Michel Teló no campo: Planejamento da Fazenda | Ep. 1

Michel Teló and his family plan their farm operations in Mato Grosso do Sul, discussing soil preparation, machinery, and weather conditions for planting. They tackle the practical challenges of running a working farm from the ground up.
Hoje é um dia muito especial pra mim. Tô chegando aqui na fazenda, no Mato Grosso do Sul, em Capo Grande. Não tem nada a ver com música. Pela primeira vez na minha vida, eu junto com a minha família, a gente resolveu encarar esse desafio. Vou falar pra vocês, fazer show e programa de TV tá fácil comparado ao que eu e minha família vamos encarar agora. Muito perrengue.
Calma, gente, calma.
Desconheço uma situação parecida com essa.
Se não tiver chuva nos próximos dias, já tá perdido, então não tem muito o que fazer, não.
Um desafio muito especial, retornando às origens dos meus pais, na verdade. Conectar com a minha família, da gente encarar esse desafio juntos. A gente vai viver coisas muito especiais. Sejam bem-vindos ao Reality Safra de Inovações, aqui na família Teló.
Vou de casa.
Michel, chegamos.
Cheguei.
Oi, mãe.
Que delícia.
Graças a Deus.
E aí?
Tudo bem?
Tudo certo?
E aí? Tudo bom? E aí? Tudo bom, cara? Nós estávamos no café.
Eu tô precisando, porque eu madruguei tipo um povo da fazenda, assim, que acorda antes de amanhecer pra ver.
Vamos lá? Vamos? Vamos tomar café.
Feito queridinho, chegou.
Esse mel é o que o senhor colheu, pai? Mel lá da fazenda, lá do Pantanal?
Esse é daqui.
Esse é daqui mesmo, é? A última vez que eu fui numa fazenda foi quando nós fomos viajar lá, conhecer essa fazenda lá. Não tinha vindo mais.
São Paulo, Minas, Mato Grosso. Aí eu fiquei animado, voltei. Aí falei, vamos nós mesmos fazer a lavoura.
Ah, é? Tá afim de fazer a lavoura, é?
Lavoura pecuária.
Aí, meu Deus do céu, esse universo de lavoura não é uma coisa que vocês nunca mexeram, né?
Até mexi com lavoura lá no passado.
Mas daí era na enxada.
A enxada era roça, né? A mãe sabe disso. Nós plantávamos soja, cana, porque nós fazíamos rapaduras.
A gente vivia daqueles pedaços de terra.
Agora vamos encarar, vamos ver como é que a gente faz isso acontecer, né? Bora! Decidiu, qual é o próximo passo?
O planejamento.
Quem vai dar o suporte técnico? Vocês já acharam? Tem uma galera que vai ajudar a gente nesse?
Já estamos, sim.
Cadê eles? Estão aí?
No planejamento.
Vamos prosear?
Vamos encontrar, vamos conversar com eles. Vamos apresentar pra vocês.
Vamos.
Opa!
Esse aqui é o Danilo.
E aí, Danilo, tá bom?
Bom, prazer.
Você que é o cara que conhece da lavoura?
O agrônico vai estar conduzindo junto com vocês a lavoura.
Seja bem-vindo, compadre. Nós vamos ter que aprender mesmo, porque esse negócio nós não conhecemos nada. Vamos ver. Você está bom, companheiro? O Ronaldo trabalha aqui na fazenda. Os caras tomaram a decisão de fazer uma lavoura e eu queria saber. Você que tem o conhecimento da... da área. Precisamos aprender do princípio. Do princípio, companheiro. Qual que é a primeira coisa que nós devemos fazer? Os primeiros passos.
O primeiro passo é como se fosse um paciente. A gente precisa saber o que tem na nossa terra. Nós vamos analisar todo o seu solo para saber o que precisa em cada hectare da sua fazenda. A partir daí, fertilidade corrigida, a gente vai Escolher as melhores variedades que se adaptam melhor para o microclima da região, para o solo.
Melhor variedade de semente, você diz?
Semente de soja. Para a gente poder acertar aí em uma produção boa já desde o primeiro ano.
Você não gera essa expectativa.
Primeiro ano geralmente tem muito desafio, principalmente climático, né? A partir do momento que Se o solo tá corrigido, aí o risco é mais ambiental, é climático, principalmente.
Tem que chover certo, na hora certa.
A planta também não gosta de excesso de chuva, não gosta de excesso de luminosidade, não gosta de pouca chuva, não gosta de pouca luminosidade. Então, assim, tem que ser...
Exato. Você tá querendo dizer que a planta é enjoada.
É enjoada.
Dá tempo pra gente conseguir plantar, mas tá no limite.
No limite do limite.
Vamos comedar as máquinas?
Bora.
Bora?
É pra ontem, maquinário.
Então, vambora.
Me mostra aí, o que você tá pensando? Trator eu já tenho.
Vou tentar dimensionar uma plantadeira pra gente aproveitar esse trator que nós já temos e ir pensando já pra não ficar pequeno pros futuros. Eu investiria num pobrezador autopropelido com um tratorzinho menor pra dar um suporte pra gente puxar uma carretinha, fazer um tratamento de semente. Com esse maquinário a gente consegue rodar legal.
E o que mais aí?
Vamos entrar com a quinze linha, o trator vai puxar legal, batedeira vácuo, vai dar todo o suporte que a gente precisa aí, vai nos atender nessa toda essa área aí.
Vou falar, esse aqui é o melhor?
Esse maquinário que eu tô indicando pra vocês é o que tem de tecnologia no mercado hoje, tá embarcado tudo nessas máquinas.
Como é que funciona a questão de peça?
O concessionário João Dias aqui na região já tá consolidado, já atende a bastante cliente nosso, tem um posicionamento muito legal.
Estão pertinho aqui?
Pertinho, é linkado, então é diagnóstico tempo real, é tudo em tempo real. Ele chegou numa rede de internet, já vai te passar. Você, você no Rio de Janeiro, você em São Paulo, você onde você estiver, consegue tirar todas as informações em tempo real.
Tamo com o melhor. Tamo chique. Vamos ligar as máquinas, bora lá? Bora lá. Olha, eu tô duro de fugir pra dar uma pilotada, que eu quero dar uma pilotada.
Bora lá, bora lá.
Vamos com fé, vai dar certo.
Ali.
Na frente vai ter uma ponte. Confesso pra vocês que eu tô um pouco preocupado. Primeira vez que eu tô pilotando uma máquina desse tamanho. Não tenho muita noção do espaço dessa... Como a gente fala aqui, da bitola, né? Porque se eu errar a bitola, a gente... Não vai ser bom, não.
Eu vou lá te orientar.
Ronaldo, passa a lanterna. Bora. Ai, caralho. Meu papaiás. Foi feito para andar quatro rodas, filho, não duas. Vem embora, vem embora, que ainda está flutuando. Rolável, galera. Bora, velho, bora. Rapaz do céu, eu tô nervoso, tô nervoso.
Errei. Pelo amor de Deus, cara!
Bora! Bora!
Aqui a gente tá no começo do nosso processo, é isso?
Justamente. Preparando o solo, fazendo a correção necessária, vamos incorporar um calcário, fazer as curvas de nível pra segurar a água, pra não deixar a água fazer erosão no nosso solo. Pra daí a gente correr atrás do tempo, pra aí sim a gente poder plantar nossa soja.
Nessa primeira etapa aqui, quanto a gente vai plantar de soja?
Se o tempo ajudar e permitir, pelo menos uns 200 hectares, aproximadamente 200 hectares, a gente consegue fazer, preparar e plantar uma cobertura.
Então, nossa primeira etapa, 200 hectares.
É isso. Uma emoçãozinha já.
Puxado.
Foi. Puxado, mas deu tudo certo, né? É, graças a Deus.
Amanhã realmente vem o grande dia de botar a semente pra terra.
Botar a semente.
E aí, ó... Só que torcer para.
O... para vir subir. É, torcer de cabeça. Tem que vir subir.
Companheiro, estamos prontos agora, solo preparado, mileto ok, bora plantar, tudo certo, vamos plantar?
Então, todo preparado, solo perfeito, deu tudo certinho, mas não temos condição climática pra entrar plantando. Não temos chuva, não temos previsão, não temos umidade no solo.
Como assim? Eu vim lá do Rio de Janeiro só pra plantar, você tá falando isso?
É uma situação que no meu tempo eu não conheço, desconheço uma situação parecida com essa.
Sério mesmo?
Nunca vi.
E a terra seca?
Seca, seca, seca, sim.
Tá dando uns calor bravo.
40 graus, 45 graus.
Absurdo.
A condição climática não nos permite plantar agora. É plantar e perder. É muito risco.
Mas tá falando sério mesmo?
Sério.
A gente não sabe nem mensurar há quanto tempo não tinha um período de seca como está tendo agora.
Se não chover, perde toda a parte biológica, né?
Faltando chuva pra caramba.
É aquilo de decidir plantar ou não.
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