John Deere | 10 anos da Fábrica de Construção e Florestal

This is a YouTube video titled "John Deere | 10 anos da Fábrica de Construção e Florestal" created in March 2025. It features a multi-speaker discussion in Portuguese about the 10-year history and achievements of John Deere's construction and forestry factory in Brazil. Various speakers share insights on the company's growth, challenges, product development, workforce, and strategic milestones, highlighting the factory's impact on local and global markets. The content is a structured presentation or panel rather than a conversational dialogue involving Francisco Jimenez.
Bom, a John Deere não é uma empresa que faz máquinas de construção apenas. A John Deere é uma empresa que está comprometida a fazer produtos de altíssima qualidade, tecnologia e inovação para que a vida possa avançar.
A John Deere levou 7 anos para produzir 10 mil máquinas de construção e florestal. E, a partir de então, vem produzindo o segundo maior volume de máquinas aqui no Brasil. Esta é uma história que eu vivi e consigo transpirar cada segundo do que aconteceu aqui.
Então os nossos produtos são utilizados pelos nossos clientes para construir rodovias, cidades, preparar terrenos que vão cultivar os alimentos que possivelmente vai alimentar muitas pessoas ao redor do mundo. Então a de ondeira tem um propósito muito maior do que só fazer máquinas.
Ajudam a construir casas devastadas por enchentes ou outras destruições. Ajudam os agricultores a produzirem alimentos. Ajudam a construir reservatórios de água, commodities agrícolas ou commodities minerais. Este, sim, é o nosso propósito. Porque nós existimos.
Trabalhamos para que a vida possa avançar. A John Deere, normalmente, ao longo dos anos, se notificou por ser um grande produtor de máquinas da linha amarela. Começou lá em 1936, mas sempre a nossa operação tinha um foco nos Estados Unidos e no Canadá. Então, no início dos anos 2000, a empresa decidiu expandir globalmente. E o Brasil se tornava um dos principais mercados, em função do Copa do Mundo, em função de Olimpíadas e tudo isso. Em 2001, nós fizemos uma tentativa de vir aqui para o Brasil. Em 2007, fizemos outra tentativa. E, finalmente, em 2011, tivemos sucesso. E aqui estamos hoje. Quando nós decidimos trazer a fábrica para o Brasil, a decisão foi de fazer a fábrica no estado de São Paulo. No final, nós tínhamos quatro regiões ou quatro cidades que estavam concorrendo e a escolha por Indaiatuba se tornou bastante fácil, tá? Por tudo que Indaiatuba oferecia para a John Deere e benefícios para os funcionários, para os clientes, como estar próximo do aeroporto de Viracopos, das principais rodovias do país, estar próximo de universidades que poderiam oferecer mão de obra qualificada. A qualidade de vida que Indaiatuba oferece. Nós iniciamos a importação das primeiras máquinas. Percebemos que nós precisávamos tropicalizar essas máquinas para utilização aqui nessa região, pois as máquinas não estavam adaptadas àquilo que os nossos clientes dessa região queriam dessas máquinas. Como é que nós trabalhamos a questão de não ter mão de obra qualificada naquele momento para esses equipamentos? Duas ações principais. Mandamos mais de 100 pessoas para os Estados Unidos.
A gente começou um contato bem frequente com o time dos Estados Unidos, das nossas fábricas irmãs lá nos Estados Unidos, para buscar essas informações e descobrir como montar uma máquina complexa dessa e também, por muitas e muitas vezes, ir até lá para aprender.
Uma outra iniciativa que me dá muito orgulho, nós fomos atrás de brasileiros com descendência japonesa que estavam trabalhando nas fábricas no Japão e que queriam vir para o Brasil nos ajudar a construir escavadeiras aqui na região.
Nós tivemos que formar um time praticamente do zero. No meu caso, e no caso de alguns colegas, nós viemos da Jundir, do Sul, onde a gente ajudou a entrevistar pessoas, colegas, futuros colegas, e a construir esses times aqui. E eu acredito que o principal desafio foi trazer todas as pessoas novas, que entrou muita gente, para a cultura da John Deere.
Nós tínhamos, então, americanos da divisão da CNF, que nós não conhecíamos, nós tínhamos gaúchos brasileiros, e nós tínhamos paulistas, e nós tínhamos japoneses, e uma série de outras culturas aqui.
E você sabe que algo bem interessante foi que, durante esse processo de montagem das máquinas, a gente estava ainda com aquele peso muito grande de cronograma, entregar, fazer as primeiras máquinas saírem lá no final da linha. E quando ligou, eu lembro que quando ligou o primeiro motor de uma reta escavadeira aqui, saiu um peso das costas, porque foi um trabalho de dois anos que se realizou ali naquele momento.
A John Deere, na linha amarela, foi a última de todas as marcas a iniciar a produção aqui no Brasil. Num período muito curto de tempo, conseguimos desenvolver e produzir seis linhas de produtos aqui no Brasil, exportar para mais de 50 países pelo mundo, com uma qualidade comparável ou melhor do que as demais fábricas da John Deere. Isso é motivo de orgulho para cada um dos colaboradores da John Deere. Isso somente aconteceu pelo diferencial das pessoas.
Bom, a gente começou então 2014 com os dois primeiros produtos na planta 1, localizando reta escavadeira e pá carregadeira. Junto nesse mesmo ano, quando a gente inaugurou a planta 2, foi quando a gente iniciou a produção também de escavadeiras no Brasil. O nosso sonho era trazer mais produtos na sequência A gente localizou a primeira escavadeira. Começamos com a localização de uma escavadeira menor, a 130. Na sequência, conseguimos iniciar a exportação de produtos. Quando as fábricas iniciaram, nós focamos muito na produção e distribuição para o mercado nacional. Anos depois, a gente iniciou a exportação para toda a Latina América, na sequência também África, Rússia e outros países. Em 2018, localizamos o trator de esteira. Também tivemos a localização da primeira máquina florestal aqui no Brasil. E o último produto que a gente trouxe foi a moto niveladora, que foi em 2020. E aí, depois disso, nós iniciamos o movimento de atualização de portfólio. E também agora, nos últimos anos, entregando níveis de emissões. Então a gente também trouxe produtos que atendessem mercados da Latina América e dos Estados Unidos e Canadá, com a disponibilidade de motores Final Tier IV, que é o nível de emissão para esses países.
Quando nós criamos as fábricas aqui no Brasil, era para atender o mercado brasileiro, que era um mercado de demanda bastante alta. Mas em função da crise que começou a ocorrer a partir de 2014, principalmente da Lava Jato e a parada da economia naquele momento no Brasil, e dizimou praticamente as grandes empresas de construção. Então o mercado de construção, que era 27, 28, 30 mil máquinas, ele passou a ser 8, 7 mil máquinas. Então nós precisávamos manter as fábricas funcionando aqui. Para manter as fábricas funcionando era adicionar mercados novos. Então nós partimos para a busca de mercados novos. O mercado da América Latina, nossos vizinhos aqui foram o primeiro, mas depois nós fomos para a Rússia, para a África e para todo mundo. Isso faz com que essa fábrica possa estar aqui por gerações. Porque esse mix entre atender o mercado local e atender o mercado de exportação é o que faz nós sermos tão competitivos e tão bons aqui com essas duas fábricas que nós temos aqui em Dayatuba.
O marco da venda de 10 mil máquinas foi muito importante para nós, acho que para nos mostrar que todo aquele projeto que começou lá atrás, há mais de 10 anos, ele estava no caminho certo. Então se a gente verificar o período que nós levamos para atingir 10 mil e depois a velocidade que veio 20 mil e que vai vir a 30 mil, eu acho que mostra a ascensão do nosso projeto e nos mostra que apesar de uma série de desafios que nós temos dentro da divisão, nós estamos no caminho certo, os resultados estão chegando.
Eu vejo que esse marco dos 10 mil fechou com um período de entrada, eu diria assim. Tanto de consolidação da fábrica, de produção e tudo, mas também da nossa marca, principalmente no mercado brasileiro.
Uma coisa que sempre me chamou muita atenção foi a dedicação das pessoas, o comprometimento de todos aqueles que escolheram trabalhar nessa divisão. Então eu não posso deixar de comentar uma memória que pra mim é muito marcante, que foi quando nós enfrentamos o momento da pandemia.
Eu acredito que a pandemia trouxe uma maturidade muito grande para as pessoas que estavam principalmente na administração e na liderança de times. Com a pandemia, nós tivemos muitas incertezas. Nós tínhamos muitos desafios a serem enfrentados no dia a dia, porque aqueles que eram classificados como grupo de risco automaticamente foram afastados para preservar a saúde. e muitos eram diagnosticados diariamente, então a cada dia era um desafio diferente.
O nosso negócio foi considerado um negócio essencial e nesse momento eu era responsável aqui da produção da fábrica e eu me lembro que chegar todo dia com aquele risco da pandemia e verificar que essa fábrica estava cheia de pessoas altamente comprometidas, com uma série de equipamentos de proteção, nós sempre cuidamos muito dos nossos funcionários, mas verificar que eles estavam aqui porque eles sabiam que aquela máquina que nós estávamos produzindo naquele dia poderia estar ajudando a construir um hospital, acelerando alguma obra que seria fundamental para que a gente pudesse sair cada vez melhor e mais forte naquele momento tão difícil que a gente enfrentou.
Certamente nós estamos vivendo um novo ciclo. Então nós tivemos o ciclo da construção das fábricas, tivemos o ciclo da dificuldade econômica, financeira, tivemos o ciclo do turnaround e agora tivemos o ciclo, nesses últimos dois anos, da estabilidade e tal. E agora o ciclo é de crescimento.
Terminado esse movimento de ter os principais produtos aqui no Brasil, a John Deere passa por um momento de reformulação, onde a gente está trazendo as atualizações de produto com aquilo que a gente tem hoje de melhor no mundo. Esse movimento agora, que começa com as novas escavadeiras, É um movimento de muito orgulho para a John Deere globalmente, porque é onde a gente está dando um passo muito grande, principalmente para entregar um produto com tudo aquilo que nossos clientes sempre pediram. A gente vai entregar um produto com qualidade, vamos entregar um produto que tem tudo que tem de melhor, de tecnologia, e também um produto que é inovador. Junto com as escavadeiras, vem outros produtos. Por exemplo, a motoniveladora, que é um outro produto também que a gente tem trabalhado globalmente para desenvolver um portfólio ainda melhor do que a gente já tem. Então, se hoje já somos líderes de mercado, o que vem pela frente vem para trazer ainda mais benefícios e qualidade para o nosso cliente final.
Então, de certa forma, ter hoje esse centro de visitas aqui que a gente tá gravando hoje, ele é um símbolo dessa nova reestruturação que a gente tá fazendo, que é no sentido de conseguir contar pro mundo tudo que a gente tem também.
A nossa história aqui no Brasil, esses 10 anos, conseguiu trazer para a nossa região aqui, pela primeira vez, dois prêmios de CEO Award. Nos ajudou com a credibilidade e com a política com os nossos líderes. Mostrou que aqui nessa região nós tínhamos pessoas capacitadas e que poderiam fazer a diferença para a John Deere neste mercado e em todos os mercados nos quais a John Deere estava inserida. O primeiro prêmio foi em 2015, foi o President Award do Projeto Puma. A construção e o desenvolvimento dos produtos, do portfólio de produtos, feito tudo isso em 26 meses.
Ou seja, foi um sucesso tão grande e isso colocou a fábrica num patamar diferenciado para poder entregar esses produtos aos clientes. Ao longo da jornada, fomos melhorando o nosso produto, melhorando a qualidade, melhorando a segurança de trabalho e isso também gerou premiações aos nossos funcionários.
O segundo prêmio foi o turnaround, ou seja, tornar um negócio que era importante, que era bom, mas que tinha resultados financeiros negativos, num negócio que fosse financeiramente viável, tanto para nós como para a rede de distribuidores, como para todo mundo.
Então essas premiações têm uma representação muito grande com os funcionários porque ela retroalimenta, inspira e promove um engajamento muito grande para que eles venham trabalhar todos os dias com a sensação de que estão produzindo sim a melhor máquina do mundo. Nós temos muitas oportunidades em termos de desenvolvimento de novos produtos. Estamos trabalhando com isso de forma incessante e vamos colocar no mercado já nos próximos anos produtos que ajudam a alavancar o processo de produção do nosso cliente e entregar cada vez mais valor agregado. Eu acredito que quando todo mundo trabalha com um propósito muito claro, com uma visão e com uma missão, a entrega do nosso planejamento estratégico fica muito mais fácil.
Quando a gente dá o nosso melhor.
Eu tenho certeza que não tem ciclos difíceis que vão atrapalhar, que não vai ter nada que vai impedir que a gente avance, né? Durante esses 10 anos, nós tivemos muitos desafios ali pra enfrentar, mas nenhum foi capaz de nos parar, porque o time realmente é engajado. Nós temos a criatividade, a resiliência, a força de fazer qualquer obstáculo cair por terra para que nós possamos seguir. Então, é o início de uma jornada vitoriosa e eu tenho certeza que, daqui a muitos anos, nós vamos olhar os dez anos e ver, olha só, eram apenas os dez primeiros anos e olha onde nós chegamos hoje. Somos uma fábrica, um time.
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