Conexão John Deere – Live “Produzir e preservar é possível”

Kleber Soares, Evandro Gusti, Renato Rodrigues, and João Pontes discuss how Brazilian agriculture can produce food while preserving the environment. They cover crop-livestock-forest integration systems, the RenovaBio renewable energy program, and government policies supporting climate commitments.
Boa tarde a todos, obrigado desde já por terem dedicado o seu tempo, o seu interesse em participar e acompanhar aqui pelo Facebook a primeira edição da série de lives Conexão John Deere. também obrigado ao Kleber, ao João Pontes, ao Evandro e ao Renato, vou apresentar vocês já já pra todo mundo pela participação de vocês. Bom pessoal, meu nome é Guilherme Sierra, eu sou gerente de comunicação corporativa da John Deere. Alguns recadinhos antes de a gente começar o debate. Aproveitem esse momento também ou depois da nossa live, melhor ainda, pra se conectar e se inscrever nos outros canais das mídias sociais da John Deere, ok? Pelo Instagram, entrem lá no LinkedIn, acompanhem a gente no Twitter, tem muita novidade acontecendo por aí. Lembro também de vocês entrarem no John Deere Journal, www.johndeerejournal.com.br, é um canal novo que lançamos há pouco tempo, cheio de histórias bem legais pra vocês acompanharem por lá também, vocês podem se inscrever para receber os conteúdos conforme formos atualizando esses conteúdos. Agradecer também a todo o time de comunicação por esse projeto, por essa iniciativa, e aí também com o apoio das outras áreas parceiras da empresa pra fazer esse projeto e da série de conexões John Deere efetivamente acontecerem, né? E essa é só a primeira, aguardem o que vem mais. Bom, vamos lá. O que é a série da conexões John Deere? Estamos lançando essa série pra discutir com pessoas interessantes, pessoas relevantes, que tenham conteúdo relevante pra gente discutir a partir desta primeira edição, temas que são interessantes pra sociedade, não só pro agro, além da sociedade, né? Ou seja, de que forma a gente pode compartilhar conhecimento, compartilhar boa informação, informação de qualidade pra diversas audiências, ok? Bom, e o primeiro tema que escolhemos pra essa primeira live é o produzir e preservar que é possível, né? Tema super atual, que alcança muito mais além do agro porque a gente tá discutindo duas frentes importantes, né? A produção de alimentos e a preservação ambiental. E o que a gente pretende discutir que essas coisas estão juntas, elas não estão separadas, né? E é isso que os debatedores aqui vão trazer pra vocês hoje, como essas coisas efetivamente estão relacionadas e como elas podem funcionar, ok? E são dois dos maiores potenciais do Brasil, vocês vão ouvir muito isso aqui dos nossos palestrantes, ok? Como é que vai funcionar a dinâmica hoje então? Primeiro eu vou conduzir algumas perguntas para motivar aqui o debate com os nossos palestrantes, ok? Ao final a gente vai abrir para perguntas dos internautas, né, que já podem ir aí mandando essas perguntas, eu interagindo pelo Facebook, nosso time tá aí pra conversar com vocês também, ao final eu vou trazer essas perguntas, algumas das perguntas que a gente evidentemente não vai dar tempo de responder todas, mas tentar responder da melhor maneira possível, ok? Vamos lá, então apresentando aqui o time de hoje, João Pontes, ele é o diretor de experiência e suporte ao cliente da John Deere pra América Latina, ok? O Kleber Soares, ele é o diretor de inovação do Ministério da Agricultura, o Renato Rodrigues, ele é o diretor-presidente do Conselho Gestor da Rede ILPF, que é o Sistema de Integração, Lavoura, Pecuária e Floresta. Tem muito pra gente tratar desse tema aqui. E o Evandro Gusti, presidente da Única, a União da Indústria da Cana-de-Açúcar, pra também trazer os inputs aqui de um tema super relevante, a questão de biocombustíveis, etanol, etc. Vamos lá, pessoal. Preparados? Podemos começar para esse debate? Vamos lá. Eu vou começar perguntando, então, para o Kleber. Tá bom, Kleber? Bom, eu já adiantei um pouco do enunciado da pergunta que eu queria te trazer, exatamente. Bom, então, o Brasil preserva um país que tem 60% do seu território preservado, correto? E, ao mesmo tempo, um dos países líderes aí na produção de alimentos, de exportação de alimentos, soja, canas, laranja, suco de laranja, enfim, café. Bom, qual é a visão, então, de você como diretor de inovação do Ministério da Agricultura e do próprio Ministério da Agricultura? Primeiro, nesse cenário, essas duas fortalezas. E segundo, o que o próprio Ministério da Agricultura vê como estratégia pra motivar esses dois cenários particularmente. Cleber, eu vou pedir aqui pros palestrantes a resposta de cinco, pouquinho mais de cinco minutos pra gente ter tempo de circular bastante, ok? Por favor, Cleber.
Muito bom, Guilherme. Muitíssimo obrigado pela oportunidade de estar aqui com esse, com esse time mais do que brilhante, né? Um time de peso, parabenizar aí a equipe da Cumprimentar o meu amigo Renato Rodrigues, bom reencontrá-lo por aqui pelas mídias. Cumprimentar o Evandro Gucci, uma pessoa fantástica, que tem feito um trabalho essencial, mais do que fantástico, no nosso setor açúcar energético. Cumprimentar todos que nos ouvem. E dizer que o tema dessa primeira live do Conexão Jundi é um tema mais do que importante, super estratégico para o agronegócio brasileiro. Porque produzir e preservar é, sim, possível. E o Brasil tem dado as suas contribuições, suas experiências, por meio do agronegócio, sob a liderança do Ministério da Agricultura, sob a liderança dos importantes players do agronegócio. Está aí o Evandro, presidente da Única, que compartilha essa visão seguramente. a visão de sustentabilidade, era visto que seguramente ele vai comentar aí de uma grande plataforma do setor de açúcar, de açúcar energética, que é a plataforma RenovaBio. E o Ministério da Agricultura, como instituição responsável, a grande parte do governo que diz respeito à agricultura, alimentação, está atenta a essa dinâmica, mais do que provendo, mais do que estimulando, fomentando a lógica produzir e preservar, sendo o mais que possível para o nosso país. O Ministério da Agricultura tem várias iniciativas, vou citar algumas delas aqui, essas iniciativas não são exaustivas, tanto em termos de políticas públicas, na ótica de sustentabilidade e desenvolvimento sustentável da nossa agricultura, como também em programas, planos, projetos, ações, que seguramente os panelistas aqui que estão comigo irão comentar, Mas um exemplo clássico, Guilherme e colegas, é a grande contribuição e a ousadia que o Brasil teve como uma nação forte no sentido de desenvolvimento da nossa agricultura, da agricultura tropical e líder, mais do que nunca, em assumir um compromisso com grandes players globais, como o Compromisso dos Unidos no Acordo de Paris, e ousar, em assumir o compromisso e ligar a mais 30% das suas emissões de gás de efeito estufa em cima de uma plataforma muito robusta. Plataformas essas assumidas em cima, essencialmente pela Conte de Paris, associado a seis grandes diretrizes ou tecnologias descarbonizantes, digamos assim, que nós estamos fazendo muito bem a nossa missão. Essas tecnologias estão associadas, como exemplo, vinculadas a grandes temas como a integração lavora-pecuária-floresta, que seguramente o colega Renato vai comentar. Tecnologias descarbonizantes associadas à fixação biológica no nitrogênio, e aí pegando o gancho da fixação biológica no nitrogênio, exemplo clássico da evolução da agricultura brasileira. Nos dias atuais, nós temos mais de 30 milhões de hectares plantados no Brasil por ano que utiliza a tecnologia descarbonizante de fixação biológica no nitrogênio. Isso mais do que promove um processo descarbonizante, mas também intiga a redução do uso de fertilizantes nitrogenados. Consequentemente, trazendo outros benefícios para nossa agricultura, para os nossos produtores. Tecnologias descarbonizantes associadas Também a recuperação de passagens degradadas, associadas ao plantio de florestas, ou seja, florestas plantadas. Nós evoluímos muito igual às plantadas no Brasil. Como também o plantio direto na palha, e hoje acreditamos que temos próximo de entre 17 a 20 milhões de hectares que utilizam o plantio direto na palha. Isso mais do que é uma prática descarbonizante, melhora a qualidade do solo, melhora a ciclagem, de nutrientes, melhora o estoque de água no solo, porque fora os mananciais hídricos clássicos, que são os nossos mares, nossos lagoas e nossos grandes rios, o solo é o ambiente onde mais se estoca água, e além de promover, claro, a reciclagem e a socagem de carbono. E o sexto tema associado ao nosso compromisso com o Rio de Paris foi o manejo de resíduos animais. Em síntese, Guilherme, porque é importante destacar isso? Se nós olharmos nossos relatórios, nossos indicadores, né, vinculados ao grande acordo de Paris, entre 2010 e 2018, o Brasil, no pior cenário, nós cumprimos 68% das nossas metas. Isso que nós não temos dois anos para poder fechar os nossos dados. E no cenário moderado, porque não foi feito cenário otimista, até porque nós somos, nós, os cientistas, somos muito críticos em relação a isso, No cenário moderado, nós cumprimos 115% das nossas metas. Em síntese, as metas brasileiras em área era ter uma descarbonização em cerca de 35 milhões de hectares e ter uma descarbonização em intigação de gases de efeito estufa em algo equivalente a 152 milhões de toneladas de CO2 equivalente. O que eu quero dizer com isso é, nós estamos fazendo muito bem a nossa parte, não só o Ministério da Agricultura, formulando políticas, mas também os nossos agentes do setor produtivo, os nossos produtores, as nossas instituições de ciência e tecnologia, e os nossos pares. Está aí o exemplo da Única, está aí o exemplo da Rede Comenda e LPF, mas não para por aí. O Ministério da Agricultura tem liderado outras ações, uma outra grande ação que o Ministério está desenvolvendo em parceria com outros ministérios, como, por exemplo, o Ministério da Ciência e Tecnologia, é o programa Prona Solos, é um programa que vem exatamente para nós conhecermos melhor a caracterização, a dinâmica, não só do uso, como também o perfil dos nossos solos. O Brasil precisa avançar com isso e, consequentemente, contribuir ao conhecer a estrutura dos solos brasileiros e as suas caracterizações e, consequentemente, contribuir para uma agricultura cada vez mais sustentável. Eu quero citar aqui também que muito em breve vocês ouvirão falar muito de uma nova plataforma que o Ministério da Agricultura vai desenvolver, sob a liderança da diretora Mariane Crespolin, que é o programa Águas do Agro, que visa exatamente conservar, estocar e bem manejar a água. Por isso, nós vemos um momento no mundo em que nós somos muito cobrados pelo uso eficiente de carbono, mas muito de breve, colega, nós seremos muito cobrados pelo uso e conservação de água. E um outro exemplo, para não ser exaustivo, há exatamente três semanas atrás, o Ministério da Agricultura lançou um programa robusto moderno do Programa Nacional de Bens Sumos, que visa dar suporte e alavanca a partir de um novo parâmetro da nova economia, que é a economia de base biológica, pobreza e economia, para quem sabe aí o Brasil entrar com um novo modelo de agricultura de fato sustentável e robusta, que é a agricultura de base biológica. Então, essas são as minhas palavras iniciais e levo para ti.
Tá bom. Muito obrigado, Kleber. Bastante esclarecedor e realmente muita informação, né? De novo, a gente vai sempre acompanhando ali também todo o conteúdo que não for possível comentar aqui hoje, certamente o site do Ministério da Agricultura vai colocar à disposição todas as informações que o Kleber tem comentado. O Kleber trouxe logo no começo da fala dele, Evandro, o tema do Renovabil. Então, eu vou puxar aqui pra você o tema da cana, correto? Quer dizer, o Brasil também é uma potência em matriz energética, né? E boa parte disso é em razão justamente da nossa capacidade da indústria sul-proalcoleira, né? Como é que você vê esse cenário, então, desse contexto, né? Quer dizer, além, não só pelo RenovaBio, mas aí como liderança dessa indústria, né? Dá pra gente ampliar essa base de matriz energética? a partir do etanol, como essa indústria olha o cenário hoje dentro desse contexto do produzir e preservar e como é que vocês estão vendo para os próximos passos?
Bom, faço minhas as palavras do Kleber quanto a honra, a alegria de tal lado de pessoas aqui tão qualificadas que todas que ele já citou e que contribuem tanto para isso, para produzir e preservar. Com o Renovabil, a gente inaugura uma nova fase da agroindústria brasileira, porque o nosso primeiro desafio, eu acho que esse, acho não, esse já foi praticamente todo ele cumprido no Brasil, é a produção com altíssimo nível de sustentabilidade. Ou seja, nós temos no Brasil os melhores índices de preservação de vegetação nativa em comparação com o mundo. O domínio da agricultura tropical em níveis tão elevados de sustentabilidade foi um outro desafio que a gente alcançou. E o produtor brasileiro, não aquele que comete crimes ambientais e que usurpa o nome de produtor. Esse não é produtor, está cometendo crime, pode ser um criminoso, quem sabe. Mas o verdadeiro produtor brasileiro já venceu o grande desafio da produção com altíssimo nível de suscetibilidade. O que a gente tem no Renovabil é justamente passar da fase do negócio sustentável para a sustentabilidade como um negócio. Eu já cumpri aquilo que eu tinha que fazer, ou seja, hoje o nível de reflorestamento que nós fizemos, por exemplo, o setor super energético, poderia falar de outros, mas o setor super energético fez no Brasil é dos mais altos que a gente possui, ou seja, um dos principais índices de reflorestamento feitos no mundo e no Brasil, foi feito pelo setor sucro energético. Com o protocolo etanol mais verde, a gente deu avanços importantes nesse ponto, o zelo com a água, com as nascentes, com os rios. Hoje, isso já de algum tempo é o dia a dia de um produtor brasileiro. Mas nós podemos ir mais longe, que é buscar essa grande demanda que a humanidade possui por sustentabilidade. Veja que, no meio dessa pandemia, uma das crises mais graves da história recente da humanidade, nós não tivemos ninguém dizendo, olha, agora vamos abandonar a sustentabilidade, não precisamos mais disso, porque o problema sério é a saúde humana. Pelo contrário, justamente pelo grave problema da saúde humana, sustentabilidade passa a ser ainda mais importante. E o Renovabil pega essa demanda por sustentabilidade e transforma num negócio, algo que já vinha sendo feito, mas que você não tinha uma captura mercadológica para isso. Então, com o Renovabil, nós damos, neste momento, no setor de biocombustíveis, especificamente do etanol que me toca, a uma largada por uma grande corrida da eficiência energética. Eficiência energética é produzir o máximo possível de energia com o menor recurso possível. Toda vez que eu faço isso, eu tenho naturalmente ganhos ambientais, eu tenho preservação e o Renovabil cria a partir disso. E aqui está o Kleber, foi diretor-presidente na Embrapa, superimportante o trabalho que eles fizeram lá. E ressalto aqui o trabalho da Embrapa Meio Ambiente, ou seja, a empresa tem ali um órgão destacado superativo nessa área, que é justamente sair desse dilema, eu vou produzir ou vou preservar? Não, eu vou produzir preservação, eu vou produzir sustentabilidade. Então o Renovabil, no fundo, ele vai medir o que eu retiro de CO2 a partir da utilização de um biocombustível. Ou seja, eu não estou deixando de agredir, eu estou salvando aquilo que é de mais importante em termos de sustentabilidade e especialmente aqui qualidade do ar e medidas contrárias ao aquecimento global e consequentemente às mudanças climáticas. Então acho o seguinte, o Brasil já deu um belo exemplo, do negócio sustentável, da produção agrícola sustentável. Nós agora, e não somos só nós, quando a gente pega a integração das florestas com a agricultura, com a pecuária, óbvio que eu não vou entrar nesse tema, que o sapateiro não deve ir além da sandália, mas eu estou falando do etanol e podemos falar de várias outras iniciativas em que a gente sai de novo de um negócio sustentável, um negócio que segue as regras, isso aí tem que ser default para transformar a sustentabilidade no negócio, ou seja, entregando ao Brasil, entregando ao mundo um alimento, uma energia que é renovável, que é sustentável, que é limpa e que faz inveja para o mundo inteiro.
Legal, Evandro. Obrigado pela essa visão também. Você trouxe uma frase importante aqui. Não é um ou outro. Não é produzir alimento ou preservar o meio ambiente. São os dois trabalhando juntos. E aí não tem exemplo melhor do que esse do que a própria integração, lavoura, pecuária, floresta. E aí eu vou passar aqui o papo com o Renato, Dentro dessa perspectiva do que o Kleber e o Evandro já colocaram, Renato, tem um ponto que muita gente, muito pouca gente se deu conta, que é o Acordo do Clima de Paris, que o Kleber trouxe aqui também, os agricultores brasileiros, a agricultura brasileira foi uma das primeiras a bater as metas do país no Acordo do Clima de Paris. Isso é um dado bastante significativo e, aliás, cumpriu a meta com folga, né, Renato? Então, fala um pouco sobre isso e pra quem não conhece aí, que estiver acompanhando a gente pelo Facebook, bem resumidamente, o que é o ILPF e aí explica esse contexto que a gente tá dizendo, da importância desse tipo de sistema de integração, que ele é altamente produtivo e altamente favorável ao meio ambiente.
Boa tarde, Guilherme. Boa tarde aos companheiros de live de tantas estradas. Parabenizo muito a John Deere e estendendo esse cumprimento ao presidente Paulo Herrmann, grande incentivador da ILPF, da tecnologia, da rede, pela iniciativa de proporcionar esse momento de discussão. Cumprimento a todos que estão assistindo, espero que gostem aí da nossa conversa, enviem perguntas, críticas e sugestões. É um prazer muito grande estar aqui hoje. Guilherme, a ILPF é uma tecnologia que a gente junta na mesma área Na mesma fazenda, a produção desses três componentes, lavoura, pecuária, floresta, ou de dois desses componentes. A gente pode ter um sistema de lavoura, pecuária, lavoura, floresta, pecuária, floresta. Então, é uma maneira da gente utilizar melhor a área de uma fazenda. Resumindo muito, eu aconselho que todos que estejam assistindo, entrem no site da rede ILPF, procurem informações, vocês têm tudo lá, mas de uma maneira muito resumida é isso. É um sistema integrado de produção, uma maneira de produzir mais alimentos, intensificando a produção numa mesma área. Essa tecnologia tem de ver tantos benefícios ambientais que eu ficaria aqui uma hora listando tantos benefícios ambientais, sociais, econômicos. Mas vou pegar a deixa que o Evandro deixou aqui e vou resumir essa primeira pergunta com uma resposta bem simples. A LPF é um sistema de produção que usa sustentabilidade como negócio. Então, o eixo central da ILPF é sustentabilidade. Então, o nosso negócio é sustentabilidade. Então, a gente fala que a gente produz lavoura, produz pecuária, produz floresta. Não, a gente produz sustentabilidade e vende sustentabilidade. E a gente espera que o consumidor final também remunere nisso com todo o esforço que o produtor está fazendo. Então, não adianta a gente ter um sistema de produção super eficiente e, no final das contas, o produtor não ser melhor remunerado por isso. A gente precisa diferenciar esse negócio, esse produto. Mas, já como você falou de diversos compromissos internacionais, eu vou voltar um pouquinho para falar de outros pontos importantes nessa área. Os compromissos internacionais que o Brasil adotou foram, primeiramente, anunciados no acordo de Copenhague. Foi lá da COP de Copenhague em 2009, um pouquinho antes de Paris, que foi em 2015. E tem uma coisa que é extremamente importante de destacar. O Brasil assumiu compromissos voluntários. Isso é totalmente diferente das metas obrigatórias de redução de emissão de gases de efeito de estufa que os países desenvolvidos e industrializados têm. Então, isso é uma diferença bem importante que pouca gente fala e que deve ser motivo de um diferencial para o país. Isso acontece porque o Brasil ainda tem uma pequena participação no aumento da temperatura do planeta. Então, quando a gente fala em mudança do clima, a gente fala muito em gás de efeito estufa, em mudança do clima, mas a gente precisa falar em três níveis. O primeiro nível são as emissões anuais de gases. Então, hoje, em 2020, o Brasil possui um nível de emissões que é condizente com o tamanho do seu território. A gente está falando aqui de um país de grandes dimensões territoriais, consequentemente, um grande PIB, um grande volume de emissões de gases de efeito estufa. É claro que isso não quer dizer que a gente precisa relaxar. Pelo contrário, a gente está vendo aqui várias iniciativas que promovem mitigação, que buscam a mitigação das emissões de gás de efeito estufa. A gente precisa sempre buscar a sustentabilidade do país. Só que a gente tem outros dois níveis, quando a gente fala de mudança do clima, que são a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. Hoje, o planeta registra a maior concentração de gases de efeito estufa nos últimos 400 mil anos, pegando registros de paleoclima. Só que os gases que a gente tem na atmosfera hoje, eles podem ter sido emitidos há 100 anos atrás. Eles ficam durante muito tempo na atmosfera. E o Brasil começou o seu processo de industrialização 200 anos depois de outros países como a Europa, por exemplo. Então, o Brasil contribuiu relativamente, proporcionalmente pouco, para essa concentração de gases que a gente tem hoje na atmosfera. E essa concentração de gases promove o aumento de temperatura. E isso fez com que o Brasil contribuísse ainda menos para esse cenário. Então, hoje os esforços da negociação internacional são em manter o aumento de temperatura em torno de 1,5 graus Celsius em relação à média do planeta. Então, a gente não contribuiu na mesma proporção para esses dois últimos defeitos, a concentração e a temperatura. Mas, mesmo assim, o Brasil criou uma política nacional de mudança do clima e vários planos setoriais. A gente está falando muito aqui do plano de agricultura de baixo carbono, são as tecnologias que o Kleber mencionou no início. Então, esse plano, vários outros setores da economia também desenvolveram os seus planos, e esse plano contribuiu para a expansão das tecnologias de baixa emissão de carbono no país, dentre elas a ILPF. Então, só para vocês terem uma ideia, para o período de 2010 a 2020, a meta do plano, aí sim a gente pode falar em meta, porque aí é uma política nacional, a nossa meta era de adotar mais 4 milhões de hectares de ILPF no Brasil. Nesse mesmo período, na verdade, a gente fez 12 milhões de hectares. A gente superou em 3 meses.
Perdão, tínhamos quanto e somamos mais 4 para chegar a quanto?
A gente tinha inicialmente em torno de 2 milhões de hectares na época, e hoje a gente tem 16,5 milhões de hectares de ILPF no Brasil. A gente está começando um novo período agora, que é o do Acordo de Paris, que vai até 2030, e aí a gente tem um novo compromisso, esse número o Ministério da Agricultura ainda está revisando, mas o que foi proposto inicialmente são mais 5 milhões de hectares de LPF, então a gente chegaria aí pela meta a 21 milhões de hectares e mais 15 milhões de hectares de recuperação de pastagem degradada. Daquelas seis tecnologias do Plano ABC, a gente vai migrar para duas tecnologias agora no Acordo de Paris, sendo que a ILPF é um pool de tecnologias. Ela abrange várias tecnologias, incluindo a fixação biológica de nitrogênio, o plantio direto, várias outras tecnologias fazem parte desse conceito de ILPF. Mas eu tenho certeza que os produtores Adotaram essa tecnologia, vestiram a camisa da ILPF e vão chegar a uma área bem maior. E aí, para finalizar essa primeira rodada, nosso objetivo como rede ILPF é estimular o Brasil a chegar a 30 milhões de hectares de ILPF em 2030. 30 milhões de hectares de ILPF bem feitos, certificados e com o mercado diferenciado.
Muito bom. É impressionante. Vou passar para o João para a gente fechar essa primeira rodada. Realmente é impressionante sair um número de 2 milhões para 16 milhões e podendo chegar a 20 e pouco em tão pouco tempo, ou seja, o agricultor brasileiro interessado nessa adoção desse sistema. João, a John Deere como iniciativa privada dentro desse contexto, e a John Deere tem uma posição privilegiada, vamos dizer assim, porque não é o importante e chave da cadeia produtiva, a gente está na interface com todos os fornecedores, da cadeia produtiva, a gente está em contato direto com o cliente, com rede de concessionários, com governos, enfim, com os parceiros, entidades, tem uma posição estratégica da John Deere. Na tua visão, qual o papel da iniciativa privada e, claro, o próprio papel da John Deere nesse ponto e a tua visão de como nós podemos contribuir para esta visão. O Rodrigo até comentou do Paulo, um grande incentivador do ILPF, mas na tua visão, qual o papel da iniciativa privada para disseminar esses conceitos, conhecimento, agregar valor? Sua palavra, João.
Boa tarde, Guilherme. Boa tarde a todos os amigos aí, Cléber, Evandro, Renato. Tantas oportunidades que nós já tivemos de nos encontrar presencialmente, E agora aqui nos encontrando virtualmente dentro desse novo ambiente, mas um ambiente que está trazendo muita dinâmica, muita oportunidade de rever alguns conceitos e trabalhar de forma mais dinâmica vários pontos. Guilherme, obrigado pela pergunta. Essa pergunta me dá a oportunidade de falar um pouco, pegando o gancho que o Renato trouxe, da própria participação em todo o trabalho que a gente vem fazendo já há muitos anos na integração, mas também em todo o trabalho que a Jandir faz no sentido de promover oportunidades em relação ao desenvolvimento de energias renováveis, ao desenvolvimento de atividades do ponto de vista sustentável. Então, para nós é muito importante trabalhar nisso e ter essa oportunidade. Eu tenho oportunidade já de acompanhar o Renato há alguns anos no trabalho da rede LPF, o próprio Kleber também já há muitos anos em todo o trabalho dele na Embrapa, desde momentos onde ele estava chefiando unidades, depois na diretoria da Embrapa, é muito importante agora no mapa esse papel da inovação que a gente tem muita expectativa, muita esperança até de que o mapa vai conseguir liderar o Brasil para essa nova visão de país que produz e preserva, e ser reconhecido por isso. Acho que aqui está aí a grande mote que nós todos temos que trabalhar. E a iniciativa privada, ela pode ajudar muito nisso, muito nisso. As empresas, de um modo geral, elas devem e podem ajudar. A João Dito tem feito a sua parte, para quem não sabe, nós, junto com a Embrapa, somos os fundadores da rede LPF, junto com outras empresas que junto com essa visão da Embrapa tiveram a oportunidade de investir no desenvolvimento da rede LPF e desenvolver esse mercado, esse potencial de fomento da integração lavoura-pecuária-floresta no Brasil como um todo nesses últimos anos que levou a esses números espetaculares que o Renato trouxe e que são orgulho para todo brasileiro. Todo brasileiro deve saber disso, deve conhecer disso. Porque quando alguém atacar a agricultura do Brasil ou atacar o Brasil O agronegócio brasileiro, com essa perspectiva que existe de desmatamento, com a perspectiva que existe em relação a outros problemas, como o próprio Evandro já trouxe na fala dele, o que é crime tem que ser tratado como crime. Mas o produtor brasileiro é muito responsável. Inclusive, a questão ambiental faz parte do dia-a-dia do produtor. O produtor entende que para produzir bem ele precisa de um solo rico, ele precisa de um clima favorável, ele precisa de clima estável, ele precisa de regime de chuva estável. Então, o produtor trabalha com foco em desenvolver o máximo possível um ambiente favorável para a produção dele. O produtor não quer atacar ou agredir o meio ambiente, o produtor quer resguardar a produção dele a longo prazo. A riqueza da produção dele está ligada diretamente ao desenvolvimento sustentável, incluindo as questões ambientais que envolvem. Então, a gente tem que ter essa perspectiva. Pouca gente tem essa perspectiva fora do agronegócio. Dentro do agronegócio, essa perspectiva é mais comum, mas fora do agronegócio, a gente precisa levar mais isso. As empresas, eu acho, podem ajudar nisso, ajudar nessa... comunicação, na divulgação, principalmente nessa narrativa de que no agro-brasileiro nós produzimos e preservamos, seja no setor do suco energético que nós acabamos de falar aqui, por exemplo, com uma energia renovável que faz com que o país mitigue milhões e milhões e milhões de toneladas de CO2 equivalente, só pelo fato de usar essa tecnologia. de energia renovável, seja pela integração lavoura-pecuária, onde nós temos a mesma situação, onde o país tem oportunidade e já mitiga milhões e milhões de toneladas de CO2 equivalente pela adoção dessa tecnologia. E a gente vem tentando não só a Jorge, gostaria até de fazer um parênteses aqui e agradecer todos os nossos colegas também da rede ILPF que fazem parte desse trabalho, começamos junto com a Embrapa, a Jundia, a Cocamar, a Singenta e já temos também agregados a rede LPF, a Soesp, o Bradesco, a Septis, que são empresas comprometidas com a sustentabilidade não só do seu negócio, mas também do agro-brasileiro. Então eu queria aproveitar e destacar isso e fazer esse agradecimento a todos eles. Na perspectiva do que nós podemos fazer, é colaborar cada vez mais em divulgar essa narrativa. Como você falou, uma empresa como a Jundia tem, obviamente, conexões no mundo inteiro, nas suas cadeias de atividade, e todas as outras empresas também têm, que participam do agro, podem fazer esse mesmo tipo de exercício, esse mesmo tipo de movimento, e dedicar um pouco da sua energia, não só para o negócio do dia a dia, mas também para criar essa imagem clara, que é uma imagem verdadeira, mas levar essa imagem para além do Brasil, para os mercados consumidores e no próprio Brasil, para os mercados consumidores do Brasil, que é essa imagem do agro-brasileiro que produz e preserva. Essa imagem é a imagem mais verdadeira que existe. Quem está no dia-a-dia do agro sabe disso. Quem não está no dia-a-dia do agro não sabe disso e é um dos desafios maiores que nós temos. E essa preservação vai acontecer cada vez mais à medida que a gente introduz mais e mais tecnologia. Aqui está a grande oportunidade que nós temos. de trazer mais tecnologia para continuar sendo mais eficiente, produzir de forma mais eficiente, gastando menos insumos, no sentido de gastar os insumos adequados, aqueles que nós precisamos efetivamente gastar para garantir a boa produtividade. mas aí desenvolvendo as regiões socialmente, como o próprio Renato comentou, a ILPF, por exemplo, é um exemplo disso. Ela traz mais atividade para o agronegócio de uma região que começa a adotar a integração lavoura-pecuária-floresta. Nós temos vários exemplos disso no Brasil, em vários municípios, temos um trabalho bonito que está sendo desenvolvido também dentro do Programa Rural Sustentável, o qual a Joandir, através da rede LPF, também apoia e faz parte, junto com a Indrapa. Então, nós temos um sem fim de oportunidade de continuar desenvolvendo essa visão, essa de que produzir e preservar é possível e acho que empresas como a nossa precisa cada vez mais se engajar nessa visão junto com os órgãos adequados, junto com as associações adequadas que estão trabalhando de forma séria, de forma com muita energia dedicada a levar essa visão desse agro-brasileiro moderno, desse agro-brasileiro que se baseia em tecnologia, se baseia em ciência e desse agro-brasileiro que é único. É único porque nós somos o país que tem a maior possibilidade de crescimento no agronegócio nesse cinturão tropical do planeta. que nos dá oportunidades únicas, de várias safras ao ano, de fazer a integração pecuária, agricultura de forma eficiente, floresta de forma eficiente, e levar essa mensagem é uma das principais coisas que nós podemos fazer.
Legal, João. Obrigado. Vou começar rapidamente a segunda rodada aqui. Cleber, o João está falando muito sobre imagem, a questão de imagem. Você também está trazendo aqui toda a questão ruidosa que se gerou no ano passado com as crises das queimadas na Amazônia e repercussão internacional, enfim, todo aquele contexto. Kleber, como separar o joio do trigo? Nessa construção de imagem, como separar o que é crime ambiental, quem são os criminosos ambientais, desse agricultor que nós estamos vendo aqui, que é o agricultor que produz, que preserva, que respeita o Código Florestal, que aplica o ILPF, e você também mencionou ali na sua primeira intervenção uma série de programas que o MAPA vem desenvolvendo, mas a pergunta é essa, como é que a gente cria e consolida essa imagem, separando o joio do trigo?
Muito bom, Milene. Antes de abordar essa questão de imagem e desafios e oportunidades, não só para o Brasil, dentro do Brasil, mas também para fora, eu queria voltar em um ponto do primeiro bloco, muito rapidamente, para dizer que, nesse exato momento, a nossa ministresa, Cristina, está lançando, no Palácio do Planalto, o Plano Safra. E o destaque do Plano Safra, Evandro, é exatamente a linha de crédito diferenciada, não só para as ações do ABC como também uma linha de financiamento para a cota ambiental. Então isso mostra mais uma vez que nós estamos aí apoiando, ajudando, estimulando e fomentando a sustentabilidade do nosso agronegócio. Tudo o que o Renato Evandro e o João Pontes comentou. Mas vamos lá. Em relação a essa temática de oportunidades e desafios, eu queria tecer rapidamente quatro grandes eixos que são oportunidades e desafios para o agronegócio. O primeiro a gente já discorreu, que é sustentabilidade. Esses eixos, eu costumo dizer, são os quatro S's. Sustentabilidade não precisa retomar essa pauta. de forma inequívoca, os produtores que fazem sustentabilidade e que fazem práticas sustentáveis, que adotam agricultura pujante, descarbonizante, intensiva no sentido tecnológico, como diz o João, está aí, isso representa o nosso água, agora é claro, como bem diz o Evandro no seu discurso, nós temos que ir para cima e impunir aqueles que maculam a imagem da agricultura brasileira. Os outros três pontos têm a ver com a oportunidade de nós construirmos uma imagem, fortalecer a imagem do Brasil em cima de três outros S, que aí mora a grande oportunidade, apesar do grande desafio. O primeiro tem a ver com segurança alimentar. Nós estamos vivendo um momento no mundo em que o mundo está carente no sentido de insuficiência alimentar. E essa crise que nós estamos vivendo da Covid-19 tem exacerbado a insegurança alimentar global. Se nós olharmos os indicadores da ONU e da FAO, até janeiro desse ano havia uma estimativa de 221 milhões de pessoas passando fome extrema no mundo. Os últimos relatórios que foram liberados agora no início de maio revelou que já há um adicional de mais 130 milhões de pessoas passando fome crônica no mundo. Fora o incremento de 2,1 para quase 2,5 bilhões de pessoas que estão na situação de segurança alimentar. O que eu quero dizer com isso é, não há grandes expectativas, e fazendo um vínculo aqui, Guilherme e colegas, com a questão da sustentabilidade, não há grandes expectativas no mundo necessárias nem precisas. Afinal de contas, esse é o nosso tema central aqui, que é produzir e preservar. Se nós fôssemos olhar as grandes potenciais áreas agricultáveis no mundo, são essencialmente dois grandes blocos regionais. Um está na África Subsaariana, ali abaixo do Lago Vitória, até o norte da África do Sul, onde estima-se aí que tem algo em torno de 120 milhões de hectares potencialmente agricultados. Se nós fixássemos aí todos os parâmetros médios desse sistema de produção brasileiro, que são tropicais, poderia aplicar lá, levaria, Ivo Andalgo, em torno de 30 anos para poder, nós temos, eles alcançarem a média da produtividade brasileira. O outro grande bloco, em termos regional, de potencialmente agricultados seria na América Latina, um pouquinho de terra no Paraguai, um pouquinho na Bolívia, um pouquinho no Panamá, um pouquinho nos países da região central, da América Central, mas que dá em torno de 30 a 50 milhões de hectares. Mais uma vez, levaria-se entre 20 a 30 anos para ter uma média de propriedade brasileira. Por outro lado, o mundo passa fome. E esse mundo que é um mundo populoso e relativamente pobre, eles demandam dos países que produzem alimento que abasteçam esse grande déficit. Quem é a bola da vez? Invariavelmente é o Brasil. Mas como bem disse o João, nós não precisamos abrir uma etária a mais para poder abastecer isso. Nós temos tecnologia suficiente para promover incremento de produtividade de forma vertical. O terceiro pilar tem a ver com segurança do alimento. Hoje já há uma estimativa de que, a partir de 2027, o mundo demandará um adicional a mais de algo em torno de 214 trilhões de quilocalorias. Há uma grande expectativa que 40% disso saia do Cone Sul. E Cone Sul é essencialmente 80% do Brasil e um pouquinho do da Argentina e um pouquinho do Uruguai. Quem fará isso é a nossa agricultura intensiva sustentável, exatamente o que os colegas comentaram, percebe? E a relação de nós, seres humanos, com o alimento, com esse momento de pandemia que nós vivemos, mudou completamente se nós olharmos de março ou de fevereiro para trás. A relação é completamente diferente, nós queremos muito mais do que a suculência, o sabor, o marmoreio do alimento que a gente consome. Nós queremos que o alimento entregue para nós, sobretudo, nutrição, mas também inocuidade. E por trás disso tudo tem que ter sustentabilidade. E aí, para encerrar, o que isso tem a ver com a nossa pauta aqui, que é preservar e produzir? O plano de fundo para a produção de alimentos no mundo e, consequentemente, a oferta e suprir a demanda de segurança alimentar e segurança alimento vai passar por sustentabilidade. Afinal de contas, a grande pergunta é, por que nós estamos aqui nesse momento, fazendo essa live e outros colegas estão nos assistindo? Porque a sociedade está ávida por soluções e sustentabilidade é a base e o colchão para toda utilidade econômica e de forma inequívoca para a agricultura. Ou seja, preservar e produzir é mais do que possível.
Da ordem, Evandro. Eu quero trazer o Renato pra discussão, pra aproveitar um gancho fundamental aqui que o Kleber tá insistindo, e aí eu volto pra você, ok? Renato, ele tá dizendo muito aqui de segurança alimentar, correto? Ou seja, como é que o ILPF agrega isso? O ILPF pode ser aplicado pelo pequeno produtor de alimentos, pelo grande, pelo médio, em qualquer região do país, nesse aspecto de segurança alimentar, qual a contribuição do ILPF? Porque o ILPF pode contribuir não só com o agricultor em si, mas com a comunidade do entorno onde existe lá, seja pequena, média ou grande propriedade dele. É isso?
Sim, sim Guilherme. Na verdade, Essa é uma das maiores belezas da tecnologia e LPF. Ela pode ser adaptada a qualquer tamanho de propriedade, qualquer tipo de produtor e qualquer bioma do país. Então, o Brasil é um país grande e diverso, tanto em biomas quanto em perfil de produtores. E a gente tem os mais diversos exemplos bem-sucedidos no Brasil. A gente pode falar do modelo que alguns falam que é o mais clássico no Brasil, no cerrado brasileiro, com a integração de soja, milho, o gado de corte ali, né, lória e eucalipto, mas a gente tem outros com ovelha e oliveiras no sul do Brasil, a gente tem a integração de caprinos com a caatinga nativa no Nordeste, um modelo de integração que já usa a vegetação nativa como parte do sistema de produção, onde você tem uma extração muitas vezes não madeireira, algum produto daquela vegetação nativa e você tem a incorporação desse produto no sistema. Então a ILPF é hoje a melhor tecnologia que a gente tem para promover essa segurança alimentar, tanto quando a gente fala de grandes produtores, médias de grandes produtores, onde a gente vai fazer volume de produção e aí produzindo grãos que vão contribuir com com alimentação animal, quando a gente fala de pequenos produtores. A gente tem um exemplo aqui no Rio de Janeiro, eu tô aqui no Rio, O Filipe Lepa, na Pasto, no Recreio dos Bandeirantes, ele tem uma propriedade de, se eu não me engano, 12 hectares, que ele faz uma integração super bem feita. Na fase 1 do Projeto Rural Sustentável, que o João mencionou, a gente atuou na Amazônia e na Mata Atlântica com produtores de 1 a 15 hectares fazendo ILPF super bem feito. Como é um sistema, uma nomenclatura ampla, a gente pode encaixar o melhor sistema de produção de acordo com as características do know-how do produtor, isso é muito importante. A gente não pode transferir uma tecnologia para o produtor que ele não conheça, que ele não se apropria daquela tecnologia. ou que vai ser muito custosa pra ele, que ele vai ter que buscar um investimento muito alto pra fazer, ele pode ir fazendo ao longo do tempo uma parte da propriedade por ano e evoluir pra garantir uma produtividade cada vez maior na sua fazenda.
Legal, Renato. Muito bom. Bem claro. Bom, Evandro, aqui pra nossa segunda rodada, Primeiro lugar, se você quiser comentar alguma coisa da novidade do Plano Safra que o Kleber trouxe aqui, que a ministra tá anunciando agora, fique à vontade pra comentar, mas eu queria também que você falasse um pouco de tecnologia, né? A indústria açúcar alcooleira é super tecnificada, né? Depende de alta tecnologia pra produzir. Na tua visão, qual o papel da tecnologia pra esse contexto todo que a gente tá dizendo aqui nessa não só na indústria sul-calculeira, mas evidentemente se você quiser reforçar sobre isso, mas tecnologia como um todo, como você vê isso?
Bom, primeiro a gente recebe com muita gratidão e com com reconhecimento desse comprometimento do Ministério da Agricultura sob a gestão da ministra Tereza Cristina, uma pessoa que conhece o agro e conhece de ponta a ponta, conhece da terra, conhece da gestão, conhece dos altíssimos níveis de exigência ambiental e sustentabilidade que o mundo tem hoje. A ministra Tereza é uma dessas poucas pessoas completas como a gente pode dizer, e a sensibilidade com o setor superenergético para a gente entregar cada vez mais sustentabilidade com o produto, como bem falou, Renato. A tecnologia, de fato, nos acompanha do nosso início ao nosso produto final, especialmente quando eu penso em biocombustíveis. Vocês acompanharam muito como o John Deere, a revolução que aconteceu nos canaviais brasileiros. Tínhamos ali uma produção que pressupunha a queima da palha da cana, a colheita manual, e hoje isso é um filme do passado, porque a colheita mecanizada, com altíssimo nível de tecnologia embarcada, Uma coisa que a gente tem dito pouco ultimamente, mas que encanta quem não viveu esse processo, é a transformação que a gente fez na vida das pessoas. Nós lançamos o ano passado uma série chamada Gente Única, em que nós mostramos inúmeros exemplos de pessoas que eram cortadores de cana, e que hoje pilotam essas máquinas fabulosas. A gente, quando era criança, não sonhava em ter uma nave espacial tão sofisticada como as máquinas tratores, colhedeiras e companhia que a gente tem hoje no campo brasileiro, não só no setor energético, mas também. Isso gerou a transformação da vida de pessoas. O programa Renovação, feito há 11 anos atrás pela Única e parceiros, requalificou mais de 400 mil pessoas. Eu ouso dizer que é um dos maiores programas de requalificação profissional da história do Brasil. E a gente olha o número, mas quando você desce no detalhe da vida, isso ganha um colorido que não tem planilha no mundo que seja capaz de revelar. Não tem um filme desse que você não termina com lágrimas nos olhos. Então, a tecnologia transformou não só o custo do produto que hoje chega à casa da gente. Eu me lembro, sou de uma família do interior, de funcionários públicos, E produtos que hoje a gente não faz conta muitas vezes para comprar. O cidadão de classe média, até de classe baixa no Brasil, não precisa fazer muita conta para comprar no supermercado. Ele, na minha infância, era uma coisa que a gente via uma vez por semana, quando via. Por que isso ficou mais barato? Porque tecnologia embarcada faz com que você produza mais com menos recursos, com menos terra, com menos insumo, sabendo aquilo que você tem que aplicar na medida, usando... A gente usa muito controle biológico, como vocês conhecem bem, e usamos aí tanto alimento quanto remédio para a planta, porque o fertilizante é um alimento para a planta e o defensivo agrícola é um remédio. A gente, graças a Deus, está esperando, se Deus quiser, ter um remédio para o Covid-19. Estamos esperando com ansiedade uma vacina para o Covid-19. Cada um dos defensivos agrícolas que foram desenvolvidos nas últimas décadas foram justamente essa esperança para a gente poder dizer que o Maltus estava errado, ver que hoje a gente já não estuda mais, a molecada na escola não estuda mais teoria maltusiana, mas teve um sujeito que fez uma conta certa. A conta dele era o seguinte, olha aqui, a população vai crescer em escala geométrica e a produção de alimento vai crescer em escala aritmética e vai chegar uma hora que as duas linhas vão se cruzar e você vai ter realmente aí números muito mais graves do que esse que o Kleber trouxe aqui sobre a questão da alimentação. e que existem não por falta da tecnologia que hoje nós temos no Brasil e temos em outros países do mundo, por falta da capacidade de gestão dos recursos naturais, dos recursos humanos aplicados ao campo. Ou seja, a tecnologia é o que faz as pessoas terem acesso a uma comida mais saudável, uma comida mais disponível, uma comida mais barata. O meu avô conta Quando se via chegar saco de açúcar, muitas vezes até importado de determinados lugares ou mesmo importado de regiões do Brasil, hoje não está distribuído no Brasil como um todo, chegando com preço barato. A gente brinca que o açúcar é tão barato que ninguém te dá desconto quando você fala que não quer açúcar no café e nem te cobra cinco centavos a mais para pôr o açúcar no café e esse açúcar do Brasil chega do outro lado do mundo e a gente só não é competitivo quando o sujeito põe lá uma salvaguarda, quando ele põe lá um tributo de importação, quando ele dá subsídio para o produto local, fora isso a gente não tem conversa E a tecnologia que revolucionou a vida do colaborador, revolucionou a nossa oferta de alimento e de energia, ela é determinante também para lá na ponta, no veículo, com a tecnologia adequada, poder dar entrega de sustentabilidade que hoje é tão demandada. Eu tenho dito sempre isso, participamos de um road show super interessante na Ásia no começo do ano, pré-decretação de pandemia, que mostra o seguinte, a mobilidade do século 21 vai ser plural, vai ter espaço para inúmeras rotas, desde que todas contribuam de alguma maneira com a sustentabilidade. Mas quando você vê aquilo que muitas vezes é apresentado como alta tecnologia, tem que correr muito para não comer poeira de longe do etanol brasileiro. Você pega hoje o veículo Corolla Híbrido Flex da Toyota, ele emite 29 gramas de CO2 por quilômetro rodado quando você abastece com etanol. O melhor veículo com bateria na Europa e vai ter espaço para bateria, vai ter lugar que você vai ter que fazer isso. Mas ele emite 92 gramas por quilômetro rodado. Olha o delta de que nós estamos falando. Quando você pega a gasolina brasileira e termina com isso, que tem 27% de etanol, ela é sonho de consumo para o mundo. Às vezes você chega a um café e o sujeito vai dizer assim, e aí, o expresso, o cappuccino, alguma coisa?
O Brasil é o único lugar do mundo em que o sujeito chega ao.
Posto e a pessoa pergunta pra ele, vai querer gasolina? Se ele pedir gasolina, já é o green gas, que a gente tá chamando, a gasolina verde, um green petrol, pra inglês britânico também, nós estamos usando essas duas expressões, porque a nossa gasolina já é uma gasolina verde, E mais do que isso, com 80% da frota flex.
Ele vai lá e pede para pôr.
Etanol, que ainda que não seja no híbrido flex, você já está falando de uma redução de pegada de carbono e cerca de 90% se comparado à gasolina por si mesmo. Ou seja, tecnologia muda a vida das pessoas, tecnologia entrega alimento e energia em abundância e a preços razoáveis, para o mundo todo e tecnologia, quando incorporada também, por exemplo, na nossa frota, ela transforma o ar das nossas cidades. Você chega à Nova Delhi e passa mal muitas vezes, porque eu já cheguei em oportunidades de você ter 600, 700 microgramas de material particular por metro cúbico de ar. Estando lá, peguei. Vai ter lugar que você vai ter que fazer isso. Mas ele emite 92 gramas por quilômetro rodado. Olha o delta de que nós estamos falando. Quando você pega a gasolina brasileira e termina com isso, que tem 27%, mais de mil. O aparelho para de contar em 999. A gente descobriu isso numa ocasião. Você olha uma cidade como São Paulo, a média é de 16 microgramas por metro cúbico de ar. É por isso que a única lançou na COP de Madri, o ano passado, Bring Back My Blue Sky, ou seja, devolva, traga de volta o meu céu azul, que foi roubado em muitas cidades, e que o etanol foi determinante de etanol, ela é sonho de consumo para o mundo. Às vezes você chega a um café e o sujeito vai dizer assim, e aí? Eu esprecho para que ele fosse devolvido às grandes cidades brasileiras.
Muito bom, Eduardo. Muito interessante o teu depoimento.
Peço cappuccino, alguma coisa?
O Brasil é o único lugar do mundo em que o sujeito chega...
O João tem duas palavras-chave aqui, né? Tecnologia e pessoas. Eu perguntei pro Evandro de tecnologia, ele trouxe o elemento pessoas. Como você vê essa questão? Afinal, a Dona Dier até está lançando.
O posto e a pessoa pergunta para ele, vai querer gasolina? Se ele pedir gasolina, já é o green gas que a gente está chamando, a gasolina verde, um green petrol, para inglês britânico também, nós estamos usando essas duas expressões, porque a nossa gasolina já é uma gasolina verde e mais...
Globalmente hoje a sua visão é smart industrial, né? que passa por essas questões de tecnologia, o John Jay Connect, que foi lançado há pouco tempo, enfim, na sua primeira fala, João, você mencionou do centro de operações, enfim. Então, linkado a isso, João, a questão tecnologia e pessoas, e como experiência do cliente, o que você está vendo do cliente lá na ponta também, tanto nessa discussão de produção sustentável, quanto na adoção de tecnologia.
Isso, 80% da frota flex, ele vai lá e pede para pôr etanol.
Experiência do cliente nesse aspecto. O que você pode trazer para a gente?
Guilherme, o Evandro já falou tudo, mas é muito interessante ver essa perspectiva que ele traz e para nós que E aí eu vou, no caso nós, eu tô falando, mas é mais de mim, que já tô há mais tempo nessa indústria também, eu sei que vocês são mais jovens aí todos, né? Mas... Que ainda que não seja num.
Híbrido flex, você já está falando de uma redução de pegada de carbono e cerca de 90% se comparado à gasolina por si mesmo. Ou seja, tecnologia muda a vida das pessoas, tecnologia entrega alimento e energia em abundância.
Eu já tenho algumas décadas de janela aí na indústria e vi algumas transformações muito interessantes em setores diferentes. Então o Evandro trouxe essa questão da transformação que a mecanização trouxe como tecnologia e a gente acompanhou isso, viu essa transformação, eu acompanhei essa transformação no setor de máquinas industriais, depois eu acompanhei essa transformação no setor de máquinas florestais, como.
Desenvolveu preços razoáveis, para o mundo todo, e tecnologia quando incorporar.
O movimento das florestas plantadas no Brasil e a mecanização nessas florestas, e também estou vendo toda essa transformação que vem acontecendo nessas últimas décadas na cana, no mercado agrícola como um todo, na pecuária também, essa transformação vindo da mecanização.
Eu acho que aqui tem... Porada também, por exemplo, na nossa frota, ela transforma o ar das nossas cidades. Você chega à Nova Delhi e passa.
Mal muitas vezes, porque... Uma coisa importantíssima que é essa transformação da vida do ser humano. E na integração, eu havia mencionado isso, também tem...
Eu já cheguei em oportunidades de você ter 600, 700...
Esse componente social muito forte. porque você traz para as propriedades que têm sistemas integrados uma dinâmica completamente diferente.
Da.
Dinâmica que existe nas outras propriedades e isso faz com que você tenha que trabalhar muito mais forte na qualificação profissional das pessoas que estão nessas propriedades, essa qualificação vem acompanhada normalmente, como o próprio Evandro mencionou, de renda que transforma.
A vida em mais de mil. O aparelho para de contar em 999. A gente descobriu isso numa ocasião.
Dessas sociedades, dessas cidades, dessas áreas que estão em volta dessa atividade rural como um todo. E essa transformação... Você olha uma cidade.
Como São Paulo, a média é de 16 microgramas por metro cúbico de ar. É por isso que a Única lançou na COP de Madri o ano passado.
Ela é contínua, né? E aí ela passa também, obviamente, transformando as gerações futuras que são formadas ali naquela sociedade, naquela região. É uma coisa fabulosa.
Bring back my blue sky, ou seja, devolva, traga de volta o meu céu.
Poder testemunhar isso. E agora nós estamos passando por uma outra, que é... A gente está falando de mecanização, mecanização, mas agora nós estamos falando da transformação digital. A transformação digital está aí. Ela não é futuro mais. E para quem ainda achava que ela ia ser lenta, que ela ia ser... difícil, de saúdo azul, que foi roubado.
Em muitas cidades, e que o etanol foi determinante em ser adotada, veio uma.
Pandemia e nos obrigou a adotar, nos obrigou a sentar e a rever tudo isso. Então, é muito interessante ver isso. Eu vejo hoje, nós estamos aqui nessa live, fazendo essa discussão maravilhosa, sendo assistido por centenas de pessoas, mas ao mesmo tempo, essas mesmas técnicas... Para que ele.
Fosse devolvido às grandes cidades brasileiras.
Estão sendo utilizadas no dia a dia para que o produtor possa ser mais produtivo, possa ser mais eficiente e, consequentemente, mais sustentável, que é o objetivo final que a gente tem. Então, é essa adoção da tecnologia que já vinha acontecendo por iniciativa dos próprios produtores. E aqui eu preciso fazer uma ressalva. O produtor brasileiro Ele é extremamente flexível e muito receptivo para novas tecnologias.
Muito bom, Evandro. Muito interessante o teu depoimento. João, eu notei duas palavras-chave aqui, tecnologia e pessoas. Eu perguntei para o Evandro de tecnologia, ele trouxe o elemento pessoas.
Falar o que quiser, tem gente que vai dizer, não, o produtor brasileiro não tem conhecimento o suficiente, o produtor brasileiro enfrenta muitas dificuldades disso ou daquilo, e é verdade, enfrenta muitas dificuldades, mas só supera essas dificuldades porque o produtor brasileiro.
É muito... Como você vê essa questão, afinal, a Dona Gira até está lançando...
Aberto para novas tecnologias. Se a gente olhar determinados pontos específicos, o próprio Kleber mencionou mais cedo a questão de fixação biológica que existe na nossa agricultura, que é incomparável com qualquer outra região.
Globalmente hoje a sua visão Smart Industrial, que passa por essas questões de tecnologia, o John Jay Connect, que foi lançado há pouco tempo, enfim, você na sua.
Primeira fala... Todo mundo. Isso é parte da abertura que o produtor brasileiro tem de aceitar trabalhar com novas tecnologias. O uso de microbiologia, o uso... São muitas tecnologias. E a tecnologia digital também na mecanização, também nas máquinas, também nos equipamentos. vem há alguns anos trabalhando nisso, e aí nós temos na nossa rede de concessionários um trabalho fortíssimo feito no que a gente chama de Centro de Suporte a Operações. Esse Centro de Suporte a Operações ele visa dar ao produtor... Você mencionou do.
Centro de Operações, enfim. Então, linkado a isso, João, a questão da tecnologia, e como experiência do cliente, o que você está vendo do cliente lá na ponta também, tanto nessa discussão?
O suporte que ele precisa para trabalhar com todas as suas informações de produção.
Sustentável, quanto na adoção de tecnologia, digital.
Do ponto de vista técnico e também do ponto de vista agronômico, dando a.
Experiência do cliente nesse aspecto. O que você pode trazer para a gente?
Guilherme, o Evandro já falou tudo, mas é muito interessante ver essa perspectiva que ele traz. E para nós que... no caso nós eu estou falando, mas é mais de mim que já estou há mais tempo nessa indústria também, eu sei que vocês são mais jovens aí todos. mas eu já tenho algumas décadas de janela aí na indústria e há nesse produtor uma visibilidade completamente diferente daquele e vi algumas transformações muito interessantes em setores diferentes. Então o Evandro trouxe essa questão da transformação que a mecanização trouxe, como tecnologia, e a gente acompanhou isso, viu essa transformação, eu adotor que ainda está trabalhando na era analógica. Então eu considero que nós estamos aqui realmente na grande mudança do século XXI, esse é o momento da grande mudança, Talvez, se a gente considerar, até 2020, o século XXI não tinha começado. Acompanho essa transformação no setor de máquinas industriais, depois eu acompanho essa transformação no setor de máquinas florestais, com o desenvolvimento das florestas plantadas no Brasil e a mecanização nessas florestas. E também estou vendo toda essa transformação que vem acontecendo nessas últimas décadas na cana, no mercado agrícola como todo, na pecuária também, essa transformação vindo da mecanização. Eu acho que aqui tem uma coisa importantíssima, que é essa transformação da vida do ser humano. E na integração, eu havia mencionado isso, também tem isso ainda, ele estava tentando começar, mas não tinha começado ainda, mas agora esse componente social muito forte, Porque você traz para as propriedades que têm sistemas integrados uma dinâmica completamente... Ele de fato começou. Porque agora as pessoas entenderam que tem uma oportunidade muito grande no uso, na adoção das tecnologias digitais. E, claro, alguns vão estar mais bem preparados que outros. E esses são os principais riscos que um produtor tem diferente da dinâmica que existe nas outras propriedades. Isso faz com que você tenha que trabalhar muito mais forte na qualificação profissional das pessoas que estão nessas propriedades. Essa qualificação ela vem nesse momento. São riscos que estão associados ao conhecimento, acompanhada normalmente, como o próprio Evandro mencionou, de renda que transforma a vida dessas sociedades, dessas cidades, dessas áreas que estão em volta dessa atividade rural como um todo. E essa transformação... E é muito legal ver, e a gente participou de partes, ela é contínua, e aí ela passa também, obviamente, transformando as gerações futuras que são formadas ali naquela sociedade, naquela região. É uma coisa fabulosa desses programas que o Evandro comentou, de requalificação profissional, com foco no mercado canavieiro e outros programas aí no Brasil, é muito bom ver o resultado dessa oportunidade, poder testemunhar isso. E agora nós estamos passando por uma outra, que é... A gente está falando de mecanização, mecanização, mas agora nós estamos falando da transformação digital. A transformação digital está aí. Ela não é futuro mais. e para quem ainda achava que ela ia ser lenta, que ela ia ser difícil de requalificação. Nós estamos agora também, o Renato na rede está fazendo um trabalho maravilhoso e está trazendo um programa de capacitação para justamente a gente ter condições de, na rede ILPF, trazer mais qualificação para o produtor e permitir que o produtor acelere a adoção da ILPF também. Então aqui também, outra visão, em por ser adotada, veio uma pandemia e nos obrigou a adotar, nos obrigou a sentar e a rever tudo isso. Então, é muito interessante ver isso. Eu vejo hoje, nós estamos aqui nessa live fazendo essa discussão maravilhosa, sendo assistido por centenas de pessoas, mas, ao mesmo tempo, essas mesmas tecnologias estão sendo utilizadas no dia a dia para que o produtor possa ser mais produtivo, possa ser mais eficiente e, consequentemente, mais sustentável, que é que é o objetivo final que a gente tem. E essa adoção da tecnologia, que já vinha acontecendo por iniciativa dos próprios produtores, e aqui eu preciso fazer uma ressalva, o produtor brasileiro, Tante, e tudo isso vai ser feito com tecnologia também. Nós vamos estar trabalhando não só naquelas qualificações tradicionais, mas também com qualificação, usando essa tecnologia digital para acelerar tudo isso. Por parte da Jundia, a gente vem acelerando forte no tema digital. Você também trouxe, Guilherme, um tema. Ele é extremamente flexível e muito receptivo para novas tecnologias. Pode falar o que quiser, tem gente que vai dizer, não, o produtor brasileiro não tem conhecimento suficiente, o produtor brasileiro enfrenta muitas dificuldades disso ou daquilo, e é verdade, enfrenta muitas dificuldades, mas só supera essas dificuldades porque o produtor brasileiro é muito aberto para novas tecnologias. Se a gente olhar determinados pontos específicos, o próprio Kleber mencionou mais cedo a questão de fixação biológica que existe na nossa agricultura, que é incomparável com qualquer outra região. Hoje nós tornamos público também uma transformação do mundo. Isso é parte da abertura que o produtor brasileiro da empresa, a empresa está lançando um novo modelo de operação global onde nós estamos modificando aspectos muito importantes da nossa organização para dar cada vez mais foco aos sistemas de produção aqueles sistemas que os nossos produtores têm de aceitar trabalhar com novas tecnologias, o uso de microbiologia, são muitas tecnologias, e a tecnologia digital também na mecanização, também nas máquinas, também nos equipamentos. A gente vem há alguns anos trabalhando nisso, E aí nós temos na nossa rede de concessionários um trabalho fortíssimo feito no que a gente chama de.
Esse.
Centro de suporte a operações visa dar ao produtor o suporte que ele precisa para trabalhar com todas as suas informações digitais do ponto de vista técnico e também do ponto de vista agronômico, dando a eles, utilizam para poder realizar suas atividades, de dar nesse produtor uma visibilidade completamente diferente daquele protejamento, plantio, tratos culturais, colheita, todas essas atividades dentro do aspecto do sistema de produção, das suas culturas específicas. Isso vai ser muito importante para a gente dar foco nisso. também criando uma vertical dentro da empresa com foco em tecnologia para um produtor que ainda está trabalhando na era analógica. Então eu considero que nós estamos aqui realmente na grande mudança do século XXI. Esse é o momento da grande mudança. Talvez se a gente considerar até 2020, o século XXI não tinha começado ainda, ele estava tentando começar. mas não tinha começado ainda, mas agora ele de fato começou, porque agora as pessoas entenderam que tem uma oportunidade muito grande no uso, na adoção das tecnologias digitais. E, claro, alguns vão estar mais bem preparados que outros. E esses são os principais riscos que o produtor tem nesse momento. São riscos que estão associados ao conhecimento, que essas tecnologias possam ser utilizadas transversalmente em todos esses sistemas de produção e a gente tem uma tecnologia cada vez mais focada no produtor, focada no cliente e não focada no produto. Então é importante isso e essa mudança tem essa vertente. E uma outra vertente, a terceira vertente dessa mudança é a E é muito legal ver, e a gente participou de parte desses programas que o Evandro comentou, de requalificação profissional, com foco no mercado canavieiro e outros programas aí no Brasil, é muito bom ver o resultado dessa oportunidade de requalificação. Nós estamos agora também, o Renato na rede está fazendo um trabalho maravilhoso e está trazendo um programa de capacitação para justamente a gente ter condições de, na rede ILPF, trazer mais qualificação para o produtor e permitir que o produtor acelere a adoção da ILPF também. Então aqui também outra visão importante. E tudo isso vai ser feito com tecnologia também. Nós vamos estar na vertente de soluções de ciclo de vida, para que a gente possa efetivamente trabalhar com o produtor em todo o ciclo de vida daquele produto, trabalhando não só naquelas qualificações aí tradicional e não simplesmente ser visto como um fornecedor, um mero fornecedor de produto, mas sim possa estar junto com ele, mas também com qualificação, usando essa tecnologia digital para acelerar tudo isso, inclusive através da tecnologia e das ferramentas digitais, dando isso. Por parte da Jundia, a gente vem acelerando forte, no tema digital. Você também trouxe, Guilherme, um tema. Hoje nós tornamos público também uma transformação da empresa. A empresa está lançando um novo modelo de operação com a oportunidade dele ser mais eficiente no uso daquela tecnologia, Delipal, onde nós estamos modificando aspectos muito importantes da nossa organização, para dar cada vez mais foco aos sistemas de produção, aqueles sistemas que os nossos produtores utilizam para poder realizar suas atividades de planejamento, plantio, tratos culturais, colheita, todas essas a poder ter melhores resultados, ter mais valor com o uso daquela tecnologia e, com isso, ter maior sustentabilidade para o seu negócio. Então, isso aí também está muito conectado, foi uma coincidência o anúncio ter sido levado a público hoje também, mas vamos aproveitar aqui, cotividades dentro do aspecto do sistema de produção, das suas culturas específicas, isso vai ser muito importante para a gente dar foco nisso. também criando uma vertical dentro da empresa com foco em tecnologia para que essas tecnologias possam ser utilizadas transversalmente em todos esses sistemas de produção e a gente tem uma tecnologia cada vez mais focada no produtor, focada no cliente e não focada no produto. Então é importante isso e essa mudança tem essa vertente. E uma outra vertente, a terceira vertente dessa mudança é a vertente de soluções de ciclo de vida, para que a gente possa efetivar. O Kleber anunciou o plano Safra, a gente também traz essa informação aí de primeiramente trabalhar com o produtor em todo o ciclo de vida daquele produto, e não simplesmente ser visto como um fornecedor, um mero fornecedor de produto, mas sim possa estar junto com ele, inclusive através da tecnologia e das ferramentas digitais, dando oportunidade dele ser mais eficiente no uso daquela tecnologia, dele poder ter melhores resultados, ter mais valor com o uso daquela tecnologia, e com isso, ter maior sustentabilidade para o seu negócio. Então isso aí também está muito conectado, foi uma coincidência o anúncio ter sido levado a público hoje também, mas vamos aproveitar que como o Kleber anunciou o plano Safra, a gente também traz essa informação aí de primeira mão para muitas pessoas que não tiveram oportunidade de ver esses anúncios públicos.
Muito bom, João. Obrigado. A gente já tá caminhando, então, pro final. Eu vou até pedir pro time de suporte aqui me ajudar um pouco no tempo, tá? Algumas questões, assim, bem rápidas que estão ali no Facebook. Antes das considerações finais, o que eu queria trazer aqui? A primeira pro... Aí, o Kleber voltou. Achei que ele tinha perdido o Kleber, desculpa. Weber, você chegou a mencionar a questão da água numa das suas intervenções. Dois minutinhos. Fala um pouco mais sobre isso.
Primeira mão para muitas pessoas que não tiveram oportunidade de ver esses anúncios públicos.
Qual a sua previsão com relação à importância da água dentro desse contexto? O João trouxe uma frase muito interessante agora. O século XXI finalmente começou. Começou agora e nas próximas... anos, próximas décadas, a questão da água se torna fundamental. Dois minutinhos, Kleber, o que você tem a dizer sobre a questão da água? Quais as suas previsões?
Muito bom, Guilherme. Vocês me ouvem?
Sim.
Exatamente nessa linha de raciocínio que o final do João, na abordagem que ele comentou sobre análise de ciclo de vida, Cada vez mais é essencial nós, do setor agrícola, analisar o ciclo de vida não só do nosso sistema de produção, mas, sobretudo, para os produtos que saem do nosso sistema de produção. Hoje, nós somos fortemente demandados em cima da métrica indicador carbono. E a água vai ser, de forma inequívoca, a próxima grande cobrança, ao mesmo tempo oportunidade. Por quê? Porque, assim como o carbono, a água é essencial para a mantência de qualquer atividade biológica. E a agricultura tem um papel-chave, âncora, no sentido de dar suporte e de alavancar a conservação, o estoque, o manejo e a geração lá do censo de água. Por quê? Nós sabemos que o sol, o Renato está dizendo melhor do que ninguém, o sol é um dos grandes mananciais de conservação estocada de água. E quando você usa um processo produtivo, a descarbonizante, especialmente em conservação de solo, consequentemente você está contribuindo para escocar água no solo e está contribuindo também para muitas vezes até retomar alguns mananciais hídricos, algumas fontes hídricas. E o que isso tem a ver com essa lógica de futuro de análise de ciclo de vida? Nós precisamos de forma urgente, como o João comentou em outras palavras, trazer a análise de ciclo de vida para o parâmetro agro, ou para o parâmetro água, melhor dizendo, em cima do agro. Se você produz qualquer produto agrícola, seja carne, seja grão, seja leite ou outro derivado, é essencial você parametrizar a eficiência do uso de água e que no água é extremamente eficiente. Está aí o Evandro Busch que não nos deixa mentir, tem uma atividade como atividade de soca energética que é extremamente eficiente no uso de água. Então, a água será a próxima, inclusive, grande desafio da agricultura brasileira tropical, no sentido de nós termos indicadores de análise de ciclo de vida eficiente para uso, maneiro de conservação de água.
Legal, Kleber. Obrigado. Renato, eu vou também te pedir, queria trazer você para alguns comentários que estão aqui no Facebook, também dois minutos. Eu sei que é difícil dizer, esse tema em dois minutos, mas vou te pedir por favor dois minutos mesmo. E aí é quase o oposto do que o Kleber está dizendo, quer dizer, não quero dizer o oposto, mas as pessoas estão perguntando aqui com relação à intensificação de LPF justamente em zonas de escassez de água, semi-áridas, quer dizer, se a gente tivesse falando de Bahia ou no norte e leste de Minas Gerais, zonas semi-áridas, como é que o ILPF pode contribuir, o que os internautas estão acompanhando, quem quiser se interessar pelo ILPF nesse tipo de região, bem rapidinho Renato, o que precisa ser feito?
Bom, na verdade a ILPF nessas regiões tem um destaque bastante significativo, porque ela oferece um mecanismo de proteção do solo, tanto para carbono, quanto para nutrientes, quanto para água. Então, o Brasil sofre, né? O mundo tropical, principalmente o Brasil, sofre com processos de erosão bastante significativos. Você tem perda de solo, de nutrientes, de carbono e de água. Quando você tem um sistema de integração, A gente faz o sistema plantio direto, onde a gente conserva o que era resíduo numa cultura, fica como insumo para a cultura subsequente. Então, com isso, você consegue ter uma camada de proteção do solo e aí você diminui a evapotranspiração, você diminui a perda de água, oferece um mecanismo de proteção do solo, tanto para carbono quanto para aquele daquele sistema e você preserva a água no solo. Para esses sistemas, a ILPF traz vantagens extremamente significativas, assim como para a temperatura. Quando você tem o componente florestal dentro do sistema, você reduz a temperatura daquele ambiente e oferece um conforto térmico melhor para os animais. Com isso, você tem um aumento de produtividade, tanto para nutrientes quanto para água. O Brasil sofre, né? O mundo tropical, principalmente o Brasil, dentre eles, sofre com processos de erosão bastante significativos. Então você tem perda de solo, você tem perda de nutrientes, você tem perda de carbono e você tem perda de água. Quando você tem um sistema de integração, a gente faz um sistema plantio direto, onde a gente estima que de 20 a 30% de aumento de produtividade de leite e erva, o que era resíduo numa cultura fica como insumo para a cultura de carne só por conta do conforto térmico que o animal recebe por estar naquele sistema. Então são duas características bastante importantes da sequência. Então, com isso, você consegue ter uma camada de proteção do sol e LPF, que são vantagens competitivas muito grandes desse sistema em relação aos demais. E aí, respondendo bem rapidamente dentro do tempo.
Tá bom.
Paulo, e aí você diminui a evapotranspiração, você diminui a perda de água.
Muito obrigado, Renato. Bom, agora realmente vamos finalizar, até para respeitar o tempo da audiência.
Daquele sistema e você preserva a água.
Esse é o tempo que a gente combinou para a nossa live. Começo então por você, Renato. Misturando as ordens aqui de novo. Um minutinho para a sua palavra final de encerramento a respeito do solo.
Então, para esses sistemas, a ILPF traz vantagens...
Esse tema, um minutinho, por favor.
Tá ótimo. Eu vou trazer um dado aqui, então, só para finalizar, em termos de, a gente fala muito, realmente significativas, assim como para a temperatura. Quando você tem o componente florestal, a conversão das pastagens degradadas para ILPF. Esse é o nosso grande desafio, em termos gerais, no agronegócio brasileiro para a próxima entrada do sistema, você reduz a temperatura daquele ambiente e oferece um conforto térmico melhor para os animais. E com isso você tem um aumento de produtividade a década. Se eu fosse escolher um desafio, eu escolheria recuperar pastagens degradadas. E quando eu falo degradadas aqui, eu estou falando pastagens abaixo da sua capacidade produtiva, simplesmente. Não necessariamente aquelas áreas degradadas por mineração, não é isso. pastagens pouco produtivas. Se a gente conseguir recuperar, a gente estima que de 20 a 30% de aumento de produtividade de leite e carne só por conta do conforto térmico que o animal recebe por estar naquele sistema. Então, são duas características bastante importantes da metade da área de pastagem degradada no Brasil. Com o ILPF, a gente conseguiria dobrar a nossa produção de carne e grão sem derrubar uma árvore. sem abrir nenhum novo hectare de área produtiva no país. O Brasil e a LPF são vantagens competitivas muito grandes desse sistema em relação... Então, é de fato o país que tem a maior condição de prover uma produção de alimento sustentável para o planeta, como os demais, e aí respondendo bem rapidamente dentro do tempo. Já foi falado aqui pelos outros colegas da mesa. E o Brasil pode então de fato mostrar para o mundo, como a gente já vem mostrando, mas a gente tem a capacidade de fazer ainda mais, muito mais, que produzir e preservar é possível. Então a gente tem a nossa meta aqui da rede LPF de chegar a 30 milhões de hectares Muito obrigado, Renato.
Bom, agora realmente vamos finalizar até para respeitar o tempo da audiência, o tempo que a gente combinou para a nossa live. Começo então por você, Renato.
Em 2030 isso é só uma fase, a gente espera que esse sistema... Um.
Minutinho para a sua palavra final de.
Encerramento a respeito... Se consolide cada vez mais e que a gente tenha cada vez mais áreas no Brasil para a gente produzir mais, preservar mais e garantir a segurança alimentar do planeta.
Nesse tema, um minutinho, por favor.
Tá ótimo. Bom, eu vou trazer um dado aqui, então, só para finalizar. Em termos de... A gente fala muito... Legal.
Obrigado, Renato. Evandro, um minutinho para sua palavra final, sua consideração final a respeito do debate e do nosso tema proposto aqui hoje.
Primeiro, parabéns. Bela iniciativa da John Deere, mais uma das belas iniciativas. Prazer enorme estar lá.
A conversão das pastagens degradadas para ILPF.
De pessoas tão especiais e expoentes, importantes da sociedade brasileira. e dizer justamente isso, ou seja, o Brasil é o grande player de entrega.
Esse é o nosso grande desafio em termos gerais no agronegócio brasileiro para a próxima década. Se eu fosse escolher um desafio, eu.
Escolheria recuperar a pastagem e sustentabilidade como produto. alguns exemplos e sabemos que há muitos outros pelo nosso país afora. E o que nós precisamos é driblar os mal-intencionados e esclarecer aqueles que ignoram fatos tão importantes aí pro nosso país e pro mundo. Uma honra enorme estar aqui. Obrigado.
Obrigado, Evandro. Kleber, sua consideração final a respeito do debate, do tema, enfim, um minutinho pra gente também.
Antes de mais nada, Guilherme, agradecer mais uma vez pelo convite da Iondia, Iondia sempre inovando, sempre à frente de temas estratégicos do nosso agronegócio. Eu queria trazer uma mensagem positiva para todos que nos assistem, especialmente para os nossos agricultores, os nossos importantes atores que estão no rol do agronegócio brasileiro. Uma mensagem positiva de que o mundo depende do agro e o mundo depende do Brasil. Especialmente nesse momento aí, colega, de pandemia e pós-pandemia, onde os indicadores globais já estão sinalizando que corremos o risco de termos uma crise humanitária, principalmente por conta de três fatores. Aumento da informalidade associada ao desemprego, aumento da pobreza e aumento das degradadas.
E quando eu falo degradadas aqui, eu estou falando pastagens abaixo da sua capacidade produtiva, simplesmente. Não necessariamente aquelas áreas degradadas por mineração, não é isso. São pastagens pouco produtivas. Se a gente conseguir recuperar metade da área de pastagem degradada no Brasil com o ILPF, a gente conseguiria dobrar a nossa produção de carne e grãos sem derrubar uma árvore. sem abrir nenhum novo hectare de área produtiva no país. O Brasil, então, é de fato o país que tem a maior condição de prover uma produção de alimento sustentável para.
O planeta, como segurança alimentar, barra-fome no mundo. E nós, do setor agrícola, temos um papel essencial de garantir a vida da humanidade.
Já foi falado aqui pelos outros colegas da mesa. E o Brasil?
E nada melhor do que vocês, agricultores, todos nós que representamos o agro, de fazer esse tão bem para a humanidade e para a sociedade como toda. Pense nisso e preservar e produzir é mais do que possível. Obrigado, gente.
Pode então de fato mostrar para o mundo, como a gente já vem mostrando, mas a gente tem a capacidade de fazer ainda mais, muito mais, que produzir e preservar é possível.
Muito obrigado, Kleber. João, então, tua palavra final, um minutinho também para a tua consideração, o fechamento do debate de hoje e o tema proposto.
A gente tem a nossa meta aqui da rede ILPF de chegar a 30 milhões de hectares em 2030 e isso é só uma fase. A gente espera que esse sistema... Primeiramente.
Realmente agradecer aos colegas por ter aceito.
Esse... Se consolide cada vez mais e que a gente tenha cada vez mais áreas no Brasil.
O convite de estar participando dessa noite aqui conosco, eu acho que É extremamente oportuno esse debate, porque o mundo precisa desse esclarecimento em relação ao que o agro-brasileiro consegue fazer, ao que o agro-brasileiro consegue entregar. Não temos dúvida, o Kleber já falou, o Evandro já falou.
Para a gente produzir mais, preservar mais e garantir a segurança alimentar do planeta.
Obrigado, Renato. Evandro, um minutinho para sua palavra final, sua consideração final a respeito do debate e do nosso tema proposto aqui hoje.
Primeiro, parabéns. Bela iniciativa da John Deere, mais uma das belas iniciativas. Prazer enorme estar ao lado aqui de pessoas tão especiais e expoentes, importantes.
O Renato já falou, não temos dúvida nenhuma que o mundo hoje entende que o agro-brasileiro é importante para a segurança alimentar, Mas a gente precisa fazer o mundo entender que o agro-brasileiro não está somente cumprindo conformidades. O agro-brasileiro está realmente fazendo muito mais. O agro-brasileiro está trazendo sustentabilidade para o planeta. O agro-brasileiro está fazendo a produção da forma correta e precisa ser reconhecido por isso.
Da sociedade brasileira. e dizer justamente isso, ou seja, o Brasil é o grande player de entregar sustentabilidade como produto. Vimos aqui alguns exemplos e sabemos que há muitos outros pelo nosso país afora e o que nós precisamos driblar os mal-intencionados e esclarecer aqueles que ignoram fatos tão importantes para o nosso país.
Então essa é a mensagem final que eu gostaria de deixar. A Joandir, como várias outras empresas, estão participando de grandes projetos, trazendo uma perspectiva diferente para o agro-brasileiro, mas nós precisamos que todos se unam para que a gente possa levar essa mensagem o mais longe possível para todos os mercados consumidores. O agro-brasileiro está fazendo muito mais do que simplesmente ir para o mundo.
Uma honra enorme estar aqui. Obrigado.
Obrigado, Evandro.
Cumprir conformidades, o agro-brasileiro está produzindo e preservando de forma voluntária. E isso é graças ao espírito inovador, ao espírito aberto do nosso produtor rural. Muito obrigado pela oportunidade de estar aqui com todos vocês e trazendo essa mensagem. Uma boa noite a todos.
Boa noite. Bom, então vamos para o encerramento. Muito obrigado. sua consideração final a respeito do debate, do tema, enfim, um minutinho aí pra gente também, por favor.
Antes de mais nada, Guilherme, agradecer aí mais uma vez pelo convite da Jundia, Jundia sempre inovando, sempre à frente aí da temas estratégicos do nosso agronegócio.
Obrigado por você ter participado hoje, acompanhado essa discussão pelo Facebook da Jundia, muito obrigado aos colegas aqui, Evandro, Renato, Kleber e o João também, trazendo ideias muito pertinentes, muita informação, Eu queria trazer uma.
Mensagem positiva para todos que nos assistem, especialmente para os nossos agricultores, os nossos importantes atores que estão no rol do agronegócio brasileiro. É uma mensagem positiva de que o mundo depende do agro.
Em breve, todo o conteúdo dessa live vai estar disponível no YouTube da John Deere. A gente revisar toda essa quantidade de dados que temos aqui, Então, mais uma vez, muito obrigado a todos e uma boa noite e até a próxima conexão de um dia. Tchau!
O mundo depende do Brasil, especialmente nesse momento aí, colega, de pandemia e pós-pandemia, onde os indicadores globais já estão sinalizando que corremos o risco de termos uma crise humanitária, principalmente por conta de três fatores. Aumento da informalidade, associado ao desemprego, aumento da pobreza e aumento da insegurança alimentar barra fome no mundo. E nós, do setor agrícola, temos um papel essencial de garantir a vida da humanidade. E nada melhor do que vocês, agricultores, todos nós que representamos o agro, de fazer esse tão bem para a humanidade e para a sociedade como um todo. Pense nisso e preservar e produzir é mais do que possível. Obrigado, Renan.
Muito obrigado, Kleber. João, então, tua palavra final, um minutinho também para a tua consideração ao fechamento do debate de hoje e o tema proposto.
Primeiramente, realmente agradecer aos colegas por ter aceito esse convite de estar participando dessa noite aqui conosco. extremamente oportuno esse debate, porque o mundo precisa desse esclarecimento em relação ao que o agro-brasileiro consegue fazer, ao que o agro-brasileiro consegue entregar. Não temos dúvida, o Kleber já falou, o Evandro já falou, o Renato já falou, não temos dúvida nenhuma que o mundo hoje entende que o agro-brasileiro é importante para a segurança alimentar, Mas a gente precisa fazer o mundo entender que o agro-brasileiro não está somente cumprindo conformidades. O agro-brasileiro está realmente fazendo muito mais. O agro-brasileiro está trazendo sustentabilidade para o planeta. O agro-brasileiro está fazendo a produção da forma correta e precisa ser reconhecido por isso. Então essa é a mensagem final que eu gostaria de deixar. A Joandir, como várias outras empresas, estão participando de grandes projetos, trazendo uma perspectiva diferente para o agro-brasileiro, mas nós precisamos que todos se unam para que a gente possa levar essa mensagem o mais longe possível para todos os mercados consumidores. O agro-brasileiro está fazendo muito mais do que simplesmente cumprir conformidades, o agrobrasileiro está produzindo e preservando de forma voluntária. E isso é graças ao espírito inovador, ao espírito aberto do nosso produtor rural. Muito obrigado.
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