3 Perguntas Sobre o Agro | Episódio 1

Kellen Severo interviews Sullivan Prado, a geotechnology analyst at Usina da Pedra, about how GPS, automation, and connectivity are changing agriculture. They discuss why training and partnerships matter as farms adopt new technology.
Olá, eu sou Kellen Severo, jornalista e direto da AgriShow, a convite da John Deere. A gente vai começar agora o Três Perguntas sobre o Agro. Nosso convidado é o Sullivan Prado, analista de geotecnologia da Usina da Pedra. Sullivan, seja bem-vindo.
Muito obrigado, é um prazer estar aqui com você.
Eu que agradeço. Primeira pergunta tem a ver com tecnologia. Qual foi a tecnologia que mais marcou a sua experiência no agro, hein?
Com certeza a chegada do GPS, do piloto automático no agro, alavancou muito todas as mudanças positivas que a gente teve hoje.
Por que, Sullivan?
O GPS garante que a gente consiga ter uma efetividade melhor no plantio, uma qualidade melhor e manter o paralelismo entre as linhas de cana. Esse paralelismo garante que todas as linhas tenham o mesmo espaçamento e todos os equipamentos que vêm após o plantio vão andar nessas linhas, que a gente chama de entrelinha. Então ele não vai pisar na muda da cana e nem na soca quando for o segundo corte e por diante.
Que ganho isso gerou?
Produtividade. A gente consegue extrair muito mais cana da mesma área, mesmo porque o GPS também possibilita nós fazermos um projeto mais elaborado de plantio, de linhas de plantio, aproveitando melhor a área disponível.
Você está há 10 anos trabalhando com tecnologia, imagino que teve que se adaptar a tudo isso. Como é que funciona esse processo de adaptação a novas tecnologias, porque os ganhos em tecnologia são crescentes e diários?
Cada tecnologia nova que entra, ela acrescenta uma oportunidade melhor para nós na cultura. Com certeza, o treinamento do pessoal, capacitação do pessoal que trabalha diretamente com esses equipamentos, desde operador, projetista, analista dentro do escritório, ajuda muito nessa questão de estar por dentro do que está acontecendo. Então, a capacitação é muito importante.
O que vai ser a tecnologia, o que vai ser o futuro do agro na sua visão?
Quando a gente fala de futuro, Helen, não podemos sair de dois temas, automação e conectividade. A automação das operações agrícolas envolvendo até inteligência artificial, que já é uma coisa concretizada hoje, já está aí. E isso vai automatizando essas operações, a gente tem ganho de produção, de produtividade e também a conectividade. Nós dependemos dessa conectividade rural rápida pra gente fazer essa automação, pra gente conseguir implantar essa automação. Então eu acho que um futuro muito próximo é automação e conectividade.
Ou seja, é um agro mais digital e mais autônomo, criando e abrindo espaço para que vocês possam refletir mais sobre outras decisões e se aprimorar nas atividades? É para isso que serve toda essa tecnologia?
Exato, isso. Isso vai trazer informações mais rápidas para dentro do escritório, vai servir para nós tomarmos decisões mais rapidamente e já levarmos essas decisões para o campo quase que em tempo real para tomar a decisão e resolver o problema em si, se está encontrado.
Você tá preparado pra essa nova onda?
Estamos nos preparando, né? A gente tá sempre buscando conhecimento, sempre buscando parcerias, capacitando os profissionais pra gente estar preparado pra essa nova onda tech, né?
Qual é a palavra-chave pra surfar essa nova onda tech?
Capacitação. Capacitação e parceria. Eu acho que é o primordial.
Muito obrigada pela sua experiência, por dividir conosco o Sulivan Prado, analista de geotecnologia da Usina da Pedra. Volte sempre!
Eu agradeço, foi um prazer estar aqui com você, com todo mundo aqui da Jundir. Eu agradeço o convite.
A gente também agradece a sua presença. Três Perguntas do Agro fica por aqui. Até a próxima.
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