Conexão John Deere: Da nuvem para o bolso - o valor da tecnologia no campo.

This is a YouTube video titled "Conexão John Deere: Da nuvem para o bolso - o valor da tecnologia no campo." It features a panel discussion recorded in September 2020 with multiple experts including Fabrício (host), Dr. Silvia Masruah (Embrapa researcher), Manuela Bertonori (seed business administrator), Rogério Ferrarin (executive director of Grupo Guerino Ferrarin), and Rodrigo Bonato (John Deere director). The conversation centers on the role and impact of technology in Brazilian agriculture, covering topics such as precision agriculture, digital transformation, connectivity challenges, and the future of agribusiness in Brazil.
Olá pessoal, boa tarde, boa tarde a todos, boa tarde a você que nos acompanha aí do outro lado da tela. Sejam todos muito bem-vindos à nossa casa virtual e ao quarto episódio do Conexão John Deere, essa série que nós estamos produzindo com muito carinho, de maneira muito especial, para levar conteúdo de qualidade para você que nos acompanha. Eu queria te convidar para participar ativamente com a gente durante a nossa interação de hoje. A gente quer fazer disso um bate-papo muito aberto, muito tranquilo. Nós estamos com um time de feras para falar sobre tecnologia. Hoje o nosso tema é da nuvem para o bolso, o valor da tecnologia no campo. Estamos com um time massa aqui, preparamos uma live muito especial para você que nos acompanha. E por falar em tecnologia, eu não posso deixar de mencionar Hoje, durante essa semana, está acontecendo a Expo Inter Digital, uma das maiores feiras, das mais importantes feiras agrícolas do país. Neste ano, por conta do contexto que a gente vive em sua versão digital, não deixe de nos visitar na Expo Inter, acesse expointerdigitalagro.com.br ou então entre no nosso hub de conexão virtual, também o nosso showroom virtual, através do conecta.dear.com.br pra vocês conhecerem todas as novidades da John Deere e tudo que a John Deere tá oferecendo na expoínta desse ano. Muito bem, estamos aqui no quarto, como eu mencionei antes, no quarto episódio do Conexão John Deere e hoje pra falar de um tema muito, muito especial, muito, muito relevante, especialmente pra nós da John Deere, que é algo que a gente encara com muita seriedade e faz parte do nosso dia a dia de maneira muito intensa. Pra falar sobre isso, hoje nós temos quatro convidados muito especiais e eu quero apresentá-los pra você nesse momento. Doutora Silvia Masruah, doutora Silvia, chefe geral da Embrapa Informática Agropecuária, doutora em computação aplicada e pesquisadora da Embrapa por mais de trinta anos, tá na Embrapa desde oitenta e nove, trabalhando no tema, portanto, a Embrapa que acredita nisso há tanto tempo, muito antes de vivermos os dias que a gente vive hoje, liderando projetos de inteligência artificial, computação científica e engenharia de software aplicados à agricultura. Doutora Sílvia, muito bem-vinda ao nosso evento. Segunda convidada de hoje, Manuela Bertonori, uma amiga, uma cliente, ela é jornalista com MBA em marketing e agronegócio, pela Fundação Getúlio Vargas e já trabalha há 15 anos como administrador da Sementes Butiá, um negócio da família que foi fundada em 1950 no Rio Grande do Sul e ela já está à frente dos negócios, já é a segunda geração que toma conta desse grande business que investe pesado em genética, que é tecnologia no final das contas também. Nosso terceiro convidado, Rogério Ferrarin, Agricultor também já assumiu a posição de liderança junto com seus irmãos de um dos pioneiros do desbravamento do Mato Grosso, o Guerino Ferrarin. O Rogério é diretor executivo do GGF, Grupo Guerino Ferrarin, um grupo que dispensa apresentações, planta mais de 115 mil hectares no ano agrícola entre as culturas de milho e soja. Manuela, Rogério, muito bem-vindos ao nosso evento de hoje. E, finalmente, representando a John Deere, o meu amigo Rodrigo Bonato, diretor de... Agora a gente está passando por tanta coisa que a gente tem que ler os nomes de todo mundo, os títulos de todo mundo. Assumiu, muito recentemente, a partir de julho desse ano, A Direção de Agricultura e de Precisão para toda a América Latina, Rodrigo, é formado em Engenharia Agronômica, sou um contemporâneo de faculdade da ISAUC e pós-graduado na mesma escola em Máquinas Agrícolas, ingressou na John Deere em 2003, fez uma carreira na área comercial e recentemente aceitou esse novo desafio, migrou de área e certamente tem um desafio enorme, mas muito prazeroso para seguir adiante. Com isso, eu quero começar, como diz as regras de etiqueta, as damas primeiro, então quero fazer a primeira pergunta pra doutora Silvia. Doutora Silvia, há um tempo eu ouvi um depoimento ou um relato da senhora dizendo que a cada um real investido em tecnologia do campus retorna 12 reais pra sociedade. Eu queria que a senhora abrisse o nosso evento falando um pouco sobre isso e comentando como que você vê o Brasil do ponto de vista de evolução da tecnologia no agro, quais são as contribuições que a Embrapa tem feito e como você vê o futuro para esse grande negócio e especialmente para a tecnologia inserida no agronegócio.
Boa tarde a todos. Primeiramente, eu gostaria de agradecer a John Dia por esse convite. Para mim, é uma honra muito grande estar aqui hoje conversando com esses feras pelos currículos apresentados. Diante da pergunta aí, Fabrício, eu acho que a gente poderia colocar que se hoje nós somos reconhecidos no Brasil como grandes protagonistas na agricultura mundial, grandes produtores e exportadores de alimentos, Isso se deve a muito investimento de ciência e tecnologia nos últimos 47 anos no país. Há 47 anos nós éramos importadores de alimentos e hoje somos grandes produtores, exportadores de grãos, carne, frutas, vários produtos. E aí eu tenho muito orgulho, porque há 47 anos foi criada a Embrapa, que é a empresa brasileira de pesquisa agropecuária. Já naquele momento se pensou que precisava trabalhar com agricultura tropical, quer dizer, adaptar tecnologias para o nosso solo para o nosso clima e isso e quando a gente fala que cada um real investido em ciência e tecnologia devolve 12 reais para a sociedade é o seguinte em brava anualmente ela faz um balanço social dessas tecnologias que foram desenvolvidas e anualmente que são lançadas E a partir desse cálculo, com metodologia científica para analisar esse balanço social, é comprovadamente que a cada R$ 1 investido em ciência e tecnologia, R$ 12 retorna para a sociedade. E eu acho que é importante, hoje a gente está falando dessa grande, o nosso papo aqui é sobre essa grande revolução que está acontecendo na agricultura, mas a gente não poderia falar dessa grande revolução sem reconhecer essa trajetória, quer dizer, nós passamos por três grandes momentos, a grande revolução verde lá no início, quando começou há 47 anos, 50 anos atrás, hoje nós estamos, aí é uma pesquisa mais adaptativa, hoje nós estamos passando por um grande momento, uma segunda onda que é dos sistemas integrados, integração, lavoura, pecuária, integração, lavoura, pecuária, floresta, sistemas consorciados, aí no modelo, aí aumenta a complexidade, nós já estamos falando de pesquisa mais sistêmica, mais multidisciplinar, E já trabalhando com uma terceira onda, que é da agricultura baseada em sumos biológicos. E aí, já falando de sistemas complexos. E quando a gente pensa em sistemas complexos que a agricultura vai ter que enfrentar, quer dizer, nós temos aí o grande desafio de garantir a segurança alimentar no mundo. E é esperado que o Brasil continue como esse grande celeiro nos próximos anos. Temos um outro desafio, que esses alimentos sejam seguros. A gente tem que garantir transparência em todo o processo, desde a pré-produção, na produção e na pós-produção. Temos que garantir que essa segurança alimentar seja sustentável do ponto de vista econômico, porque o produtor também é um modelo, ele tem que ter remuneração por aquele que ele produz, mas temos que garantir que seja sustentável também do ponto de vista ambiental, do ponto de vista social. que nós temos que conseguir aí garantir diminuição de impacto ao meio ambiente, otimização de equipamentos, de infraestrutura, de logística e ainda garantir que nós estamos atendendo o mercado consumidor. e daí que surge a grande oportunidade. Hoje o consumidor é muito mais preocupado com nutrição e saúde, e aí surge uma nova oportunidade, que é as tecnologias digitais, essas novas tecnologias, elas podem agregar muito valor em toda a cadeia produtiva, desde a pré-produção, produção, na pós-produção, que é o que a gente vai estar falando aqui hoje. E também eu acho que é importante a gente comentar aí que tudo isso não é só tecnologia da informação. Quando você apresentou a Manuela, você falou da genética, né? Nós temos aí que essa transformação que está acontecendo, ela envolve a biotecnologia, que tem muito a ver com a genética, a nanotecnologia, a tecnologia da informação e comunicação, ciência cognitiva e nosso desafio é como a convergência dessas tecnologias, como utilizar isso tudo dentro da cadeia produtiva desde a pré-produção até a pós-produção para no final das contas melhorar a produtividade do produtor, a produção e e garantir que o Brasil continue aí com esse brand de agricultura sustentável.
Excelente, doutora Silvia. Uma das coisas que a gente sempre ouve falar, e eu imagino que possa ser algo confuso na cabeça do nosso cliente, do nosso espectador, é, a gente sempre ouve falar muito de agricultura de precisão, mas hoje a gente está num outro patamar de tecnologia, e eu queria que a senhora falasse um pouco sobre isso, o que é agricultura de precisão, é e foi, E claro que ela é um pilar importante, mas do que nós estamos falando na realidade de hoje?
A agricultura de precisão, ela é muito importante, continua sendo, ela é a base para tudo isso que está acontecendo hoje, então é algo que já entrou aí no país há 20 anos, 25 anos, a gente evoluiu muito nessa linha, agora a gente está passando por um novo momento, é como se a gente estivesse expandindo o conceito, um novo nível da agricultura de precisão, além de medir, conectar máquinas inteligentes, e usar esses dados para a tomada de decisão no campo, dentro da porteira, do plantio à colheita, agricultura digital, a gente está falando primeiro, na cadeia como um todo, como eu falei, da pré-produção, dentro da porteira, do plantio à colheita e na pós-produção, armazenamento, distribuição e logística. Por que que a gente tá falando do todo? Porque hoje, qual que é o desafio dessa nova era? São dados, como transformar esse dado em formação em todos esses elos da cadeia. Então eu tô falando uma agricultura que eu posso e eu devo tomar decisão mais baseada em conteúdo digital, em dado, informação, e não só empiricamente como há muitos anos atrás a gente tomava as decisões. e aí que eu não por isso que é quando a gente fala nem envolve outras áreas além da tecnologia da informação como a biotecnologia não porque na verdade a agricultura digital ela é essa agricultura onde eu vou permitir tomar decisão em toda a cadeia produtiva baseado no conteúdo digital utilizando essas tecnologias de ponta que eu já citei e também que ela seja conectada, porque aí eu estou estendendo esses dados, informações, eu passo para falar disso numa plataforma de Big Data, como eu vou analisar esses diferentes tipos de dados, por exemplo, quando eu falar em agricultura de precisão, eu estou falando de um sensor para análise de disponibilidade de água no solo, estou falando que eu estou recebendo dados escalares de uma estação agrometeorológica, uma estação público biométrica, estou usando imagens satélite em diferentes resoluções. Hoje a gente usa muito imagens adquiridas por drone para monitorar a lavoura, para identificar um problema na nossa lavoura. tudo isso é dado informação inter heterogênea agora eu tenho que transformar esse dado informação e conhecimento para tomar decisão aí surge esse novo nível plataforma de big data aí cada vez mais que esses dados vão aumentando vai chegar uma hora capacidade humana, ela fica limitada para analisar esses dados, aí que surge os outros conceitos, inteligência artificial, os algoritmos que estão por detrás da inteligência artificial, que eles podem inferir informação a partir dos dados, então eles já ajudam nessas análises, ajuda o homem nessas análises, já infere conhecimento. Aí surge outros conceitos, como internet das coisas, que é uma nova tecnologia para integrar tudo isso, receber esses dados da estação agrometeorológica, um dado de imagem de satélite, tudo isso para uma nuvem, para eu poder analisar esses dados. E aí surgem outros desafios, né? A restaurabilidade em toda a cadeia produtiva, surgem novas tecnologias como blockchain, eu acho que são várias tecnologias que surgem como novas tecnologias disruptivas que podem agregar mais valor ao todo o processo produtivo.
Excelente, doutora Silvia, muito obrigado. Eu queria passar a bola agora para a Manuela e Evidentemente, como a gente já falou, semente é algo que carrega muita tecnologia em si própria, porque ela é a unidade de produção do agricultor, cada semente vira uma planta e se torna uma unidade de produção. Então, sua atividade requer um balanço muito importante entre produtividade e qualidade. E eu queria te perguntar, Manoela, como que a tecnologia tem feito a diferença no dia a dia do teu negócio, do ponto de vista de alguém que está na ponta produtiva do processo?
Boa tarde, pessoal. Obrigada, colegas, por compartilhar essa tarde. Eu queria, Fabrícia, assim ó, ouvindo a doutora Silvia falar, a gente fica pensando que que bom que a agricultura tem tanta gente que é apaixonada em tantos setores tão diferentes, né? Você falou que a gente tá dentro da expointer digital. Eu vou na expointer desde que eu tava na barriga da minha mãe. Então, esse ambiente, ele é meu, assim, o ambiente da expointer. E eu não conheci nada na minha vida dentro da agricultura que não tivesse tecnologia associada. E o que eu acho muito legal é que tudo que a doutora Silvia falou aí, para não embaralhar a cabeça de todo mundo que está vendo, tudo que ela falou a gente aplica no campo. Então, é que é muito legal que a gente consegue fazer a tradução numa realidade de operação. Eu trabalho com semente, sim. Amo trabalhar com semente porque eu acho que eu estou num ambiente de tecnologia aqui hoje, E é a semente que é o começo de tudo, ela é que dá vida a toda a agricultura depois no sistema. E não existe semente sem tecnologia. Esse salto de produtividade que a doutora falou, 47 anos de pesquisa, eu vivi isso durante toda a minha vida, ainda bem que eu não sou tão velha assim dos 47. Mas desde que eu nasci, eu vi isso acontecer no campo, que era o que a gente tinha produtividade lá atrás, de 25 sacos por hectare, e ver hoje que é muito possível uma média de 100 sacos por hectare. Isso tudo é a tecnologia de gente que pesquisa, como a doutora Silvia, como a John Deere, como o Rodrigo, como você Fabrício, como o Rogério que utiliza e faz da uso para essa tecnologia e conecta todas as pontas. Faz esse elo de ligação que não existe a tecnologia aplicada no se a gente não conseguir juntar tudo como um sistema de big data, então, né, doutora Silvia? Que é isso que a gente tá vendo que é um pouquinho do que tá faltando. Hoje a gente faz tudo isso pela caneta e que daqui a pouco, quando a gente conseguir unir tudo isso e imaginar o machine learning aí, vai ser o sonho, mas é um sonho que ele tá cada dia mais próximo e mais real. Eu compartilho das mesmas ansiedades da doutora Silvia, porque quando a gente aplica no campo demora um pouquinho mais para isso para fazer rodar de fato, mas o que eu fico sempre muito gratificada é o quanto a gente consegue fazer a evolução e consegue só numa sementinha de soja fazer a joia da nossa lavoura prosperar, tanto a agricultura.
Excelente, muito obrigado, Manoel. E acho que esse é um relato incrível de quem participa desse negócio desde sempre, na verdade. E nesse contexto, também falando do ponto de vista de quem faz a agricultura acontecer, eu queria fazer a próxima pergunta para o Rogério. Rogério, o GGF é, sabidamente, um dos grandes grupos, um dos grupos de larga escala da agricultura brasileira, e que recentemente tem investido pesado em tecnologia orientada pro resultado. Eu acho que nós somos parceiros nessa jornada e eu queria te pedir pra compartilhar um pouco com a nossa audiência como tem sido essa sua jornada, o que você tem aprendido, o que você pode compartilhar conosco e com o nosso espectador sobre essa jornada do ponto de vista de alguém que comanda um negócio de uma envergadura tão grande quanto você.
Pessoal, boa tarde a todos, é um prazer estar aqui com vocês, compartilhar dessa tarde com vocês. Depois da doutora Silvia, escutando a doutora Silvia, dá vontade de ficar escutando ela, que a live podia ser feita por ela, a experiência da Manuela também trazendo experiências de outras regiões, é bastante interessante, a agricultura ela é apaixonante, ainda mais agora que a gente consegue ter isso na mão, então tá ficando um negócio cada vez mais apaixonante e eu sou entusiasta, eu sou um apaixonado por isso, porque venho, estou dentro, nasci dentro da agricultura, a paixão pela terra, a paixão por você atingir índices de produtividade, você ser desafiado todo ano, todo ano eu falo a gente bate recorde e daí cai sobre nossos ombros a grande responsabilidade de se manter no topo, não é muito fácil de se manter no topo. Então, quais os mecanismos, quais os processos para a gente ficar nesses patamares que a gente conseguiu atingir durante esses 47 anos, doutora Silva? Eu acho que essa contextualização é bastante importante, porque a agricultura tem que ser enaltecida, todos que passaram por ela e trouxeram o Brasil o que representa para o mundo hoje. Então, eu como entusiasta, nós aqui no grupo, a gente sempre buscou fortemente processos. A gente acredita que a produção de commodities, austeridade em custos e eficiência de produção é fundamental. E nós, para ter austeridade em custos, a gente sempre foi focado muito em processo. Então, saber todos os processos, saber todas as atividades dentro da nossa atividade que são importantes. E buscando processos, O principal desafio, depois de você criar um ERP, você ter todas essas informações, você vinha lá do malote ainda, aqueles malotes de lei todo, malote de informações, era difícil, você tinha informação safra, pós-safra, você não tinha informação pós-atividade, era pós-safra. E o sonho era conectar tudo isso, era conectar quando a gente começou a fazer processos robustos, rastreados e seguindo a tônica hoje, do que a doutora Silvia fala e a tônica mundial, segurança alimentar e rastreabilidade alimentar, nós buscamos muito E aí foi o maior desafio que é a conectividade. Eu falo que um grande desafio nosso é de infraestrutura e esse desafio de infraestrutura é a conectividade. Eu acredito que isso nós temos que levar para alçadas maiores, eu acho que isso nós temos que levar a nível de governo porque é algo bastante interessante, que a conectividade não vai ser só extrair da máquina os dados, a conectividade vai trazer educação vai trazer segurança ao campo, vai trazer monitoramento das áreas de preservação, vai trazer saúde ao campo. Então, é muito mais que apenas a informação. E sem dúvida nenhuma, os ganhos que nós tivemos dentro, trazendo isso da porteira para fora, trazendo da porteira para dentro, o produtor ele tem, ele criou esse rótulo que o produtor da porteira para dentro ele é bastante eficiente, sem dúvida nenhuma ele é bastante eficiente, tá aí os resultados da doutora Silvia. hipotecou os resultados aí que o Brasil vem atingindo, mas nós podemos avançar muito mais. Quando chega a conectividade e você consegue diagnosticar processos, você consegue rastrear processos e cada atividade nossa no campo, ela tem um equipamento por trás, uma máquina por trás, você consegue monitorá-la. E quando você consegue monitorar e medir, você consegue melhorar o processo, você consegue evoluir o processo. E assim, a gente vem nos últimos anos trazendo essas plataformas digitais desde a coleta de solo, passando pela distribuição de sólidos, plantio, diagnóstico de doenças, pragas e ervas, pulverização e coleta. No momento que você consegue fechar esse ciclo, você cria um ciclo virtuoso, aonde você faz um ganha-ganha de tudo isso, você consegue extrair dados, aonde você consegue melhorar as atividades e melhorar o seu desempenho. O primeiro passo, o primeiro ganha-ganha, sem dúvida nenhuma, eu falo que a gente tem três pilares aqui que a gente fala dos três P's. O ganho muito forte de processo, você tem processos bem definidos onde você consegue avaliar muito bem o custo de produção desde o desde a performance da máquina, passando pela aplicação, aplicabilidade desse produto no lugar certo, na hora certa, no momento certo. Nesse processo, você consegue também, muito importante, trazer a manutenção para dentro disso, as nossas janelas de plantio, janelas de trabalho estão cada vez mais estreitas, cada vez mais compactas, então nós precisamos com que a máquina não pare. Nós temos que ter a capacidade de não perceber a máquina parar. Através da conectividade, através disso, a manutenção fica dentro disso. Então, os processos com a manutenção, você tem uma velocidade muito grande e muito transparente do que está fazendo. O segundo P são pessoas. As pessoas, sem dúvida nenhuma, o ganho de qualidade, a elevação da régua, com a operação é fantástico, eu digo que nós vamos passar do operador de máquina para o gestor de máquina, ele vai ter que saber o talhão que ele está, a variedade que ele está plantando, ele tem que saber quantas plantas por metro ele está colocando, ele tem que saber da conectividade, ele tem que saber da manutenção e do desempenho da máquina, então nós vamos passar o patamar de operador vai mudar aí com a tecnologia. E assim, é o mais gratificante, sabe? As pessoas evoluindo com a tecnologia é muito legal e interessante porque as pessoas têm medo da tecnologia que toma o espaço delas, né? E o importante é que você tem que se adaptar a elas para ficar cada vez mais cada mês mais integrado e dando mais resultados. E o terceiro P, eu falo produtividade porque nós trabalhamos com commodities, mas quem trabalha com produto tipificado, ele pode trabalhar produto esse terceiro P. São produtos mais seguros, produtos rastreados, produtos com qualidade que eu acredito que o mercado está demandando sobre isso e vai ser o futuro. Então, não tomando muito tempo aí, se a gente ficar aqui, a gente fica apaixonado por esse negócio e ficar falando aqui, acho que essa troca de informação é bastante legal. Então, é mais ou menos isso, acho que a tecnologia não tem volta e muitas vezes as pessoas, hoje eu falando com um amigo meu, Ele falando, ah Rogério, eu não planto muitos hectares e eu falo, não existe tamanho gente, existe o prazer e a paixão pelo que você faz, não tem tamanho para isso, a tecnologia vai ser igual ao celular, vai atingir todo mundo, todas as esferas e vai melhorar a agricultura brasileira.
Maravilha, Rogério, que fala contundente essa sua, muito bom. Gostei do binômio, austeridade em custos e eficiência em produção.
E aí com a plataforma digital a gente pode ir para outro passo, mitigar alguns riscos, principalmente risco climático, que através da transparência dos dados você consegue ter um seguro agrícola mais contundente.
Excelente, vai longe essa conversa.
Isso que um ganha-ganha, isso que um ganha-ganha, se não ficar falando aqui, é um ganha-ganha.
Sem dúvida. Bom, e com isso, eu acho que o Rogério deixou uma coisa muito clara, tudo que no final das contas resulta em produtividade para o Rogério, para a Manuela, passa pelos equipamentos, passa pelas máquinas. E agora eu queria jogar a bola para o Bonato e fazer para ele essa pergunta. Tudo que tem valor e tudo, sei lá, 70% do que é custo para o agricultor passa por dentro dos equipamentos. Então o papel que as máquinas desempenham na realidade do agricultor é absolutamente importante. Então eu queria te perguntar, Bonato, como é que você vê a contribuição da indústria de máquina até agora, especialmente da John Deere, nessa caminhada até onde a gente chegou e para onde a gente ainda vai com o agronegócio brasileiro.
Obrigado, prazer estar com esse time. Diferente do Rogério e da Manuela, eu não nasci no agro, mas através da minha paixão por máquinas e tecnologia, eu acabei entrando no mundo do agro. e acabei me apaixonando pelo agro e mais do que isso, pelas pessoas do agro. O agro brasileiro, ele é tão... cresce tanto e ele é tão pujante por causa da paixão do Rogério, da Manuela, de todos os produtores brasileiros e paixão nossa, como Fabrício, que estudou comigo na Exalca, a doutora Silvia, que acreditou lá atrás que a computação ia fazer diferença para a agricultura, E se eu puder fazer um sumário do que a gente discutiu aqui até agora, esse acreditar nosso do Brasil fez também a Embrapa há muitos anos revolucionar o Cerrados, foi a tecnologia de pesquisa da Embrapa que oportunizou o Brasil realmente ser líder hoje em produção de alimentos do mundo, alimentos, fibras, pecuária e tudo mais que a gente sabe da nossa posição nos ranks globais. Mas foi através da tecnologia. A tecnologia nos oportunizou a ir aos cerrados e transformar o agro brasileiro. Foi através das pesquisas também da Embrapa e outras entidades, a gente fala muito da Embrapa porque é a entidade referência em termos de tecnologia e pesquisa agronômicas, que também puderam elevar esse patamar que nós tínhamos de produtividade. A Manuela falou em 25 sacos, quando eu me formei há 20 anos, a gente falava de 35, 40 sacos. Isso agora estamos falando de 60, 70, 100 sacos e não é mais utopia pensar nisso, a tecnologia nos trouxe até aqui. E fazendo esse paralelo, é a tecnologia que vai dar o próximo salto na agricultura brasileira, não tenho a menor dúvida disso. E por que a tecnologia vai fazer esse grande salto que vai nos fazer dobrar a produção de alimento nos próximos 10 a 15 anos na mesma área que a gente está hoje aberta, sem precisar fazer nenhum tipo de expansão na área. Por quê? Ela vai dobrar a nossa capacidade de produzir nas áreas que já estão em produção hoje, porque ela vai deixar as áreas mais eficientes. Vai ser através da tecnologia, em tempo real, que nós vamos gerenciar o nosso negócio. Porque hoje a tecnologia, Fabrício, a gente na área de máquinas, respondendo a tua pergunta, muito se fala hoje, um assunto fashion, fala de autonomia de máquinas. Autonomia de máquinas é uma coisa já velha na nossa indústria. As nossas máquinas já dirigem sozinhas há muito tempo. Quando a gente fala de um piloto automático de um carro, nada mais é do que um acelerador eletrônico, ele não dirige o volante sozinho, ainda. As máquinas já dirigem sozinhas, o operador está ali como uma questão de segurança e até conforto, para a gente saber que tem alguém ali operando aquela máquina. Mas não é mais necessário um operador estar ali à frente, porque a atividade de dirigir uma máquina é atividade menos nobre, que tem ali, que o operador está fazendo. O que ele faz de nobre na operação dele é realmente regular a máquina para as condições que ele está enfrentando naquele momento de colheita, naquele momento de plantio. E aí vem a segunda grande palavra que a indústria ainda não entendeu, a John Deere já está nesse caminho, que é da automação. Porque ao entender o ambiente onde a máquina está inserida, tudo passa por dentro de uma máquina. Seja semente, seja defensivo agrícola, seja o que for. A máquina percorre cada centímetro do campo no Brasil e no mundo. E ela coleta dados de cada centímetro também. E esse é o grande motor, porque as máquinas têm que ser autônomas. autônomas em termos de automação. Elas têm que ser inteligentes para entender qual é o ambiente que ela está inserida e ela tomar as decisões e ajudar o operador a extrair o máximo potencial, não só da máquina, mas da semente que está sendo plantada. A Manoela tem certeza que ela indica para os clientes dela, olha, plante X sementes por hectare ou X sementes por metro, porque agora cada semente é uma unidade de plantio. E, por tradição, o produtor acaba plantando 10% a mais, mas não precisa. A semente já tem tecnologia para ter um stand bom para não precisar plantar a mais. Porque se plantar a mais, vai estar gerando competitividade entre as plantas. E a plantadeira já tem tecnologia para fazer essa distribuição adequada. Agora, se a gente conseguir fazer tudo isso, Fabrício, a chave do negócio é o tempo real. Por quê? O Rogério falou do malote, que antigamente no final da safra a gente descobriu o que tinha acontecido. Agora melhorou, até a gente consegue com a agricultura de precisão e um pouco de pen drive no campo, planilha, a gente consegue saber o que aconteceu na atividade no dia, talvez naquela hora. Mas quando é que você corrige se o operador ou o técnico ali na hora regulou a plantadeira com cinco sementes a mais do que deveria? Você não consegue, já passou a janela de oportunidade de correção. E aí vem a importância da conectividade rural. A conectividade rural é o que vai realmente revolucionar esse patamar de produtividade que o Rogério falou do último P ou do produto no Brasil. Porque em tempo real você vai poder acompanhar e corrigir as falhas que estão sendo feitas. E isso vai trazer economia para a produção e vai trazer eficiência de produção. E, lógico, tudo isso traz sustentabilidade econômica e ambiental para toda a produção. Então, na minha opinião, o grande sucesso e a grande contribuição que nós, no segmento de máquinas agrícolas, podemos trazer para a agricultura brasileira é a automação das nossas máquinas para que elas fiquem cada vez mais inteligentes. Não adianta nada ter um ferro lá se ele não for inteligente, porque é ele que vai fazer a diferença a partir de agora. Inteligente e conectado em tempo real através da conectividade necessária ao nosso país.
Excelente, Rodrigo. Muito bom, muito abrangente essa tua colocação. E aí eu vou pegar o gancho desse último comentário que você falou sobre a conectividade, que passar de novo pra doutora Silvia, porque claro que a gente, né? Nós nós somos cinco entusiastas aqui conversando sobre um assunto que nos apaixona e e e a gente sabe do potencial que que isso tem, vocês deixaram isso muito evidente, mas existem desafios, né? Um deles foi apontado pelo Rodrigo, foi apontado pelo Rogério, é a conectividade. Eu queria saber, doutora Silvia, além da, além desse e se você quiser fazer comentários a respeito da conectividade, eles são absolutamente bem-vindos, mas Quais são os principais desafios para a expansão da tecnologia no campo no Brasil?
Esse ponto da conectividade é bem interessante que o Rodrigo colocou, né? Que, na verdade, existem vários desafios. Existe da conectividade no campo, né? Lá no campo onde você pode estar usando uma rede de baixa frequência, né? Tem vários tipos, né? Sigfox, LoRa, Wi-Fi, ali existe um desafio ali. Existe o desafio da internet, a banda larga, o 3G, 4G chegando na área rural, né? Existe esse desafio. Hoje se fala muito em 5G, mas o 4G já chegando na área rural, com mais abrangência, já ajudaria muito do que a gente já precisa para avançar nos próximos anos. Aí quando você fala de processar mais imagens, de ter, por exemplo, uma classificação automática de um grão lá no campo, aí sim o 5G pode fazer uma diferença, algo desse tipo. mas existem outros desafios em relação à conectividade eu acho que assim existe hoje já um desafio inclusive do governo de ampliar essa conectividade no campo de chegar né aí ministério de ciência e tecnologia junto ao mapa existe todo um trabalho de que essa conectividade ela chega ao campo para melhorar, porque, sem ela, realmente, essa questão da infraestrutura fica difícil. E a diversidade do nosso país, lembrando, sul, sudeste, nordeste, norte, centro-oeste, é totalmente diferente. Então, a gente tem pequeno, médio, grande produtor nessas diferentes regiões. Então, existe sim esse desafio, existe também a comunicação via satélite, via rádio e outras conectividades. Então, é um grande desafio essa questão da comunicação. Um outro desafio é a questão da segurança da informação, porque muitos produtores, e o Rogério pode falar mais com a gente, existe a preocupação, muito produtor, primeiro, às vezes fica inseguro, ele não entende muito bem como a tecnologia às vezes pode ajudá-lo. Então existe sim, e tem a questão da segurança da informação, vai capturar todos os meus dados? Esses dados vão ser usados para quê? Como que vai ser usado esse dado? Então existe, esse é um outro trabalho. Tem as questões regulatórias disso tudo, é um terceiro desafio, leis, normatização disso, acabou de sair a lei da proteção dos dados, então assim a gpd então assim tudo isso é são desafios que a gente está enfrentando estamos evoluindo para poder a cada vez mais é introduzir novas tecnologias no campo e um outro desafio que eu não poderia deixar de falar é o novo perfil no campo acho que foi o Rogério ou o Rodrigo comentou sobre isso né a não ser mais um operador de máquina ser um gestor de máquina, do processo em si, eu diria até mais. Hoje a gente fala do agrônomo também tradicional e aí tanto os dois aí que vieram da Exalc, o Fabrício e o Rodrigo, trabalhava muito com as ciências agrárias no sentido da planta de conhecer e de melhorar essa produção, essa produtividade. Mas hoje a gente tem que pensar que um novo perfil lá é um agrônomo mais digital, vamos dizer assim. Muitas vezes seja por pequeno, por médio, numa cooperativa, ele vai ter que dar um apoio aos pequenos e médios produtores para ajudar nessa introdução dessas novas tecnologias, capacitação nessas novas tecnologias. Então, existe novos perfis surgindo, seja de um agrônomo mais digital, seja do cientista de dados na empresa, ou nos grandes grupos, como aí o do Rogério, ou seja, nas grandes empresas do agro. Existe também um perfil que também pode ser uma atração de talentos, porque hoje, como as novas gerações já nascem com a tecnologia, você trazendo mais tecnologia, consultando tudo no meu smartphone, conseguindo fazer muitos processos, analisar isso, isso pode atrair novas gerações. Então, são vários desafios que nós temos, mas eu vejo que a tecnologia ela vem para somar e não para separar mais o pequeno, médio, grande. Pelo contrário, ela vai dar mais capacidade para o pequeno e médio melhorar seu processo, desenvolver novos modelos de negócio, entender, primeiro gerir melhor o seu negócio. Depois para ajudar ele a melhorar, reduzir custos, vamos dizer assim. Depois também para ajudar ele a melhorar o uso eficiente de insumos, como foi dado vários exemplos aqui, melhorar sua eficiência no uso de insumos. Também para ajudar ele até a desenvolver novos modelos de negócios. Então, e o grande, ele tem mais acesso, ele tem mais facilidade, ele tem mais facilidade e capacidade de investimento, mas ele também precisa entender e trabalhar como que tudo isso pode melhorar a sua produção e produtividade para ele investir cada vez mais nessas novas tecnologias. Então, eu acho que a questão da conectividade, a questão da segurança da informação, aspectos regulatórios, a capacitação, novos perfis no campo, e também uma capacitação digital, vamos dizer assim, para o pessoal entender como que a gente pode cada vez mais introduzir essas tecnologias para agregar mais valor em toda a cadeia produtiva. Eu destacaria os principais desafios que nós temos que enfrentar. Só para exemplificar, eu participei em uma reunião uma vez do CNA, e o pessoal falou, é tanta tecnologia, é tanta tecnologia que a gente fica perdido, o produtor falou. Eu acabo usando ali minha planilhinha, receita e despesa. Então, para você ver que existe sim uma necessidade, e aí, fazendo parte da Embrapa, que é uma empresa pública, Eu acho que a Embrapa pode ser uma grande facilitadora e fomentadora dessas novas tecnologias também no agro, como o Rodrigo colocou. Ela foi naquela época da expansão da soja no Cerrado, A Embrapa hoje, ela pode também ser uma grande facilitadora desse ecossistema de inovação e agricultura digital no país. E hoje a empresa, ela está comprometida com isso, é um dos pilares da diretoria, é ajudar, fomentar isso na agricultura brasileira. E quando vocês colocam que realmente eu fui entusiasta há 30 anos lá atrás, de estar trabalhando com isso, realmente, porque a Embrapa, eu acho que ela foi visionária naquele momento, há 30 anos atrás, quando ela já pensou, além de agrônomos e veterinários, colocar pesquisadores, cientistas da computação, engenheiros elétricos, físicos, matemáticos, estatístico, todo mundo junto, para trabalhar, ajudar a resolver, a solucionar os problemas da agricultura. Isso desde subsidiar políticas públicas, por exemplo, hoje a gente tem uma política pública como o zoneamento agrícola de risco climático, subsidiar o crédito rural, o seguro rural, tudo isso é muito baseado em processamento de alto desempenho, em computação, Então, lá na frente, sai lá a janela de plantio, baseada em modelos matemáticos, modelos climáticos, existe muita tecnologia. Como vocês colocaram aí com a Manuela, na semente, a parte de quanta tecnologia existe numa semente, desde toda a parte de análise de dados genômicos, prospecção de genes, como melhorar para aumentar a produtividade, Então, existem muitos desafios ainda para a gente, mas a tecnologia, com esses desafios que eu citei, que a gente vai precisar enfrentar, e eu acredito que a Embrapa pode ser um grande facilitador e uma grande... No mesmo tempo que é 47 anos, ela fez a diferença no agro, eu acho que ela tem um papel muito importante, junto com as empresas privadas, com as universidades, com as startups que estão chegando aí cada vez mais, está aumentando o número de startups no agro, as agtechs, as foodtechs, o último estudo da Embrapa mostrou que a gente tem mais de 1.100 startups no agro, isso há um ano atrás, quantas que já não tem E aí contando startups, também a sustentabilidade dessas startups, tudo isso precisa de um ecossistema. Por isso que esse tipo de conexão que a gente está fazendo aqui hoje, onde tem o produtor, a empresa de sementes, uma empresa de implementos como a John Deere, a empresa de pesquisa como a Embrapa, a gente precisa trabalhar nesse ecossistema de forma colaborativa, é um ganha-ganha para todos os lados para que a gente consiga fazer com que o Brasil continue sendo esse protagonista na agricultura mundial.
Ótimo, doutora Silvia. A gente sabe, fica evidente com a sua resposta que a gente ainda tem bastante desafios a vencer, mas também sabemos que como a Embrapa, que é uma empresa que dispensa comentários e com a força do produtor, nós seguramente vamos conseguir resolvê-los para que o agronegócio avance cada vez mais. Agora eu queria perguntar de novo, mudar de óculos e perguntar pra quem faz, quem tá lá no campo, quem tá lá com os pés na poeira fazendo tudo isso acontecer, eu queria perguntar pra Manuela. Manuela, na tua opinião, quais, para o produtor, do ponto de vista do produtor, quais são os principais desafios, e eles podem ser parecidos ou similares aos que a doutora Silvia apontou, mas eu queria saber se tem mais alguma coisa de quais são os principais desafios para plena adoção da tecnologia e se você como produtora sente falta de alguma coisa que o mercado ainda não consegue te oferecer.
Então Fabrício, de novo né, a doutora Silvia falando, ela cita todos os desafios que a gente ainda tem pela frente né, é quase que a gente fica pensando se a gente vai conseguir suprir tudo isso né, mas eu tenho convicção de que sim, E, de novo, como sementeiro, o nosso desafio é fazer chegar tudo isso na ponta. Eu gosto de pensar assim, eu gosto, às vezes, de sonhar como que vai ser a agricultura. Então, imagina se nós, que vamos fazer a recomendação de uma semente no campo, a gente puder fazer essa recomendação diretamente na semeadora do produtor. Aí não vai ter espaço para ele plantar fora do que é a descrição que a gente está propondo para ele fazer. ele vai ter um ganho de produtividade sempre. A gente tem sim esse desafio gigante que é colher todas as informações que o Rodrigo citou antes, que a máquina passa e colhe todas as informações do campo, é como a gente dá uso a essas informações da melhor forma, para sempre buscar mais produtividade. Eu acho que a gente faz um trabalho fantástico no campo, o que nos falta muitas vezes não é sim analisar a informação em tempo real, mas é de fato analisar a informação, porque a gente tem tanta coisa que dá para melhorar e que a gente pode melhorar naquele momento, que a gente se perde nesse maranhado de informação e como que vou usar. Vocês lembram daquilo, se eu vou plantar ou não vou plantar, vou passar ureia? Pois é, olha quanto isso já melhorou, né? Então, quanto isso já melhorou e quanto tempo demorou para melhorar? Porque até isso chegar lá na ponta, a gente acreditar numa previsão do tempo para fazer uma aplicação de ureia, fazer um plantio, enfim, uma semeadura, para o agricultor absorver essa informação foi muito tempo de preparo, então foi muito esforço de toda a cadeia para que isso acontecesse. A doutora Silva também falou das novas profissões que eu acredito que o agro está chamando para si, são profissões que ainda não existem, que a gente ainda não sabe como serão, mas eu não tenho dúvidas assim que hoje a gente tem tanta atratividade para o jovem para trabalhar conosco, que a gente não dá conta de tudo que eles podem fazer e é aquele pessoal lá que tá o tempo inteiro batendo na tua porta e disse me dá um novo desafio porque o patamar da produtividade do 100 não é mais esse que eu quero agora eu vou buscar rentabilidade eu vou buscar trabalhar melhor eu vou buscar um sistema de manejo mais produtivo que eu aproveite sim faça muito mais do mesmo hectare por ano o Rodrigo falou em produtividade Eu não falo produtividade única, mas é conseguir fazer mais naquele mesmo hectare, quer dizer, dar mais tombos para rentabilizar melhor. Então a gente tem, assim, desafios imensos. Citando só, para mim, a chave vai ser quando a gente conseguir fazer isso aplicar lá na ponta. E a gente tem ali, olha, no Brasil, quantos cementeiros tem que a gente sabe que fazem esse serviço de ir lá, fazer essa recomendação, estar junto com o produtor, porque quem entende da área dele é ele, então a gente precisa ouvir para depois devolver a informação, e se a gente conseguisse colocar tudo no liquidificador essas informações e devolver de uma forma eficiente, prática e rápida, Eu não tenho dúvida assim que o patamar não é mais sem sacos, né? Ele já é 130 para fazer uma média e ele vai alcançar muito rápido 150. Rápido porque a gente sabe que a semente tem todo o potencial para alcançar essa produtividade e quando a gente conseguir fazer a combinação dos 200 fatores para fazer a lavoura, que seja de forma eficiente, vai ser o celeiro do mundo, sim, já é hoje, mas vai ser muito mais, não vai ser só em soja, em milho, em trigo, algodão aí que tá bombando também, vai ser de todo o HF, vai se tornar o abastecimento do mundo. Então eu tenho convicção disso, acho que temos desafios, mas sou muito convicta que logo a gente vai suprir isso e vamos em busca dos novos desafios.
Excelente, Manoel, o desafio lançado, primeira parada sem saco, segunda cento e cinquenta. Já vamos começar a trabalhar, vamos começar todo mundo a trabalhar pra isso.
Cento e cinquenta.
Excelente. A gente já tem, né Rogério? A gente já tá.
Então vamos cento e trinta, depois de cento e cinquenta, um passo de cada vez.
Espetáculo. Rogério, pra você agora. você que que se lançou nessa nessa jornada da tecnologia e já e já colhe resultados muito materiais com ela. Eu queria te fazer uma pergunta também pra compartilhar com a nossa audiência. O que você acha hoje, pra quem tá começando, e a gente sabe que tem muita gente começando, ou ainda se ambientando com essa nova realidade tecnológica, ao que o produtor tem que dar atenção antes de realmente começar a falar de tecnologia? E quais são os pontos principais dessa tua jornada até aqui, que você aconselharia eles a prestar atenção, que seja extra tecnologia?
Fabrício, nós temos que fazer uma... você tem que dar uma outra etiqueta da live aqui, para a gente poder entrar na conversa um do outro. Dá vontade de entrar na conversa um do outro, só esperar a mesa de falar não dá. Mas assim, é... O que eu vi, a doutora Silvia, ela coloca onde a gente pode chegar, no momento que a gente está e aonde a gente pode chegar, sem dúvida nenhuma, a conectividade, a hora que ela chega, a gente pode sonhar, porque nós que estamos com as unidades de produção, elas todas conectadas, nós falarmos aí no futuro, no assessoriamento, nós falarmos de inteligência artificial, sem dúvida nenhuma, é fantástico. Mas as pessoas acreditam que nós vamos viver o futuro, nós estamos dentro do futuro. Então eu acredito que vai ter um alcance para todos, todos vão chegar e isso vai chegar muito rápido, vai ser uma transformação muito dinâmica. O desafio maior, Fabrício, é a gente fazer uma introspecção, vir para dentro da porteira, definir processos, isso é fundamental, você ter os processos muito bem definidos, todas as atividades, elas ter processos bem definidos, para assim você imprimir ali a tecnologia necessária. Então o primeiro passo, sem dúvida nenhuma, é você saber o que você está fazendo, atividade por atividade, dentro do seu cultivo. O segundo passo é você trazer uma tecnologia, e aí eu tenho os conceitos que menos é mais, o mais simples possível, não adianta complicar muito, porque daí vem o que a Manuela fala, vem um monte de dado e você não sabe interpretar, você não sabe o que quer. Então, o importante é ter o passo do processo bem definido e a ferramenta que vai te ajudar a melhorar esse processo. Desde um desempenho de máquina, de uma análise de custo de produção, da distribuição do insumo, eu falo da racionalidade, da certividade do uso desse insumo. Então, o importante é você diagnosticar qual é o gargalo da atividade, esse processo definido e você ter uma ferramenta para esse processo. Depois, sem dúvida nenhuma, o outro passo é Big Data, você vai ter as informações, você vai analisar, e aí o que o Rodrigo fala, a capacidade de você intervir em tempo real na máquina. A indústria de máquinas, ela está ficando refém dela, porque se nós voltarmos 10 anos para trás, um equipamento plantava 30 hectares por dia, hoje nós estamos plantando 30 hectares por hora. Então, a capacidade de você gerenciar isso é muito importante, essa máquina não pode parar e não pode errar. Então, você tem que analisar esse dado de uma forma eficiente e aí imprimir a ele, a correção no tempo imediato ou logo após o erro. Não deixar isso para aquela história de terminou a safra, vou corrigir o erro. Não, nós temos que, com a velocidade que está, com as produtividades que a gente está esperando, tem que fazer no momento ideal. Quarto passo, sem dúvida nenhuma, aí é o nível de pessoas, eu acho que a doutora Silvia foi muito feliz, eu acho que nós vamos mudar, o campo vai mudar a nível de educação, sempre acreditei que ciência e tecnologia é um movimento de transformação, mas treinar, qualificar as pessoas, eu acho que a Embrapa tem um grande papel nisso, trazer a sociedade organizada junto com a indústria, trazer isso para dentro um grande centro de ensino para que nós pudéssemos treinar e qualificar pessoas é fundamental nesse momento das tecnologias. Então, Fabrício, eu acredito nisso. Definir processos, trazer a ferramenta para dentro do processo, analisar esses dados e aí sim treinar e qualificar as pessoas para o mercado. A gente chama aqui, a gente usa o ciclo do PDCA, dentro desse ciclo a gente tem a operação, o mapeamento dessa operação, análise diagnóstico dos dados e a correção, isso em tempo real, isso que é muito legal, é em tempo real. Então é isso, eu acho que o que a gente pode fazer nesse momento é saber muito bem o que nós estamos fazendo e imprimir aí uma tecnologia que nos dê racionalidade no uso, desempenho. E aí acho que tem um dado bastante importante que a gente pode criar aqui números que assustam assim, são impactantes, porque se você pegar Mato Grosso, um pouco mais de 10 milhões de hectares, num custo de produção onde sementes, defensivos, fertilizantes, combustível, pessoas, fazem aí 75% do custo, pouco mais de 70% do custo, nós estamos falando de 10 milhões a um custo de 2 mil reais por hectare, nós estamos falando, aliás, 2.500 reais, chegando quase 3.000 reais por hectare, nós estamos falando aí de 30 bilhões de custos. Tudo que nós melhorarmos de eficiência aí no uso, melhorar qualquer percentual no uso, isso dá um número gigante, dá um número muito expressivo de redução. Então, tenho certeza que nós vamos evoluir um desempenho muito melhor na austeridade dos custos e, consequentemente, tudo isso que nós fizermos com qualidade agora, com diagnóstico das atividades, processos bem definidos, a produtividade vai ser consequência. Pode ter certeza que você fazendo atividade bem feita, a consequência é alta produtividade. Então, eu vejo dessa forma, Fabrício.
Me concede uma parte, Fabrício?
Só foi o da etiqueta aí, viu como é que é?
Fica à vontade.
O Rogério fala muito em custo, em mapeamento de custo, processos. A gente tem um produto ali, falando na agricultura em geral, que é comoditizado e que a gente não domina preço de venda, então a gente tem que dominar custo com isso. Mas eu acredito também muito, Rogério, em colegas, que o compartilhamento da informação é que vai nos ajudar a elevar patamares que hoje a gente não tem, quanto tempo a gente demora para saber como que faz para plantar em determinada região, como que a melhor maneira de plantar, como que uma variedade da planta se adapta melhor em região A, B ou C, em todas as regiões do país. Imagine agora se a gente tivesse realmente um sistema eficiente para compartilhar os resultados de cada um de forma muito rápida, online, como disse o Rodrigo antes, o quanto que toda agricultura quanto que todos nós ganharíamos com isso né mais um sistema que conseguisse condensar essas informações para de novo né devolver para agricultor em tempo real obrigada pela tarde eu também.
Vou pegar essa eu acho isso muito legal porque ela sem dúvida nenhuma no momento que você tem Vou trazer isso da porteira para dentro. Da porteira para dentro, no uso das tecnologias, você vê que o desempenho de máquina, do operador mais eficiente para o operador menos eficiente, chega a variar 60%. Imagina nós levar isso da porteira para fora com plataformas digitais, onde você tem um grande big data de informações, que você traz todos os produtores a um nível de qualidade. Porque você traz a agricultura a um nível diferente de qualidade, você eleva a régua da qualidade. Então, com o uso, sem dúvida, que as ferramentas é igual a inteligência artificial, quanto mais usa, melhor vai ser, mais inteligente vai ser. Então, eu acredito muito no que você está falando, que nós vamos elevar o patamar com essa grande, a hora que tiver um grande número de massa crítica de regiões, massa crítica das informações, sem dúvida nenhuma vai ser o grande salto dessas plataformas é prescrever, aí você vai prescrever para essas regiões as atividades.
É meu sonho, viu, Rogério? Chegar nesse patamar.
Excelente, pessoal. Boas, boas colocações de de de vocês e e como é bom poder ouvir o produtor falando, né? Eu acho que isso é pra pra nós e tenho certeza que pra doutora Sílvia também é muito gratificante ouvir vocês que tão na ponta produtiva falando e falando com essa paixão a respeito de um tema que também nos nos move, né? E aí eu queria passar a bola um pouco para o Bonato, fazer uma última pergunta para ele, antes da gente entrar na interação com o nosso público, estou recebendo aqui da nossa técnica, o pessoal está interagindo bastante com a gente, já temos pergunta para fazer para vocês na sequência, mas eu queria saber do Bonato antes mais uma coisa. O processo de transformação digital está impactando, já vinha impactando muito, os negócios de maneira geral e não é diferente para o campo, sem dúvida nenhuma isso impacta todas as cadeias, todos os setores produtivos. E com a pandemia isso ficou evidente o quanto esse processo de transformação se acelerou, se acentuou. Eu queria te perguntar, Bernardo, como que a John Deere está se posicionando frente a essa a essa realidade, como você vê a empresa navegando nesses mares de agora em diante? Você está no mudo, Bonato.
Obrigado. Apesar de toda a tristeza que... A pandemia nos trouxe, com o Covid e tudo mais, as reflexões que ela também nos obrigou a fazer com os seres humanos, ela trouxe oportunidades. E duas grandes oportunidades que a pandemia trouxe para o campo, a primeira delas é que o produtor demandou o uso da tecnologia. Até então, a doutora Silva, a Manoela fala, eu tenho um pouco de medo de usar, não sei bem como é que eu uso a tecnologia, então eu faço o que eu sei na planilha. E com essa questão do distanciamento social, o produtor se obrigou a usar a tecnologia e gostou. Porque a tecnologia é viciante, depois que você começa a usar, você não fica mais sem ela, a gente não consegue ficar mais sem os Whatsapps, celular, o tempo inteiro a gente está conectado. A segunda grande oportunidade que ela trouxe foi também a gente... usar tudo que nós, fabricantes, já tínhamos no nosso portfólio, todas as tecnologias, e acabava não sendo usada. Assim como o produtor, nós também não explorávamos todas as nossas tecnologias. E nós tínhamos que nos reinventar. O John Deere criou um portal chamado John Deere Conecta, que conecta muito mais do que máquinas. A proposta desse portal é conectar pessoas, como a Manuela disse, É importante a troca de informações, a gente poder levar informações relevantes aos produtores lá na ponta. E através desse portal foi criado um chat onde os clientes podem conversar com a gente direto da fábrica, tirar suas dúvidas, conhecer mais sobre as nossas tecnologias, equipamentos. Então também nos obrigou, como fabricantes, a acelerar e ser mais ágeis em algumas coisas que a gente já havia preparado. E a John Deere vem se preparando, Fabrício, nessa questão da tecnologia e o uso da tecnologia há muito tempo. Então, quando veio a pandemia, nós estávamos prontos para atender os clientes da melhor forma possível. Então, quando você pega hoje a nossa tecnologia de AD-Link, por exemplo, onde a gente conhece o que está acontecendo com a máquina no campo, a gente já pode levar, quando a máquina tem alguma falha no campo, o funcionário já pode mandar a peça correta para o cliente até mesmo antes da máquina quebrar. ele já tá sabendo que tem algum problema com a máquina, qual é o código de erro que tá dando na máquina, ele já leva o técnico pro campo já preparado. Isso economiza tempo, que é importantíssimo nas janelas de plantio que nós temos hoje e economiza recursos, né? Tanto da no funcionário, pode ser um atendimento melhor, quanto os recursos financeiros, deslocamento de de pessoas. E dados interessantes, Fabrício. Essa pandemia, nós Grande parte do nosso atendimento foi digital, foi por nossas ferramentas de conexão com os clientes. Mais de 85% das dúvidas dos nossos clientes não eram dúvidas ou problemas técnicos com os equipamentos no campo, eram dúvidas de regulagem. Apareceu um erro, como é que eu resolvo? E também foi, a gente conseguiu resolver 85% dessa demanda também de forma online. Quer dizer, nós aprendemos a fazer esse trabalho de forma online, o produtor demandou e isso não vai voltar, isso já está conquistado esse espaço. Isso nós tornamos a agricultura mais eficiente, a nossa forma mais eficiente de trabalhar. E pegando aqui para você passar para as perguntas, acho que pelo que eu entendi tem bastante pergunta de automação, que eu estou acompanhando um pouco aqui o link. A Manuela, a doutora Sil, fala muito sobre desafios, do que fazer com esse monte de informação, às vezes a gente se perde, esse mix, como é que a gente coloca isso no liquidificador? Não precisa. Vamos pensar o seguinte, hoje quando você entra no seu carro, você pensa que lugar que você vai, você lembra o nome da rua que você faz para chegar naquele trajeto? Não, o Waze ou o Google te leva. Eu não lembro mais nome de rua nenhuma. Você não pensa qual é a tecnologia, quais são os dados que tem ali. Eu lembro a primeira vez que eu fui para São Paulo, quando comecei a dirigir, tinha o guia quatro rodas. Tinha que ficar virando folha em folha para você chegar no mapa. Quem que lembra que... Não sou tão velho assim, Manoel. 40 anos, né? Mas quem que lembra que a tecnologia está fazendo tudo isso por nós? E tudo isso que está sendo gerado no campo hoje, nós temos hoje tecnologias já disponíveis de automação dos equipamentos para fazer todo esse processamento da informação e entregar o resultado pronto para o produtor. Vou dar um único exemplo aqui, Fabrício. Essa colheitadeira que está aqui do meu lado, a S700, ela tem uma característica opcional na máquina chamado Combine Advisor. Nome bonito em inglês, mas nada mais do que significa que o teu conselheiro de colheita. O que ele faz? Manuela, Rogério, quantas vezes o teu pessoal de campo regula uma máquina durante o dia para fazer a colheita? De vez em quando ele regula de manhã para começar a colheita, na hora do almoço soltar a pino ele regula de novo, e você vai colher de noite e regula de novo, três vezes no dia, certo? Bom, essa máquina se autorregula. analisando todas as características do meio ambiente que ela está inserida, ou a palavra bonita, ecossistema que ela está inserida naquele momento, processa todas essas informações, esses dados, transforma em informação e ela faz uma regulagem sozinha de toda a máquina a cada três minutos. Ou seja, normalmente você faz três regulagens no dia todo. A máquina faz sozinha a regulagem dela inteira a cada três minutos. Então não precisa, a gente não precisa se preocupar com o que fazer com a informação ou fazer o que com os malotes. Muitas vezes o Rogério jogou fora os malotes. Porque a informação, se ela não é usada em tempo real, acabou, ela ficou velha, já não serve mais, já foi. Você só vai aprender com o teu erro. Agora, se você consegue em tempo real, você consegue extrair o benefício daquele dado, transforma em informação e transforma em trabalho em tempo real. Essa é a grande luz, a grande sacada que nós temos para a conectividade rural e tudo que a gente tem para fazer o mix dessas informações.
Vai falar de novo, Fabrício?
A vontade, a vontade.
O que o Rodrigo falou da 700, agora imagina quanto a gente vai ganhar quando isso se tornar um machine learning e não apenas o padrão que a gente deu de colheita para buscar. Então imagina a informação, Rodrigo, no meu caso a gente regula a máquina muito mais que três vezes por dia.
Não, ela regula a cada três minutos porque você tem uma S700, não vem não, eu sei.
A gente já regulava mais que três vezes e a gente gastava muito tempo na regulagem de máquina, porque tem que buscar a semente no padrão correto, né? Agora imagina se, antes disso, se eu conseguir informar junto com o meu armazém, com a minha UBS, o padrão que está chegando, o grão naquele momento e ela, essa máquina, além de se autorregular, ela aprender com a história dela mesma e com as outras que ela está conectada. Esse é o sonho que eu acho que é possível e que logo que nós vamos alcançar.
Já faz, só não entrega porque não está conectada rural ainda. Na hora que tiver a conectividade, a máquina já está pronta.
Com todo o processo, que é o que o Rogério faz, com todo o processo lá na UBS, todos os testes que eu estou fazendo lá seriam informados, então quando tiver toda essa cadeia de informação conectada, a gente vai ter um ganho surreal na agricultura.
E eu acho que esse ponto vai muito pra algo que a doutora Silvia falou, né? Um dos desafios é justamente coordenar informações heterogêneas de lugares distintos pra criar exatamente isso que você tá falando. Eu acho que faz todo sentido. Eu queria aproveitar o danço aí e o... Pois não, doutora Silvio, será que eu falei alguma coisa?
Não, só pra... Porque tem...
A vontade.
Em relação a esse assunto que o Rodrigo tocou, o Rogério e a Emanuela também. O Rogério falou de PDCA online, vamos dizer assim, o monitoramento, o planejamento, monitoramento online. O Rodrigo comentou que hoje já existe, né, os equipamentos, as máquinas, né, deu exemplos. E ele comentou também que a pandemia trouxe oportunidades, ela funcionou mesmo como um acelerador do futuro. Tecnologias, equipamentos, outras tecnologias que demoraria às vezes décadas para a gente conseguir introduzir no mundo. agrícola, hoje realmente a pandemia teve essa oportunidade, a necessidade que o produtor viu de já ter que introduzir essas tecnologias para conseguir ou fazer uma comercialização ou melhorar sua comunicação com seus fornecedores ou com seus consumidores. Então, a pandemia funcionou como um acelerador de futuro. E aí, pegando um outro gancho aí com o que a Manuela falou, Na verdade, a tecnologia existe. Hoje, o que acontece? Se a gente for pegar essa revolução, vou pegar um exemplo, aplicativos que a gente usa para o transporte. Na verdade, ali a mudança não foi aplicativo, existia tecnologia. Existia uma demanda de você melhorar a locomoção nos grandes centros, fazer de maneira mais barata e compartilhada. E aí a tecnologia foi usada para atender essa demanda do novo consumidor. e é a mesma que está ocorrendo agora. Então, tudo isso, toda essa tecnologia que a gente comentou aqui na live, ela vai ajudar para que a agricultura seja mais preditiva. Então, como, Rogério, eu tenho informação online, eu posso tomar uma decisão e aí não precisar tomar uma decisão, mas de remediar lá na frente. Se eu tenho um sistema de alerta, por exemplo, Eu posso diminuir o número de pulverizações, eu posso fazer, e daí fazer com que a minha produção seja mais sustentável, minimizar o uso de aplicações. Então, tudo isso, essas tecnologias, elas vêm para trazer essa agricultura mais preditiva. Então, é só para, acho que é importante... A gente coloca, a gente fala muito de agricultura 4.0, agricultura 5.0, mas na verdade é agricultura sendo preditiva, é o que a gente chama de agricultura inteligente, é usar essa tecnologia toda para atender essas novas demandas do consumidor e do produtor.
Doutora Silvia e Fabrício, vocês querem ver o que é correção online? Fiz uma conta matemática aí, acho que pronunciei errado, já vieram bater aqui no celular, já estão falando, ó, tua conta tá errada, não é esse número não.
É isso aí.
Dita aí, Fabrício, a conta tá errada. Número de hectares versus o custo tá errado. Bate aí que o pessoal já tá me batendo aqui, falando, ó, tua conta tá errada.
Já, tá vendo? Já é correção online, é isso aí.
Correção online, você viu?
Correção em tempo real, como você tava dizendo que é necessário.
Aí, ó.
Pessoal, eu queria aproveitar e começar a fazer algumas... ingressar para vocês algumas perguntas do nosso público. O Renato falou um pouco sobre a conexão das nossas máquinas, o sistema de gestão. Tem uma pergunta aqui, uma pergunta do Marcos Lima, e ele pergunta o seguinte, os sistemas da John Deere podem ser acessados por outros sistemas do agricultor através de APIs?
Com certeza. Existe uma confusão de conceitos no mercado, mas a John Deere tem um sistema operacional chamado Support Connected e Operation Center. Então, o nome bonito de novo em inglês, a gente traduziu para Centro de Operações, mas ele é todo, ele significa que ele é o nosso sistema operacional. A gente lembra pouco que temos aí um Windows rodando atrás das nossas máquinas ou um sistema Android no celular ou iOS. Então, o sistema operacional da nossa plataforma John Deere é o Operation Center ou Centro de Operações. Ele é o cérebro, que eu comentei agora há pouco, que faz todas essas análises e pode devolver isso para o produtor. E os nossos concessionários tem o Centro de Suporte a Operações, que é o segundo conceito, onde através do Operation Center, ele também, quando o produtor libera os dados para o concessionário e para a John Dee, os concessionários fazem serviço de análise de dados e devolução para o nosso cliente. Então, Fabrício, é possível, sim, conectar os APIs. A John Deere tem a plataforma Operation Center, a plataforma aberta. Assim como a gente tem o iOS ou o Android nos nossos celulares e temos um monte de APPs sendo conectados, funciona da mesma forma. A gente tem as empresas que são empresas conectadas, que a gente chama, tem um protocolo só de segurança e privacidade de dados dos clientes e tudo mais que a gente tem que seguir. e a gente conecta as empresas. Uma conversa com o Rogério há uma semana, a gente falou de pulverização agrícola, pulverização aérea. de onde não tem equipamento de pulvisação aérea, mas existe uma empresa, uma startup que trabalha no Brasil, que foi fundada inclusive por um produtor rural, a Perfect Flight, e essa empresa faz esse monitoramento da pulvisação aérea. Simples, depois da conversa com o Rogério, a Perfect Flight está sendo conectada dentro do Operation Center e o Rogério consegue extrair e também monitorar a partir de agora a pulvisação aérea que ele faz na propriedade. A informação tem que ser usada e ela tem que ser aberta, Fabrício.
Excelente, bom ato. E legal, né? Uma plataforma aberta que dá oportunidade, inclusive, da informação ser mais rica, mais completa e gerar mais valor para o nosso cliente. Queria fazer uma pergunta e pedir para que Rogério e Manuela respondam e se complementem com a visão do produtor em relação a isso. O Claudio Bassani nos pergunta o seguinte, como conciliar a necessidade de uma mão de obra qualificada para atender a essa onda cada vez maior de tecnologia no campo? Eu queria perguntar para vocês como que vocês têm lidado com isso, do ponto de vista de alguém que está fazendo tudo isso acontecer?
A etiqueta é primeiro as damas ou...?
Não, vai Rogério, porque eu me intrometi na sua fala acho que duas vezes, né? Vou te dar a palavra.
Fabrício, como a gente vem falando, muito legal que hoje nós estamos no segundo dia aqui do nosso ano agrícola. Nós fechamos 19, 20, 31 de agosto e começamos ontem nós celebramos o primeiro dia do ano agrícola nosso 2021. E ontem vendo os números sem dúvida nenhuma nós vamos ter que eu acredito que nós vamos evoluir a educação, nós vamos evoluir a transmissão de conhecimento junto com a Embrapa, junto com a indústria, acredito que nós vamos ter centro de formações, já temos alguns centros de formações, a John Deere, eu fui em alguns aí junto com o IMA, fazendo centro de formações, mas sem dúvida nenhuma, voltando ao que eu vinha falando do encerramento do ano agrícola, Nós terminamos o ano com 96 horas per capita de treinamento. as empresas vão ter que ser empresas formadoras e empresas educadoras. Sem dúvida nenhuma, isso vai ter que ser, a velocidade com que a tecnologia chega, vai ter que ter a integração entre a indústria e as empresas, fornecendo todo esse conhecimento para que a gente possa planejar e seguir fazendo cada vez mais eficiente e com treinamento. Eu acredito muito que a formação das pessoas vai ser dentro de casa.
Eu só complementando o Rogério, eu acho que não existe fórmula mágica, é treinar, treinar e treinar, e infelizmente a gente ainda tem muita parte que é autentativa e erro, que a gente também vai aprendendo junto, mas o que a gente não pode, vamos entender tudo e agora vamos dividir com a equipe, vamos dividir o conhecimento apenas agora. No momento que tá aprendendo, a equipe tem que tá aprendendo junto, e é a cocriação mesmo. Eu tenho certeza, por exemplo, na tecnologia de máquinas, a gente tem gente trabalhando que entende muito da tecnologia, às vezes muito mais do que quem vende uma máquina, que não é propriamente está trabalhando numa concessionária, mas enfim, quem está fazendo a comunicação no campo, porque não está lidando com isso no dia a dia. Eu concordo com o Rogério, não existe outra fórmula, é apenas treinando e sempre dividindo vamos errar junto e vamos errar rápido para poder acertar logo.
E é bastante legal que nós não somos desenvolvedores de tecnologia, nós somos usuários da tecnologia e isso gera toda novidade, gera uma atração fantástica, então você cria uma competitividade salutar dentro dos operadores dessa tecnologia e você vai evoluindo cada vez mais, isso é bastante legal a energia o ambiente que se gera de informações para que nós melhoramos sempre. Então, eu acredito que a qualificação ela fica cada vez mais elevada, a régua sobe, porque a competitividade também sobe entre os operadores da tecnologia.
E você falou um ponto interessante, né, Rogério? Assim, ao mesmo tempo que eles competem para melhorar, eles trocam muito, porque como é tudo sempre muito novo, ou eles compartilham a informação ou eles não conseguem ir para frente então essa história que eu gosto muito de uma frase que eu digo que é a alma que é o segredo do negócio né não é mais o segredo que a alma do negócio e eu acho que é cada vez mais no campo a gente vê isso ou a gente compartilha e todo mundo vai aprendendo ou a gente não consegue ir para frente muito bom.
Obrigado obrigado pelas respostas Doutora Silvia, queria fazer uma pergunta pra você que chegou pelo nosso espectador Vitor Borghese e Bonato, se você quiser complementar depois da resposta da doutora Silvia, fica à vontade. Ele pergunta o seguinte, quais serão os próximos níveis de automação para as máquinas agrícolas?
Puxa, aí são enormes, acho que o Bonato pode falar melhor que eu. o que a gente sabe assim o nível né como a gente tá falando hoje a gente tem muito dado e o desafio é como organizar esses dados integrar para tomar essa decisão online digamos assim né o nosso desafio ele tá no nível mais alto que a plataforma de integração digamos assim tanto que esse conceito de internet das coisas, seja na área de cidades inteligentes, seja na área do agro, da área da saúde, ela vem como a questão de uma infovia, onde você vai permitir receber esses diferentes tipos de dados e transformar essa informação em conhecimento, conectar máquinas, pessoas, como a gente falou aqui, conectar tudo via internet, vamos dizer assim, mas não é essa internet que a gente está falando, que é a que a gente usa, acho que é importante dizer isso, é conectar máquinas, pessoas, máquina a máquina, pessoa com máquina, esse é o nosso desafio. A questão da automação, como o Rogério colocou, tem várias evoluções, tem a questão do carro autônomo, da robotização no campo, que hoje a gente já tem, já está sendo introduzida. Hoje a gente vê muito do que aconteceu na indústria, que é o caminho que também vai acontecer dentro do campo, também dentro da porteira, que já está acontecendo. Eu vejo que E um ponto interessante que foi colocado aqui, tanto pela Manuela, como pelo Rodrigo e o Rogério, é o seguinte, nesse mundo novo da automação, como existem os vários players, Então, não é uma empresa só que faz tudo. Então, existem os diversos, os vários níveis que a gente vai ter que trabalhar nesse ecossistema, palavra bonita, mas é isso mesmo, porque você vai ter que trabalhar todos juntos para fazer esse novo patamar da agricultura. E aí, sim, a gente ter uma agricultura mais autônoma, com agentes autônomos, colheitadeiras. Hoje a gente já tem colheitadeira, que estima produtividade por talhão e tudo mais, mas é a questão da autonomia, de ser mais autônomo. Mas quando a gente fala de ter trator autônomo, equipamentos autônomos ou de ter agentes autônomos, não quer dizer que não vai ter o ser humano lá. Pelo contrário. O ser humano ele é o ponto central da sociedade 5.0 dessa sociedade. Na verdade toda essa automação com agentes autônomos dentro dos implementos agrícolas, toda essa automação ela vai facilitar, vai auxiliar ele na tomada de decisão. Então a Manuela colocou em algum momento que Machine Learning pode melhorar muito quando efetivamente for usado. Ele já é usado, é que talvez ele pode ser muito mais utilizado, mas hoje a gente usa muita parte para simular cenários agrícolas, futuros, usando aí dados climáticos, tudo isso você usa muito da inteligência artificial, quando você faz uma classificação automática de um fruto, Hoje você consegue reconstruir um vinhedo no computador, estimar a produtividade, classificar fruto, ou a partir de imagens de drone, contar laranjas no pé, coisas que a gente não conseguia. Contar gado a partir de imagens de drone. Por detrás disso daí, gente, é muita inteligência artificial. Inteligência artificial não é só o robozinho andando lá. Inteligência artificial é os algoritmos em cima, esse machine learning, esses algoritmos em cima desses dados, inferindo a partir dos dados, ele consegue inferir conhecimento que às vezes a gente humano não consegue ver. Dependendo do volume de dados que você tem, você não consegue. Só a gente, um estatístico olhando aquilo ali, ele não vai ver. E o machine learning permite. Então, eu acredito que o novo patamar da automação, da robotização no campo, é esses agentes autônomos, essa inteligência artificial cada vez mais embutida. Seja no implemento agrícola, seja no campo, fazendo essa interconexão através da internet das coisas e você podendo tomar decisão. Por exemplo, hoje você já consegue estimar a dieta de um animal a partir de estimativa de biomassa. imagem de drone, imagem de satélite, você pode ajustar o seu modelo de dieta do animal e isso interferir no ganho de peso do animal, e você interliga isso com uma balança de passagem, bem externo ao animal. Então hoje isso já existe, mas a ideia é que esse novo patamar, tudo isso sendo mais utilizado de forma autônoma, de forma mais corriqueira até, no dia a dia do produtor, mais transparente, como o Bonato colocou, ele não sabe se lá tem Windows, iOS, não interessa, ele quer tomar a decisão dele, o que está por detrás não importa. Então cada vez mais essa parte do sistema operacional, isso aí vai sumindo, vai ficando essa interface mais amigável, onde o produtor só clica ali e fala o que ele quer e ele consegue fazer a gestão da propriedade como um todo. Então eu acho que é esse patamar aí da agricultura 5.0, que é essa agricultura inteligente, preditiva e autônoma.
Com certeza, se eu puder continuar evoluindo no que a doutora Silvia nos traz, a gente tem a agricultura de precisão, que começou há décadas atrás. Quando a gente estava na Exalc, Fabrício, lá no final da década de 90, já era um assunto dominado. Tinha o nosso professor lá, o Molim, que já era referência da agricultura de precisão no Brasil. Só que a agricultura de precisão, ela nos dá o geoposicionamento do equipamento, ponto. Ela nos traz aquela informação. E você já tem hoje tecnologias de sensoriamento, de sensores, já desenvolvidos para fazer o Machine Learning e já é feito o Machine Learning. Agora são duas atividades paralelas. O que conecta tudo isso e traz essa oportunidade que a Manuela fala de mandar dados já de forma online e on time, ou seja, em tempo real para UBS ou para despacho de caminhões, para logística de fazendas. Ninguém pensa quando os caminhões rodam dentro de uma fazenda para fazer escoamento de uma safra de grãos ou de cana, já existe essa tecnologia. Agora, a grande diferença é o seguinte, quando você tem uma agricultura de precisão, e você tem esses sensores, esse gerenciamento da atividade, você junta tudo isso, aí sim você começa a ter uma agricultura de decisão. Esse é um conceito que a gente vem trabalhando já há alguns anos na Jaldir, fomos nós que começamos a falar essa questão de agricultura de decisão, exatamente por isso. Agora, essa peça da agricultura de decisão, ela está muito embasada realmente na conexão do campo. né? Essa conexão que a conectividade do campo, a internet no campo não é pra conectar máquinas, é pra conectar pessoas. As pessoas estando conectadas, elas vão ter mais educação, mais saúde. Quantos de nós aqui conhecíamos a medicina virtual ou a telemedicina? Nós não, não, os médicos não me vê, como é que eu tenho certeza que ele vai me diagnosticar? E nós aprendemos que é possível e funciona. Então imagine que você pode levar educação de qualidade para o campo, você pode levar uma medicina de qualidade para o campo, com o uso da tecnologia, com o meio virtual, você pode trazer qualidade de vida para o produtor rural e para o campo. Isso é o grande diferencial que nós podemos fazer. E quando você traz essa história da automação e você consegue criar esse ecossistema, e por que a gente fala ecossistema, que além de dinâmico, ele é vivo, ele altera toda hora e se ele não está conectado, não tem isso, você não tem como controlar e gerir esse monte de dados e informações geradas. Então, quando você encara isso numa forma de ecossistema conectado através da conectividade rural, aí sim você vai atingir o pico da automação. A maioria das máquinas que nós já oferecemos no Brasil tem o mesmo nível tecnológico das máquinas, ofertamos em qualquer mercado do mundo, seja Estados Unidos, Europa, o produtor brasileiro tem acesso ao mesmo nível de qualidade de informação e de uso. E aqui tem um dado interessante, o produtor brasileiro, dados da McKinsey, agora a Embrapa também fez essa coleta de dados, o produtor brasileiro é o produtor mais ávido à tecnologia, porque é um produtor jovem, um produtor com essa mentalidade aberta de adoção de tecnologia. Então, Fabrício, a automação já existe, ela precisa ser usada. Qual é o nível de automação? Bom, depende do uso de cada produtor e quanto ele quer automatizar. O Rogério, por exemplo, ele tem as fazendas deles todas conectadas, tecnologia que ele desenvolveu para as fazendas. Ele não conversa mais com o operador dele no rádio. Ele faz ligação de vídeo pro operador dele. O gerente da frente dele é vídeo. Ele tá no campo conectado com todo o mapa de produção e de atividades que ele tem que fazer naquele dia. É tudo online. Então, imagina, não tem mais rádio. É vídeo. É muito mais simples a comunicação. Por isso que nós temos que falar. É a conexão das pessoas. E as pessoas conectadas no campo vai transformar o agro brasileiro.
Excelente. muito bom, tudo muito gera muitos muito conhecimento, muito conteúdo pra gente e quando o papo tá bom, o tempo passa voando, né? a gente já a gente já tem aí uma hora e meia de bate-papo quase poderíamos ficar tranquilamente por mais esse tempo, mas aí a gente vai cansar muito a nossa audiência. Então, com isso, eu queria convidá-los a oferecer os seus comentários finais, né? Pro nosso público, depois de um banho de de conteúdo, de uma aula de tecnologia, que vocês nos deram. Espero que você, que tá aí do outro lado da tela, tenha aproveitado todo esse conteúdo que as nossas feras aí compartilharam. Foi um momento muito especial. E dessa forma, eu queria, mais uma vez, começar pelas damas. Doutora Sílvia, seus comentários finais pra nossa audiência.
Bem, primeiramente, queria mais uma vez agradecer a John Gia pela oportunidade, realmente foi muito rico esse bate-papo aqui hoje, essa tarde com vocês, agradecer por esse momento. Dentro dos meus comentários finais, acho que a gente poderia deixar o seguinte, na verdade, a tecnologia já está aí, ela está disponível, seja na agricultura de precisão, nos implementos agrícolas, tecnologia digitais, o novo consumidor também já está aí, ele está cobrando, ele quer uma agricultura sustentável, ele é um consumidor preocupado com nutrição, saúde, rastreadibilidade dos alimentos, então ele já está exigindo de nós, nós que eu falo mundo agro, que a gente produza e garanta essa transparência em todo o processo, e eu vejo que essas novas tecnologias vêm para ajudar. A gente não tem como, nós produtores, o mundo agro não tem como, seja os fornecedores de insumos, seja na pré-produção, dentro da porteira, pós-produção, não tem como. Nós temos que cada vez mais utilizar dessas novas tecnologias para atender esse novo consumidor, tanto no mercado interno quanto principalmente no mercado também externo. Eles estão exigindo isso da gente. E, da mesma forma que eu comecei falando aqui, que a gente reconhece que nós chegamos até aqui, como grandes exportadores nesses últimos 45 anos, e a ciência e a tecnologia foram o diferencial, eu acredito que, daqui para frente, para daqui 10, 20 anos, a gente olhar para trás, eu acho que, de novo, a ciência e a tecnologia, e aí eu envolvo a educação também, porque faz parte da ciência e da tecnologia, é isso que vai fazer o diferencial para o mundo agro, nosso agro brasileiro por os próximos anos. E aí eu coloco a Embrapa à disposição de todos vocês, produtores que estão assistindo, colegas que estão aqui representados pelo Rogério, pela Manuela, as empresas aqui também em nome da John Deere, a Embrapa hoje ela trabalha muito a parceria público-privada, as empresas privadas são grandes parceiros e startups para levar a inovação no campo, estamos aí abertos cada vez mais para essa parceria público-privada e colocamos à disposição de todos vocês. Nosso papel como empresa pública é fazer com essa inovação seja no campo, fomentar a agricultura brasileira e contribuir cada vez mais para que o Brasil Mantenha esse brand de agricultura sustentável aí no mundo. Conte conosco. Um abração a todos.
Doutora Sílvia, muito obrigado. A Embrapa, nós da indústria, sabemos a importância dessa empresa para o agro-brasileiro. É uma instituição a ser reverenciada pelo país, não só pelo agro, pelo país inteiro. E muito obrigado por você ter aceito o nosso convite, por você ter participado desse momento com a gente. Nós ficamos muito gratos e muito honrados com a sua presença, mas não é ela. Pra você, eu também queria fazer o convite pra que você deixe as suas palavras e seus comentários finais pra nossa audiência.
Assim como a doutora Silvia, fico muito grata pela oportunidade de falar com tanta gente aqui e principalmente com vocês aqui que a gente já fez ensaios e geraram tantos insights, né? E foi, foi muito bacana. Então, muito obrigada pela sua oportunidade e assim, Eu acredito mesmo que eu vivi no meio da agricultura sim, mas eu sou apaixonada da agricultura pelo que ela me trouxe e não simplesmente por ela estar no DNA. Eu acho que essa questão de inovação ela tem que estar na raiz de cada um. A nossa empresa é uma empresa assim, eu sou da terceira geração, tem 70 anos e a gente não cansa de buscar inovações e a gente entende que pesquisa é fundamental para se desenvolver a agricultura, então a gente conta com o ambiente inteiro de pesquisas, eu acho que está aberto e esse exemplo a gente deveria trazer para dentro do campo mesmo, que é o compartilhamento, que apesar da concorrência entre as empresas, existe muita troca de informação para o desenvolvimento sempre da produção. Eu acredito que quando a gente conseguir trazer isso para o nosso ambiente de produção, de produtor rural, todo mundo vai ganhar muito mais eu continuo trabalhando e acho que o nosso futuro ele tá numa base de compartilhamento e de cooperação essa mensagem que eu gostaria de deixar para todos assim porque a agricultura pode ter toda a tecnologia empregada do mundo ela vai continuar sendo feita por pessoas e se as pessoas não tiverem esse dna de inovação e de compartilhamento a gente vai demorar um pouquinho mais para chegar onde a gente quer eu gosto de trabalhar colaborativamente. Obrigado a todos vocês, então, e é muito legal a expointer digital. Espero que as próximas lives sejam ainda melhores.
Manuela, muito obrigado. Gostei muito da sua frase que você falou alguns instantes atrás e que revela essa tua fala final. Talvez agora a alma seja o segredo do negócio e não mais o contrário disso. Muito obrigado a você também por ter aceito o nosso convite, abrilhantado esse nosso papo de hoje foi espetacular, muito obrigado mesmo. Rogério, quais são as tuas palavras e considerações finais para o nosso público?
Eu só tenho a agradecer, é um prazer estar aqui discutindo com pessoas da experiência da Manuela na atividade, da experiência da ciência, tecnologia e desenvolvimento com a Silvia. A Silvia, sou admirador dela, falei que para fazer essa live eu fui pesquisar, troquei a Netflix pelas lives da Silvia e pelos textos da Silvia. Então, sou um admirador. Rodrigo, um grande amigo e sem dúvida nenhuma, a nível de todo, do que faz para a agricultura, acho que o Rodrigo é jovem, acho que mais jovem que a Manoela, porque aquela da Manoela eu não conhecia, brincadeira Manoela, mas o Rodrigo O Rodrigo, além de grande amigo, sem dúvida nenhuma, é uma das pessoas aí que a agricultura, contribui muito para a agricultura. E assim, Fabrício, esse tripé que foi feito aqui hoje, eu acredito muito, sabe? Eu não consigo ver desenvolvimento sem ciência, tecnologia e inovação, sabe? Essa educação é fundamental. E esse tripé aqui, trazendo a pesquisa com a Embrapa, trazendo a indústria com a John Deere, e trazendo a aplicabilidade no campo com os produtores, eu acho que a gente tem que avançar as fronteiras da nossa atividade, isso tem que chegar à sociedade. A agricultura brasileira, ela faz muito para o Brasil, ela faz muito para o desenvolvimento das regiões, das comunidades onde ela está inserida, e sem dúvida nenhuma nós temos que avançar. As porteiras têm que ser transpostas, porque nós somos sim hoje a mola propulsora desse país e nós temos que ser reconhecidos pelo que está sendo feito. Eu acredito muito que essa união desse tripé que foi criado aqui e que é o tripé verdadeiro da agricultura tem muito a caminhar, mas nós temos que estar unidos mostrando o que nós fizemos de bom, de excelência, o mundo nos reconhece aí afora e nós temos que ser reconhecidos pelo país também, da forma que a gente faz, da forma responsável que a gente faz, e isso é bastante importante, porque muita gente que está de frente para o mar, de costa para o Brasil, nos pune e nos julga bastante, nós temos que quebrar isso, a sociedade tem que saber que o Brasil é uma integração, e nós produtores fizemos parte disso, então acredito que essa atividade é uma atividade nobre, produzir alimentos é uma atividade nobre e nós vamos ser sim e continuar sendo o selheiro do mundo porque o que é feito, com a eficiência que é feito na pesquisa, na indústria e pelos produtores, acredito que o Brasil só tende a ganhar com isso.
Muito obrigado, Rogério. Muito obrigado por tudo, muito obrigado pela participação, muito obrigado pela parceria. Você é uma referência para nós, para os nossos clientes, para a nossa audiência, sem dúvida nenhuma. E você, sem dúvida, é uma das pessoas que vai, de maneira muito importante, ajudar a construir essa nova narrativa, principalmente para o agrobrasileiro, que é algo que é tão necessário para transformar a maneira como o nosso setor é visto.
Do mundo.
Muito obrigado, muito obrigado por ter participado da live, suas contribuições foram incríveis, obrigado mesmo. Bonato, deixo pra você as palavras de fechamento do nosso evento de hoje.
Ó Fabrício, depois do que o Rogério falou agora há pouco aí, o que mais me orgulha na minha profissão hoje são os amigos que ela me oportuniza a criar. E criei bastante amigos nesses... Ontem, coincidentemente, Rogério, eu fui contratado dia 1º de setembro. Primeiro dia do ano Nossa Agrícola. E ontem eu completei 17 anos de John Deere. Nesse período, uma das coisas que mais me orgulha hoje é que eu fiz bons amigos no campo, como o Rogério, a Manuela. e uma pessoa especial, o pai do Rogério. Seu Guerino foi uma pessoa que desde o primeiro momento, com toda a sabedoria dele, sempre me acolheu muito bem em todas as vezes que eu fui visitar ele, foi sempre uma pessoa da maior dignidade e da recepção calorosa sempre. Então, me orgulha muito poder ter esses amigos que eu construí nesses 17 anos. Agora, Lembrando que eu sou agrônomo, de vez em quando eu esqueço, viu, doutora Silva, porque se perguntar qual é aquela árvore, já não sei mais, como é que faz, não lembro. Máquinas é minha paixão, tecnologia. Mas se eu puder fazer um paralelo, para a gente poder encerrar o dia de hoje, o sol é a fonte da energia da agricultura. É ele que transforma, a planta transforma toda a energia vinda do sol em alimento para nós, seres humanos. Agora, eu tenho certeza que o próximo sol da agricultura brasileira realmente é a conectividade rural. Porque quando a gente conseguir ter essa conectividade, nós vamos conseguir melhorar a qualidade de vida dos nossos produtores e do nosso campo brasileiro. E melhorar a qualidade de vida significa o que a gente já discutiu muito aqui, é levar educação de qualidade para o campo, é poder levar medicina de qualidade para o campo. É que a gente possa ter realmente os produtores terem a sustentabilidade econômica do negócio deles, como a gente já discutiu e trabalhou bastante durante essa live. É levar sustentabilidade ecológica para todo o sistema. Como o Rogério falou, eles são hoje os produtores brasileiros, são guerreiros. E a grande maioria dos nossos produtores são pessoas sérias, são empresários sérios que sabem que o meio ambiente é realmente a sustentabilidade do negócio deles e eles são guardiões de um pedaço importantíssimo do nosso bioma brasileiro, né? E eles têm que monitorar se tá tendo problema de queimada, o Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso tem problema de queimadas enormes esse ano e o Rogério como produtor, ele tem que, ele é obrigado a monitorar as áreas de APP que ele tem, os biomas que ele tem dentro da da fazenda dele e a tecnologia pode ajudar nisso também. A tecnologia não é mais uma opção, rastreabilidade é uma exigência dos nossos clientes hoje no mundo todo. Nós que consumimos alimentos e consumimos produtos a toda hora, a todo momento, nós não queremos mais empresas que não sejam sérias, que não respeitem o meio ambiente, não respeitem as pessoas. Então isso não cabe e a tecnologia vai trazer a rastreabilidade para que a gente possa ter essa segurança alimentar e a segurança dos alimentos que nós consumimos. Então, essa tecnologia, a conectividade, o sol para a agricultura brasileira, o segundo sol vai ser a conectividade, não tenho a menor dúvida disso. Isso está muito mais próximo do que a gente imagina. A tecnologia, voltando à história da automação, a tecnologia já existe, ela só precisa ser conectada para que ela possa, de fato, participar do ecossistema vivo que a doutora Silvia falou agora há pouco. Então, Fabrício, eu vou quebrar o último protocolo, eu sei que nós tivemos mais de 430 pessoas conectadas, inúmeras perguntas que não foram respondidas, e já que nós estamos em um ambiente de mídia social e conectividade, eu quero lançar um desafio aos nossos espectadores de hoje e agradecê-los, em respeito a todos que interagiram conosco, Eu quero fazer o desafio, se esse assunto, nós somos apaixonados e todo mundo fizeram bastante comentários e perguntas, se realmente os nossos telespectadores aqui, os espectadores quiserem uma segunda etapa de discussão dessa live sobre tecnologia, eu me coloco à disposição para a gente voltar aqui nesse canal e continuar essa conversa, respondendo as perguntas, interagindo com o público, acho que a gente pode interagir mais, já conversamos bastante sobre a ambientação da tecnologia, as oportunidades, Mas eu tenho certeza, conhecendo o Rogério, a Manuela, a doutora Silvia, que se o público quiser, nós voltamos com uma segunda round dessa live sobre tecnologia.
Eu só vou fazer uma aula de matemática melhor aí, o pessoal tá falando.
Eu acho que aqui todo mundo pode falar, né, Rodrigo? Então não haveria dificuldade.
Não, nenhuma.
Conte conosco.
Comportem conosco e se for um desejo da audiência, nós voltamos numa segunda, numa segunda etapa aqui com essa live de tecnologia.
Ô Rodrigo, e se não for um desejo, mantenha unido esse grupo que foi bastante legal, foi um prazer ter vocês aqui junto, tá? Eu acho que é rico, a experiência da Silvia, o que a Manuela faz, o que você traz aí da indústria, acho que é bastante importante, acho que isso tem que continuar, acho que essas plataformas, o que a gente se pode tirar alguma coisa de bom do que aconteceu nessa pandemia, é isso né Rodrigo, conectou muito fácil, as pessoas estão muito próximas, aproximou as pessoas e essas plataformas, esses mecanismos digitais nos deram essa oportunidade, então acho que dá para ficar rico, esses fóruns ficam cada vez mais ricos, acho que a gente vai conseguir desenvolver bastante coisa.
Pessoal, obrigado. Obrigado, Bonato. Obrigado a você também por, como representante da John Deere, se juntar a nós, fazer as suas colaborações, as suas contribuições, todas elas muito relevantes. Lançado o desafio, para você aí que está aí do outro lado, manifeste-se. Se você quer um segundo round, eu não tenho dúvida que a adesão vai ser imediata. Mas eu queria deixar um forte abraço a todos vocês, principalmente a você que nos prestigiou no dia de hoje, pra você que acompanhou essa live que tá aí do outro lado da tela. Quero mais uma vez convidá-lo a visitar a Expo Interdigital, expointerdigitalagro.com.br. e também a se conectar no nosso hub conecta.dear.com.br. Além disso, todas as redes sociais da John Deere também ficam à sua disposição, convido vocês a se conectar a todas elas, YouTube, Facebook, inclusive essa live vai ficar disponível tanto no Facebook quanto no YouTube da John Deere para ser assistida e compartilhada a qualquer momento. a John Deere se lançou no LinkedIn recentemente também, então se conecte ao LinkedIn da John Deere. E, finalmente, foi um grande prazer poder moderar essa live, estar aqui com todos vocês e a todos vocês, especialmente Rodrigo, Rogério, Manuela e doutora Silvia. Muito obrigado pelo excelente bate-papo de hoje e por todas as informações que foram compartilhadas. Grande abraço pra vocês, te vejo na próxima Conexão John Deere. Tchau!
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