De mãe para mãe! - com Izabella Camargo - EP 12 - Ïnterioriza 2ºTemporada
31 Dec 2025 · 21 min
Izabella Camargo talks with her daughter Angelina about motherhood, answering audience questions. She had Angelina at 40 and discusses fertility, cesarean birth, breastfeeding, sleep deprivation, and how motherhood changed her identity.
Chapters
Olá, bem-vindo ao Interioriza especial Dia das Mães. É, eu abri uma caixinha de perguntas para responder algumas dúvidas de vocês e aí pensamos: por que não deixar então a própria Cria aqui, não é? Você vai participar comigo hoje do Interioriza, filha? Vai?
Não.
Ah, não? Não. E o que você vai ficar fazendo aqui?
Eu vou brincar.
Vai brincar, tá bom. Então eu vou tentar responder aqui algumas das perguntas que...
Eu vou gravar com você.
Eu vou gravar com Angelina aqui para tentar responder algumas perguntas, mas antes de qualquer coisa, como é que foi o Dia das Mães na sua casa? Você conseguiu ter um tempo com a sua mãe? Conseguiu abraçar? Conseguiu conversar? Sim. Né?
Eu vou pintar essa unha.
Isso, enquanto a Angelina então pinta minha unha, eu vou responder algumas perguntas neste especial Dia das Mães. Muitas perguntas vieram relacionadas à idade em que eu tive a Angelina. E eu engravidei aos 39 anos.
Olha que linda a unha que eu pintei!
Olha, minha unha ficou linda! Até então, eu nunca tinha tido muita opinião se eu teria ou não filhos, se eu seria ou não mãe. Na verdade, eu tinha muito mais uma tendência em não ter filhos do que ter.
Fiz bem!
Muito bem! E depois da pandemia, o papai financeiro e eu, nós pensamos assim: poxa, eu tô com 39 anos, se a gente não tomar uma decisão agora, depois pode ser que seja muito tarde. E aí então, com 39 anos, eu decidi parar de tomar anticoncepcional. Acreditando que demoraria muito para engravidar. Mas para nossa surpresa, não, né, filha? Por quê?
Mamãe, ela!
É, tô vendo. O que aconteceu? Eu parei de tomar anticoncepcional e logo depois nós engravidamos. Especialmente depois do burnout, muitas pessoas me perguntam: "Como foi engravidar depois do burnout?" Eu digo que eu só consegui gerar o amor Depois que eu comecei a me amar, depois que eu comecei a compreender o significado real do amor próprio, e aí sim, nutrindo as minhas células, nutrindo as minhas ideias, eliminando um monte de ideia já que não servia mais, aí vem a Angelina. Como é o seu nome? Angelina. Quantos anos você tem? 3. 3, né? Muito bem, vai fazer 3 anos. Eu coloquei! O que é que tem aqui?
Tem coroa!
Ah, tem uma coroa, entendi. Então a Fernanda pergunta: "Foi difícil para engravidar?" Não foi, Fernanda, como eu já disse, porque eu tomei uma decisão, tive uma atitude, ou seja, eu tomava anticoncepcional muito tempo e aconteceu. Mas é evidente que tudo isso também deu certo porque eu já estava me cuidando muito. Então não foi difícil no meu caso. O Bruno, né, disse: "Você sempre quis ser mãe ou tomou a decisão após os 40?" Então, Bruno, eu tive a Angelina aos 40, eu engravidei aos 39 e a Angelina nasceu e eu já tinha 40 anos. A Rosana Alves, ela pergunta: "Como faz para ter disposição, tempo e ainda se cuidar?" Essa é a pergunta, Rosana, que todo mundo faz e eu também faço para outras mães. Por quê? O tempo inteiro eu estou dividindo o meu tempo com ela. E sabe o que acontece quando nós ficamos juntas? A Angelina me devolve para mim. É o tempo só do presente, não tem nem ontem nem amanhã, né? A Angelina me devolve para mim. É desafiador? Sim. As escolhas precisam ser muito mais coerentes, eu preciso dizer muito mais não. Não para amigas, não para coisas que eu adoraria fazer se eu tivesse sozinha, mas que agora com esse novo estilo de vida não dá mais. Então eu fui atualizando minha identidade nesses últimos quase 3 anos, né, de nascimento da Angelina, e hoje eu gosto muito de ser mãe. Eu tô me descobrindo e não acredito que se isso tivesse acontecido antes, não dá nem pra saber como seria, mas hoje eu tô muito feliz. Ana Paula pergunta: e o pique? Tem momentos em que o pique é insuficiente. E aí a gente vai pedindo ajuda pra todo mundo. Por isso tem acreditado que pra criar uma criança você precisa de uma aldeia.
"Agora, olha aqui o que eu fiz." "Tá bonita?
Tá bonita assim? Deixa eu ver no espelho. Deixa eu ver aqui o espelho." "Ah, tá bonita, né?" Você já ouviu o acreditado que diz assim: "Você precisa de uma aldeia pra criar uma criança." É mais ou menos assim o ditado. E eu entendo que você precisa de muitas pessoas. Tá bonita?
Tá.
Ai, que bom! Você precisa de muitas pessoas para educar e criar uma criança. E não estou falando só de energia, mas estou falando de vários pontos de vista, vários repertórios. A criança precisa ter contato com vários tipos de adulto, além de outras crianças. Então, parte do dia a Angelina fica na escolinha E parte do dia ela fica comigo, com o papai financeiro, com a Vilma, que é a nossa babá maravilhosa, com as vovós que vêm de outros estados. Essa é minha rede de apoio. Mas quando eu não tenho, não posso, não consigo ter ajuda de mais ninguém, aí é hora de começar a pedir ajuda para outras pessoas. Então, rede de apoio a gente vai criando. É evidente que se a família mora perto, a gente tem mais condições, né, nenê, de ficar na casa da vovó, do vovô. De uma titia. Mas se não tem, a gente vai criando a rede de apoio. Então eu quero dizer nesse especial pra você que se você não tem filhos por medo de não ter rede de apoio, a gente vai construindo, tá? Tá bonita assim? É?
Muito bem.
Ah, sério? E agora? Ah, melhorou bastante.
Ah! É isso.
O tempo inteiro é escolha. Tem momentos em que, quando eu não tenho, quando eu estou muito cansada, aí paro tudo, eu preciso descansar, porque se eu não estiver bem, ela não fica bem. Se eu não estiver bem, se eu estiver cansada, eu fico irritada. Eu irritada, ela fica irritada. Angelina é uma esponjinha, então ela reflete exatamente como eu e o papai financeiro ficamos. Por isso que hoje o nosso intuito é manter harmonia diante de todos os desafios e imprevistos, não é, neném? Mesmo puxando o cabelo da mamãe. É?
O que você está fazendo? Eu estou fazendo uma coisa no seu cabelo.
Ah, tá bom. Então eu vou responder mais uma pergunta enquanto isso, tá? Tenho 39, solteira e não sou mãe, mas quero. Você engravidou com quantos anos? Será que ainda consigo? Mari, vale a pena manter os seus exames em ordem, consultar com uma boa ginecologista para saber como é que está a qualidade dos seus óvulos. E depois que você tiver com tudo isso em ordem, aí sim, né, você vai ter mais certeza. Se pode ser mais fácil ou não. Vivem me dizendo que é loucura, pensa bem, e o pior que eu vi, ah, com essa idade virá com problemas. Rafaela, eu não entendi aqui se você tem filhos ou não, se você pensa no assunto, mas o risco existe em qualquer idade. Evidente que conforme o tempo vai passando, os riscos mudam. E também entendo que esses riscos são consequência das nossas escolhas, né? Nós estamos Ai, ai, ai. São consequências das nossas escolhas, né? Conforme a gente vai decidindo ser mãe com mais idade, mais os nossos óvulos envelhecem. Eu até falo sobre isso no meu livro, no capítulo "Tempo da Maternidade".
Mãe, eu vou fazer uma coisa pra você, uma coisinha.
Ai, eu quero! Que os espermatozoides dos homens também mudam bastante. Uma coisinha. Então o risco não aumenta só por conta das mulheres, por conta dos homens.
Mãe, vou colocar aqui. Ahn? Vou colocar aqui no seu cabelo.
Coloca. Isso. Então, moral da história: ter filhos quando você trabalha em casa, quando você é uma empreendedora, você tem que dividir o tempo e tudo com eles. Dá mais trabalho? Dá mais trabalho. Mas é mais gostoso. Ela pede uma dica para quem fez 30 esse mês e quer ser mãe um dia. Isabela, você já saber que você quer ser mãe já facilita bastante as coisas.
Tá?
Sabendo disso, você vai cuidar da sua saúde. Porque se você já sabe que você quer ser mãe, cuida da sua saúde. É aquela famosa frase assim, ó: "Cuida do jardim que as borboletas vêm." É assim, com certeza. Então, mantenha os seus exames em dia, ginecologista, veja a qualidade dos seus óvulos, porque a experiência da maternidade é espetacular. Né, neném? Imagina, meu neném. Qual o maior benefício da maternidade com a maturidade? Marcela, é tudo de bom. Maternidade na maturidade, pra mim, tá sendo um dos maiores presentes. Eu nunca imaginei que ia ser tão legal ser mãe. Tenho medo de não ter energia, já que me sinto cansada com todas as demandas da vida sem filhos. Ai, eu ouço muitas mulheres dizendo: "Nossa, como é que você dá conta? Eu não consigo com a minha agenda." Eu também, quando não tinha nem marido nem filha, achava que não dava conta das coisas. Aí sabe o que eu percebi? Que eu tava gastando tempo com coisas que eu não precisava. Sabe? Eu tava tentando abraçar o mundo e eu ficava sem o meu próprio abraço. Se você quer ter filhos, mas tá preocupado com isso, não se preocupe. Atualiza a identidade, faxina o que não precisa mais, porque aí você vai ter energia pro que realmente importa. Qual a maior facilidade na maternidade? Boa pergunta. Deixa eu pensar. A maior facilidade na maternidade... É a gente compreender o quanto as nossas mães fizeram o melhor que elas puderam. Isso você só vai saber sendo mãe. E a dificuldade, maior dificuldade, é quando eu não consigo falar a língua dela. Mesmo ficando na altura, eu peço: "Olha no olho da mamãe." É lidar com a impulsividade, com a irritação, sem se irritar. É lidar com toda essa energia, com menos energia. "Como se preparar para receber o bebê? Depois dos 30 parece que a energia diminui." Carol, é assim, ó. Depois de uma certa idade, todos os nossos hormônios mudam muito. A energia vai diminuir de qualquer maneira, você sendo mãe ou não. O que é importante é que se você depois de 30 já sabe que você quer ter filhos, cuida da sua saúde, cuida do seu jardim, as borboletas virão, faça os seus exames, nutra bons relacionamentos, porque aí na hora ideal a coisa vai acontecer. É possível, ânimo, coluna, disposição. A gente, eu sempre falo que mãe recebe carga extra, com certeza. Quando eu não era mãe e via minhas amigas com filhos, como a Anne Lotharman, por exemplo, e eu a via com dois meninos, eu ficava de língua de fora. Como que ela consegue? E agora eu entendo. Com certeza Deus dá carga extra pra mãe. Tem uma energia. Por mais que você esteja muito cansada, muito, muito, muito cansada, a hora que os pequenininhos chegam perto, a história muda. Não é, neném? Onde você vai? Ele dá com entrevista o tempo inteiro. Devolve aqui para mamãe. Ai, muito obrigada. Aqui, ó. Cenário da mamãe.
Angelina.
Isso. Interioriza.
Não, interioriza.
Ahn, ó, segura aqui, ó. Ó, interioriza, interioriza. Muito bom, posso deixar aqui agora? Faz parte do cenário.
Interioriza.
É, interioriza. Deixa aqui, por favor. Muito bem, obrigada. A Viviane pergunta: eu tive algum problema na gestação? Vivi, nenhum. Tirando a irritação por conta das oscilações hormonais, nenhum problema, graças a Deus. 3, 4... Por que você não pega uma panelinha pra gente colocar a pedrinha? Enquanto isso eu respondo uma pergunta. A Kátia pergunta: "Quando a gente volta a dormir? Estou com 43, bebê de 1 ano." Kátia, é uma fase. Se o bebê tá acordando muito à noite é porque ele tá sentindo fome. Então não sei se você tá amamentando só com o leite próprio ou fórmula. Eu tive que entrar com fórmula A Angelina tinha 3 meses porque o meu leite não era o suficiente, então ela acordava muitas vezes porque tava com fome. Aí depois que eu introduzi a fórmula, né, especialmente nas mamadas da noite, ela passou a dormir mais. E aí se o nenê dorme mais, a gente dorme mais também. Ana Luísa diz que não tem filhos e que imagina que a paciência depois dos 40 fica mais curta para lidar com as birras. Ana Luísa, esse hoje é o meu maior desafio. É entender que a birra da Angelina é uma forma dela se comunicar. E como eu tenho mais repertório para lidar, então eu preciso sim desenvolver a paciência muito, muito, muito, para não entrar na energia da birra. A Lucie: "Como lidar com o preconceito das pessoas? Fui mãe aos 47." Lucie, parabéns! Que bom que você foi mãe aos 47. A gente está tentando eliminar várias ideias equivocadas porque "Mas quem falou que isso é um problema? O que importa é que você está se realizando. As pessoas vão pensar o que elas são capazes de pensar, vai depender muito do repertório de cada um, tá? Então faça o seu melhor, sua melhor maternagem e ignore aqueles que podem falar algo, tá?" Aí, Valtiana: "Como está sendo pra você? É a primeira filha?" A Angelina é a minha primeira filha. Mas antes dela eu engravidei duas vezes, eu tive dois meninos que não nasceram. Então a Angelina é minha primeira filha, mas dentro de toda constelação familiar é muito importante que a gente integre os filhos que foram abortados. Então, primeira filha, mas antes dela vieram dois meninos que não nasceram. A Fernanda, minha querida amiga, pergunta: "Quando vem o próximo pra você me acompanhar?" Ela tá grávida agora. "É do segundo bebê, a filha dela, Vitória, linda, já tem alguns anos, Fer." Eu acho que não, eu tô com 43, né? Não sei se aconteceria, mas acho que não. "Tenho duas filhas", a Lari tá dizendo, "tenho duas filhas, estamos tentando o terceiro e com medo, pois faço 40 ano que vem." Lari, você já tem duas filhas, não precisa ter medo não. De novo, se você tem clareza do que você quer, aceitou, se for pra ter, vai ter, né? "Parto normal é aconselhável?" A Fran. Ô Fran, vai depender muito quantos anos você tem, como foi a gestação, o que aconteceu antes dessa gestação. É o seu obstetra que vai poder dizer se o parto normal ou a cesárea vai ser a maneira mais segura pra você. De uma maneira geral, Esse interioriza aqui, especial Dia das Mães, é pra celebrar todas nós que decidimos ser mãe, cedo ou tarde, não importa. Eu demorei muito pra entender que sim, eu poderia gerar uma vida, mas isso só aconteceu depois que eu comecei a valorizar muito a minha vida. Aí sim as coisas aconteceram, e aí foi natural. Quem precisa passar por uma fertilização in vitro Eu já sei o quanto isso pode trazer de perda de energia, é tenso tanto para o papai quanto para a mamãe. Quem pensa em adotar às vezes fica na fila, demora ou não consegue, enfim. Quando eu tive a Angelina, foi um parto cesárea, eu tive com 40 semanas, o meu obstetra preferiu que fosse cesárea pela minha idade.
Acorda!
Angelina. "Vem cá, vem cá." Aí, quando ela saiu, ela chorava bastante. Quando o Doutor Leitinho colocou ela aqui no meu peito, ela para de chorar. E aí eu começo a chorar de tanta emoção.
Eu falei que você era bebezinha.
É, você era bebezinha da mamãe. Você vai ser sempre a bebezinha da mamãe, não é? Qual é o nome do seu papai?
Tiago.
E da mamãe?
Mamãe.
O nome da mamãe é Mamãe?
Não, Isabela.
Ah, muito bem. Você gosta de piscina ou de parquinho?
De piscina.
Prefere a piscina. E no balanço, você gosta de balançar baixinho ou você gosta bem alto?
Bem alto.
É mesmo? Você não tem medo? Não tem. Não tem medo? Não.
E na sua festa de aniversário vai ter o quê? Chocolate, brigadeiro, Bolo e picolé.
Não vai ter frutas?
Vai.
Vai ter frutas?
Vai.
Que tipo de frutas?
3 horas.
3 horas? Então vai ser horário da festa. Ah, entendi.
Horário da festa.
Entendi, vai ter bolo. E qual é a boneca que você mais gosta?
Eu gosto da sereia.
Da sereia. Você gosta da pequena sereia ou da grande sereia?
Da grande sereia.
Da grande sereia. Cuidado, não pode mexer no microfone. Você gosta então da Pequena Sereia?
Pode mexer aqui?
Não pode mexer aqui, não pode. Vamos abaixar aqui, ó. Vamos abaixar aqui. Isso, aqui, aqui. Conta uma coisa, o que você mais gosta de fazer?
Eu gosto do balanço.
Gosta do balanço. E quando tá bem calor, você gosta da piscina?
Eu gosto.
Abaixa, abaixa, senão o tio Vitor não consegue te ver. Isso. E aqui dos nossos gatinhos, você gosta mais do Martinho ou da Michelle?
Da Michelle.
Muita Michelle! Essa sensibilidade é tudo de bom.
O mate não, ele arranha.
O mate arranha? Mas ele só arranha quando a gente incomoda ele, né?
É só carinho assim.
É só carinho. Então, ó, manda um beijo lá para turma que tá nos acompanhando. Fala obrigada pelo seu tempo.
Obrigada pelo seu tempo.
Pera lá, aqui, ó, aqui, ó, aqui, ó. Fala assim, ó: Obrigada pelo seu tempo.
Obrigada pelo seu tempo.
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Um beijo. Até o próximo Interioriza. Até o próximo Interioriza.
Até o próximo Interioriza.
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