
Bia Cobal talks with Pedro Cabral, Tomás Espana, and Mário Nóbrega from Delta Mac about running John Deere's construction distribution across Brazil. They cover technical training, connected machinery, and how to support customers across a massive territory.
Olá, seja bem-vindo ao John Deere Videocast. Eu sou a Bia Cobal, hoje comigo o pessoal aqui da linha amarela da construção. Tô com o Pedro Cabral, que é analista de marketing.
Tudo bem?
Tudo bom? Tô com o Tomás Espana, gerente de vendas da construção. Tudo bem?
Isso aí, tudo bom. E estamos aqui com um convidado super especial pra gente, então queria agradecer a presença do Mário Nóbrega, representando então a Delta Mac. um dos nossos distribuidores para o Brasil, está com a gente desde o começo da jornada da entrada no Brasil aqui da divisão de construção, parecem que já foram uns 30 anos né Mario, tão intensos que foram esses anos, e a Delta Mac é responsável por 45% do território brasileiro, então é o nosso parceiro para praticamente metade do Brasil, Uma região com enormes desafios, né? Se a gente for pensar, a região que a Delta Mac é hoje responsável. Ela vai do Acre até o Maranhão e de Tocantins até Boa Vista, digamos assim. Ou Amapá, pra traçar uma linha um pouco mais vertical. Mas é uma região também de muitas oportunidades. Então a gente é muito contente de ter um parceiro como a Delta Mac. Então obrigado, Mário, pela sua presença aqui hoje com a gente.
Bom dia a todas. Eu que agradeço pelo convite. Para nós é um prazer, uma honra estar aqui com vocês. E como o Tomás falou, realmente é uma região de desafios gigantescos. Às vezes, para a gente atender um cliente, vocês não imaginam a complexidade que é. Chegamos, em alguns casos, a usar os três modais. Aéreo, fluvial e rodoviário. Então, são realmente grandes desafios. Mas assim, a vida sempre nos traz desafios e a gente tem que estar preparado sempre para superá-los. Esse tem sido o nosso dia a dia.
Mário, eu quero saber todas as histórias, então tô bem curiosa aqui pra entender, né? Porque é uma realidade bem diferente do que a gente tá acostumada no Sudeste, né?
Não, com certeza, né? Além dessas questões de mobilidade, a gente tem também outros grandes desafios, por exemplo, informação de mão de obra é uma coisa bastante complexa na região, né? Então, tudo isso são temas que a gente tem que estar tratando no nosso dia a dia.
Vamos começar falando sobre isso, então?
Alguns anos atrás, em função do crescimento das operações, hoje a gente sabe que, por exemplo, técnicos, né? Técnicos é uma dificuldade terrível em todas as regiões, mesmo aqui nas regiões sul, sudeste, a gente tem problemas terríveis de mão de obra. E juntamente com a John Deere e uma parceria com o Senai, nós criamos uma escolinha de formação de técnicos, que a gente chama de Projeto Diamante, e a gente tem formado, em média, 20 técnicos por semestre. E agora nós estamos expandindo, nós fizemos o primeiro piloto próximo da nossa matriz, na região metropolitana de Belém, e agora estamos expandindo para Manaus uma nova escola com o Senai do Amazonas, que deve ter a primeira turma já agora no segundo semestre.
Técnico em quê?
Técnicos mecânicos para cuidar das nossas máquinas.
Legal.
Para atender os clientes no campo.
Exato, exato. Porque além dos técnicos mecânicos, nós temos uma outra ferramenta muito importante para o nosso negócio, que é o Centro de Soluções Conectadas. Onde nós temos... Opa, coisa...
Não, eu queria pedir sua ajuda nisso, Mauro, exatamente nesse ponto aí, porque eu falo muito da Central de Suporte Conectado e do Centro de Operações, né, que era o JD Link, agora é o nosso Operation Center, Mas eu queria que você ajudasse, porque a gente tem então essa ferramenta que hoje todos os equipamentos saem de fábrica com o JD-Link, que é o hardware que possibilita a conexão. A gente tem uma quantidade enorme de equipamentos no Brasil transferindo dados o tempo inteiro. As máquinas têm, sei lá, talvez milhares de sensores que estão comunicando o que está acontecendo, o que está fazendo, alertas, enfim. E eu queria que você ajudasse a gente a trazer um pouco mais assim pro mundo real, tá? E como que a Delta consegue fazer isso aí chegar lá no cliente? Lá no cara que tá usando equipamento lá em Paragominas, Parapébas, Macapá e etc.
Sim, isso é um ponto muito importante. No centro de soluções conectadas, nós conseguimos monitorar todas as máquinas. desde que, evidentemente, tenham coberturas de sinal para que elas possam se conectar.
Desculpa interromper, esse é um ponto legal, porque às vezes a gente acha que a cobertura não é tão boa no Brasil e, de fato, claro que tem oportunidade para melhorar, mas mesmo pegando a região da DeltaMAC, que provavelmente é a região mais difícil em termos de cobertura, de transferência de dados via rede 4G no Brasil, Se eu não me engano, a gente tem mais de 70% dos equipamentos comunicando ativamente, correto?
Mais de 70% comunicando.
Isso é legal, porque é uma quantidade grande de equipamentos.
Isso, mais de 70% comunicando ativamente, porque nós temos também as conexões remotas, que não é o ideal, mas que também a gente trata esses dados. Mas falando do Centro de Soluções Conectadas, como o Tomás falou, a gente recebe milhares de informações. E o grande negócio é como você vai tratar esses dados. Então, tem uma série de ações nesse sentido. Mas na parte técnica, para que você deixe o equipamento do seu cliente parado o mínimo possível, você tem que ter muita agilidade. E essa agilidade a gente consegue através do centro de soluções conectadas. Nós temos um time, uma sala bem interessante, um monte de monitores, e eles ficam ali monitorando as máquinas, recebendo os sinais, e a gente tem sinais que vão desde um simples aviso até um sinal que fala, opa, isso aqui pode ter consequências mais graves para o equipamento, então tudo isso é tratado, tem um time específico para isso, e um dia desse aconteceu um fato curioso, Bia, o pessoal identificou um código de falha vermelho, ligou para o cliente, imediatamente, Quando a gente ligou para o cliente, o cara falou que estava procurando o telefone para ligar para vocês. Olha que coisa interessante.
Rapidez.
O nosso comunicador técnico, com algumas pequenas orientações, o próprio cliente sanou o problema e a máquina foi trabalhar em questão de minutos. Esse é um exemplo que eu gosto muito de trazer à mesa porque foi um caso fantástico e o cliente fala isso para todo mundo com alegria enorme e nós também ficamos muito felizes por isso.
E esse cliente estava onde?
Ele estava próximo de Manaus. E o nosso centro de soluções conectadas em Ananindeua, região metropolitana de Belém. Quase dois mil quilômetros de distância.
Sensacional isso.
Fantástico.
E aí é uma coisa interessante, né? Porque a gente, os equipamentos, eles fazem o caminho de ida, né? De enviar os dados e a gente consegue fazer o caminho de volta. Isso que é interessante do JDLink, né? Dessa nossa ferramenta.
Não, isso, você falou uma coisa que é extremamente importante. Existem problemas que o técnico do cliente não consegue resolver. Uma desconfiguração momentânea do JDLink, do hardware, do equipamento, e a gente no Centro de Soluções Conectadas consegue acessar esse hardware e fazer uma reprogramação online, sem a presença do técnico. Isso é fantástico.
E a cada semestre, pelo que você falou, você tem mais 20 pessoas aí que você pode colocar na sua força de trabalho aí, que vão te ajudar com essas informações, né?
Sim, com certeza. E nós temos também técnicas mulheres, nós já estamos na terceira turma que tem técnicas do sexo masculino, feminino.
Adorei saber.
É verdade, porque é uma atividade que, assim, a primeira mão remete a uma atividade extremamente masculina. E não está sendo mais, tá? Os mulheres estão começando a ocupar esse espaço.
E, Mário, aproveitando que você tocou nesse assunto, vocês têm um talento lá que é quem toma conta da Central de Suporte Conectado, que é a Ana. Queria que você contasse um pouco como que foi essa formação dessa profissional que hoje está com essa responsabilidade?
A Ana tem uma história engraçada, né? A gente costuma fazer palestras nas universidades. E nós fizemos uma palestra, o nosso time, de uma outra divisão, que não era nem John Deere, apresentando a empresa toda, falando da Deltamac, da nossa estratégia, etc. E ela ficou encantada com aquilo. E ela falou, poxa, como é que eu faço para fazer um estágio? Ela estava estudando engenharia mecânica. Aí pegou os dados, entrou em contato com o nosso RH, não foi admitida no primeiro momento. Um ano depois, ela tomou conhecimento que tinha aberto a vaga, entrou de novo, aí ela foi e passou, foi admitida como estagiária. se formou e hoje tem sido uma pessoa exemplar no trato dessas questões do Centro de Soluções Conectadas. Até por acaso passei ali e vi um vídeo que vocês estão passando aqui na feira e apareceu ela lá demonstrando e tal. Muito legal, até filmei e mandei pra ela, ela ficou muito feliz.
Que posições que ela ocupou daí, desde.
Estágio até área Ela começou como estagiária, depois ela passou pela área de consultoria de serviços e depois ela começou a trabalhar ainda numa parte operacional do Centro Soluções Conectadas e hoje ela é responsável pelo setor e tem, com muita competência, nos ajudado bastante.
E já que você falou até dessa presença feminina mais intensa dentro desse treinamento, desses treinamentos que vocês fazem semestralmente, que você falou, quais são os requisitos? O que uma mulher precisa ter de competências, de habilidades para poder entrar nessa área?
Na Deltamac não determinamos índices. Uma turma tem que ter 20% de mulheres. Temos os pré-requisitos para a escola. Tem que ter formação técnica A idade a gente limita de 18 a 22 anos, que tenha muita disponibilidade, disposição para trabalhar. Quando a gente abre um processo desse na Escolinha, nós estamos falando de 20 vagas. Nós temos, às vezes, 300, 400 candidatos. Então, aí entra o pessoal da nossa gente de gestão, profissionais de perfil. Então, até afunilar para esses 20. Mas, assim, não existe nada que restringe qualquer pessoa de qualquer agenda de participar do processo. Mas a gente avalia pela competência. E as mulheres têm demonstrado muita competência nessa área.
Inclusive essa sensibilidade feminina pra detectar detalhes, pequenas... São muito mais detalhistas.
Pequenas nuances.
A gente tem visto isso na fábrica também. A gente também tem parceria lá com o Senai, né? E cada vez mais tem entrado mulheres e cada vez mais... Inclusive é engraçado perceber o quanto elas evoluem mais rápido que os colegas, né? Então... Que legal que você trouxe isso, Mário, porque realmente acho que a longo prazo, inclusive, vai ser talvez o maior diferencial da Delta, que é formar pessoas mesmo.
É, com certeza. Esse é um foco nosso direto em formação, não só de técnicos, mas também engenheiros, como a Ana, que veio de estagiário, passou por todo um caminho de aprendizagem e hoje está aí dando um show no CSC. E só uma curiosidade sobre essa primeira turma que tiveram algumas mulheres, A John Deere, ela nos oferece duas viagens para conhecer a fábrica, o PDC, etc. Os dois melhores classificados. E ela tirou em primeiro lugar.
Que legal.
Não só era uma das 20, mas ela tirou em primeiro lugar.
Tirou em primeiro lugar.
Show de bola.
Sensacional.
Mário, voltando um pouco, pensando na complexidade do território ali que vocês têm responsabilidade no Brasil. Compartilha com a gente alguma... acho que vocês têm uma história muito legal, mas eu não vou citar qual exemplo eu estou falando, mas conta alguma coisa que vocês ali tiveram que fazer diferente, customizar para atender um cliente que estava num lugar que talvez fosse mais complexo, mais difícil, enfim, mas esse olhar que eu acho que é muito particular que a Delta Mac tem de conseguir atender o cliente de uma maneira que supera muito as expectativas que ele tem?
Tomás, eu não sei qual o caso que você está pensando, mas tem muitos, né? A gente acaba tendo que customizar muito, porque cada cliente tem uma particularidade. Nós temos minerações na nossa região, por exemplo, que nós customizamos uma operação, que nós temos uma loja em company que funciona 24 horas por dia, 360 dias por ano, só fecha entre Natal e Ano Novo. Então é uma operação que não para. Então o técnico dentro da mineração, se ele precisar de um apoio maior, de uma complexidade do equipamento, ele pode acessar o nosso centro de soluções conectadas. Na mesma ligação a gente consegue conectar Pessoal da fábrica em Dayatuba, né? E se precisar, eles conseguem conectar um especialista nos Estados Unidos na mesma ligação. Então isso é fantástico.
Inimaginável, né? Há poucos anos atrás, né? Uma coisa que é agora, enfim.
E é daí pra frente, Bia. Esse caminho não tem volta, né? Esse caminho não tem volta.
Excelente pessoal, temos mais alguma coisa?
Obrigado de novo Mario pela presença e por todo o cuidado que vocês tem com a marca, a forma como vocês estão na linha de frente com os nossos clientes e só tenho a agradecer e que venham mais Muitos 30 anos pela frente de novo.
Nós que agradecemos. Obrigado pelo convite. Um prazer estar aqui com vocês. E estamos à disposição.
Eu agradeço muito também, Mario. Vou falar o que eu falei para o Maurício antes. Acho que não é por acaso que as coisas se conectam. O Mario falou tudo que a gente já tem falado nos outros programas que a gente tem feito. Só reforçou essa questão do quanto o valor e a conexão com o cliente é o nosso diferencial, né? Obrigado mesmo, Mário. Obrigado, Bia. Obrigado, Tomás.
Adorei as suas histórias, viu? Obrigada por compartilhar, Mário. Tenho certeza que foi inspirador pra muita gente que tá nos vendo, nos assistindo. Obrigada, meninos. Pedro, Tomás.
Obrigado.
E até o próximo episódio. Um grande beijo. Tchau, tchau.
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