Empreendedorismo feminino de sucesso - Naty Beauty - EP 44 - Ïnterioriza
15 Nov 2023 · 30 min
This content was created by Izabella Camargo. This content was uploaded by GHION.AI . This is a podcast episode titled "Empreendedorismo feminino de sucesso - Naty Beauty - EP 44 - Ïnterioriza" created by Izabella Camargo. It features a conversation in Portuguese between Heidernerisa and Naty Beauty, discussing Naty's journey from a challenging family background to becoming a successful entrepreneur in the beauty industry. The discussion covers themes of personal growth, financial independence, and the empowerment of women through entrepreneurship.
Chapters
Um dia eu tava passando pela Rebouças, e aí eu olho, assim, eu tava subindo a Rebouças, eu olho à direita, eu vejo um espaço cor-de-rosa, cheio de primavera, que é a minha flor preferida, escrito Natália Beauty. E eu não tive chance de depois procurar no Google. Mas que que é isso? Que lugar bonito, né? No meio da Rebouças. Aí, tempos depois, eu fui chamada pra integrar um grupo com o Joel J, que é o Influência, e eis que eu encontro a responsável por esse espaço na Rebouças, que é Natália Beauty. Nath Beauty.
Bem-vinda, Heidernerisa! Ah, que linda! Gente, que apresentação. Muito obrigada, tô muito feliz de estar aqui com você, com todo mundo.
Você sabe por que eu tô de rosa, né? Porque eu tinha uma intuição, eu falei assim, a Nath vem de rosa. Se ela não vem de rosa, ela vai querer usar rosa. Porque eu costumo ver você de rosa. E posso dizer, eu acho lindo você voltar à nossa essência do rosa, que é… Amor, quer carinho, quer acolhimento. Você sabe que eu tô mudando a minha paleta de cores? E eu tô introduzindo mais rosa, então tô amando estar na mesma cor que você.
Bem-vinda. É mesmo, é esse resgate, né, de essência de infância do lúdico que a gente esqueceu ao longo do tempo. Nós fomos treinados a esquecer a nossa criança interior, o lúdico da nossa vida. Então hoje, a clínica, né, a matriz que você passou lá na frente toda rosa, com flor, ela é também, faz parte da estratégia que acabou se tornando uma estratégia de resgate da infância. Tem tudo isso por trás da marca.
Tem… Por isso tem o balanço na entrada.
O pijama. Ah!
E se você não conhece essa unidade que nós estamos falando, aqui de São Paulo, fica na Rebouças. E é um espaço muito, muito aconchegante. Tem, inclusive, além da melhor sobrancelha, o melhor caputino. a melhor equipe.
Sim. Nossa.
E eu falo isso porque quando eu chego lá, ninguém sabe quem eu sou, eu sou atendida muito bem, e isso eu gosto muito, sabe? Quando há um respeito geral e... Bom, eu adoro ir lá, mas vamos lá, temos só 30 minutos pra falar de um monte de coisa.
Tem muita coisa pra falar.
Nat Beauty… Aliás, Nat Beauty não nasceu na Nat Beauty. Nat Beauty nasceu… Que Nat?
Nasceu a Nat Martins. Uma menina, né, claro. Numa família de cinco irmãos, meu pai português. Então era uma cultura um pouco mais machista. E não por mal, é cultural. Não tô falando que é certo ou errado, mas cultural. Onde a mulher, ela tinha que obedecer sempre, né. Sempre segunda opção, atrás de um grande homem, uma mulher. Sempre esses pensamentos, né. Minha mãe é muito dependente financeiramente e emocionalmente. Então tive essa convivência pequena, então era um ambiente hostil. E era o único ambiente que eu conhecia, que era a minha família. Então pra mim, aquilo era normal. Mas eu não me enquadrava naquele modelo de família. Então, muito nova, eu quis casar. E hoje, com a consciência que eu tenho hoje, eu entendo que eu fiz isso mais para sair de casa. Porque realmente, pra casar. E hoje, muitas mulheres passam por isso, Isa. Muita gente.
Geralmente a gente foge do ambiente familiar e modela exatamente ele, porque não é fugindo dos problemas que nós vamos resolver os problemas. Exato, a gente modela ele. E aí você disse que saiu da casa dos seus pais e casou muito mais pra sair daquele contexto e quando você viu, tava vivendo a mesma situação.
Pior, né?
Aí está lá na recepção da clínica de estética, que era em São José do Rio Preto. A pessoa que fazia a sobrancelha saiu e você falou, bom, eu vou fazer esse curso aí. Você veio para São Paulo fazer o curso.
Sim, voltei e comecei a atender as clientes. Naquele momento, eu vi a oportunidade da minha vida de ser protagonista, porque até então não tinha visão. A minha ideia de sair de casa e crescer e fazer sucesso ou ter dinheiro ou ser uma mulher bem-sucedida era casar com alguém Que me desse condição pra isso, era o que eu ouvia. Tem que procurar um homem rico, você tem que casar. Amor não põe dinheiro na mesa. São essas crenças que muitas meninas e mulheres ouviram quando jovens, pequenas, modelou o nosso pensamento. Então eu fui… Eu cresci assim. Então, eu vi a chance ali de ser protagonista quando eu comecei a fazer sobrancelha. E eu me apaixonei. Só que aí, depois de um ano, eu me separei. Então eu morava em São José do Rio Preto, atendia na clínica. Todo o dinheiro que eu ganhava ia pra manter a nossa família. E eu tinha dívidas de antes do casamento. Porque assim, olha só, até as dívidas, eu escondi pra casar. Porque eu sei que talvez se ele soubesse, ele não teria casado comigo naquela época. Então eu tinha um monte de dívida. E quando eu me separei, eu voltei a morar onde? Na casa do meu pai e da minha mãe. Aí eu tava toda endividada, sem dinheiro. E aí, com uma filha de dois anos e meio. E nesse momento que eu voltei, eu voltei porque… Eu passei por um momento muito difícil lá em Rio Preto, com o meu ex-marido. Então, assim, eu falo disso abertamente. Então houve traição, eu traí. E ele descobriu. E eu traí, e hoje eu entendo, eu respeito isso, claro. Eu aprendi muito, foi importante na minha vida. Porque eu fui pro fundo do poço. Porque todo mundo ficou sabendo. Todo mundo ficou sabendo das dívidas. Eu não tinha faculdade. Meu pai falava, você não tem faculdade. Sobrancelha não dá dinheiro. Vai procurar uma profissão. E eu falei, eu não sei fazer nada. E tenho uma fila. E voltei pro ambiente que eu queria sair. E daí, eu falei, só sei fazer sobrancelha. Comecei a fazer sobrancelha na casa das clientes. Porque voltar praquela vida que eu tinha não era uma opção. E eu comecei a fazer sobrancelha na casa das clientes. E juntar o meu dinheiro. Porque era um custo baixo, só tinha a minha mão de obra. O material é muito barato pra fazer esse trabalho. Porque o que conta é a arte. O talento, a vida que a gente desenvolve.
E o tempo.
Exato. E eu comecei a ir atender as clientes. Já cobrava, na época, 800 reais aqui em São Paulo. Meu custo era 100 pra fazer. Então, fui juntando esse dinheiro.
Pagando as contas?
Eu nem pagava. Eu juntei um tempo, porque eu comia lá. Eu morava lá na casa do meu pai e da minha mãe. Só que eu juntei dinheiro pra alugar um apartamento. Tinha 40 metros.
E aí, começar a sua vida?
Sozinha. Foi aí que eu assumi a autorresponsabilidade, de fato.
E você e sua filha?
Só eu e ela. Eu não tive ajuda nem de pensão. Por quê? Porque esse meu erro foi usado... pra sair de obrigações, entende? Então assim, foi muito difícil pra mim. E hoje, todas as dificuldades que eu passo hoje, Isa, saber que eu lembro daquela, Nathália, que ela me traz muita força. Porque, meu, de verdade, foi um caos, assim. Eu lembro que eu ia atender as clientes, eu às vezes pedia licença, que eu tava muito abalada. E eu ficava no cantinho chorando um tempão. Aí eu voltava, me recuperava. Porque eu falava, meu, tenho minha filha, tenho minha vida. E eu vou mudar a história da mulher. Porque hoje, eu entendo que eu vim... E eu passei e passo por tudo isso pra que eu mude a história da geração das mulheres da minha família. Muitas tentaram, mas elas não conseguiram se manter independentes. Se manter mulheres fortes. Porque aconteceram coisas que elas voltaram pra dependência. patriarcal na clipa.
Não, perfeito. Nath, eu tô te ouvindo aqui, eu tô de fato emocionada. Eu não sabia que nós íamos levar o papo pra esse assunto, mas ele é importante. E eu confio muito no universo que Deus vai nos colocando no caminho. Então vamos lá. Quem vê Nat Beauty toda firme e forte, não imagina que nem há 10 anos isso existia. Ou seja, em menos de 10 anos você mudou uma crença que vem de séculos.
Nossa, tô tão arrepiada.
Sobre ser dependente financeiramente e emocionalmente. Você falou uma coisa que eu quero repetir. Se você é dependente financeiramente de alguém, saiba que o emocionalmente vem junto.
Completamente.
E aí, a gente se aprofundava em outros tipos de abusos e tudo mais.
Nossa, muitos. Frases veladas, comentários.
Aí, em menos de 10 anos, Nath Martins se torna Nath Beauty.
Sim.
Eu pediria uma salva de palmas, porque essa mulher... Já está transformando milhares de vidas por todo o Brasil. E já tem movimentos pra fora também.
Já, já tem.
Já vamos falar sobre isso. Mas antes, aí Natália tava lá fazendo sobrancelha, R$ 800,00, roda a fita. Hoje, se eu quisesse fazer a sobrancelha com a Nath Beauty, quanto seria?
R$ 8 mil. 8 mil reais, com a Nath.
Pode pagar em quantas vezes?
A vista antecipado. Ah!
E se bobear, não tem agenda pra 2023.
Mas sabe por quê? Como é um ticket mais alto e é a minha hora a gente pede pagamento antecipado, porque pode acontecer dela não ir. E daí eu deixei de fazer outras coisas. Porque hoje eu tô muito organizada com o meu tempo, minhas coisas.
Eu sou muito sortuda. Sabe por quê? Porque eu conheci uma pessoa com uma história muito parecida com a sua, e eu tô conhecendo a segunda mulher que nos ensina que nós podemos... ser quem nós queremos ser, independentemente daquilo que nossas ancestrais foram, e isso não é demérito, ninguém está fazendo melhor ou pior, é apenas diferente, como a Constelação Familiar diz. Renata França, massagista, você conhece?
Adoro, a Rê, meu Deus, que energia!
Quando eu conheci a Rê, olha só, a hora da Renata França, a hora lá em Léus, eu não vou lembrar agora, mas era em torno, assim, de 30 reais.
Olha!
Que ia pra mão dela. quando ela trabalhava para um estabelecimento. Roda a fita. Na época, quando eu fiz a entrevista dela, era um outro programa de entrevistas que eu fazia, foi antes da pandemia, a hora da massagem dela custava R$ 3,500. O que isso significa? Esse, inclusive, é o capítulo do meu livro, né? Quanto custa a sua hora? Nossa! É... Se você não souber quanto custa a sua hora, você tá se desvalorizando e, de repente, gastando dinheiro à toa com coisas que você vai ter que trabalhar um ano inteiro pra pagar, que você não vai nem usar.
Exato!
Então, como é que você melhora o valor da sua hora? Nath, como é que você saiu de 800 pra 8 mil em menos de 10 anos no valor da sua hora? Você foi se especializando? O que você foi fazendo?
É um conjunto. Então, eu me especializei, eu treinei. Eu fui de acordo com a demanda. Então, muita demanda reprimida, muita gente querendo. A visibilidade do nome da marca, eu me tornei uma marca. Desenvolvi um método, aprimorei esse método. Fiz uma super estratégia de tudo, de engajamento, de mídia social, tudo. Hoje, eu administro outras coisas. Então, eu entendo o valor da minha hora, o impacto que eu tenho com as pessoas. E eu tenho uma equipe. Então, eu formei pessoas, porque eu falei, meu... Teve um dia que eu falei, se eu quebrar a minha mão, acabou. Eu paro de ganhar meu dinheiro e eu volto pra casa dos meus pais. Então, tudo que eu pudesse me afastar de lá era um pesadelo. voltar, não por mal, mas porque eu não queria. Então, eu falei, eu preciso ter uma equipe. Comecei a treinar uma equipe muito boa. E eu vi que deu certo, que essa equipe era tão boa quanto eu. Eu falei, meu, isso é maravilhoso. Ou seja, eu quero ter outras fontes de renda, impactar outras pessoas. Se eu ficar atendendo, eu não vou fazer isso. Eu vou me limitar aqui, só nesse modelo de negócio. E aí eu falei, bom, eu preciso dar um jeito de fazer as clientes quererem fazer com os meus artistas. Aí o que eu fiz? No início, essa foi a estratégia, eu aumentei o meu valor muito. Não foi nem por percepção de valor, que eu acho que eu demorei pra entender o meu valor. Eu quis aumentar pra galera falar, não, tá muito alto o valor com a Nath. Quero fazer com a colaboradora dela. Mas mesmo assim, ainda elas queriam fazer comigo. Aí eu fiz uma outra garantia. Eu falei, se você não gostar, eu faço retoque. Então, eu ancorei o valor, eu dei garantia. Aí eu distribuí toda essa demanda para a equipe, deu muito certo. Que hoje já são 40 artistas, só produzindo e fazendo o trabalho que eu faço. E aí eu falei, vou aumentar mais ainda a minha hora. Porque eu comecei a dar palestra, comecei a… Eu tenho muito tempo que eu dedico no back office, né. Treinamento central, comercial. E eu aumentei mais ainda, e eu achei bom. Vou fazer os clientes desistirem de querer fazer comigo. Menina, deu… Então, eu não sei se isso tem alguma coisa a ver com psicológico. Mas quando eu aumentei, a demanda comigo, tipo, triplicou. Uau! E daí eu acho que não é mais pela sobrancelha, que elas querem depois fazer e falar pra amiga delas. E não é por mal. Falar, meu, eu fiz com a Nath Beauty, fiz com ela.
Como uma marca, Nath.
É, uma marca.
Como uma marca.
A pessoa, ela vai comprar uma... Tem bolsa de tudo.
Depende muito da pessoa.
Só que aí, o que eu entendi? Que as clientes que vêm agora, elas querem... Eu fico uma hora e meia conversando com elas, elas me perguntam de negócio. Então eu falei, meu, é quase uma mentoria.
É a Nath Consultora agora, né? É! Nath Consultora, tem tempo pra isso, né? Então... Ô, Nath, vem cá. Você ainda tem tempo de fazer sobrancelha?
Tenho e eu amo.
Que dia que você faz a semana? Eu faço... Tipo, que dia que você bloqueia a agenda?
Assim, eu não tenho agenda para isso, mas eu crio oportunidades de atendimento. Então, a galera fala, Nath, duas vezes no mês me passam uma tarde que você pode atender. E daí, essa já é fechada. Mas, por exemplo, ontem, do nada, surge uma matéria super legal. E aí, a menina tava ali comigo. Aí eu falei, posso te atender agora? Fazer sua sobrancelha? Eu gosto de fazer!
Você não quer fazer a minha?
Gente, a minha tá horrível! A gente podia, inclusive, fazer fazendo, assim. Tipo, conversar fazendo.
Não, porque eu tenho uma pinça na bolsa! Nossa, minha sobrancelha tá horrível.
Ai, mas eu quero fazer a sua.
Ô, Nath, não tem nem roupa pra fazer sobrancelha com o Nath Yuri.
Ah, tem que combaste um pijama.
Pijama, né? Eu amo, amo, amo. Nath, vamos lá. O seu exemplo é... um dos melhores que eu já ouvi. Como é que você aumenta o valor da sua hora com o seu trabalho, com a sua honestidade, sem passar por cima de ninguém, sem cobiçar ninguém, sem invejar ninguém. Como você disse, você não tinha referência.
Não tinha.
E aí você teve que ir fazendo tudo sozinha. Hoje você administra quantas empresas?
Hoje são seis empresas.
Quantos funcionários?
Diretos, uns 150. Diretos. É bastante gente. Mas eu não administro sozinha.
Sim, sim.
Eu, se for ver, eu administro poucas pessoas que administram outras pessoas. É uma cascata, né? Claro que eu falo com todo mundo, tenho contato com todo mundo. Mas eu tenho hoje líderes muito bons, graças a Deus.
Excelente.
Que bom.
Que continue assim. Nath, e aquelas matérias que saem desqualificando? Eu vejo, tipo, nossa, que absurdo a pessoa cobrar isso. Será que é absurdo? Ou é a nossa crença de subestimar os talentos nacionais? Eu vou falar por mim, eu ainda tenho muita dificuldade em monetizar o meu tempo. Muita dificuldade, tenho. E quero então te ouvir para aquelas que estão também vivendo a mesma situação, que não sabem colocar o valor no próprio trabalho. Por onde começamos?
Eu acho que entendendo o valor que o seu trabalho tem. Então, assim, o primeiro estado que a gente tem que ter é o de consciência. Então, eu sei o valor que o meu trabalho tem. Eu sei que eu transformo vidas. No seu caso, você transforma milhares de vidas. O seu tempo não é um tempo barato. Você poderia fazer outras coisas. Então, quando a gente começa a se valorizar sem medo de perder o que não vai nos valorizar, as pessoas que devem nos valorizar começam a nos valorizar. Olha que loucura. Mas é meio que você entende que você vai deixar de ter pessoas que te consumiriam naquele momento. Que não estão preparadas pro valor que você está se dando. E isso vai ter, a gente tem que parar de ter medo de perder esse tipo de clientes. Porque eles não nos valorizam. Não pode ser um cliente que, se você aumenta 100, 200 reais, ele vai falar, não, vou mais fazer com você. Porque ele tá indo no teu trabalho não por você ou pelo teu trabalho, é pelo preço. E eu não quero ficar uma vida inteira concorrendo por preço. Meu concorrente cobra cinco reais mais barato e eu tenho que baixar o meu valor pra continuar no mercado. Eu quis fazer o contrário. Eu queria gerar valor. Então, não só isso. Não é só o procedimento. Hoje eu gero uma experiência. Então, a pessoa vai lá achando que ela vai fazer o óbvio, um procedimento. Mas eu surpreendo ela com uma experiência marcante. Eu crio uma memória afetiva nela. Eu crio um momento de conexão com a infância dela, com o lúdico da vida dela. É como se eu capturasse ela por um momento e colocasse ela num mundo mágico. Que eu falo que eu criei o meu mundo. Quando todo mundo falava assim pra mim, o mundo não é tão colorido quanto você pensa. Eu falei, oi, eu vou fazer o meu mundo rosa, querido. Se você não quer fazer o seu mundo rosa, meu amor, quer viver no mundo cinza, é uma opção sua. Mas eu vou criar o meu mundo. E eu só criei o meu mundo quando eu transformei o meu mundo. Quando eu me transformei, o meu mundo criado foi um reflexo de mim. Isso é o mais louco, porque a maioria das pessoas quer fazer o contrário. Ela quer que o mundo mude para que ela mude. E não vai acontecer, porque primeiro está na gente. Quando eu entendi, eu coloquei autorresponsabilidade na minha vida, honestidade, humildade. Quando eu visti tudo isso, a minha vida, cara, foi instantânea quase. Você se alinha e recebe. Você não vai receber estando torto, sabe? Torto assim, você não vai receber fluxo divino, fala as bênçãos, tem que estar alinhadinho, bonitinho.
Ô Nath, nossa senhora! O que que você... Hoje quem são... Hoje, como você nutre a sua energia? Porque você trabalha bastante, você viaja bastante, você tem um grupo liderado por pessoas, mas você tem uma marca, um nome. Onde você busca a sua energia? Em que momento você para pra recuperar a sua espiritualidade, a sua energia, o seu ânimo?
Eu, o tempo todo, eu vou me nutrindo. Tudo me nutre, na verdade. Então, eu me tornei uma receptora. Eu, hoje, faço as minhas respirações. Eu aprendi a respirar nos momentos transitórios.
Ótimo!
Então, por exemplo, nas transições, é. Por exemplo, no carro. Às vezes, eu me concentro. Não preciso fechar o olho. A gente aprende a se conectar. E a gente tem que voltar a aprender a respirar, né, Isa? A gente esquece, a gente fica com a respiração curta. O dia inteiro, nem percebe. Volta a respirar. A gente precisa entender que a gente não tá em modo de pânico o tempo todo. E a respiração ajuda a acalmar. E a gente vai resgatando a memória de saber respirar, e é importante. Então, durante os meus momentos de transição, eu faço uma respirada. De manhã, eu cocrio. Então, imagina, eu vou criando a minha realidade ideal. Eu cocrio o filme. ideal do meu dia, e não que eu vou controlar, mas que eu já coloco todas as visões positivas e otimistas pra tudo que vai acontecer, do melhor que eu imagino que aconteceria. Então, eu já visualizo essas cenas. Então, eu visualizei a gente aqui batendo papo super legal, a gente falando sobre coisas, assim, que as pessoas precisam ouvir, não coisas que a gente planejou, porque a gente até poderia ter planejado Mas saiu tudo do contexto. E isso é o mais legal. Então eu cocrio de manhã, eu cocrio antes de dormir. Então antes de dormir, eu faço um mind movie, que eu chamo. Que aí eu cocrio a minha vida perfeita. E não pra gente ser refém, mas porque quando a gente cocria uma vida com riqueza de detalhes que a gente gostaria de ter, as nossas ações inconscientemente começam a ser voltadas pra realizar o que a gente tá visualizando.
Pegou? Repete, por favor.
Quando a gente começa a visualizar a vida perfeita que a gente quer. Então, eu vou dormir, eu imagino aí. Eu imaginei o meu marido. Como eu queria um homem. E não é pessoa, como um homem. Como eu queria ser amada.
Um parceiro.
Como eu queria ser amada. O que eu queria que ele sentisse por mim. Como ele seria visualmente, esteticamente. Então, eu visualizei tudo e eu via ele me abraçando, me amando. Eu via o meu trabalho, a clínica lotada. Sem ter clínica, eu já ia criando. as situações, e com riqueza de detalhes. Então, eu vejo detalhe, eu vejo clínica lotada, carro. Eu vejo o chatboot, que é por onde entram as mensagens lotadas. Então, eu fico visualizando, tipo, 500 mensagens na fila, fico criando. E quando eu crio isso, eu sinto a emoção de viver aquilo. Porque já tô quase dormindo. Então, o subconsciente, ele é mais poderoso, ele é liberto. O consciente que é uma prisão, que a gente fica julgando.
Gente, se imagina passar uma hora com essa mulher tirando a sobrancelha e se trocando ideia e aprendendo tudo isso. É evidente que não vai custar 80 reais a sobrancelha.
Não, não. E daí, quando eu visualizo tudo isso, as minhas ações, sem eu ter que manipulá-las, ela é natural.
Sim.
Elas são já voltadas. Elas estão fluindo. Fluindo pra isso que eu tô visualizando. É o observador, né? Eu tô observando a minha realidade.
Como é que chama esse movimento que você falou antes de dormir?
Mind Move.
Mind Move.
É. Cinco minutos, gente, fazendo Mind Movie durante 15 dias, depois me conta.
Vou fazer.
Faz.
Vou fazer. E agora, eu acabei de receber uma placa ali, dizendo que nós só temos cinco minutos. Não acredito!
Não. Não, gente, tem falta, gente.
Pra quem que eu tenho que pedir pra aumentar o tempo aqui desse programa? Ah, sou eu mesma. Então, nós vamos aumentar um pouquinho mais. Mais cinco minutos. Um pouquinho a mais. Nath, antes da gente finalizar... Tem algum assunto que você gostaria de divulgar pra que mais pessoas se habilitem na própria potência e parem de esperar dos outros? Sabe assim, tipo, tem um negócio que... É isso.
Eu acho que as pessoas, elas têm que assumir autorresponsabilidade, Isa. E assumir autorresponsabilidade, ser líder da própria vida e puxar a rédea, sabe? Porque se a gente deixar... É igual um cavalo. Se a gente deixa a rédea solta e coloca lenha nele, pra ele andar mais rápido, né, lenha no sentido de... Ele vai andar pra qualquer lado que ele quiser, desgovernado. Então, a gente tem mania de não querer puxar a rédea da nossa vida, que Meu, vou puxar, não vou controlar. é... Vou direcionar, porque eu sei pra onde eu tô indo, e a maioria das pessoas deixa solto pra ver... Ah, vamos ver o que o outro vai fazer por mim. Deixa eu esperar alguém me tirar do fundo do poço. O mundo tem que... O mundo tem que... O mundo não tem que nada. Ninguém deve nada pra ninguém. Se você... Se a situação que a pessoa vive já não é o suficiente pra ela sair dela, meu, o que ela tá esperando? Sabe? Então, assim, eu sou muito prática com isso. Eu não fico romantizando essa coisa. E não por mal.
No passado, você viveu uma experiência dolorosa para agora pensar assim. Quem tá nos assistindo, precisa viver algo doloroso? Ou pode, a partir deste instante, começar a contar uma nova história? E digo isso por experiência própria. Ou a gente fica contando a nossa história. Como a gente sempre contou. É... Ai, porque, nossa, olha... Morava na casa dos meus pais, era assim, era assada. Aí depois, ó, meu ex-marido fez tal coisa. Ou a gente conta uma nova história.
Exato, exato. Exato, porque eu caí nessa um tempo, viu? Eu fiquei falando, não, nossa, eu errei, eu traí porque ele fazia isso comigo. Ou, nossa, não fiz faculdade porque eu tinha que... Meu, não tem essa? Foram escolhas minhas, foram decisões minhas. A gente é responsável pela vida que a gente tem.
Absolutamente.
E quando a gente entende isso, a gente começa a ter novas atitudes, novas decisões pra construir o amanhã que a gente quer.
Sim.
E as pessoas precisam entender isso e não coloquem grandes metas. A gente fala, nossa, vou fazer todo dia, vou treinar, todo dia vou ler um livro. Se ela não lê um dia, ela já se desmotiva totalmente, para de fazer. Faz três vezes na semana, duas, uma vez, sabe? Começa a valorizar as pequenas conquistas.
Lindo. E aquelas mulheres que estão agora nos ouvindo, ou aquelas pessoas que estão nos ouvindo, e que ainda estão dependendo financeiramente de alguém, O que você sugere para que não seja violenta a ruptura, a mudança?
Eu acho que assim, eu recebo muitas mulheres que falam que dependem dos maridos e elas não precisam trabalhar para isso, então elas têm. Elas têm dinheiro, né, têm um financeiro muito bom. Mas elas não têm liberdade financeira, que é diferente. Então, ela é uma mulher que não precisa trabalhar pra viver muito bem. Porque a gente achou que a mulher ser feliz era só ela ter conforto. E viver bem, e não é. Só que ela me falava que ela tinha que justificar tudo. Tudo que ela quisesse comprar. Então, se ela quer comprar uma calcinha, ela tem que justificar? Então, eu falei pra ela, falei, ó, estipula um salário. Não é um salário, mas um prolabore pra você, semanal, mensal. Que você não tem que dar satisfação desse dinheiro pra ninguém. E a mulher que ainda tá numa dependência financeira e emocional, que sofre abuso psicológico. Aí, minha filha, é só saindo dessa e construindo sua própria independência. Profissão, gente. Busquem profissão. Busquem vara pra vocês pescarem. Aprender a pescar o próprio peixe. Não ficar esperando o peixe do marido.
Pegou, né?
É porque eu vivi isso, por isso que eu falo.
Totalmente. Mas é lindo, porque você viveu uma experiência muito dolorosa. Eu vivi uma experiência muito dolorosa. E nós transformamos essas experiências em motivos para continuarmos na educação daquilo que nos machucou.
Exato. Nossa, muito.
Na educação do que nos machucou. Então... Tô muito feliz com esse nosso papo. E agora eu quero te convidar para uma cerimônia das areias.
Olha, gente, já vê aqui que tem areia.
Que coisa mais linda. Olha só, eu admiro muito a sua jornada, admiro a sua coragem, a sua persistência. E eu já sou uma pessoa diferente do que nós começamos aqui no programa. Não tem como separar, né, antes e depois. Somos a mesma, agora estamos como essas areias. É impossível separar. Então eu convido todos os convidados. Eu convido todos os convidados. Eu peço para os convidados aqui do Interariz, escolher uma cor. Você vai colocar aqui, e assim, a gente tá fazendo uma grande obra de arte.
Ai, que lindo é mesmo. Eu vou escolher a lilás.
Lilás… Não tem rosa, tá vendo?
Não tem rosa a produção?
Ah, sou eu a produção. Eu não comprei. Eu sou a CEO da minha própria empresa, então… Eu não comprei, tá vendo? E tá tudo bem. E tá tudo bem. Então lilás, o mais perto do rosa, muito bem.
Aí eu posso pôr tudo?
Pode pôr tudo.
E daí, eu já vou colocar todos os meus sentimentos aqui, né?
Imagina, não precisa nem explicar. A pessoa sabe o que tá rolando na gente. Ó, maravilhoso. É isso mesmo? É isso? E aí, você vai comentando, bem aqui nessa câmera, pra quem tá nos ouvindo, aquilo que você entende que vai ser útil.
Tá, então vamos lá. Então, eu vou colocar essa areia aqui com muito amor, primeiro. Porque acho que o que rege nossa vida, de fato, é amor ou amizade. Amor, carinho, muita boa energia, muita prosperidade, muita abundância. Muita libertação de crença, gente. Se libertem das crenças que amarram vocês. Ah, importante também, os erros não nos definem. Então, quando você... Estou colocando aqui?
Pode pôr.
Tudo que limita a gente, tudo. Ai, que linda!
Viu, ó! Tá ficando lindo isso aqui, olha isso.
Gente, tem tanta energia boa aqui. Deve ter tanta gente incrível que deixou energia aqui, que eu quero depois esse negócio pra mim.
Não é? Não, é demais.
Espejar em mim também.
Não, é demais, demais. Nath, você falou agora uma coisa muito interessante. Os meus erros não me definem.
É.
Até porque se a gente não tivesse cometido erros, a gente não teria chegado onde nós chegamos.
Exato, exato. E aí que tá a parte de honrar o erro, mas não repetir. Porque um erro não nos define, mas errar duas vezes é falta de caráter.
Repete, por favor, para essa câmera bem focada.
Um erro não nos define, mas repetir o mesmo erro é falta de caráter e aí ele está te definindo sim. Só que quando você entende que você errou, que você não é essa pessoa, desfaz, amarra com o erro, solta ele porque é âncora, se liberta, fica neutro e olha para frente, diferente do que você já foi.
E todo mundo pode.
Todo mundo pode em qualquer momento da vida.
Nath, eu acho difícil quem tá nos acompanhando ainda não te seguir. Mas pra quem está apaixonado e quer continuar te acompanhando, quais são os canais?
Instagram, Nathália Biuri, TikTok, Nathália Biuri Oficial. YouTube também, Nathália Biuri. Mas assim, gente, vocês me acham em qualquer lugar que vocês pesquisarem. Assim, eu vou estar lá, disponível.
Quem é o pontinho rosa no universo? É a Nath Biuri.
Sou eu, trazer magia e amor pras pessoas.
Totalmente, amei, amei. Uma salva de palmas pra Nath Biuri. Temos uma grande audiência aqui por trás dessas câmeras. Temos uma arquibancada com muitas pessoas. Nat, foi um privilégio te ouvir. E eu espero que as suas palavras cheguem a muitas pessoas que precisem dessa mensagem de otimismo para contar uma nova história.
Isso.
Pode ser assim?
Visão de mundo positiva.
E ainda dá pra fazer a sobrancelha.
É, eu quero fazer a sua.
Beijo, minha querida.
Nossa senhora, que lindos.
Beijo, tá? Tchau. Tchim, tchim.
Sim. Ah, maravilhosa!
Tô doida pro patrocinador de vinho, gente. Não precisa cortar essa parte não, tá gente?
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