Bebê em Casa: Estratégias para Noites Tranquilas em Família com Cici Navarro e Guilheme Brassanini
13 May 2025 · 45 min
This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a podcast titled "Bebê em Casa: Estratégias para Noites Tranquilas em Família com Cici Navarro e Guilheme Brassanini" recorded on May 13, 2025. It features a conversation in Portuguese between Isa, Cici Navarro, and Guilheme Brassanini discussing sleep strategies for families with newborns, the importance of sleep, and personal experiences with sleep deprivation. The discussion also touches on entrepreneurship and personal health routines.
Chapters
Uma noite fragmentada pra mim hoje, nossa senhora, eu fico atropelada.
Pra criança, o sono é a fase da vida mais importante pro sono, porque a gente tem que enxergar o cérebro de um bebê, de uma criança, como uma via completamente ainda não pavimentada.
São várias coisinhas que vão ajudando esse bebê a dormir melhor, e se esse bebê dorme melhor, a mãe dorme melhor.
Ai, que sono! É, se tem uma coisa que a gestante sente, a mãe de recém-nascido sente, os familiares envolvidos com recém-nascido sentem, é sono. E a privação de sono traz muitas consequências. Por isso que eu fiz questão de trazer nesse episódio o tema sono, pra gente se aprofundar em como nós podemos, então, preservar esta parte tão preciosa da nossa vida que é necessária para que a gente reaja melhor às situações e assim por diante. Então, está aqui conosco neste episódio especial do interiorismo da maternidade, adivinha? o Dr. Sono, Guilherme Brassellini. Não é, Dr. Gui? Dr. Sono, bem-vindo.
Obrigado pelo convite, é um prazer estar aqui.
Não, bom demais. O Dr. Sono, o Dr. Gui, Dr. Sono, é marido da Cici Navarro, minha querida amiga, empresária. Cici está por trás daquela marca que você já deve ter visto em algum shopping, Doutora Cherie. Parabéns.
Vamos contar muito sobre isso.
Pois é, eu... Já queria ter te entrevistado no interioriza para falar em como você transformou uma necessidade como dentista, sim, numa marca hoje. Extraordinária. Aliás, esse blazer é da Cici.
Aliás, estou ostentando ela aqui.
É mesmo? É. Eu só fico triste porque eu só fico vendo as peças maravilhosas e eu dificilmente estou com alguma, né?
Então já fica a dica. Ah, eu preciso daquela enviada ali, ó.
Pronto, mas olha só, a gente tem que tomar cuidado se nesse episódio ele vai pra esse lado do empreendedorismo, que é uma história muito interessante, que eu quero que você conte.
Que tá no sangue.
Que tá no sangue. Mas a gente vai falar bastante sobre sono. E por quê? que o casal está aqui, porque o casal tem o Matheu, que é uma fofura, né? Vou pedir pro Paulo colocar a imagem do Matheu pra todo mundo ver que fofurinha.
Matheu, cuidado que vocês podem se apaixonar.
Não, totalmente, altamente apaixonante, fofura, ele na verdade é o mini papai.
É o mini papai.
Parece um pouquinho só.
Só um pouquinho papai. Gente, minha cara, que isso?
Você se sente mal quando as pessoas te falam que ele é a cara do maior que ela não sente?
Eu me sinto cheia de orgulho.
Ah, é a cara do papai. Eu também.
O próximo vem a cara da família dela e tá tudo bem.
Vocês querem mais filhos? Sim.
Ainda estamos animados!
Isso que a gente tá no meio do furacão, né? Ele tá com 5 meses, não sei.
Se... Ah, 5 meses!
Ainda estamos animados!
Então tá, então pera lá, vamos por partes, Jack. Vamos falar então, Mateus, 5 meses. Certo. Gui, você defende a higiene do sono, né? Você é o doutor sono. Nós já gravamos, inclusive, no seu podcast.
E eu no seu, uma vez.
É, sobre esse assunto, ou seja, eu sou a maior defensora do sono, tento levar as informações de vocês para o máximo de pessoas, porque a gente negligencia demais as horas de sono, achando que isso não vai trazer consequência. E acredito muito que é a privação de sono pós-gestação que faz muitas mulheres entrarem no blues, na depressão pós-parto, por conta da privação de sono, que está naturalmente envolvida naquele naquele pequenino ser que é totalmente de sua responsabilidade. Gui, como foi essa experiência de ser o doutor sono e vocês viveram privações de sono, como é que vocês lidaram então com o sono de vocês nos primeiros meses do Mateo?
Então, na verdade, a gente até brinca em casa, né? Depois que ele nasceu, a gente perde aquela questão de, tipo assim, a hora que você vai dormir e a hora que você vai acordar. É totalmente dependente daquele serzinho, né? Então, depende tudo conforme for a rotina de sono. E daí muitos pais falam com a gente em relação, ah, o meu tá dormindo a noite inteira. Outros falam, nossa, ele quebra o sono pra caramba. A gente vê que existe uma variabilidade muito grande em relação a um bebê e o outro bebê. E por trás existem pais completamente ansiosos que tentam se comparar. E aí que tá a grande chave da questão. Cada bebê individual e os pais que estão por trás também vão ter uma rotina diferente. Então a nossa rotina... O Matheus foi sempre um bebê que teve fases, né amor? Fases que ele dormia super mal, fases que dormia super bem. E daí existem aquelas questões que falam dos saltos, né? Que é polêmica essa questão de ter ou não saltos. Mas a gente vê nitidamente que tem hora que ele tá indo super bem e ele muda alguma coisa e o sono começa a ir mal.
Uns 10 passinhos pra frente, uns 2 pra trás, e assim vai, né?
E o que eu sempre falo pra Cici nesses períodos é assim, e ela se cobra demais, mais do que eu, tá? Então ela estuda mais sono infantil do que eu.
Ah!
Porque assim, é verdade, né amor? E eu falo, amor, o que a gente tem que fazer, o principal, é não se cobrar tanto. Eu acho que a gente parte desse princípio. Estudar, entender, mas não ficar com auto-cobrança, porque a partir do momento que você começa a se cobrar demais, sendo que tem coisas que fogem do seu controle, você acaba muitas vezes ficando ainda pior do que você deveria estar.
Quando você fala não se cobrar tanto, em relação a que, Ceci?
Eu estudo ao máximo para que eu consiga, ao máximo, melhorar esse sono dele, para que, ao máximo, melhore o nosso também.
Ou seja, melhorando o dele, melhora o de vocês.
Melhora o nosso, porque eu voltei a trabalhar muito cedo, com 20 dias de pós-parto, eu já estava em loco, não 100% no escritório, mas eu já estava indo aos poucos. Então, o sono, para mim, sempre foi algo muito fácil. Eu deitava, eu dormia, eu acordava cedo, fazia tudo o que tinha que ser feito. Antes do Matheu. E daí veio o Matheu e tudo mudou, porque o sono se quebra em várias fases ao longo da madrugada e eu tinha que trabalhar do mesmo jeito. Falei, tá bom, então o que eu tenho que fazer para que eu melhore essa qualidade? E aí eu fui ler trocentos livros, procurar profissionais, além do meu marido que estava do meu lado, óbvio, mas tentar procurar ao máximo entender esse bebê, né? Como que eu posso entender ele melhor, pra que eu possa ser uma mãe melhor e pra que ele possa dormir melhor, né? E aí ele fala que eu me cobro muito porque eu fui muito atrás, assim, me aprofundei muito no assunto, sabe?
E vocês tiveram ajuda de alguém na madrugada ou foram só vocês dois?
A gente tem até hoje. A gente tinha menos do que a gente tem hoje, na verdade. A gente começou com ajuda na madrugada duas vezes na semana e aí a gente foi entendendo que pra nossa qualidade de vida como casal, qualidade de vida como profissional e também como pais, acima de tudo, pra estar bem no dia seguinte, pra ele, pra se dedicar, a gente falou, não, a gente precisa de mais E aí a gente acabou colocando na semana toda.
A gente trabalha muito, né? Eu tenho um podcast, a gente grava até no mesmo lugar, né, Isa? A Isa foi nesse podcast. Teve um dia que a gente fez quatro gravações aqui. E foi um dia pós-batalha com o Matheus. Foi uma noite que ele foi bem difícil. E nos episódios pós-almoço desse dia, eu não consegui render nada. A gente tava conversando em relação à concentração, a entender o que tava acontecendo. Eu fiquei praticamente mudo. Se você vê, inclusive, ouve esses episódios, eu quase não falei nada. Eu fiz a introdução e fiquei meio... Eu até pedi desculpa pra última convidada. Eu falei, ó, desculpa, eu não consegui conversar com você direito durante o episódio, porque a noite foi trash. Ela falou assim, eu reparei mesmo. Mas que bom que você me falou. Só pra você ver como que afeta o nosso dia, né? Quando você dorme mal. Total. E assim, eu que faço cirurgias e tudo mais, eu não posso ter essa privação. Então a gente foi uma conversa entre nós. A gente tem condições? A gente pode? Graças a Deus. Se a gente pode, a gente vai ter esse auxílio aí, porque a gente sabe que nosso trabalho é muito importante também. Nossos funcionários, pessoas que dependem da gente, são importantes e a gente precisa ter esse auxílio. Então foi uma... Uma conversa.
Vocês sabem porque eu tô rindo, mas talvez quem está nos assistindo não tenha todas as informações de porque que eu estou rindo. Ouvir isso de um homem... Que é especialista em sono, só me deixa ainda com mais insumos para dizer para você o seguinte, se você não dorme bem, você não vive bem. Então para com esta ilusão de que se você dormir menos do que você precisa, se você dormir menos do que você gostaria, não vai te trazer efeitos, porque vai trazer consequências gravíssimas. Então ouvir de um especialista do sono, que depois de uma noite fragmentada, porque tinha um recém-nascido, teve dificuldades de concentração, é isso. Depois que você tem uma noite mal dormida, o seu dia vai ser bem difícil.
A gente fala que o sono não é moeda de troca. Não quer dizer que se você dormir um pouco hoje e compensar amanhã ou final de semana, você vai conseguir recuperar esse sono perdido.
É uma ilusão?
É uma ilusão total. A gente não recupera sono assim. Então o sono perdido hoje é o sono perdido, esquece. Você pode até tentar reparar um pouco, mas aquele dia foi perdido uma das funções dele.
Sisi, quando vocês optaram por duas vezes à noite ter ajuda, por que vocês tiveram esse raciocínio? Vamos tentar desconstruir um pouquinho isso. Aliás, desconstruir não, se aprofundar. Por que vocês no primeiro momento pensaram, ah não, duas vezes por semana só vai ser suficiente?
A gente não tinha noção no que perigo era. A gente não tinha noção. Acho que no começo minha mãe ficou com a gente muito, né? E você tá naquele, nos primeiros 15 dias, tá naquela...
Euforia?
É, é tudo muito novo, tô entendendo, pera lá, deixa eu ver, o pai ajudando muito também, então a gente se dividia muito, a gente não tava inteiramente no trabalho, nem ele, nem eu, então tava vivendo aquele mundo, né? E aí chega um determinado momento que você se depara, cara, isso vai perdurar por um bom tempo, e o que eu vou fazendo aqui pra frente, né? E foi nesse momento que a gente conversou, falou, não dá, né?
E essas inconstâncias, a gente achava assim, ah, vai melhorando aos poucos, mas não, melhora, piora muito, aí melhora um pouquinho, aí piora muito mais, aí depois melhora, você fala, nossa, agora vai.
Isso no nosso caso, né?
É, no nosso caso, é, mas, exato, foi por isso. Então, a gente não queria mais tanta imprevisibilidade, eu acho, em relação... E isso.
Assim, Isa, só deixando claro pra todo mundo que a gente faz toda a rotina conforme o script, tá? Então assim ó, o que que tem que ser feito pra ele melhorar o sono da noite? Putz, melhorar o sono de dia, sono de dia, sonecas no horário, rotina certa, rotina de sono. E cara, o dia inteiro que os estudos mandam, escuro, banhinho, musiquinha. Tudo, belezinha.
Beatles for Kids.
Eu faço Baby for Babies.
É, Beatles for Babies.
Organizando realmente a rotina pra que a gente dê a melhor qualidade possível pra que ele durma. Só que é de criança pra criança. Então tem dias que fazendo tudo isso ele dorme maravilhosamente bem. E tem dias que fazendo tudo isso ele não dorme bem. Provavelmente ali algum dia, algum desconforto nele existiu e que ele não sabe falar e que ele acorda pra isso. Então são bebês. E a gente teve que entender isso na marra, né? O doutor sono teve que entender que não dormir é algo vida dele.
Que Mas faz parte da é isso que eu acho fantástico na história de vocês. E vocês são jovens.
Exato.
Cici tem 32. E doutor?
34.
Vocês são super jovens. Por que que eu tô dizendo isso? Eu tenho 10 a mais que você, Gui. Uma noite fragmentada pra mim hoje, nossa senhora, eu fico atropelada. Quando eu tinha 30 e poucos anos, e eu vivia inclusive num modelo de trabalho em que eu tinha muita privação de sono, eu ficava mal, mas eu dava uma anestesiada com remedinho ali e fui. Agora, a privação de sono pra mim é... o maior crime que eu posso cometer comigo, sabe? Então, eu queria que vocês trouxessem aqui o seguinte, especialmente o doutor que tem esse repertório da medicina, para quem não tem condições de ter uma ajuda de madrugada. Vocês têm condições de ter uma ajuda de madrugada.
Exatamente.
Existem muitas pessoas que não têm condições de ter uma ajuda na madrugada. Como que esse casal, vamos lá, porque a responsabilidade é dos dois, como que esse casal pode fazer para tentar ter mais saúde mesmo sabendo que vai enfrentar fases de privação de solo.
Então a gente sempre fala e é sempre uma recomendação, isso é verdade, que a rede de apoio quando possível ela tem que ser acionada. Isso é muito importante tanto para a mãe quanto para o pai. Existem ainda casos piores, que a mãe é sozinha, imagina com essa criança, não tem nenhum pai para poder ajudar. Então a gente está falando de casos aí que vai muito além mesmo da medicina, da condição socioeconômica de cada pessoa. E é difícil você falar, né? Como a gente conversou aqui, você tem um ser totalmente, ainda irracional, que depende 100% de você pra tudo, né? Desde cuidado de limpeza até mesmo a amamentação, que é a alimentação do bebê. Então a mãe, infelizmente, vai ter que estar condicionada àquela condição também do bebê. Qual que é a dica que seria? Seria tentar fazer de tudo realmente para melhorar a qualidade do sono dele. Então, ter rotina, estabelecer desde o começo. Criança, bebezinho, não vai produzir melatonina, por exemplo. Vai começar a ter uma produção mesmo importante de melatonina no horário correto, lá pelos três, quatro meses de idade. Então, toda a sinalização que ele tem para dia, noite, é de ambiente externo. Então, você tem que realmente ser ali Certinho, né? Horário pra tudo.
Rotina.
Rotina. Rotina bem fixa em tudo.
Consistência.
Consistente.
Você não pode fazer um dia e não tem como, porque senão o bebê não vai assimilar. Então, é tanta coisa que interfere, Isa, até as coisas que estão no quartinho do bebê. Chega uma fase, você já deve lembrar dessa fase dos 4, 5 meses, que é muito curioso, né? E se o quarto é muito estimulante e você tá com uma luz ligada, por exemplo, Como é que o bebê vai dormir se ele tá prestando atenção em tudo e na cabecinha dele ele tá tentando assimilar que tudo ali é um mundo divertido, é curioso. Ele não vai entrar num sono profundo com tanto estímulo assim. Então, são várias coisinhas que vão ajudando esse bebê a dormir melhor e se esse bebê dormir melhor, a mãe dorme melhor.
Muito bem. O mundo ideal é um ambiente silencioso, com a temperatura adequada, com a luz ideal, mas no mundo real é... uma outra criança na mesma casa fazendo barulho, a porta que bate, os adultos falando, obra e tudo mais. Ou seja, lidar com tudo isso. Esse é o ponto. Tem algum estudo, doutor, que mostra que a privação de sono traz mais consequências em determinadas idades? Por exemplo, quem tem 30 e poucos anos vai ter essa consequência, quem tem.
40 e poucos Existem alguns estudos isolados para cada população, mas eu falo que para a criança o sono talvez seja a fase da vida mais importante para o sono, porque a gente tem que enxergar o cérebro de um bebê, de uma criança, como uma via completamente ainda não pavimentada. Só que é como se tivesse uma floresta aberta diversas vias pequenas, curtas, e você precisa pavimentar essas vias, aumentar essas vias. Então é um cérebro ávido por conhecimento o tempo inteiro. E quando que a gente tem a concretização de todo o aprendizado de estímulos externos que ela teve? É durante o sono. Então, isso daí é mais do que bem sustentado. Hoje em dia tem até estudos mostrando que crianças da mesma escola que estudam pela manhã e crianças que estudam pela tarde, elas têm rendimentos diferentes. Crianças que estudam pela tarde, elas têm rendimento melhor do que crianças que estudam pela manhã, porque é uma população que precisa de mais sono do que um adulto, elas acabam acordando antes do horário devido. Então, a única coisa que é diferente entre uma população e outra é realmente a rotina de sono. Então, ali não existe um viés contrário a isso. É realmente o sono que é prejudicado. Então, aí entra a questão também social do nosso dia a dia. A mãe precisa estar no trabalho, tem que deixar a criança na escola. Como é que vai fazer a tarde? Então, tem diversas coisas a serem debatidas. Mas o horário escolar é uma coisa que sempre a gente vê, principalmente nos congressos, sendo dito.
Por falar nisso, eu me lembro quando a Associação Brasileira do Sono, anos atrás, eu não sei como é que está isso agora, em 2025, mas anos atrás, estava tentando mudar esta entrada do aluno, do período da manhã, às sete da manhã. Então, para o aluno entrar às sete, ele teve que acordar, no mínimo, às cinco e meia, às seis horas. E se ele não tiver dormido cedo, temos um problema. Eu sou uma onça com o sono da Angelina. Onça. E aí, quando você convive com outras pessoas, até avós e amigos, que não fazem por mal, mas, ah, não, é só no sábado. Assim, o meu mundo ideal é quando ela consegue dormir às sete horas, sabe? E a gente vai dormir às dez. O sono pra mim é inegociável. Eu tento trazer esse respeito ao sono dela, sabe? Ou seja, tô muito...
Não, você faz totalmente correto. Tá correto. E você, graças a Deus, pode fazer isso. O que eu falo e a gente já vê bastante, por exemplo, aquele pai que trabalha o dia inteiro, sai do turno de serviço lá no final da tarde, até chegar em casa, é 8 horas da noite, ele quer ficar um pouco com o filho ainda, essa criança vai dormir 9 horas, 10 horas e tem que acordar. Sim, imagina, criança dormindo sete horas por sono, é muito pouco. Então, como eu falei, é uma discussão ainda muito mais profunda do que simplesmente a criança tem que dormir isso, a gente tem que mudar o horário escolar.
Não dá, né?
Infelizmente é o que tem que ser debatido, mas ainda tá longe de ser algo plausível.
Tem que ter uma solução completa.
Só pra gente mudar de assunto, mas queria encerrar essa parte do mesmo quem não tem condições de ter uma rede de apoio, o que eu como adulto posso fazer para, então, se eu estou tentando melhorar o sono da minha criança, eu já sei que se ela dorme melhor, eu durmo melhor, mas ainda não estou conseguindo mudar o dela, o que eu como adulto posso fazer comigo? E aí eu estou dizendo sobre estimulantes, cafés, energéticos e tudo mais.
Tá, então você também estabelece uma rotina pra você, não é só pra criança, né? Então assim, o sono também não aceita desaforo. Então assim, a questão do estimulante, ela é muito individualizada, por exemplo, a cafeína. Não é pra todo mundo que você tomar um café duas horas, três horas, quatro horas da tarde vai afetar o sono lá na frente. Tem pessoas que são menos sensíveis, outras que são mais sensíveis, né? Mas quando a gente começa a falar de higiene do sono, perfeito, ideal, é você realmente chegar à noite, apagar um pouco mais as luzes, começar uma rotina um pouco mais relaxante, não levar trabalho pra casa, telas, celular.
Dá um close aqui Luana, aqui ó, dedinho no telefone, ó, dedinho nervoso. Aí você fala, ai não consigo desligar, não consigo dormir.
Bebê dormiu gente. Vai pra cama, vai tentar relaxar e dormir, não fica passando horas no Instagram.
E é a hora que geralmente a pessoa que muitas vezes deixou a criança na cama, agora é a hora de ver um pouquinho do Instagram ou trabalhar, fazer alguma coisa. Então é algo que se possível tem que ser visto e controlado, né?
Controlado. Não vou dizer que agora, ah, não vamos mais usar as redes sociais, mas um tempinho, sabe o que eu fazia?
Tempinho, não tempão.
Sabe o que eu fazia? Exatamente. Ah, a Angelina dormiu. Nossa, e agora o que eu faço? Porque aí dizem, não, a criança dorme, a mãe dorme. Na prática, não é assim. A criança dorme, aí a mãe vai tomar banho, aí ela vai preparar as.
Coisas, lavar as coisas da criança, muitas vezes tirar.
Quem não tem ajuda em casa, arrumar a casa.
E especialmente empresárias, empreendedoras, executivas.
Responder trocentos WhatsApps.
Pra quem continua trabalhando, você tá ali online, você faz parte do digital também. O que eu fazia então? Ficava em pé, do lado da cama. Ficava em pé do lado da cama, porque aí, depois de cinco minutos, já vai começar a doer a perna. Deitar com o telefone, não. Eu falei acho que isso no seu programa. Não deita com o telefone, não pega o telefone quando estou no sofá, não. Deitada, não. em pé, do lado da cama, que aí vai doer a perna rapidinho, as varias já começam a doer.
A gente brinca que a cama é pra namorar e pra dormir, não pra outra coisa.
Boa, boa. Então, esse assunto sono, se você lembrar de mais alguma coisa, traga pra nós, porque é bem curioso, você como doutor sono, agora tendo um nenê pequeno, dizer pra nós que numa noite mal dormida eu não raciocinei bem. É isso que acontece quando a gente dorme mal.
Um ponto que eu sempre coloco quando tenho a possibilidade é entender, por exemplo, que a apnea do sono é uma doença que afeta um terço da população mundial.
O que é a apnea do sono?
A apnea do sono é uma doença onde a pessoa tem pausas respiratórias durante o sono Essas pausas respiratórias fazem com que ela fragmente o sono, que o oxigênio no sangue diminua e afete o sistema dela como um todo, fazendo com que ela não tenha uma boa qualidade de sono e enquanto ela, entre aspas, dorme, ela acaba tendo ali alterações metabólicas, hormonais, que ao longo do prazo pode ser que ela desenvolva uma doença cardiovascular e tudo mais. Então é uma doença potencialmente grave e subdiagnosticada, ou seja, muitas vezes não é diagnosticada. E o principal sintoma dela é ronco. Então, eu sempre falo, se você ronca, investigue, né? Porque pode ser que você tenha uma apnéia do sono. Não adianta você ter toda uma rotina, horário pra dormir, horário de acordar, sendo que no período que você dorme, você dorme mal. Então, a apnéia do sono é uma das principais responsáveis aí também por um sono de má qualidade. Então, na possibilidade de você achar que tem, ou seu parceiro, parceira, ter a apnéia do sono, investigue.
Tá. Se o Gui ronca?
Não vou negar não, de vez em quando.
Quando tá muito cansado.
Quando eu tô muito cansado e também um pouquinho acima do peso. Hoje mesmo eu tô com um peso um pouco maior do que eu tô, que é o meu ideal, né? Então, quando eu baixo esse peso eu não ronco. Então, já colocando aqui que o sobrepeso, a obesidade é um fator de risco. Eu nem falo só isso, mas a distribuição da gordura corporal, ela é um fator que interfere. Então, tem pessoas que têm maior tendência a acumular gordura em região profunda de pescoço, língua, o que estreita a via aérea e faz com que ela comece a roncar e ter apneia. Então, não é só a questão de ser obeso ou não. Às vezes, uma pessoa que tem um sobrepeso, que tem essa tendência de acumular mais gordura em regiões que obstruem a via aérea, ela pode estar mais predisposta a ter apneia do sono. Então, no meu caso, eu sei que é a questão da distribuição de gordura corporal. Mentei um pouquinho o meu peso e começo a roncar. Mas não é absurdo, eu faço o exame, não é apneia, é ronco primário. É o ronco, barulho sem apneia. Só que acaba, muitas vezes, incomodando, né?
É.
Mas não é muito alto, né?
Pior é que não, pior é que.
Ela fala, não, ela... Ela fala hoje você vai comer um pouquinho, tá?
Tá, agora se se...
É que eu pego no pé dele assim, hoje você vai comer um pouquinho, doutor...
Mas é que ela fica pegando no meu pé pra eu perder a barriguinha. Ela quer meu shape dos 20 anos, né amor? A gente tá junto já há 12, 13.
Uau! E vocês são um casal lindo, vocês são lindos, vocês são jovens, saudáveis e tem muito pra compartilhar com toda a sociedade, porque você como doutor sono, trazendo essa informação, essa importância do sono, melhora inclusive o próprio relacionamento, porque pra você, você disse agora pouco, Cici, que você voltou depois de 20 dias pós-parto. Físico, tá?
Online eu voltei.
E você só fez isso porque a sua saúde também estava em dia.
Saúde em dia, eu cuido muito, né Isa? Minha disciplina com a minha saúde é algo que é inegociável. Alimentação, exercício físico e a parte mental estar em dia.
O que você faz pra parte mental?
Terapia fiz por muito tempo, mas hoje em dia não estou fazendo mais. Preciso pegar no meu próprio pé para retomar e me dar este tempo. Porque tempo é a gente que escolhe onde a gente coloca energia. E, logicamente, oração, fé, isso me estabelece uma saúde mental que para mim é muito importante.
A espiritualidade é um pilar que está junto da atividade física que você falou.
Atividade física e alimentação.
Eu vejo vocês com o Matheu andando no parque, fim do dia.
Hoje mesmo a gente correu no parque de manhãzinha. A gente tenta ficar saudável.
Eu gosto muito de cuidar disso, porque eu sei que se eu estiver bem, eu vou estar bem para ele. Se eu estiver bem, eu vou estar bem para o meu trabalho. Se eu estiver bem, eu vou ser uma boa esposa. Então, tudo parte de comigo.
Autoresponsabilidade.
Exatamente. Isso eu acho que é muito do empreendedor também. Eu puxo muito isso para mim. Cara, eu tenho que fazer o que tem que ser feito. Então, se eu tenho que estar bem, eu tenho que estar bem. Então, o que eu preciso comer? Ah, é isso, isso, isso. Deixa eu ir na melhor pessoa que vai cuidar da nutrição de uma pessoa que está lactante, pós-parto. Putz, quem é essa pessoa? Graças a Deus, hoje eu tenho essa condição de achar essa pessoa. E aí eu trago essa nutricionista pra dentro do meu mundo, pra que eu consiga estabelecer uma saúde melhor pra mim. E assim eu faço com tudo. Então, na época da gestação também, eu escolhi um personal que era especialista em gestação.
Depois que era contratada.
Exato. E que, putz, naquele momento me ajudou demais. Até, sei lá, no dia do parto eu tava agachando lá. E, tipo assim, totalmente.
Me conta mais.
No dia do parto, Foi natural ou cesárea? Eu tentei o natural, entrei em trabalho de parto, mas não dilatei. Então, eu fiquei 24 horas em trabalho de parto não, porque eu induzi, né? Então, eu coloquei ali os remedinhos, esperei o trabalho de parto iniciar, aí estouraram a minha bolsa, estouraram, a médica estourou toda a sua especialidade maravilhosa, foi lá, fez o que tinha que ser feito, né? Estourou a minha bolsa, eu entrei em trabalho de parto, Senti todas as dores. Se vocês quiserem, eu conto tudo pra vocês. Mas não rolou. Daí eu fui pra... Aí o Matheus.
Assim, eu vou ficar aqui, vou ficar aqui.
Ele tava, assim, ótimo dentro da minha barriga.
A Médica muito sensata também. Falou, dá pra gente tentar até tal momento. Aí chegou uma hora que ela falou, ó... No máximo, mais uma hora. Ela virou pra mim e falou assim. Eu virei pra ela e falei, amor, você quer tentar mais uma hora ou quer ir pra cesárea? Aí ela, tô bem, já tinha... Eu tava com anestesista na sala de parto, então eu já tinha passado aquele momento de dor mesmo.
Fico, né?
Foi forte. E aí ela tentou mais uma hora, não dilatou nada, daí foi pra cesárea e tava super bem, em nenhum momento teve perigo, foi bem.
Não, eu não tinha essa loucura de tem que ser, entendeu? Eu sabia que eu tinha que fazer o que era melhor pra ele. Então, se a médica falasse, é cesárea, eu ia pra cesárea. E tá tudo certo, eu não ia me frustrar com isso. Mas já que eu estava tentando e ela me deu mais uma hora, eu tentei com todo o meu ser essa uma hora.
E vai bola, e abaixa.
E exercício, e abaixa, e sobe, e sobe, e vai. E nada.
E aí, antes de toda essa dinâmica, você estava fazendo agachamento?
Agachamento até, um dia antes eu tava fazendo agachamento personal, porque daí no dia mesmo eu fui dar, fazer caminhada. E é isso, é isso, tudo seguro dentro do que pode ser feito com um grávida. Sem dúvida. Mas sem fez.
A fazer as caminhadas, eu ficava correndo encontrando ela. Eu deixava, ela deixava ativado o... o GPS, aí eu acompanhava onde ela estava no parque, então eu ia correndo até ali.
Hoje eu vejo assim, tudo isso que eu fiz me ajudou a recuperar muito rápido, meu corpo voltou muito rápido, com 20 dias eu consegui já a liberação da minha médica para voltar a exercício físico. Então, foi muito cedo já que eu comprei.
Mesmo tendo feito cesárea?
Mesmo cesárea, porque daí eu trabalhei em outros lugares que não afetariam ali a minha área da cicatriz. Exato. Exatamente. Mas isso foi muito bom, não só fisicamente pra mim, mas eu acho que me ajudou muito nesse período pós-parto, que pra mulher é tão difícil. Então, tipo, sair de casa um pouquinho, sabe? Pra fazer meia hora de exercício, pra mim era tipo, uau, eu tô viajando.
Ela teve muita energia na gestação, então a gente acordava muito cedo, umas 5h30 pra 6h, se tava fazendo alguma coisa. E aí a gente agora, eu brinco, a gente paga o preço, porque agora 5h30, o Sr. Mateu, que a gestação inteira, ela tava agachando 5h30, 6h da manhã, agora tá aí.
Ele acorda.
5H30.
Hoje 5h30 eu tava brincando com ele na cama.
O que não é muito ruim também, porque a gente acorda feliz da vida.
Sei como é. Eu digo, não tem problema nenhum você acordar cedo, desde que você durma cedo.
Sim.
Dormiu cedo, acordou cedo, mundo ideal. Antes da gente encerrar, casal, deixa eu ver uma coisa. Ceci, você começou a empreender a partir de uma necessidade que você viu quando você era dentista. Aí você criou uma marca. Hoje essa marca está em quantas cidades?
Nossa, está pelo país todo, mas de lojas físicas, a gente tem sete lojas espalhadas pelo Rio de Janeiro, Curitiba, BH, São Paulo, Campinas e Brasília. Então, seis lugares diferentes com duas lojas em São Paulo.
Doutora Chery, nasceu de uma necessidade.
Qual foi? Eu sou dentista de formação. Sempre a meia-moda, Isa. Desde pequenininha. Se você pegasse, assim, a Cici Pituca e perguntasse, você quer um brinquedo ou quer uma roupa? Eu sempre ia falar roupa e sapato. Sempre. A vida toda.
Mas e por que você foi pra dentologia?
Porque eu me apaixonei pela minha dentista. Eu tinha um problema, né, que era os dentes tortos e grandes. E eu era chamada de Moniquinha na escola. Eu não gostava de ser chamada de Mônica porque eu queria ser a Cici, né? E aí eu busquei, então, falei, mãe, eu quero por aparelho. Primeiro, eu achava aparelho a coisa mais linda do mundo. Freio de burro.
Moderno, né? Total.
Que está todo mundo normal. Você tem alguém com freio de burro, a pessoa não vai aparecer no meio da multidão? Eu sou aparecida.
Olha como a interpretação muda, né?
Eu sou aparecida. Eu gosto de me diferenciar. Então, quando eu olhava aquele negócio, eu falava, cara, é igual óculos de grau. Eu queria usar óculos de grau, mas eu não tinha grau. Eu mentia na oftalmo que eu queria usar óculos de grau, né? Mas aí, então, eu consegui convencer a minha mãe com 9 anos a colocar um raio no aparelho. Falei, mãe, eu preciso ir porque dá pra pôr aparelho, não sei o que. Tinha até, tipo, o dente caído ainda, eu tava já com o aparelho na boca. E aí, na hora que eu cheguei nesse consultório, e eu olhei essa profissional, ela estava linda, bem vestida. Sabe quando você olha e você fala assim, isso é sucesso? Naquele momento, a minha cabeça virou e falou, o que é sucesso para mim? É ser ela. Então, eu preciso ser o que ela é. Se ela cuida dos outros dentes, se ela resolveu o meu problema, eu quero resolver o problema dos outros assim como ela faz. E aí, naquele dia, eu também decidi não que eu seria dentista. O cheiro do consultório, eu falava, tudo era aquele mundo, era o mundo que eu queria viver.
E ela gostava muito, tá? Eu peguei a fase dela, a gente se namorava na faculdade, então ela amava a profissão também, adorava, se entregava mesmo. Tanto que ela fez odontopediatria e foi na necessidade de se diferenciar no consultório, pegar um jaleco diferente que ela procurou, não achou e falou, então eu vou criar.
E aí chegou lá na frente, né? Esse meu apreço pela diferenciação virou a minha marca, né? Então, quando eu me formei, eu comecei a trabalhar loucamente, loucamente, em todos os consultórios, sem imaginar que me aceitassem. Eu tava dentro, né? E, ao mesmo tempo, eu tava fazendo duas pós ao mesmo tempo. Então, eu fazia odonto-pediatria e ortodontia voltada para a criança. Tudo aquilo que no passado me resolveram. Olha como é doido a nossa história, né?
Que linda a história!
Aí, no meio de uma aula, de uma pós, eu tava lá e aí aquela professora não se conectou comigo. Glória a Deus! Viva essa professora de Santos. Se eu tivesse conectado muito, eu não tinha ido pra internet.
Tudo acontece para o nosso bem, gente. Faz atenção. Tudo acontece para o nosso bem.
É bizarro, né? Aí fui lá, digitei no Google, Jalex Fashion. E o Google me respondeu, não tenho. Morri de procurar. Não achei aquilo que eu queria encontrar.
Você queria usar um jaleco na sua profissão fashion. Não tinha.
Que me diferenciasse. A palavra de diferenciação sempre apareceu. Pensa só, Isa. Eu era odonto-pediatra. Pessoa que estava do meu lado podia não ter especialidade nenhuma, ter se formado e simplesmente ido. Ou aquele outra pessoa pode ter feito uma faculdade em Harvard, feito tudo aquilo. Aparentemente, todo mundo era igual. Qual a diferenciação ao primeiro impacto?
Ah, tá. Captei agora.
E eu não queria ser igual. Eu queria que no primeiro impacto as pessoas já entendessem que eu queria ser diferente. Poxa, eu fazia duas poses ao mesmo tempo, trabalhava pra caramba.
Você dormia quantas horas nessa fase, doutora Cici?
Eu dormia bem.
Ela sempre dormiu bem.
Mas como que você fazia duas poses e trabalhava e dormia bem?
As pós eu não trabalhava no dia das pós, né? Porque era integral.
Entendi, tudo bem.
Ela conseguia dormir na minha república, só pra vocês terem uma ideia. Era a república da...
É porque eu formei antes dele, né? Então, quatro anos de odonto, seis anos de medicina. Então, dois anos de Delay. E aí, eu conseguia trabalhar e ainda ir pra república dele dormir enquanto eles estavam festando.
Aqui seria um outro episódio assim ó, como existem casais que se formam na faculdade de medicina, né? Impressionante.
A gente se encontra, né? Dizem que os opostos se atraem, eu acho totalmente o contrário, acho que os semelhantes que se atraem.
Eu não vejo outra profissão em que eu encontro tantos casais que se encontraram e ficaram na faculdade além da medicina. Jornalismo não tem, você até tenta, mas não rola. Vocês entenderam? Muito linda essa história. E aí você sente necessidade de ter um jaleco fashion, não tem.
Na mesma hora. Eu sou muito decidida, Isa.
Na mesma hora.
Ah, é? Não tem? Tá bom. Então, eu vou fazer. Saí da sala de aula, liguei pra minha mãe. Falei, mãe, eu vou fazer uma marca assim, assim, assado. Você arruma as coisas pra mim, que eu preciso fazer essa marca acontecer. Ela respondeu a frase que eu guardo pro resto da vida. Hoje é hoje, não é amanhã. O que eu preciso fazer hoje pra te ajudar, pra gente fazer isso acontecer. Falei, ah, tá bom, compra o tecido. né? Vamos fazer acontecer. E aí eu entrei, troquei uma ideia com o meu cunhado, que é a parte, hoje ele é o nosso CEO, né? Que, meu, eu sempre contei todas as minhas ideias pra ele, porque ele é a parte mais equilibrada, entende um pouco mais de negócio, administrativo, um pouco muito mais de financeira, administrativa, né? Ele fez isso como carreira, então fez publicidade, depois administração. E aí eu mandei a ideia pra ele, ele falou assim, assim, essa ideia é boa, essa dá pra tirar do papel, como que vai chamar? Aí fui pro Google de novo. Ah, quero uma marca assim, assim, sabe? O Google me respondeu, cheiria. Ele falou, coloca o doutorado na frente que vai lixar pra quem você vai vender. Tudo nessa mesma aula, tá? Então, eu já tinha nome. Aí ele perguntou, qual vai ser o símbolo? Eu falei, coroa. Aí ele falou assim, tá bom, colocou, começou a montar logo, minha mãe começou a se movimentar lá. Na mesma semana, minha irmã falou assim, adorei a ideia, quero empreender, vamos ser sócia? Ele fechou, já tinha sócia e o negócio começou.
Tudo nessa aula, você diz, naquela aula que a professora não se conectou com você. Exato.
Ah, na outra semana os negócios foram para a produção, eu comecei com um produto muito mais simples, uma toca, depois eu fui para o jaleco, né, porque eu sabia que era o jaleco, mas eu tive que começar com o produto mais fácil de começar, que era a toca. E fui vendendo para onde eu passava, trabalhava em sete clínicas diferentes, estava no meio do público.
E eu levava para o...
Ele levava para a faculdade.
A do internato no hospital da PUC Campinas, né, então ela... Tinha gente no hospital que comprava e eu levava sacolinhas para entregá-las.
Sensacional. Não à toa, a doutora Cici Navarro, ela é Forbes Under 30, destacada como uma das jovens empreendedoras de maior relevância no Brasil. Aplausos, Brasil! Que isso! Bom, então, antes de encerrar, eu só preciso contar uma coisa, já que vocês estão ainda na pegada de mais filhos. Nosso primeiro episódio dessa temporada foi com o casal com 12, tá? Então, só vou deixar assim como é mesmo pra vocês.
Meu Deus, gente! Estamos atrasados.
Né? Hã?
Estamos atrasados aqui, então.
Só pra dizer que é possível, tá?
Eu quero três, ela quer dois.
Três, dois, tá? Então, olha só. É... Tem uma tecnologia que eu não conhecia e que pode ser que ajude vocês.
Tá.
Porque nesse fuzuê que vocês estão, né? De bastante trabalho, bastante responsabilidade, bastante cidade, E que dia que a gente ovula? Que dia que é o dia, né? Ó, teste de ovulação digital.
Sou apaixonada nisso. Matheu, é graças a esse negócio.
Um belo dia que eu fui escovar meu dente e tava em cima da pia o negócio. Não, calma, calma, pera, volta, pera, volta.
Então a novidade pra mim não é pra vocês?
Ela usou.
O Matheu nasceu baseado na canetinha.
No sorrisinho.
É o seguinte. Ai gente, agora eu me senti muito desatualizada.
É maravilhoso.
Porque o teste, beleza, a gente tem e é muito fácil e o resultado é muito preciso. Agora, esse aqui é o teste de ovulação, então se aparece um sorrisinho, é hoje.
É hoje. Foi o dia do Matheu.
Guilherme, que horas acaba o seu expediente?
Ele chegou em casa e foi a primeira coisa que eu mostrei pra ele. Sorria, amor. Você está sendo filmado.
Não, estava na minha pia. Estou falando, fui escovar o dente e estava lá.
O sorrisinho. E aí, se não tem o aumento de LH, que vai indicar a sua ovulação, não é hoje. Por que isso aqui funciona? Para quem quer ou não ter filhos. Acho que você vê, né? E aí, a partir do momento que você viu é hoje, aí o seu corpo todo já vai trabalhar em função do é hoje.
Exato.
Não é? Não é lindo isso?
Você já está começando a imaginar ainda. Na hora H. Vamos lá, doutor.
Se nós já sabemos que tudo nasce na nossa mente...
Ela quando mentaliza, vira.
Gente, eu mentalizo tudo. É impressionante.
Eu preciso conversar mais com você. Eu preciso que você mentalize umas coisas aí pra mim.
Tudo, Isa.
É absurdo.
Mas é lindo. Mas olha só. Nós estamos fazendo aqui... Estou rindo, mas isso é muito interessante pra você que está nos ouvindo. Tudo nasce de uma ideia. Se você vai ter ideias boas, você vai materializar as ideias boas. Se forem ideias ruins, frustrantes, pequenas, etc., vai ser isso que você vai ter de resultado. Se ao fazer um teste da Clear Blue de ovulação digital, você percebe, opa, hoje eu tô ovulando, ou seja, você já tem a informação de que seu corpo tá pronto, aí agora a outra parte, você já... Vai movimentando, vai trabalhando na cabeça e também com parceira, né?
E também com parceira, né gente? A coisa não acontece.
Não sozinha. Então que você tenha ideias positivas, saudáveis e de muita prosperidade, porque a chance de isso acontecer... Cara, olha esse exemplo. Muito bom, muito bom. Sisi, então pra quem quer ter mais contato com a empresária Sisi Navarro, ou com a marca doutora Chery, ou com o café?
Nossa, são muitas coisas, né? Se a gente deixasse, a gente batia 10 horas de papo.
É muito executiva essa menina.
É uma loucura. Mas vamos lá.
Parabéns.
Arroba Sisi Navarro pro meu pessoal lá. Eu falo muito sobre empreendedorismo, moda, lifestyle, então me sigam pra isso. Maternidade também, né? Agora um super braço, um super bieça.
Total, total.
CC Collection, então ccnavarrocollection, arroba ccnavarrocollection. É a nossa marca de workleasure do grupo, então uma marca de roupa mesmo. Nossa marca o quê? De workleasure, look que vai do trabalho ao lazer. Então nós somos especialistas em look para o trabalho que te leva pra onde você quiser.
Workleasure. Você conhecia essa expressão? Workleasure, adorei.
Muito bom, né?
Arrasou.
E doutoraxerri, gente, arroba doutora, D-R-A, xerri, ponto xerri, tá? E ali, sim, vocês vão ver o mundo da marca, são mais de um milhão de seguidores, que a gente posta, assim, muitas vezes por dia, tudo que a gente faz, uma moda voltada para a área da saúde. Gostamos de cuidar de quem cuida, né? Essa é a nossa maior missão, é cuidar de quem cuida. E Café Xerim, meu bebelô, minha paixão, que é aquele café que faz parte do grupo, do ecossistema, da nossa experiência do grupo.
Tem uma tapioca de massa de beperraba.
Tem uma tapioca cor de rosa.
É muito boa, muito boa.
Maravilhosa. É um lugar pra tomar brunch, pra ser feliz, pra estar ali só pra falar coisas boas.
Café lá você pode tomar porque é bom.
É bom demais.
Café lá é excelente, de verdade.
Por falar em café, eu tenho um tio, tio Lauro, ele toma café à noite. Aí eu falo assim, tio, mas se eu tomar café à noite, meu cérebro vai falar assim, pera lá, meu amor, você tá tomando café agora, mas você quer dormir? Eu sempre brinco isso, com isso, né? É igual tomar caipirinha de maracujá. Maracujá pra mim é pra dormir. Se você tá tomando caipirinha de maracujá.
Então... Vai dar sono. Álcool mais maracujá, sono.
Aí você toma na balada e você não vai fazer sono, né? Ou seja, o tio Lauro, eu tô falando isso pra gente encerrar, tá? O tio Lauro toma café à noite, não significa que todo mundo pode tomar café à noite.
Não, mas nem ele pode, na verdade, porque a cafeína, já à noite, ela vai prejudicar o sono, mesmo você dormir do rápido.
Não, não afeta meu sono.
Meus pais tomam café à noite também. Sete horas da noite, seis, sete horas é a hora que eles fazem o lanche da tarde, que é a janta deles, que é o cuscuzinho com ovo. Eles moram lá na Bahia, acostumaram a comer cuscuz com ovo e um café. Esse horário. Se eu tentar tirar o café deles, eu acho que eles preferem que eu não vá mais lá.
Então, mesmo aqueles que afirmam que não prejudica, prejudica?
Prejudica. A arquitetura do sono. Aquela questão de entrar em sono profundo, em sono REM, que são as fases importantes, acaba tendo maior fragmentação do sono. Ele quebra o sono. Mesmo de forma imperceptível.
Viu, tio Lauro? E se você conhece algum tio Lauro, compartilha, tá?
Mesmo dormindo bem, ele não dorme bem como ele achou que poderia.
Ô Gui, e pra quem quer então continuar com as suas dicas e com os seus conhecimentos, quais são os canais?
Bom, o Instagram é Dr. Guilherme Brassanini, tem também o Arruba Durma Com Essa Podcast, que é um podcast que eu faço junto com o meu amigão Jorge Pinheiro, também médico do sono, que a gente traz muita coisa sobre sono, saúde do sono, e a Isa já esteve lá e foi maravilhoso. Então o Arruba Durma Com Essa Podcast tem bastante informação bem relevante também.
E tem a Alps Clinic.
É, e tem a Alps Clinic, que é a minha clínica, né? Arroba Alps Clinic, onde a gente tem a... É um co-working médico de alto padrão pra médicos especialistas. Então, se você é médico especialista, faz uma medicina ética, pode ser um bom espaço pra você aqui em São Paulo.
Olha o que é essa mulher do seu lado. Opa, meu amor, e aí? E o outro negócio, né? Perfeito. Então, durma com essa informação. Espero que esse casal inspirador, extraordinário, possa ajudar você a tomar melhores decisões para ter filho, para não ter filho, para viver uma boa parentalidade. Então eu quero agradecer a Claire Blu, que está comigo nesta temporada incrível. Quantas pessoas interessantes estão passando por aqui. Quero agradecer também a Priscila Pacífico, a Juliana Schopper e a Sonhos de Linar, que nos ajudaram a deixar esse cenário.
Fala se não é fofo. Belíssimo, belíssimo.
Você é leão, né? Sigla de leão. Olha esse leão, que fofo.
Eu vi, você acha que eu não reparei nessa juba maravilhosa?
Eu só não te dou porque nós temos que gravar mais, mas não é fofinho?
É demais, gente. Olha que leonina que eu sou.
Ah lá, demais, demais. Obrigada, casal.
Obrigado a vocês.
Até breve, sucesso. Obrigada por terem dedicado tempo para vir aqui. Antônio está aqui e muito obrigada a você também que nos acompanha até aqui pelo seu tempo e confiança. Se esse assunto foi legal para você, imagine se você compartilhar com quem você quer bem. Então, me ajude a levar essa informação a mais pessoas. Compartilhe o link, se inscreva no canal e a gente se encontra no próximo Interioriza. Até mais. Esse episódio tem o patrocínio de Clearblue, uma marca P&G.
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