Espiritualidade: o papel do ser humano na transformação do mundo - Alexandre Caldini - EP5 Interioriza
8 Mar 2023 · 36 min
Isabela Saad talks with Alexandre Caldini about spirituality as distinct from religion, and how self-awareness shapes both personal and professional life. Caldini shares his path from leadership roles into spiritual exploration, emphasizing that inner growth transforms how we show up in the world.
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Olá, seja bem-vindo, bem-vinda ao Interioriza. Você sabe que a partir de agora você vai receber insights, informações de assuntos que já passaram do tempo da gente assimilar, interiorizar. Mas por quê? Para viver melhor, para tomar boas decisões. Vamos nessa? Hoje o tema é espiritualidade. Você tem ouvido falar muito sobre bem-estar espiritual? O que será, então, que é bem-estar espiritual? Será que espiritualidade é espiritismo? Tem a ver com religião? Quem vai nos explicar todos esses detalhes, quem vai nos ajudar a interiorizar esse assunto, é o meu queridíssimo Alexandre Caldini. Bem-vindo.
Delícia, gostoso estar com você.
Ai, que privilégio.
Prazerzaço.
Alexandre Caldini é escritor. Nos conhecemos ainda quando era líder de uma empresa de comunicação grandiosa aqui no Brasil. E é engraçado, Caldine, que o nosso episódio anterior foi com a Glaucimar Petkov. E nós falamos sobre liderança, como chegar num cargo de liderança, como ser um bom líder. E você optou por não ser mais líder.
Experimentei, gostei, amei, adorei e passou. Esse é o grande barato, você poder lidar com isso, Iza. Porque tem uma coisa curiosa nisso, que é o fascínio do poder. Poder é uma gostosura, é muito importante, quem não quer? A maioria de nós quer. Mas tem toda uma dinâmica aí. Primeiro, como conquistar o poder. É uma sabedoria, uma ciência, um estudo, um raciocínio. Depois que você está no poder, como exercer o poder, que também não é simples, não é fácil, a gente mete o pé pelas mãos à torto e direito nessa hora. E o terceiro, a coisa que a gente pensa muito pouco, é como perder o poder, porque todos perderemos o poder. Quem está no alto hoje só tem um caminho, cair. Chega uma hora que você fala, bom, ou por opção, ou porque alguém optou por você, você deixa o poder. E como conviver com a ausência do poder quando você teve o poder nas mãos. Então são conhecimentos, sabedorias muito interessantes, a gente cresce nesse processo.
Nossa, só isso que o Caldini falou já pode ser o tema de um outro programa, porque hoje nós vamos falar sobre espiritualidade. Eu suspeito, Caldini, que a espiritualidade, toda a jornada que você vem trilhando, inclusive pelos seus livros, foi o que contribuiu para você ter essa visão bem clara sobre o que nós fazemos com o nosso privilégio, como nós podemos atuar ao nosso redor, e como a gente deixa esses privilégios para ter outros conhecimentos. A espiritualidade te ajudou nisso?
Muito, muito, muito. Aqui estamos falando sobre carreira também, atuar e atuação.
A transição que todos nós estamos vivendo em algum momento da vida.
Carreira, negócio e tal. Para mim foi muito natural, foi acontecendo. Eu sou espírita e nós vamos falar hoje não de espiritismo, mas de espiritualidade, espiritualização ou espiritualizar-se, esses termos correlatos aí. Mas enfim, eu aos 20 e poucos anos, criado católico, como 114% da população brasileira, chega uma hora que eu falei, ah, o que é esse negócio do espiritismo? Me interessou esse assunto. Minha irmã já era espírita e eu comecei a perguntar mil coisas pra ela. Parece bacana, parece interessante. Então, dos 25 anos por ali pra frente, eu comecei a me dedicar ao Espiritismo, a entender isso. Falar, nossa, que bacana, que legal, olha!
Nossa, faz sentido!
Faz sentido, isso aqui eu já achava e não sabia que era Espiritismo. E pra mim foi um caminho, não quer dizer que seja um caminho pra todos, né? Mas o que é importante disso, Isa, eu acho que é quando você encontra uma coisa assim que é interessante, que lhe desafia, que abre horizontes, isso ajuda também na vida pessoal, isso ajuda também na carreira, isso ajuda também nos negócios. Então, no meu caso, o espiritismo, mas como o tema hoje é a espiritualidade, nunca prejudicou, só me ajudou. E é curioso que eu tenho 60 anos agora, então imagine isso em 1980 e pouquinho, quando eu comecei, e mais ainda conforme você vai crescendo na carreira, você vira gerente, vira diretor, vira presidente de empresa e tal. Você é espírita? Nossa, que estranho. Peraí, peraí, você fala inglês? Você estudou em universidades no mundo todo e você é espírita? Porque a gente confunde essas coisas. Acho que há uma incompatibilidade entre você ser um bom gestor, você atuar muito adequadamente e você ter uma vida, uma visão mais espiritualizada. No meu entendimento, Isa, não tem nenhuma Nenhuma incongruência nisso, muito ao contrário. Ajuda muito, porque você consegue compreender as coisas que saem de uma forma mais ampla, né? Então você começa a olhar, não o outro, mas olhar a si mesmo e falar, peraí, peraí, peraí, por que eu tô agindo assim? Por que eu tô agindo assado? Ai, ai, ai, fiz bobagem, pisei na bola ali, peraí. Puxa, isso que essa pessoa fez é muito legal, aquilo que aquela pessoa fez não é muito legal. Deixei por esse caminho, não por aquele caminho. Então essa ampliação da visão eu acho que é muito importante. Porque deixa o trabalho como parte da sua vida, mas numa compreensão da humanidade, né? Como é que eu posso ser uma pessoa melhor a meu benefício, a benefício dos que estão à minha volta, a família, amigos, vizinhos, gente do prédio, o porteiro, todo mundo. E também da sua carreira e também do seu negócio. E pra mim só deu certo esse negócio, só deu lucro, só ajudou, sabe?
Eu tô rindo porque eu encerrei o episódio com a Glaucimar falando sobre ampliar a visão.
Olha, que louco!
E você não estava aqui. Hoje está trazendo a questão da ampliação da visão.
Porque a gente tem uma visão muito curta. A gente fala assim, como é que eu faço para ser promovido? Como é que eu faço para derrubar aquele cara que ele concorre comigo? Pode ser que ele pegue a promoção que eu quero. Então, aqui, onde eu trabalho, é o Butanté, o Ninho de Cobra Criada. Será? Será que o outro é tão sacana e eu sou tão bacana? Ou será que todos nós somos mais ou menos iguais ali, tentando compreender as coisas, agir da melhor forma? Quando você tem uma visão mais ampla, dar alguma sossego, o que não quer dizer ser leniente, ser preguiçoso, não, ao contrário, é saber o que você quer e ir atrás, mas as ferramentas que você usa, você limita, fala isso aqui eu não vou usar, porque isso aqui é sacana.
Outro dia entrevistei uma pessoa e eu achei fantástico. Ela tinha feito uma transição de carreira. Ela falou assim, Isabela, eu não sei nem puxar saco, nem puxar tapete. Falei, fantástico, eu sou dessas. Não sei nem puxar saco, nem puxar tapete. Aí muitas vezes você vai viver situações desafiadoras que vão te trazer aprendizados pra lidar com quem faz isso.
Dito isso... Não é porque você é uma pessoa espiritualizada que você está isento de puxar o tapete. Você puxa o tapete, você faz bobagem. Ou de puxar o saco também, né? Então, é saber lidar. Nós estamos na Terra, nós estamos no mundo encarnado.
Esse jogo é desafiador.
Cara, você vive no mundo, né? E o mundo é o mundo, né? Então, como é que nesse ambiente... usando sua palavra, desafiador, difícil, complexo e fascinante ao mesmo tempo. Como é que você consegue lidar com esse mundo? Você quer... Ah, vou largar tudo isso. Eu não compartilho com esse negócio. Então vai viver no Everest, vai ficar zen a vida inteira. Na minha opinião, não é adequado, porque nós estamos aqui para aprender e para ajudar e para fazer esse mundo um mundo melhor. Então eu tenho que atuar na realidade, seja ela como for. A realidade do ambiente de negócio brasileiro é uma, do Peru é outra, da Venezuela é outra, do Zimbábue é outra, do Japão é outra. No ambiente que você está, naquele momento, naquela carreira, naquela empresa, como é que você pode atuar adequadamente? Esse é o desafio e é fascinante. Uau.
Olha só, eu sabia que esse papo ia render assim, olha, já ideias para outras conversas. E por que que eu quis já trazer, Alexandre Caldini, meu querido amigo, você já logo nos primeiros programas do Interioriza, porque eu tenho ouvido falar muito sobre bem-estar espiritual. Ah, espiritualidade. Uma pessoa, um líder, um colaborador, um funcionário, tem que praticar espiritualidade. Vamos, então, entender um pouquinho mais sobre isso. Quando eu te apresento como escritor, já falei que você já esteve como líder de diversas empresas, você é escritor do livro Espiritismo, A Morte na Visão do Espiritismo, A Vida na Visão do Espiritismo e Networking vs. Not Working. Sobre networking, nós vamos falar já já. Eu tenho aqui um exemplo lindo para compartilhar com vocês, mas eu vejo em seus livros a palavra espiritismo.
Sim.
E nós vamos falar sobre espiritualidade.
Sim.
Espiritismo é espiritualidade?
Então, aí tem uma confusão gigantesca, né? E é difícil mesmo entender e definir, porque a gente não lida muito com essas coisas. Acho que dá pra gente voltar um pouquinho e falar o que é espírito, né? Que também a gente não sabe direito o que é espírito.
Ah, o que é?
Não, não vem aqui o espírito à noite, pelo amor de Deus, né? Morreu a mãe do sujeito, ele tem medo que a mãe venha à noite. Pô, é sua mãe, né? Então, o que é espírito? Espírito é uma coisa muito simples, é o que você é, é o que eu sou. A Isa não é esse corpo, eu não sou esse corpo, né? Não é seu cabelo, sua roupa, sua cara. É o que você... é a sua essência. O seu caráter, o seu aprendizado, o seu jeito de agir com as pessoas, se você é mais humorada ou menos humorada, mais ácida ou menos ácida, isso é espírito, né? Então é o que nós somos, é a nossa essência.
Essência.
E aí é curioso que a gente fala, ah, o meu espírito. Não, você não tem um espírito, você é um espírito, né? Isso é curioso, mas é importante isso, pra gente sacar que não é uma coisa externa, somos nós. O corpo, sim, é falível, apodrece, estraga, morre, adoece, o espírito não. Bom, a partir dessa definição de espírito, você tem espiritualista e não espiritualista, ou espiritualista e materialista. Materialista quem é? Quem não acredita nisso, fala não existe nada, morreu, acabou. Tá bom, é uma oposição. Espiritualista quem é? Quem fala há alguma coisa além de apenas a vida enquanto nós estamos aqui. Há uma sobrevida, há uma sobrevivência fora desse corpo que vai morrer. Isso é espiritualista. E o espírito o que é? O espírito é o cara que segue uma linha filosófica que foi criada por um francês chamado Alain Kardec em meados do século XIX. Então essa é a diferença. Então todo espírita é espiritualista porque crê na sobrevida, na vida do espírito pós-morte. Mas nem todo espiritualista é espírita, porque aí é uma outra filosofia. Então sim, eu sou espírita, mas acho muito mais importante é ser espiritualizado. E quem é espiritualizado? Pode ser uma pessoa que é católico, pode ser uma pessoa que é judeu, pode ser uma pessoa que é ateu, agnóstico, muçulmano, tanto faz. Ter religião e não ter religião é irrelevante para a espiritualização da pessoa. Então o que é espiritualização? No meu entendimento, é você compreender a vida de uma forma, como nós falamos, mais ampla e, sobretudo, atuar de uma forma mais ampla. Porque não adianta só eu compreender e falar, não, é legal, e continuar dando cotovelada em todo mundo, puxando o tapete em todo mundo. Não será bom para mim, não será bom para os do meu entorno, não será bom para a humanidade. Então, é compreender o nosso papel na humanidade. Quem sou eu? Eu sou uma pessoa X, Y, Z e no meu entorno eu consigo atuar ajudando que a melhora daquele pequeno entorno, da minha família que seja, já vai contribuir para a melhora da humanidade. Esse é o raciocínio da espiritualização. Isso serve para o trabalho, serve para a vida familiar, para a vida afetiva, para a vida em sociedade, para a sua atuação política, para tudo. É um modo de compreender a vida e atuar em coerência com esse modo de compreensão da vida.
Então, eu sendo espírita, e eu Isabela sou espírita, nasci também em berço católico, sou devota de Nossa Senhora, né? E em um determinado momento da minha vida, minha mãe me apresentou os ensinamentos de Allan Kardec e vi muita ciência. Aliás, ele estudou muito. Então, coerência, pronto. Então, eu acredito sim em causa, Consequência?
Eu colho o que eu planto.
Então, isso pra mim me chama muito a atenção, mas isso é uma coisa, tá gente? Não precisa mudar de canal, desligar aqui, não, não, não. Você pode ser o que você quiser. Comigo você pode ser o que você quiser. Então, Depois disso, eu também gostei de algumas teorias e práticas do budismo, da igreja messiânica. Então, onde me trazem um lugar, onde eu recebo uma informação que faz sentido e vai me desenvolver, vai me deixar uma pessoa melhor, eu absorvo. Se não é bom, obrigada. Mas eu não deixo de conhecer uma informação, seja dentro de um templo, de uma tenda, de um círculo xamânico, porque eu nasci em berço católico. Ou tenho uma religião ou não. Então eu só tô querendo trazer o espiritismo como mais uma fonte de informação. Se ela vai fazer sentido pra você ou não é outra coisa.
E aí tem algumas coisas a observar, se você me permite. Primeiro, espiritismo não é religião. Como assim? No Brasil você acha que é? Se você lê Kardec, se você estuda o espiritismo francês, claramente ele diz o seguinte, nós não somos religiosos, o que não significa que sejamos ateus, ou seja, O espírita crê que existe uma força maior na chamada a Deus, que não é uma pessoa, define como uma inteligência, mas não é uma religião. Por quê? Qual a diferença de religião e de espiritualidade? Esquece o espiritismo por enquanto. Religião, ela foi criada há oito mil anos, é uma criação humana, dos homens. Pra quê? Pra coordenar a sociedade. Você não pode fazer isso, senão o diabo te pega. Opa, deixa eu parar de matar, estuprar, assassinar, né? Então ela teve uma função muito grande na história da humanidade de contenção.
Só oito mil anos?
Só oito mil anos. E a espiritualidade existe desde sempre. Você sempre, muito antes disso, os homens da Edad da Pedra, os Neandertal e tal, já tinham um sentimento espiritual, né? Ah, morreu meu parente e continua a existir e tudo mais, né? A religião é sectária. Você é da minha religião ou você não é da minha religião, então você não merece o meu amor. A espiritualidade não, ela é ampla. Tanto faz, como você acabou de dizer, qual seja, vai bem. A espiritualidade não tem clero, não tem proibição, não tem pecado, tem livre-arbítrio, tem... domine de si mesmo, em empoderamento, faça o que você quiser e arque com as boas ou más consequências da sua ação. Então eu diria que a espiritualidade é muito mais ampla e libertária e empoderadora, para usar um termo atual, do que a religião. A religião teve um papel? Eu acho que sim. Tem um papel hoje em dia? Acho que não precisamos mais dela. Ainda que várias religiões tenham coisas muito boas, como você bem disse. Todas elas têm. A base de todas elas é o amor. Agora, elas acabaram, por sermos imperfeitos, colocando comércio, ó, compra essa medalhinha, compra essa chave que vai abrir os seus caminhos, vai te dar, como é que fala, bens materiais.
Aí vem o materialismo.
Que é humano, né? Não é espiritual. Então não precisa ter religião alguma pra ser espiritualizado. Tem gente espiritualizadíssima que é teo, agnóstico, faz um trabalho maravilhoso, vive uma vida muito correta. E tem gente absolutamente religiosa Mega picareta, né? Então, isso independe. É do espírito, não é da religião.
Entendeu o que é espírito? Eu posso dizer que é caráter?
Sem dúvida nenhuma, sem dúvida nenhuma. Caráter no sentido até mais amplo de como eu sou, como eu ajo, como eu reajo, como eu compreendo as coisas, né? Então, isso é o espírito, é o que você vai levar. Então, o cara morreu, era picareta? Será um espírito picareta. O cara morreu, era bom caráter? Será um espírito bom caráter. Por quê? Porque ele já evoluiu, já compreendeu. E todos evoluiremos, todos compreenderemos. E no trabalho, você percebe muito claramente isso, né? Aquele cara é um sacana, ele é... Nossa!
A essência dele é essa?
E, falando nisso, me lembro de outra coisa. Tive uma diretora que respondia para mim e ela era muito boa. A mulher arrasava, ela era bárbara. Ela entregava o resultado que você queria, fazia tudo perfeitamente. Só que ela acabava com a equipe dela de um jeito que não deu certo. Os caras viviam de licença médica, não aguentavam a diretora e tal. Até que eu transferi para uma outra unidade da empresa. E lá eles me devolveram. Falei, não queremos essa mulher aqui, não deu certo. Quando eu ia trazê-la de volta, porque, de novo, ela entregava o resultado, A equipe se revoltou, ligou pra um diretor outro que respondia pra mim também, que tava na Itália de férias, o cara me ligou e falou, pelo amor de Deus, não traga essa pessoa de volta, a equipe tá assustadíssima, eu tive que demiti-la, apesar dela entregar o resultado. Então veja como não vale só entregar o resultado, é como você entrega o resultado, e cada vez mais, essa nova geração toda agora, isso é muito importante, você não vai ter a compreensão, o engajamento dessas pessoas, se não for dessa forma. Essa palavra engajamento tá muito na moda, né? Todo mundo quer engajamento. Como é que você conquista engajamento? Você não exige engajamento, né, Isa? Você conquista, dando um ambiente adequado. É aquele item que você fala, pô, essa pessoa é bárbara, essa moça é ótima, esse cara é ótimo, eu vou com ele ou com ela porque vale a pena, porque você quer, porque você vê que aquela pessoa comunga os valores que você tem também, não é?
Perfeito. Quando você trouxe o exemplo da pessoa, ela fez um monte de bobagem, é picareta. Aí ela tem uma outra chance, ela escolhe. Então, vou entrar em reforma. Ela pode mudar o caráter dela.
Pode, e todos mudamos o tempo todo. Alguns mais rapidamente, outros mais lentamente. Por quê? Por decisão pessoal. Então, se a pergunta fosse como é que você se torna uma pessoa espiritualizada, não tem uma fórmula, obviamente. Mas acho que tem uma base, um comecinho, Isa, que é muito importante. Primeiro é consciência, se conscientizar. Eu acho que não está bom. Tá bom, o que você vai fazer a partir disso? Ah, vou largar como está. É uma opção. Outra não. Vou trabalhar para melhorar esse meu jeito. No que eu vou melhorar? Cada um sabe de si. A Valia ali falou, tem 17 coisas que eu quero melhorar. Começa pela mais difícil? Não, começa pela mais simples. Vou mudar um comportamento, uma coisinha. Serei mais compreensivo. Vou ter uma atitude melhor com o meu cunhado. Vou, sei lá, ajudar a não deixar a casa tão bagunçada. Coisas tão simples quanto isso, né? E aí dá para fazer. Mudou? Ai, que legal, já mudei. Oba, que gostoso. Se alimente com aquela mudança. Vá para o segundo passo. Então, acho que a base disso aí é o autoconhecimento. É aquela frase que está lá no Templo de Delfos, na Grécia, mais de dois mil anos antes.
Conhece-te a ti mesmo.
Conhece-te a ti mesmo, e ela é até mais comprida, né? Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo. Quer dizer o quê? Meu, você avalie. A gente fica avaliando o outro, né, Isa? Porque o meu marido, porque a minha mulher, porque o meu filho, porque o meu chefe, porque o presidente da república, porque o deputado. Tá tudo certo, mas você não muda o presidente da república, o deputado, o seu filho, a sua mulher. A única pessoa, o único espírito que você tem alguma ação, qual é? Mas esse é o fim, né? E é curioso também nas falas, que às vezes ou dois, as pessoas falam no finalzinho. Ai, adorei sua fala, foi tão bacana, tão legal. Nossa, meu marido que tinha que ter ouvido. Minha mulher que tinha que ter ouvido. Meu filho que tinha que ter ouvido. Nunca sou eu, né? Sempre é o outro. Não. O outro você não muda. Mude a si mesmo. Quem sabe, talvez, você consiga mudar o outro pelo seu comportamento. Tem uma frase atribuída a Francisco de Assis, que eu acho bárbara, não sei se é dele mesmo ou não, que ele teria dito o seguinte. pregue sempre o evangelho. Se necessário, use palavras." Olha que maravilha! Quer dizer, pare de falar, sujeita, age, seja, né?
Total, total. Você sabe, Claudine, que quando você fala, relembra essa frase, se precisar, use palavras. Então, tudo que nós estamos falando aqui, pra mim, faz muito sentido. Tem tudo a ver com interioriza, tem tudo a ver com muitas pessoas que estão conectadas conosco, que estão nos escolhendo neste momento. Imagina, com tanto conteúdo bacana que está rolando na internet agora, estão nos escolhendo. Isso é livre arbítrio. Mas eu preciso experimentar, eu preciso praticar. Então, como que eu pratico a espiritualidade dentro do meu ambiente de trabalho? Por quê? Você que está nos acompanhando, provavelmente quando você faz uma entrevista de emprego, vão te perguntar a faculdade que você fez, os resultados que você teve, mas são os seus comportamentos que vão determinar os seus resultados sustentáveis ou não. Então, como é que eu pratico a espiritualidade no meu ambiente de trabalho?
Aí tem algumas coisas, uma frase que eu já ouvi, não sei de quem é, que diz o seguinte, as pessoas são contratadas pelas suas habilidades e demitidas pelo seu comportamento. Então, hoje em dia, cada vez mais, os caras RH, você teve com a querida Klausi Marpet, esses caras estão olhando também o comportamento, estão avaliando isso. Claro, você tem que ter uma boa faculdade, uma boa formação, uma boa experiência, tudo isso é básico, mas isso é o básico. A partir disso, o diferencial é comportamento. Então, isso é muito importante para conquistar e manter emprego. Como é que você pratica a espiritualidade? Eu acho que é a questão de se conhecer mesmo, estar atento, mas mais estar atento a estar comprometido. Com o que? Com a melhora da humanidade. Mas quem sou eu para melhorar a humanidade? Você é você, você é uma pessoa no meio de sete bilhões encarnados, fora os não, e que pode atuar assim no seu pequeno ambiente. Então, no trabalho, o que é? É o sorriso, é a gentileza, é a educação, é o respeito. Tem uma palavra que eu não gosto e tenho procurado não usar, que é tolerância. Ah, é importante ser tolerante. Eu acho péssimo você ser tolerante. Por quê? Porque a tolerância é uma arrogância. Eu aqui, do alto da minha sabedoria, tolero você. É horrível, né? Muito melhor que tolerar é outro verbo. Qual é? Compreender. Se eu compreendo que a Isa pensa diferente de mim, Eu não penso igual nesse assunto, nós pensamos diferentes. Mas você é uma pessoa, eu sou outra. Ah, e talvez a Isa pense assim porque ela viu isso, isso e isso que eu não vi. É, talvez ela tenha razão até. Ou talvez eu acho que ela não tenha razão, mas eu sou assim, você é a Saad e está tudo certo. Podemos ser diferentes. Exato. Então a compreensão é fundamental. Avaliar as coisas com menos passionalidade. Eu tenho sangue italiano, ferve, né? Mas assim, tentar ter um pouco mais de calma, olhar, falar, por que eu reagi assim? Por que eu estou nervoso? Por que eu estou irritado? Por que eu fiquei bravo com tal pessoa? Por que ele ficou bravo comigo? Ah, já sei. Foi o jeito que eu falei com a Isa, que de fato eu exagerei ali, não devia ter falado daquele jeito. Essa compreensão é como atuar espiritualmente no ambiente de trabalho, ou seja, prezar para fazer no ambiente de trabalho um ambiente bom. A gente será mais feliz no trabalho? Eu não sei se tem felicidade real no trabalho, mas o trabalho é parte da vida. E se ele for melhor, ótimo. O importante é que ele seja parte, não a vida como um todo, não só isso.
Sim, eu tenho visto muita gente das empresas me falando sobre bem-estar espiritual. E é como se fosse uma coisa assim que eu vou pegar lá na prateleira, vem cá, eu vou no mercado, me dá um quilo de bem-estar espiritual. Então, para quem está acompanhando a gente no Interioriza, começa por onde?
Então, você tem o bem-estar físico, bem-estar espiritual, bem-estar... Tem mil bem-estares, né? O espiritual, eu entendo, é estar bem consigo mesmo, mas não aquele bem-estar egoísta. Falar assim, meu, eu não estou nem aí. Eu chego aqui, eu vou cumprir meu trabalho, eu vou chegar às nove, eu saio às cinco e um abraço. Minha vida não é aqui. É, claro que não. É entender que tudo é tudo, tudo tá tudo junto, que todos somos um. Então, viver em harmonia com as demais pessoas. É um exercício. E o importante seja o exercício, porque vai ter gente que vai te tirar do sério, vai te cutucar naquela coisa que pega. Ótimo! Ótimo! Essas pegadas são as que nos educam, nos fazem perceber coisas e mudar. Agora, a reação aí varia, né, Isa? Pode falar, não, ela falou assim comigo, mas é ela que é um absurdo. A Isa não sabe nada da minha vida. Quem ela sabe? Eu não aceito aquela cutucada. Eu posso falar, puxa vida. A Isa pegou e pegou pesado e doeu. Mas por que que doeu? Ah, já sei. É porque eu assim... Então, de novo, sobre si, não sobre o outro. É a história de olhar a trávia no olho de um, cisco no olho, trávia no olho, aquela coisa toda. A outra fala que tem tudo a ver com o emprego, com o que você tá falando, é uma fala atribuída a Jesus também, nunca se sabe se é dele, porque tá na Bíblia, mas enfim, é uma frase ótima, que é amai vossos inimigos. Dá pra aplicar isso no ambiente de trabalho sim ou não? Não, eu não tenho inimigo no trabalho. Será que não? Você pode não ter inimigo. Vamos mudar a palavra para adversário? Vamos mudar a palavra para competidor, concorrente, colega? Eu diria que a gente tem apenas três inimigos no ambiente de trabalho, e só três. O primeiro é o chefe, aquele imbecil que não compreende a minha genialidade. O outro são os pares, os sacanas que querem puxar meu tapete e pegar minha vaga. Eu não posso deixar isso acontecer jamais. E o terceiro inimigo são os subordinados, esse bando de negúmeros que me deram aqui, que não sabem diferenciar A do B. Claro que eu estou exagerando nas tintas aqui, mas em essência é isso, né? A gente acha que só a gente manja de tudo, o resto não manja de nada. Quando você chega nos cargos que eu cheguei de presidência de grande empresa, é curioso, você vê as pessoas falam assim, não, se eu estivesse lá, eu faria assim esse assado. Faria? Quem disse que faria? Você não tem o poder total. Presidente da República dos Estados Unidos, o maior país da China, não tem o poder total. Tem que negociar com o Congresso, tem que negociar com os empresários, com o tal do mercado, né? Então tudo é uma negociação, uma composição. E essa é a beleza da vida.
Senhoras e senhores, estão aí? Está acompanhando o Raciocínio? Você já sabe que esse espaço é absolutamente democrático. Nós estamos aqui por livre e espontânea vontade para compartilhar informações que podem trazer mais repertório para você tomar boas decisões. Então, está fazendo sentido? Deixe um comentário, porque essa troca é muito importante para que os próximos programas também eu traga assuntos, Caldini, que eu vejo que são urgentes. São urgentes. E eu vejo que a espiritualidade é o único caminho para a gente viver em um contexto contemporâneo. Tantos desafios, desigualdades, todo mundo já sabe o que eu tô falando, de forma menos dolorosa. Mais aprendizado.
Fazer o que você tá fazendo. Desmistificar a palavra espiritualidade. Não tem nada a ver com religião. Não tem nada a ver com fé. Não tem nada a ver com crença. Tem a ver com modo de agir. Quando a gente entender que espiritualidade é isso, é você agir... Mas olhando o longo prazo, olhando o interrelacionamento dessas pessoas, atuando pra fazer o bem, pra ser melhor, isso é benefício pessoal e de todos, né? Quando você acha que é religião ou fé ou alguma coisa, aí dançou, porque daí entra numa seara que ninguém quer atuar, né?
Como é que você responde os resistentes, que vão dizer assim, eu não acredito em nada disso, toda uma bobageada que vocês estão falando?
Eu acho que quem fala isso só fala por não compreender, por incompreensão, porque ainda não compreendeu o que é de fato a espiritualidade. É que o termo espiritualidade está tão contaminado pelas religiões, pela fé. Você tem fé? Você acredita em Deus? Você acredita em um santo, não sei o quê? Ai, deixa eu pedir pro anjo, não sei o quê, deixa eu bater três vezes na madeira pra isolar. Essa bobageada toda acabou contaminando esse negócio. É tão simples. É, como diriam os americanos, crystal clear, né? É basicaço. Deixa eu tentar viver bem, pra com todos na minha volta, que será bom pra mim e será bom pra todos. Só que atuando em mim, não atuando no outro, né? Deixa de terceirizar e criticar o outro.
Vou trazer aqui um negócio que você tá me conectando. Existe uma diferença entre estresse positivo e estresse negativo. O nome do estresse positivo Eu-stresse.
Olha, não sabia.
O nome do estresse negativo é distresse.
O nome do negativo é você-stress, porque eu-stress tá ótimo, você só traz stress pra mim.
Meu Deus do céu! Olha só, eu fiz um curso de gerenciamento do stress com a ISMA-BR, que é a maior instituição de stress do mundo, lá no Rio Grande do Sul. Quando eu me dei conta do eu-stress, eu... Entendi. Porque o que é o stress? É uma reação a uma situação que pode te representar ameaça. Então, se aqui aconteceu uma situação, por exemplo, chegou uma barata aqui, você pode sair correndo e eu posso ir lá e... Não matar a barata, eu posso pegar a barata e levar lá na janela. Enfim, reações diferentes diante da mesma situação. Te provocou um tipo de estresse e me provocou um outro tipo de estresse. Quando eu trago pra semântica, pro significado da palavra eu estresse, como que eu lido com aquela situação? Eu transformei aquela situação numa oportunidade. E como nós estamos vivendo diante de todas as situações, eu lido com aquilo como uma oportunidade, aquilo me gera um estresse negativo, eu reajo, eu vejo tudo como um grande problema, ou eu... Pera lá, vamos resolver. Vamos ampliar a visão desta situação. Isso é espiritualidade.
Temos sete horas no programa pra gente continuar conversando?
Eu tô chocada, porque quando trago pra ti... Eu, eu, eu, eu... Ai, aí tem uma outra coisa.
Você vai falando e eu vou lembrando mil coisas aqui pra comentar, tem que só notar.
Não, já sabia, nós temos que fazer um programa só nós, Claudine. Quando eu vivi a principal experiência da minha carreira, que não foi por decisão, né, o que aconteceu ali, Eu me lembro de ter conversado com um terapeuta, eu fiquei duas horas falando. Por que fizeram isso? Por que fizeram aquilo? Por que fizeram isso? Por que fizeram aquilo? Por que fizeram? Fizeram? Fizeram? Fizeram? Fizeram? Quando acabou meu tempo, duas horas, ele só perguntou assim pra mim. E o que que você fez? por esses dois, três anos em que você está dizendo que você foi... Ou seja, os seus limites não foram respeitados. Você se respeitou? Você fez alguma coisa? Ali é que eu me dei conta de que, enquanto você está colocando a responsabilidade do que acontece na sua vida na mão de outras pessoas, Que é comum, né?
É só sempre que o meu pai e minha mãe foram péssimos, que o meu chefe é horroroso, a gente sempre terceiriza esse negócio, né? E você, você acabou de dar o exemplo, a sua vivência recente mostra que você transformou a sua vida de uma forma... nós nos conhecemos há o quê? Há 15 anos, talvez.
Mais de 15 anos.
Você transformou a sua vida, ou melhor, continuou a transformação que já vinha vindo de uma forma espetacular, a despeito de uma grave ocorrência num período, né? Isso é maravilhoso. E a gente acha sempre que o problema é um problema, que o problema é um dificultador. De verdade, por muitas vezes, ele é um toque, ele é um facilitador, ele é um biliscão para falar, muda aí meu, ajeita, veja a tua vida. Então, aproveitar essas oportunidades, essas dificuldades para tentar entender o que está por trás e como é que eu mudo, não como é que o outro muda, porque o outro que é o cara responsável. É claríssimo, isso é espiritualidade, isso é viver, não tem nada a ver com mística, não tem nada a ver com religião, tem a ver com viver espiritualmente a vida, olhando the big picture, olhando o total, a grande questão.
E aí, como o nosso tempo já acabou, mas eu não posso deixar de falar sobre o último livro da Alexandre Caldini, que é o Networking vs. Not Working, aí você vai me dizer, mas o que espiritualidade tem a ver com networking? E você, Caldine, me ensinou. Bom, você me ensina sempre desde que a gente se conheceu. E eu entendo que quanto mais espiritualizados estamos, mais damos valor às pessoas que passam pela nossa vida e ficam. E ficam com qual razão? Elas estão nos ensinando o quê? E você me ensina sempre. Eu me lembro quando aconteceu o episódio do Burnout comigo. Você me mandava aleatoriamente conteúdos que você via. E você se lembrava de mim e você mandava pra mim. Eu achava aquilo de um carinho tremendo. Até hoje, quando eu recebo mensagens de pessoas que eu gosto demais, eu sei que há uma conexão. Quando você vê algo, você lembra de alguém e você encaminha aquilo, é de uma grandiosidade tremenda.
É um carinho, né?
É um carinho. E você me falou, isso é networking. É quando você faz um contato sem interesse nenhum. Network, então, não é interesse?
Não.
É rede?
Sempre há um interesse, né? E é legítimo que haja. É o interesse, assim, de queremos estar bem, queremos conhecer, queremos estar próximos. Se nós não tivéssemos mantido um relacionamento, talvez você nem lembrasse de me convidar hoje pra vir tá aqui falando, entendeu? Então, é importante ser visto, é importante ser lembrado e tal. Agora, como você faz isso, varia. Quando eu brinco network versus not working, o que é not working? É o que não funciona. E o que é que não funciona? Você achar que o outro é bobo, que você querer passar o outro pra trás. O cara saca. de uma forma natural, né? Isso não quer dizer que você deixou de lado o networking, você sabe a importância do networking, mas como você age, você deu o exemplo de mandar coisas. Eu faço sempre isso e é muito gostoso, as pessoas gostam, falam, ah, que legal, obrigado. Ontem mandei para um amigo meu sobre a empresa que ele trabalhava, ele falou, talvez você já tenha visto, mas está aqui. Falei, ah, eu vi sim, mas muito obrigado. É um carinho, é uma gentileza, você não gosta de receber? Então, são pequeníssimas coisas, não precisa mandar cartão. Tem coisas horrorosas, mandar cartão de Natal, passou o Natal há pouco tempo, aquela cartão que você percebe que o cara só deu um Ford, ele nem olhou na sua cara. Não, aliás você me mandou, nós nos falamos de Natal, né, como é que vai tua filha. É ter o trabalho, ter o cuidado, ter a atenção, ter o carinho com a pessoa, de fato, e não é uma coisa automática ruim. Então nesse caso aqui não é espiritismo, Mas a espiritualidade tá toda enfiada aí, que assim, seja ético, seja correto, haja de fato com carinho, com atenção, e o resultado vem, né? Não tem como não vir. É só natural que as coisas aconteçam, de um lado pro outro, e aí ficou no como você age. Tava só lembrando, você falou a reação, aquela coisa da barata aqui. No livro A Morte, é um pouco isso que eu falo ali. Pense duas pessoas exatamente iguais, duas mães. Você é mãe. Filhos adolescentes. Os dois filhos, desta e desta, morrem, por exemplo, num acidente de moto, aos, sei lá, 18 anos de idade. Uma se acaba, fala, a vida é um horror, Deus não existe mesmo, isso é péssimo, não é compreensível. Outra fala, puxa, a vida, tô chateado, tô triste, eu adorava meu filho, mas aconteceu. Nós vivemos juntos muito tempo, foi muito bom. São reações distintas ao mesmo estímulo. Por que uma reage assim, melhor, e outra se acaba? Por compreensão, por evolução, por espiritualização. Essa aqui já compreendeu melhor do que essa aqui. Essa aqui também chegará no mesmo nível, mas ainda não. Ninguém quer que o filho morra aos 15 anos em uma acidente de moto, claro! Mas a compreensão...
Apesar disso?
Apesar disso eu entendo o que aconteceu, está acontecido, como é que eu lido a partir daqui? Então essa compreensão, essa maturidade espiritual, está ao alcance de todos nós agora. Tem que tentar, tem que perceber que ela pode ser exercida e começar a exercer. Aí o benefício é gigantesco. Para a empresa, para o negócio e para a pessoa.
Ficou claro, gente? Tá claro aí? Tem mais dúvidas? Pode colocar aí todas as dúvidas que a gente faz um repeteco com o Alexandre Caldini rapidinho aqui na interioriza, porque, olha, vou falar um negócio pra você. Como é bom ter meu próprio programa.
Não é bom? Eu posso fazer o que eu quiser.
Quanto tempo eu quiser, eu posso repetir o entrevistado, porque eu sinto essa necessidade, Caldini, genuína. Eu preciso levar essas informações antes que seja tarde, sabe?
Você falou uma palavra-chave agora, genuína. Ser genuíno, tá aqui no Network também, é básico. Quando você faz uma coisa que não é você, pessoa falsa, as pessoas percebem. Ah, tá forçando a barra aqui. Quando você é genuíno, as pessoas também percebem. E aí é muito mais gostoso. Então, isso também é espiritualidade, no trabalho, na vida. Ser você, de fato, O que não quer dizer ser aquela coisa, não, eu sou assim mesmo, eu grito com as pessoas, mas é o jeito que eu sou. Não, é o jeito que você... Tem uma diferença entre ser sincero, genuíno e ser mal-educado, né? Ser grosso. Ninguém deseja uma pessoa grossa, mas uma pessoa sincera e genuína sim, com educação. Tem tanta coisa legal, né? A vida é fascinante.
Nossa senhora, demais, demais. Claudine, então, pra gente fechar, o que que já... Vamos repetir. O que que já passou do tempo de interiorizarmos sobre espiritualidade.
Que não é o outro, que sou eu. É como você. Não quer, na boa, vai sofrer por mais tempo. Quer tomar conta da sua vida da melhor forma possível, com serenidade, compreensão. Ah, mas é difícil. Isso também é sempre. Quando estou falando qualquer coisa, as pessoas falam, não, entendi, é bacana. Ah, mas é difícil. Claro que é difícil. Quem disse que seria fácil? Agora, se é difícil, Isa, é sinal que é possível. Senão seria impossível. Impossível não é. É só difícil. Se é difícil dá pra fazer, então faça. Ou não quer fazer, boa também. Não reclame, porque vai pegar. Vai pegar pra que a gente vá adiante e faça.
Vamos brindar? O que você quer brindar?
A nossa amizade, né? Que é tão gostosa, tão bacana. Parabéns pelo programa, pelo interioriza, sucessasso ao programa. Muito obrigado pelo convite.
E a espiritualidade que nos uniu e nos mantém juntos pra compartilharmos conhecimento sempre pra facilitar a tomada de decisão de todos. Delícia, viva!
Obrigado. Parabéns pelo programa.
Obrigada, Caldini. E olha... Você que está nos acompanhando, muito obrigada pelo seu tempo, pela sua confiança, por ter nos escolhido por todos esses minutos. Se fez sentido, compartilhe com quem você quer bem. Alexandre Caldini, então, está nos livros A Vida na Visão do Espiritismo, A Morte na Visão do Espiritismo. Nós vamos colocar aqui sua página na internet, por onde você quer que as pessoas te encontrem.
Veja bem, eu sou muito ruim nesse negócio. Mas arroba Alex Caldini é o meu Instagram, que é o mais fácil, acho. Ou põe o meu nome, aparece, tem trezentos e poucos vídeos sobre espiritismo. Mas tem trezentos e poucos vídeos de três, quatro minutos, é só põe o meu nome que aparece no YouTube.
Excelente, seguimos juntos.
Obrigado.
Até o próximo interiorismo.
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