Startup Co-Founder: Como Encontrar seu Co-Fundador Ideal

Nima Kazerooni and mentors from Founder Institute Brazil explain how to find and evaluate co-founders. The ideal early team has three people covering commercial, technical, and operations. Formalize agreements early and avoid making your best friend a co-founder just because you're close.
Chapters
Esperar um minutinho para ela carregar ao vivo. And we're live! Boa noite, Brasil! Sejam bem-vindos todos ao redor do Brasil para mais um webinar do Founder Institute. Eu sou Nima Kazerooni, eu sou diretor executivo do Founder Institute aqui no Brasil. E o que que é o Founder Institute? Nós somos uma incubadora, ou seja, programa de lançamento de startups que ajuda fundadores aspirantes, aspirantes, lançarem a empresa das suas vidas. Nós temos um programa de 14 semanas ou 3 meses e meio onde os fundadores aspirantes podem testar e validar 14 noções sobre sua empresa, o seu empreendimento, ou sua paixão para desenvolver uma empresa verdadeiramente, que seja verdadeiramente significativa ou duradoura, significando que conseguem graduar do programa. Mas também tem uma outra finalidade. Quem não gradua do programa do Founder Institute ou descobriu que está no momento errado para ela lançar uma startup, ou seja que às vezes, em muitos casos, a pessoa talvez não seja a pessoa mais indicada para lançar uma startup ou ser fundador dela, e ela vai e se junta a um outro fundador ou outra fundadora para fazer um grande impacto na vida de muita gente. Então temos inscrições, estão abertas. Hoje em 4 cidades ao redor do Brasil e você pode se inscrever pelo domínio fi.co/join/webinar. Eu vou escrever esse domínio aqui para vocês todos conseguirem acessar esse domínio para se inscreverem, se tiverem interesse. Então hoje nosso tópico é sobre cofundadores. No Founder Institute, nós acreditamos que grandes companhias começam pelas pessoas certas. Então, construção de um time inicial, e especificamente cofundadores e sócios, seria a coisa ou uma das coisas mais importantes que você podia fazer para construir uma empresa que seja significativa e duradoura. Isso não significa que fundadores sozinhos ou sozinhas não funcionam. No Founder Institute, nós aceitamos fundadores sozinhos também, mas nós sabemos que a taxa de sobrevivência com certeza sube significativamente quando tem cofundadores e sócios dentro de uma empresa do que quando não tem. Nós temos hoje conosco 3 grandes mentores da rede do Founder Institute, que são pessoas empreendedoras com experiência relevante no Brasil, que têm uma experiência, vasta experiência na construção de companhias e em trabalhar como cofundadores ou sócios. Eu vou introduzir para vocês primeiramente o André Pegoher, que é fundador da Next Coworking, nosso parceiro em Curitiba e Rio de Janeiro.
Boa noite, foi super prazer, Nima, enfim, os demais, Jorge, Diego, Marina, e a todo mundo que está acompanhando a gente nesse webinário. É um super prazer a gente poder bater esse papo. Eu sou Andrés, sou jornalista, sou empresário, fundei o Nex Coworking há 7 anos lá em Curitiba e ao longo desses 7 anos nós começamos um plano de expansão. Hoje nós temos uma operação um pouco maior em Curitiba e temos uma operação também no Rio, uma comunidade hoje de 750 membros em torno de 300 empresas entre as duas unidades e a gente tem um plano de expansão aí pela frente, a gente acredita muito no modelo, no conceito, etc. E pô, super prazer parcerizar com o founder receber as edições do programa nas nossas unidades como anfitriões, como mentor do Founder também, e eu tenho certeza que esse papo vai ser da melhor qualidade.
Obrigado, parceiro André. E também temos conosco hoje, pela primeira vez na rede do Founder Institute, o Jorge Leal, fundador da Agras.
Olá, boa noite a todos. Mais uma vez, muito obrigado pelo convite. É uma grande honra poder falar um pouco sobre a minha experiência como fundador da Agris, a minha empresa que desde 2004 tem trabalhado com tecnologia para máquinas agrícolas. A minha empresa, ela tem um produto que permite que as máquinas andem sozinhas, né? E ao longo de todos esses anos eu consegui sentir a importância de ter sócios junto comigo que me apoiassem, me ajudassem a crescer. Atualmente a minha empresa está em due diligence, finalmente, num processo que está se encerrando agora. Eu acabo de fundar uma nova empresa e acabei de passar pelo processo de escolha novamente, depois de 13 anos, de mais co-founders.
Obrigado, Jorge. Obrigado pelo teu apoio desde já. Welcome to the Mentors Team, no Founder Institute. Welcome. E também temos conosco hoje, pessoal, o Diego Simon, que é um dos cofundadores da Viva Real e fundador da Viva Decora, mas que tá tendo problemas técnicos neste momento. Então esperamos ele voltar para se apresentar depois. Enquanto isso, eu quero apresentar para vocês uma pessoa, para quem já não conhece, uma pessoa muito especial, muito importante na rede do Founder Institute, a Marina Beras, que é nossa Head de Marketing no Founder Institute Brasil e já foi e já atua como co-diretora do Founder Institute em Curitiba.
Obrigada, Nima. Olá, pessoal, boa noite. Como Nima falou, eu cuido do Founder Institute, ajudo no marketing nacional, atuo aqui na operação do Founder Institute em Curitiba e também faço parte do ecossistema do Júpiter. Eu vou acompanhar vocês no background e ajudar vocês com as perguntas, então sejam bem ativos, aproveitam que tem esses grandes nomes hoje à noite com a gente e tiram o máximo de dúvidas que tiverem. E no final a gente vai disponibilizar esse webinar em filmagem para vocês estudarem mais em detalhe.
Obrigado, Marina. Então, pessoal, quero relembrar todo mundo, todas as pessoas que estão assistindo hoje a gente, vocês podem escrever suas perguntas ao lado direito da tela, no chat lá, E a Marina vai organizar essas perguntas e passar para a gente para que os mentores podem responder pontualmente a sua resposta, a sua pergunta. Então, por favor, fala quem você é, da qual região você é e qual é sua pergunta. Então vou seguir com nossa agenda da noite, nossa programação. Nós vamos falar de 3 assuntos específicos sobre descoberta de fundadores e sócios. Então, primeira é como descobrir quem seria um bom cofundador ou cofundadora, ou sócio ou sócia para seu empreendimento. Segunda seria como qualificar que essa pessoa é a pessoa certa para você trabalhar juntos. E terceira seria como criar acordos de sócios entre sócios que fazem um bom time de cofundadores, os sócios juntos. Então vamos entrar mais profundamente no primeiro tópico: descobrindo seu cofundador ou sua cofundadora. Então vou fazer essa pergunta primeiramente para o André. André, quando você acha que é o melhor momento para um fundador ou empreendedor sozinho começar a achar ou descobrir quem deveria ser cofundador para ela?
Nima, eu vou compartilhar um pouco da minha jornada aqui no Nex, que eu acho que é a minha escola, né, o meu aprendizado. Eu, quando fundei o Nex, eu fundei sem sócios e rodei a operação durante algum tempo sem sócios. Então eu era founder, era marketing, era financeiro, era comercial, era... Esse é o glamour de empreender, né? Eu cuidava da operação como um todo. A operação começou a rodar e rodar bem, etc. Em determinado momento, muito rápido, quando tava com 1 ano e meio de operação, um pouco menos até, começou a ficar evidente que a gente teria oportunidade para pensar em crescer, pensar em expansão. Ficou evidente que o modelo que a gente tinha naquele momento era um modelo pequeno e ele dificilmente teria condição de escalar. O nosso teto era muito baixo, Então, se fosse para continuar daquele tamanho, o negócio nem suportaria mais de um sócio. Agora, se fosse para expandir, uma série de outras complexidades começaram a aparecer do ponto de vista de conceito de modelo, do ponto de vista de construção de marca, do ponto de vista de desenho da operação, do ponto de vista de reflexão sobre a estratégia, etc. E aí, respondendo objetivamente, para mim ficou evidente que as competências que eu tinha e a experiência que eu tinha acumulado naquela primeira etapa do negócio, elas eram insuficientes para poder dar o próximo passo. Então a minha leitura foi: pô, até aqui, ok, deu para vir com o que eu tenho, com as competências que eu tenho, com a energia que eu tenho, com a força que eu tenho, etc. Mas se for para dar um próximo passo, necessariamente eu preciso compor um quadro, trazer alguém com quem dialogar, com quem redesenhar o sonho, com quem dividir as dúvidas, alguém com quem dividir o sacrifício, mas ao mesmo tempo celebrar as vitórias. Então, no meu caso e dentro da construção do Nex, isso foi muito assim: na necessidade de crescer, existe uma série de gaps de competências que precisam ser embarcadas no negócio. Algumas delas claramente poderiam ser embarcadas por meio de formação de time, contratação, etc., mas algumas delas não necessariamente. Foi quando eu comecei a procurar alguém para ser um sócio. Então não foi necessariamente um co-founder, mas na verdade foi um co-founder dessa nova etapa do negócio, que foi uma etapa de inúmeras inovações, de pivotagem, etc. E aí eu fui buscar alguém que pudesse me ajudar. Então, para mim, na minha jornada, o clique foi exatamente esse. Até aqui deu para trazer, daqui para frente eu preciso embarcar competências. E além de embarcar competências, embarcar energia. É importante ter alguém com quem dialogar, é importante. Isso exige uma série de sacrifícios. Quando você começa sozinho e toma a decisão de compor um quadro societário, você tem que abrir mão da tomada de decisão que ela é exclusivamente tua, você tem que entender que em alguns momentos você vai ter que ceder, você tem uma série de desafios aí. Mas para que o negócio possa crescer, essa decisão foi muito importante. Então esse foi o gatilho no meu caso, no caso do Nexys, foi o gatilho. Para crescer era necessário embarcar.
Boa, muito obrigado, André. E Jorge, além dessa primeira pergunta, você pode responder também onde você acha melhor lugar para descobrir quem deveria ser teu cofundador ou sócio?
Tá, é pela minha experiência, tá, como eu comecei, digamos, muito jovem a empreender, tá? No meu caso, eu acabei escolhendo alguns co-founders que partilhavam da minha mesma formação acadêmica. Naquela época, como eu decidi fazer um negócio que era tecnicamente complicado, eu desde o início sabia que sozinho eu não conseguiria cumprir o desafio. Logo no início, na primeira empresa que eu criei, que é a respeito disso que eu estou falando agora, eu acabei encontrando co-founders na minha própria turma de graduação de engenharia eletrônica, no caso. Acontece que eu aprendi com o passar do tempo que nem sempre o melhor amigo é o melhor sócio. E isso, lá no começo, eu acabei carregando por 13 anos. Hoje que eu estou mais maduro, aí com 38 anos, e tô fundando minha segunda empresa, eu tenho aí uma condição de selecionar melhor o cofundador. E nesse momento, o que eu prezo, né, no cofundador— inclusive aconteceu isso comigo mês passado— em primeiro lugar, o conhecimento, né, do mercado em que a gente tá atuando. Do produto que nós estamos desenvolvendo. Então, eu considero isso fundamental. Segundo lugar, a confiança. Eu acho que uma sociedade ela não se sustenta se existe o menor resquício da possibilidade de você não acreditar na pessoa, seja, digamos, por qualquer motivo, tá. E por último, nesse meu, eu chamo de tripé, tá? A empresa não para em pé sem essas três coisas. Por último, a motivação, tá? É muito importante você, num ambiente de trabalho, você tá ao lado de uma pessoa que tá sempre buscando melhorar, ou seja o produto, seja a si própria. Acho bastante legal, isso me ajuda, tá? Isso deixa mais inspirado ter uma pessoa que está motivada. Quando você passa por problemas aí, por altos e baixos, é sempre bom você ter alguém em quem se apoiar. Outra coisa que eu gosto de fazer, e deu muito certo na empresa anterior, é começar a chamar para— não sei nem se cofundadores nesse caso, mas eu gostei muito de colocar logo no início alguns funcionários que acabaram se destacando, um percentual menor, Então essas pessoas acabaram se tornando muito importantes pelo fato de sentirem parte do negócio. O problema disso é que no final das contas eu fiquei com 17 sócios. Mas quando a gente depois transforma a empresa numa sociedade anônima, você cria um acordo de acionistas e fica mais fácil de lidar com tudo isso. Mas enfim, eu acho que em primeiro lugar eu gosto de olhar para o ser humano que vai me acompanhar nessa jornada aí rumo ao sucesso, né? Acho que isso é fundamental.
Boa, excelente, obrigado, gente. E parece que o Diego apareceu por um segundo e caiu de novo, então a gente espera ele voltar para uma próxima parte de pergunta. Para essa pergunta seria rapidamente para cada um de vocês, então começando com o Andrei, depois o Jorge. Vocês conhecem alguns bons, boas redes online na internet que servem para achar bons cofundadores ou sócios? André, não conseguimos te escutar.
Perdão, meu microfone. Vou contrariar um pouco a linha da pergunta. Tenho bastante dificuldade de crer, e aí talvez isso, a minha resposta seja enviesada em torno do meu modelo de negócio aqui, mas eu tenho alguma dificuldade em acreditar ou crer na busca de um co-founder em uma rede online. Eu acho que é possível criar networking, é possível criar rede de relacionamento em determinados espaços de relacionamento online, em fóruns qualificados da tua área de atuação, organização, etc. Mas eu concordo muito com o Jorge de que a busca por um co-founder, ela começa no conhecimento do perfil da pessoa, né, menos do skill e mais do alinhamento de propósito, da vibe, da energia, se faz sentido a gente estar junto, assim por diante. Então, e também concordo com uma coisa que o Jorge falou, acho que existe uma discrepância aí entre uma boa amizade e uma boa sociedade. Acho que uma coisa uma coisa não necessariamente leva a outra. Agora, eu vou mudar um pouquinho o tom ou o foco da pergunta, e eu acho que sim, existem algumas redes online e offline de eventos, de relacionamento, etc., para que a gente possa aumentar as nossas redes de relacionamento, né, aumentar a nossa rede de contatos, potencializar o nosso networking, e a partir daí é possível que a gente consiga fazer com que emerja uma relação que pode levar a uma sociedade. Agora, buscar um co-founder numa rede online, e aí de novo, né, talvez isso esteja enviesado para o nosso modelo de negócio, talvez numa startup puramente tecnológica, etc., a gente está buscando mais um skill do que um perfil, talvez seja uma outra realidade, talvez o Jorge tem uma visão complementar, mas eu acho que é importante a gente buscar as pessoas e a partir das pessoas a gente conhece o skill e a partir do skill a gente avalia se faz sentido ou se não faz sentido.
Jorge, conhece algumas redes?
Então, eu gosto de brincar, sendo até um pouco clichê, que sociedade é igual um casamento, né? Existem pessoas que se conhecem pela internet, têm um relacionamento, casam e dá certo, tá? Mas eu particularmente prefiro o modo antigo de conhecer pessoas, no caso seja para relacionamento, seja para sociedade aí, fazendo esse paralelo, tá? Eu de fato, eu não busco co-founders em nenhuma rede, tá, online. Eu realmente gosto de ter uma certa vivência com a pessoa antes de convidá-la para ser sócio, sabe? Porque depois você acaba perdendo muita energia na administração da empresa resolvendo conflitos que você poderia ter evitado se você desde o começo conhecesse o perfil da pessoa. Eu passei por uma situação em que 3 sócios no início eram meus colegas de turma e amigos meus. Depois de um tempo eu tive que demitir os 3. Isso foi péssimo para nossa amizade e não existe mais amizade. Então, se um amigo já pode trazer um certo desconforto, Imagine uma pessoa que você acaba conhecendo online, não que não seja possível, talvez até seja um preconceito da minha parte, mas eu realmente sou cético com relação a isso.
Entendi.
Você tem sugestões de redes online onde se possa eventualmente buscar um co-founder? Eu?
Sim, então a gente conhece, eu conheço o fundador da Co-Founders Lab, que é uma rede que usa data science basicamente para tentar ajudar pessoas se conectarem. E no Founder Institute também estamos começando, ainda não utilizamos a ferramenta, mas temos uma base de dados grande suficiente para começar podendo juntar pessoas pelo perfil das pessoas. Mas igual o que vocês falaram, ainda depende da forma que pessoas trabalham e convivem juntos, né? Então eu acredito mesmo nisso também. Então vamos lá para uma próxima tópica aqui. Próximo tópico seria como qualificar um bom sócio ou fundador para você. Então, Jorge, qual seria, qual seria a formação de time ideal de cofundadores e sócios? Como que esse time pareceria? Quantas pessoas como que elas se juntam?
Eu particularmente acho que uma empresa funciona muito bem com 3 pessoas no início, tá? Você teria que ter um time mais multidisciplinar em aspectos humanos, inteligências emocionais distintas, tá? Eu procuraria uma pessoa que tem uma boa inteligência de relacionamento, em primeiro um segundo lugar, né, uma pessoa que normalmente ela te ajuda na parte comercial. Eu imagino também que você tem que ter um sócio também responsável pela parte técnica. No meu caso são negócios bem técnicos, né, e isso é muito importante. E por último, um sócio da área de administração e negócios, né. Alguém que ajude na controladoria, saiba, por exemplo, discutir aspectos financeiros e de administração. Então eu acho assim que tá sempre bem dimensionado. No meu caso, 3 pessoas. Eu segui isso agora novamente, tá? Para mim sempre deu certo 3, 4, talvez mais do que isso para mim já tumultua um pouco.
Entendi. E o Andrei, para você, como que é a formação do time ideal de cofundadores ou sócios?
Eu gosto muito dessa formação também, pensando em 3 pessoas e separando isso nessas 3 áreas. Eu acho que isso é um pouco o modelo ideal, modelo dos sonhos. Nem sempre isso vai ser possível. E aí o fato de eventualmente não conseguir essa formação não inviabiliza o negócio. Mas eu realmente enxergo essa formação como uma formação muito boa. O número de 3 sócios é interessante, inclusive para as tomadas de decisão, né? Menos do que isso, em 2, e aí já vou compartilhar um pouco das minhas experiências nesse sentido, em 2 muitas vezes você se vê numa situação difícil de tomar decisão quando há alguma divergência, né? E normalmente quando você tem um terceiro elemento, eventualmente tem dois polos numa determinada tomada de decisão importante da companhia. E um terceiro elemento, e isso é situacional, dependendo do assunto que você está tratando, pode ser um, pode ser outro, pode ser um terceiro, mas ter um terceiro elemento que eventualmente ajude a mediar um pouco esse debate que surge na hora em que a companhia precisa tomar decisão. Isso é bastante saudável, né? Um segundo aspecto é ter essa formação que o Jorge narrou, que alguém que tenha um olhar mais comercial, alguém que tenha um olhar mais de produto, um olhar mais técnico, alguém mais técnico e alguém que tem um olhar mais de gestão, né, alguém que possa ficar dentro de casa deixando a casa organizada. Pô, isso também é uma formação que ajuda bastante. Em não havendo a condição de formar esse time com essas 3 áreas, se tivesse que escolher uma para abrir mão, eu escolheria o administrativo. Não que ele não seja relevante, muito pelo contrário, a chance da gente fazer uma besteira grande se não tiver com isso bem organizado é muito grande, mas é possível terceirizar, é possível terceirizar, etc. Agora, se você não tiver alguém que manje muito bem de produto e se você não tiver alguém que manje muito bem de frente comercial, dificilmente a empresa dá o primeiro passo, né? E aí eu, como empreendedor, eu sou da tese de: se não tiver condição de estar com tudo organizado, eu sou da tese de continuar fazendo e organizando depois. Não é o ideal, eu não tô dando isso como conselho, como único caminho, mas é muito nosso estilo. Nem sempre dá para estar com tudo direitinho, organizado, formatado, etc. E a gente não pode esperar isso acontecer para poder fazer o negócio crescer, né? Então, agora, ter alguém que entenda bem do produto— e aí eu vou falar do meu caso, no nosso caso a gente tá falando de ressignificar o trabalho, a gente tá falando de espaço, a gente tá falando de real estate, a gente tá falando de de gestão de comunidades, tudo é uma frente, né? E alguém com condição de abrir frente comercial, estabelecer relações, parcerias, etc. Isso é uma outra frente. E aí rapidamente, Nima, trazendo um pouco da nossa jornada concreta, né? Eu acho que inclusive considero um pouco de erro na nossa jornada isso. Quando eu fui buscar um co-founder, eu passei por 3 pessoas até chegar numa pessoa que rolou, que deu certo, que é o Guto, que é meu sócio, hoje meu amigo. Mas o Guto, ele foi cliente do Nex. Então, pô, onde é que você foi buscar um co-founder? Quem? Ou um sócio? O meu sócio foi cliente do Nex. E um dos pontos que mais pesou para que eu pudesse construir o caminho para que o Guto viesse a se tornar sócio do Nex e que viesse me ajudar a construir a próxima etapa é que ele efetivamente estava consumindo o meu produto. O meu produto gerava impacto para ele, era relevante para ele, portanto havia um alinhamento de crenças. Bom, para além disso, nós tivemos um alinhamento de perfil, a gente se deu bem, a gente começou a tomar café, tomar cerveja, tomar café, tomar cerveja, discutir os próximos passos do negócio, fez sentido, a gente gostava de fazer isso junto, então fez bastante sentido. Agora, e aí onde é que é o fator que eu acho que eu não considerei. As nossas áreas de atuação são muito próximas. Eu sou da área de comunicação e o Guto é da área de design. Então a gente acabou em muitos momentos tendo sobreposição de skill. Não que isso atrapalhe, mas ajuda muito quando a gente tem skills diversos, né? E aí esse espaço acabou sendo preenchido quando a gente captou e os nossos sócios investidores embarcaram com a gente o skill mais administrativo, gestão financeira, pragmatismo, eficiência, etc. Esse equilíbrio acabou acontecendo.
Excelente resposta lá, André. Acho que você também respondeu à pergunta do Rafael Trindade. De Florianópolis, e ele está perguntando: é viável não ter co-founder na área de programação no início e contratar uma empresa para desenvolver um app que será a ferramenta principal do business? Jorge, você quer responder isso?
Sim, eu acho, eu acho viável, tá. Eu particularmente considero a atividade de programação algo que pode ser executado desde que você tenha definido ali os, digamos assim, todos os requisitos do projeto. Então é possível terceirizar, sim, eu já fiz isso, desde que você tenha um controle sobre isso. Eu até prefiro não ter o programador como sócio, para falar bem a verdade, tá? Mas enfim, eu acho bastante viável sim, desde que você acompanhe de perto.
Ok, então a gente não concorda sobre esse ponto, mas a gente discuta isso depois. Eu acredito, pela experiência própria, que se alguma competência para desenvolvimento de uma ferramenta principal do business esteja terceirizada e eu estou efetivamente me distanciando ao desenvolvimento disso. Mas eu quero ouvir do Diego Simon, acho que ele tá online de novo. Diego, você consegue nos escutar aí? Acho que ainda não está funcionando, então a gente espera Diego numa próxima pergunta. Então tem uma outra pergunta aqui para fazer Pessoal, tem um delay de 10 segundos, a gente tenta fazer aos poucos. Sem problema, Diego está online, então Diego, para você, vamos fazer essa pergunta. Acho que o Diego está com problema de conexão aí, então o que que vou fazer, que vou seguir frente aqui, pessoal. Então, pro Jorge, como que você vê a divisão de responsabilidade entre os sócios ou cofundadores? Acho que vocês ambos responderam um pouco sobre isso já, mas especificamente e rapidamente, como que você vê a divisão de responsabilidades?
Eu acho que a divisão de responsabilidade, ela tem que se dar de maneira democrática, digamos assim. É importante você permitir que a outra pessoa, ela tenha a oportunidade de decidir sobre alguns aspectos da sociedade que dizem mais respeito à área dela. Então, por exemplo, se eu tenho um sócio que cuida da parte comercial, eu procuro deixar que as decisões comerciais, do marketing, esse tipo de coisa, ficam mais sobre a responsabilidade dele. Mas, é claro, se houver um desacordo, uma dúvida que acaba surgindo, a gente acaba discutindo, tá? Isso eu faço na parte técnica, né, 2 e 2 é 4. Não tem muita discussão sobre o que é exato ou não. Mas geralmente nas ciências humanas existem vários tons de cinza, de fio ou não. E geralmente isso a gente acaba deixando para pessoa decidir. Isso quando a sociedade é equânime. A minha primeira sociedade ela tinha 4 sócios com 25% cada um, tá? Eu inclusive, depois de 13 anos, só sobrou eu com 25%, mas eu adotei essa estratégia logo no começo. Isso me deu muito trabalho, essa divisão de responsabilidade. Como todo mundo tinha a mesma idade, a mesma experiência, acabou ficando assim. Hoje em dia o que eu faço é diferente. Como eu tô na minha segunda empresa Eu acabo sendo sócio, eu decidi por ser o sócio majoritário e grande parte da responsabilidade está sobre mim mesmo, né? Mas mesmo assim, nesses casos, eu não procuro usar meu percentual de 51% para impor a minha vontade. Eu acho que a responsabilidade, ela tem que, independente da participação social, ela tem que estar de acordo com a área de formação da pessoa. É assim que eu o por dividir.
Perfeito. Adri, você tem alguma coisa a acrescentar acima do que você já falou sobre o assunto de divisão de tarefas e responsabilidades entre cofundadores e sócios?
Sim, Nima, eu quero compartilhar também um— a gente passou por várias tentativas e algumas coisas que deram certo, outras não. Uma delas, a gente no início, quando a gente compôs o grupo, e aí éramos eu, o Guto, depois a vinda do Mário, que também é um sócio que está na operação, etc., a gente foi para um modelo mais orgânico de divisão das tarefas. Então era um combinado meio informal, situacional, a gente sempre aspirou um modelo mais horizontal, etc. Então a gente preserva desse experimento, a gente preserve alguns conceitos, mas a gente teve muita dificuldade de implementar isso, no sentido de que vira e mexe a gente se deparava com algumas pautas que estavam sem um dono. Então, pá, mas isso tá mais pra lá ou mais pra cá? Nesse caso fica com você. Ah, nesse caso então você lidera esse projeto. E não foi uma boa experiência. Eu conheço experiências e organizações que conseguem gerir o negócio dessa maneira, não foi o nosso caso. A coisa melhorou muito quando a gente delineou claramente quais eram as áreas de atuação de cada sócio, independente de equity, independente de qual percentual que cada um tinha na operação. Então a gente sabia que determinados assuntos eram, ou áreas da companhia, eram com fulano, determinadas áreas com ciclano, determinadas áreas com beltrano. A gente passou a dialogar bastante para que todo mundo pudesse trazer os seus assuntos para dentro do colegiado ali de sócios, né, para que todo mundo pudesse estar na mesma página. Em relação a tudo que estava acontecendo. A gente construiu uma relação de muita confiança e apoio nas tomadas de decisão. Então, se determinado assunto, que era um assunto de, eventualmente, um assunto de planejamento financeiro, e aí o meu sócio que cuidava disso e que cuida disso dentro da companhia tomava uma decisão, independente de eventualmente eu achar que deveria ser assim ou assado, mas nós delegamos a ele essa autonomia. Portanto, aquela decisão era bancada e é bancada por todos. Então, quando a gente deixou isso mais organizado, isso ficou mais claro e isso facilitou muito a vida do time, o que eu acho que é muito importante. A gente às vezes está falando do sócio, sócio, sócio, e é que no começo da companhia, quando é uma startup, etc., são só os sócios. Mas chega um momento que você começa a ter um time junto com você, né? E o teu time precisa ter clareza de como é que a companhia funciona, de como é que a organização funciona, "Como é que a gente resolve? Quais são os processos? Como é que é o processo de tomada de decisão na empresa?" etc. Quanto mais clareza se tiver em relação a isso, e eu não tô falando de organogramas rígidos, a gente não tem uma estrutura hierárquica vertical, zero. O diálogo, ele é muito aberto dentro do time. Hoje nós somos em torno de 30, 35 pessoas no total. Então isso tudo a gente preserva. Agora, tem clareza de cada um dos sócios quais são as áreas que cada um conduz. Quando a gente deixou isso de maneira situacional, ah, conforme o caso a gente decide, isso foi um problema para nós, a gente patinou bastante e demorou para conseguir recuperar, né? Porque quando a gente conseguiu recuperar e virou essa chave, isso ficou bem mais claro. E o ponto final, que também vai um pouco em linha com o que o Jorge falou, essa divisão de atribuições, de tarefa, etc., ela independe totalmente de tamanho de participação. Fulano é majoritário, portanto essa decisão tem que ser dele. Beltrano tem menos, portanto ele não pode opinar. Não existe. Se a área de marketing é dele, ele toca e a gente suporta, dá o suporte e ponto. E última coisa, bem rapidinho, o nível de confiança entre o time tem que ser muito forte, né? Porque aí, a partir do momento que você organiza e confia, as coisas efetivamente vão fluir.
Entendi, entendi. Então, ótimo. E temos uma pergunta da Lurian aqui. Lurian pergunta, Lurian de Curitiba, pergunta: vocês acreditam que sócios podem estar geograficamente distantes mesmo a nível de startup?
Bom, eu particularmente considero que na fase de startup é muito difícil trabalhar dessa forma. Eu acho que quando a empresa adquire um certo corpo é possível, sim, eu passo por isso, não vejo problema, mas no início é muito necessário a união do time, o apoio, isso você consegue fazer melhor presencialmente. Eu acho difícil, não é impossível, porém eu acho difícil.
Tá respondido, concordo 100%. Eu acho que tem tecnologia disponível para isso, para trabalho e para colaboração em rede, tem uma série de ferramentas possíveis para ajudar nesse processo, mas em teoria, na prática, eu acho que o alinhamento e o virar madrugada de vez em quando e a relação pessoal, ela precisa ser construída de maneira muito intensa. Então eu concordo plenamente, eu acho muito difícil a gente conseguir virar de largada um negócio que tem um start, um começo, etc., com sócios geograficamente distantes.
Tava no mudo. E agora a gente vai seguir para a próxima, tópico, último tópico, e depois vamos respondendo mais perguntas da gente no chat. Então, os best practices, as melhores práticas para acordos entre sócios, acordos de cofundadores e acordos de sócios. O que que envolve o acordo societário, André?
Bom, esse é um assunto que é longo, né? Eu acho inclusive que ele tem todos os aspectos jurídicos que podem ser discutidos talvez até de uma maneira um pouco diferente. Eu vou um pouco mais para o aspecto relacional. Antes de falar em formalização do acordo societário, eu acho que precisa haver um conforto em relação ao combinado. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto, e aí tenho também alguns aprendizados em relação a isso, é: precisa haver clareza em relação ao que tá se combinando. Isso desde equity, tomada de decisão, responsabilidade na operação, todas as questões que permeiam uma relação societária. Às vezes é um pouco mais confortável a gente deixar para resolver determinadas questões depois. E aí, principalmente para quem tá no início dessa jornada, quem tá começando, que nunca teve sócio, etc., deve sim enxergar de maneira um pouco difícil. Pô, como é que eu vou discutir isso com ele? Será que vale a pena tocar nesse assunto? Porque vai dar a impressão que eu não tô confiando. Isso não existe. É extremamente importante que todos os combinados sejam claros, que não haja tabu na mesa na hora de se discutir uma relação societária. E aí isso vem, tamanho de participação é uma questão extremamente importante, isso vem se eventualmente existe algum tipo de cláusula de permanência no negócio, tipo, pô, nós estamos começando, nós vamos começar dessa maneira, mas isso só se efetiva se você ficar. Então pode ser um vesting, pode ser um lock-up, mas é importante que isso esteja claro, não só no caso de eventualmente alguém alguém do time virar sócio, mas no caso de um co-founder mesmo, tipo, nós vamos começar, tem uma grande oportunidade, etc., mas aí a gente define que é 50/50, ou no caso do Jorge lá, a gente define que é 25, 25, 25, 25, aí a gente assina isso, todo mundo tem 25, no dia seguinte um dos sócios resolve desistir ou ir para o Caribe porque já tem 25% daquilo, etc. De repente vale a pena se pensar num locap, não veste, etc., mas isso precisa ser bem discutido, isso precisa ser bem colocado. E os aspectos jurídicos, principalmente de tomada de decisão, né, num acordo de cotistas, é super importante que tenha um bom advogado construindo isso a quatro mãos com os sócios para que fique claro, mais do que o que está combinado, para que fique formalizado tudo aquilo que tá combinado. Isso não é excesso de formalismo, isso não é burocracia, isso não é, muito pelo contrário, é muito importante porque isso traz segurança e leveza para relação. Tudo que tá combinado tá escrito, tá documentado, todo mundo concorda com isso, portanto a gente pode agora efetivamente dar sequência. Durante a sociedade, esse é um aspecto super importante, Vai haver divergências. Pô, eu já em vários momentos divergi dos meus sócios. Em alguns momentos foram divergências duras, né? E aí, sem falar das questões documentais, mas a gente tinha um alinhamento, tinha e tem um alinhamento de propósito muito grande. Então a gente sabia que a divergência era em prol do negócio, não era pessoal, etc. Mas o fato de ter um acordo de cotistas bem estabelecido traz segurança para que todo mundo possa defender as suas posições de maneira autêntica. Você não precisa ficar se protegendo de nada na relação. Então, por que esse tipo de— vou usar uma palavra que é pequena, mas cabe, né— porque esse tipo de picuinha é prejudicial ao negócio, né? Então é extremamente importante que isso esteja bem claro, né? E a partir do momento que tudo tá combinado, alguém tem que escrever isso, sustentar documento, está bem resolvido. Isso não é para evitar crise de confiança, nada disso, mas é para que todo mundo possa ter tranquilidade na relação. E aí vou adicionar um último tópico aqui, que ele é menos do ponto de vista formal, mas ele é muito presente nas questões societárias, né? Tem uma coisa chamada armadilha do ego. Isso pega muito na relação societária. E a hora que isso aparece é porque o propósito não está muito bem alinhado em torno do negócio, os interesses individuais são maiores, etc. É muito importante todo mundo ter clareza em relação a isso e afastar esse tipo de problema, tirar isso da frente, porque isso também inibe muito o crescimento das companhias. E a gente conhece vários casos de que situações como essa, que são muito pequenas perto do propósito, do impacto que o negócio pode gerar, assim por diante, para os casos em que se inviabilizou a própria existência do negócio. Então a relação é um clichê, sim, a gente falar que isso é semelhante a um casamento, mas não tem melhor comparação. A combinação tem que ser clara, tem que estar todo mundo olhando para o mesmo lado, isso tem que estar num contrato. O nosso, quando a gente vai se casar, eu completei 10 anos de casamento esse ano, a gente tem lá uma cerimônia religiosa, que é o nosso compromisso diante de Deus, e a gente vai lá no cartório e assina faz um contrato, né, que diz como é que as coisas precisam se resolver. A gente faz isso no casamento, que com a pessoa que a gente ama, que a gente quer estar junto, que a gente tá cheio de paixão, etc. Na sociedade, isso é mais do que necessário, né? A gente tem que ter bastante leveza em relação a isso tudo.
Eu concordo plenamente com o que o André falou. Tudo isso é É super importante, enfatizo que é bom que esteja no papel tudo claro, né, algo que as pessoas concordem entendendo o que tá escrito, tá. Algumas cláusulas, principalmente no início da empresa, quando você não tem muita, muito entendimento, né, direito societário, digamos assim, elas normalmente não são claras às pessoas, né. É uma pena que aqui no Brasil a gente já não possa começar uma empresa como uma sociedade anônima, que você tem um estatuto. O estatuto, ele é a lei das S.A.s, ela é mais abrangente, né? Existem alguns aspectos ali que quando a empresa ficar maior é bem importante. Mas falando das limitadas, eu acho que você tem que ter ali coisas básicas do tipo assim: quem assina pela empresa, tá? Uma assinatura, duas, três, Melhor de duas assinaturas, isso tem que ficar bem claro. Eu acho que também tem que ter uma espécie de um lock-up, digamos assim, alguma coisa que proteja os sócios remanescentes caso um deles, que nem o André disse, resolva ir para o Caribe e deixe você na mão. Alguma cláusula que permita você adquirir a parte da pessoa que está saindo. Enfim, eu concordo plenamente, não tem muito mais a adicionar ao que o André muito bem explicou.
Tá ótimo. Então eu tenho outra pergunta aqui da plateia, o Arthur Marcelo, da Florianópolis. Ele pergunta: será que ter um cofundador ou sócio es essencial? Essencial? Porque hoje a maioria das aceleradoras e incubadoras tem meio que um preconceito de uma startup com apenas um founder, e hoje então buscou qualquer pessoa, e sim alguém que realmente venha incluir novas habilidades no negócio. Vocês têm alguma opinião sobre isso? Será que realmente é crucial ter mais que um cofundador ou sócio numa empresa?
Marcelo, né?
Arthur, Marcelo.
Arthur, Marcelo. A gente passou rapidamente por isso no começo da conversa. Eu não diria que é caminho único. Aliás, eu acho que cada vez mais A gente está num mundo em que não existem respostas absolutas para nada, né? Se eu disser: "Não, ou você tem um founder ou teu negócio não vai existir", eu estaria sendo exagerado. Agora, sob a nossa ótica, ajuda muito, e por isso a maioria das aceleradoras, incubadoras, dos programas, etc., estimula o modelo com 2 ou 3 co-founders, porque isso eleva muito eleva muito a possibilidade de sucesso e de bons resultados da empresa, né? É por uma questão de alinhamento, de divisão de tarefas, de complementariedade de capacidades, de skills, etc. Então eu não diria que é condicionante absoluta, mas eu diria que eleva muito, na minha visão, o potencial de resultado. Eu seguiria sempre esse caminho. Evitaria começar sozinho.
Yeah, eu concordo com o André. Eu acho que não é essencial, tá? É possível sim, obviamente, você começar sozinho. Eu particularmente tive essa opção agora mesmo de começar sozinho porque não me falta experiência e e capital e acesso ao mercado, mas mesmo assim eu realmente me sinto sozinho. É uma sensação estranha, é uma questão assim não de autoconfiança, mas é estranho para mim assim, com a experiência que eu tenho, tá. Mas eu também concordo que não é essencial, mas eu diria que 90% dos casos é melhor ter um co-founder, sinceramente.
Legal, obrigado. E também eu particularmente, falando pela parte do Founder Institute e também da Aceleratech, onde eu faço também parte da parceria lá pelo Júpiter, eu acredito mesmo que sim, quando tem cofundadores na mesa Ela reduz significativamente o risco de investimento de capital que a gente faz e o risco de investimento de capital, o tempo, atenção que a gente coloca na mesa, sendo que a gente mal conhece basicamente o fundador que entra no programa. Normalmente a gente pode fazer qualquer pesquisa, aprofundar quanto mais que quisermos, mas querendo ou não, no estágio de aceleração e de aceleradora, ambos os fundadores têm pouca experiência no mercado. E também na segunda parte, a gente tem pouco conhecimento sobre a estabilidade de fundador e o afastamento pode acontecer por qualquer motivo. Então, quando tem cofundadores na mesa, reduz significativamente de forma geométrica esse risco. Então vamos lá na próxima assunto aqui.
Então, como—
Andrei, vai lá.
Eu só queria completar, Nima, rapidamente. Tem um outro aspecto que eu acho que também é bem importante em relação a isso, que é no passo seguinte ao start do negócio, no momento em que a empresa vai demandar investimento e vai fazer a sua primeira rodada, sua segunda rodada, etc., o investidor Ele olha muito para o negócio, para o modelo, para oportunidade, etc., mas ele olha essencialmente para o time de empreendedores e para o time da companhia. Então a gente tem muito a sensação de que o investidor vai botar dinheiro porque o negócio é fabuloso e tem uma planilha que diz que vai gerar X de caixa nos próximos 5 anos. E é só um ledo engano. Isso obviamente vai ser visto também, mas ele vai falar: "Pô, a tese é interessante. Quem são vocês?" Quem são as pessoas que estão me dizendo que vão fazer com que essa planilha vire impacto no mundo de verdade, vire realidade? E aí, se você diz: sou eu sozinho e eu consigo criar o produto, eu consigo abrir mercado, eu consigo definir a estratégia, eu consigo— é muito difícil para o investidor acreditar que você sozinho tem condição de assumir 100% dessa responsabilidade. Então é muito mais seguro para o investidor É muito mais confortável para o investidor entender que a soma das pessoas é que efetivamente tem a condição de fazer com que isso vire uma realidade. Portanto, na hora de captar, é muito importante também a composição de co-founders aí, porque isso traz bastante segurança para o investidor.
Well said. Bom falado, André. E eu vou primeiramente explicar um pouquinho porque tem tanto ruído e barulho no meu atrás estou em Brasília, aqui no The Brain Coworking Storage, e tem aqui agora ao meu lado acontecendo o lançamento de uma nova micro cervejaria. Então é isso que tem música, uma banda, é por isso que a gente tem o prazer de escutar essa música de jazz atrás de mim aqui. Então vou perguntar para vocês também ajudarem a gente esclarecer: como dividir equity? Ou sociedade entre cofundadores ou sócios. André, você tem uma opinião específica sobre isso? Depois vamos para Jorge.
Eu tenho uma experiência para compartilhar de maneira muito simples, que foi a nossa forma de dividir equity na hora que a gente estava saindo de um modelo em que eu era fundador único e estava indo para um modelo em que eu teria um sócio. O nosso racional foi: Eu tinha uma história, eu tinha criado a empresa, eu tinha uma história na empresa. A empresa ainda não era geradora de caixa, muito pelo contrário, a gente precisava desse próximo passo. Então eu tinha um pioneirismo no negócio, de um lado. Fora isso, eu tinha skills e o meu sócio tinha skills, competências. Portanto, a gente chegou lá no modelo em que eu era um pouco, eu tinha um pouco mais de equity do que ele. Ao invés da gente ir para os 50/50, eu tinha uma vantagem por conta do meu histórico. Simples assim. Esse foi o nosso racional. E aí compusemos, fizemos um 60/40 naquele momento, e aí partimos para refundar a companhia a partir desse modelo. Foi assim que a gente começou. Tá ótimo.
Jorge, como que você faria a divisão?
Eu diria em dois momentos, duas respostas, tá, que eu fiz isso duas vezes já. Quando eu concordo com o André, tá, quando existe uma diferença de nivelamento, tá, por algum motivo, seja skill, seja história, seja experiência, no caso eu acho que faz sentido sim ter uma diferença no equity, tá. Bom, na minha primeira empresa, como todo mundo estava na mesma situação, até para motivar, tá, eu sugeri que todos tivéssemos a mesma participação. Então eram 4, 25 cada um. Então essa é uma forma de se dividir. Eu acho justo, se todo mundo contribui da mesma forma, todo mundo tem a mesma participação, tá. Mas outra forma de se dividir É pela sua própria importância no negócio, seja financeira, seja de acesso a cliente. Já na minha segunda empresa eu preferi dividir diferente. Eu fiquei com uma participação mínima que me desse a maioria, no caso 51%, e o resto eu dividi com os co-fundadores de acordo com a sua importância para o projeto. Então existem duas respostas, depende se você realmente se acha ou é importante, no caso se achar não no sentido pejorativo, mas no sentido de entender que você é mais importante, eu acho legítimo, mas desde que você também obviamente encarne isso como fundamental e depois conte também com a possibilidade que você vai ter que aportar mais capital. No momento certo. Então assim, é um, digamos assim, existem duas formas de se fazer isso. Eu já fiz as duas e eu não vejo problema nenhuma delas.
Tá ótimo. Então, como uma pessoa que é obcecado pelo que que é a fórmula, a ciência das startups, e sempre quero ter formas objetivas de descobrir essas coisas, e é bem difícil, confesso mesmo, Mas eu compartilhei agora no chatbot lá uma ferramenta que eu gosto muito para calcular divisão de equity entre cofundadores e sócios. O pessoal pode olhar lá se vocês gostariam de usar. Tem várias ferramentas parecidas, inclusive no Founder Institute você teria na parte de team, basicamente você teria umas ferramentas para usar nesse sentido também. Eu vou, agora que a gente só tem alguns poucos minutos sobrando, eu vou basicamente pular para pedir para os mentores nos derem uma última dica, cada um de vocês. Se vocês podem falar para a gente basicamente o que seria um único conselho Sobre formação de equipe de cofundadores e sócios, o que você mesmo gostaria que você soubesse antes de que você iniciou o seu empreendimento? E o que você acha que é a coisa mais importante para novos fundadores entenderem? Andrei, pode responder, por favor?
Nima, eu vou retomar um pouco que nós já discutimos aqui. Porque é uma coisa que eu dei como conselho, mas que eu não tive esse conselho quando eu tava estruturando a minha relação societária, que é a formalização. Eu tô repassando isso por conta de um aprendizado. Isso não me trouxe nenhum problema, não me trouxe nenhuma consequência ruim, etc., mas poderia ter acontecido. Então, além de alinhamento de propósito, questões que a gente já passou por aqui, alinhamento de propósito, de perfil, ter prazer Eu acho que prazer é uma coisa que a gente, é um intangível que a gente se distancia muito quando a gente tá falando de business, mas isso é muito importante na hora de escolher um co-founder. Pô, eu preciso ter prazer de estar com aquela pessoa porque muito provavelmente eu vou passar mais tempo com aquela pessoa do que com a minha esposa durante um bom tempo, né? Então, pô, isso é super importante. Agora, combinou o que tiver que combinar, já traz um advogado e formaliza o acordo, porque isso tira da frente uma série de desconfortos futuros de um ou outro ponto que talvez não tenha ficado muito claro, etc. Esse é o conselho que eu não recebi e que eu agora super recomendo. Eu, graças a Deus, eu tive a oportunidade de me associar com pessoas muito sérias, muito corretas, e o fato de eu não ter tido esse conselho lá atrás não me não trouxe nenhuma consequência, mas eu sei que isso poderia ter acontecido se não fosse, se não fosse o caso. Então, de um lado prazer e de outro formalidade, isso é bastante importante.
Boa, valeu, André! E o Jorge, o que você acha que é uma dica bem relevante, a coisa mais importante para você dar como a sua última palavra aqui no webinar?
Eu vou ser bem breve, tá? Para mim, o que eu gostaria de saber antes de ter escolhido meu co-founder antes, eu gostaria de saber, de ter a consciência naquela época e entender que o melhor amigo não é necessariamente o melhor sócio, tá? São papéis diferentes. Não significa que você tem uma boa relação com uma pessoa, essa pessoa vai ser, vai ajudar sua empresa a crescer da maneira como você imagina. A ideia não é você montar uma confraria e conviver com pessoas que você se sente confortável. A ideia é criar um negócio, esse negócio tem que gerar retorno. Então é difícil você conciliar amizade com sociedade. No final das contas, se você errar, você acaba perdendo as duas coisas, o amigo e a empresa.
Boas dicas, gente. Então muito obrigado para todo mundo que participou hoje, os mentores que estão nos doando seu tempo e sua atenção. A gente aprecia isso mesmo. Pessoal que está assistindo o webinar, que ainda sinta a vontade ou a necessidade de participar no programa do Founder Institute, Não hesite, a gente está agora em 8 cidades no Brasil, inclusive aqui em Brasília, onde estou aqui para iniciar próximo semestre aqui com pessoal bem qualificado desta região também. Então estamos agora com applications, inscrições abertas em 4 cidades pelo Brasil. Você poderia se inscrever através do link que compartilhei no chat lá. Fi.co/join/webinar. Então, por favor, se junta ao Founder Institute também. Para alguma pessoa aqui que estava perguntando como se inscrever, como se inserir, o Marcelo aqui tava perguntando: trabalho na área de TI, quero participar do ecossistema de startups, onde consigo encontrar esse público? Se você se junta ao Red do Founder Institute, seja no Meetup ou em algum evento presencial em uma das 8 cidades onde a gente opera, você vai com certeza encontrar gente de startups. Muito obrigado, pessoal, e bom founding!
Obrigado, boa noite a todos!
Valeu, galera, obrigado, super prazer! In French.
Obrigado e boa noite a todos.










