Chefe x Líder: entenda a diferença entre eles - Glaucimar Peticov - EP4 Interioriza
31 Dec 2025 · 36 min
This content was created by Izabella Camargo. This content was uploaded by GHION.AI . This is a podcast episode titled "Chefe x Líder: entenda a diferença entre eles - Glaucimar Peticov - EP4 Interioriza" from the series Interioriza, created by Izabella Camargo. The episode, recorded on March 1, 2023, features a conversation in Portuguese between host Isa and guest Glaucimar Peticov, an executive director at Bradesco. They discuss leadership, contrasting traditional command-and-control management with modern, empathetic leadership styles, and the importance of personal development and humility in leadership roles.
Chapters
Olá, olá! Bem-vindo, bem-vinda ao Interioriza! A partir de agora você vai ouvir ideias que já passaram do tempo da gente interiorizar. Você já ouviu aqui no programa sobre empreendedorismo, resiliência, propósito, e o nosso tema central hoje, o nosso fio condutor é a liderança. Tem medo dessa palavra? Já ouviu muito sobre o novo líder? O que você espera do seu líder? E será que você consegue liderar a própria vida? É isso que a gente vai conversar com uma líder que eu admiro demais, Glaucimar Petkoff, diretora executiva do Bradesco e CCO. Já já ela vai explicar o que significa CCO. Glau, seja muito bem-vinda ao Interioriza.
Gente, que prazer enorme, Isa! Muito gostoso estar com você. E esse nome realmente, ele foi escolhido certamente com um grande trabalho e de uma forma brilhante, porque a gente tem que interiorizar realmente para poder mudar. Então, muito bom dia, é um prazer estar com você, um prazer estar com todos aqui.
Excelente, Glau! Obrigada pelo seu tempo. A Glau, gente, ela simplesmente cuida de recursos humanos, sustentabilidade, ouvidoria, universidade corporativa, em um setor que emprega quase 100 mil pessoas. Glau, como é que você dá conta de tudo isso?
Antes da gente falar de liderança, bom, primeiro porque eu sou apaixonada pelo que eu faço. Então aqui a gente tá falando de interiorizar. A partir do momento que a gente faz aquilo que a gente gosta, as coisas se transformam, né, Isa? O prazer, ele acaba sendo algo muito mais tangível. E você, na verdade, vai se dedicando, as frentes vão abrindo. E isso mostra um dos pontos que nós vamos falar hoje, de como as coisas estão conectadas, né? Essas áreas que você falou, elas todas estão completamente conectadas com pessoas, com o nosso papel com a sociedade, nosso papel com a empresa. E quando nós falamos de 90 mil ou 100 mil funcionários, algo que eu acho muito importante que a gente entenda, principalmente no mundo corporativo, é que nós nunca falamos apenas para funcionários. Nós falamos sempre para famílias, então praticamente são 90 mil famílias que acabam recebendo algum exemplo, alguma inspiração da pessoa que vive as maiores e melhores horas do seu dia aqui conosco. Aliás, é o que nós fazemos, né? Nós nos dedicamos aí durante a nossa jornada de maior atividade às empresas a qual nós estamos ligados, né?
Sim. Glaucio, quando eu começo te perguntando como é que você dá conta de tantas áreas, é claro que é uma provocação, porque só sendo uma boa líder para você liderar todas essas áreas, por mais que elas conversem, porque nós sabemos que recursos humanos com sustentabilidade, com ouvidoria, com o treinamento, com essa construção na universidade corporativa que vocês fazem, tudo isso está interligado. Então, só sendo uma líder de verdade, para que nenhum desses pratinhos caia. Como que você, como líder, traça as diretrizes para dar autonomia para as pessoas que te ajudam? Porque senão você não vai dar conta tudo sozinha, né? Como é esse papel da liderança em saber identificar pontos fortes, pontos fracos, e quem fica com o quê?
Tá, vamos falar um pouquinho então de liderança. E nesse sentido, Isabela, gostaria de começar falando que pratos caem sim. E eles vão cair. Pratos caem, gente. Então, a hora que nós entendemos que pratos podem cair, a gente acaba entendendo um pouco melhor qual que é essa nossa participação, né? Como é que a gente pode refletir sobre essa transformação, eu diria, sobre essa evolução do papel do líder. Hoje, praticamente, né, há alguns anos, Nós falamos muito sobre esse novo papel da liderança. Na verdade, eu não vejo como um novo papel. Eu acredito que seja uma evolução de como o líder se coloca, como que ele funciona nesse século, né? As grandes carreiras executivas, principalmente no século 20, elas foram marcadas por chefes controladores, né? Eram chefes mesmo. Ou seja, era esperado que esse profissional tivesse conhecimento da área, tivesse uma reduzida possibilidade de cometer erros, né? E tinha uma base, né, Isa, muito voltada a comando e controle, a uma centralização das atividades, uma centralização das decisões. E principalmente esse ponto que eu falei de cometer erro era obviamente a da o cuidado para não correr riscos. Então você repetia modelos para que realmente se deu certo de uma forma, vai dar na continuidade. Hoje, quando a gente enxerga tudo que tem acontecido no mundo, nós tivemos um exemplo há pouco sobre a pandemia, que é uma transformação muito grande na nossa maneira de trabalhar. A gente percebe que o líder, ele precisa realmente se despir de velhos hábitos, abandoná-los para que outros, na verdade, tomem espaço e a gente possa acordar um pouco a coragem, a velocidade, o planejamento, o pensar antes de agir, principalmente no que diz respeito às nossas atitudes. E certa vez eu acho que comentei rapidamente com você que a liderança, ela deixa de ser posição. Ela é atitude, né? Ela é ação. Então, quando a gente coloca esse conceito na prática, a gente tá querendo dizer que os líderes possam traduzir. Você falou que teve uma participação, né, já no programa sobre propósito, que seria essa bússola, né? Como é que os líderes conseguem traduzir os propósitos que estão envolvendo e envolvidos e não ser aquele sabe tudo? Né, hoje a liderança ela precisa de alguém que auxilia as pessoas a mergulharem, a escolherem, a selecionarem, a serem instigadas a fazerem perguntas, perguntas que possam provocar, por exemplo, hipóteses criativas, soluções diferentes para velhos desafios, né, que ajude, por exemplo, na cultura do erro, que a gente tem tanta situação, que é o tal do pratinho caindo, né? E líderes que sejam empáticos, né, Isa? Que tenham realmente uma visão mais multifocal. E não a empatia apenas de eu me colocar no lugar de uma pessoa, mas o time. Hoje a gente fala de estar junto. Eu acredito muito, eu usei, eu vou usar um termo que eu acredito que exprime muito isso: a gente tem que estar apaixonado, a gente tem que ter emoção para se conectar com as pessoas e conectar como cidadão social mesmo, mesmo. A gente tá aqui para transformações. Por isso que eu falei sobre coragem, porque eu enxergo a coragem como uma firmeza que nós temos para situações que emocionalmente ou moralmente, por exemplo, são desafiadoras, né? Para que a gente possa fazer com que as evoluções elas aconteçam. E mudar, mudar significa dor. Tem muitas pessoas que falam: eu adoro mudar. A gente tem que pensar o seguinte: às vezes, para trocarmos uma poltrona de lugar, nossa, a gente coloca, né, Isa? Tira e fica, e olha, olha de um lado, e depois a gente volta para o mesmo lugar. Quantas vezes a gente desafia o próprio Waze que tá pelo satélite direcionando e a gente não muda o nosso caminho porque a gente tá acostumado? Então, acho que um ponto importante também quando a gente fala de liderança É isso, é que exige um exercício para que seja efetuada a mudança. Ninguém dorme de um jeito e acorda do outro porque tem um cargo, porque tem um crachá, porque tem uma nomenclatura. A gente tá falando de uma jornada, né? E nessa jornada, eu diria para você que uma tecla que eu vejo como essencial é a gente acionar o modo humildade. Para mim, humildade é uma peça fundamental para que a gente propicie em si, para nós principalmente, um ambiente de aprendizado, sabe? Um ambiente de leveza para que a gente possa realmente ouvir, aprender, ver, tá atento a isso.
Perfeito. Glau, você trouxe aqui é sobre o modelo antigo versus o modelo que hoje Talvez ele não exista em todos os lugares, mas é o que se deseja. Mas eu conheço muitas pessoas que dizem assim: "Ah, mas eu vivi no meu passado abuso de poder, de controle e tal. Então, se eu apanhei, eu posso bater. Se eu vivi essa situação no passado, eu posso fazer." Hoje, no seu ambiente, como você vê ainda essas pessoas resistentes a este novo modelo de liderança?
É, todas as empresas têm várias gerações interagindo, né, Isa? Nós temos hoje praticamente 4 gerações que atuam na organização, e é claro que o modelo de comando e controle, ele prevalece em várias frentes. Aqui não é diferente, nós ainda temos. Agora, maior do que ter esse perfil atuando tenha a crença genuína de que um verdadeiro líder, ele acredita na inteligência coletiva, né? Ele abraça para valer os assuntos. E talvez esse seja um ponto extremamente importante: o chefe, ele olha para o departamento, para a área que ele está. O líder, ele abraça vários assuntos, ou seja, ele se baseia em dados, em modelagem, em experiência do cliente, nos ecossistemas, e o que que a área dele pode fazer para ser sustentável. Como é que eu aprendo ou viabilizo possibilidades de um aprendizado pela experiência? A estimula o gerenciamento com autonomia, que antes isso não existia, né? Hoje nós temos equipes que são multifuncionais, nós temos a diversidade e a inclusão implícita, estamos aprendendo a força da pluralidade. Então Nós temos um cenário que também nos favorece, desde que nós possamos abrir essa porta. Então existe uma diferença quando a gente fala do chefe e do líder, que o próprio mercado tem nos fortalecido e nos proporcionado. Eu tenho muito claro na minha memória, Isa, como eu tenho uma carreira em instituição financeira, que no início, ou mesmo no meio da minha trajetória, é tinha nos corredores do mundo corporativo as sinalizações sobre diversidade, sobre papel da mulher, sobre a importância do diferente. E hoje nós temos isso com muito mais clareza. É claro que nós temos muito para caminhar, para crescer, para desconstruir o preconceito, né, os distanciamentos que foram feitos. Então esse novo modelo, como a gente tá chamando, esse modelo de liderança, como eu prefiro, ele precisa se desarmar, né? Ele precisa se desarmar numa perspectiva de poder, né? Porque os perímetros do mundo corporativo, ele gera esse sentimento de que eu faço como eu quero aqui. Só que a gente tem que ver que esse modelo, ele tem que ser redesenhado. E ele, esse redesenho, ele tem uma perspectiva muito clara, que ela se chama aprendizado. Nós estamos aprendendo a a todo momento. A partir do instante que nós acreditamos que nós estamos prontos, a gente perde e não está aberto para o novo, e não realmente ter um encaminhamento para uma liderança colaborativa. Ninguém faz nada sozinho. A liderança, ela tem que ser colaborativa, né?
Glaucia, ouvindo aqui, eu compartilho, né, com Quem está nos acompanhando, vocês entenderam por que a Glaucia Smart está aqui, né? Por que ela é líder, por que ela cuida de tantas áreas, recursos humanos, sustentabilidade, ouvidoria, universidade corporativa. Você lida diretamente com o desenvolvimento das pessoas. E isso pode ser numa empresa que a matéria-prima seja dinheiro, madeira, perfume, chocolate, não importa. Pessoas são pessoas em qualquer qualquer empresa. Você trouxe aqui, Glau, a diferença de chefe e líder. Você pode repetir na sua trajetória hoje qual é a diferença entre chefe e líder?
Olha, o chefe, na verdade, ele administra o comando e controle, ele manda, tá? O líder, o líder, ele orquestra talentos. Ele proporciona um ambiente saudável para que as pessoas se sintam bem aonde elas estão. A liderança do século 20, sabe, ela não foi desenhada para isso. Ela foi desenhada para o eu mando e você obedece. Simples assim. Funcionou? Funcionou naquele momento, naquela época funcionou. Eu não posso dizer que não funcionou. Agora, hoje, para as empresas que alcançam um grau de maturidade, que existem empreendedores internos, porque a gente não empreende só um negócio particular, o meu negócio. A gente empreende na empresa o tempo todo, e a gente precisa dessa inquietude para que a gente possa ocupar espaços que vão surgindo, que antes não eram permitidos serem vistos porque você tinha aquela situação. E talvez um termo que é muito utilizado, que é o people first, seja a grande diferença do chefe para o líder. O líder tem a ver com respeito pelas ideias, respeito pelas pessoas, respeito pelo tempo de aprendizado de cada um, o respeito pela forma de comunicação que é utilizada com cada pessoa. Porque a comunicação, Isa, não é o que eu tô falando, é o que o outro entende. E muitas vezes as pessoas têm entendimentos distintos por causa das perspectivas diferentes, né? Exatamente. Então, quando a gente acredita nessa construção, que tem que ser legítima, hein, gente, de cada um que está conosco, as coisas vão mudando, a gente acaba valorizando e aprendendo a valorizar cada vez mais o coletivo. E isso nos leva para uma caminhada, uma caminhada de humanização. E aí ela tem que ser verdadeira. A pandemia foi um teste para a gente de valores, né? E que as organizações hoje precisam fazer essa travessia. Por que que eu tô falando da pandemia de novo? Quando nós temos chefe, o chefe olha e fala assim: nossa, aí, hein, chegou 10 minutos atrasada, não falou nada. No mundo remoto, inclusive como a gente tá vivendo aqui hoje, eu não tenho mais esse controle. Eu tenho que aprender a exercitar a verdadeira confiança e credibilidade no meu time, naquela pessoa. Eu tenho que inspirá-la para que ela deseje estar comigo, que a empresa seja uma opção e não uma falta de opção. Solução para ela. Então, quando eu compartilho confiança, quando eu compartilho a possibilidade de superar desafios, né, quando eu compartilho que os problemas podem ser trocados— pode parecer uma semântica, tá, Isa, mas tirar a palavra problema e colocar por desafio para que a gente tenha uma certa leveza e que a gente enxergue que é possível solução, a gente na verdade tá muito mais próximo do time. E isso um chefe não consegue. O chefe, na verdade, ele tem o mando. Por isso que é muito importante que a gente tenha muito claro esse papel, um papel que não te deixa numa situação de desconforto de entrega, porque afinal todas as empresas trabalham por resultados, né? Ela me mantém íntegra, principalmente em situações que são mais caóticas, que na verdade testam os nossos limites éticos e morais, né? Ela nos faz com que nós estejamos mais preparados para decisões que são por vezes mais duras e até mais complexas, e por vezes impopulares, né, que é algo importante, mas que criam ambientes de segurança, inclusive psicológica, sabe, para que a gente tenha continuidade das atividades. Com isso eu amplio a oportunidade, eu faço com que a busca da atuação ela seja fora dos muros do departamento que nós estamos, que as pessoas possam realmente enxergar a organização como um todo e falar assim: ah, aquela determinada área tava trabalhando com isso, aquela com isso. Não é uma área hoje de uma organização que vai trabalhar, por exemplo, com metaverso. São muitas áreas envolvidas. E isso é importante porque você precisa ter uma liderança que propicie essa abertura, que propicie, estimule essa troca de informações. Lembrando sempre, né, um O líder, ele sabe que o concorrente tá lá fora e não aqui dentro. O chefe muitas vezes acredita que a concorrência interna, que a gente faz aqui, a gente não conta para ninguém, hein, galera. Então isso são tratos, traços distintos para que a gente fique atento. A empresa não pode ter essa competição cravada. O líder tem que conectar, né.
Nossa, gente do céu, eu tô notando aqui já, liderança deixa de ser uma posição ser uma atitude. O bom líder vai exercitar a confiança. O concorrente está fora, não está dentro. E eu percebo que muitas pessoas não permitem este voo maior das suas equipes justamente por medo. Não vai dar nem tempo da gente falar aqui desses medos, Glau, porque acho que quem está nos ouvindo sabe que precisa buscar um aprendizado, um conhecimento novo para lidar com esses medos, né? Aí a gente entraria na questão das terapias e dos recursos que nós temos para fazer essas faxinas que todos nós precisamos. O Glau, nós ainda temos aqui 10 minutinhos de Interioriza. E aí eu quero entender contigo como foi essa construção da Glaucimar Petkoff, líder como é, tão admirada, tão respeitada. Como você foi aprendendo? Quais pratinhos caíram que você aprendeu? Quais não caíram? Tem alguma experiência que você quer compartilhar conosco? Conosco de aprendizados que você foi tendo nessa jornada?
Olha, são muitos, tá, Isa? Eu acredito que assim, eu, por exemplo, rapidamente vou contar um marco para mim, que eu tava numa agência comercial onde eu desejava muito ser gerente na época. E na terceira, por 3 vezes que eu fui ao departamento de recursos humanos fazer o processo seletivo, eu caí com a mesma psicóloga me entrevistando. E todas as vezes ela me convidava para ficar no RH e eu negava. Nessa terceira vez, quando eu cheguei à agência, o meu gerente ele falou que o RH já havia ligado. Então você imagina, jovem, já falei: opa, já vou pegar minha carteira de cliente agora! E quando fui surpreendida, ele falou que o RH tinha pedido a minha transferência. E eu assim, eu não tenho a lembrança total, mas eu hoje fazendo um comparativo, eu devo ter reagido tal qual aquela criança que a gente vê em shopping que se joga no chão e que o pai e a mãe não sabe se puxam pelo braço, se se escondem para criança achar que tá sozinha, se chora junto, se já faz alguma negociação, levanta. Eu não sei, mas eu acho, acredito que eu tenha tido uma reação bem imatura ali porque eu já queria sair do banco. Eu falei: não, então eu não fico. E esse Celso Joaquim Giorgetti é um nome que eu jamais vou esquecer. Ele falou o seguinte: vai, Glau, vai, e eu vou fazer como que se você tivesse saindo em férias. Experimenta. Eu não posso te prometer, mas se em 3 semanas você sentir que não é isso, você me avise que eu vou fazer de tudo para que você retorne. E momento algum naquela época, a gente tá falando da década de 90, tá? Em momento algum eu tinha possibilidade de fazer alguma associação de chefes líderes. Celso Joaquim Giorgetti foi um grande líder ao falar isso para mim. Ele me deu a chance de experimentar, tendo uma possibilidade de retorno ao meu porto seguro e fez isso com maestria, de maneira que eu fui com toda a segurança, né? E obviamente, né, depois de duas semanas eu liguei agradecendo. Mas é uma pessoa que eu jamais vou esquecer, porque ele agiu como um líder ali. Para mim foi uma grande lição. Então a gente percebe que tem muitas situações que vão colaborando para que a gente possa se tornar um líder. Aspectos de integridade com relação à nossa articulação, a eficiência, o resultado. Agora, algo muito importante para mim, Isa, você falou como que é, né, com você, foi o reconhecimento das minhas próprias limitações. Quando eu reconheço as minhas próprias limitações, quando eu reconheço o quanto eu posso ser minha inimiga em muitas situações, eu começo a revisitar e perceber como eu preciso me alfabetizar em alguns aspectos, né? Eu quero dizer o como é importante a gente também conhecer a história e olhar, no meu caso, o que outras mulheres fizeram, o que outras lideranças fizeram, aquilo que eu gostaria de fazer e o que eu não gostaria de fazer, eu sei que, como você falou inicialmente, já que eu tive um líder impositivo, ser impositivo é o caminho, eu vou seguir. Eu sempre busquei ter clareza do que eu queria e do como eu gostava de ser, e como eu gosto de ser tratada até hoje. Então eu aprendi que, assim como outros líderes me abriram portas, eu tinha que abrir, segurar para outras pessoas, permitir que outros também falassem, independente da rivalidade, como que a gente poderia multiplicar multiplicar conquistas, né? Ser coerente com aquilo que eu acredito, com aquilo que eu faço. As pessoas, gente, elas mais nos observam do que nos ouvem. Portanto, assim, não adianta ter um hiperdiscurso e agir diferente, né? Até a visão do conjunto, a perceber que essas pequenas vitórias que nós temos com o nosso time, elas vão ficando grandiosas, né? E quando a gente fala realmente de liderança, Isa, a gente não consegue, na minha opinião, ser um verdadeiro líder se nós não formos líder de nós mesmos, se a gente realmente não cuidar da nossa, do nosso interior, de nos conhecermos, de neutralizar as nossas emoções negativas, porque eu tenho que passar o melhor para as pessoas e eu tenho que estar bem. Vamos lembrar do voo, Isa. A comissária ou comissário sempre fala Se nós tivermos alguma situação, a máscara primeiro aonde? Na gente, para depois no outro. Eu acredito que esse seja um grande exemplo para liderança. Se eu não tô bem, eu não posso auxiliar o outro. Então reconhecer que o medo faz parte da dimensão humana, né? E só que são as pessoas que movimentam a vida. A gente tem um arsenal hoje tecnológico que nos auxilia, mas são as pessoas propulsoras de mudança. Então a gente tem que descobrir esse equilíbrio das ações do líder com relação às pessoas que estão no time. E hoje a gente tem mais do que nunca é abandonar velhos hábitos, é deixar realmente aquelas situações que eram repetidas e fazer com que a gente possa ser uma pessoa de time, de viabilizar estabilidade, de inspirar pelo exemplo. Ah, isso é lindo quando você inspira. E eu acho, Isaquim, independente de todas as ferramentas que nós temos hoje, eu acredito que a meditação, a meditação ela ajuda muito os líderes a repreender, a aprenderem principalmente a respirar, para que possa existir um sincronismo entre corpo e mente. Isso é fácil, gente, é processo de respiração. É para mim 5 vezes assim, dá uma oxigenada para que a gente possa realmente ampliar e enxergar. Então a liderança, ela tem muitas facetas, né? E a gente precisa estar atento a desenvolver, porque essa situação de que os líderes nascem, né, a pessoa já nasce líder, é uma verdade, mas a gente desenvolve liderança. A gente não treina líderes, a gente treina para que as pessoas repitam modelos. A gente capacita líderes, nós capacitamos e desenvolvemos pessoas, nós não treinamos pessoas. Um líder não treina, um líder capacita, um líder desenvolve. São verbos importantes para que a gente saiba quais a gente vai conjugar, se verbos que nos elevam ou verbos que reduzam. Então essa energia, ela na verdade faz com que a gente pense que a autoliderança ela é uma jornada fundamental. Exatamente, ela pode ter começo o meio a gente não vai enxergar e o fim tampouco, né? E a gente precisa desenvolver isso para que a gente possa buscar, a partir do momento que eu tenho desenvolvido internamente, com as outras pessoas, para que a gente possa fazer valer essa credibilidade e fazer com que o poder é servir e não ser servido. O verdadeiro alcance, né? Quem usa o poder para o autosserviço é chefe. O líder eleve equipe. São diferenças que a gente facilmente pode pontuando com a nossa vida e lembrando das pessoas que nós já tivemos, né? E que a gente possa realmente tá transformando isso.
Nossa Senhora! Líder serve, chefe se serve. Mais ou menos que você me disse.
É isso mesmo.
Você que tá nos acompanhando, conhece um líder ou uma líder como a Glaucimar? Coloca aqui no nosso chat. Reconheça também essas pessoas, porque o reconhecimento é fundamental para o fortalecimento dessas posturas, e que essas pessoas possam inspirar outras e deixem de fato um legado sustentável. O Glau, eu ficaria mais algumas vidas aqui conversando contigo, porque o seu exemplo para mim é muito importante para a gente poder colocar todo mundo na mesma página sobre o que precisamos desconstruir para construir. Então, para fechar, quem está nos acompanhando. O novo líder precisa desconstruir o quê para construir que caminho?
Ele precisa de desconstruir valores que foram moldados pela sociedade e que são limitantes. Bom, isso é um ponto importantíssimo. Ele precisa construir aliados e estratégia de ação. Olha, é uma coisa assim que vai parecer um certo romantismo, mas eu vou trazer uma agora, Coralina, aqui com a gente, tá? Agora tem uma parte que ela fala que nós não podemos acrescentar dias nossas vidas, mas nós podemos acrescentar vida aos nossos dias. Um líder acrescenta vida aos nossos dias. Esse é o ponto, porque ele acredita no propósito pessoal e respeita o propósito dos demais. E propósito, gente, é ter uma razão, é ter uma finalidade, é descobrir o que faz a gente feliz e estimula para a gente levantar todo dia e buscar crescimento, né? Como é que a gente vai fazer essa trajetória que a gente tem aqui no mundo para que ela tenha significado, né? Como é que a gente lida com isso e conserva essa energia para coisas que valem a pena? Sabe? Um líder, ele não deve perder tempo com situações que não valem a pena. E o que não vale a pena? O que não vale a pena é aquilo que destrói, aquilo que desconstrói, aquilo que leva o outro para baixo, aquilo que deixa desrespeito. E uma coisa que tem muito diferente também, o líder, diferente do chefe, ele acredita que a força tá na pluralidade. Diversidade tá na diferença, tá na inclusão, tá no pensar diferente. Aquela coisa, o que que eu trago de diferente para mesa? Essa coisa de você ter um time e fala assim, aí eu olho para ele, eu olho para ela, a gente já se entende. Isso foi bom e é bom em alguns momentos, mas hoje a gente tem que ter gente diferente pensando diferente para que novas ideias aconteçam. Diversidade para mim é A diferença, ela é uma grande professora. E quando a gente tem receio da diferença, a gente nega aprender, a gente nega inovar. E a gente tem hoje uma sociedade completamente diversa, né? A gente tem religiões, modos de vida, etnia, cor, gênero, ideias, orientação sexual, ideias, grau de escolaridade. Quantos aprendizes nos auxiliam hoje com novas ideias, né, que a gente não sabe? E todo mundo tem sobrinho ou filhos que tem uma habilidade aqui, ó, muito maior do que a gente. Então assim, essa mente aberta, ela não é custo, ela é um dos melhores investimentos. E como trabalhando instituição financeira, eu posso dizer, o maior investimento que a gente tem é quando a gente investe na gente a gente e no outro. Esse sim é o nosso grande investimento na vida.
Perfeito, Glaucimar Petkoff. Olha, foi uma das melhores conversas que eu já tive sobre liderança, porque de fato, né, você não se esforça em nada que você fala, porque isso está tão dentro, é tão natural, que é natural. É igual quando a gente vê uma pessoa que abre a boca e "Sim, é o talento dela." O seu talento está na liderança e, de fato, todas as áreas que você costura muito bem. Só lembrando que você, Glau, lidera uma instituição que tem um número de pessoas que nós não temos 400 municípios no Brasil com mais de 100 mil habitantes. Então você lidera um número de pessoas Tremendo. Por que que eu estou trazendo esse exemplo? Para que você que está nos acompanhando, se você sonha em ser líder, pense: mas por que que eu quero ser líder? O que que eu vou fazer com esse privilégio que eu tenho, né? É só para ganhar bônus? É só para ganhar um alto salário? Não. O que que você quer de verdade para ser um líder? O que que você vai fazer com essa liderança? É só vaga na garagem? O que que você espera de verdade, porque senão você pode estar vivendo uma ilusão. E liderança de fato é esse, este lugar que a Glau falou, que não é uma posição. Liderança é uma atitude, então é movimento, se tornar um líder, aprender todos os dias. Glau, eu vejo aqui a nossa conversa como um ampliar maior divisão. Sabe quando você tá olhando assim por um cantinho, aí você fala: não, deixa eu me afastar para ver maior, para ver, né, o ambiente maior, todos os detalhes. Você trouxe aqui ideias muito importantes para a gente ampliar a nossa lente. Muito obrigada.
Imagina, Isa, isso é um prazer. E tem uma, com um ingrediente que eu acho que faz uma diferença boa também, gente: a força de um sorriso, o bom humor. Isso faz uma diferença para nossa vida, né, Isa? Ir para um líder ou para não, porque em alguns momentos no mesmo time a liderança ela gira em torno de outras pessoas. Eu não necessariamente sou a líder de todos a todo tempo. As pessoas que às vezes conhecem mais sobre o assunto assumem esse papel e o líder tem que realmente emplacar, apostar e enaltecer. Isso é muito bacana, só que hoje a gente tem que correr atrás, né? Todo dia a gente tem que correr atrás porque é um exercício. E eu, só para finalizar, na minha primeira aula que eu tive na Singularity, é uma frente que eu dificilmente esquecerei, mas a primeira tela era o Mestre Yoda, né? E vinha escrito: unlearn to learn you need. Então é exatamente o que a gente tá falando, desaprender para aprender é preciso. Isso dentro da linguagem do Mestre Yoda. Eu sei que nós não estamos no Star Wars, mas o Mestre Yoda deu uma lição para gente, para que a gente pegue o nosso sabre de luz e possa enfrentar, né, o nosso dia a dia. Ele deu: desaprender para aprender nós temos. E essa talvez seja o grande início desse exercício chamado liderança, tá, Isa?
Perfeito. Glau, muito obrigada, muita saúde, muitas boas notícias para você durante todo, durante toda a sua jornada, e que você possa liderar mais líderes, que você já está deixando um legado, isso é inquestionável. E eu tenho muito, muita alegria, muita satisfação em poder compartilhar dessa jornada contigo. Obrigada mais uma vez.
Muito obrigada, foi um grande prazer. Deixa um beijo para você e para todos aqueles e aquelas que vão nos ouvir. Beijo enorme.
Você que está nos acompanhando, de novo, lembrou de algum líder da sua vida? Eu lembro de alguns que me ensinaram demais em momentos super desafiadores e mostraram, assim como a Glau, como eu gostaria de ser e como eu não deveria ser. Se você reconhece algum desses personagens, marca aqui, compartilha esse vídeo também. Assim você também está semeando essas ideias que todos nós nós precisamos interiorizar. Obrigada pelo seu tempo, pela sua confiança. Até o próximo Interioriza!
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