Como colher melhores resultados?

This is a YouTube video titled "Como colher melhores resultados?" recorded on May 24, 2017, featuring a live discussion from the John Deere stand at Agri Show 2017. The content is a detailed and interactive presentation in Portuguese by João Paulo and Tiago Oliveira, focusing on best practices for planting quality in agriculture. They engage with a live audience and Facebook viewers, covering topics such as planting windows, seed distribution, uniform emergence, and the impact of planting techniques on crop productivity. The session includes practical examples, research data, and audience interaction to educate farmers and students about optimizing planting operations for better harvest results.
Boa tarde pessoal que nos assiste diretamente do Facebook. Estamos aqui hoje para um bate-papo bem interessante sobre qualidade de plantio. Estamos no auditório da Jundir, diretamente do Agri Show, com uma plateia maravilhosa que nos acompanha também. Eu junto com o meu amigo Tiago iremos conversar com vocês sobre esse tema. Enquanto isso, muitas pessoas já estão se conectando ao nosso Facebook. Como é que estão as coisas aí, Tiago?
O pessoal tá começando a entrar aqui, João. Pra você que não pôde vir à Grishow, pessoal, a gente vai estar transmitindo, como o João falou, ao vivo, todo esse bate-papo que nós vamos ter a respeito do plantio hoje. Então, nós somos apaixonados em plantar, em pulverizar, em colher, e hoje a gente vai falar um pouquinho mais pra vocês sobre o plantio, passar um pouquinho dessa paixão que a gente tem pra vocês, pra ver se a gente consegue tirar as dúvidas que vocês têm, o pessoal da plateia também, vai conseguir interagir com a gente ao vivo aqui, presencialmente. Pessoal, quem é agricultor aí? Levanta a mão pra nós. Estudante, tem estudante aí? Ó, o pessoal querendo conhecer um pouquinho mais de plantio, hein? Tem curioso aí no meio também? Ah lá, tem um curioso do marketing lá, ó. Pessoal, vamos aguardar mais um pouquinho, a gente já vai começar. O pessoal tá começando a chegar aqui.
E lá no Facebook? Qual é a atividade principal das pessoas que estão conectadas lá no Facebook? Conta pra nós. Temos agricultores, estudantes... Da onde vocês são?
Coloca o estado. Eu acho que Goiás vai ganhar de novo, hein, João?
Será? Eu aposto no Paraná hoje, hein?
Não, acho que Goiás é mais, né?
É. Eu concordo. Concordo. Excelente. Turma? Nós estamos muito contentes em tê-los vocês aqui. Para vocês que se conectaram agora aqui no Facebook, estamos falando diretamente do nosso auditório no Stand da John Deere no Agri Show 2017. Estamos aqui com uma plateia que irá nos acompanhar para fazermos um bate-papo sobre qualidade de plantio, sobre boas práticas para que você possa então realizar uma excelente colheita lá no no final, né? No final da safra, você vai colher os frutos que você plantou. Lá no Facebook, as pessoas estão já mandando algumas mensagens pra nós.
Um grande abraço ao Gabriel, Romualdo, a Deise, a outro Gabriel, ó, Goiás tá começando a entrar, hein?
Opa, muito bem.
Mato Grosso, Paraná, é, o Paraná tá forte, viu, João?
Tá forte.
O Bruno. Pessoal, vocês vão poder interagir com a gente, fazer perguntas, tá? Vocês fiquem à vontade, é transmitido ao vivo via Facebook para o Brasil inteiro. Vamos falar um pouquinho mais de plantio hoje, dar algumas dicas, transmitir essa paixão que a gente tem pela agricultura para vocês ao vivo e não Não se atentem a perguntas. Podem fazer qualquer tipo de pergunta. Tem conhecimento básico, médio, elevado. Nós estamos aqui para tirar todas as dúvidas, não é isso, João?
Com certeza. Qual será a operação mais importante no processo produtivo, pessoal? Será que é o plantio, Tiago? O que o pessoal do Facebook acha?
O que vocês acham, pessoal? O plantio é mais importante que a colheita? Que é mais importante que a pulverização? O que é importante aí?
E a turma da plateia? Plantio ganha, dos outros? É?
Até 70% do potencial produtivo da lavoura é definido do plantio, né João?
Com certeza. Se a gente não fizer um plantio muito bem feito, não adianta nada fazer uns tratos culturais bem feitos, porque a planta não vai estar lá, não foi bem realizado o plantio, e tudo se perde no decorrer do ciclo produtivo da cultura.
Também é complicado a gente falar o que é mais importante, porque tudo é importante.
Com certeza.
Mas o plantio, ele é mais minucioso, eu diria, né, João?
Com certeza, é mais minucioso e ele é dependente de todas as outras, né, Tiago? Ele é dependente dos tratos culturais serem bem feitos pra garantir que aquela planta se desenvolva sadia e consiga produzir e lá na colheita a gente conseguir colher os frutos de uma planta sadia.
E pôr dinheiro pra dentro também, que é importante.
Com certeza, com certeza.
É isso que o agricultor, no fim das contas, busca com atividade.
Sim, com certeza.
Pessoal, vamos começar, João?
Vamos, vamos sim. Pessoal, Facebook, continuem aí que a gente.
Tá atento a vocês, hein? Obrigado, Romualdo. Pessoal, agora me apresentando oficialmente. Muito obrigado a todos os presentes aqui. Vocês que não puderam vir para o AgriShow, a gente está transmitindo ao vivo do Facebook. Fiquem à vontade de fazer perguntas a qualquer momento. Dentro da medida do possível, vamos responder todas. Muita gente está entrando aqui, como eu disse. Eu sou o Tiago Oliveira, sou especialista de soluções da Joandir. Eu atendo especificamente a área dos cerrados, que comporta Mato Grosso, Bahia, Goiás, toda essa área aí que tem uma grande demanda por ter qualidade de plantio, rendimento e operação. E a gente, pessoal, vai bater um papinho com vocês hoje a respeito do plantio. Mas antes da gente começar especificamente no tema e o João destrinchar o tema plantio com vocês, a gente vai Vou dar algumas dicas aqui para que vocês se orientem melhor. Então, como eu falei, as perguntas podem ser enviadas a todo momento via Facebook. A gente autoriza vocês a tirarem foto. A gente só pede que desligue o flash, que pode atrapalhar um pouquinho a questão da transmissão. Celular, pessoal, vamos pôr todo mundo no silencioso para a gente ter uma dinâmica legal na apresentação. E dúvidas adicionais, caso a gente não consiga responder aqui, use o Fale Conosco da Joandir, o endereço tá aí, estamos à disposição. Pessoal, vamos entrar no assunto? Se a gente voltar aí a uns 7, 8 anos atrás, pessoal, falando em soja, por exemplo, a gente tinha um custo de uma semente muito mais reduzido. Então o agricultor costumava salvar a semente e plantar essa semente no próximo ano, então a semente não era um custo tão alto. Com a advento da tecnologia de transgenia, primeira soja RR, hoje com a intacta, a gente tem, portanto, um custo muito maior com a semente. Isso faz com que haja uma necessidade muito maior de se plantar bem também, pessoal. Então, nesse contexto, ter um bom equipamento plantio e mais que isso, ter uma solução bem dimensionada, bem regulada, bem otimizada do plantio se tornou uma necessidade real e é extremamente importante. João, vamos falar do plantio um pouquinho?
Vamos, com certeza. Pessoal, me apresentando oficialmente, eu sou o João Paulo, instrutor de treinamento da Jundir. Eu entrego os treinamentos sobre agricultura de precisão, plantadeiras e também para os produtos da linha de feno e forragem. E hoje o assunto é o plantio. Como o Tiago comentou os cuidados com o plantio tem aumentado cada vez mais e nós iremos abordar aqui quatro dicas para que vocês façam um plantio bem feito. E essas dicas elas são baseadas na maioria delas simplesmente pelo capricho e pelo gosto de fazer a agricultura bem feita e tudo isso está associado às nossas máquinas. E falando na máquina, o que uma plantadeira precisa fazer lá no campo? Qual é a função mecânica dessa plantadeira? Primeiramente, ela vai ter que abrir um sulco, o sulco vai ter um formato em V O formato em V garante que a semente se deposite lá no fundo, sempre na mesma posição. Então isso é muito importante para garantir uma lavoura uniforme. Depois disso, eu preciso que essa semente seja distribuída uniformemente. Na sequência, a profundidade dessas sementes deve ser uniforme. Eu não posso ter sementes com diferentes profundidades, porque isso vai me atrapalhar muito o estabelecimento inicial da lavoura. Depois que a semente for colocada dentro do sulco ela precisa ser coberta com solo. Então esse fechamento do sulco deve ser feito principalmente na lateral da semente para que ela tenha contato com o solo e possa então iniciar o processo de germinação. A gente tem que evitar mecanismos ou evitar essa condição de mau fechamento do sulco, presença de ar do lado da semente, isso prejudica muito o processo de germinação. Esses quatro pontos aqui não são aquelas quatro dicas que eu comentei lá no início, mas são as funções que a máquina precisa fazer lá no campo. Só que isso precisa ser feito dentro de algumas particularidades, algumas regras importantes. Tudo isso tem que ser feito dentro da mesma janela de plantio, uma ótima janela de preferência. As sementes distribuídas uniformemente, colocadas no solo, com a quantidade de solo adequada em volta delas, elas garantirão então, todo esse processo, a garantia será a emergência uniforme das plantas e essas sementes, elas precisam ser colocadas numa quantidade correta, de acordo com cada ambiente produtivo. Então, vocês já pararam para pensar, Se é possível a gente variar a população de sementes numa lavoura, os ambientes são todos iguais no campo? Existem ambientes mais férteis, existem ambientes menos férteis, existe aquele ambiente que está sempre na média. Então, a gente pode trabalhar variando a população de sementes. Então, esses quatro pontos, que são as quatro dicas que nós vamos abordar aqui no nosso bate-papo. Fechar o plantio dentro da janela, distribuir uniformemente as sementes, proporcionar a emergência uniforme das plantas e colocar a população correta dentro de cada ambiente produtivo. Essas então são as quatro dicas que nós iremos abordar. Começando pela janela de plantio. A janela de plantio, pessoal, ela é definida por vários estudos, várias pesquisas dos centros de pesquisa como o IAPAR no Paraná, a Embrapa Nacional, o IAC aqui no estado de São Paulo, no Rio Grande do Sul nós temos várias Embrapas instaladas no Rio Grande do Sul também, todas elas fazem o zoneamento agroclimático das culturas e aí eles começam então a definir os períodos ótimos para o desenvolvimento das culturas. Para pegar como exemplo, nós extraímos uma imagem da janela de plantio do milho primeira safra do milho safrinha que também é conhecido hoje como segunda safra devido a alta tecnologia e alta produtividade empregada nessas lavouras de milho que são plantados na segunda safra e colocamos aqui para vocês para pegar como exemplo na soja centro-oeste, sudeste e sul nós começamos a plantar soja a partir de setembro e estendemos até dezembro, comecinho de janeiro às vezes o plantio da soja E aí, dentro desse período maior, que sim... se enquadra em mais ou menos quatro meses de plantio, a gente tem cada variedade, cada cultivar com seu período ótimo de plantio dentro dessa janela. Então, você vai ver lá uma variedade que ela se enquadra, por exemplo, do dia 15 de outubro ao dia 15 de novembro. É o período ótimo para ela. Nós temos que respeitar isso. Por que nós temos que respeitar o período ótimo de plantio? Porque a partir daí, turma, a gente vai conseguir que as coisas que acontecem no clima, principalmente, venham na hora certa. A chuva vai vir na hora que eu preciso de umidade, de chuva. O calor vai vir na hora certa para o crescimento, desenvolvimento. A luminosidade aparece na hora certa. Quando a gente fala de soja, principalmente, Ela é muito dependente da quantidade de horas de luz que tem no dia para iniciar o florescimento, por exemplo. O milho precisa acumular calor para mudar de fase de desenvolvimento. Então tudo isso depende de fatores que muitas vezes não são controláveis pelo agricultor. E de que forma que o agricultor consegue controlar, consegue conviver com isso daí? Com todas essas variações climáticas que acontecem. É fechar o plantio dentro da janela. Se fechar o plantio fora da janela, o que vai acontecer? A chuva vem na hora que eu quero seca. A seca vem na hora que eu quero chuva. O calor vem na hora que eu quero frio. A luz vem na hora que eu quero escuro. E assim por diante. Olha o problemão que eu coloquei. Fechou fora da janela, Minha produtividade está altamente comprometida. Olha só o exemplo. Nesse gráfico mostra um trabalho realizado com milho, aonde começou a atrasar o plantio do milho em semanas. E aí, cada semana de atraso, foram observadas a queda no potencial produtivo, a queda de produtividade mesmo, que foi gerado nessa lavoura. Então as primeiras duas semanas são ótimas ali para o plantio do milho, foram ótimas e a partir daí acabou tendo uma queda exponencial na produtividade. Se a gente analisar esse gráfico mais a fundo ainda, dá pra gente ver que foi mais ou menos um saco por dia por hectare perdido em função do atraso no plantio. Então esse caso é muito sério e fechar dentro da janela está é uma ação totalmente dependente da operação de plantio. Então nós tendo o capricho, tendo o equipamento certo, tendo as tecnologias mais adequadas, usar as tecnologias para proporcionar aumento de produtividade, mais hectares por dia plantados, nós iremos com certeza conseguir fechar o plantio dentro da janela. Muito bem, então falamos de Janela de plantio, que é o primeiro ponto, a primeira dica. Gostaram da primeira dica, pessoal? Pessoal da plateia, pessoal do Facebook, estamos dando quatro dicas importantes para você garantir o máximo potencial produtivo da lavoura aqui. A gente vai falar agora do segundo ponto, que é a distribuição uniforme de sementes. Será que distribuir uniformemente as sementes é importante para a produtividade da lavoura? Não é só jogar a semente lá que nasce tudo? É muito importante, pessoal, a gente viu aí, muito importante isso. Para explicar melhor para vocês a importância da distribuição uniforme das sementes no campo, vou mostrar mais um trabalho para vocês. Esse trabalho começou a simular a falta de uma planta, uma planta a mais e também as plantas fora do lugar. lá no campo. A primeira linha, como vocês veem ali, a distância entre as plantas é a mesma, aproximadamente 20 centímetros entre uma planta e outra. Ele considerou como sendo a lavoura modelo do teste. A partir do momento que ele tirou uma planta, aqui ó, o potencial produtivo dele foi lá pra baixo. As plantas que ficaram sozinhas ali produziram até um pouco mais, mas a falta da planta do meio causou uma queda de produtividade muito grande. Depois disso, ele colocou uma dupla no contexto. A dupla fez com que o potencial produtivo aumentasse, só que as duas plantas que estavam em duplicidade, uma dupla verdadeira é aquela que ficou duas sementes no mesmo furo do disco da plantadeira e caíram as duas sementes ao mesmo tempo no sulco. Essa dupla, ela não conseguiu atingir 100% do seu potencial. E aí, olha só a conclusão interessante dos pesquisadores no trabalho. Em ambientes que são altamente férteis, ambientes altamente produtivos, eventuais duplas não são um problema. Então, não tem problema ter uma dupla aqui e outra lá. Mas, se o ambiente for ruim, um ambiente pobre em termos de nutrientes, água, compactação e tudo mais, a dupla pode ser uma grande vilã para a lavoura, porque vai gerar plantas raquíticas, plantas que vão ser foco de doenças, de pragas e muitas vezes elas não fecham o ciclo. Então a distribuição uniforme é muito importante para que nós possamos garantir uma uniformidade na produtividade. Depois aqui pessoal, eles só trocou a planta, trocou não, colocou elas fora do lugar. E aí eles começaram a obter alguns resultados interessantes. Porque a gente sabe que, nós estamos falando de sementes, que tamanho é uma semente? Desse tamanzinho. A máquina anda a oito, nove quilômetros por hora. Todas as sementes estão juntas no mesmo reservatório. Elas passam por mangueiras, por tubos condutores e caem no solo, no sulco. É possível a gente garantir essa linha aqui, uma lavoura como essa linha? Não dá, né? Então essa pesquisa mostrou que existe uma tolerância na variação da distância entre uma planta e outra. Então a tolerância, pessoal, é mais ou menos assim, no milho a gente consegue ter uma boa produtividade com o coeficiente de variação de até 25%. O coeficiente de variação é um parâmetro da estatística. Ele é muito usado para vários tipos de pesquisa e aqui na distribuição de plantas ele se encaixa muito bem. Então ele vai entrar aqui para medir a porcentagem de variação na distância entre uma planta e outra. Essa linha de baixo aqui das plantas está com coeficiente de variação de 44%. 44%, pessoal, é uma variação muito grande. Isso daqui causa uma perda muito grande no potencial produtivo. Olha aqui o tamanho das espigas. Uma maior do que a outra. Plantas que ficaram mais próximas da outra geraram uma espiga menor. Isso vai gerar o quê? Uma perda no potencial produtivo. Seria bom se fosse tudo igual às bolinhas amarelas aqui. Turma do Facebook, consegue ver bem aqui? Se tiverem dúvidas, perguntem. Nós estamos registrando as suas perguntas. É uma oportunidade boa para vocês que estão aqui na plateia também fazer suas perguntas, que nós iremos bater um papinho aqui no final dessa... dessa explanação.
O pessoal que tiver pergunta pode fazer no papelzinho que a gente entregou pra vocês, entregar pra Michele, nossa consultora que tá ali no meio. Um abraço aí ao Alisson, ao Diego, ao Fabinho, lá de Luzia Eduardo Magalhães. Pode continuar aí, João.
Olha só.
Tá ligado aí, vamos comentar.
Muito bem. Muito bem, obrigado pela pela audiência aí do Facebook. Uma experiência muito boa, transmitir pra vocês um pouco de conhecimento sobre plantio através dessa ferramenta tecnológica aqui, não é mesmo? A Pioneer pessoal, uma empresa de sementes, fez um trabalho interessante e identificou que até 25% de variação na distância entre uma planta e outra não afetou a produtividade. Isso fez com que eles começassem a avançar um pouco mais nos testes, mostrando o seguinte, a cada 10% que eu aumentasse esse coeficiente aqui de 25, a minha produtividade caía em um saco e meio por hectare. Então, olha só, se aquela lavoura anterior ali estava com 44% de coeficiente de variação, com certeza nós estamos esperando quase três sacos a menos por hectare. Então, imagina você, aqui da plateia, muitos agricultores aqui na plateia, muitos agricultores nos vendo aqui no Facebook. Terminar o plantio sabendo que vai colher três sacos de milho a menos por hectare. Não é uma coisa muito boa de se pensar, então nós temos que garantir através de uma boa operação que as sementes estejam bem distribuídas para que a distância entre uma e outra não seja um problema para o potencial produtivo, certo? Na soja é um pouco diferente do milho porque na soja é difícil relacionar diretamente o coeficiente de variação com a produtividade devido ao modo de crescimento da planta. Mas a gente observa que coeficiente de variação abaixo de 50% tem um bom desenvolvimento de plantas. Aqui no exemplo mostra um coeficiente de variação de 38%, um bom desenvolvimento de plantas. Aqui nós temos um exemplo de um coeficiente de variação de 67%, muito alto. E a gente começa a observar o quê? Diferenças no tamanho das plantas. Tinha plantas lá com 30 vagens, tinha planta com 12 vagens, uma do lado da outra. Então isso é uma perda no potencial. Aí outros resultados de trabalhos relacionando o coeficiente de variação com a soja, mostrou que quanto mais uniforme a gente conseguir distribuir as sementes de soja, menos semente de soja a gente pode colocar em ambientes de alta capacidade produtiva. Isso é muito bom, economiza semente e garante maior produtividade. Então é uma forma de avaliar também na semente de soja. nós estamos falando de qualidade de plantio aqui pra você que se conectou agora no facebook nós estamos abordando quatro dicas essenciais para que você tenha um bom plantio a falha ela é uma coisa que pouca gente mede no campo e é uma coisa também difícil de se medir no campo mas eu vou mostrar pra vocês aqui através de uma análise bem simples que uma falha pode causar bastante prejuízo pra gente lá no campo. Então imagina só, isso aqui é uma imagem ilustrativa de uma passada de uma plantadeira. Essa plantadeira tem 10 linhas e o espaçamento é de 50 centímetros. Pessoal do Facebook, qual que é a largura dessa plantadeira? 10 linhas de 50. Quem responde primeiro, a plateia ou o Facebook? 10 linhas de 50, pessoal da plateia. Qual a largura da passada dela? Dez linhas e cinquenta. Lembra que eu tenho que dar uma passada do lado. Então... Cinco metros? É cinco metros, tá? Porque a passada do lado vai ficar ao lado dela a cinquenta centímetros da passada do lado. Tá certo? Então... Cinco metros de largura. Quantos metros essa plantadeira tem que percorrer pra plantar um hectare? Essa é mais difícil um pouco. Quem que me ajuda aqui? Quanto mede um hectare em metros quadrados? Dez mil metros quadrados. A plateia tá afiada. E o Facebook, como é que tá, Tiago? Tão respondendo firme também, né? Então são 10.000 metros quadrados, 5 metros de largura. Quantos metros eu ando pra fazer um hectare? 2 quilômetros, 2.000 metros. Tá certo? Em 2.000 metros, eu plantei um hectare. Você acha que uma falha a cada 50 metros por linha seria aceitável? opinião de vocês da plateia, opinião do facebook, cada 50 metros uma semente a menos em cada linha dessa daqui seria aceitável, não seria? até porque o monitor de plantio muitas vezes não vai conseguir pegar essa falha ou então essa falha pode ser uma falha verdadeira que é a ausência da semente no disco ou pode ser uma falha causada por morte súbita da planta A planta nasceu, só que aí... morreu. Então essa falha também acontece no campo. Vamos começar a fazer conta? Uma falha a cada 50 metros. Quantas falhas eu tenho aqui então? Em 2.000 metros? 2.000 dividido por 50? 40 falhas. Muito bem. 40 falhas por linha. Tem 10 linhas a plantadeira. São... 400 falhas. Vamos pensar no milho primeiro? Milho. Quanto pesa uma espiga de milho em gramas ou em quilos? Uma espiga boa, viçosa, bonita, sadia. Para facilitar minha conta de cabeça, pode ser 200 gramas? Seria aceitável? Aceitável, né? Tem a mais, tem menos, então... 200 gramas. 400 vezes 0,2 quilo, que é a mesma coisa que 200 gramas. São... 80 quilos. 80 quilos. Quem tem plantadeira aí, levanta a mão. Quanto que uma plantadeira de 10 linhas pode fazer em hectares no final da safra? 300 hectares, tá bom pra ela?
Depende da janela, né, João?
Depende da janela, depende das horas trabalhadas, depende de muita coisa, né? Então, quanto eu tô andando, qual a velocidade, qual a minha eficiência operacional, quantos dias de janela de plantio eu tenho, qual a minha jornada de trabalho diária, tudo isso tem que ser considerado pra determinar o quanto uma plantadeira planta. Mas eu tenho um exemplo de agricultor do Paraná, do norte do Paraná, de onde eu sou natural, um abraço para o pessoal de Londrina que me acompanha lá, ao vivo no Facebook também, que nos acompanha. Eles conseguem plantar 300 hectares com uma plantadeira de 10 linhas. 300 hectares vezes 80 quilos por hectare, meu Deus do céu. Ficou grande agora o prejuízo, né? Quanto que deu, turma, do Facebook?
O pessoal tá falando em 80 aqui, João. Pouco, né?
300 hectares vezes 80 quilos. 24 mil quilos? Uma carreta de milho. Né? Na soja também é bem fácil de fazer essa conta, turma. Se a gente considerar uma população de plantas aí de 15 sementes por metro, cada grãozinho pesando 0,16 gramas, e eu tendo ali uns 120 a 130 grãos por planta, daria pra gente calcular isso também na soja. No milho assusta mais, não assusta? Na soja em quilos vai ser um pouco menos, mas também vai assustar bastante isso daí. Isso eu tô falando só de uma falha a cada 50 metros. Olha só, aonde a gente tá indo, não é? Nós já falamos de janela, distribuição uniforme e agora vamos falar da terceira dica que é a emergência uniforme.
O pessoal do Face tá afiado nas respostas aqui, viu, João?
Acertaram todas?
O Fernandão Finger aqui já mandou na lata, 24 mil.
24 mil quilos aí, ó. Uma carreta LS cheia de milho, não é?
Beleza, o pessoal tá participando. Continua mandando os comentários aí, pessoal. No final a gente responde as perguntas que estão vindo, tá?
Excelente. Muito obrigado. Turma da plateia também, por favor, ó, o bloquinho aí tem folha à vontade pra vocês escreverem perguntas pra nós. Você sabia, você aqui, ó, conectado comigo e vocês aqui da plateia, sabiam que a emergência uniforme é o fator que mais impacta no potencial produtivo de uma lavoura? e a gente nem percebe isso, o que uma operação de campo tem a ver com isso? Nós vamos ver aqui, Emergência Uniforme, mais uma dica no nosso bate-papo sobre potencial produtivo relacionado ao plantio. Esse trabalho, muito interessante também, ele mostra que o atraso do plantio, como nós já vimos ali na janela, causa queda no potencial produtivo. Mas se você tiver plantas atrasadas no meio de plantas que nasceram no período normal, impacta muito mais no potencial produtivo. Para você ter ideia, se eu tiver aqui uma planta atrasada e três plantas normais, uma planta atrasada, três plantas normais, meu potencial produtivo caiu para 90%, só que aquelas plantas que emergiram atrasadas, elas só contribuem com 4% da produtividade total, da produção total da lavoura. Não da produtividade em si, mas sim do montante que eu colhi. Por que isso acontece? Por que uma planta atrasada contribui tão pouco? Pararam para pensar nisso? É bem simples a resposta, pessoal. Uma planta atrasada, ela está na sombra. E planta na sombra cresce? Se eu pensar, o milho na sombra se desenvolve bem? Então esse milho aqui, essa soja, aqui é uma planta fictícia, pra você ver o que acontece na soja, no milho, no algodão, no sorgo, no trigo, na aveia, em todas as plantas. Planta na sombra, produz menos. Se eu for mais agressivo no comentário aqui, eu poderia dizer que esse milho aqui virou uma planta daninha no meio da minha lavoura. Porque ela não está produzindo e está consumindo as reservas da outra. Ela está lá na sombra. Por isso que é o fator que mais impacta no potencial produtivo. Olha só que interessante. Essa lavoura de milho aqui, teve um impacto no potencial produtivo variando de 5% a 17% do potencial. Essas três plantas, elas foram marcadas quando elas estavam se desenvolvendo. A planta do meio, ela estava no estágio V5. Para quem conhece o milho, o estágio V5 são cinco folhas abertas. A planta do lado direito aqui, ela estava em V3. V3 são três folhas abertas. E a planta da esquerda estava em V4, com quatro folhas abertas. Aí essas plantas foram marcadas na lavoura e foram acompanhadas durante todo o seu desenvolvimento. Aqui, quando ela está ainda com a espiga recém formada, você já observa a diferença no tamanho da espiga. A espiga da planta do milho está muito maior em comprimento, ou seja, em números de grãos por fileira e também em número de fileiras. Olha só a diferença na espessura da espiga. Vocês sabiam que o milho, ele consegue definir o seu potencial produtivo ainda nessa fase aqui? A parte de crescimento do milho, o principal ali, está embaixo da terra ainda, nessa fase. E nessa fase ele já define a quantidade de fileiras que eu vou ter na espiga e a quantidade de grãos por fileira. Então se eu plantei mal e proporcionei um ambiente onde as plantas nasceram em dias diferentes, com certeza o meu potencial produtivo vai despencar. Isso nós temos muito a ver com esse problema na operação de plantio. Olha ali a perguntinha. O que causa desuniformidade de emergência? Nós colocamos quatro temas aqui. Profundidade, que é a primeira que vem na cabeça. Plantou mais fundo, demora mais para chegar na superfície. Mas tem mais coisa. Contato entre o solo e a semente. Então se eu não tiver um contato bom com o solo e a semente, vou ter problemas na germinação. Gerenciamento de resíduos. Que resíduos são esses? da cultura anterior. Nós aqui no Brasil temos a grande vantagem de plantar duas safras, três safras, quatro safras, dependendo da situação, em um ano. Então, até um tema que eu acabei num... passou batido ali na janela de plantio, mas a janela de plantio, ela é dependente da cultura que vai vir na sequência também, não é mesmo? Tem gente que aperta um pouquinho o plantio da soja pra conseguir fechar o milho numa janela boa, se livrar do frio, se livrar da seca. Principalmente a turma do Paraná, oeste do Paraná ali, não é? E o gerenciamento de resíduos da cultura anterior é muito importante pra garantir a emergência uniforme também. Além disso, a proximidade entre o fertilizante e a semente. Esses temas são tão importantes que eles merecem um bate-papo maior sobre eles. Tá certo? O que a turma do Facebook tá achando?
O pessoal tá gostando. O Alex Galo falou que você já é o mestre dele, viu, João?
Ah, é? Obrigado, Alex Galo, Martins Sobrinho já tá aí em Goiás, nosso concessionário. Muito bem! Sem olhar no Facebook eu sabia quem era, né? Você viu só? Olha ali a profundidade de plantio. Se você for procurar nos livros de agronomia, você vai ver que quanto maior a semente, maior a profundidade. É verdade mesmo. Alguns livros dizem também que a profundidade da semente seria 10 vezes o diâmetro dela. Também é verdade. O mais importante que nós precisamos saber sobre a profundidade é Garantir a uniformidade, eu não quero sementes com diferentes profundidades, tá certo? O milho a gente sabe que de 4 a 7,5 centímetros tem excelentes produtividades Só que tem que estar todo mundo na mesma profundidade Emergência uniforme é assim, pessoal que é agricultor gosta de ver a lavoura Chegar na lavoura ali, recém-nascida e falar ó, nasceu igual cabelo, sabe? aparece na mesma hora, todas as plantas. É isso que a gente precisa.
Mas não é igual o seu, né?
O meu, um cabelo já nasce, o outro já não nasce. É, é... Mais prejuízo ainda, é falha, né? Viu o tanto de prejuízo que dá, né? Mas tá bonito, né?
Tá bonito.
Corte social. Olha só. A profundidade, turma, na soja, vai variar de 3,5, 4,5, 5,5, 5 mas lembra, eu quero que estejam na mesma profundidade a minha plantadeira tem que garantir isso pra mim, tá certo? outro fator, contato do solo com a semente, pra quê? por que eu preciso ter contato do solo com a semente? pra absorver água Essas imagens aqui mostram o estabelecimento inicial das duas culturas aqui É o feijão aqui, mas poderia ser a soja, o algodão E aqui o milho, representado pela semente, é uma monocotiledônia, fica debaixo da terra No caso da soja, do feijão, do algodão, a semente é levada para fora da terra Nessa fase inicial aqui, onde a semente está sendo ainda recém colocada no solo, passou 24 horas após o plantio, o que acontece com essa semente? Ela absorve uma quantidade muito grande de água dentro dela. Para você ter ideia, até eu vou perguntar, não sei se a turma do Facebook já presenciou isso, pessoal aqui da plateia também, 24 horas após o plantio, um dia depois, vocês já foram lá na lavoura? Pegaram uma semente e viram como ela estava? Quem já fez essa experiência? Quem já teve essa experiência aí? Facebook? Platéia? Estava bem maior. A soja era redondinha o dia que eu plantei. Hoje está parecendo um feijão branco, né? Muitas delas até com a radícula já Nessas primeiras 24 horas, ela absorveu mais do que 100% do próprio peso dela só de água. E ela precisa disso. Essas três, a gente pode colocá-las em três fases mais ou menos, essas primeiras horas. A primeira fase é uma absorção de água de mais ou menos 30% do seu volume ali, da semente. Essa água vai então degradar, digerir o amido que está dentro da semente. Esse amido digerido libera um espaço pro embrião. E aí começa a segunda fase, o embrião começar a ser ativado ali, ganhando tamanho e espaço. E aí uma terceira fase, onde ela absorve 70, 80% do seu próprio volume de água, que é o embrião começar a comer. E aí o embrião virar uma planta, que é esse caso aqui. E aí ela vai se desenvolvendo, ainda dependente das reservas da semente, até que a planta fique estabelecida. O objetivo do plantio aqui, turma, é entregar uma planta sadia aqui, nessa fase. No caso do milho aqui, nessa fase. Acabou as reservas da semente, eu tenho que ter a planta... Por isso que.
Não pode faltar água, né?
Por isso que não pode faltar água.
Por isso que tem que estar na profundidade certa também, né?
Profundidade certa, contato do solo com a semente, para que eu consiga absorver essa água o mais rápido possível, tá certo? Mais um ponto importante, o gerenciamento de resíduos. Qual que é o objetivo do gerenciamento de resíduos? Picar, esparramar a palha ou só esparramar a palha em cima do terreno, garantindo a cobertura uniforme do terreno após a colheita. Olha a palavra uniforme aparecendo de novo. Não importa a quantidade de palha que eu tiver, ela tem que estar distribuída uniformemente sobre o terreno. Se eu tiver acúmulo de palha em um só local, eu vou ter dois problemas. Obstáculos para a planta que está nascendo e também falta de umidade onde eu tinha pouca palha, porque se eu tenho muito em um lugar, eu vou ter pouco em outro lugar, porque eu estou falando de uma lavoura que foi colhida. E aí a plataforma lá, vamos imaginar, 9, 10, 11 metros de plataforma, tem que garantir que essa largura toda seja coberta. Então, é a coletadeira tendo o papel principal aí nesse caso. Você vê como é que as coisas estão ligadas, né Tiago? Turma do Facebook, turma da plateia, o plantio não é pensado individualmente. O plantio é pensado já na colheita. A colheita é pensada, baseada no plantio. Eu colho pensando no plantio, eu planto pensando na pulverização, eu pulverizo pensando na colheita, no próximo plantio. Está tudo ligado, tudo integrado. Então eu preciso ter um capricho, um cuidado especial para que eu tenha uma lavoura uniforme. Olha a palavra uniforme de novo. Mais uma coisa. Aqui no Brasil, é muito comum nós colocarmos a semente ou o adubo ao mesmo tempo durante o plantio. Então a plantadeira, além de distribuir a semente uniformemente, ela tem que distribuir o adubo uniformemente, o fertilizante, para quem gosta do termo fertilizante também, e ele tem que estar a uma distância segura da semente. Por que uma distância segura? Porque essa substância aqui, o fertilizante, ele é uma substância muito salina. E uma substância salina acaba roubando toda a água que tem ao redor de onde ela foi colocada, inclusive a água da própria semente. Então você já ouviu o termo adubo queimou a semente? E esse queimar a semente é fazer a semente perder água porque ele estava muito próximo da semente, então eu tenho que colocar ele a uma distância segura, essa distância varia lateralmente de 3 a 5 centímetros e em profundidade a 5 centímetros, mais ou menos, da semente. Isso é importante para que eu tenha um desenvolvimento normal da semente, uma germinação normal. Se eu tiver variação, vai ter variação, vai ter variação na velocidade de germinação e velocidade de emergência da planta também, tá certo? Dúvidas, perguntas, não esqueçam, a Michelle está aqui para o pessoal da plateia, o Facebook está aí disponível para que vocês guardem as suas perguntas aí para que nós possamos conversar no final. Vamos lá, relembrando, qual era o primeiro fator que nós falamos hoje? Janela? Muito bem. Segundo? Distribuição uniforme. Terceiro? Emergência uniforme. E agora? População correta. As lavouras pessoal, os campos, os talhões, eles são todos desuniformes. Não tem aquele campo que é tudo igualzinho. Mesma quantidade de nutrientes, mesma condição de compactação, mesma, como posso dizer, quantidade de plantas daninhas, doenças que estão ali, tudo é variável. Até mesmo a textura do solo varia. no decorrer do talhão. Tudo isso, todas essas informações são colocadas em estudo para que a gente possa, então, colocar a quantidade correta de sementes, a melhor quantidade, a melhor população, para tirar o melhor proveito daquele ambiente que ela foi colocada. Colocar a mesma quantidade de sementes em ambientes variados é contar muito com a sorte. vai ter lugar que vai tá bom, vai ter lugar que vai faltar semente e vai ter lugar que vai ter excesso de semente sempre vai ter essa relação então se a gente puder fazer o que o nosso amigo aqui da tela tá fazendo seria muito bom nós temos aqui ó uma condição de baixo potencial produtivo, que é o vermelho, está lá embaixo no talhão, a média é esse alaranjado aqui e a condição de alta é o verde. No caso da soja, quanto mais rico for o ambiente, menos sementes são colocadas no solo. Vocês notam que lá onde está verde, eu tenho menos sementes do que onde está alaranjado. E à medida que eu vou plantando, Ela vai passando pelas áreas e já vai variando a população para mim. Então estou passando agora pela área de média, estou colocando uma quantidade média de sementes. No momento que eu chego na cabeceira para fazer a manobra, ocorre o desligamento das seções da plantadeira automaticamente, justamente para garantir a quantidade correta também nas áreas de arremate, nas áreas de manobra de cabeceira. Vocês viram ali, ela já deu uma passadinha na área de baixo e jogou um monte de semente, não jogou? Agora aqui na volta vocês vão ver melhor. Pessoal do Facebook tá me acompanhando bem aqui ó. Olha só, quantidade de sementes aqui no ambiente... menos produtivo, com menos potencial, é maior na soja. A soja é muito dependente de área foliar. Eu preciso que as plantas tomem sol para produzir bem. Então, em ambientes de alta produtividade, ocorre um crescimento muito grande da soja. Vocês já viram soja que bate no peito aqui, não produzir nada, e aquela sojinha da canela aqui produzir um monte? Já viram acontecer isso? Nesse momento pessoal, o trator está fazendo o acabamento, está fazendo o plantio da bordadura. Você nota que não tem transpasse? Ele não está passando por cima de onde ele já plantou, ele está colocando a semente exatamente no lugar onde ela tem que ficar para evitar a sobreposição das sementes. E aí no final eu tenho então um talhão com a quantidade exata de sementes dentro de cada ambiente produtivo. Variar a população é uma característica muito importante para que eu consiga trabalhar essas diferentes condições do ambiente. Lembra que o trator desligou? Desligava as sessões ao chegar na cabeceira? É justamente para evitar isso daqui. para evitar plantas sobrepostas, plantas fora do sulco, plantas que crescerão menos, que vão ter uma competição maior. Eu vou estar jogando um excesso de sementes aqui. Então o excesso de sementes é desperdício. Hoje o Tiago comentou lá no comecinho com vocês, pessoal. A semente, ela tem um valor agregado muito alto hoje. Tem alta tecnologia nas sementes. E com isso, o preço delas aumentou também. Então a gente desperdiçar sementes numa condição dessa, é um prejuízo muito grande. Pro milho, pra soja, pro algodão, pra todas as culturas. Quanto mais nós pudermos trabalhar dessa forma, colocando a semente no local certo, evitando sobreposição, maior vai ser a produtividade dessas áreas de cabeceira, principalmente. Tudo bem? Dúvidas, perguntas? Turma do Facebook, estamos aí com vocês.
Pessoal tá mandando pergunta, no final a gente vai responder, né, João?
Excelente, com certeza vamos. Eu tenho uma pergunta também. Eu só peço para os outros fazerem pergunta, eu posso fazer uma pergunta também? em especial para o meu amigo Tiago aqui. Olha lá, ó. Tiago, como que eu garanto sucesso na etapa de plantio, então? Vem aqui, ó. Aparece para a turma do Facebook e fala para nós.
João, acho que depois dessa aula que você deu para a gente, fica muito fácil responder, né? Então, a janela de plantio, a distribuição uniforme, a emergência uniforme, a população correta são fatores fundamentais para que a gente tenha uma boa colheita lá na frente, correto? Mas, mais do que isso, ter uma tecnologia adequada, uma solução completa que consiga fazer tudo isso que o João falou, pessoal, é fundamental.
Que mais, Tiago?
Acompanhar continuamente a operação. Por exemplo, você deu o exemplo lá da roda calibradora, né?
Sim.
A gente pode pegar uma plantadeira 1999 e uma plantadeira 2017, e se a roda calibradora, por exemplo, não tiver regulada naquela condição específica, ah, comecei a plantar 10 horas da manhã, meio dia choveu, começo a voltar 3 horas da tarde de novo. Se eu não regular de novo a roda calibradora, eu vou ter problema naqueles parâmetros que o João falou pra vocês. O contato com a semente vai ser prejudicado, né? A selação do solo ali em cima pode ser que ocorra. Então o acompanhamento contínuo da operação é fundamental, pessoal. Por isso nossa rede de concessionários investe cada vez mais na questão do serviço de otimização. Não aquele serviço que você vai lá e aperta um parafuso ou troca um sensor. Enfim, aquele serviço que você acompanha a operação, fica lá duas, três, quatro, cinco, seis horas, o dia inteiro se precisar com o cliente. ensinando ele como trabalhar da melhor maneira com a tecnologia do produto John Deere.
Mais perguntas, pessoal? Eu tenho mais uma, pode?
Tem várias perguntas aqui hoje, hein, João?
Deixa eu perguntar uma primeiro, pode ser?
Opa!
Olha só! Você comentou regulagem de alguns componentes da plantadeira. Se eu tiver, Thiago, lá na plantadeira, essas regulagens sendo feitas sem uso de ferramentas, seria vantajoso pro agricultor?
Difícil, né? Não.
Sem usar ferramentas? É.
É melhor, né?
Melhor?
Bem melhor.
Mais rápido?
Opa, não precisa pôr chave, né?
Isso.
Não precisa ficar andando com a caixa de ferramenta em cima do trator. É bem melhor, né, João?
Mudou a condição, vou lá com a mão mesmo e ajeito. O que mais?
Tem que treinar, né? Então, hoje pessoal, a capacitação da mão de obra é algo que é foco dentro da companhia e o treinamento operacional é também um serviço que é prestado pelo nosso concessionário, juntamente com o pós-venda. Então, aliado a isso, Peça, serviço, serviço de otimização, tecnologia. Aliado ao produto, a gente consegue ter a melhor produtividade e garantir o sucesso na etapa do plantio. Respondendo a sua pergunta do começo.
Muito obrigado, Tiago.
Só que tem mais pergunta aqui. Vamos responder?
Vamos, com certeza. Com prazer.
Então, o Carlos Henrique, de Cruz Alta. Muito obrigado, Carlos Henrique. O que eu posso fazer para otimizar a janela de plantio, João?
Otimizar a janela de plantio, nossa primeira dica lá na frente. Tudo que você puder fazer, pessoal, para que eu tenha maior rendimento operacional no campo, vai ajudar eu a otimizar a minha janela de plantio. aumentar a minha eficiência operacional utilizando o piloto automático, melhorar os direcionamentos no campo para que eu otimize cada vez mais o tempo de manobra. Gastando menos tempo de manobra, eu vou ter mais tempo plantando. Eu preciso otimizar também as minhas logísticas de reabastecimento das plantadeiras. Isso vai fazer eu ganhar tempo no reabastecimento e conseguir ficar mais tempo plantando e menos tempo fazendo manobra, limpeza, regulagem, configuração e reabastecimento. Isso tem um nome, né, Tiago? Isso é disponibilidade da máquina. Então, aumentar a disponibilidade proporciona aumento da otimização da janela de plantio.
E a capacidade operacional?
E a capacidade operacional? Mais hectares por hora. utilizar tecnologias que proporcionem aumento de velocidade de plantio, não só aumentar a velocidade para correr, porque o nosso negócio não é correr, é não parar. Então, tudo que eu faço para parar menos, eu vou aumentar a minha capacidade operacional. O piloto automático é um equipamento que nos ajuda muito a manter velocidade constante durante o plantio. Isso, com certeza, Tiago, vai aumentar a capacidade operacional.
Muito obrigado, João.
Beleza.
Fernanda Machado, não tem o lugar aqui do live do Facebook. O que causa um erro de plantio?
O que causa erro de plantio? Pessoal, o capricho, a falta dele no caso, é o maior responsável pelos erros de plantio. Erros, que tipos de erros nós podemos ter no plantio? Quem que me ajuda? Da plateia? Tem muito fator, né? Muita coisa. Vamos falar uns 10? Vamos falar uns 10? Umidade do solo. Sim. Olha só. Condições ideais, então, para o plantio afeta o erro no plantio. Erros operacionais, nós comentamos muito sobre erros operacionais aqui, que estão relacionados com esses quatro fatores. Escolher o disco errado, o manejo da semente antes do plantio, não colocar grafite para lubrificar a semente, não fazer um tratamento da semente. Às vezes eu coloquei a semente, distribuí uniformemente, proporcionei a emergência uniforme, só que aí não tratei adequadamente a semente, foi lá um inseto e matou a semente. Isso também proporciona falhas, erros no plantio. Então, o equipamento e a operação de plantio, eles são responsáveis por todos os fatores que afetam a germinação e a emergência. Hoje, o agricultor escolhe a semente de melhor qualidade. Ele prioriza o tratamento de semente com inseticida, fungicida. Só que aí no momento do plantio, se eu não tiver o capricho Com os cuidados, os erros são enormes. E aí a gente sai de uma condição, acabei de terminar o plantio, eu saio podendo colher 10% a menos, imagina só. Já no plantio, acabei de plantar, já sei que vou colher 10% a menos. Meu potencial vai cair 10% lá no final. Sim, sim. Só um instantinho, o Tiago vai levar o microfone pra você, que aí o pessoal do Facebook também ouve a sua pergunta.
Obrigado. São duas questões bem pontuais. A primeira, se eu quiser fazer o controle da distribuição, aquela porcentagem eu achei interessante, da tolerância até 25%. Mas quando a gente fala em tolerância até 25%, como é que eu calculo esses 25%? É na régua? A semente que ficou fora de lugar já é contada? Ou esses 25% eu poderia computar como dupla? Qualquer tipo de desvio estaria dentro desses 25%? E a segunda questão também, bastante pontual, é que a gente sabe que se a gente planta no pó, a gente aumenta consideravelmente todas as condições de plantio. E hoje nós temos tecnologia de semente que nos garante alguma coisa, esperar mais um pouco no solo essa semente. Se vocês recomendam plantio no pó pra melhorar essas condições e pra gente atender essas quatro dicas?
Tá certo. Primeira pergunta, como que a gente determina esse coeficiente de variação? O coeficiente de variação é um parâmetro da estatística, ele é usado em várias análises. E existe uma forma de a gente calcular esse coeficiente de variação. Basicamente você precisa saber qual é a distância entre cada planta, E aí, tendo essa distância, a distância entre uma planta e outra, você vai conseguir obter o coeficiente de variação. Hoje, existem ferramentas em Excel que você consegue montar uma planilha e colocar os dados. Tem como fazer manualmente. Lá na faculdade nós fazíamos, o professor fazia, nós fazíamos no braço. Como uma variação.
Na verdade, posso te ajudar?
Pode, pode.
Na verdade você, por exemplo, praticamente, você abre um suco de 3 metros na linha.
Consegue montar uma planilha e colocar os dados. Tem como fazer manualmente? Lá na faculdade nós fazia, o professor fazia, nós fazia no braço, né? Como uma variação, você vai...
Na verdade, posso te ajudar?
Pode, pode.
Na verdade você, por exemplo, praticamente, você abre um suco de 3 metros na linha, coloca uma trena, e em vez de contar o número de sementes que tem, você vai fazer a leitura, por exemplo, uma semente está a 2 centímetros, a outra está a 6, a outra está a 9, a outra está a 10, e isso você vai anotando, né? Você pega isso aí e põe em uma planilhinha do Excel, que você vai ter que calcular o coeficiente de variação. E a fórmula do coeficiente de variação é muito simples. É a média daquele conjunto de dados ali que você pôs, dividido pelo desvio padrão. Média sobre desvio, vezes 100, você vai ter a porcentagem do coeficiente de variação. E daí o desvio padrão, que era o que o seu professor fazia você calcular que era difícil, o Excel te dá facilmente. Então essa é a fórmula. A outra pergunta era do plantio do pó. O plantio no pó, eu acho que você se referiu à questão do rendimento, da capacidade operacional.
Solo seco, não tem aderência de solo nos componentes. Você perguntou assim, você recomendaria? É difícil a gente falar recomendamos, porque depende de muitos fatores. Quando você fala plantio no pó, é pó mesmo, é ausência de umidade. Porque lembra aquela umidade que a semente precisava para iniciar a germinação? Se ela não entrar dentro da semente em quantidade ideal, a água vira um veneno dentro da semente. Então por isso que é a ausência de pó. Nós podemos fazer assim, você precisa plantar no pó para otimizar a janela? Então nós temos algumas dicas para isso. Utilize produtos de tratamento de semente que são, o nome que você vai procurar é hidrófobo, medo de água. O produto tem que ter... ele tem que repelir qualquer cheirinho de umidade que tem ali no solo. Porque a semente precisa ficar num estado que a gente chama de latência. Ela não é dormência porque sementes cultivadas, dificilmente ela tem dormência como plantas da natureza, sementes da natureza. Mas ela fica ali aguardando as condições ideais. Então, ela está tratada com um produto hidrófobo, ela vai ficar quietinha ali, choveu, ela germina. É isso que ela precisa. Então, a principal dica é tomar cuidado, principalmente com a profundidade de plantio, porque se você colocar muito raso, se der uma chuva muito forte, vai expor essa semente. Então, profundidade de plantio e produtos de tratamento hidrófobo. É uma dica que a gente dá para plantio no pó.
Com relação a plantadeira, ela está preparada para trabalhar tanto em condições de umidade ideal, quanto também no pó. Obviamente, em umidade muito alta a gente vai ter problemas, porque não é a umidade ideal de se plantar. Mas em termos de equipamento, ela está preparada para plantar. Pessoal, infelizmente não temos mais tempo. A gente agradece muito a presença e a colaboração de vocês, as perguntas feitas tanto pelo Facebook quanto pela plateia. Agradeço muito ao João Paulo pela aula que ele nos deu aqui hoje. E agora nós temos uma surpresa, pessoal. Então nós temos um sorteio que vai ser feito logo mais, mas é só o pessoal aqui da plateia. Agradeço ao pessoal do Facebook. Podemos, então, finalizar, João. Alguma coisa a dizer?
Claro, eu só tenho a agradecer a essa plateia maravilhosa, toda a interação que nós tivemos aqui no Facebook. Foi um prazer imenso fazer esse bate-papo com vocês sobre a qualidade de plantio. Então, lembrem, janela, distribuição uniforme, emergência uniforme e população correta. É isso que a gente precisa.
Obrigado, pessoal.
Valeu, obrigado.
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