Nova Onda Tech | Episódio 4: Futurismo

This is a YouTube video titled "Nova Onda Tech | Episódio 4: Futurismo" featuring a conversation in Portuguese between Kellen and Marcela Wiede, a business development manager at John Deere. The discussion focuses on the future of agribusiness technology and innovation, including automation, artificial intelligence, robotics, and sustainability in agriculture, with an emphasis on the promising outlook for Brazil's agricultural sector. The episode was published in April 2023 and is part of a series exploring technological advancements in agriculture.
Uma das futuristas mais conhecidas do mundo esteve aqui no Brasil no ano passado e disse que o país possui um futuro promissor. A CEO do Instituto Futuro Hoje, Amy Webb, afirmou que precisamos fazer as perguntas certas e pensar no longo prazo. E pensando no longo prazo, como será o futuro para o agronegócio em tecnologia e inovação? Para responder a essas e outras perguntas, a gente recebe Marcela Wiede. A Marcela é gerente de desenvolvimento de novos negócios de tecnologia da John Deere. Seja muito bem-vinda, Marcela.
Obrigada, Kelly. Eu agradeço a oportunidade de estar aqui falando de um assunto tão fascinante. que é a tecnologia no agro e no futuro do agro.
A gente que agradece pela sua presença. Eu tenho certeza que muitos, assim como eu, querem saber se a gente já tem algumas pistas de como será o futuro no agro e como que ele tem sido pensado atualmente. A gente já tem essas pistas, Marcela?
Ah, já temos alguma coisa que além a gente, baseado no que a gente teve de aprendizado nos últimos anos e na evolução da agricultura, a gente consegue sim ter uma noção e pistas de o que vem pela frente e existem áreas das empresas e estudiosos entendendo o que vem pela frente e ajudando cada vez mais a trazer tecnologias que vão ajudar os agricultores a serem mais rentáveis e mais eficientes, além de mais sustentáveis.
Onde é que está o foco da John Deere?
O foco da John Deere hoje é fazer com que os agricultores utilizem o que a gente já oferece para que eles estejam preparados para o nosso futuro. E o nosso futuro, o que a gente estava eslumbrando, é ter a completa automação das atividades, com certeza aumentando muito a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade.
Não sei se vocês prestaram atenção no que a Marcela acabou de nos dizer. A completa automação das atividades. É isso que uma das maiores empresas de tecnologia atuando no agro está vendo. Automação completa. O que isso significa? Significa que não vai precisar mais de gente no campo?
Sim, sempre é necessário que tenham pessoas trabalhando no campo, até mesmo porque a gente precisa de conhecimento, porém as pessoas vão precisar cada vez mais evoluir e se adaptarem ao novo. Então a gente ouve falar muito de, a gente já tem muitas tecnologias no campo, atuando no campo, atualmente há mais de 20 anos a gente tem tecnologias que permitem o direcionamento das máquinas, captura das informações que estão acontecendo no campo, que ajudam o agricultor, o operador da máquina a se manterem na linha correta para não ter nem sobreposição e nem falha nas aplicações, melhorando, claro, muito a eficiência e a sustentabilidade. E cada vez mais essas tecnologias vão evoluindo. Então a gente vai deixar o momento que a gente tem hoje, que é ter as atividades automatizadas, para o momento que a gente vai ter a completa automação das atividades.
Pausa aqui para uma explicação didática para mim e talvez para alguém que esteja nos assistindo. Qual é a diferença entre automação e automatização?
Legal, boa pergunta, Kellen, e acho que aqui cabe trazer um pouco da nossa realidade, nós como John Deere. Então hoje, como eu comentei, a gente tem há mais de 20 anos as máquinas no campo, então nós temos a possibilidade onde a máquina entende o posicionamento que ela está, ela tem a capacidade de, através de sinal de GPS, entender onde ela está, ela entende o local que ela está e ela consegue prever aonde ela deve passar. e ela automaticamente faz com que o rodado da máquina se mantenha naquela linha e ela retorne, considerando a largura do implemento, para a linha seguinte e faz com que a passada não tenha nem falha nem sobreposição. Isso hoje a gente consegue fazer. É claro que o operador está ali na máquina, mas ele é o gestor da operação, então ele vê todas as outras coisas que estão acontecendo e a máquina se orienta sozinha.
Isto é uma atividade automatizada.
Exatamente, isso é uma atividade automatizada porque a máquina entende o que ela tem que fazer ali, ela foi programada para executar uma atividade.
O próximo é pulo.
Exatamente. O próximo pulo é a gente utilizar a inteligência artificial, por exemplo, para a máquina aprender com cada uma das passadas e a gente tem dados suficientes, já como eu comentei, há mais de 20 anos capturando dados do campo, e a máquina vai ter capacidade de aprender o que está acontecendo e ela mesma tomar as decisões do que fazer, aonde fazer e como fazer. Isso é automação. Então está aí a diferença de automatização e automação.
Então a gente tem as máquinas tomando as próprias decisões baseado em dados. Isso significa que num futuro não muito distante a gente vai ter essas ações de forma mais preditivas, ou seja, com base num grande arsenal de dados, a gente se antecipa ao problema?
Sim, exatamente. Então a gente vai No final do dia, basicamente, vai ser a junção dos dados, que são capturados há muito tempo, da inteligência artificial e da robótica. Então, baseado nessas informações e nesses dados, a inteligência artificial vai ser capaz de fazer uma predição do que tem, do solo, predição do clima e tudo mais, e tomar a decisão exatamente do que fazer. E não mais a gente, quando fala em agricultura de precisão, a gente falava de pontos específicos, de um talhão, de uma fazenda, onde tem que receber cada um um tratamento diferenciado, mas agora a gente já começa a falar de planta a planta. Então hoje a gente trata a individualidade de cada uma das plantas. A gente busca tratar a individualidade de cada uma das plantas para que tenha a maior eficiência possível e a gente aplica exatamente o produto necessário para cada uma daquelas plantas.
Ótimo. Então, para a gente fechar essa primeira parte, eu queria que você resumisse para a nossa audiência. O futuro é a automação de todas as atividades. Esse futuro já começou nos Estados Unidos com máquinas que fazem esse trabalho de forma autônoma, não apenas automatizado, ou seja, já está acessando esse novo degrau e os brasileiros que nos assistem querem saber quando isso chegará aqui. No horizonte de quanto tempo você acredita que teremos essas atividades completamente autônomas? Uma década?
Menos de uma década, com certeza, a gente já vai ter as máquinas funcionando, algumas máquinas funcionando aqui e o futuro brasileiro é muito promissor. Eu acredito que o futuro do Brasil é mais promissor do que se tem falado, porque a gente sempre viu muito as tomadas de decisões e as empresas, as do agro também, as empresas desenvolviam soluções e tecnologias fora do país e trazíamos para cá. Hoje em dia já temos estratégia e já se ouve falar muito de ser uma prioridade, então a ideia é que a gente produza soluções voltadas para o nosso mercado, para a nossa agricultura e aí a gente estenda isso para os outros países. Então o futuro do Brasil é muito promissor, muito breve a gente já vai ter, já temos muitas tecnologias rodando no campo e muito breve a gente vai ter várias outras tecnologias aí.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, revela que o futuro da agricultura e da pecuária vai ser mais verde e mais resiliente. A modificação de plantas, de animais para torná-los mais produtivos, a resiliência a eventos climáticos, o desenvolvimento de agroquímicos e fertilizantes verdes, tudo isso faz parte de um novo agro que é projetado pela OCDE. Na sua visão, Marcela, a agricultura, como a gente conhece hoje, terminou, o futuro vai ser completamente diferente?
Olha, Kellen, a agricultura vai, que a gente conhece hoje, vai evoluir muito, mas ela não vai ser completamente diferente. A gente ainda, o conceito principal e o objetivo principal ainda vai ser trazer segurança alimentar para o mundo. investimento e ela vai, ainda como eu disse, evoluir demais. Assim como a gente já evoluiu muito do passado. Então, é uma jornada. Aquelas tecnologias que a gente vai trazendo, elas vão sendo combustíveis para que a gente cada vez avance mais. Então, respondendo sua pergunta, a gente não vai ter o final da agricultura que a gente conhece hoje, mas com certeza ela vai evoluir muito e com certeza para um cenário mais verde e resiliente, que esse é o futuro que todos nós buscamos.
Um completo abandono daquilo que a gente sabe fazer, só faremos de uma maneira diferente, na sua visão, com mais tecnologia empregada. Esse é o caminho.
Com certeza. O caminho é o avanço das tecnologias e a adoção das tecnologias para que a gente consiga extrair o valor de ter a ajuda, o auxílio da tecnologia, num mundo onde a gente vai ter maior quantidade de alimentos, de investimentos e que a gente também vai ter Claro, uma saúde alimentar e um ambiente muito mais verde, resiliente, com sustentabilidade.
Interessante. A gente se ambientando com esse novo mundo que está começando, né? Aí a gente pensa, bom, tem tanta coisa. Tem robô, inteligência artificial, uma nova forma de gerir os negócios. Como é que a gente faz a gestão de todas as mudanças já existentes no campo? A gente vai adotando, se deu certo a gente continua, se não deu certo a gente tenta outro. O que você tem visto, né?
E tudo é questão de adaptabilidade. Então, tem muitas tecnologias presentes e eu, como agricultora, vou me adaptar às tecnologias que funcionam para mim. Então, de novo, está aberto a inovação, está aberto a... E quando eu digo inovação, é não só achar que nós produzimos sozinhos. Todo mundo precisa... Hoje, a agricultura é muito colaborativa. Então, a inovação vai desde adotar as tecnologias que a gente tem no mercado, conforme elas vão surgindo até fazer alguma parceria e fazer inovação internamente ou externamente através de inovação aberta com startups, por exemplo.
Excelente, essa palavra é muito bacana. A agricultura hoje é muito colaborativa. uma abertura mental para experimentar as novidades, mantendo ainda um pé fixo naquilo que a gente sabe que nos trouxe até aqui, que é um valor para muitos da nossa comunidade agro, mas que já entendem a necessidade de ir aos poucos entrando nesse mundo mais digital, inovador e até autônomo, como a Marcela trouxe para a gente. É um futuro ele já começou. E quais são as técnicas, tecnologias que a gente vai ter disponíveis daqui a 5, 10 anos? Você já trouxe algumas pistas pra gente, mas vale relembrar. Conta pra mim.
Eu acho que a gente tem que estar preparado para ouvir muito mais ainda do que a gente já ouve de dados auxiliando na inteligência artificial em conjunto com a robótica, também na utilização de combustíveis renováveis, na utilização de motores elétricos, muitas tecnologias ainda por vir que vão ajudar e auxiliar os agricultores.
E como será o agro do Brasil no futuro? Pergunta pra você, Marcela, você sabe?
Olha, eu acredito que vai ser ainda mais promissor do que se tem falado. O mundo já viu o potencial do Brasil em trazer segurança alimentar e trazer investimenta para o mundo todo. E cada vez mais os investimentos vão ser feitos olhando para o Brasil e para o nosso mercado agrícola.
Olha que ótima expectativa. E para você que acompanhou os episódios anteriores, deve estar lembrado que a gente termina sempre com uma frase assim, A nova onda tech no futurismo será?
Completa a automação das operações agrícolas para trazer maior eficiência, produtividade e sustentabilidade.
Caramba, que conversa, hein, gente? Dá para entender que esse futuro, de fato, vai ser muito promissor no Brasil do agro, cheio de atividades autônomas, Cheia de inteligência artificial, mais robôs, mais digitalização e, claro, foco total em produtividade e sustentabilidade. Que assim seja um futuro muito bacana para o nosso agro. Foi um prazer te receber, Marcela. Volte sempre.
Prazer, é tudo meu. Obrigada, Keren.
Obrigada a você. E esse foi o último episódio desta temporada do Nova Onda Tech. Se você ainda não assistiu os episódios anteriores, entre no canal da John Deere e confira tudo o que rolou por aqui. Obrigada por estarem conosco. A gente se vê. Até a próxima.
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