Nova Onda Tech | Episódio 1: As Transformações no Campo

This is a YouTube video titled "Nova Onda Tech | Episódio 1: As Transformações no Campo" created on April 7, 2023. It features a conversation between Karen and Albino Ampesang, a third-generation rural producer, discussing the adoption and impact of new technologies in Brazilian agriculture. The dialogue covers topics such as the use of advanced machinery, data-driven decision making, productivity improvements, and the mindset needed to fully leverage technological innovations in farming.
Você.
Já percebeu que novas tecnologias estão mudando o agronegócio, não é? E já se perguntou qual nova onda vem aí? E como ela vai mudar o seu negócio? Eu já adianto pra você. Vem aí uma nova era na gestão das fazendas e dos negócios do ar. Uma década que será marcada por avanços em inteligência artificial, visão computacional, integração de máquinas, alta precisão, grande volume de dados, robôs e tratores autônomos. O que saber e o que fazer para não ficar de fora dessa nova onda? Para responder a essas e outras perguntas, eu recebo Albino Ampesang, que é produtor rural e é agricultor de uma terceira geração da família já, né, Albino? Seja muito bem-vindo.
Obrigado, um prazer estar aqui, espero que possa contribuir com informações do campo, da nossa rotina lá com esse programa.
Com certeza, você vai poder ir começando já. A gente quer saber a sua visão. Onde é que nós estamos aqui no Brasil em termos de adoção de novas tecnologias, de inovação no campo?
Eu acredito que hoje a inovação no campo brasileiro é uma das mais tecnológicas do mundo. Inclusive hoje temos grandes empresas que estão exportando tecnologia do Brasil para fora. A grande questão é a gente conseguir desenvolver toda essa tecnologia que está agregada na máquina, por isso em prática, a curto prazo. Então essa eu acho que é uma lacuna que estamos rápido enfrentando, desenvolvendo, mas é onde ainda vejo que é uma grande questão que podemos estar um pouquinho atrás, mas de tecnologia estamos à frente e lado a lado de grandes países.
Interessantíssimo o que o Beno está nos dizendo, porque a gente tem a tecnologia, mas eu não sei se vocês ouviram ele dizendo que a gente precisa aproveitar mais dessa tecnologia. O que isso significa? A gente está junto com os nossos pares globais, temos a tecnologia, mas por que você acha que a gente não está aproveitando tudo?
Eu acredito que hoje é a grande questão de você pensar, vou fazer um investimento tecnológico e pôr isso dentro da propriedade. Beleza. Você pode pensar que você já fez a sua parte. Não. Você está bem aquém. Você colocou, você fez o investimento no equipamento. mas pra você fazer com que ele desempenhe toda essa função tecnológica, cabe a você se especializar, se preparar, e com isso, consequentemente, você terá em curto prazo um custo-benefício altíssimo, produtividade mais alta, você vai pagar esse equipamento, esse investimento mais rápido, e isso vai te trazer enormes benefícios.
Você tá ensinando pra gente uma coisa que você já faz?
Na nossa propriedade a gente faz isso, a gente veio de uma modernização de frota há 5, 6 anos, então hoje dentro da nossa propriedade toda a nossa frota é 100% tecnológica e de última geração.
Mas aí você está me dizendo que tem equipamento, quero saber se você tem um profissional para tirar o máximo dessa máquina, porque você estava me contando que tem um mantra lá na propriedade de vocês, que mantra é esse?
Olha, a máquina quando chega na nossa propriedade, a gente pega e lê todo o manual dela, pega todo o desenvolvimento que está feito no manual. A partir do manual, a máquina foi desenvolvida a partir do manual, então se você quer se especializar e saber, está tudo ali detalhado e exemplificado. Na nossa propriedade, a partir do momento que a gente consegue pôr esse mantra que você bem colocou, que é usar 100% da tecnologia, a gente está expressamente rápido, alcançando produtividades em números maiores.
Eu já capturei aqui algumas informações que eu acho estratégicas. Primeira delas, o mantra da família que funciona pra eles e pode funcionar pra vocês. Usar 100% da capacidade da máquina e isso fosse parte de uma mentalidade de inovação, uma mentalidade que foca em aumento de produtividade. Segundo, a dica que eu achei maravilhosa, dica de bolso. Leia o manual. A máquina está cheia de tecnologia e tem muita gente usando só uma parte dela. Terceiro, quanto mais você usa dessa tecnologia, mais ela te devolve em produtividade. Será mesmo? Como é que estão as produtividades de vocês?
Olha, já fazem dois anos que a gente está atingindo níveis satisfatórios de produtividade. Aplicando a tecnologia correta, a gente tem aumentado a produtividade do milho em até 40%.
Quer dizer que vocês estão colhendo quantas sacas por hectare?
Hoje, na faixa de 230 a 240 sacos por hectare.
Caramba, gente, isso é muito revelador, porque realmente não é uma área experimental, é uma área ampla. O mesmo serve para a soja?
O mesmo serve para a soja. Na soja a gente conseguiu aumentar a produtividade em até 30%.
Estão colhendo quanto por hectare, média?
80 sacos.
80 sacos. Para vocês terem uma ideia, a média nacional varia ali ao redor de 55 sacas por hectare, ou seja, bem acima da média. Em termos de adoção de novas tecnologias, o Brasil está igual aos seus pares ou até a frente em algum momento?
Eu acredito que é bem à frente. Eu acredito que é bem à frente. Nenhum outro país consegue ter a produtividade que a gente tem na mesma quantidade de hectares. Eles têm que aumentar a área. A gente não. A gente está conseguindo cada vez mais subir a produtividade sem aumentar a área.
E aí vocês ficam pensando, imagino, sobre será que a gente está adotando essa nova tecnologia antes ou será que a gente está adotando essa nova tecnologia depois. Então a gente vai ver como vocês podem ver aqui o gráfico mostra o ciclo de adoção de novos produtos que podemos utilizar, por exemplo, para ilustrar novas tecnologias. Vamos lá. Em vermelho, os entusiastas. Em laranja, os visionários, que são os primeiros a adotar uma nova tecnologia. Aí depois vem o abismo, né? O espaço entre eles e os pragmáticos, que é composto por uma maioria inicial que adota essa tecnologia. E só depois, lá no finzinho, que vocês estão acompanhando, vem os conservadores, que são uma maioria tardia na adoção de novas tecnologias. Tem ainda Mas lá no fim ainda, os céticos, que são os retardatários, que adotam por último. Eu acho esse um elemento visual bem interessante para a gente entender, por exemplo, onde o agro brasileiro está no quesito adoção de tecnologia ou inovação. Albino, olhando para o agro do Brasil, para os produtores que você conversa, onde está o agro? No grupo dos céticos, dos que acessam primeiro, nos que fazem parte da maioria ou dos retardatários?
No que mais investe?
Nos visionários?
Visionários.
Mas eles investem primeiro? Você acha que todo o Brasil do agro é visionário e é pioneiro?
Eu acho que sim.
Que bacana.
Eu acho que sim. Por mais, por menor que seja a propriedade, lá você já vai encontrar um trator por GPS, você já vai encontrar gestão de softwares. Hoje essa gestão de softwares... te dá o controle do seu negócio, você tem uma gestão financeira, uma gestão de insumos, você sabe onde você está aplicando, se aquilo te deu um resultado ou não, isso associado com a gestão dessas colhedeiras modernas, você sabe aonde você está produzindo mais, aonde você não está produzindo, todas essas informações compiladas Nada mais são que o DNA da sua terra, o DNA da sua propriedade. A partir do momento que você consegue compilar, botar em prática isso, você está 100% alinhado com o que a sua terra necessita. E às vezes, vem os certos milagreiros, às vezes, investe nisso que você vai produzir mais. e não é essa necessidade da sua lavoura. Então, você conhecendo, fazendo real consumo dessas informações, você vai fazer um investimento certo e baixar o custo da sua lavoura.
Interessantíssimo. Vocês estão nos acompanhando a visão aqui do Albino, que não se trata só do negócio dele, mas sim do agro como um todo. Eu fiquei positivamente impressionada, vou confessar, quando você disse que entende que a maior parte do agro é visionária. E eu vou te explicar por quê. Porque eu ouço muita gente dizendo, poxa, o meu custo está muito alto ainda, eu vou acrescentar um custo de investimento em tecnologia. Tem muitos que estão preferindo, a meu ver, Albino, esperar porque o custo está muito alto. Você acha que isso pode gerar uma perda de oportunidade?
Além de perda de oportunidade, você vai estar naquela balança de estar encarecendo mais seu custo. Como que você quer reduzir seu custo sendo que você não tem qualidade no produto que você está colhendo ou qualidade no produto que você está plantando? Como é que você vai fazer isso sem a tecnologia? É muito mais oneroso, você perde muito mais tempo. Então você está naquela, vou acertar uma e errar três. Como é que tá esse equilíbrio da balança? Você usando toda essa tecnologia, pô, é acertar, acertar e acertar.
Aquela história que a gente ouvia dizer que na tecnologia da agricultura do futuro não seria mais agricultura por talhão, seria por metro, isso não é mais futuro, isso é presente.
Isso é presente. O produtor rural, quanto mais ele se profissionaliza e se tecnifica, ele tem que entender que ele tem que deixar o hectare, 10 mil metros, para cuidar do seu metro quadrado, daquele metro quadrado.
Ah, não dá muito trabalho, hein, Bruno?
Hoje em dia com essas ferramentas não. A colhedeira faz tudo isso, então já está ali nessa parte de automação, inteligência. O trabalho é somente você recolher os dados e exportar para outra máquina que vai fazer a aplicação de corretivos das coisas. Não é trabalho nenhum. Hoje é tudo muito tecnológico, muito rápido. E se não for muito rápido, como é que a gente vai fazer três safras no Lefa?
É, realmente, essa é a mentalidade do agricultor brasileiro. Albino, conta pra gente, comparativo dos seus negócios, produtividade aumentou com o uso da tecnologia, em que proporção? Você citou dados recentes, mas você é a terceira geração de uma mesma família.
Terceira geração.
O que mudou?
Eu acho que o principal que mudou dentro da nossa propriedade foi as tomadas de decisões. Antigamente era se tomar muito baseado na experiência do que se já tinha vivido. E as informações não chegavam tão rápido. Hoje com a informação rápida, você antes de fazer uma aplicação, vou dar um exemplo, hoje vem no pulverizador vem uma estação meteorológica. Então você tem tempo real, condição de vento, tudo. Então o que mudou foi a rapidez que a gente consegue absorver e pôr em prática essas decisões, sabe?
Aí, essas inovações no agro, a gente quer saber se elas estão conectadas com as necessidades dos produtores rurais e das suas comunidades. Eu pergunto isso ao Guilherme, porque eu já vi muita gente dizendo que tem um monte de empresa lançando tecnologia, vendendo soluções, mas elas não estão necessariamente conectadas com as minhas necessidades, com as necessidades da minha comunidade agro. Qual é a sua avaliação?
Eu vou puxar a bandeira porque eu tenho, dentro da minha propriedade. Dentro da nossa propriedade, hoje, eu costumo falar para os meus amigos que a gente pulveriza, planta, aduba e cole com jundi. Por que a gente fez essa escolha de jundi? Porque são máquinas super tecnológicas. Só que ela não é só uma máquina. O pacote que vem embutido nessa máquina é muito completo. Então, você procura sempre a facilidade embutida num só lugar. Imagina você ter que ter uma plataforma de uma, colhedeira de outra, GPS de outra, você ter que correr pra três empresas diferentes. A marca bota tudo isso agregado nela. Então, é fundamental você fazer o uso de 100% dessas ferramentas que tá agrobado nela. Só que a grande vantagem da Jundi é que são máquinas intuitivas.
Conheça o seu negócio, nas palavras do Albino, tenha o DNA da sua terra e tome decisões baseadas nos dados do DNA da sua terra, porque aí sim você vai ter um resultado legal. Que mensagem bacana. Albino, pra gente terminar aqui em grande estilo, a nova onda tech do agro no campo é?
Tecnológica. Não tenho medo da tecnologia. A tecnologia veio para nos auxiliar e nos ajudar. Com a tecnologia, nosso nível de acerto sobe lá para 100%. Sem a tecnologia, você está aquém de um ano que vai dar certo, aquém de anos que não vai dar certo. Eu acredito que a nova onda, tecnologia, faça o investimento correto.
Certeza que vocês gostaram desse conteúdo aí. Obrigada, Albino, por estar conosco. Um prazer te ouvir. Volte sempre.
Obrigado, Karen, é um prazer. Espero que possa ter contribuído com algo aí, apesar do nervosismo, mas muito obrigado.
Você mandou muito bem, muito bem. A gente adorou aprender com o Albino. Vamos relembrar, né? Tomar a decisão vaziada em dados, ler o manual da máquina. tirar o máximo que pode da máquina agrícola, quase 100%, não se contentar com menos do que isso, aprimorar os resultados a partir de tomadas de decisões com informações em tempo real. E é isso, é você fazer tudo cuidando do detalhe, sentir o incômodo e e se aprimorar sempre. A tecnologia veio para nos ajudar a escalar e ir para a próxima fase. No próximo episódio, a gente vai falar sobre o impacto da tecnologia nas profissões do agro. E eu, claro, espero você. Até lá!
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