O Fim do Pensamento Crítico? IA na Educação e no Trabalho - Machine Learners EP03 - PT-BR

Neste episódio do podcast Machine Learners, apresentado por Andrew Correa, são debatidos os impactos da inteligência artificial generativa tanto na educação tradicional quanto no ambiente corporativo. Davi Rost, da plataforma de ensino Shift, descreve como a IA está integrada ao seu produto, ajudando alunos e professores a responder questões, mas alerta para o risco de perda de pensamento crítico quando estudantes delegam raciocínio à IA. Carol Hermógenes, diretora de marketing da Elements, compartilha como sua empresa usa IA para aumentar a produtividade de equipes de marketing, personalizando modelos com dados de marca e clientes, e defende que proibir ferramentas como ChatGPT é inviável; ao invés disso, recomenda governança e treinamento. Luiz Felipe Dimelo, da MoneyState/Monostage, discute a necessidade de soluções de IA customizadas para educação e negócios, enfatizando a importância de detectar conteúdo gerado por IA e de adaptar modelos ao contexto específico. O grupo explora ainda a analogia entre IA e cigarros, a dificuldade de medir efeitos a longo prazo, a necessidade de ensinar uso crítico da IA, a evolução de processos de vendas com IA, a questão da superficialidade da informação na era digital, e oferece conselhos para jovens e profissionais – valorizar curiosidade, adaptabilidade e construção de qualidade antes da velocidade. O episódio termina com cada participante promovendo seus projetos (Shift, Stift, Elements, Monostage).
Chapters
Olá, eu sou o Andrew Correia e esse é o Machine Learners, podcast da Monistate Startup de treinamento de inteligência artificial. Nesse episódio aqui a gente vai falar sobre IA na educação e eu estou aqui com pessoas incríveis que sabem muito do assunto, têm muita experiência e eles vão falar aqui o que a gente mais ou menos vai conversar.
Vamos falar um pouquinho hoje como é que a gente consegue usar IA com qualidade pedagógica no meu setor, que é a educação tradicional, e de fato que agregue e não só que entregue respostas. Acho que isso é um ponto bem importante.
Vamos falar aqui também sobre IA no mundo corporativo, para líderes, empreendedores e também para equipes, principalmente equipes de marketing, de uma maneira que a gente ganhe produtividade sem perder qualidade, que é muito importante.
Hoje a gente vai também tratar do impacto da inteligência artificial no futuro, tanto do meio da educação quanto do meio corporativo.
Então, Davi, estamos aqui, Machine Learners, no nosso podcast, terceiro episódio, primeiro episódio gravado no Brasil. E eu queria começar perguntando para todos vocês, vamos começar pelo Davi. O que aconteceu no último ano para vocês? Qual é a visão de vocês fora da área de laboratórios, desenvolvimento de modelos de IA? O que está acontecendo no mundo real e como a IA generativa, esse GPT, esse estilo de joga um prompt e sai um resultado, o que está mudando no trabalho de vocês todos nesse último ano?
Legal! Primeiro, agradecer pelo convite, é muito bacana estar aqui. Primeiro no Brasil, que honra! Primeiro de muitos, nos chame novamente. Eu e a Carol, vai ser um prazer estar com você de novo. Cara, o que mudou? O que não mudou? Acho que talvez até é mais fácil pensar o que não mudou de um ano para cá. Eu sei que a pergunta não é essa, mas o nosso produto hoje está com IA 100%. Então, hoje a resposta que eu entrego para o meu estudante tem IA nela a todo momento. Seja a nossa IA, a nossa não autoral, mas os modelos que a gente usa para suprir a necessidade do aluno, seja o professor que entrega a resposta das questões, das dúvidas, ele também utiliza IA, lógico. Ele pega a questão do aluno, bota no GPT da vida e pronto. Pra validar a resposta dele, pra ver, enfim, né. Então, o meu produto, cara, já tá 180% ali funcionando. E da operação também, né. Então, a gente tem que, evidentemente, como acho que qualquer empresa, escrever muito texto, muito material, marketing, né. A gente tem blog, a gente tem a questão dos posts do LinkedIn, Instagram. E hoje em dia a gente sabe que é uma mão na roda tremenda, né. Então, a gente até tava pra contratar duas pessoas, acabou contratando uma pessoa só. Porque se resolveu a questão do marketing com uma pessoa só, com os bons agentes, os bons modelos, os bons LLMs funcionando, foi suficiente. Então, cara, em termos de produtividade, em termos de facilidade de trabalho, às vezes até eu me assusto. Às vezes eu boto lá, vou fazer um negócio, pô, o que eu poderia fazer? Puta, vou ter que fazer esse negócio sozinho, coisa chata. Aí eu pego lá, fazer na mão, como a gente fala, tem que fazer na mão. E eu boto um GPT ou modelo mais simples mesmo, ele me entrega um resultado bem diferente. Então, tudo.
Para quem ainda não sabe, a Shift, dê uma olhada em shift.com.br.
A gente está com.br.
Vamos arrumar o.com ainda.
Vamos, tem que arrumar.
Vamos arrumar isso aí. Shift.com une alunos e professores para conseguir resolver questões difíceis, monitoramento, enfim, um trabalho em conjunto. E aí, se os dois estão usando o IA, Como que fica o aprendizado nesse meio aí?
Boa! Pô, essa pergunta é muito legal, cara.
É a IA que está ensinando?
É boa. E aí, isso é um perigo, sabia? Mas esse é um debate, porque a educação, né? Ela tem um problema na educação. Não vou dizer problema, mas é uma situação que ela está sempre atrasada, né? Via de regra, quando você pega mercados, né? Indústrias, a educação é sempre um pouco mais retrógrada nos processos de adaptação de novas tecnologias pelo tradicionalismo do mercado. Mas isso, cara, como a educação via de regra são pessoas mais jovens, educação tradicional, mais acadêmica, então pega graduação, bacharel, ensino médio, não preciso nem falar, são jovens até 18, 19 anos ali. E quem traz a inovação muitas vezes para o mundo são eles, pela facilidade de tecnologia. Então, é quase que um branco e preto, uma disputa que a gente acaba tendo do jovem querer trazer ChatGPT, inovação, TikTok, E o diretor da escola, que normalmente é um senhor que não sabe nem diminuir o brilho do telefone, que tem dificuldade de atender, quer tirar. Então, como é que você faz esses mundos conversarem, né? E um dos desafios que a gente tem hoje olhando pro aluno, né, é justamente como que eu consigo fazer ele usar a minha ferramenta, que é uma ferramenta curada, treinada, com os processos pedagógicos, didática, que vai entregar uma resposta pra ele muito mais confiável, mas não só confiável, uma resposta pedagógica, uma resposta educacional, final, que esse é o grande ponto, a gente tem que entregar algo para o aluno que o ensine, né? E não só um monte de texto com gabarito no final. Mas como é que eu faço ele usar a minha solução que vai trazer a metodologia pedagógica e não permitir que ele use o ChatGPT, que é muito fácil, é muito prático, é uma plataforma multibilionária, então é óbvio que vai ser em grande parte melhor que a nossa, pelo menos em UI, UX, design, né? Eles são referência para a gente, na verdade. Então é um embate, cara. Como é que eu consigo fazer, né, o aluno Que é quem está levando a IA para frente usar a minha tecnologia e não os modelos do mercado. E a gente trabalha, depois eu posso contar, me aprofundar um pouco mais, mas a gente tem várias tratativas, gamificação, divulgação, trabalho conjunto com a escola para fazer com que eles anotem.
E no mundo corporativo, Carol? Como é que fica essa situação aí? Vocês têm que controlar se o colaborador está usando GPT, questão da segurança, o que exatamente o GPT alterou lá na... No dia a dia da Elements, se quiser compartilhar um pouco do que é a Elements, o que vocês fazem.
Antes de tudo, muito obrigada pelo convite. E gostaria de dizer que eu estou me sentindo muito chata, porque vocês são empreendedores de AI e eu sou do mundo corporativo. Então, muito sem graça. Brincadeira. Então, na verdade, muito... Foi muito positivo esse último ano em relação à produtividade da equipe. Então, se a gente for pensar que um ano atrás eu tinha uma equipe que era quase o dobro do tamanho para fazer o mesmo que é feito hoje, Eu vejo que esse 1 ano que se passou tá sendo, com o uso da IA, foi muito positivo. Em relação à qualidade é que a gente precisa se atentar. Então, uma coisa que eu tenho visto, né, algo que eu tenho acompanhado, é que muitas vezes, pelo fato de ter esse trabalho facilitado com a inteligência artificial, muitos profissionais estão delegando tudo para inteligência artificial, não só a tarefa em si, mas o pensar, o estruturar, o Pensamento lógico, raciocínio, tudo. Então não existe um trabalho, uma preocupação em embasar essa inteligência artificial com dados e informações que são necessários para que ela traga algo que seja realmente de boa qualidade. Então quando a gente consegue eliminar esse ponto, esse problema, aí sim a gente tem um bom resultado com inteligência artificial no dia a dia. Falando especificamente da Element, nós estamos ali engatinhando. Se a gente for falar do uso de IA, temos ali ChatGPT, temos uso de algumas ferramentas criativas para geração de imagem, geração de 3D, de vídeos curtos, curtos. E o que nós fizemos foi tentar personalizar o máximo possível essas inteligências artificiais, né, trazendo dados, trazendo informações de marca, brand book, brand voice, dados de mais de 7 mil clientes, para que a gente consiga entender ali como que seria algo que eles gostariam de ouvir e de ver e de consumir. E isso tem trazido um bom resultado. Então, no mundo corporativo, na minha experiência, né, como diretora de marketing, que lidera ali equipes criativas e equipes também de growth, isso tem sido positivo desde que a gente consiga controlar a qualidade trazendo esse embasamento e trazendo essas informações mais aprofundadas do que vai ser utilizado.
Certo, certo. E Luiz, fala um pouco aí, o último ano várias coisas aconteceram e agora está na MoneyState fazendo o quê, Luiz?
Pois é, estou na MoneyState fazendo a abertura do mercado no Brasil. Então, atualmente, nosso objetivo é difundir a IA e não apenas a IA generalista como ChatGPT, Claude, enfim, mas IAs específicas. É transformar o caminho do empreendedorismo brasileiro com clareza, com assertividade e principalmente explorando o potencial total das empresas brasileiras através da integração de dados.
Olha, curto e grosso.
Nossa. Curto e grosso. Uau.
Tá. O Davi e Carol, vocês dois estão falando uma coisa que eu acho que tem uma, se vocês conseguiram captar, tem uma tangência ali, que é o aluno ele tá usando muito essa IA agora para seu progresso, a sua vida curricular, acadêmica, e depois também lá na vida adulta já estão usando também. Agora, qual que é o impacto disso? No intelecto, no que que isso vai dar na alta performance, tanto na parte acadêmica quanto depois na área corporativa.
Muito legal, eu inclusive ia fazer um comentário agora, eu adorei o que você falou, porque a gente estava no Canadá, a empresa está no Brasil, eu estava com meu sócio Everton no Canadá há 2 semanas, a gente ficou 2 semanas lá e para explorar o mercado um pouquinho diferente, Luiz, canadense, você está vindo para cá para abrir aqui, eu estava tentando ir para o Canadá para abrir lá. E nas conversas com as escolas que a gente teve lá, esse ponto do pensamento crítico, ele foi uma coisa clara. Então, hoje o aluno ele tá matando muitas vezes o pensamento crítico dele, porque ele delega esse pensamento ou esse racional pra IA. Então, você vai ter que fazer uma tarefa, você copia e cola, bota lá, não tem que pensar, tem a resposta final. Isso é um problema que lá é muito mais notável, porque a nota de ingresso na faculdade ela passa ou você entregar vários trabalhos ao longo da tua vida acadêmica. No Brasil não, tem o vestibular. No vestibular não tem como colar, não tem GPT. Lá não, lá você pode usar o GPT. Então eles estão muito mais preocupados que a gente. Mas qual que é o impacto? O impacto é o mesmo do cigarro. Eu tive uma conversa ano passado com um diretor das unidades de Jaraguá do Sul e Joinville da Anhanguera. E a gente falou disso, olha que loucura, eu vou explicar o porquê do cigarro. Assim como o cigarro durante muitos anos a gente sabe que faz mal, é senso comum, a ciência nos prova, você fumar você tem mais chance de contrair câncer, pode ser uma série de doenças, né? Morrer, infelizmente, um pouco mais perto assim. Não sei, mas até onde a literatura mainstream, pelo menos, é essa, né? Não sei se vocês fumam, mas enfim. De todo modo, demorou muito tempo a gente conseguir descobrir isso, né? As pessoas fumavam, médicos fumavam, era uma coisa muito comum, as pessoas fumavam bastante e não tinha— era fazer até bem para saúde, né? Qual que é a analogia aqui? A gente não consegue mensurar, pelo menos na educação, o impacto negativo que isso vai ter na criança. Porque se o jovem hoje, a criança que tem 11, 12 anos, no 6º ano, que seria quando você começa uma nova etapa, né, que é o ensino fundamental, os 2 anos finais, começa desde o 6º ano, 11, 12, a usar inteligência artificial e ela passa a vida inteira até a eventual conclusão da graduação usando inteligência artificial, Isso é sem precedentes. Ninguém sabe qual vai ser o impacto em termos racional de pensamento crítico na vida dela no mundo corporativo. E isso é uma das coisas que a gente fala para os alunos. Eu estou tentando evangelizar os alunos. Olha que louco isso, mas é verdade. Nesse sentido, pessoal, você usar o GPT e simplesmente copiar e colar, você vai ter, você vai contrair quase como se fosse uma doença. Você vai contrair um raciocínio muito mais limitado, falta de atenção, não vai conseguir pensar por conta própria. A prova não tem GPT, você vai ter que entender aquele conteúdo. Não é só a resposta final, você tem que entender aquilo de fato. Então, eu tô até usando esse eventual estimado impacto negativo que tem na educação como um marketing, vamos botar assim, do meu produto. Que o meu não, o meu você constrói o conhecimento. Então, não tem como garantir o impacto, mas ele com certeza é bem negativo.
Olha, que interessante, cara. E aqui a gente tem duas pessoas para dar duas visões diferentes. A Carol, ela foi educadora, professora de empreendedorismo lá no Rio de Janeiro, em comunidades carentes lá. Eu quero ouvir sobre isso, eu quero ouvir do Luiz também, que o Luiz é pai de duas filhas maravilhosas.
Tem 11, não, 10 e 7.
Então, Luiz, ele tá vivendo isso. Mas vamos ouvir primeiro da Carol. Como que era, Carol, a educação ali, o progresso dessas crianças, a educação? O que que você conseguia ver? E como será que vai ser isso agora com o GPT?
Então, vamos lá. Eu vejo que não é nenhuma novidade que o ensino é um pouquinho retrógrado, né? Então as pessoas não são ensinadas a pensar, muitas vezes elas são ensinadas a decorar, passar na prova e por aí vai. Como professora de alunos ali que eram, né, enfim, tinham alguma situação delicada de renda e tudo mais, né, eram crianças carentes, não gosto desse nome crianças carentes como a Andressice. Que é sem filtro. Sem filtro, é. Enfim. Situação de vulnerabilidade, né, econômica, social, enfim. E daí eu já percebia isso, porque primeiro que existe uma visão de que tudo é muito difícil de se alcançar. Então, na escola você não é ensinado que você consegue realizar grandes coisas. Na verdade, eu acredito que muitas vezes ali, por ter muitos conteúdos e obrigar o aluno a se adaptar a uma maneira muito rígida de ensino, acaba ensinando a esse aluno que ele tem que se adaptar e se ele Se ele não se adapta, ele tá fora, ele não vai conquistar as coisas que ele gostaria de conquistar na vida, sabe? Então, isso molda a autoestima, isso molda o raciocínio lógico, a maneira de aprendizado. Então, eu vejo que o ensino nunca foi, principalmente o ensino público, nunca foi um grande aliado do aluno em relação ao seu desenvolvimento cognitivo e enfim. Mas, Quando a gente fala da inteligência artificial sendo usada nas escolas, como a sua empresa faz, com a metodologia pedagógica, que isso é muito legal, muito interessante, eu vejo que até você prevendo um risco, você disse da sua cabeça de engenheiro, né? Você prevendo um problema e já se antecipando a esse problema, porque é algo que talvez culmine num problema maior no futuro. Eu vejo que, como tudo está evoluindo muito rápido, eu vejo que as crianças e os professores também vão se adaptar a isso com certa velocidade. Sabe? E quando a gente pensa nesses jovens, nesses adolescentes no mercado de trabalho, talvez não seja tão diferente aos jovens que ficavam o dia inteiro no videogame, talvez não seja tão diferente aos jovens que ficam o dia inteiro nas redes sociais. É uma outra maneira de você fugir um pouco da realidade que você vive e da forma que você percebe o mundo. Eu acredito que são plataformas e meios diferentes. De acontecer algo que já está acontecendo há muitos anos. Então, o que eu vejo é que, assim como muitas pessoas hoje não estão preparadas para trabalhar, para lidar com pressão, para lidar com foco em problema, foco em resultado, a gente vai continuar tendo isso por conta dessas novas ferramentas que estão o tempo todo afastando os jovens e as crianças de pensar no mundo real, de resolver problemas reais e de viver a vida real.
Seria basicamente isso. Talvez tenha um novo produto aí para Shift. Será que não precisa de um produto assim para controlar no ambiente de trabalho também? O apodrecimento do raciocínio, será que não já está acontecendo dentro do ambiente de trabalho?
Você resgatar isso, quase que um EJA, o EJA Educação para Jovens e Adultos, mas vamos fazer um EJA nas empresas. Um EJA Plus, olha só. Bota uma prova aí de matemática para ver se o pessoal vai fazer ou não fazer.
Fórmula de Bhaskara, ninguém lembra mais.
Sim, sim, eu tenho visto isso um pouco, mas eu quero ouvir do Luiz. Como que é, Luiz, com as crianças hoje, uma criança já crescendo nesse meio, nesse mundo novo já?
Cara, eu acho que o principal ponto da educação, principalmente da educação infantil, do ensino fundamental, é justamente ensinar a ter senso crítico, raciocínio lógico, a encontrar problemas. A IA, ela é ferramenta. Ela não traz direção. Então eu sempre busco orientar minhas filhas de forma direcionar para que elas sejam resolutivas e encontrem os desafios para os quais elas posteriormente podem aplicar alguma ferramenta de IA e auxiliar na velocidade da resolução do problema. Porque o problema hoje é justamente a gente delargar as coisas para IA. Então os profissionais, eles não delegam, eles não têm senso crítico do que eles devem auditar dentro do trabalho que a IA entrega. E acredito que, como alguém que está inserido no meio de IA, eu tenho essa percepção e esse cuidado para orientar elas no uso correto. Porque o profissional, eu acredito que não vai ser substituído por IA. Quem está estagnado, sim. Quem não aprende a usar a ferramenta de forma correta, como ferramenta e de larga função, Esse sim é um profissional que pode ser substituído e automatizado. Agora, manter o raciocínio e o senso crítico é fundamental.
Sim.
Você está vendo já, Carol, alguma coisa assim? Você tem funcionários Gen Z lá?
Sim.
Geração Z, a galera, como é que está a situação? De modo geral, no mercado, os lugares que você vai em São Paulo, as grandes empresas e tal, você consegue perceber já um declínio assim do... Não vou dizer do raciocínio lógico, porque aí vai ficar muito pesado, mas do senso crítico e da dedicação ali ao detalhe, as coisas... Nas unhas, fitas.
Sim, sim. Eu acredito que talvez seja falta de prática e de já ter começado a vida profissional já tendo acesso a muitas ferramentas que auxiliam. Então não existiu uma construção do aprimoramento da qualidade durante anos para depois no futuro, ao usar alguma ferramenta que auxilia, ela consiga, esse profissional consiga identificar o que é bom e o que é ruim para ver o que passa para frente. Então muitas vezes o que eu vejo é algo é construído, passado para frente, chega em mim, eu identifico que aquilo não tá bem construído, identifico muito facilmente inclusive quando é feito no ChatGPT. Eu acho que hoje em dia todas as pessoas conseguem identificar o não é sobre isso, é sobre aquilo, entre outras coisas que acontece nos textos. Travessão, travessão nem se fala, mas enfim, né? Então quando chega em mim eu consigo identificar facilmente, aí eu preciso educar essa pessoa do porquê ler cada frase às vezes junto, por exemplo, uma cópia Olha, gente, essa cópia aqui, tá vendo? Isso aqui faz sentido com o contexto? Faz sentido com o que a gente quer passar? Faz sentido com o que o cliente espera? Vamos refletir sobre cada uma dessas falas que estão aqui que o cliente vai receber. Então, talvez seja falta de prática em precisar montar algo totalmente do zero para identificar o que é bom e o que é ruim para depois conseguir utilizar a ferramenta. E é isso que o Luiz falou, né? Construção do senso crítico, construção de experiência. Então, eu acredito que se a gente tem um risco com a inteligência artificial sendo usada desde a infância até a vida adulta, é que ela pode roubar a possível experiência que essas pessoas podem ter na vida, porque elas não vão executar de fato nada para aprender o que está errado e o que está certo. Sim.
Muitas coisas, gente, você aprende com tentativa e erro. Isso aí, eu acabei de fazer 30 anos, eu achei que eu nunca ia fazer, todo mundo tinha 30 anos menos eu. E aí agora é assim, você olha para trás, você entende, as coisas vão acontecendo uma atrás da outra, você vai aprendendo coisas novas. E se você é tirado dessa possibilidade, o que vai acontecer depois? Como que é o teu futuro daqui a 5 anos, 10 anos, se você não passou por coisas que você tinha que passar, que você tinha que aprender? Mas Luiz, me fala, como é que você solucionaria um problema desse, Luiz, com a Monestate aí, com o IA? "Você acredita que precisaria desenvolver alguma forma de bloquear os funcionários, os colaboradores a acessar um aplicativo de IA?" "Bloqueia o ChatGPT no IP da empresa, ninguém acessa mais ChatGPT." Como é que resolve isso aí?
Bom, eu não sou a favor de limitar. Eu acho que o acesso é muito importante, independente da ferramenta de preferência, mas sim educar e padronizar. Então... Quando anteriormente eu falei a questão de senso crítico no uso da plataforma, é justamente o colaborador saber usar o prompt correto para atividade correta no momento correto e fazer a acurácia do conteúdo que ali foi gerado. Porque apesar de ter índice de assertividade, a gente tem um problema muito comum que é alucinação e também os padrões repetitivos que muitas vezes algumas IAs acabam gerando. Então, "espero que você esteja bem" no corpo de um e-mail do GPT é basicamente uma assinatura dele dentro daquele modelo de escrita. E com base nisso, é importante que a gente saiba a aplicabilidade das ferramentas e principalmente traga soluções customizadas que complementem o ecossistema e permitam uma entrega de maior qualidade, de maior valor ao cliente final das empresas. Todos os segmentos.
Dá um exemplo prático aí, Luiz, para o pessoal. Você trabalha lá com os SDRs, com CRM, com ferramentas de venda, prospecção. Como é que é isso no dia a dia? O que seria uma visão ideal para um profissional de vendas usando o IA e ao mesmo tempo ainda tendo o seu tempero ali e o trato do vendedor para conseguir fechar as vendas?
Cara, dentro de uma operação comercial de inside sales, eu vejo desde o SDR com o IA, Então a gente consegue automatizar a primeira abordagem, definir um framework de qualificação, seja ele BANT, PACT, e colocar IA para abordar e fazer a qualificação do lead, bem como a gravação, transcrição das chamadas e preenchimento automático do CRM, que hoje é uma dor na maioria das empresas. Então a gente vai perceber que falta alguma informação lá depois que a bomba já estourou, quando vai apurar o trimestre, Mas o ideal é que esse preenchimento ocorra em tempo real, para que no momento que eu precise dessa informação, eu consiga coletar, consiga mensurar e principalmente consiga fazer o papel que nenhuma IA faz, que é a tomada de decisão assertiva. Então acredito que esse é o principal ponto.
Esse é um ponto legal que o Luiz comentou agora, acho que eu nunca tinha parado para pensar nisso. Uma das mazelas da IA é que quando ela erra, Ela erra sempre, né? Ela erra de uma forma escalada, escalável, né, que seja. Então, você acabou de falar agora: "Ah, se ela errar a gente consegue, enfim, corrigir, perfeito." E não tenho dúvidas disso. Mas pensando num processo no qual uma pessoa não tem esse raciocínio pra julgar o bom e o ruim, ela replica o que é replicável, né? Então você replica o processo e você vai ver que deu ruim no quarter. Aí fechar o OKR do quarter, ela: "Não bateu." "Por que não bateu?" "Porque minha mensagem tava..." "Enfim, a pergunta 2 estava no lugar da 3, vamos botar uma coisa bem simples assim." E isso é perigoso, porque você tem que ter travas. Enfim, por isso que é tão importante uma empresa que domine de cabo a rabo, de A a Z, todos os processos. Enfim, um pouco do trabalho que vocês fazem. Se você querer delegar isso e botar qualquer engenheiro de prompt ali ou engenheiro de software para tentar criar um N8N, algum tipo de automatização, a chance que tenha algum tipo de erro ali e que ele seja replicado é muito grande.
Nesse exemplo que o Luiz falou, é bem fácil de ver um problema, que seria automatizar todo o seu outbound. Imagina, você depois no final de um mês, de um trimestre, você vai olhar lá todas as mensagens, o outbound não deu resultado nenhum...
É isso.
Porque está cheio de mensagem com travessão, as mensagens padrão, as mensagens grandonas, coisas assim, que foram meio mal feitas. Então, isso é coisa que a gente tem visto. Hoje, a gente está aqui no Brasil e recebendo muito lead, muita gente querendo falar de... De desenvolvimento de AI e coisas assim. E a maioria é para desenvolver WhatsApp, desenvolver agente, atendimento, porque é coisa que originalmente, o clássico, é muito volume, muito manual. E a galera, todo mundo quer resolver isso. Então, vamos reduzir esse negócio de atendimento, de telemarketing, de tudo relacionado a ficar atendendo o telefone. E a gente: "Beleza, vamos conversar então." Qual que é o primeiro passo? Por que o seu cliente compra? E qual que é a objeção? E como que vende? Onde ele vai? O que acontece? A galera nem sabe. Então, isso é uma das coisas claras para você, até que é desenvolvedor, poder estiver vendo isso aí. A IA vai ajudar bastante, mas não é só um prompt. A gente precisa identificar os pontos de dados, é mais sobre engenharia de dados do que só ficar fazendo um prompt ali que a própria IA pode te ajudar a fazer. Tem um cara de uma projeção gigantesca lá nos Estados Unidos, que ele se chama Andrej Karpathy. Ele é um dos fundadores da OpenAI, ele é um dos fundadores da Tesla, da parte de IA da Tesla, e é um dos grandes educadores. Foi professor de Stanford, ele é considerado hoje um dos grandes educadores na área de machine learning. E ele fez um post essa semana, tem 2 dias, meio controverso lá, a galera subiu um debate justamente sobre educação, sobre a sua área.
Legal.
Que é... Se... Por quê? O contexto, saiu o Nano Banana Pro lá do Gemini, né? E é um negócio incrível. Você tira uma foto de um teste com alguma coisa escrita com a sua... Olha eu ensinando os alunos, cara.
Vixe Maria!
Depois a gente bota uma tarja na minha voz.
Isso, aí você bota só: "Use a Stift, use a Stift." Use a Stift, use a Stift.
Mas para já ensinando, você tira uma foto com a sua letra ali e o Gemini te dá a imagem escrito na sua com as respostas escritas na... Tudo certinho com a sua letra. Então, e ele, com um post disso, ele levantou essa polêmica lá com a opinião dele, que basicamente é: qualquer coisa feita fora da escola não tem mais como você identificar. Qualquer coisa feita fora ali do que você tá olhando no escritório não tem mais como você controlar. Então, considera que tudo feito fora ali é tudo feito com o IA.
Caraca, que coisa interessante.
E aí, para você controlar, a única forma, segundo ele, seria fazer mudar todo o sistema de provas lá dos Estados Unidos, como você falou, que usa muito o homework, o trabalho de casa, e mudar tudo para trazer para dentro da sala de aula, que é meio que o que o brasileiro faz.
A gente sempre esteve certo então. É, tá vendo só?
Mas aí essa é a questão. Se a gente seguir nesse caminho, a escola vai ficar cada vez mais offline. Daqui a pouco vamos voltar a uma palmatória ali, você vai pegar um celular e vai te dar uma palmatória. Como é que fica isso, cara? Na sua visão aí, existe um futuro onde os professores e a IA vão dar a mão ou não?
Muito, cara. Que pergunta legal, que provocação boa. É um debate bem atual, reitero aqui, tava no Canadá há 2 semanas e um segundo ponto, os 2 pontos que a gente mais ouviu foi pensamento crítico e plágio. Por que plágio? Porque de novo, lá o processo de entrar na faculdade, na universidade, ele é feito mediante as avaliações e testes e provas que você faz ao longo do ano, lá no semestre letivo, na verdade, como eles fazem por semestre, que é um pouquinho diferente daqui. E muita coisa você leva pra casa. Então você faz em casa e dá pro professor corrigir. E isso vale nota de prova pra você entrar na faculdade. Então é uma coisa bem séria. A escola tem que controlar isso na medida do possível. Mas como você acabou de corretamente dizer, não tem como. Não tem como controlar. Então assume-se que é por I.A. E aí volta ao Brasil. Não sei. Não sei se essa é a decisão certa. É a decisão mais viável. Mas o fato é: Algo que a gente tem observado bastante é essa dificuldade que o professor tem também, né, de abraçar a inteligência artificial, né, assim como o funcionário também tem dificuldade, não só o professor, que o professor também é um funcionário, né, a culpa não é do professor, do profissional professor, é da falta de educação profissional como um todo que a gente encontra muitas vezes. E não é à toa que o MEC, né, desde o ano passado, proibiu o celular em sala de aula. Por quê? Porque é impossível competir com o celular. Com o TikTok, com o Instagram, com o WhatsApp, não tem como. A gente não tem como. Sempre vai ser mais interessante ver o Reels do que ver o professor João de matemática dando aula de algebra linear, aula de trigonometria, né? Então, pra te responder, não sei assim, é muito complexo como é que vai ser feito isso, porque já foi proibido o celular na sala de aula. Em virtude de uma rede social que não tem nada a ver com educação. Imagina uma ferramenta que pode ser maléfica ou benéfica para a educação, mas que pode fazer que as provas sejam... Imagina fazer uma prova com ChatGPT. É até um estudo interessante. Libere o ChatGPT numa prova. Quantos vão usar? Quantos não vão usar? Como é que vai ser a performance de cada um? Até assim, não sei, estou divagando aqui para trazer. Porque começa daqui a pouco, então não vai ter mais prova. O aluno vai ser mensurado pelo bom uso da IA. Tá, uma outra, algo bacana. Ou façam a prova pela IA e vamos ver quem vai ser melhor, quem vai discordar da IA e vai trazer um ponto diferente. Isso a gente já ouviu também nos Estados Unidos, o pessoal faz um trabalho. Se não tem como competir, se una, né? Essa é a ideia, né? Se una, então vamos fazer as provas pela IA e quem souber usar, já que é o futuro, dado esse fato, quem souber usar melhor vai ser bem avaliado.
Sim, tem um dado interessante que não sei se todo mundo sabe, mas... Linguagem de programação, programadores foram afetados primeiro com a IA. Então, produtos comerciais já tem bastante tempo, algum tempo já em uso, diferente de outras coisas como voz e tal, que agora o mercado está recebendo. E já tem muito tempo que tem se falado isso, como você vai fazer avaliação de engenheiros de software se as provas que você usa que normalmente são feitas remotas, se eles podem usar tudo com a IA. E aí, tinha uma discussão muito grande disso. No começo desse ano, saiu uma empresa, uma startup polêmica lá nos Estados Unidos, ensinando você a burlar. Eles literalmente fizeram um aplicativo de uma IA que você consegue utilizar na sua tela, chama Clueless. Você consegue utilizar, vou dar todas as dicas. Você consegue usar na sua tela e quando você compartilha a sua tela, Não mostra que você tá usando aquela IA ali, ela é uma IA oculta, é um spy ali.
É a IA da IA.
É uma IA escondida ali que você consegue usar em ligação para SDR, por exemplo, consegue usar enquanto você tá falando, seu cliente, você tá compartilhando a tela, o cliente não vê, coisas assim. E enfim, essa situação então para engenharia de software antiga. E agora, saiu semana passada, o Meta falou que vai liberar o uso de IA nas entrevistas. Que é justamente por causa disso que você falou, eles não querem mais lutar, eles querem ver o quão bem que esse engenheiro de software consegue utilizar a IA na avaliação. Então, pode ser que seja o futuro, só que a gente, de novo, não consegue medir o que isso vai gerar na cabeça das crianças, dos engenheiros de software, de ninguém. Fica uma situação, enfim, de bola de cristal aqui. Mas, Carol, me fala lá da Elements, na sua experiência, o que você acha disso? Você acha que Tem que banir o ChatGPT? Tem que fazer um aplicativo específico? Como é que funciona isso?
Não, não, eu discordo de proibição, discordo de tentar barrar a utilização de algo que já é fato. O progresso, ele acontece, você não vai conseguir impedir ele de acontecer, né? É o que as pessoas precisam aprender a utilizar e utilizar todas as ferramentas como uma maneira de empoderar bons profissionais. Então E eu vejo que isso vai muito— é top-down. Então, é a empresa, são os fundadores pensarem dessa maneira, são os líderes pensarem dessa maneira e conseguir implementar inteligência artificial nos setores, fazendo unidades inteligentes que empoderem profissionais para que você tenha mais produtividade, para que você tenha um trabalho de melhor qualidade, com mais velocidade, equipes talvez mais enxutas para certas tarefas. Então, eu não vejo que— ah, vamos proibir— Ficar tentando voltar ao passado não vai resolver problema nenhum, sabe?
Lá na Element vocês estão fazendo um negócio com legado, né? Com Legacy. Fala um pouquinho aí como que é a educação para empreendedores mais velhos. Vocês já estão fazendo alguma coisa com IA para eles?
Sim. É um desafio. Aí é um desafio. Porque aí são empreendedores que estão nessa do empreendedorismo assim há 20, 30, 40 anos. Muitos de negócios que são muito tradicionais, donos de comércios, de padarias, de, enfim, mecânicas. E é muito difícil essas pessoas conseguirem identificar como que a inteligência artificial vai ter alguma aplicação no negócio delas. É muito difícil fazer com que essas pessoas enxerguem isso. E daí o que foi criado ali com a Legacy a princípio é uma... A Legacy é uma escola para empreendedores. Ensina basicamente como fazer gestão de indicadores para todas as áreas da empresa.
Legal.
Seria basicamente isso. E o que foi criado é uma espécie de assistente onde esse assistente foi treinado com essa metodologia da Legacy e os empreendedores conseguem ali no dia a dia acessar esse assistente, conseguir identificar problemas ali na operação, resolver alguns desses problemas sem precisar acessar a equipe ou sem precisar acessar a plataforma ou a próxima aula. Então foi a única maneira assim mais inteligente e ágil e rápida de implementar inteligência artificial que a Legacy viu como realista para esses empreendedores tão tradicionais, sabe? Agora, falar para esses empreendedores: ah, coloque A na sua operação, faça com que esse processo XYZ seja automatizado, aí já é um novo momento, né? Aí seria uma etapa 2.
Luiz, faz um pitch aí para galera aí, como é que você resolveria esse problema educacional? Não, não vamos nem falar dos empreendedores, vamos falar para os dois clientes que a gente tem aqui, Shift e a Elements legado lá, legacy. Como é que você conseguiria solucionar esses problemas através de um desenvolvimento de uma IA personalizada para eles, um aplicativo personalizado que vai atender esses clientes deles de uma maneira diferente?
Bom, vamos lá. Aqui a gente tem dois cenários muito diferentes. Começando pelo cenário da educação, barrar nunca foi o caminho, de fato. Eu acredito que a gente está num cenário que ele não é nem preto nem branco, é cinza. E quem vai ter real vantagem competitiva dentro do mercado de educação é quem tiver uma solução robusta capaz de executar avaliações e identificar padrões de conteúdos gerados por IA. Então, a IA pode até escrever um texto com a letra de uma determinada pessoa, porém, se a gente deixar na mão dela nesse momento para trazer a base de conhecimento, principalmente em assuntos complexos, é provável que em algum momento ela alucine e a gente consegue identificar padrões de aplicação de IA. Então é aquele exemplo que a gente usou mais cedo do travessão do ChatGPT falando sobre padrões ali dentro de textos de e-mail, "espero que você esteja bem". Da mesma forma, a gente consegue identificar esses padrões em outras ferramentas dentro de conteúdos de texto, porque elas são ferramentas que elas seguem padrões que basicamente foram imputados, os quais elas foram treinadas a replicar. Dentro desse contexto da educação, acho que seria isso. Já da educação corporativa, eu acho que é um cenário que tem que se moldar a cada modelo de negócio. Então a vantagem competitiva vai vir de quem tiver aderência mais cedo e conseguir desenvolver uma solução mais robusta. Para ser o próprio modelo, para que isso seja replicável, previsível e escalável ao longo do tempo.
Sim, sim.
Eu acho que ele está querendo dizer um negócio que seja customizado. Precisa desenvolver uma solução customizada aí e não é fácil, né? Então, o seu problema aí do pequeno empreendedor, o que ele vai aceitar fazer, eu acho que é o papel do professor, né? Então, você conseguir fazer aquele conteúdo entrar na cabeça ali, mas talvez aí ela possa ajudar vocês aí em tentar reduzir o atrito entre esse professor e esse aluno, né, de alguma forma. Eu não sei como ainda, mas como é que uma IA ela consegue reduzir o atrito? E ainda interessante que o Luiz falou, porque é uma inteligência artificial genérica, ela foi treinada e ela tem uma tendenciosidade de dados. Então, não sei se vocês já tiveram alguma experiência lá na Shift ou algum professor reclamando, está ensinando alguma coisa ali que não deveria estar ensinando ou que... Opa, infelizmente sim. Mas o cerne da questão aí, como é que você usa IA para ambos os casos aí para aproximar e não um problema, não um negócio que, meu Deus, gera um atrito, uma discussão. Ah, vou usar para, enfim, dar um cheat ali, vou ver o que vai dar. Como é que você resolve isso? Fazer o aluno usar, o professor usar, mas de uma maneira que aproxime eles.
Legal. Eu acho que passa um pouco pelo que a Carol falou de ser top-down, né? Então é importante que isso venha da direção da escola, da coordenação da escola. E que deixar na mão dos dois, eles querem acordar e trabalhar junto, eu não, historicamente assim, não sei se vai ser o melhor caminho. Eu acho que quando a gente consegue, a palavra não é forçar, mas é induzir. Os dois a cooperarem, então volto à questão da tarefa de casa. "Olha, vocês vão ter que fazer essa tarefa de casa aqui. Esses 3 exercícios, o 1, o 3 e o 5, vocês façam usando inteligência artificial. E os demais vocês façam usando não inteligência artificial. E vamos discutir e vamos debater." Eu acho que aí o professor vai na aula, na hora de corrigir as questões 1, 3 e 5, ele vai pegar e vai botar as questões do ChatGPT, Ou ainda, eu estou sendo um pouco repetitivo aqui, mas no Canadá, pela terceira vez, foi um momento muito bacana o treinamento que a gente teve lá. Para conectar com a pergunta, os professores que mentoraram a gente, que eram professores do Conestoga College, que é uma instituição de ensino bem respeitada ali em Ontário, no Canadá. O que eles fizeram? Eles criaram todos os prompts e todo o plano de ação para a gente. A gente tinha que completar com as informações executar, executar literalmente o enter, dar o enter no modelo, seja um Perplexity, seja um OpenAI, seja o que for, o LLM que for, e aí ia ter a resposta e ia ter que co-interpretar aquela resposta. Então, lógico que lá a gente estava para falar de Go to Market, era outra pegada, não era para tirar dúvida de trigonometria. Mas entendo que o caminho é possibilitar que os dois trabalhem de uma maneira conjunta, na qual o professor de uma forma proativa incentiva o aluno a utilizar "Ah, e de preferência dê os caminhos." Então, não, só utiliza aí e depois me conta. Talvez a gente ainda tenha problema. Acho que o ideal é o pessoal, olha, usa essa aqui nesse formato, faz esse tipo de pergunta pra ensinar o aluno a como usar. Ele já ensinando o aluno a como usar a inteligência artificial. Eu acho que esse, pelo menos o que me fizeram lá no Canadá, esse foi o tipo de treinamento. Eles ensinaram, né, a gente já tinha uma boa noção, lógico, mas ensinaram a gente a como usar. E o resultado foi excelente. Então, acho que é um pouco do caminho que eu entendo.
Interessante de ensinar a usar ao invés de barrar, ao invés de proibir, enfim, ou temer, ensinar a usar essa ferramenta que não tem como separar.
Eu ainda provocaria ainda, é uma coisa que eu ouvi de novo daquele cara, o André Scarpaffi, que é a talvez, e a ela seja como se fosse um sistema operacional que a gente ainda tá descobrindo como usar, como se relacionar com ela. Então, não necessariamente essa relação futura seria escrita. Talvez a gente possa fazer um paralelo quando lançaram o computador pessoal, você abria um terminal e tinha que fazer as coisas tudo via terminal. Talvez seja isso que a gente está fazendo agora. Então, por exemplo, para alguma coisa com aluno, será que a palavra falada, então uma IA falando com esse aluno, será que não entra melhor no cérebro, não capta melhor? Não se aproxima mais do que é o tradicional. Então, acho que isso é bem interessante, cara, de vocês pensarem tanto nessa primeira, segunda infância, ali no ensino médio, depois na faculdade e no ambiente de trabalho também, como que a IA consegue interagir de maneiras diferentes, não só via texto.
Multimodal, né?
Multimodal. Então, o que é? É um áudio? É um vídeo? Conversando via vídeo, talvez? E, né, e tá reduzindo os custos agora, né? Não só os custos, também a facilidade de você fazer aplicativos, né? Então, inclusive, a Monestate, fazendo jabá já da Monestate, a gente vai lançar uma plataforma que vai deixar as pessoas fazer a própria IA. Então, esse negócio da tendenciosidade que a gente falou, a gente vai tirar isso. Então, o professor, ele quer fazer um modelo ali que só sabe sobre trigonometria, não vai responder mais nada, por exemplo, a usar durante uma prova, Ele consegue. Então, é o tipo de coisa que a gente consegue imaginar sobre um futuro.
Bem legal.
Onde em vez de a gente usar grandes modelos genéricos e tendenciosos que outras pessoas e empresas com interesses econômicos, importante dizer, interesses econômicos novamente, fizeram para a gente usar e consumir. Se você conseguir fazer esse modelo da mesma forma que hoje a gente já faz aplicativos, você entra ali em um lovable, entra em um negócio e consegue fazer um aplicativo, A gente vê esse futuro onde a gente também vai conseguir fazer a entidade que a gente se comunica.
Que legal!
Então é mais ou menos o que a Monistate está viajando nessas praias aí. Carol, me fala do legado mais um pouco aí, esse adulto, você acha que tem que fazer um EJA para ele aprender de IA?
Um EJA de IA?
Um EJA da IA. E 5 anos, o que vocês estão vendo aí? No mercado de trabalho, eu digo, porque eu não sei se você tem algum número para compartilhar sobre quantos desses adolescentes hoje estão querendo fazer faculdade, mais especialização, quantos eles estão indo para serem médicos ou qualquer profissão, contadores, ou se todo mundo vai virar empreendedor agora.
Espero que não.
Parece que é essa a parada.
Tem muita gente infeliz aí no mundo.
Não é fácil empreender, gente. Mas o que vocês acham, vocês dois? Pergunta para os dois aí. Como que a gente consegue ver um futuro? 5 anos, vai ter ainda emprego? A gente vai ter um trabalho? E essas pessoas que hoje não já são mais crianças, são adolescentes já, que vão estar no mercado de trabalho, eles vão estar, vão ir para faculdade, vão ter especializações ou com a IA não precisa mais de nada? Agora eu chego em um trabalho, "Bah, ChatGPT, bom, sou profissional de marketing." Como que é a situação?
Olha, o que eu vou comentar aqui talvez seja até uma provocação. Toda vez que existe uma grande inovação, as pessoas ficam nessa: "E o futuro? E agora? O que vai acontecer?" Isso me lembra a onda dos carros elétricos. Quando surgiram os carros elétricos, as pessoas falavam: "Caramba, daqui a 5 anos os carros estarão voando por aí." E você anda na rua e tem o mesmo Corsinha, Fordinho, é tudo igual. As coisas demoram muitos anos mesmo para mudarem radicalmente. A gente sabe. Então, o mundo é mundo desse jeito que a gente conhece há tantos anos. E eu vejo que toda vez que a gente tem uma inovação desse tipo, traz muita insegurança sobre o futuro, o que vai acontecer. Mas as profissões ainda existirão, algumas pessoas ainda vão se formar, outras pessoas não vão se formar. A questão da— a questão dos empregos hoje mais formais e tradicionais, como medicina, engenharia, Não são mais tão sexys, né? Quando a gente vê os adolescentes, os jovens, eles não querem mais isso hoje, eles querem ser YouTubers, querem ser TikTokers, querem fazer, trabalhar com cripto, querem trabalhar com sei lá o quê. Então existem sim esses desafios para a educação e para o futuro, né, dos profissionais, mas eu vejo que nos próximos 5 anos muito vai estar da maneira que está hoje, assim. Eu vejo que talvez uma mudança drástica nesse comportamento a gente veja daqui 20, 30 anos. É o que eu imagino.
Legal, eu acho que até para complementar, eu acho que antes da gente falar de IA e mundo daqui 5 anos, uma distopia que vai ter carro voando, ou IA voando, ou IA plantando soja e fazendo as, sei lá, entendeu? Eu acho que a gente tem que primeiro, é uma coisa que o Luiz falou muito corretamente, é saber trabalhar com a informação, com o dado. Você falou agora há pouco, Carol, que vocês ensinam os empresários a trabalhar com KPI, né? E KPI é número, é dado, é número. Key Result, né? É um número, né? Então, indicator, né? Um número, enfim. Então, eu acho que IA, todas as inteligências artificiais, todos os modelos, isso vai ser de hoje para 5, 10, 100 anos, vão ser alimentados a partir de um banco de dados. Isso é inerente à inteligência artificial, né? Sem isso, pelo menos no modo como a gente entende hoje, é... Os LLMs funcionam dessa forma. E eu acho que a gente então tem que primeiro aprender a como manusear e entender corretamente os dados sem IA. Sem IA, mas bota um dado, pega um Excel e você consegue entender tudo nesse Excel, você consegue entender as correlações futuras, o que aconteceu antes, o que esse número quer dizer. Isso na economia, puxa um pouco a minha graduação, tem muito. O economista tem essa grande crítica que é, ele sempre responde depende. Depende mesmo, depende o que esse dado quer dizer hoje, qual era o dado de ontem, qual é a projeção de amanhã. 10 é bom? Não sei, antes era 2, então 10 pode estar bom, mas ontem era 50, então talvez não seja bom. Então assim, o fato é, você tem que saber trabalhar com o número, com a parte quantitativa, mas com a parte qualitativa também, ou seja, a parte mais textual, trazendo assim mais corretamente. Então interpretar um texto, você ler um texto, entender aquele texto, eu acho que É muito louco pensar nisso, que os problemas são muito básicos. Não vai ter carro voando. O aluno tem que saber ler um texto, entender o que está naquele texto ou fazer um cálculo. E não digo nem a parte matemática, não é isso. Não é BNCC, não é conteúdo, não é isso. Mas é saber usar das ferramentas, aliás, saber usar da informação para aí sim poder conhecer e usufruir corretamente das ferramentas. Eu vejo hoje, eu acho que o grande problema É que a gente está invertendo as coisas. Como tem o GPT e ele é muito... GPT, né? Igual a Band-Aid virou Gillette, né? Tem um nome isso, eu esqueci agora, mas enfim. Não é isso, né? Igual os modelos de inteligência artificial generativas, que sejam os LLMs, são muito sexy, são muito atraentes, porque realmente são, eles são muito bons, né? A gente tem que admitir isso. Então, as pessoas usam de uma maneira deliberada, mas não tem a base. Não tem a base do que é uma informação, o que é uma KPI, o que é um número, o que é uma planilha, o que é um... Um texto. Então, se você não tem isso, você bota qualquer coisa lá e tá, saiu um prompt aqui, ó, toma aí o copy, vai publicando no LinkedIn. Tá, mas o que que o texto quer dizer? Qual que é a informação que ele quer passar? Ou é: resolve essa planilha para mim, faz a projeção aí, quanto que vai custar? Mas você não sabe nem, entende o que eu tô querendo dizer? Então, falta você saber trabalhar com substrato. Isso não tem nada a ver com IA, tem tudo a ver menos com IA, tem a ver com pensamento crítico, prático, com conhecimento, com experiência. Eu vejo muito isso assim, eu acho que esse é o grande problema, a gente quer sempre encurtar caminho, mas se você não sabe para onde você tá indo, qualquer caminho importa, né? Então eu vejo um pouco disso assim, eu acho que é uma educação prévia que a gente tem que fazer antes de querer falar de ar. Muito louco, né? Acho que o carro a combustão, nessa analogia aqui, o Fusquinha, nunca foi uma má ideia, né?
É verdade. E o que você disse faz muito sentido, muito porque grande parte dos empresários que estão ali no legado não conseguem, por exemplo, mostrar uma DRE ou fazer um fluxo de caixa, ou não tem um KPI que seja na empresa inteira para medir se está indo bem, se está indo mal. Então, de fato, não é questão da inteligência artificial ser muito usada, pouco usada, é a base. Não existe uma base hoje de conhecimento para que esses profissionais ou empreendedores consigam performar bem. Talvez uma mudança eu veja com com a questão da IA e talvez dessa massificação do uso de LLMs, que é nas relações humanas. Um comportamento que a gente tem visto bastante nessa discussão é de como que as pessoas estão se abrindo, conversando, tendo relações quase que romantizadas com inteligências artificiais. Então, poxa, talvez eu não tenha alguém para conversar. As pessoas estão cada vez mais distantes com as redes sociais e cada vez mais isoladas, e elas encontram ali no ChatGPT Geminai, no modelo de linguagem que vai responder ali como um humano, uma forma de se abrir, de conversar. Então, se eu vejo uma mudança drástica, talvez seja nisso, nessa questão das relações humanas.
E até pela falta de conhecimento, né, pessoal? Porque a IA não gosta de você. A IA é probabilística, né? São dados probabilísticos. Então, ela não tá nem aí. Depois do "Oi, tudo bem?", o que que vem? Vem "Tudo bem?". A probabilidade de vir "Tudo bem?" é maior do que vir "Tudo certo?" ou "Tudo ok?", que seja, né? Então, ela não é que ela quer saber da Carol, do Davi, não tá nem aí, né? Mas, de novo, a falta de conhecimento, né? A falta de conhecimento do que que é o GPT, o que que é openAI. As pessoas não fazem ideia, né? E isso é, olha, você tocou num ponto bem delicado e que não tem, como é que você vai educar alguém, né? O que que vai explicar isso? Enfim, olha, é um ponto bem interessante.
Agora, empresas que implementam inteligência artificial que automatizam processos. E aí sim, elas têm diferencial em relação aos seus concorrentes que não fazem isso. Então aí a gente tem no mundo real discrepâncias entre quem utiliza e quem não utiliza, na velocidade de crescimento, na clareza desses dados, entre outras questões, que aí sim a gente consegue ver uma evolução ao longo do tempo.
Sim, eu adicionaria aí também, deixa o Luiz já falar, mas eu adicionaria também que os processos criativos Eles podem ser afetados também nessa história toda, dentro aí, pode ser dentro da sala de aula, na vida real, no mundo corporativo. Se a gente não tá falando mais entre si ou trocando ideias ou perguntando como é que é o avanço científico, para onde é que vai, né? A gente tá ouvindo isso agora, né, no mundo acadêmico de machine learning, que talvez a gente tá saindo da da era agora de escala. Então escalar modelos talvez não seja mais tanta resposta, não estão melhorando tanto, continua melhorando, mas não melhora tanto. Então agora volta a era da pesquisa, mas como que a gente vai encontrar nova pesquisa? E aí usando, né, óbvio, machine learning, mas em qualquer campo da tua vida, né? Como é que você vai encontrar coisas novas? Como é que você vai resolver um problema no seu negócio criativo? "Preciso descobrir aqui por que eu não estou vendendo, vou perguntar para o ChatGPT." Pelo amor de Deus, você vai perguntar o quê para o ChatGPT?
É isso aí. Não faz sentido.
Então, tem um apodrecimento das relações e eu acho que o efeito disso é mais profundo do que a gente está falando aqui.
Existe um livro chamado "A Geração Superficial", que fala exatamente disso, só que antes da IA. O livro foi escrito, eu acho que em 2014, então assim, nem falava, já tinha um burburinho, mas eram 3 pessoas que sabiam. O que o livro fala? Da internet, do www. As pessoas antes abriam livros e liam páginas e páginas atrás de uma informação. O que eu estou vendendo menos? Você abria um livro de administração, vamos botar aqui, e você lia um monte de coisa que não era sobre aquilo, mas que você ia entendendo, ia construindo o raciocínio. Então você lia a página 37, que não tinha nada a ver com a página 38, por exemplo, mas aquilo ali de alguma forma te... "Ah, legal, entendi também." E você vai construindo o raciocínio assim. Com a internet não. Não tô falando de IA, tô falando de internet, né? Você bota no Google, vai ter lá um site com muito menos texto e aquela coisa específica. E você ainda tem que ler o site, né? Tem que ler o site, fazer uma pesquisa, abrir 2, 3 sites atrás da informação. Hoje, você não tem nem mais site. Hoje é um comando mais simples que seja, ele tá lá o texto, só aquilo que você precisa saber. Mas então você perde todo um 360 "Você come só o recheio, o queijo da pizza. Você não come a massa, não come o molho, não come o tomate." E eles são bons também, são importantes pro prato. Não é só queijo, né? Vamos botar assim, né? Então... E é muito louco que o cara fala isso desde 2010, sei lá, entendeu? Então, assim...
Nossa, muito legal. Paralelo muito bom essa.
Nossa, legal isso aí, bem...
E um ponto que eu acho impressionante é como a AI evoluiu no nosso dia a dia sem que a gente nem perceba. A gente... Que ficou bastante em cima das LLMs, mas quando a gente pede um iFood, quando a gente pede um Zé Delivery, quando a gente pede um Uber, tem IA por trás. Então eu acredito que nesse ponto a gente tem que trazer o senso de conhecimento que o dono de negócio tem, principalmente no caso da Legacy, porque essa apropriação que ele fez ao longo do tempo pode dar para ele visões de aplicações que vão de fato mudar o patamar desse negócio. Então o iFood não nasceu com uma IA, o Uber não nasceu com uma IA, o Spotify com a lista de música também não, mas todas elas aplicaram ao longo do tempo para ganhar tempo de tela, para atingir seus objetivos e assim monetizar, aumentar receita de negócio. E acredito que dentro do contexto de micro e pequenas empresas é o diferencial que vai trazer a escala. É, volta aí para paralelo, né?
Será que a gente deveria proibir a calculadora ou libera a calculadora?
Lá nos Estados Unidos é tudo liberado, cara. Muitas provas você faz com, no Canadá pelo menos, com calculadora. Daqui a pouco vão liberar o GPT também.
Bom, pessoal, para ir finalizando aí, que conselho que vocês dariam aí para um jovem, tanto aí do ensino médio ou entrando no mercado de trabalho, já no mercado de trabalho, trabalho, como que esse jovem ele vai se adaptar tudo isso, a conseguir engolir esse mundo de informação de IA, essa mudança aí? Que, que, qual conselho de vocês vocês querem deixar aí nesse episódio?
Construa antes de tentar construir mais rápido, seria esse o meu conselho. Então estude, aqui, então estude, construa, teste, Se tem vontade de empreender, empreenda. Se tem vontade de trabalhar, de testar coisas novas, teste. Antes de tentar fazer isso mais rápido, de maneira mais ágil, porque o resultado não vai ser tão bom quanto você espera. E talvez para você se destacar no que você quer, no que você deseja, você precisa construir algo muito bom, de muito boa qualidade. Então, antes de pensar em velocidade ou produtividade, pense em qualidade. Seria esse o meu conselho. Que concilião!
Isso, olha, isso é difícil hoje para geração bem jovem assim, né? Ela é mãe, né?
Então aí já tá o instinto materno vindo aí.
Calma, filho, pensa em— Meu filho de 8 meses não sabe nem o que que é escola, nem o que é trabalho, tá começando a comer agora, acabou de começar a enxergar cores, tá desse nível ainda, mas já tô falando.
Come com calma, filho, come com calma então. Mas muito legal que você falou, é muito interessante, que você acelerar hoje o jovem. Olha, é muito interessante, talvez está aí uma das chaves.
Gostei desse comentário. Fala aí, olha para a câmera, dá o teu conselho.
Bom, dar os meus 2 centavos aqui. Além de usar Stift, use essa empresa maravilhosa que é a Stift, vocês são aprovados no vestibular. Estou brincando. É um grande conselho, pessoal. Eu acho que a gente tem que ser curioso. Curioso, né? Eu acho que a curiosidade, ela é a mãe não só da inovação, mas ela é a mãe do crescimento pessoal. Ela é a, é o que instiga as pessoas a criarem coisas diferentes. E não precisa ser um empreendimento novo, mas uma vida profissional aí bem-sucedida, uma família bem-sucedida, as pessoas que gostam, gostam de você ao teu redor. Então eu acho que a curiosidade hoje é algo que a gente tem perdido muito. Justamente talvez por estar muito fácil acessar informação, então a gente não é mais curioso pra nada, a gente só pesquisa. Então, com certeza, se perguntem "e se", né? Muitas boas ideias vieram a partir de um "e se". "E se a gente fizesse diferente?" "E se fosse assim?" "E se não fosse assim?" Então, eu entendo que a curiosidade é algo que está se perdendo e quem tiver essa curiosidade aguçada e curiosidade inteligente, né, pras coisas relevantes, vai estar na frente com certeza. Massa, massa.
E aí, Luiz, e o conselho do pai? Bom, acredito que além do que já foi falado, para complementar, esteja aberto a mudanças, se adapte. A adaptação, a adoção e principalmente a curiosidade em entender como funciona, como fazer da melhor forma, como utilizar melhor as ferramentas que a gente tem a nosso favor, vão ser o diferencial de mercado, tanto para empresas quanto para profissionais, para que no médio-longo prazo a gente consiga alcançar resultados exponenciais. Eu não acredito no potencial de ferramentas substituírem pessoas que de fato entreguem valor. Então acredito que é isso: ser adaptável para entregar valor real e dessa forma ser o arquiteto da solução. E não uma pessoa que pode ser substituída por ela. Então, nesse contexto, hoje a gente trabalha na Monostage entendendo modelos de negócio, entendendo como aplicar tecnologia para resolver problemas reais do dia a dia. Não para substituir pessoas, mas para potencializá-las.
Olha, muito legal, cara. Gostei, você é o arquiteto das ferramentas e não que elas... Isso aí, marcou também. Eu gostei, não se postem no seu trabalho.
É a sabedoria do pai, né? O pai sênior aqui. Bom, pessoal, agora muito obrigado, obrigado aí se disponibilizarem, terem vindo. A gente vai finalizar. Vamos fazer um jabá aí, fala aí como é que encontra a Shift, o que que a Shift faz, suas redes sociais, tudo. Fala aí para câmera aí para a gente poder fazer um corte bem massa.
Legal. Bom, pessoal, me chamo Davi, Eu sou CEO e diretor executivo da Stift. A gente ajuda aluno a ser aprovado no vestibular, a estudar melhor, mais rápido, com mais didática, com mais qualidade. E ao mesmo tempo a gente ajuda instituições de ensino, escolas, cursos, universidades a matricularem mais, reterem matrículas e aumentar sua receita. E a gente faz isso através de uma solução que conecta dúvidas de alunos a uma inteligência artificial poderosa e didática e pedagógica e também é um time capacitado de professores. Vocês podem encontrar a gente digitando Stift, esse nome diferente, só vai ter um, eu prometo. S-T-I-F-T, significa lápis em alemão, no Google ou nosso Instagram stift.br. E vai ser um prazer poder mostrar para você, pai, mãe, filho e principalmente diretor escolar, coordenador escolar, como que você consegue aí entregar qualidade Ensino e resultado para escola e para todos os envolvidos.
Davi, você faz conteúdo também? Você tem Instagram pessoal?
Tem, por favor me sigam também nas minhas redes. Qual que é a tua rede? Davi Rost, D-A-V-I-R-O-S-T, meu Instagram pessoal e a mesma coisa para o meu LinkedIn. Aí, vai Carol, manda ver.
Agora é minha vez, meu jabá. Olá, e aí pessoal? Sou a Carol Hermógenes, sou diretora de marketing da Elements. A Elements é uma empresa de mobiliário tecnológico, nós ensinamos os profissionais empreendedores a verem sem medo, mas também a trabalhar em alta performance. Estamos em Black Friday, inclusive, então esse é o momento de você resolver aquele seu problema na coluna, aquele seu cansaço no final do dia. www.element.com.br. E eu também crio conteúdo sobre marketing, sobre empreendedorismo, e meu Instagram pessoal e também meu LinkedIn é hermogenes.carolina. Olha, Luiz, manda ver, Luiz!
É money state! Bom, meu nome é Luiz Eu sou o Got Marketing na Monistage. Nós somos um laboratório de treinamento e desenvolvimento de inteligência artificial com foco em consultoria de negócios. Então entendemos modelos de negócios e criamos de forma consultiva e personalizada soluções que atendam as mais diferentes necessidades, os mais diferentes desafios dentro desses modelos. E também estamos para lançar uma ferramenta SaaS que vai possibilitar facilitar criação e treinamento de modelos com muito mais facilidade. Vocês podem nos encontrar acessando o monostage.ai ou também nas redes sociais @monostage e também tem a minha rede social pessoal @lfilipe_dimelo, Felipe com i, ou Luiz Felipe Dimelo no LinkedIn.
Olha, isso aí pessoal, eu sou o Andrew Correa e esse foi o Machine Learners, dessa vez aqui no Brasil, Florianópolis, sem o Omer, meu co-founder, está em Israel neste momento. E é isso, ficamos por aqui. Segue a gente que a gente vai gravar mais episódios de aplicada a outros cenários, a outros setores aí do mundo real, não só machine learning como ciência, mas também aplicação ao mundo real. Então segue a gente, deixa o like.
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