3 Perguntas Sobre o Agro | Episódio 2

Jornalista Kellen Severos entrevista Matheus Mangi, gerente de soluções integradas em uma concessionária, sobre tecnologia na agricultura brasileira. Eles discutem agricultura de precisão, automação e gestão de máquinas por dados.
Oi gente, eu sou a Kellen Severos, jornalista e a convite da John Deere. Estou aqui na Agri Show para o 3 Perguntas sobre o Agro. E o meu convidado é o Matheus Mangy. Ele é gerente de soluções integradas da concessionária de Carvalho. Seja muito bem-vindo, Matheus.
Muito obrigado, Kellen.
Matheus, a gente está aqui tratando de tecnologia e eu gostaria de saber, o que mudou nesses últimos anos? Você tem quase 20 anos de história no agro?
Isso mesmo, eu já estou na rede também da João Dirga há 5 anos, mas na parte de agricultura e precisão já em torno de 20 anos. Eu vejo um avanço muito grande no uso do piloto automático, principalmente na região da cana. Nós participamos aqui do estado de São Paulo e aqui a cana é muito forte, em torno de 90% da nossa área de atuação é cana. A Cana começou com o uso do piloto automático no sistema de direcionamento de luz, barrinha de luz, para direcionar as máquinas agrícolas. Hoje a gente vê máquinas com piloto automático sendo bem direcionadas, com controle agrícola, pensando na otimização da máquina e também na otimização do talhão.
Excelente! E essa onda de nova tecnologia, ela ficou mais forte nos últimos anos? O seu papel, o papel do concessionário, precisou mudar?
Com certeza, nós como concessionários tivemos que retransformarmos, mudamos nosso estilo de trabalhar do sistema de prestador de serviços de agricultura e precisão para uma forma mais consultiva na parte do uso da tecnologia, não só da parte de equipamentos, mas também dos dados agrícolas, porque hoje essas máquinas sobem inúmeros dados da parte de telemetria, mas também dos dados agronômicos. E nós, como concessionários, somos responsáveis de levarmos para os nossos clientes o melhor uso dessas informações, como tratá-los de uma forma correta para que eles possam cada vez mais ganhar em produtividade e eficiência de máquina.
Isso significa um aprendizado constante.
Com certeza. É um aprendizado muito grande que a Rede João Dir nos proporciona também. E nós estamos na frente da tecnologia com o uso de dados de máquina, de telemetria e um centro de soluções conectadas em cada concessionário da rede.
Como que esse centro de soluções conectadas apoia o agricultor no dia a dia do uso da máquina em prol de um aumento de produtividade que é o que a maioria ou todos querem?
Com certeza. Hoje a gente está ali com pessoas capacitadas na parte de serviços, onde estão monitorando os alertas da máquina para ser cada vez mais preditivo, evitar que a máquina pare e trabalhe mais com eficiência e mais produtividade ao longo do seu dia. E também temos um time de agronomia, que fica o pessoal dos agrônomos ali monitorando como está sendo a aplicação, o uso do plantio, o uso da parte de colheita, para que esses dados agrícolas gerem informações para os nossos clientes para eles tomarem decisões mais assertivas.
O FOCO é uma máquina 100% ativa, sem períodos de parada para conserto, porque antes dela estragar, vocês já estão agindo a partir dos sinais que a própria máquina dá?
Sim, a máquina é igual ao nosso corpo, ela informa com sintomas. E esses sintomas, essas alertas para nós, nós conseguimos analisar, tratá-los e interferir no momento certo, para que a máquina realmente não seja entre num momento pior, onde ela quebre ou ela fique muito tempo parada.
Dá para fazer isso em tempo real?
Conseguimos fazer em tempo real esse monitoramento, inclusive acessarmos a máquina remotamente para fazer algum diagnóstico de falha, de erro das características do motor.
Isso não é futuro, isso é presente?
Isso é presente, na verdade está se tornando passado. Nós estamos caminhando para uma onda já mais de automação, com máquinas autônomas e é o futuro já presente.
Que bacana! E quando você pensa em futuro, fazendo aqui um exercício de projetar o que vai estar acontecendo na próxima década, o que você enxerga?
Eu enxergo, nós ganhamos em produtividade, as máquinas autônomas levando maior eficiência em campo, em trabalho, evitando os erros operacionais que nós tínhamos no operador, os desgastes físicos. Então, eu vejo que nossa agricultura, principalmente aqui no Brasil, tende a crescer de uma forma exponencial.
Ganha mais quem erra menos?
Com certeza ganha mais quem erra menos e com certeza nós diminuímos também os gastos, aumentando a lucratividade dos nossos clientes.
Muito bom, Matheus Mangi, ele é gerente de soluções integradas da Concessionária, agradeço por dividir conosco a sua experiência, foi muito bom ouvi-lo.
Muito obrigado, Karen.
Até a próxima. Três perguntas sobre o agro fica por aqui, até lá.
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