Reprodução Assistida: Mais acesso, mais escolhas. Mães que empreendem e maternam.
15 Jul 2025 · 47 min
This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a podcast titled "Reprodução Assistida: Mais acesso, mais escolhas. Mães que empreendem e maternam." recorded on July 15, 2025. It features a conversation in Portuguese among Isabela Matte, Lalas Cieslak, and Dr. Wamberto Maia Filho. They discuss topics related to motherhood, balancing professional and personal life, and advancements in assisted reproduction, highlighting the accessibility and choices available today.
Chapters
Eu costumo dizer que eu amo as minhas escolhas. Em determinados momentos eu preciso de mais intensidade, em determinados momentos eu preciso, eu posso tirar o pé.
Então eu aprendi a não me culpar.
Ah, maravilhosa.
Mas fica a programação antiga da culpa com a programação nova, tipo, nossa, você não fez a academia dessa semana. Aí eu falo, tudo bem, né? Tudo bem, essa é uma semana que eu já tenho consciência. E outra, tá nas minhas mãos. Eu não vou culpar ninguém por isso. Foi eu que disse sim pra esses compromissos.
Hoje, se a gente for fazer uma conversa num grupo de amigas, talvez 31 anos, alguém queira engravidar, meu Deus, você está muito jovem, você tem muito à frente, você tem trabalho, educação, MBA, viagens, bens materiais para serem adquiridos, você pode deixar isso mais para frente. Então, hoje, se teve a ideia de que com o avanço da reprodução humana, Isso se tornou cada vez mais possível para idades mais avançadas.
Se a gente quer equilíbrio, eu preciso de proximidade.
Total!
Ou seja, aquela ideia de me afasto para fazer só a minha parte, vai dar ruim. Quanto mais você se interessa, se aproxima, mais aí você consegue também ter a compreensão nos momentos que você vai ter que estar ausente.
Aquela máxima de qualidade é muito melhor do que a quantidade. É a qualidade do tempo, é a qualidade de estar ali, é a intencionalidade de estar com o filho. Se você não está satisfeita com a sua rotina hoje, se você não está satisfeita com o que você está vivendo hoje, seja no âmbito profissional, no âmbito pessoal, na maternidade, para, escreve, analisa e muda a rota.
Oi, bem-vinda, bem-vinda ao Interioriza, que bom saber que você tá aqui nesse especial maternidade. Adivinha o tema que nós vamos falar hoje? Vou fazer um gesto. Equilíbrio. Ai, equilíbrio tá conseguindo aí? Entre as suas necessidades familiares, pessoais, com as profissionais. Esse é o tema de hoje. E olha só quem está no nosso estúdio fofo. Lala Cieslak.
Que bom que deu certo! Estou muito feliz de estar aqui com vocês. Espero que a gente tenha um papo incrível.
Lalas é mãe de três meninos. E aí nós temos o Dr. Wamberto Maia Filho. Especialista em reprodução humana e pai de três meninas. Então, olha o equilíbrio. Três meninos para lá, três meninos para cá. Eu achei fantástica essa conexão.
Eu também.
Muito bem. E olha a Alessandra Bruno, nossa assessora, roteirista. Que equilíbrio. Mãe de três meninos e pai de três meninas. Vamos lá. Por onde vocês querem começar? Eu estou na dúvida se eu começo perguntando para a Lalas. Outro dia, o menino mais velho dela perguntou... Mãe, por que você trabalha?
Exato. Cinco anos. Cinco anos.
Ou se eu começo perguntando pro doutor se as trigêmeas... vieram antes ou depois da sua especialidade de reprodução?
Semana.
Estamos aqui agora.
Estamos aqui. Então vamos começar pela Lalas, porque essa pergunta me comoveu bastante. Eu sou mãe de uma menina de três anos e meio, né? Aliás, gente, eu tô doida, tá? Pra que a Angelina, com o mais velho dela, faz tempo que eu tô de olho.
Imagina a coisa mais linda ainda.
Incrível como a gente vai mudando e vai mudando, tipo, eu vejo ele e falo, nossa, ó, filha, Lalas, você é mãe de três meninos, antes da gente falar, tá, sobre como é que você está equalizando, inclusive, que esse é o nome de uma mentoria muito interessante sua, como é que você está equilibrando todas essas áreas, mas o seu mais velho chegou com uma pergunta que te incomodou, queria que você trouxesse isso pra nós.
Bom, muito bom. Primeiro, eu tava indo pro trabalho naquela rotina que a gente sabe, né? Que ela é intensa.
Super tranquila.
É uma rotina intensa, mas é uma escolha, né? Então, eu costumo dizer que eu amo as minhas escolhas. Em determinados momentos, eu preciso de mais intensidade. Em determinados momentos, eu preciso, eu posso tirar o pé. Então, esse equalizar de saber aonde é, eu sou o importante e está a minha importância, é necessário. Mas eu tava no horário ali, colocando uma sandália na escada, ele sentou do meu lado e falou, mãe, por que você trabalha? E ali eu parei assim, ele tinha 4 anos na época, eu falei Filho, boa pergunta, eu gostei da sua pergunta A mamãe vai precisar pensar melhor pra te explicar melhor porque que eu trabalho Porque você também fez um questionamento legal pra mamãe E ali no final do dia eu me peguei sentada, com papel, liguei uma vela e comecei a escrever porque que eu trabalho qual que é a essência do meu trabalho, entendeu? Porque eu sei que eu quero ser produtiva, eu sei que eu quero ser uma pessoa melhor, deixar um mundo melhor, eu tenho idealizações de que o mundo cada dia pode ser melhor sim, com estudo, com trabalho, com as pessoas, com o bem-querer de um pro outro, mas qual que é a essência do meu trabalho, porque que eu tô, o que que eu tô em busca, sabe? E ali eu me vi chegando em três respostas que pra mim fazem muito sentido e compartilhando com vocês. A primeira é da segurança pros meus. Então segurança pros meus pais, segurança pros meus filhos, segurança pros meus Amigos próximos, familiares, para as pessoas que estão ao meu redor. Eu quero essa segurança, uma escola melhor, experiências melhores, um curso de inglês, uma comida melhor, um plano de saúde. Então, experiências que eu acredito que vão ser grandiosas na carreira e na vida deles. A segunda coisa é realizar sonhos. Então, realizar sonhos. E me fez também pensar em quais são os sonhos que eu quero realizar, porque a gente realiza um sonho e a gente tem que atualizar o nosso drive e falar, tá, qual o meu próximo sonho? Pra onde eu quero olhar agora? O que eu quero alcançar? Então, o segundo pilar, eu trabalho pra realizar sonhos. E o terceiro, que é um grato movimento que eu tenho hoje, que é apoiar pessoas. Então fui atleta durante a minha vida inteira, minha carreira de atleta, Joel também. A gente hoje apoia nadadores, então a gente está ali patrocinando nadadores, como a gente apoia ideias, como a gente apoia ONGs, então apoiar pessoas no âmbito, seja da educação, seja no âmbito do dinheiro, seja com uma palavra, seja com o tempo, mas apoiar pessoas. As três coisas foram as que me levaram a entender, é pra isso que eu trabalho, é pra isso que eu acordo de manhã. E às vezes a gente acorda cansada, às vezes a gente acorda numa rotina mais intensa e fala, tá, pra que eu trabalho? Então são essas três coisas, então eu vou ter uma energia melhor pro dia, entusiasmo melhor pra ir buscar isso.
Perfeito.
Eu adorei, imagina. Aí, depois dessa pergunta, ela ficou o dia todo, né, elencando, marcou uma call com o menino, falou assim, olha, tá o horário, nós vamos nos encontrar então que eu vou te dar essa resposta. Já, já, eu quero saber como é que você, então, está equalizando todas essas áreas. Quando você falou Joel, é importante dizer que a Lalas é a esposa do Joel Jota, grande amigo meu, aprendi muito, né, com ele e com vocês nesses últimos anos. Então, eu tô muito feliz por você ter conseguido incluir na sua agenda esse nosso episódio, essa nossa prosa, porque eu sei que vai contribuir também com muitas pessoas. E aí nós já vamos voltar então... Ok, defini onde eu sou importante, então onde eu vou me dedicar mais. Já, já, então você vai explicar para nós. E agora eu quero ouvir do doutor Wamberto o seguinte. Você começou, Wamberto, há 20 anos trabalhando com reprodução assistida.
Isso mesmo.
Tá certo?
Isso mesmo, reprodução assistida. Exatamente.
Só que há 20 anos era um rolê e agora é outro.
Sem dúvida.
Ou seja, há 20 anos existia muito mais preconceito, muito mais resistência, era muito mais caro. E agora, o que mudou nesta dinâmica da reprodução assistida nesses últimos 20 anos?
Nossa, mudou muito. Mudou demais. Quando a gente começou há 20 anos, tudo era muito incipiente. Era mato. Realmente era mato mesmo. A gente tinha dificuldades grandiosas. Então, tinha uma ideia e um conceito de que a reprodução humana, tudo que estivesse referindado e referenciando a reprodução humana era inalcançável, era caro, era só para grandes estrelas, as pessoas. Então, você só via realmente as pessoas que estavam na sociedade com alto poder aquisitivo. E as coisas mudaram, então eu vi muita evolução no processo. Então hoje, para você ter uma ideia... Acabou de sair, foi noticiado, Estados Unidos fazendo tratamentos a 8 mil dólares. 8 mil dólares como se fosse uma coisa estupidamente barata. E hoje a gente faz aqui a 4 mil. Estou dando um... 4 mil dólares reais.
4 mil dólares aqui no Brasil.
Então você consegue fazer... Isso. Então a gente já consegue hoje atender pessoas que podem realizar seus sonhos mesmo em estratos mais... baixo da sociedade. Então pessoas mais simples, pessoas com menor poder aquisitivo já fazem tratamento. Então hoje eu tenho imensa alegria de atender pessoas que há 20 anos atrás nem sonhariam em pensar nessa possibilidade.
Então, a principal mudança tem a ver com o acesso. Hoje, a reprodução está mais acessível.
Muito mais acessível. Hoje, você tem muitos centros, centros de diversas matizes para atingir vários tipos de público. Então, você tem uma possibilidade de que todo mundo tenha acesso realmente.
Quando a gente está falando de reprodução, eu estou falando em congelamento de óvulos. Do que eu estou falando?
Você está falando de tudo o que a mulher necessita para realizar o sonho da maternidade, seja ela imediata ou seja ela futura.
Isso é importante.
Então, quando você pensa hoje, há 20 anos atrás, estava conversando ontem, com a minha esposa, que nós engravidamos, ela tinha 31 anos. Hoje, se a gente for fazer uma conversa num grupo de amigas, talvez 31 anos alguém queira engravidar, meu Deus, você está muito jovem, você tem muito à frente, você tem trabalho, educação, MBA, viagens, bens materiais para serem adquiridos, você pode deixar isso mais pra frente. Então, hoje, se teve a ideia de que com o avanço da produção humana isso se tornou cada vez mais possível. para idades mais avançadas. Então, hoje a reprodução humana é a gravidez imediata, aquele casal, aquela mulher sozinha, independente, aquele homem sozinho. Hoje você tem reprodução humana para todos, seja o casal homossexual masculino, feminino, heterossexual, cis, trans.
É a acessibilidade.
Hoje você tem para todos e, além disso, para o planejamento. Então se você tem uma pessoa que você conversa e ela tem o desejo da maternidade lá na frente e não agora e às vezes nem sabendo se vai querer ou não engravidar, então hoje você consegue levar toda essa tecnologia para essas pessoas de uma forma muito mais acessível, muito mais pulverizada, a gente tem no país inteiro clínicas. Então se tornou algo realmente que faz a diferença na vida das mulheres.
Já já eu vou querer saber se as trigêmeas inspiram as suas mamães e os seus papais. O Lallas, você... Ou se assustam. É, se assustam... Gente, a palavra depende.
Ela é maravilhosa.
Lalas, você imaginava, porque você nadou profissionalmente por muitos anos. A gente chama ex-atleta? Ex-atleta. Então a Lalas, além de empresária, mãe de três, ex-atleta, ou seja, teve na sua vida passada, na sua temporada passada, vamos dividir nossa vida como suas temporadas, na sua temporada passada como atleta, você sonhava em ser mãe de três? Como é que foi esse planejamento para ser mãe? Teve ou não teve?
Eu sempre sonhei em ser mãe, então eu digo que a minha melhor função, maior função, mais desafiadora e mais maravilhosa é ser mãe. Então eu, durante a natação, né, que foi a minha adolescência e a minha vida adulta ali, então eu nadei dos meus 10 aos 26 anos, durante 16 anos. Eu saí de casa muito nova, Is, então eu saí de casa com 15 anos. Pra morar numa república, pra estar ali vivendo todo o ambiente do esporte. E eu sempre fui considerada a mãezona de todo mundo. Então já sou eu. Então hoje, algumas amigas minhas mandam ali quando vê um vídeo com o João, com o Joaquim, com o Pedro. Elas colocam, você era assim com a gente. Eu era a que levava de carro pra… Quando a gente saía, né, em alguns momentos esporádicos. A gente ia pra uma festa, eu era a que ia. Nunca bebia, então ia levar, voltava pra casa. Então assim, sempre fui essa madura, sabe? De todos os ambientes que eu… que eu estava inserida. Então, tive sobrinhos, né? Sobrinhos não, desculpa. Sobrinhos eu só tive depois. Mas eu tive primos quando eu era adolescente. Então, eu era a que cuidava dos primos. Eu sou madrinha de um primo meu. Por quê? Porque eu fiquei tanto com ele que ele me escolheu pra ser madrinha. Então, eu tenho uma irmã que é dez anos mais nova que eu. Então, fui a que cuidei da minha irmã. Então, acho que eu... Quem eu sou hoje, né? Fui desenhada pra ser mãe mesmo, assim. Então... Sempre quis ter família grande, então três ok. Às vezes penso no quarto, falo ok. Será que eu penso no quarto? Será que eu vou pro quarto? Como que vai ser? Mas sempre gostei, sim. E almejava isso.
Olha a minha cara. Quando ela fala, penso no quarto.
Não, e ao pensar no quarto, é legal que assim, a gente tem três meninos.
Exato.
Então tem sempre a pergunta, e a menina? E ali é uma conversa bem profunda entre eu e o Joel, no sentido de… Se vier menino, a gente vai estar satisfeito? Ou a gente só tá querendo o número de chegar uma menina? Então, qual que é a balança do momento, sabe? A gente quer mais um, porque é o que vier. Sim, lógico que é isso. Mas e se vier um menino, sabe? A gente vai querer o quinto? Então é motivado pelo querer mais uma menina?
Isso me fez lembrar aquelas famílias que eu vejo nas redes sociais que vão tendo, assim, cinco, seis, sete meninos, né? A gente tem uma pessoa em comum, que é o Thiago Camilo, judoca brasileiro, ele é pai de quatro meninas. Então, quando eu vejo essas situações, e não é que são quadrigêmeas, não, foram em períodos muito distintos. Falo, será que essa família estava tentando até chegar?
É, exato.
Agora, você é mãe de crianças pequenas, Dr. Wamberto já é pai de adolescentes. Trocar a fralda é a parte mais fácil do rolê, né? Porque a gente fala, nossa, vai trocar a fralda. Gente, trocar a fralda é a parte mais fácil.
Exato.
Quals são os desafios? de equilibrar a sua carreira como médico, ajudando outras mulheres, com a criação das meninas, que adolescentes provavelmente têm outros desafios do que nós.
Ela vai chegar lá para o desafio da adolescência. Mas vamos lá, eu acho que... Os desafios que a gente enfrentou foram tantos, que eu concordo, troca-fralda eu di menos. Mas eu acho que você ter uma parceria nessa evolução é muito importante. E você ter não só essa parceria, também de entender onde você quer chegar. Então, no começo é meio de sobrevivência. Eu sempre brinco. A Lala pagou a prazo, eu paguei à vista. Ela teve três suaves prestações, eu paguei à vista.
Três.
Chegou lá, vamos lá. E esse desafio é um desafio que é motivacional aonde você quer chegar. O ponto é, o que você quer entregar para os seus filhos? Você quer entregar para os seus filhos pais ausentes que vão delegar a função da maternidade, da educação, da sua cultura, do seu conhecimento, do que você pode passar para eles, para alguém que vai cuidar? Ou você quer participar? Ou pode ser os dois? Eu acho que você pode sim ter os dois, mas o que eu acho que não pode é se tornar ausente. Então, o você não pode, na minha opinião, é se tornar um pai que não está ali como pai, está só como provedor, que talvez foi a função de outros em outras épocas, em edições passadas, em capítulos passados. Então o desafio maior foi realmente a gente encarar a ideia de paternidade, da minha esposa de maternidade, presentes. A gente passando as nossas crenças, nossa cultura, nosso ideal de vida. E fazer com que isso também fosse uma parceria. Então, trocar fralda, ir no médico, levar para brincar, passear, desenvolvimento, fisioterapia, minhas filhas nasceram prematuras. Então, a gente tinha várias incumbências. E isso tinha custos, que era preciso que a gente tivesse meios para arcar. Então, a gente não poderia abrir mão do trabalho e também da presença física. Então, eu acho que era um cenário que a gente se realmente se fechou na gente e a gente conseguiu fazer com que isso se estendesse até hoje. Hoje os desafios são maiores nas adolescências, então a gente tá começando outra fase, que eu particularmente acho muito legal.
Dá um exemplo pra nós.
Muito prático. Ano passado, minhas filhas chegaram em casa um dia falando assim, pai, a gente fez a eleição, você é o pai mais legal da escola. Poxa, por quê? Porque você chega lá, brinca com todo mundo, salva o nome de todo mundo, paga pão de queijo, joga bola, porque eu queria estar envolvido com elas. Eu queria participar. Isso me tornou o pai mais legal. Provavelmente porque muitos pais estão tão envolvidos com outras ações laborais, viagens, que não estão ali. E eu pensei, pô, achei o máximo isso, eu sou o pai mais legal.
Cheque na vida.
Ganhei. Então achei isso muito legal. Então hoje os meninos vêm falar comigo, a gente tem...
Elas já estão namorando?
Já tiveram namorados, já acabaram, e eu levo pra minha casa, faço hambúrguer pra todo mundo, e eles adoram, porque essa ação é uma ação que eu quero trazer pra minha casa, e zero ciúme, eu quero que elas sejam felizes.
Pelo que eu tô entendendo aqui contigo, e aí eu vou passar pra Lalas pra ver se você concorda ou não, Lalas, é o seguinte, se a gente quer equilíbrio, eu preciso de proximidade.
Total.
Ou seja, aquela ideia de me afasto para fazer só a minha parte, vai dar ruim. Quanto mais você se interessa, se aproxima, mais aí você consegue também ter a compreensão nos momentos que você vai ter que estar ausente.
Aquela máxima de qualidade é muito melhor que a quantidade. É a qualidade do tempo, é a qualidade de estar ali, é a intencionalidade de estar com o filho.
Se você me permite, eu sempre disse para elas, eu fiz, olha, eu sou pai. Eu não sou amigo. Se você me permite ser amigo, a gente vai conversar sobre amizade. A gente vai conversar sobre o crush que você teve, o fora que você levou. Beleza. Mas eu sempre serei pai. Eu tenho um papel na sua formação de indicar o caminho. Se nesse rolê você me permitir que eu esteja ali com você... E é por isso que eu achei muito legal ser o pai mais legal do colégio. Porque eu tô presente na vida de todo mundo. ao ponto de a gente chegar nos ambientes onde eles estão, eles vêm falar comigo, tio, tio, vou aqui, tu quer? E eu acho isso o máximo, o máximo, porque eu estou participando e me tornando um pouco amigo também dessa turma aí que faz parte.
Olha a aula aí, Lalas, pra nós.
Muito, inspiração total, né? Eu acho que ouvindo ele falar com uma experiência maior do que a nossa, de filhos, crianças pra adolescentes, eu tenho a certeza, Isa, que hoje, nos momentos que eu faço terapia, que eu tô ali com a minha terapeuta, eu converso muito e eu tenho certeza do que eu não quero me arrepender. Uma vez que eu tenho claro que eu não quero me arrepender, eu tomo decisões melhores. Então, eu não quero, daqui a três anos, falar, poxa, gostaria de ter colocado mais meus filhos pra dormir. Eu não vou ter mais esse tempo. Então, se eu sei hoje o que eu não quero me arrepender, daqui a três anos, eu faço hoje. Então, eu tenho intencionalidade na criação, eu tenho o olhar de que sou pai, sou mãe, né? tenho uma necessidade de passar toda essa criação para os meus filhos e se eu tiver a oportunidade de ser amiga, muito melhor porque eu sou amiga dos meus pais eu sempre fui amiga dos meus pais e também foi, por quê? Porque eles estavam ali, eles estavam interessados eles estavam comigo o tempo inteiro eles estavam ali nos momentos legais nos momentos que tinham que apertar, eles me apertavam eles me mostravam o caminho então é muito bom ouvir e falar, bom, é aqui que eu quero seguir é por aqui que eu quero ir também e saber que é possível, né? Eu acho que esse é o mais interessante.
Tem algum momento, Lalas, que você, durante o dia, você fica assim, cansada, em que você tem que, em que momento que você para, só na terapia que você para pra dar uma realinhada na rota? O que que precisa acontecer pra você falar, opa, pera lá, se eu tô errando, eu tenho que errar rápido, deixa eu já corrigir isso aqui.
Eu sou uma pessoa que aprendi a colocar a crítica certa na minha vida. Então, em determinados momentos, eu tenho hoje muito bem estabelecido. A hora que eu tô em casa, eu tô em casa. A hora que eu tô no trabalho, eu tô no trabalho. A hora que eu tô com meu marido, eu tô com meu marido. Então, dentro da minha rotina intensa, eu consegui estabelecer o que eu quero ser naquele momento. E aí, quando vem esse olhar de será que tem alguma coisa que tá desalinhada? Será que eu posso melhorar aqui? São os momentos que tô no almoço, que eu tô presente. Então eu tô presente comigo mesma. Eu brinquei com você, né, tava fazendo a maquiagem. E falei, nossa, que incrível poder fazer maquiagem e poder pensar em mim. Exato! Sabe, assim, estou fazendo o que tem que ser feito, mas estou podendo pensar em mim. Então, cada dia a mais, colocar a gente, né, aquela máscara de oxigênio cai... Primeiro em você. Primeiro em você pra depois no outro, que é uma coisa que você fala muito bem, Isa, é muito necessário. Em determinados momentos, algumas mães, mães principalmente de criança pequena, vai achar que não é possível, mas sim, é possível. Você precisa buscar isso. E você só vai encontrar se você buscar. Se você procurar, né? Eu vi você falando uma vez que a cura tá na procura, e tá dentro da palavra procura, e é exatamente isso. Se você não está satisfeita com a sua rotina hoje, se você não está satisfeita com o que você tá vivendo hoje, seja no âmbito profissional, no âmbito pessoal, na maternidade, né? para, escreve, analisa e muda a rota. E esteja disponível, que acho que a vida é uma mudança de rota, né? É uma mudança de rota pra quem quer engravidar e não consegue engravidar, que tem uma idealização de uma carreira, mas tem que mudar de carreira, né? Então, uma doença, uma doença que aparece, né?
Ô, Lalas, se tem uma certeza na vida, é a incerteza.
Exato. Maravilhosa.
Se tem uma certeza, é a incerteza. Ai, gente, eu tenho que ficar aqui, ó, com tanta pergunta, olhando pro tempo. Você falou sobre as escolhas. E aí eu quero só trazer aqui um depoimento, que é o seguinte. Acho que nós, já como mães, ou na maturidade, mesmo se você ainda não é mãe, mas está aqui nos acompanhando, a gente tem que ter clareza que é por enquanto. Então, por exemplo, essa semana que nós estamos gravando, eu estou numa semana mais puxada. Porque a semana anterior foi diferente. A semana seguinte, eu já sei que eu vou ter janelas maiores pra fazer a minha massagem, fazer a minha academia. Então eu aprendi a não me culpar, mas fica a programação antiga da culpa com a programação nova, tipo, nossa, você não fez a academia dessa semana. Aí eu falo, tudo bem, né? Tudo bem, essa é uma semana que eu já tenho consciência. E outra, tá nas minhas mãos. Eu não vou culpar ninguém por isso. Fui eu que disse sim pra esses compromissos. E a gente não precisa ficar pedindo socorro, porque quando você fica falando da sua agenda o tempo inteiro para as pessoas, é o seu inconsciente pedindo socorro. Mas se você que escolheu...
Exato. Ame suas escolhas.
Ame suas escolhas.
Quando tiver a oportunidade de escolher, escolha melhor.
Exato. Na próxima, refaça as rotas. Agora, falando então... Caminhando para a nossa conclusão, mas com o início da nossa conversa. Doutor, o fato de você ser pai de trigêmeas inspira mais mulheres quererem esse modelo, o quanto a sua experiência própria facilita o seu trabalho.
Olha, eu vou te falar de novo. A gente tem que... Tudo que a gente passa... Em ciência, você tem um modelo que é o que a gente chama de seu conhecimento. Seu conhecimento, ele vai te dar um norte para onde você vai. Mas isso tem baixa resolutividade. Então, você precisa de dados científicos mais robustos. Então, a minha experiência é que o fato de eu ter tido trigêmeos me dá empatia.
Legal!
Me dá... conhecer, saber onde está doendo naquele ponto que fez com que você compreendesse o outro. Então, muitas vezes, a gente vê muitos filmes, muitas apresentações de médicos num filme meio rude, grosseiro, meio, sabe assim? E vários filmes que eu até poderia dar aqui como conselho, exatamente de pessoas que se mudaram ao longo desse caminho. Eu nunca fui essa pessoa, eu sempre fui muito empático, mas o fato de eu ter precisado passar por aquilo que eu domino, foi desafiador e gera nas pessoas empatia. Ele entende o que eu tô passando. Pro bem, pro mal. Porque as pessoas acham que o fato de eu ter trigêmeas é uma coisa maravilhosa, é um sonho de consumo das pessoas. contrário, é desesperador, é muito complicado, é tudo intenso, tudo vivido no mesmo momento. Então eu passo também o outro lado do que é ter muitos filhos, qual é a dificuldade, o lado bom e o lado ruim. Porque se tudo na vida que a gente vivesse fosse só bom, não tinha escolha, eu ia só para aquele caminho e estava fácil.
Ou seja, o Dr. Wemberg tem quatro mulheres ali ó, do lado dele, no cangote, o tempo inteiro.
Que eu amo de paixão e que fazem minha vida maravilhosa, mas de novo, eu acho que esse lado de ter passado pelo problema da infertilidade, de ter estado com minha esposa do lado, convivido com o bom e o mal, ali azucrinando o seu juízo pra fazer o que não vai, o que não vai. Então isso dá pras pacientes, pra quem ouve essa história, o entendimento de que ele sabe o que faz. Porque se eu falar de treinamento, sobre como treinou, como era, ela sabe como era acordar às cinco da manhã no frio, ou a piscina sem aquecimento. Ela sabe. Ela sabe falar o que foi passar por isso. Acho que gera por aí uma ligação.
Perfeito. É empatia. Já a Lalas tem quatro homens no cangote.
Sou a rainha da casa.
Que maravilha! O Lalas... O seu mais novo nasceu muito perto do do meio.
É um ano e dois meses de diferença.
Inclusive, eu via você grávida, esperando o Pedro, com o Joaquim.
Que não tinha nenhum ano.
Que não tinha nenhum ano. Como é que foi? Foi Deus? Vocês já sabiam que seria assim? Como é que foi?
Não.
A gente queria ter mais filhos, né? A partir do momento que a gente teve dois. A gente já tinha conversado que a gente queria ter mais um filho ou dois filhos. Então sempre foi de comum acordo entre três e quatro filhos. O João Vicente foi muito tranquilo. Ele nasceu, a gravidez foi super tranquila. Eu tive as três gravidezes muito tranquilas, Isa. E João Vicente, além de ter tido a gravidez muito tranquila, quando ele nasceu, no primeiro e segundo dia ele já dormia três horas, já não chorava.
Aí é fácil, né? Aí é fácil.
Me conta o que você fez.
E ali, assim, super tranquilo e tal. Então, eu amamentei até um ano e seis meses. Passei a pandemia inteira com ele. Então, ele nasceu em 2019. Passei a pandemia inteira ali, só eu e ele. Tive, assim, um momento incrível, porque ficamos em casa, maravilhoso.
Era outro tempo.
Outro tempo.
Porque você não tinha que se desdobrar como empresária. Na pandemia, a gente ficou mais em casa.
Isso, isso. E ali, quando decidi parar de amamentar, um ano e seis meses, na mudança da parar de amamentar pra amamentar e parar de amamentar, engravidei do Joaquim. Já queríamos, ok, perfeito, maravilhoso. Joaquim veio, nasceu em outubro, Joaquim já acordava de hora em hora. Acordava de hora em hora, 40 em 40 minutos, só queria ficar no peito o tempo inteiro, mamava assim, tipo... 10 minutos e dormia, então eu tinha que ficar acordando ele pra ele mamar mais, porque ele dormia meia hora, 40 minutos e acordava de novo. Então, eu fiquei ali os primeiros cinco meses, neste momento assim, precisou... Será que eu vou colocar uma babá noturna pra me ajudar? Será que eu coloco fórmula? Não, não vou colocar fórmula, vou querer peito, porque eu tinha muito leite. Então, muito, muito, muito leite. E ali aquelas dúvidas, e ali, quando ele tinha cinco meses, descobri que eu tô grávida. Quando eu descobri que eu tava grávida do Pedro, inicialmente um momento assim, meu Deus, se vier igual o Joaquim, como é que eu vou fazer? Eu vou morrer, né? Tipo assim, não durmo há cinco meses sem dormir. Então, é num momento bem desafiador. E o meu médico falou, falou, Lalas, agradece. Porque tem muitas mulheres que não conseguem engravidar. E você teve um presente que foi, sem querer, você engravidou. E ali mudou a minha chave de falar, ok, é uma benção. E a gente brinca que o Pedro, por João ser de um jeito e Joaquim do outro, o Pedro pensou e falou, vai que eles não querem, já vou logo, entendeu? Já vou nascer, resolver aqui, vim de qualquer jeito, porque senão pode ser que eu não quisesse. E é um questionamento mesmo. Eu não sei se quando eu tivesse num momento de escolha, vamos para o terceiro ou não, eu ia querer ter um terceiro, entendeu? Então eu nem tive que pensar nisso. E já veio o terceirinho ali.
E aí, no terceirinho, como é que você descobriu que você tava grávida? Quem percebeu que você tava grávida? Como é que você confirmou isso?
Eu tava... No momento que eu tava voltando de uma bronquiolite do Joaquim, cinco meses, ele tava com uma bronquiolite, ficou quatro dias internado. O Joel, a gente tava comendo ovo, Iza. Eu estava comendo ovo. Pessoal, doutor do Comendo Ovo. O Joel olhou pra mim e falou, você tá grávida.
Do nada?
Do nada, do totalmente nada. Eu peguei e fiz assim, ó… Eu não tinha nem forças pra fazer alguma coisa. Eu fiz assim, ó… E continuei comendo ovo. E aí, quando eu fui na farmácia pra comprar um exame de gravidez, pra comprar os antibióticos da bronquiolite, eu me deparei na fila ali no corredor da farmácia com o teste de gravidez. Inclusive, temos Clear Blue aqui, que depois vocês vão saber.
Ah, você usou também Clear Blue.
Clear Blue, usei. Que é o que aparece ali, né, maravilhoso. Eu falei, como uma boa escorpiana, falei, vou pegar esse teste só pra esfregar na cara do Joel.
Que ele está errado.
Como assim? Eu estou grávida? Não tem como eu estar grávida, né? Estava amamentando exclusivamente, não tinha menstruado ainda. Eu estava tomando um remédio ali pra não ter chance de ficar grávida. E ali fiz o exame e entreguei pro Joel, como a gente fez em todos. Eu não olhei nenhum exame, eu sempre dava pra ele. E ele começou a ter uma crise de riso. Quando ele começou a ter uma crise de riso, eu sentei no chão e comecei a chorar. Foi, aham, essa cara. Aí ele assim, pulando com o João, assim, pulando, pulando o Joaquim, tipo, cinco meses lá, voltando da internação, ele pulando, assim, eu falava, não é possível. Não é possível, tipo, o que que vai ser, entendeu?
Eu não vou conseguir.
Eu não vou conseguir, exato. E assim foi que a gente descobriu o Pedro. Foi exatamente assim. Mas maravilhoso. Sou apaixonada pela minha família. Nasci pra ser mãe e é a coisa mais maravilhosa do mundo.
Eu só acho graça nessa história porque minha esposa queria ter dois filhos. Aí eu falava pra ela... Conte, conte. Aí ela falava, eu quero ter dois filhos, um casal, tudo bem? E eu falava, não gente, vai ter três meninas.
Olha... E eu falava...
Eu namorei 10 anos com minha esposa. Ela tinha 15 anos quando a gente começou a namorar. E falou, eu quero ter 3 meninas. E eu dizia, o nome vai ser XYZ. Ela falou, você jamais! Você vai ter, vão ser 2 meninos. Aí o menino estava rindo aqui, riso interno. Aí quando a gente fez o tratamento, e na época a gente colocava três embriões, poderia colocar três embriões? E eu falava pra ela, ela falava, amor, colocar três embriões não é muito. Eu falei, cala a boca, quem sabe sou eu, é menos de um porcento de... E aí eu me lembro da cena, você tava falando do ovo, eu me lembro da cena, a gente fazia um tração pra descobrir quantos eram. E aí fez o transsom, tinha os três saquinhos, e saiu da sala uma pessoa que tava com a gente, aí ela colocando a roupa, ela parou no meio e fez... 1%, né? E aí eu fiquei calado. Era pra ser. E foi exatamente três meninas. Eu tenho um acordo com o homem lá em cima, a gente conversa muito, não discuta, não.
Esse era pra ser é maravilhoso. E quando você falou de Clear Blue, Lalas, nas minhas duas gestações, eu falei assim, Tinha alguma coisa que... Eu sentia.
Você sentia?
Sentia. Tanto que eu até falei com o doutor André Vinícius. Tinha feito exames, assim, antes agora dessa segunda gestação do Antônio. Eu tinha feito exames, eu li os exames, e aí tinha lá um número. Eu mandei e falei assim, doutor André, eu tô grávida. Ele falou, que isso, amiga. Você tá, não sei o quê, etc, etc. Isso não é nada, não. Depois fui na farmácia. Peguei um teste. Fiz o teste. Doutor, olha aqui, doutor, você acha que esse teste tá errado? Olha só, aí o Tiago foi na farmácia, foi na farmácia, foi igual a da Angelina, a gente pega o que sai só o mais ou menos, depois ele pega o que mostra semanas. Aí o Tiago, quando pega o teste de semanas, eu falo, André, meu amor, olha só, como é bom a gente se conhecer, né? E aí, pras mulheres sempre que me perguntam, mas como é que você conseguiu engravidar aos 43? Porque quando você experimenta o amor próprio, você consegue gerar o amor. Isso é uma construção. Isso não é de um dia para o outro. Eu gostaria só, antes de encerrar, passar uma mensagem para as mulheres. Muito cuidado com aquelas frases que você vai ouvindo sobre depois os 40 é difícil, ou que os óvulos envelhecem. Isso é um fato. Todas as células envelhecem. Mas se você pensar que você consegue, as chances vão aumentar. Se você pensar que você não consegue e que já uma sentença passou de 40, você não vai mais engravidar, pode ser que você não consiga. Então, é evidente que a ciência, a medicina mostra que conforme a idade passa, as chances diminuem. Mas isso não é uma sentença. Eu quero reforçar isso. E tem muitas mulheres aflitas que não estão conseguindo engravidar. Por quê, doutor? Porque estão há 10, 20 anos ouvindo que não pode. Então, pra gente encerrar, eu queria perguntar então pra Lalas, o que você faz pra você? Quais são os seus hobbies pra conseguir, então, ter esta firmeza nas suas decisões?
Bom, eu tenho feito a parte de esporte, então é pra minha mente, sou ex-atleta, tenho toda ali uma memória celular, vamos dizer assim, E busco corrida, busco yoga, busco pilates, busco ficar ali pegando peso mesmo, sabe? Em momentos que eu acho que é aquilo que vai me levar pra minha sanidade mental. Então, eu não tenho uma coisa que eu faço. Eu gosto de correr, então eu vou pro parque correr, eu corro no condomínio, eu saio de casa e corro dentro das ruas do condomínio. Então, eu estou sempre em movimento. Acho que esse é um ponto. E quando eu trago isso pras redes, algumas mulheres falam, Ninguém me falou isso, achei que eu tivesse que estar ali fazendo a mesma coisa, eu não gosto da mesma coisa Então, então, ache o que você gosta, o que você gosta, o que te atende Tem determinados momentos, tinha época que eu ia ali pro crossfit e ficava no crossfit regularmente, na mesma turma, no mesmo horário Hoje não faz mais parte do meu dia a dia. Então busque, você tem que se movimentar. Lógico, a gente tem que fazer constante, tem que fazer começar e mandar essa mensagem pro seu cérebro que eu vou começar e não vou parar por questões do momento, do ambiente. Eu vou fazer um ano de tal coisa. Vai lá e faça. Cumpra com os acordos que você fez. com você mesmo, mas o esporte é a minha válvula de escape. Gosto muito de pintar também e agora tá sendo incrível porque eu tô pintando com os meus filhos, então estou desenhando a cada dia, a gente tá comprando vários cadernos de desenho, desenhos livres, então é um momento ali que eu estou com eles e me faz muito bem, então é um hobby. Eu gosto muito de jardinagem. Gosto muito, então é uma coisa que vou para o meu quintal, mexo nas plantas, estou próxima ali a fazer arranjos, fazer buquês, é uma coisa que eu gosto. E cozinhar. Eu falo que a minha cozinha é terapia. Então os momentos ali de... Preciso abaixar minha energia, eu vou fazer minha janta, eu vou fazer minha comida, e eu sei que a intencionalidade do que eu passo ali vai estar diretamente nos meus filhos. Então eu tenho que ter o meu melhor momento, o meu melhor sentimento pra colocar o amor ali. Sabe cozinhar com amor? É exatamente isso que eu faço.
E intencionalidade tem a ver com presença. Então você tá presente nas coisas que você tá fazendo.
Isa, por que o leite ferve e derrama no fogão?
Porque você tá fazendo outra coisa mesmo.
Porque você não tá olhando. Então, é isso. O leite só vai ferver e derramar no fogão se você não tiver olhando. Então, quantas coisas você tá trazendo pra sua vida como se fosse um leite que tá na chaleira derramando no fogão? A gente não precisa viver assim, né? A gente tem que estar na presença.
E depois, quando o leite derrama, você ainda reclama. Ai, vou ter que limpar agora o fogão.
Exatamente.
Lindo, lindo. E aí, doutor, pra encerrar, quais são as ferramentas que você usa como pai das trigêmeas e que você recomenda pra outras famílias pra equilibrar a sua agenda no consultório, a sua agenda dentro de casa e a agenda com você? Essas três agendas, como é que você organiza?
Eu tava ouvindo aqui, falando, meu Deus, se eu fizesse tudo isso, ainda bem que eu só tenho aquário. O meu hobby é aquário. Inclusive, tô com uns 300 filhotes de peixe em casa. Tô super feliz. Olha, eu acho que a gente precisa, eu achei essa ideia do leite fantástica, se você não está olhando, é política de rama, eu realmente achei isso fantástico. Eu acho que as pessoas precisam se olhar, as pessoas precisam se valorizar e entender em que caminho vão para poder saber O que querem? Então, na reprodução humana, a realização é a concretização de um desejo. A maternidade, ela é hoje optativa. Então, você vai encontrar, certamente, muitas mulheres que optaram por não ter uma maternidade. Outras que fizeram essa opção e se arrependem a gente acaba encontrando em vários podcasts falando exatamente isso. Eu acho que o que a gente precisa é olhar para dentro, você saber o que você tem e aonde você quer chegar. Então como pai de trigêmeas eu quero que o caminho dela seja o melhor possível, que eu esteja presente e que faça nessa jornada que elas se reconheçam. Então, eu jamais serei alguém que vou guiá-las nesse caminho. Eu quero que elas se aceitem, se compreendam, realmente realizem esse sonho de crescerem. E para minhas pacientes eu falo a mesma coisa. busquem dentro delas o que elas querem. E a gente vai estar ali para tentar guiar. Como técnico, e eu falo isso muitas vezes, eu como médico, eu sou um técnico. Eu oriento para onde a jogada deve correr, fechando a defesa, se dá um sprint, mas quem executa é o atleta. É o atleta que vai tomar a decisão. Então, eu tento fazer exatamente isso. Eu tento orientar para que elas tomem a melhor decisão possível.
Muito bem, mas e você para você?
Eu para mim? Olha, eu adoro aquário, então o que me faz ser alguém é ficar olhando meus peixes. Eu uso a minha ex-vida de atleta, não... Meu Deus, se eu pudesse ter alcançado o que ela alcançou, mas faço não pra... Eu sempre também comento em meus vídeos, não é pra ficar sarado, mas pra me sarar, procurar o que a vida vai me dar de problemas, porque, como você mesmo falou, a gente vai envelhecer, as células envelhecem, então a gente precisa ter isso.
E o envelhecimento é um privilégio, não é um acidente. Sua página, doutor? para as pessoas te seguirem.
Vamberto Maia em todos os lugares. Vamberto Maia no Instagram, em todas as redes sociais.
Pronto.
Para as mulheres então que estão pensando na reprodução assistida, trocar uma ideia sobre como, quanto, que planejamento precisa fazer, pode procurar.
Com certeza. A gente tem um canal muito, muito vivo, com muitos seguidores. E a gente tem todos os dias ali pessoas conversando e perguntando as mais variadas questões. Então, só o Vamberto Maia que vai chegar até mim.
Perfeito. Lalas, você sabe que eu amo você. Admiro, te respeito. Já faz anos, né? Que aí toda vez que eu encontro a Lalas, eu pergunto. O que que eu pergunto pra você?
Você tá descansando? Maravilhosa.
O Lala, você tá descansando?
Tô descansando.
Tá descansando?
Tô. E você? Mas se me permitem, eu ouvi seu marido falando um texto que ele mandou pra você sobre você fica cansada pra que minha família esteja bem. É exatamente isso. Por isso que você tá descansando. Eu achei o máximo aquele texto. Guarda aquele. Que eu guardei pra mim, viu? Eu guardei pra mim.
Eu não vi. Depois eu sei.
Como eu participei do podcast do JJ Podcast, ele, na mensagem final, ele leu uma mensagem que ele me mandou cinco da manhã. E ali, depois da mensagem, que foi linda, eu respondi assim pra ele, obrigada por me enxergar.
Obrigado por me enxergar.
E ali foi bem bonito, assim. Mas antes escreve o joinha. Eu mandei o joinha, né? Porque somos assim, mas aí depois eu escrevi obrigado por me enxergar, porque, tipo, nem sempre é fácil, né, Isa? Normalmente é desafiador, mas a gente escolhe as nossas batalhas, assim.
A gente escolhe os nossos caminhos. O Lallas, e aí para as mulheres que estão nos acompanhando, querem fazer a sua mentoria, querem te acompanhar mais então nesse dia a dia?
No Instagram, arroba Lallas Cieslak. Vai ter lá conteúdo todo dia e mostrando a minha rotina real, o meu dia a dia, e estão todos muito convidados para estar lá.
Ah, que linda. Obrigada pelo seu tempo. Eu só fico imaginando, o que será que ela deixou? Quantas atividades, quantas demandas você delegou para estar aqui? Então, muito obrigada pelo seu tempo. Obrigada. Doutor, também. Obrigada. A Ema Fiorese, que está me deixando aqui super elegante. Gente, pensa. Não é fácil se vestir. Imagina grávida ir num palco ou num programa, né? Então, Emma, obrigada. Clear Blue, sempre nos dando segurança nessa dúvida. Será que eu tô grávida? Será que eu não tô? Faz o teste, vai ficar tranquila. Ah, não, Isabela, eu não quero engravidar. Faz o teste de ovulação pra você saber se você pode ir pra balada mais assim.
Uhul!
Ou não, dá uma segurada, tá? E agradecer também à Priscila Pacífico, à Ju Butler e à Sonho Girinar por este cenário tão fofinho.
Tá uma graça.
Não é fofo?
Tá uma graça. E bem-vinda ao mundo azul de meninas.
Pois é, gente.
O doutor não sabe o que é, mas com certeza vai dar conta, Isa. Com certeza. Não tenho dúvida.
Olha, papo pra outro podcast.
Ela não tem ideia. Menina só coloca uma camisa de time, uma bermuda de menina, tudo.
Não, eu já tenho uma menina, agora eu vou ter um menino e eu fico assim, Lalas, eu vou conseguir.
Você vai ficar livre.
E olha como que Deus é maravilhoso, que quando começa, começa com fácil, só trocar fralda, entendeu? E aí você vai, os níveis vão aumentando.
Videogame, videogame.
E é o videogame, exato. Então assim, a gente não tem uma faculdade de maternidade, de paternidade, mas o decorrer do crescimento, a gente vai melhorando a cada dia.
Igual faz o videogame, vai ficando cada vez mais difícil. Para quem jogou Mario na nossa idade, até igual. Obrigada, mais uma vez. Você que nos acompanha até aqui, com certeza se divertiu, se emocionou. Vão ter outras pessoas que você conhece, que você quer bem, que provavelmente vão aproveitar esse conteúdo. Compartilhe, então, com mais pessoas. Assim a gente vai semeando informações corretas. Muito obrigada, mais uma vez. Até o próximo Interiores Especial Maternidade. Esse episódio tem o patrocínio de Clearblue, uma marca P&G.
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