da gente, quando a gente tava não passando bem, toma um banho que vai ficar tudo bem.
Dorme que passa.
Aí eu fui tomar um banho, fui dormir. E aí, quando eu deitei, 11 horas da noite eu acordei e falei, preciso passar mal. Quando eu fui no banheiro, aí eu sentia adormecer o braço, sentia adormecer a perna. Falei, eu tô infartando. Na hora eu tive a...
Percepção.
Percepção. Falei, tô infartando. Falei, tô infartando, eu gritei. Ela chegou, eu falei, eu tô indo. Eu falei com ela, eu tô apagando. Eu tava sentindo, eu tava sentindo cada vez mais... É muito estranho, assim, te dizer da sensação. Você vai apagando.
Sim.
Você não é do nada, é uma dor absurda. Uma dor absurda, uma dor no peito, assim, de... Primeiro a dormência. O dia eu passei com essa dor no estômago e aí veio a dor. Eu falei, caraca. Aí eu me recordo de duas coisas, eu falar com ela, Lua, eu tô indo, tá tudo bem. E falei com Deus, falei assim, Deus, tá tudo bem, você quer que eu vou agora? Eu tô indo. E eu lembro dessas duas frases, eu falar e eu apaguei. E aí quando eu acordo de novo, Samu em cima de mim. Aquela coisa toda, eles me levando pro hospital e eles não conseguindo me tirar de casa, tentando descer a escada, a maca não descia. Eu lembro da imagem do meu sogro, meu sogro desesperado, meu sogro assim, a minha esposa ligou pro meu sogro, pro Samu, né? Meu sogro tentando me descer, eu morava em Minas aí, né, nessa época. Meu sogro me dá, que eu carrego ele no colo, eu desço com ele, eu ouvindo isso aí, e aí parece que um silêncio pairou naquele momento e uma voz veio assim, meu filho fique em paz, eu tô tirando tudo de ruim que é na sua vida porque a partir de hoje da sua boca só sai a minha palavra. Ah, eu parei e ouvi aquilo, E eu tentei olhar pros lados, ninguém... Eu não ouvia nada. Eu falei, Deus, você tá falando comigo? E eu fui pro hospital, eles não diagnosticaram de imediato, porque era muito... A válvula mitral, ela não degenerou. Ela saiu do lugar e ela rompeu uma cordoalha. E aí, o fluxo de sangue do pulmão... O fluxo de sangue voltou pro pulmão. Aquilo ali, seu pulmão encharca de sangue. E aí, o coração, ele dá aquele momento, né? Ele vai alto demais. E aí, os médicos falam, seu coração não parou de fato, porque você é um atleta. E aí, olha a mudança de vida. Quando eu chego no hospital, eles falam, você não morreu porque você é um atleta.
Ou se você tivesse naquele estilo de vida anterior.
Com certeza, eu não estaria contando. Então, Deus foi me preparando. E aí, eu consulto, passa um tempo assim, um descobre de imediato. Aí minha esposa fala, levanta dessa cama, você não é assim, eu não conseguia falar, eu me prostrei, eu fiquei assim, aí 12 horas desse jeito, ela falou, levanta essa cama, você não é assim, você não vai ficar assim, você já tá bem, você pode andar, você pode fazer tudo, a gente vai descobrir o que que é. Você vai levantar e vai tomar um banho agora.
Você já estava no hospital.
Não, o médico te mandou pra casa. E aí ela falou, você vai levantar e vai tomar um banho.
Você tá bem choque.
Eu não consegui falar. Eu fiquei quase 24 horas sem conseguir falar. Eu não conseguia falar. Eu não sei, eu fazia força, eu chorava, mas eu não conseguia falar. Eu não sei te explicar, eu não consegui falar. E ela falou assim, levanta e vai tomar um banho. Você não vai ficar processado em cama, você não é assim, você é um cara de energia, você vai levantar agora. E aí eu levantei e ela falou assim, nossos filhos não podem te ver aqui, você é a base dessa casa. Ela falou assim comigo, você é a base dessa casa, os meninos já estão estranhando. Você é o primeiro que acorda, você é o que põe todo mundo pra dormir. E você não pode ficar assim. E eu levantei e fui tomar um banho, e quando eu fui tomar banho, veio de novo. E era uma voz audível, meu filho fica em paz, eu tô tirando tudo de ruim que é na sua vida, porque a partir de hoje, da sua boca só sabe a minha palavra. E eu falei, Deus, você tá falando comigo? E eu pedi pra entender aquilo, o que que tava acontecendo. E aí, logo depois, vem o diagnóstico. É um médico numa consulta online, com os exames, e ele fala, cara, você tem um caso muito grave, você precisa ir pra São Paulo agora. Aí eu cheguei aqui em São Paulo, uma médica me atendeu na HCOR, eu fazendo o exame, ela consulta e fala assim, olha, você não pode sair do hospital. Você vai ter que ser operado o mais rápido possível. Tá acontecendo, você teve um rompimento da válvula, você tá com um refluxo ou tá voltando muito sangue pra dentro do seu pulmão. A chance de você criar um edema agudo de pulmão é gigante e você vai sufocar no seu próprio sangue. Então, você precisa ser operado agora. Assim, eu deitado, eu ouvi aquilo. Mas você sabe, aquela hora eu ouvi, eu lembro assim, de eu estar deitado e uma lágrima só surgiu. Eu lembro daquela lágrima. Ela falou, você tá sozinha? Eu falei, não, minha esposa tá lá fora. Ela chamou minha esposa, aí ela falou, eu falei, senhora, doutora, eu posso sair? Ela falou assim, você vai ter que assinar um termo, você se responsabiliza, gente. Eu falei, eu vou sair, eu preciso voltar em casa, eu preciso falar com meus filhos. Eu falei com ela, não tem dúvida nenhuma, eu não vou morrer, mas eu preciso ir lá. Eu preciso falar com meu pastor, eu preciso falar com a minha mãe, Eu preciso conversar com todo mundo. Voltei, conversei com todo mundo. E aí, eu internei dia 6 de setembro. Operei dia 7. Não, internei dia 5. Operei dia 6. Saí do hospital dia 12. E dia 14, eu tava trabalhando de novo. E dia 13, eu tava pedalando de novo. Eu não podia correr ainda, porque doía aqui. E aí, eu comecei... Eu já tava pedalando. E no dia 14, eu tava trabalhando de novo. porque a empresa simplesmente precisava. Eu tenho... Nessa época, eu tava, sei lá, com umas 800 lojas já vendidas e umas, sei lá, quase 500 inauguradas. Falei, essa galera depende de mim, cara. Eu não posso, cara. Eu lembro que eu fiz a primeira live com as pessoas no dia 14, às 15 horas, no Morumbi, que o médico falou, você vai ter alta, mas tem que falar do lado do hospital, ali do lado do Einstein, porque se tiver qualquer coisa, você precisa voltar agora pro Einstein. Eu aluguei um apartamento lá e fiquei lá.
Talvez o seu ímpeto em continuar uma vida normal fez com que você não se deixasse tão abater.
Sim. Mas tem hora que pesa, tá?
Sim, absolutamente. Já vou chegar nisso. O nosso tempo aqui acabou, mas paciência que eu sei que você tá comigo, tá emocionado. Duas coisas. Você renasceu em vida.
Sim.
Você renasceu em vida e você trouxe aqui um exemplo do que é ter fé na fé. Porque uma coisa é você falar que você tem fé quando tá tudo bem, a outra coisa é você ter fé quando tá tudo parecendo que não vai ter mais saída. Então, do momento em que você tem esse infarto lá em Minas, você vai pro hospital, volta pra casa, aí o médico fala que tem que ser operado, aí você vem pra São Paulo, vai pro Incor.
Quanto tempo, isso? 15 dias. Minha vida virou de cabeça pra baixo, assim. Ainda é 30 dias. Nós falamos assim, a gente tava com planos, cheio de coisa. A gente tinha acabado de voltar, a gente tinha acabado de fazer uma viagem pros Estados Unidos, tinha planos de voltar logo depois, expansão lá nos Estados Unidos, plano de morar lá. Cheio de coisas e nossa vida simplesmente fala assim, não, peraí, peraí, peraí.
Sabe de nada, rapaz. Edu, mas aí agora depois de tudo isso, qual foi a lição com essa experiência com o seu coração?
A lição foi o seguinte, eu passei a valorizar, você vê esse cara assim, eu sempre O cara de muita energia. Energia caminha comigo. Se você me ver um dia com baixa energia, saiba que deve estar acontecendo alguma coisa muito pesada na minha vida que eu acho que até hoje ela não me pegou. Eu sou esse cara de extrema energia. Eu quero fazer tudo. Eu quero atender todo mundo. Eu quero responder todo mundo. Eu não quero dizer não pra ninguém.
Sim, me identifico bastante. Você tá com 37, né?
37. Eu sou esse cara. Pelo menos eu era esse cara. Quando isso aconteceu, no dia que eu saí, no primeiro momento, meu olho abriu e eu falei assim, eu tô vivo, posso ter cirurgia dentro da UTI. UTI, eu não sei quem já teve uma UTI, mas é o pior lugar que pode existir no mundo. É sério, eu não sei. O cemitério é ruim, mas já tá morto. Lá você vê a morte em vida. Pessoas morrendo do seu lado, pessoas sofrendo do seu lado. E quando eu acordei com aqueles tubos, com aquelas coisas ali em mim, eu falei assim, meu Deus, e a única coisa que eu queria era um copo de água. Era só isso. Eu só queria água. Eu só precisava de água. E eles falavam, você não pode beber água, porque você, além da cirurgia cardíaca, você tem o endemônio de pulmão. Se você sufocar com a água, a gente perde. Você não tá entendendo.
Qualquer líquido naquele momento seria fatal.
Exato. Você não pode. E aí, aquela pequeno detalhe, eu falei, caraca. E aí, naquele dia, eu falei assim, mais nunca eu reclamo de nada na vida. mais nunca reclamo de nada na vida. Eu falei assim, essa foi a primeira coisa, eu falei mais nunca reclamo de nada na vida. E dois, eu falei assim, eu vou aprender a partir de hoje a me valorizar mais, porque eu aprendi uma coisa, você não faz ideia. Você acha que você tem um monte? Eu vou falar isso pela primeira vez. Você acha que você tem um monte de amigos. Eu tinha um monte de coisa, um monte de negócio, gestor de algumas centenas de milhões de reais. Um monte de gente. Quando aquilo aconteceu, eu só tive três pessoas. Minha mulher, minha mãe e meu sócio. Só. Só.
Eu entendo absolutamente o que você está dizendo. Aí ali, quando você então se vê, bom, se eu não me cuidar, você aprendeu a ser mais...
Eu aprendi a falar assim, peraí, eu posso continuar com a energia, eu posso continuar com tudo, mas em primeiro lugar eu tenho que me valorizar. O primeiro que eu tenho que me valorizar Eu tenho que respeitar esse tempo aqui. O dia pode estar pesado, pode estar o que for. Eu tenho duas horas do meu dia dedicado a Deus e ao meu esporte. Pode estar acontecendo o que for. Eu tenho duas horas do dia. E se eu tiver num ciclo de Iron Man, vão ser quatro e tá tudo bem. E as pessoas que esperem.
Quando você fala esporte, eu visualizo você.
Eu treino, né?
Eu treino, na lesteira, na bicicleta. E com a espiritualidade, você quer dizer o quê? Você medita?
Eu medito. Eu paro e oro. Eu lembro quando eu fui fazer um dos exames, eu tinha que ficar uma hora e cinquenta dentro de uma máquina. Uma máquina de ressonância, aquele exame do coração. Era uma hora e cinquenta. Ela falou assim, olha, como você tá com uma máscara de oxigênio, com tudo, você não vai conseguir ficar esse tempo todo aí dentro, porque, ela falou, é difícil. Então, essa... Aqui, toda vez que você quiser sair, você aperta. Então, vai durar três horas esse exame aqui. Eu falei, tá bom. E quando eu vi, ela me tirou. Eu falei, acabou? Ela falou, acabou. Ela falou assim, você medita? Eu falei... É, talvez possa chamar de meditação, eu oro. Eu fiquei uma hora e cinquenta orando, e eu não vi o tempo passar, e eu não sei te dizer que o tempo passou e eu saí daquela sala, assim, tranquilo.
Você já viu falar sobre Cairós?
Sim.
Então, no meu livro, eu falo sobre crônulos e carócios. Então, uma coisa é o tempo do relógio, a outra é o tempo que a gente sente no coração. É o tempo da percepção, que é muito variável. Então, uma hora, para uma pessoa que está numa festa, é muito diferente de uma pessoa que está esperando o resultado de um exame, por exemplo.
Sim.
Um minuto fora do banheiro é totalmente diferente do que um minuto dentro do banheiro. Então, essa percepção que você teve, foi a partir dos seus mecanismos de autorregulação. Então você foi aprendendo com a espiritualidade como se autorregular. Edu, do céu! E agora, gente? Quanto tempo que eu tenho desse programa ainda? Já foi 50 minutos! Edu! Aí eu tô vendo aqui sua história na minha frente, a responsabilidade, renasceu em vida. Quando a gente diz sim pra todo mundo, pode até ser que gostem da gente, mas não significa que nos respeitem. Eu aprendi isso quando eu trabalhava na Globo, né? Porque quando eu também fui demitida, me vejo sem trabalho, sem saúde, sem era nem beira, Mas cadê todo mundo que é desesperador? Mas é ali que você aprende, de fato, a começar a se respeitar. Então eu espero que você esteja falando mais não hoje.
Nossa senhora, eu falo muitos. Assim, desde um momento como esse aqui, que mesmo é de trabalho, até coisas pessoais, com amigos, com o que quer que seja. O não, na verdade, passou a ser o primeiro. Tem hora que eu até tenho que me regular. E eu falo assim, meu sócio foi um grande mentor sempre na minha vida. Ele falou assim comigo, falou, você já leu o livro Essencialismo? Aí eu falei, não, ele falou, você vai começar a ler esse livro hoje. Ele falou, você vai começar, você vai continuar a manter toda a sua energia, porque é a sua energia que faz o estudo com a gente, mas você vai ler esse livro pra você começar a aprender a selecionar, porque senão, a próxima vez, eu não sei se esse coração vai aguentar.
Pronto. Edu, então, você continua sendo responsável com seus franqueados?
Continuo. Eu não mudei isso, eu não mudei nada. Hoje, 10 horas da manhã, eu estava em treinamento. 10h30, treinamento focado com meus franqueados. Continuo entregando da mesma maneira, só que assim, eu passei a valorizar umas outras coisas que antes eu não olhava. Por exemplo, se você talvez me chamar pra uma festa, eu não vou. Essa hora daquela festa, ela não faz sentido. Eu prefiro dedicar aquela hora daquela festa pra outra coisa pra mim. Depende de algumas coisas que você me chamar, eu realmente vou dizer o não pra você. Depende de negócios que você me chamar. Antes eu era muito louco por negócio. Eu queria negócio, negócio, negócio. Dependendo do negócio que você me chamar, eu vou falar com você. Não, obrigado. Agora não dá. Porque esse negócio é muito bom, mas não é pra mim.
Bom, eu não te dei o meu livro ainda não, né? Não. Ah, então pronto. Esse livro, quando eu escrevi lá em 2017, eu não tinha tido ainda o Bernhard. Ele é um livro pra quem quer fazer as pazes com o tempo. E tem um capítulo aqui que é a atualização de identidade, que é justamente sobre isso. Hoje eu já sei reconhecer, então você já sabe reconhecer, que quando um sim te coloca em risco, a resposta é não. Mas risco do que, Isabela? A turma sempre pergunta, mas risco do que? Se você vai ficar sem dormir, sem se alimentar, no seu caso, que você já tem inegociável o atividade física e a espiritualidade, se vai te colocar em risco não fazer aquilo que te nutre? Então a resposta é agora não, dessa vez não. Então a gente pode colocar umas palavrinhas antes do não também.
Exato. É isso que eu fui começando a ajustar. Eu e minha esposa, nós entramos num propósito daqui até o dia 31, por exemplo, nós dois. E aí, a partir do momento que eu coloquei isso, eu falei, daqui até dia 31 eu vou ter que colocar mais alguns não.
Por isso que quando você diz sim pra mim, interioriza, eu falo, nossa, eu sei o que é o seu tempo. Quando a gente respeita o tempo, significa respeito ao tempo não só o seu, mas das pessoas. Entra a responsabilidade.
Porque eu falo, eu tenho o tempo que eu preciso dedicar às pessoas, às pessoas que dependem de mim. Porque querendo ou não, quando você é empresário, você assume um compromisso muito forte de pessoas que dependem de você. É como os filhos. Eu não decidi ter filho, eu decidi ser pai. Cara, aqueles dois ali, eles dependem de mim. Assim como eu considero o meu time. O meu time depende de mim. O meu time depende do meu direcionamento. O meu time depende de eu estar ali na frente falando com ele. E ele se orgulha. E aí, você sabe uma coisa que foi acontecendo? Os convites começaram a ser cada vez mais acertizos. Por exemplo, eu acabei de chegar de Brasília e eu falo assim, eu tô contando pra todo mundo que eu tô muito orgulhoso. Foram convidados 12 franqueadoras pra ir à Brasília, representando o franchise, porque nessa mudança tributária que vai ter, os impactos são muito fortes. Então a gente teve que ir lá mostrar pro congresso que o franchising é educação. É educação empreendedora que a gente precisa ser enquadrado na educação. Não mais no serviço como a gente já sendo enquadrado. E aí 12 franqueadores foram selecionados. McDonald's, Burger King, Boticário, Spoleto, Grupo Trigo, Mercadão dos Óculos... E Cherimbão. Ah!
Uma salva de palmas brasileiro. Ô, meu Deus do céu!
Nós chegamos. Edu! Aí eu tenho agenda pra isso. Aí eu passei o seguinte, minha agenda é vazia. Para o que me interessa, para o que faz sentido para o meu propósito de vida, para o que faz sentido para os meus franqueados, respeitando essas pessoas. Então, eu tenho o cinza ali pronto, mas para o que vai fazer sentido. Se não faz sentido, eu falo, cara, obrigado. Tô fora, não vou fazer, aí tá tudo bem.
Fez sentido você vir aqui. que pra mim foi uma das entrevistas mais emocionantes. Porque assim...
Eu falei coisa aqui que eu não podia te falar. É... Que vai, talvez, amigos quando assistirem vão falar assim, caraca, eu fiz isso com ele. Aham, você fez. Só pra você saber.
Mas como você já disse aqui no início, quando a gente lida com o erro de forma adulta, não tem problema nenhum a gente reconhecer um erro. A segurança psicológica, inclusive, que é um tema que eu aborto bastante nas empresas e com as lideranças, é fundamental pro nosso crescimento. Porque imagina se você tivesse lá, visto a sua dívida de 10 milhões, os sócios saindo. Se você tivesse se agarrado ao problema, você não teria aprendido com o erro. E quando a gente aprende com o erro, aí a vida ganha outro sentido.
Nós só corrigimos e falamos, cara, esse erro eu não posso cometer mais. E assim nós seguimos. E é isso que a gente leva pros nossos franqueados, é isso que a gente leva pra vida. E já que a gente tá caminhando pro fim, eu posso deixar uma mensagem?
Deve!
Todo lugar que eu passo, nesse dia quando Deus falou comigo, meu filho, tira tudo de ruim que tá na sua vida. Eu tô tirando tudo de ruim que tá na sua vida, porque a partir de hoje a sua boca só sabe a minha palavra. Eu levei um tempo pra eu processar essa informação e entender o que tava acontecendo. E naquele dia, eu fiz uma promessa de volta pra Deus. Eu fiz uma promessa que sempre, todos os dias, por mais de 24 horas, eu honraria o nome de Deus. Sempre, por onde eu passasse, por onde eu estivesse, falando pra uma, pra centenas, pra quantas pessoas fossem, eu sempre ia honrar o nome de Deus. E quando eu falei, aquilo veio e falou assim, portas cada vez maiores na sua vida serão abertas. E logo depois que eu passei por isso, na primeira vez que eu vi isso, eu fui fazer uma palestra pra 1.200 advogados, onde tinha palestrantes gigantescos e eu ali cheguei e o dono do evento falou, eu quero que você feche o evento pra mim. E eu falei, caraca, que responsável. E quando eu fechei aquele evento, eu não consegui só trazer uma palestra, eu tive que levar o nome de Deus. E eu fiz uma pergunta pra eles, algumas perguntas, algumas interações. E quando eu saí daquela palestra, eu fui aplaudir de pé e eu fiquei por mais duas horas tirando foto e respondendo as pessoas. E a partir de então, naquela palestra, eu deixo uma mensagem por onde eu passo. Que por mais de 24 horas você fica no caminho de Deus. Que não se desvie nem pra esquerda e nem pra direita. Deus nunca escreveu por linhas tortas. As linhas sempre foram retas. Nós é que, de vez em quando, caminhamos fora dessas linhas.
Repete, por favor, olhando para essa câmera. Respira.
Que por mais 24 horas você permaneça no caminho de Deus. Deus nunca serveu por linhas tortas. As linhas sempre foram retas. Nós é que por vezes caminhamos fora dessas linhas. E Ele sempre está lá, à disposição de você, com as linhas retas, te esperando voltar para o caminho dEle. Que quando você volta para o caminho de Deus, a cada passo que você dá, Deus dá ao chão. E essa é a mensagem que eu deixo por onde eu passo. E vai sair o meu livro agora por mais 24 horas.
É mesmo? Qual é a editora?
É a Mari que tá...
A Mari! Fala mais, Mari. Um beijo, minha querida.
Eu não sei com ela, porque ela me ajudou tanto a passar por essa história, porque assim, meu sócio um dia falou assim comigo. Eu luto pelas guerras... Como é que é? Não. Eu torço pelas guerras que você luta e não conta pra ninguém. Essa frase, quando ele falou isso, eu falei, caraca, mas eu luto tanta guerra interna. E nesse livro eu venho trazendo isso, eu venho trazendo quantas guerras, porque às vezes só vê essa imagem. Eu sou um cara grande, eu sou um cara que tem um porte físico, eu sou um cara que falo de uma maneira, se você me vê num treinamento, numa palestra, eu falo de forma forte, de forma intensa, mas eu luto guerras.
Me reconheço absolutamente na sua fala.
Eu luto guerras e esse livro vai trazer muitas dessas guerras. Da família, do alcoolismo na família, dos problemas de gestão financeira que tanta gente enfrenta, de casamento, de relação com os filhos. Eu sou um cara que, eu não lembro se meu pai tem me dado.
Hoje você beija as crianças?
O tempo inteiro. E por muito tempo eu sofri com isso. Hoje eu não sofro mais. Meu pai não sabia que tinha que fazer isso. Ele nem está vivo, mas ele continua não sabendo. Ele não foi criado assim. Está tudo bem. mas sofri demais e aí nesse livro eu trago por mais de 24 horas em breve tá aí e essa mensagem que eu deixo de Deus para cada um permanência Deus nunca escreveu a gente sempre foi criado falando que Deus escreveu por linhas certo por linhas tortas nunca foi torta a gente coloca essa nossa cabeça para nos enganar e poder É justificar erros que a gente tem. É só pra justificar os nossos erros. Mas ele nunca escreveu errado. As linhas sempre foram retas. É só você permanecer naquelas linhas ali que no final vai dar tudo certo.
Muito obrigada, Edu, pelo seu tempo, pelo seu sim, por você ter renascido em vida e ter continuado a sua missão, porque você é instrumento. Então, através de uma franquia, você é instrumento de transformação. Que bom. Então, que você tenha muita saúde. Depois eu vou conversar com a dona Luana, tá? Só pra incluir aí, pelo menos, uma meia horinha, né? O sono tá bom?
O sono tá bom. Eu durmo super bem. Eu durmo... Dormimos bem. Durmo cedo. Acordo às 4h40 da manhã, sem estar cansado todos os dias. Mas eu me recolho às 9h. E olha lá. Eu durmo. Isso aí, assim, graças a Deus, é bem alinhado. Excepcionalmente, num evento como eu tava lá em Brasília, eu tinha que estar lá, naquele jantar. Eu tô lá.
Agora, pra fechar, tá? Eu vou contar pra vocês que é a primeira vez que eu tomei café numa taça. Taça de cristal. Você sabe que agora que eu me dei conta que a gente podia ter feito, né, Mauro e Mauro, o café, né? Fica pra próxima, né? Então, eu vou encerrar com essa experiência que você me proporcionou, você nem sabe disso. Mas eu e o Edu fizemos parte de um grupo com o Joel Jota, e aí, num dos dias dos encontros, vocês serviram café na taça.
Levar uma experiência quase completa lá.
Que coisa mais chique, né? Café na taça. Cafézinho. Cafézinho que você toma na xícara. Café na taça. E que a gente possa, então, tomar café na taça. Todos os dias, que a gente possa testar novos modelos, usufruir de novas experiências. Todos os dias, né? Porque de repente... Todos os dias.
É isso. A gente vive assim. Todos os dias a gente quer levar o máximo de experiência para o nosso cliente, para todo mundo que está à nossa volta. E sempre nessa missão. Eu falo, nós... Aquela missão lá de 2013, quando a gente começa, a gente funda a Universal Franchise, é o franchising do bem. E a palavra bem é que ela... Ela é a nossa direção. Então, se a gente tá fazendo o bem, a gente tá continuando. Tudo o que a gente faz é fazendo o bem. Lógico, tem o meu franqueado que não tem tanto resultado, não tem como qualquer franqueadora, mas nós temos a tranquilidade e a consciência que nós estamos fazendo o bem.
Ô Edu, vamos fazer uma collab?
Bora.
Já se incluiu na agenda hoje, imagina? No Xerimbão ter a caneca.
Vamos fazer. Vamos. Eu tenho várias frases. Vamos colocar, então. Fechou. Essa aqui é minha, né?
Essa é sua.
Saúde. Saúde.
Obrigada pelo seu tempo.
Obrigada.
Obrigada pelo seu tempo e confiança, você que nos acompanhou até aqui. Tenho certeza que você se emocionou, em muitas partes. E eu tenho certeza também que muitas pessoas que fazem parte da sua vida vão se beneficiar dessas sementes que podem florescer, se você se aneá-las. Então, que você possa compartilhar com quem você quer bem. A gente se encontra no próximo interioriza.
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