Conexão John Deere: A atual conjuntura do agronegócio no Brasil

This is a YouTube video titled "Conexão John Deere: A atual conjuntura do agronegócio no Brasil" recorded in August 2020. It features a panel discussion with multiple participants including Fabrício, Guilherme, Norma, and Cristiano, who discuss the development, challenges, and future prospects of Brazilian agribusiness, especially in the context of the COVID-19 pandemic. The conversation covers technological advances, sustainability, supply chain issues, and the role of John Deere in supporting agricultural productivity and innovation in Brazil. The content is a structured talk with multiple speakers but does not include Francisco Jimenez.
Para a nossa economia, para o nosso país e tem mostrado um desempenho absolutamente diferenciado e resiliente no contexto do momento que nós estamos vivendo. Eu queria que você falasse um pouquinho da sua visão de como foi o desenvolvimento do agronegócio no Brasil, qual é a sua percepção e a sua leitura a respeito dessa história, dessa trajetória, qual é a relevância desse negócio para o país, E qual foi o papel, qual tem sido o papel do nosso setor durante a pandemia que a gente está enfrentando.
Perfeito. Bom, agradeço aí a todos o convite, Cristiano, Fabrício, Norma aqui presente, todos os que estão nos acompanhando aí pelas mídias. Fabiano, a questão do papel no desenvolvimento do agronegócio aí nessas últimas décadas, pegando um pouco a história da Norma desde que ela esteve no Mato Grosso e iniciou as atividades em 40 anos, a agricultura brasileira passou por uma revolução tornando-se uma das maiores do mundo e gerando grandes excedentes de exportação. Então para exemplificar, é sempre bom lembrar, a Conab tem aí uma série histórica de levantamentos de safra de 40 anos, em que a produção brasileira saiu de 51 milhões de toneladas e passou a 251,4 milhões de toneladas segundo o último levantamento da Conab que foi anunciado em julho. um crescimento de 394% nesses 40 anos.
E aí eu acho que vem a.
Ótica sobre a questão da sustentabilidade da nossa produção e fica muito claro que a respeito desse espetacular crescimento nós tivemos um crescimento de área de 64%, área considerando todas as safras das culturas temporais, culturas de grãos. Mas se a gente considerar apenas a primeira safra, esse percentual vai para em torno de 44%. Então mostra realmente como que essa nossa agricultura tem respondido à adoção e inserção de tecnologia, não só da semente, mas como da área de vocês, do próprio maquinário. Então, nós como agrônomos a gente consegue lembrar nas épocas de universidade, aquele trador traporzinho que não existia nem aquela cabine, com ar-condicionado, hoje tudo automatizado, era um pé duro ali com solo a cabeça. Então, é impressionante realmente como o setor incorporou tecnologia. Em termos de relevância para o país, o agronegócio como um todo continua respondendo por 21% do PIB, 20% dos empregos, o Brasil está exportando para mais 200 países, então está atendendo uma população em torno de um bilhão e meio que recebem algum tipo de produto vindo aqui da nossa agricultura e ele hoje O Brasil é o terceiro maior exportador mundial de produtos agrícolas, o principal produtor exportador de açúcar, café, suco de laranja, soja, carnes e temos potencial para crescer muito mais, então mostra realmente a pujança do nosso setor. Mesmo em meio à crise, esse cenário de pandemia, a gente vê que os indicadores do agronegócio têm apresentado resultados positivos e ajudando a reduzir o tamanho do.
Tombo da economia brasileira.
Um deles, o mais recente, foi referente à balança do setor e como isso ajudou a manter o superávit da balança comercial. tudo em função das exportações do agronegócio e a redução é claro também das importações. Então a gente tem aí, além dessa parte da agricultura mais comercial que está realmente voltada para esse setor exportador, durante a pandemia nós tivemos alguns exemplos resultantes da atuação da Conab, demonstrando como a agricultura está sendo extremamente importante no enfrentamento ao novo coronavírus. principalmente no que diz respeito à segurança alimentar e nutricional. Eu me lembro que logo no início da pandemia houve uma série de intercorrências sobre interrupção no fluxo de abastecimento e isso daí foi imediatamente acionado junto ao Ministério da Agricultura, um monitoramento quase que diário e constante de todos esses grandes polos e muito capturados pelas centrais de abastecimento. Então esse trabalho envolveu o acompanhamento do fluxo de contas, preços e produtos ofertados. Com a pandemia esse monitoramento passou a ser diário, antes ele era realizado semanal, às vezes até mensalmente, mas nós interagindo com o comitê de crise do Mapa passamos exatamente a situação e não tem jeito, no caso de HFs principalmente, a interrupção drástica que a gente teve, principalmente no abastecimento de hotéis, restaurantes e tudo mais, não tinha como causar, senão, esse impacto. Outra ação que o governo, junto ao MAPA e a Conab, nós fizemos com relação para atenuar todo o processo da pandemia, foi o programa de aquisição de alimentos, que atua diretamente com a agricultura familiar. Então foram 220 milhões destinados ao Ministério da Agricultura para beneficiar 32 mil agricultores familiares em todo o país. É pouco diante da população que tem, mas foi uma ação imediata de resposta do governo para tentar minimizar esse impacto que a gente sabe que na extensão dele é realmente muito difícil você atingir todos. E além disso tivemos uma ação também muito forte em distribuição de cestas básicas. Foram mais de 320 mil cestas destinadas para povos e comunidades tradicionais e que foi implementada em uma ação de guerra em 40 dias em todo o Brasil. Então o que a gente vê no final desse fechamento é que o crescimento do PIB agropecuário e do agronegócio vão ser os menos afetados pela crise. O crescimento do agro com certeza vai ser a maior variável positiva na contabilização no final do PIB desse ano. Existem estimativas que começaram com 8,5 de queda, já começam a ficar um pouco abaixo de 6. E é isso, o agronegócio brasileiro de fato é um dos setores que está mais preparado para contribuir com a retomada econômica do país nesse cenário pós-Covid-19.
Excelente Guilherme, acho que muito relevante inclusive nós e a nossa audiência entenderem o impacto e a atuação da Conab nesse contexto e de como a agricultura apoiou esse momento, acho que essa é algo muito relevante. No começo, como você citou, havia uma grande preocupação de desabastecimento e hoje a gente vê que isso não é uma preocupação, muito graças ao trabalho do nosso setor agropecuário, que realmente deve inclusive entregar só ao setor um PIB acima de zero, vai ainda entregar nesse ano de 2020, desafiador como ele tem sido. E muito interessante também você resgatar toda essa trajetória, essa história da agricultura no Brasil e eu quero passar a bola agora nesse contexto para a Norma e fazer uma pergunta para você, Norma, e perguntar do ponto de vista de quem viu, viveu e experimentou na pele toda essa transformação, toda essa evolução. o que que você acha que são as principais transformações que você viu acontecer durante esse período, que você vivenciou à frente do seu empreendimento no início ainda acompanhando a sua família, o seu pai e depois à frente junto ao seu marido e depois à frente dos negócios, quais são as maiores as maiores transformações que você viu acontecer, e no caso da pandemia, para vocês agricultores, para vocês agropecuaristas, quais foram as maiores dificuldades ou quais estão sendo as maiores dificuldades que vocês estão enfrentando?
Boa tarde, meu agradecimento a todos, Guilherme, Cristiano, a você, Fabrício, a todos. Me sinto um pouco constrangida no meio de pessoas tão capacitadas, mas vou fazer o possível. Olha, eu lembro que quando eu ia ajudar o meu pai na lavoura, eu gostava de ir passear, né? Ajudar no termo, eu subia na colhedeira, aquela colhedeira que tinha um escorregador, o saco fechadinho em cima, a gente descia no meio da lavoura. E as coisas mudaram de uma forma, quando eu vim para o Mato Grosso, existiam os CBTs, que nem diz o Guilherme, sem cabine, sem nada, a gente punha o óculos e aí em cima quando você saía, tirava o óculos, ficava certinho a marca do óculos, porque a poeira era no corpo todo. E as tecnologias foram surgindo, as dificuldades junto, porque não é fácil de você assimilar todas também, mas os resultados foram imensos. Eu lembro que há 18 anos atrás, não sei se alguém de vocês conhece o Darío Hiromoto, ele era o diretor da Fundação Mato Grosso aqui, e ele falava muito, não, as produções vão chegar a 70, saca? Eu dizia, você tá doido, né? Que a gente fazia o máximo possível, se empenhava de todas as formas, né? E as produções ficavam, isso que a gente produzia muito bem, entre 56, 58, isso no ano 2000, né? Mas esse ano eu dei todo o mérito àquilo que ele falava em 2001 para mim, em 2002, que eu dizia que ele era doido. Esse ano a gente conseguiu chegar aos 70, sacos de média, e eu espero que futuramente com todas as tecnologias que estão vindo, vai a 100, 100 e poucos, isso é a cobrança que eu faço para todo mundo na lavoura. E uma coisa que eu aprendi muito com as dificuldades, que quando eu comecei, quando as pessoas elas não tinham um controle exato nas mãos. Eu fui aprendendo por causa do inventário, fui sofrendo na pele, mas eu fui passando na frente de muita gente. E hoje quem não tiver um controle muito rígido dentro da sua propriedade, você deixa a desejar, você perde muita coisa. Então a agricultura ela vem aumentando a nossa dificuldade, o nosso estresse, você tem que ser uma pessoa que controla muito, que seja um bom produtor, que você saiba vender, todas essas dificuldades às vezes nos estressam um pouco. Mas ao mesmo tempo é muito bom você ver toda essa essa tecnologia, esse sucesso que a gente vem obtendo nesses anos.
Muito bom. E agora, Norma, nesses últimos meses? Primeiro, acho que é uma história muito bonita. A gente vê de onde você começou e aonde vocês estão e toda essa trajetória. E parabéns pelo sucesso desse ano. Eu não de vocês terem alcançado, imagina, a gente não está falando de um talhão, estamos falando de 12 mil hectares de soja, na média de 70 sacos por hectare. Nós que vivemos, acompanhamos o agronegócio de perto, é um feito e tanto. Meus parabéns pelo sucesso e pela diligência com que você conduz o negócio.
Nem manuscritou muito, né? O clima nos ajudou muito esse ano.
A gente sempre tem que contar com isso. Nós sempre temos que contar com isso, mas quando ele está presente, todo o resto também tem que ter ido bem para chegar a um resultado como esse. E nesse contexto, Norma, nesses últimos meses que a gente tem enfrentado essa pandemia, alguma coisa mudou? O que vem acontecendo na realidade no dia a dia de vocês?
Olha, os cuidados foram redobrados na fazenda, uma coisa que a gente nunca imaginou, mas todo mundo trabalhando de máscara, todo mundo tendo cuidado, todo mundo se higienizando, é um controle bem rigoroso, tanto nas fazendas quanto no escritório, tá todo mundo, graças a Deus, a não ser eu, não houve nenhum caso ainda na fazenda, tá tudo muito tranquilo, mas os cuidados estão redobrados. E os três gargalos, na realidade, que vocês falam, eu acho que é a nossa preocupação com a logística, com a entrega de produtos e com a saúde também, porque não é só eu que dependo, são todos e o agronegócio tem que acontecer. E a gente está com essas preocupações, se vai chegar as coisas em tempo que a gente sempre precisa para poder começar um plantio, tudo isso, as preocupações da gente são em relação muito a isso. A chegada dos produtos, iniciar o plantio, fazer as coisas acontecerem novamente, cuidar muito bem de todos que estão envolvidos conosco. Então, essa é a nossa maior preocupação.
Legal e faz muito sentido. Eu até antes, quebrando o nosso roteiro aqui um pouquinho, acho que isso que a Norma falou é algo bem relevante e eu imagino que os produtores todos eles tenham uma grande preocupação com a cadeia de abastecimento para que eles tenham todos os insumos em tempo e forma para continuar conduzindo os seus negócios. Eu queria só um momentinho voltar para o Guilherme e perguntar para ele a respeito disso. Como que a cadeia de suprimentos do agronegócio também vem se desempenhando adequadamente, né Guilherme? Essa é a nossa sensação, a nossa impressão.
Então, Fabrício, essa questão do cuidado redobrado que a Norma até comentou, isso foi também uma preocupação bastante da CONAB e do próprio Ministério. Diversos protocolos foram discutidos, debatidos e divulgados para diversos setores. Nós aqui mesmo, com todo esse processo de sermos um serviço essencial, de ter que continuar fazendo todo o suprimento, a cadeia de abastecimento acontecer, as nossas unidades de armazenamento, ter que funcionar, tinham que estar abertas, né? E a venda, claro, a contaminação não tem jeito, a gente está falando de um vírus, por mais que você tome todos os cuidados redobrados, às vezes há incidentes, mas então imediatamente as equipes aqui muito coordenadas para trabalhar e tentar achar uma solução. Então, eu diria que isso daí foi intenso aí, eu diria, nos dois primeiros meses, da panderia. Continuamos, claro, a guarda não pode baixar em hipótese alguma, mas eu diria que a gente está realmente numa curva de aprendizado de como lidar com isso. Isso daí, como eu acho que a própria experiência da Norma está colocando, está se espalhando aí no setor como um todo. Então é um setor como a gente vê aí nos últimos 40 anos, ele tem uma capacidade de aprender, de se reinventar de uma forma muito forte. Então é isso que a gente está vendo e os fluxos aí de exportação e de importação, essa era uma das preocupações, continuam aí inclusive apresentando no caso das exportações recordes.
Excelente, muito bom. E bom saber que a cadeia como um todo, não só o elo produtivo mesmo, as fazendas, o negócio que a norma lidera, não é só esse elo que está funcionando, os outros também estão. Acho que a cadeia tem funcionado bem de maneira geral. E agora eu queria passar a bola para o Cristiano, sendo nós um dos elos desse processo, um dos fornecedores para esse grande setor do agronegócio, Eu queria te perguntar a respeito disso, Cristiano, como que você e a John Deere enxergam e participam, como empresa, a nossa participação nesse processo evolutivo do agronegócio no país e, além disso, na sua opinião, até agora, claro que os aprendizados ainda não cessaram, ainda não acabaram, mas até agora quais são as grandes lições que essa pandemia nos deixa por enquanto?
Muito bem, obrigado Fabrício. E queria também, obviamente, agradecer à Norma, representando o produtor rural, a produtora rural e a força da mulher no campo. A gente tem cada vez mais visto o quanto o universo que até então era muito masculinizado ou que tinha algum tipo de prerrogativa masculina. Então a gente tem visto, aqui nós temos a Norma, mas a força feminina no campo é impressionante. Obrigado, Norma, por estar conosco aqui. Também obrigado, Guilherme, por participar conosco aqui. Eu peguei até algum Respondendo a tua pergunta Fabrício, eu queria começar respondendo ela pelos dados que o Guilherme trouxe e parabenizar também a Norma pela safra desse ano em soja, mas eu acho que a John Deere ela tem um papel importante nessa evolução, quando a gente olha que o Brasil vai colher esse ano, vai produzir 251 toneladas de produção de grãos no Brasil esse ano, nessa safra, tem relação com tecnologia, tem relação com tecnologia em várias frentes, mas também tem relação com tecnologia das máquinas que nós produzimos. E quando eu olho o que a Norma estava falando, que ela dizia que era loucura alguns anos dizer que acolher 70 sacos de soja, por hectare, isso também é reflexo de uma série de questões. Tecnologia, e ela falou por várias vezes, controle, gestão. Eu acho que a John Deere tem conseguido fazer isso de várias formas. Eu acho que a mais fundamental de todas é atendendo as demandas, necessidades do mercado, dos clientes, dos nossos clientes atuais e do mercado como um todo. outras pessoas que ainda não tiveram oportunidade de conhecer, experimentar as soluções de onde ir. Então é atendendo essa demanda, atendendo as necessidades e em muitos casos até antevendo necessidades. Então o trabalho importante do marketing também é estudar tendências e andar na frente. E quando eu falo atender demandas nós temos alguns exemplos. Há alguns anos existiu uma demanda muito forte, por exemplo, de uma colhedora de algodão que já pudesse enfardar o algodão. Então, nós desenvolvemos isso. Recentemente, nós anunciamos uma colhedora de cana em duas linhas, com maior eficiência, menor compactação. Então, isso é uma demanda do mercado. Nós temos, então, necessidade de um plantio mais rápido, mais preciso, então também temos soluções para isso, maior velocidade, maior precisão. Então, voltando ao ponto que eu falei antes, atendendo a demanda e os 70 sacos de soja por hectare que a Norma está falando agora, daqui a 5, 10 anos a gente vai olhar para trás e vai dizer, nossa, mas como tinha oportunidade ainda. Então, nós temos uma série de estudos que mostram que nós podemos mais do que dobrar essa produtividade, mas isso vai levar um tempo. Isso é uma forma, então a base de tudo é atendendo a demanda do mercado dos clientes. Tem outras formas também, como que a Jundir participou disso? Quando a gente olha, eu tenho 18 anos de empresa, quando eu comecei na empresa nós tínhamos duas fábricas, quando eu olho hoje nós temos muitas fábricas no Brasil, são mais de 5 mil funcionários hoje, então tem uma presença forte no Brasil, para atender o mercado brasileiro, inclusive desenvolvendo soluções para o mercado brasileiro, tecnologia para o mercado brasileiro. Uma rede de concessionários que está em todos os cantos do Brasil, muitas lojas, então a maior rede, mais capacidade das lojas, redes de concessionários e é importante também porque a norma precisa colher no tempo certo, com o equipamento certo, com a produtividade correta, da forma mais otimizada possível. Então, a importância de uma rede para suportar, para atender, dar assistência. Por exemplo, a Norma, aí nós temos um fomento também financeiro através do Banco de Onde Ir. Então, de várias formas, seja pela tecnologia dos nossos produtos, seja pelas soluções que a gente traz, seja pela assistência dos nossos concessionários, nós temos aí, através dos nossos centros de suporte a operações, hoje nós temos capacidade de, as máquinas nossas, com a tecnologia e com conexão, com conectividade, inclusive esse é outro aspecto que a Junir já há alguns anos tem feito um trabalho bastante forte de ajudar a levar a infraestrutura de conectividade, através de parcerias, E com tudo isso, então, a gente tem conseguido fazer com que esses números que a Norma trouxe e que o Guilherme trouxe, eles estejam crescendo. Eu tenho números também, a gente tem olhado, que na próxima década nós vamos passar dos 300 milhões de toneladas de grãos aqui no Brasil. Então, tudo isso é tecnologia. Não mencionando também outros aspectos super importantes, já mencionando então, a atuação da Fundação John Deere, que nós também fomentamos uma série de comunidades através de sistemas proporcionando educação, proporcionando aprendizado, ajudando na época agora da pandemia também, assim como o Guilherme mencionou, o que a Conab fez, a John Deere também atuou de várias formas, através de cestas básicas e uma série de outras coisas, doação de equipamentos, sanitização de cidades, E recentemente nós lançamos uma plataforma digital justamente para ajudar nessa conexão, justamente nessa época de pandemia, para aproximar ainda mais os nossos clientes, o mercado, o agricultor, o produtor da John Deere através do John Deere Conecta, que eu convido todos a visitar, conecta.com.br. É uma plataforma digital onde a gente mostra as nossas soluções, onde a gente mostra o que está vindo de tecnologia, onde nós colocamos à disposição os nossos concessionários para conversar com os clientes, onde a gente mostra toda a nossa tecnologia, a agricultura de precisão, a nossa área financeira, o Banco John Deere. E não posso deixar de mencionar também como forma de ajudar a agricultura, agronegócio e o próprio Conexão John Deere. Isso aqui nada mais é essa oportunidade que nós temos de compartilhar conhecimento. é uma forma também que nós temos visto que o conhecimento deve ser compartilhado, então a conexão de onde ele também se presta para isso. Respondendo a questão do Covid, a gente vê a digitalização na agricultura, ela vinha acontecendo e foi potencializada na pandemia, mesmo com os desafios estruturais que nós temos, como conectividade que eu acabei de falar e mesmo assim a gente tem tentado sobrepor essa situação. Esse ecossistema que a John Deere tem, tecnológico, cada vez mais inteligente e avançado, as nossas máquinas passaram a ter uma responsabilidade ainda maior com uma ferramenta de gestão no campo. Então hoje a Norma ela consegue fazer a gestão das máquinas pelo smartphone. E isso tem sido muito importante. E essa pandemia trouxe ainda mais esse viés que já vinha acontecendo de digitalização, então trouxe mais ainda isso. Então nós vimos inclusive uma série de feiras, que é um grande momento do agronegócio brasileiro, acabaram sendo canceladas por razões sanitárias, obviamente, de isolamento social. E mesmo assim o agronegócio não parou. no ponto de vista dos nossos produtores poder acessar o que há de melhor em tecnologia através da digitalização. E voltando ao ponto que o Guilherme trouxe sobre abastecimento e sobre produção de grãos, através da digitalização também o agronegócio não parou. Então nós tivemos, os produtores e as produtoras tiveram a capacidade de manter o seu negócio de uma forma remota. Então, é isso que nós temos visto aí na pandemia e entendemos que assim vai continuar. E a John Deere também colocou, fez a instalação de 31 centros de suporte a operações, então isso tem ajudado sobremaneira os produtores a poder, de uma forma remota, a John Deere dar o apoio e assistência para que a produção não pare.
Excelente. Inclusive, você mencionou o o próprio evento e aqui, a conexão de John Deere como algo que é uma contribuição da John Deere, e também o aprendizado da COVID. Nós não tínhamos esse fórum, essa maneira de nos comunicar com o nosso público, com a nossa audiência, antes das ocorrências recentes. Então, realmente, muita coisa tem acontecido no sentido de favorecer o uso de ferramentas. E quando a gente pensa Nisso, e a primeira coisa que vem à mente quando a gente pensa nos ensinamentos que a pandemia deve deixar para nós, a primeira coisa que vem à mente é a tecnologia. E quando a gente pensa em tecnologia, a nossa cabeça imediatamente se projeta para o futuro. E é isso que eu quero provocar e perguntar um pouco para vocês agora. Nós falamos de como nós chegamos até aqui, como a agricultura evoluiu até chegar no ponto em que está hoje, de uma agricultura, como bem disse o Guilherme, pujante, eficiente, resiliente, que preserva, tem esse ponto e isso está se tornando cada vez mais relevante no contexto de hoje em dia. E agora eu queria trocar a marcha e falar sobre o que vem por aí, como que vocês estimam ou projetam o futuro da agricultura e queria começar com Guilherme. Guilherme, quais, na tua opinião, são as perspectivas para o Brasil, no ponto de vista agrícola, como que a gente deve caminhar e como que o Brasil deve jogar o jogo de ser um dos, ou talvez o maior, provedor de alimentos para o mundo? Essa é a primeira pergunta que eu queria te fazer. E o que muda com a Covid? Alguma coisa vai se transformar? Alguma coisa vai mudar fundamentalmente? depois da pandemia, na sua opinião, e para fechar, na sua visão, quais são as principais oportunidades e desafios de cada um dos elos da cadeia, do antes da porteira, do dentro da porteira e do depois da porteira, para a gente fechar toda a cadeia do agronegócio?
Esse é um exercício de futurologia, mas eu acho que a gente tem elementos para poder realmente ver um futuro realmente bem positivo para o setor como um todo.
Acho que estamos tendo alguma dificuldade técnica com...
Eu acho que é bom também dar assim um pouco... Opa, mas vocês voltaram...
Voltou, agora voltou. Pode continuar, por favor. Como diz a Lady Murphy, trava de novo na hora que a gente fala que volta.
A gente tem alguns números que se a gente pensar...
Acho que perdemos o Guilherme por um momento. Enquanto ele trabalha nas questões técnicas da conexão, esse é um dos desafios da tecnologia. Às vezes a gente é surpreendido e não consegue conversar mais porque estamos distantes uns dos outros, mas logo ele volta. Tenho certeza que deve ser algum problema com a internet dele. Ele deve estar voltando a se conectar conosco. Vou passar a bola para você, Norma. Vou aproveitar a ausência do Guilherme e vou passar a pergunta para você. E aí a gente muitas vezes tem dificuldade, principalmente no contexto que a gente tá vivendo, no momento que nós estamos enfrentando, muitas vezes a gente tem dificuldade de antever o que vai acontecer amanhã, na semana que vem ou no mês que vem, mas eu quero te desafiar fazendo uma pergunta que vai muito além disso. Eu queria falar como que você vê, ou como que você e os seus filhos, que já estão trabalhando ativamente à frente do negócio, vem o empreendimento e o negócio de vocês no futuro, daqui 10, 20 anos, e como que você acha, como que vocês acham que vai ser o agricultor do futuro, que competências, que aprendizados, o que ele tem que dominar para continuar sendo um agricultor de sucesso, uma vez que muito provavelmente o que nos trouxe até aqui não vão ser as mesmas coisas que vão nos levar para um futuro bem sucedido.
Difícil de responder essa pergunta, né? Difícil você saber hoje ou amanhã, imagina 10, 20 anos, mas vamos tentar. Eu acho que as tecnologias, elas vão vir, com uma força muito grande e essa força vai ter uma necessidade maior do produtor ir se atualizando dia a dia, que não é fácil, porque você assimilar as coisas com tanta velocidade, pelo menos para mim, é um pouco difícil, mas eu acho que daqui a 10, 20 anos A exigência vai ser muito grande, eu acho que os produtos, a fiscalização em relação a isso vai ser muito grande. O agricultor tem uma responsabilidade cada vez maior, principalmente o Brasil, por ser o celeiro do mundo, o foco recai sobre a gente. Tudo que acontece, o agricultor é sempre questionado em relação a qualquer coisa que aconteça. E eu acho que cada vez mais a gente tem mais responsabilidade, mais serviço, eu acho que as tecnologias vão ajudar muito o desenvolvimento, a diminuição de uso de insumos, a melhora na produtividade, que eu acho que vai chegar aos 100, 100 e poucos sacos, se Deus quiser. E eu acho que a cobrança em cima de nós é muito grande, vai continuar aumentando, mas com certeza jamais deixaremos descer o celeiro do mundo. Temos que crescer verticalmente, porque a gente não consegue crescer na proporção muito grande, então tem que verticalizar dentro das fazendas. Hoje a gente já está tentando isso, fazendo integração lavoura-pecuária, fazendo irrigação, tendo a terceira safra, E eu acho que com tudo isso, a gente vai ter que ir se aprimorando e melhorando tudo, né? E eu acho que conforme as coisas vão acontecendo, você vai ter que ir botando a cara a tapa e tentando modificar o cenário atual de agora e fazer com que ele seja muito melhor. E se Deus quiser, os meus filhos estão aí com uma garra e uma capacidade muito grande. Eu sei que eles vão fazer acontecer.
Sem dúvida. Nós também não temos dúvida nenhuma. Eles têm de onde tirar. Acho que você traz pontos muito relevantes, muito importantes. Primeiro, a questão da responsabilidade socioambiental, essa pressão que provavelmente vai ser crescente. Nós estamos vendo claramente que isso deve só se acentuar. mas que na outra vertente isso também pode se tornar um negócio conforme as ferramentas se desenvolvam nesse sentido e a tecnologia do ponto de vista mais amplo possível. Inclusive você citou a integração lavoura-pecuária-floresta que é uma técnica que a Jundiair apoia há mais de 15 anos e realmente acreditamos que é algo ímpar e pode realmente levar a agropecuária brasileira a ser ainda mais eficiente, ainda mais competitiva. Guilherme, que bom que você voltou, estávamos preocupados com você, acho que você está no mundo, vou devolver a bola para você então para você fazer a sua resposta à pergunta que eu te fiz anteriormente. Não estamos te ouvindo, acho que teu telefone está no mudo. Agora sim, agora sim.
Então é aquele negócio, computador falhou, vamos aqui no celular, gente. Isso é tecnologia mesmo. Eu já participei de duas lives em que o outro lado estava dando problema, mas enfim. Esse é o nosso... A gente vai ter que acostumar e ter planos bem aqui para não acontecer. Desculpa aí a todos. Mas voltando à sua questão, então é isso, eu gosto de dar esses números nessa ordem de grandeza que desses 251 milhões de toneladas, 118, quase 50% desse volume é exportado. e o restante 141 milhões ele é suprido aqui pela produção nacional o estoque de passagens e importações para nossa demanda doméstica né então o Brasil ele demonstra que tem condições de fornecer alimentos com regularidade quantidade e qualidade mesmo em períodos de crise, como que a gente tá vivenciando agora. E aí como você perguntou, quer dizer, o que que a gente tem aí de desafios, pensando aí nos três elos da cadeia. Antes da porteira, essa elevação cambial que nós vivenciamos aí muito forte, lembra que nós já chegamos aí com câmbio inclusive acima de 6, ela pode ter um aumento aí nos custos com os insumos, mas por outro lado os nossos produtos que estão precificados lá fora em dólar, isso daí traz uma oportunidade muito grande. Então inclusive as expectativas por exemplo de expansão aí da nossa área plantada com soja para a próxima safra começam a se concretizar. Então isso daí está passando não só pela soja, está passando pelo arroz, que.
Apesar de ser um produto extremamente da.
Nossa cesta básica e tudo mais, ele está tendo volumes de exportação muito significativos. preços bem acima dos preços mínimos estipulados pelo governo, então isso com certeza vai dar uma sinalização muito positiva também para o ano que vem. Dentro da porteira, o que a gente tem e acho que já foi mencionado, Norma, parabéns, 70 sacos de média realmente é um sonho, é um mar de soja e é isso, o aumento de uso de tecnologias para crescimento da produtividade, redução de custos, através de mecanização, de agricultura de precisão, práticas conservacionistas. Essa internet das coisas, essas plataformas que a Jundir está proporcionando para os seus agricultores, isso daí é o novo normal e vai continuar sendo o novo normal da agricultura. Então, essa crescente utilização de tecnologia. E depois da porteira, é isso, o Brasil vai continuar sendo esse player super importante. E assim, apesar do nosso vagar, os investimentos feitos na infraestrutura de escoamento, eles estão acontecendo. Os portos do Arco Norte, eles são hoje uma realidade que o Brasil há 10 anos atrás não tinha. Você escoava do Mato Grosso, era Santos e Paranaguá. Então, com a conclusão da BR-63, isso acaba sendo realmente uma nova realidade. A nossa boca portuária, querendo ou não, ela aumentou. Temos, é claro, muito a avançar, mas nós estamos avançando aos poucos. A questão de cobertura digital, esse é outro programa do governo muito forte que tem sido sendo empenhado. Então, enfim, a gente está aí num conjunto de mudanças e transformações que vão garantir o nosso agronegócio a continuar tendo um papel preponderante aí no mundo.
Excelente. Obrigado, Guilherme. Acho que tudo muito, muito encorajador. tanto a sua fala quanto a da Norma de visões bem distintas, porém ambas de uma prospecção muito positiva para o futuro que a gente já caminhou um bom tanto e ainda certamente temos mais muitas e muitas léguas para caminhar e tornar o agronegócio ainda mais pujante, ainda mais robusto. E agora, Cristiano, queria perguntar para você. Antes de fazer a pergunta para você, eu queria me endereçar de novo ao nosso público. Mais uma vez, eu recebi aqui agora, pouco pela nossa técnica, temos gente do Brasil inteiro participando, nossos colegas de Horizontino e Montenegro, bastante gente da empresa junto de nós, gente do Triângulo Mineiro, do interior de São Paulo, de Goiás, do Mato Grosso. Então, sejam todos muito, mais uma vez, sejam todos muito bem-vindos à nossa casa virtual da John Deere e quero de novo te convidar a deixar sua pergunta. Logo mais nós vamos abrir para algumas perguntas que vocês tenham para fazer para os nossos participantes. E mais uma vez te convidar a se conectar nas redes sociais da John Deere. Entre no nosso Facebook, entre no nosso YouTube, tem bastante conteúdo para vocês aproveitarem por lá. Cristiano, olhando de novo pelo lado da John Deere, Como você vê que a Jundiair projeta esse futuro da agricultura, principalmente da agricultura tropical, da agricultura no Brasil? E que contribuições a gente deve fazer para que a gente materialize essa visão?
Certo. Ainda hoje eu tenho alguns amigos que são agricultores, e eu tenho falado para eles que duas coisas, uma é que eles estão no negócio certo, no país certo e nas décadas certas, porque o agronegócio brasileiro ele vai crescer, vai crescer muito, a gente falou antes de dados aí do que vem crescendo, nas últimas décadas e potencial de crescimento. E por que o potencial de crescimento existe? Quando a gente fala que 2050 vai ter em torno de 10 bilhões de habitantes, a demanda por comida só vai aumentar. Quando a gente olha para onde está crescendo a população, os países asiáticos como China e Índia são países que não têm uma vocação agrícola na sua essência. O Brasil tem uma capacidade enorme de aumentar sua produção. Primeira resposta que eu tenho dado e nas oportunidades que eu tenho como essa que eu tô dando hoje é o agronegócio brasileiro, ele tem mostrado, não só pelos números, inclusive o Guilherme falou hoje, a participação do PIB, mas se olhar nos últimos vários anos, com crise, sem crise, com governo, outro governo, muda de governo e tal, é muito pujante, ele é muito sólido, então ele tem um crescimento sustentado e contínuo. O que eu vejo que nós temos que prestar atenção é mais dentro da porteira e pegando um pouco a fala da norma é as novas gerações e olhando os nossos consumidores e boa parte dos nossos consumidores não são só os brasileiros mas são os mercados estrangeiros, a demanda por uma produção cada vez mais sustentável. Então o agronegócio brasileiro, ele é referência no aumento de produtividade, mas ele pode ter esse aumento de produtividade preservando o meio ambiente. Então onde eu quero chegar? Os clientes internos, os brasileiros, brasileiras e também as pessoas que esse 1.5 1,5 bilhão de pessoas que o Brasil, de alguma forma, alimenta, cada vez mais estão preocupados na forma como o alimento é produzido. Então, não acho que é contraditório, não acho que há antagonismo em produzir mais preservando o meio ambiente. A chegada da pandemia trouxe muita tristeza, por conta de muitas vidas perdidas, mas trouxe também oportunidades. Se a gente repensar os negócios, se adotar práticas cada vez mais sustentáveis, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista financeiro, a gente costuma falar e tem os dados à disposição que 66% do território brasileiro é preservado, não existe país no mundo que tenha tanta da terra preservada como o Brasil. E pode crescer ainda a agricultura, pode, sem desmatar uma árvore. Obviamente que o que está acontecendo de forma ilegal tem que ser punido, cadeia. Ilegalidade não pode ser aceita, mas o agricultor, nós temos aqui o exemplo da norma, a agricultura produtora, são pessoas que têm um consciência ambiental muito forte, que inclusive nós temos o código florestal, onde, dependendo da região que você está, você tem que ter 20% chegando até 80% da área preservada. Então, nós temos que pensar, agora pensando como agricultor e filho de agropecuarista que sou, pensar também que os problemas não estão só do lado de fora da porteira, estão dos lados dentro. Nesse sentido, O que nós temos feito, como John Deere, tem uma série de soluções que nós temos, não só nível de produto, mas foi mencionado antes aqui, integração, labor, pecuário, floresta, que é um grande, hoje já são mais de 15 milhões de hectares nesse contexto. Ontem ainda recebi de um amigo uma propriedade pequena no Rio Grande do Sul, também já adotando esse sistema, então com uma série de ganhos, inclusive com viés do ponto de vista de marketing até da propriedade, poder dizer que você tem uma produção sustentável, então já te coloca em outro patamar até de negociação e venda. Eu acho que o investimento em tecnologia, que é o que nós temos feito, a Jandir tem feito, e pensando do lado do produtor, tecnologia, ciência, vai ser a noteadora das decisões. A Norma falou várias vezes na primeira interação dela conosco hoje foi o controle, gestão, né? Isso passa por ciência, isso passa por tecnologia e ficou mais evidente ainda na pandemia. Tem muita pesquisa sendo feita, muito estudo sendo feito, se debruçando não só sobre a cura da pandemia, mas também vendo como a gente pode produzir de forma, preservar mais de forma mais eficiente através do desenvolvimento de sementes, de defensivos, mitigando o impacto de mudança climática e uma série de outras coisas. Então, eu acho que a ciência, a tecnologia é o elo entre o agronegócio e esse aspecto que eu estou colocando aqui de preservação ambiental. Então, é assim que eu vejo agronegócio no Brasil, é uma grande oportunidade. Também outro dia eu estava falando, eu participei de uma reunião parecida com essa, não é? Há 14 anos, obviamente não era uma live, uma reunião presencial onde basicamente estavam as indústrias que produzem máquinas, sementes e químicos. Eu já participei de várias reuniões onde hoje você tem no meio do agronegócio uma série de outros Fintechs, Agtechs, bancos, rede de distribuições. Então o agronegócio brasileiro é tão pujante que inclusive tem atraído muitos outros negócios para a melhoria dessa eficiência e para trazer tecnologia. Isso tudo também está fazendo com que, por exemplo, os filhos da Norma voltem para o campo, então é outra coisa que nós temos observado. Nós estamos percebendo um êxodo reverso, ou seja, nós vimos por muitos anos, talvez a Norma possa contribuir com o que eu vou falar agora, a gente viu por muitos anos a saída das pessoas do campo indo para a cidade. O que a gente está vendo agora, pela robustez do negócio, pela pujança do agronegócio e pela tecnologia, digitalização, as pessoas, os jovens voltaram a se interessar no campo. Nós temos dados mostrando que o agricultor brasileiro, em média, tem 45 anos e, em específico, na região Mato Grosso, Tocantins, encerrados, uma média de idade de 36 anos. Isso tudo está também ajudando nessa pujança. Fabrício, eu acho que tem muitas oportunidades, mas cabe ressaltar a consciência e continuar com essa consciência no agronegócio brasileiro de produzir mais preservando o meio ambiente.
Excelente e sem dúvida nenhuma só vai dar para fazer isso com um pouco das respostas de cada um de vocês, usando tecnologia, tendo um controle muito assertivo da propriedade, como disse a Norma e como contribuiu o Guilherme, de todas as maneiras e interações que esse negócio tem e como que ele se relaciona com o que está fora do Brasil, inclusive. Pessoal, essas eram as perguntas que nós tínhamos preparado para vocês. Nós recebemos algumas perguntas da nossa audiência. Vou fazer uma delas, vou começar com você, Guilherme. O nosso colega Leandro Carrion faz para você a seguinte pergunta. Como a Conab está vendo a situação do armazenamento de grãos? Este ainda é um gargalo importante no sistema de produção, ainda mais com esta safra record. Quais ações estão sendo tomadas pela Conab nesse sentido?
Perfeito. O déficit do armazenamento, isso é um assunto, é um tema, eu diria, muito especial aqui para a Conab, dado que ao longo desses 30 anos de existência da Conab, na verdade até um pouco antes, com uma das companhias que se transformou em Conab, que era a Cibrazem, com toda a entrada na época, a gente está falando aí de mais de 30 anos atrás, então a gente imagina a falta que havia em termos de armazenamento. Hoje a gente continua tendo esse déficit, mas eu sempre gosto de alertar o seguinte, hoje a roda, a engrenagem está girando de uma certa maneira que o produtor já entra na safra já com 50% da sua safra vendida, já com os negócios de barter já todos muito feitos e aí tem toda essa logística de transporte das exportadoras da própria indústria de esmagamento, da indústria processadora, que tem um giro muito grande. Então a gente tem que, claro que existem pontos que são mais, que você tem esse déficit um pouco mais prominente, tanto que você vê a questão de milho às vezes estocado a céu aberto, mas há de se convir que a gente tem visto isso cada vez menos no cenário nacional, então significa que está havendo todo um fluxo, uma cadeia de logística integrada que está amenizando esse Nesse déficit também a gente tem que tomar muito cuidado, porque faz-se uma conta muito simples, que é capacidade estática contra a produção anual do grão. E a gente sabe que existe uma cadência na colheita, não se colhe tudo, como lá nos Estados Unidos, que você colhe em um mês, praticamente quase toda a safra. Aqui você tem uma cadência desses produtos. Então essas questões têm que ser contabilizadas. E outra, nós temos hoje, nas nossas estatísticas, a Conab hoje tem aproximadamente acho que mais de 18 mil unidades registradas, isso é disponível publicamente com a capacidade estática, o georreferenciamento dessas unidades, mas nós temos hoje unidades temporárias. O Silo Bolsa, que há tempos atrás, eu diria mais de 10 anos atrás, era uma coisa que os produtores na Bahia e alguns do Mato Grosso estavam inovando. Hoje já é uma realidade que pode estar resolvendo adicional de 12 milhões de toneladas e isso ainda não tá nas estatísticas oficiais, mas enfim, eu diria temos uma preocupação, a Conab como eu coloquei aí, nós temos 140 milhões de demanda de grãos hoje atendendo ao mercado doméstico e a Conab tem apenas 1 milhão e 700 de capacidade estática, então o governo nesse meio o provedor de capacidade estática eu diria tá cada vez menos importante e é bom que o setor privado ele assuma essa liderança. Agora, existem no caso dentro do plano Safra e dos programas junto ao BNDES linhas aí para poder, claro, que sempre fomentar.
Nunca é demais você ter uma capacidade.
De armazenamento a mais para o produtor, isso garante a ele um poder de barganha na negociação da sua safra muito maior.
Sem dúvida. Obrigado, acho bem elucidativo o ponto e de fato eu me lembro de ver mais no passado do que eu vejo hoje notícias ou problemas em torno do armazenamento de grãos. Bom saber que as coisas estão evoluindo bem. Cristiano, tem uma pergunta para você do Guilherme Butzki que nos pergunta o seguinte, a John Deere tem um reconhecimento mundial pela qualidade de seus produtos e pelo respeito e proximidade em torno do armazenamento de grãos. É bom saber que as coisas estão evoluindo bem. Cristiano, tem uma pergunta para você do Guilherme Butzki que nos pergunta o seguinte, a John Deere tem um reconhecimento mundial pela qualidade de seus produtos e pelo respeito e proximidade com o cliente. Nesse novo ambiente pós-pandemia e também com predominância da tecnologia, como continuar esse legado e ajudar a agricultura brasileira a atingir a predominância como fornecedor mundial de grãos?
Excelente pergunta. Bom, eu acho que a John Deere ela quer cada vez mais ter uma visão de como ela pode atender o melhor ao cliente. Recentemente a empresa fez um anúncio global onde ela está muito clara alguns aspectos que ela vai focar e sempre se colocando como cliente. Então o interesse da empresa é como que o agricultor, o produtor rural pode otimizar seus custos, maximizar seus resultados. Então ela tem trabalhado muito forte em desenvolvimento de tecnologia, então ela tem um parte inclusive dos seus valores, a questão de inovação e qualidade. Então, o que a John Deere vai fazer e reforçou nesse anúncio recente agora, ela vai continuar suportando e agora nos sistemas produtivos, então ela não quer mais se posicionar, ela não vai vender colheitadeiras e tratores, obviamente que ela vai continuar fazendo isso, mas mais do que isso, Ela quer, através destas soluções, numa visão do cliente, maximizar o resultado. Então, os 70 sacos, em média, de soja hoje, ela quer ajudar a Norma, no futuro, a ter mais do que 70 sacos de soja. Então, é olhar, ajudar a Norma no sistema produtivo do soja dela como um todo. Ao mesmo tempo, como que a gente pode fazer isso? É provendo soluções e tecnologia. Nós acreditamos, como eu falei antes, na ciência, e tecnologia vem da ciência, então é ter um conhecimento agronômico maior, entender melhor as dores dos nossos clientes, para poder então, através da tecnologia, trazer soluções para isso. E outro pilar muito importante é não simplesmente vender soluções, mas principalmente estar do lado do cliente, ou seja, assistência técnica e assistência 24 horas e assistência remota, ou seja, Toda vez que o cliente precisar, o John Deere conecta com a plataforma que lançamos agora recentemente. Ou seja, ampliar o canal de comunicação para cada vez mais fornecer assistência. E cada vez mais também fornecer soluções onde o cliente não dependa da John Deere para fazer o seu negócio. Com as soluções da John Deere ele pode ter autonomia suficiente para poder rodar o seu negócio sem infortúnios, paradas e intemperes. Então, a ideia é a John Deere continuar dando assistência, ajudando as pessoas, os produtores que estão revolucionando a agricultura e a construção. A gente está falando mais hoje da agricultura, mas também a construção, ou seja, aquelas pessoas que cultivam, que colhem, que transformam, que enriquecem a terra, que constroem, sobre ela, para atender a necessidade crescente mundial por alimentos, por combustível, não esqueçamos do nosso grande negócio aqui, que é a cana, por abrigo e por infraestrutura.
Muito bom, Cristiano. Nós também, assim como a Norma tem na frente de um negócio, ela e seus filhos, assim como a Conab, e o Guilherme que hoje lidera a estrutura e a instituição, nós também certamente temos uma grande oportunidade e também um grande desafio de estarmos cada vez mais próximo da norma e de todos os nossos outros clientes, provendo um serviço cada vez melhor, eu acho que é exatamente esse o nosso caminho. Pessoal, quando o papo está bom o tempo passa rápido, né? Já estamos há pouco mais de uma hora nesse nosso bate-papo, muito construtivo, muito informativo. Eu espero que você, do outro lado da tela, esteja curtindo e aproveitando todo esse conteúdo, tanto quanto eu. Estou aprendendo muito com todas essas feras que estão falando com a gente. E antes de encerrar, eu queria que vocês fizessem os seus comentários finais. Mais uma vez, vou começar com a Norma. Norma, eu queria que você deixasse o seu recado final para a nossa audiência, para os nossos muitos espectadores na tarde de hoje. E vou te fazer mais uma perguntinha. O que você gostaria de ter tido como aprendizado lá atrás que você não teve e que você deixaria para quem está começando agora?
Difícil falar, porque a minha vida foi uma coisa assim tão inesperada, o que aconteceu comigo. Então, naquela época teve muitas dificuldades, as dificuldades das distâncias entre propriedades, largar os filhos em casa, mas eu acho que dessas tecnologias, esse avanço, a dificuldade que a gente enfrentou, mas tudo isso que a gente usufruiu a partir daí, eu fico muito feliz que agora as coisas se tornem um pouco mais fáceis, mais difíceis no sentido de assimilar, mas mais fácil para crescimento. E dizer que nada nessa vida é impossível. Se você tem força de vontade, se você tem amor pelo que faz, eu acho que tudo é possível. E agradecer imensamente o convite de vocês e dizer que eu estou extremamente feliz com isso. Muito obrigada por tudo. Espero que tenha compartilhado alguma coisa interessante.
Sem dúvida, Norma. Nós é que agradecemos imensamente por você ter aceito o nosso convite. Nós já te conhecemos há algum tempo como cliente, sabemos da sua história, sabemos do desafio que você teve que enfrentar e do sucesso. que você transformou esse desafio em louros, é muito gratificante de serem aproveitados. Tanto você quanto a sua família, muitas felicidades e parabéns pelos resultados e pela maestria com que vocês tocam o negócio de vocês. Nós é que agradecemos mais uma vez. Guilherme, queria passar a bola para você e deixar o seu recado final, as suas considerações finais e os seus pensamentos para a turma que nos assiste. Acho que tecnologia vai deixar a gente... No finalzinho vai dar mais uma... Mais uma engasgadinha. Agora estamos te ouvindo, Guilherme.
Essa oportunidade, muito obrigado, muito obrigado a todos. Dizer que a CONAB, aqui em nome do governo federal, da ministra Tereza Cristina, estamos aí empenhando em fazer o melhor, dar o máximo de nós e eu acho que como a Norma bem pontuou, temos que ser apaixonados por aquilo que fazemos, essa é uma máxima que a gente tem que levar para a nossa vida. A gente não sabe nunca o dia de amanhã, então a gente tem que ter realmente paixão por aquilo que faz e tenham todos vocês aí certeza que eu sou um apaixonado pelo setor, entusiasta e estou aqui em nome da Conab, de toda a nossa diretoria aqui à disposição para ouvir todos vocês, os produtores, os setores, lembrando que todas as estatísticas que a gente gera aqui não são criados na nossa cabeça, vocês é que são parte da construção do que a gente pode mostrar aí para o Brasil e para o mundo. Muito agradecido e lembrando que dia 25 de agosto nós vamos lançar aí as primeiras perspectivas da safra 2021, ainda não é o levantamento, o novo primeiro levantamento de safra, mas já é uma ideia de para onde nós estamos indo, já estão todos convidados e as nossas mídias aqui divulgarão com certeza o link para esse evento.
Muito bom Guilherme, mais uma vez eu te agradeço muito por ter também aceito o nosso convite prontamente, por ter disponibilizado teu tempo, que nós sabemos que é disputado, para bater esse papo com a gente, muito enriquecedor de alguém que comanda uma instituição realmente muito significativa para o agronegócio brasileiro. Muito, muito obrigado mesmo pela tua participação. E vou deixar para você as palavras finais, Cristiano. O que você tem para dizer como fechamento dessa nossa live do terceiro episódio da Conexão John Deere para quem está do outro lado da tela nos assistindo?
Muito bom. Realmente passou muito rápido, quando você falou que a gente precisava encaminhar para o final, eu olhei o relógio aqui e não acreditei que já tinha passado das 18 horas. Eu acho que, mais uma vez, como eu falei no início, compartilhar esse conhecimento e ter a honra e a oportunidade de ter escutado e aprendido do Guilherme, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento, E esse órgão super importante que nós temos, né, agradecer então Guilherme a participação, agradecer todo o trabalho que o governo, ministra Tereza Cristina tem feito e apoiando o agronegócio, né, e a CONAB então tem sido instrumental para isso. E a grande estrela, né, a norma, porque sem a norma não teria razão de existir a John Deere, não teria razão de existir quem sabe a Conab, então se não tem um produtor ou uma produtora não existiria nada disso e também não existiria alimentos, então foi muito gratificante, Norma, escutar todo o seu crescimento, o crescimento a gente tem visto vários depoimentos de tantos outros produtores e produtoras do Brasil, é muito gratificante para nós que trabalhamos de uma forma ou de outra com o agronegócio, no nosso caso aqui a John Deere como fabricante e como provedor de soluções e isso está refletido no cômputo geral pelo que o Guilherme falou na Conab. Então o meu agradecimento, pedir para que todos continuem se cuidando, a pandemia ela está aí, o vírus está aí, a gente precisa continuar se cuidando, mas vai E vai passar e nós vamos sair mais fortes ainda. Todos os números que nós temos visto, inclusive do agronegócio, do PIB e de uma série de outros números. Nós falamos com os clientes também, a perspectiva para o ano que vem é muito boa. Então, sim, a gente está passando por uma situação, o mundo, por uma situação muito difícil, mas nós vamos sair mais fortes e o Brasil vai sair ainda mais forte, principalmente do ponto de vista do agronegócio. Queria reforçar que essa paixão, Norma, que você tem, que você transmite, que faz com que a gente ainda tenha mais paixão ainda de poder atender da melhor forma quem produz e quem trabalha no agronegócio somente. Então, muito obrigado e, Fabrício, obrigado pela participação. Espero que a audiência tenha gostado e que tenha aprendido um pouco mais e obrigado pelas perguntas que foram endereçadas.
Excelente, Cristiano. Mais uma vez, obrigado a você também por topar, liderar e ancorar, representando a John Deere, essa live. Foi uma aula de agricultura e do agronegócio brasileiro. Mais uma vez, reforçar o agradecimento aos nossos três debatedores e panelistas de hoje. E a você de casa, reforço mais uma vez o convite. Nos acompanhe nas nossas mídias sociais, tem mais coisa bacana Chegando pra vocês por aí, nós ainda temos outros dois episódios da Conexão John Deere programados para setembro, então fiquem ligados nas nossas mídias que tem coisa muito boa, conteúdo de qualidade pra vocês. Por hoje é isso, agradeço a todos, um grande abraço e até a próxima. Tchau, pessoal.
Tchau.
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