Obra Produtiva - Episódio 03

Bia Cobal hosts Pedro Cabral, Tomás Espana, and Maurício Tostes to discuss construction equipment, maintenance, and customer service in the industry. Maurício, a John Deere client, shares practical experience using the equipment on job sites.
Olá, seja muito bem-vindo ao videocast John Deere. Eu sou Bia Cobal, estou aqui acompanhada pelo pessoal da construção. Estou com o Pedro Cabral, que é analista de marketing. Tudo bom, Pedro?
Olá, tudo bom, Bia?
Tomás Hispana, gerente de vendas.
Bom dia, tudo bem?
E estou aqui com o Maurício Tostes, da Tostes Locações, um cliente John Deere da construção.
Tudo bom?
Tudo bem.
Vamos bater um papo aqui. Eu quero que vocês se apresentem, falem da região de vocês, o que vocês fazem. Quero entender um pouquinho mais do contexto do que a gente está falando. Adorei essa miniatura.
Bom, começar por mim então, o que é o mais fácil. Eu chamo Pedro, sou analista de demanda aqui da nossa divisão de construção. Sou responsável pela distribuição dos produtos. para o Brasil inteiro e para a América Latina também. E estamos aí hoje. Vamos aí.
É isso aí.
Bom, é Tomás Espana, gerente de vendas para o Brasil da divisão de construção. Estou completando 10 anos esse ano com a John Deere. E antes disso, mais 5 anos também no mercado de construção. Então praticamente aí uns 15 anos de carreira vivendo esse mundo aqui dos equipamentos de construção.
Eu sou o Maurício, sou proprietário da Tostes Locações, uma empresa que loca equipamentos de construção civil para alguns setores da economia. E tô aqui pra ver se eu fecho mais algumas máquinas aí.
Olha! Conta um pouco do seu trabalho pra gente, como é que funciona, enfim.
A minha empresa começou há uns 10 anos atrás, eu saí de uma obra da Petrobras e eu enxerguei que existia uma oportunidade de alocar equipamentos. Então, quando eu retornei para a Batataz, eu abri essa empresa. No início não deu muito certo, mas depois veio surgindo oportunidades de uma empresa de pavimentação de cidade. E lá eu estava com mais dois sócios e a gente foi adquirindo as máquinas e fomos comprando. Não era a John Deere, que eu acho que na ocasião ainda não existia, eu estava começando, era uma outra marca. E a gente foi caminhando e conseguindo angariar mais máquinas, mais trabalho, né? E passou um tempo, a gente começou a querer, como meu pai é fornecedor da John Deere, existe uma cultura grande da John Deere dentro da cabeça do meu pai, lá da empresa, ele via a honestidade, a qualidade que era o produto, e aí surgiu a oportunidade de adquirir o primeiro equipamento John Deere. E adquirimos.
Que foi qual? Desculpa.
Foi uma pá carregadeira 524 2018. Legal. E a partir dali eu vi que a diferença era bem grande de uma empresa pra outra, né? Da John Deere pra concorrente. E aí a partir dali a gente foi só adquirindo máquinas.
Maurício, primeiro obrigado por estar aqui hoje com a gente, por ter vindo aqui, aceitado o convite de vir aqui fazer esse bate-papo. E isso que você comentou é o que a gente tenta fazer toda vez que a gente está pensando em alguma solução, seja o produto em si, seja o distribuidor, mas o foco nosso é sempre rodar o máximo possível. A gente tá falando de bem de capital. Apesar de a gente ter o orgulho de ter muitos fãs da marca, pela história da empresa, pelos valores, mas a nossa preocupação realmente, pensando que é um bem de capital, é que o nosso cliente tenha sucesso quando ele trabalha com a gente. E que o ganho seja mútuo. A gente nunca vai tentar ser a marca que vai ter o menor custo possível. Pelo contrário. A gente quer cada vez mais agregar mais valor no negócio, mas que são valores que vão gerar mais valor pra você. Então tem equipamentos de mais qualidade, que a gente pode monitorar pra evitar que pare. Hora que parar tem toda uma estrutura pra que pare menos tempo. E é legal ouvir de você que você sentiu isso, né? Antes até da gente perguntar.
Não, muito.
Que esse é o nosso foco, né? Se preocupa com o seu negócio, deixa que as máquinas a gente se preocupa.
Não, a diferença é importante. E eu faço também o plano de manutenção da John Deere, né? Então, eu só fico no JD Link, Vendo, ó, deu as 500 horas, eu ligo na John Deere e falo, olha, tem que fazer a revisão de 500 horas, de 1.000 horas, 1.500 horas, aí vai lá, faz e acabou o problema.
Pra quem não conhece, expliquem o que é isso, gente.
Plano de manutenção é o seguinte, eu fecho, por exemplo, 2.000 horas, então até essas 2.000 horas, qualquer problema que dá na máquina ou revisão que tem que ser feita a cada 500 horas, o pessoal da John Deere que vai lá fazer.
Isso aí.
Isso garante a garantia da máquina também.
Menos tempo de... E é legal que agora, aqui na Big Show esse ano, a gente tá lançando o John Deere Protect, que é um plano um pouco mais robusto do que o Maurício tá comentando, então a gente tá lançando agora aqui na feira, que a gente conseguiu concentrar algumas das soluções que a gente tinha já de pós-vendas em um pacote só, que é o Protect.
Como um ecossistema mesmo.
Então o Protected envolve garantia estendida, e a gente pode levar até 10 mil horas de garantia, que inclusive é a condição que a gente trouxe aqui pra Grishow esse ano, os equipamentos que a gente negociar na feira vão ter garantia estendida por 10 anos ou 36 meses, garantia estrutural e garantia de trem de força, e isso além do primeiro ano de garantia da máquina completa, que isso a gente já faz. E a gente pegou então a garantia estendida, os planos de manutenção preventiva, que é o que tem que fazer mesmo, revisão, inspeção do equipamento, troca de fluidos e etc. Mas a gente alinhou também o monitoramento das amostras de fluido, então a gente acompanha o histórico todo da máquina desde nova, de como por exemplo o hidráulico foi apresentando uma piora de qualidade ou uma contaminação para evitar que vire uma falha muito grande, achar uma hora certa de fazer uma intervenção. E também a central de suporte conectado, que é o monitoramento que o Maurício comentou, que ele usa do JDLink. Agora a gente está chamando de centro de operações. Então a gente consegue fechar uma visão completa do equipamento. A gente olha ele trabalhando 24 horas por dia, se está tendo algum alerta, algum sintoma que possa ter alguma falha, alguma situação de operação que pode ter alguma melhora. Por exemplo, uma coisa que a gente tem focado muito ultimamente, consumo de combustível é o primeiro ou o segundo maior custo que os nossos clientes têm. Então assim, a gente tem um olhar muito importante para o consumo de combustível. Mas não é só basicamente olhar quanto a máquina está gastando, porque a gente tem uma oportunidade aqui, eu diria, muito grande. Quando a gente começa a olhar no centro de operações, ali ele dá o tempo que a máquina fica trabalhando e o tempo que ela está ligada, mas ela está ansiosa. Então é tempo em marcha lenta. E assim, se o pessoal que estiver ouvindo hoje for entrar no centro de operações e ver esse número, já vão me dar por feliz. Porque essa é uma oportunidade muito grande. Eu diria que a gente tem, em algum lugar, entre 20% e 30% do tempo dos equipamentos, eles estão em marcha lenta. Ou seja, eles estão consumindo combustível e não estão produzindo.
Maravilhoso dedo duro!
Eu gostaria que os clientes pudessem olhar menos o consumo só em litros por hora de média, que é o que todo mundo se acostuma a fazer. Mas não é o que a gente faz com o nosso carro, por exemplo. Ninguém olha litros por hora, a gente olha litros por quilômetro. O que a máquina está fazendo seria mais ou menos o que o carro faz ali por distância.
Mas nesse caso era melhor desligar o equipamento?
Sim, exatamente.
Precisaria, né?
Exatamente. Ou você não vai trabalhar por mais de cinco minutos, desliga e espera de repente chegar um outro caminhão para fazer um carregamento, para daí você ligar o equipamento. As nossas máquinas, elas tem modos de potência, então, por exemplo, pode trabalhar no modo eco, no modo normal, no modo de alta potência, e às vezes a gente tem um cliente que tá trabalhando no modo de alta potência e ele tá com 30% do tempo de máquina ociosa. Então, olha, coloca a máquina no modo eco porque você não tá precisando de tudo que ela tá fazendo. E daí reduz o consumo. Então assim, são muitos dados e o combustível é só um deles, mas hoje os equipamentos tem um milhão de sensores e estão comunicando um milhão de dados por segundo. Então quanto mais a gente começa a olhar, a gente vai encontrando as oportunidades. E a gente tem muito recurso nos equipamentos que ele precisa estar ligado, por exemplo. Tem um recurso de alguma inteligência artificial, por exemplo, na moto niveladora a gente tem isso. Só que o operador precisa habilitar esse recurso.
E Maurício, você me conhece se eu estiver errado, mas assim, a gente não é só liberar os dados para o pessoal, né? A gente consegue dar toda a estrutura dos especialistas também para entender aquele dado, entender aquela informação, né? Então, a gente tem toda uma estrutura de treinamento para os operadores, para os distribuidores, que quando vai entrar em contato com o cliente final é o que faz toda a diferença.
Sim. O pessoal que fica monitorando são pessoas que entendem de aplicação, entendem da parte técnica do equipamento, então ele consegue combinar algumas coisas que ele pode estar vendo, pega um relatório de uma análise de óleo, por exemplo, e daí a gente consegue ter um diagnóstico bom. A gente evoluiu muito isso durante os anos de pandemia para poder ser mais assertivo, expor menos o técnico quando vai para o campo. Então tem um dado interessante dos nossos colegas do Rio Grande do Sul, da Verdes Vales, que hoje eles medem quantos das ligações de cliente, né? Às vezes quando o cliente liga, olha, tô com um problema, precisa me mandar um técnico aqui pra ver. 40% eles conseguem resolver sem o técnico que precisa ir. Então eles conectam com o equipamento, fazem um diagnóstico, olha, tá acontecendo isso e isso. Cara, é só trocar um filtro que eu tô mandando. Olha, só um sensor ali que o encaixe. Precisa dar uma limpada, arruma ali e vê se resolve. 40% a 100% precisa ir o tecla. Isso é bom porque é menos custo para o cliente, porque é hora de técnico, é deslocamento. Enfim, o Brasil é grande, o deslocamento é caro, mas é menos tempo de máquina parada. E o Maurício deve ter esse número na cabeça.
É um avanço grande isso daí.
Mas qualquer dia da máquina parada, é certeza que é muito mais caro o que ele perde em receita do que o que custa para arrumar. Então o nosso foco é sempre esse, arrumar o mais rápido possível, porque o lucro cessante nada vai reembolsar.
Na verdade o meu prejuízo é muito pequeno perante o do meu cliente, porque como eu sou aluno, Então o que acontecia antigamente, ó, tá parada a máquina, ele me grosava o dia, e aí eu tinha que ir lá, o técnico ia lá, via, olha, é um filtro, voltava no outro dia, pegava o filtro, ia pra lá, fazia não sei o que, papapá. Ou seja, eu só perdia um ou dois dias aluguel. Só que o meu cliente tinha 30 pessoas na frente do trabalho.
Ele perdia muitas horas de trabalho. Caramba!
Então isso daí melhorou demais, trocando, né?
Não, era ruim pros dois, né? Pra você que não tava recebendo, pro cara que não tava conseguindo trabalhar.
Então tem um custo que a pessoa não enxerga, é um custo oculto. Eles falam assim, poxa, mas a John Deere, vários já me falaram isso, a manutenção é cara. Você paga, sei lá, chutando números aqui, R$16 a hora de manutenção. Só que na verdade ela não para. Então, esse custo é barato, porque a partir do momento que ela começa a parar, o meu cliente tem um custo altíssimo e ele vai ficar descontente comigo e eu posso até chegar a perder o cliente. Então, o custo é barato, porque a máquina não para, ela está sempre disponível. Esse é um custo que a pessoa não enxerga. Não adianta nada custar um terço do preço e você tem que ir lá três, quatro vezes por mês arrumar a máquina. Quebrou isso, faltou isso, parou o ar, não sei o que. Nossa, era uma chatice.
E acaba sendo estressante, né?
Estressante, você tem que estar toda hora, o cara tá indo, vai ter que ir lá pra cidade e tal, manda arrumar isso, onde que tem gente que arruma, vai achar o cara que mexe com elétrica. Era um caos.
Pra você que trabalha com vocação, então, é quase que inviável, porque você tá.
Cada hora... E que é um empresário, que tem outros negócios e tem que correr atrás de resolver e consertar equipamento.
Então eu tinha que entrar na cidade, ver, ó, tem um problema elétrico. Eu tinha que achar um cara que mexia com elétrica de máquinas, aí ia lá, tinha que confiar nesse cara, que eu nunca tinha visto pra lá. Vai lá mexer, aí o cara fala, ó, tem que trocar isso aqui tudo. Vai confiar no cara. Então eu vou ter que fazer, porque o cara tá tudo parado lá, tem 30 pessoas paradas. Você ia somando isso, dá mais caro do que o custo caro da manutenção.
Aquela coisa que se paga ao longo do tempo, porque o tanto de vezes que você paga essa hora mais cara, vamos dizer assim, entre aspas, não é com tanta frequência.
Você tem uma ideia, eu tenho a máquina mais antiga, que é aquela de 2018, Ela hoje está fazendo seis mil horas e o técnico chegou lá nove e meia da manhã. Vai chegar ou já chegou? Não sei. Fazer a revisão de seis mil horas. Você tem que chegar de manhã porque a máquina tem que estar fria para regular a válvula e aquelas revisões todas.
Tirar as análises, as amostras de análise.
Exato. Essa máquina, ela deu um problema até hoje. Um?
Um só?
Não parou a máquina. É um problema no ter o status do ar-condicionado. O cara mandou uma foto e o cano tava congelado lá de fora. Pô, tem que arrumar isso. Olha, falta 50 horas pra dar a manutenção preventiva. Pode esperar? Não, pode esperar. O cara já foi lá, já falou que o operador viu o que era o problema, levou o termostato, fez a revisão, trocou.
E ajustou.
Maravilha. Até hoje não parou.
Isso que é uma máquina de alocação, né? Lembrando, pessoas diferentes, você está em condições diferentes.
Várias pessoas operam, isso aí.
Aliás, sobre isso eu também tenho curiosidade. Como que é realmente o equipamento? Você falou que ele quase não dá problema. Você fica em condições piores do que se fosse uma pessoa só controlando? Você tem esse tipo de desafio?
Com certeza tem. Só que essa empresa, que é 80% da minha alocação hoje dos equipamentos, ela é uma empresa que zela muito por equipamentos. E ela roda pouco. Então as máquinas são muito novas. Mas com certeza existem diferentes operadores. Tem um, uma vez tinha um lá que ele largava o sapato do lado de fora e entrava só de meia no equipamento. Pecável.
Maravilhoso, né?
Tem outros que não são assim, né? Mas eles lavam as máquinas todas as semanas, eles têm um sistema de checklist que zela por isso. Mesmo porque se acontece qualquer quebra, qualquer coisa, eles têm que arcar com isso.
E precisa de treinamento pra poder...
Eles têm pessoas capacitadas e a John Deere, na hora da entrega das máquinas, faz a entrega técnica.
Exatamente, tem isso que dá a entrega técnica, que a gente repassa todas essas questões da condição da máquina, das próprias funções da máquina e testa todos os componentes. Então levanta, abaixa a caçamba, a escavadeira, mexe o braço, assim, que é pra realmente mostrar que não é o test drive que você não sai dirigindo, mas é como se fosse.
E tem máquinas que eu nunca vi. Ele já sai lá de Indaiatuba e já leva pra obra dele. Eu nem vejo. Ah, tá em tal... Eu só vejo o JD Link. Ah, tá em tal lugar.
Tá certo.
Hoje você tem todos os modelos?
De... Maquinário? Não, só tem o pá carregadeira das 524. Só tem o pá.
A 524 é a nossa mais forte, não tem jeito.
E uma coisa interessante, só queria voltar pra colocar um pouco de números ali, né? Quando a gente falou dos... Quanto custa uma hora parada, esse custo oculto que você comentou. Isso é legal, porque a gente vê que na agricultura esse custo é muito conhecido. E além de ser conhecido, é porque as máquinas têm praticamente uma aplicação. Então a colheitadeira só vai colher, a plantadeira só vai plantar. E eles têm o desafio das janelas, então não pode perder aquela janela que ele precisa plantar e colher e tratar e etc. Quando a gente olha para as máquinas de construção, uma escavadeira tem um milhão de aplicações diferentes. E daí é legal, uma coisa que eu fico fascinado nesse ambiente, que cada cliente ele tem uma economia de um jeito, cada cliente ele ganha ou perde.
Dinheiro de um jeito.
E daí só para trazer um número, para quem está ouvindo ter uma dimensão do negócio, vamos pegar por exemplo pedreira, que é um setor que todo centro urbano precisa ter alguma pedreira perto para concreto, para as obras e etc. Uma pedreira de um tamanho médio que trabalha com uma escavadeira de 35 toneladas carregando o caminhão. E essa conta vale para todos os equipamentos, não é só para John Deere. Então uma escavadeira de 35 toneladas faz mais ou menos dois ciclos de carregamento em um minuto. Então, vamos dizer que em cada caçamba, assim, vou dar números bem por cima, mas só pra gente ter uma ordem de grandeza. Em cada caçambada que ela dá, vão ser duas toneladas e meia de pedra. Então, em um minuto, são cinco toneladas de pedra. Se a gente fizer um minuto, alguém me ajuda aí. Sessenta minutos são uma hora. Sessenta vezes cinco?
Trezentos.
Trezentos. Então, são trezentas toneladas de pedra em uma hora, que aquela escavadeira movimentou. Hoje, vamos também chutar um preço baixo de pedra, que as pedreiras estão vendendo, é 40 reais a tonelada. Então, 300 toneladas vezes 40 reais, eu sou um engenheiro ruim de matemática, dá 1.200, não. 1.200 vezes 40? Não, 1.200.
1.200 toneladas.
É isso, é isso.
1.200 toneladas.
Então, 1.200 reais. 1.200 reais, uma hora que a máquina ficou parada. Então imagina, parou, vai precisar mandar uma peça. Gente, se demorar uma semana pra chegar essa peça, é R$1.200 vezes 8 horas por dia, se o cara não trabalha 2 turnos, vezes 7 dias. A gente tem uma preocupação muito grande em fazer tudo isso, porque é esse custo que a gente enxerga que é o que o cliente vê. A nossa proposta de valor, às vezes um cliente fala, mas as peças da John Drift são caras. Gente, mas você fez a conta de quanto tempo demora? Custa pra você, sua máquina tá parada. Então assim, a gente tem uma estrutura gigantesca aqui em Campinas, que é o nosso centro de distribuição de peças. Não sei se você já conheceu.
Já conhecido, já de vista.
Que são, isso, fica dali do lado do aeroporto de Vila Corpo, são quase 80 mil metros quadrados de peça de reposição. E ali a melhor logística pro Brasil inteiro a gente conhece, tá tudo mapeado e chega muito rápido. Porque a gente sabe que às vezes dois dias que demora pra chegar uma peça pode fazer a diferença gigante pro nosso cliente. Então assim, essa é a nossa proposta de valor quando a gente fala de pós-vendas. A gente tenta fazer essa conta com a cabeça do cliente sempre. E a gente sabe, é muito mais importante você ter a peça, do que às vezes, ah, é um pouco mais barato, mas vai demorar dois dias pra chegar. Acabou a economia, né?
Acabou. Acabou a economia, você pagou dez peças.
E ter o centro aqui em Campinas ajuda muito, né? Eu lembro, eu trabalhei já na parte de logística. Quando a gente entra uma hora, aquela de machine down, que eles chamam, é em questão de horas que a peça chega para o cliente. Então, assim, tem vários modais que a gente pode acabar utilizando. O que mais que a gente pode falar aqui, Tomás?
Maurício, eu lembro de uma situação que uma vez eu comprei uma máquina, E o meu cliente queria essa máquina, aí atrasou um pouco pra tirar nota, pra organizar, né? Fazer os testes, as horas que vocês fazem o teste. A burocracia, a gente faz uma revisão.
Antes de entregar, assim.
E o Rafael, o vendedor, me ligou e falou, Maurício, deixa eu te falar, a máquina não vai hoje. Eu falei, por que que não vai hoje? Tá tudo certo pra ir hoje. Falou, cara, é o seguinte, na parte de baixo da concha tá arriscado, e nós vamos ter que pintar ela. Eu falei, não, mas eu libero a máquina assim.
Mas eu não preciso ver embaixo.
Padrão João Dias, tem que tá perfeito, a máquina tem que sair perfeita daqui. Aí, treinou no outro dia.
Sim.
Sensacional.
É.
Você vê o cuidado em cada detalhe.
Eu que vim na fábrica é muito bom ouvir isso de Clem. Ontem a gente conversou com o Gustavo também ali dos pimentinhos e ele falou a mesma coisa assim e realmente a questão da qualidade distinta não é alguma coisa que a gente abra mão.
Não, vocês vão abrir mão. É uma coisa que... Meu pai faz uma peça que é uma botinha e ela vai pra plantadeira. Então aquilo lá você põe na plantadeira e arrasta aquilo lá na terra pra cair a semente e plantar. Ou seja, você vai pintar aquilo, mas andou dois metros e já saiu a tinta. Mas o pessoal da Edir não abre mão, eles já fizeram isso como uma dica, ó, vamos diminuir o custo porque o preço da tinta é mais caro que a peça se bobear. Não, não pode. Tem que ser pintado, porque essa peça pode ir para o exterior, pode ir para onde tem... Tem que ser pintada de verde, salt spray de não sei quantas horas e tal. É o padrão não muda, a qualidade deles é muito boa.
É um valor, né?
Nossa.
É um valor, né? E que Maurício olha essa identificação também, né?
É, com certeza.
E aproveitando, além dessa história, se você puder comentar um pouco como foi por esse relacionamento que a sua família tem também, de parceria com a John Deere, se puder contar alguma, além desse, mas assim, contar um pouco mais sobre como que foi essa, quando você teve essa conversa com o seu pai, que ele falou, não, pega a Deere. Como que foi isso aí pra gente?
Meu pai já é fornecedor da John Deere há, acho que pelo menos uns 15 anos já. E a Deere no início tinha alguns itens, Sempre, meu pai falou muito bem da parte de qualidade comercial e de pontualidade. Você citou o Micky Ryan. Então é assim, dia 1º de janeiro ele solta a sua produção anual. E as datas de entrega. E aquilo não muda. Então já começa pela organização. Então meu pai falou, Maurício, olha, essa empresa, vou te falar, é muito diferente das outras que a gente trabalha aqui. Tem até uma outra multinacional que é de lá, mas não tem essa... Esse perfil aí, é tudo... Contamos o estoque errado, antecipa a peça e tal, uma loucura. Mas a JIR não, a JIR vai certinho. E esse sistema de qualidade, igual eu falei do... Não abre mão da pintura, tem que ser assim, dimensional, tem que ser tudo perfeito. Então ele sempre falou dessa qualidade, que a exigência que era a Jondir. E a Jondir fez com que a empresa do meu pai crescesse nesse sentido, né? Apesar de ter ISO, você cresce com essas coisas.
O aprendizado que você tem fica para o resto, para todos nós.
Uma melhoria contínua todo dia, melhorias, melhorias. Então quando surgiu essa oportunidade de estar comprando uma outra máquina, que foi até na Grishow em 2018, ele falou, Maurício, compra a John Deere, compra a John Deere. E eu, poxa, mas será que eu já tenho a outra marca, já tenho máquinas da outra marca? Será que vale a pena trocar? Eu queria padronizar. Vai na minha, vai na minha que.
Você não vai errar.
Eu conheço os caras.
Que legal.
E foi, até então aí eu não parei mais. Aí foi uma máquina atrás da outra e hoje eu não penso em trocar da John Deere para outra marca.
Que legal.
Que legal.
Custo-benefício é muito bom, meu cliente está super satisfeito. É um preço que eu consigo locar competitivo no mercado, então não tem porquê eu deixar a marca.
Quero voltar até numa coisa, desculpa interrompê-los, mas porque tem uma história engraçada sobre uma locação que você fez e aí o rapaz falou, ah, eu fiquei x dias com a máquina, enfim, eu quero pagar menos.
É verdade. O J.
D. Link, o... Centro de Operações, agora.
Centro de Operações, que me ajudou. O que acontece? É uma empresa que eu alugo que, no final do ano, ela não trabalha, ela dá férias coletivas. Só que algumas máquinas param 30 dias, outras param 15, outras não param, outras param 20 dias. Então, fica nessa. E com a outra marca, eu não tinha esse controle. O que vinha de medição, Eu tinha que aceitar, porque às vezes as obras são longes, eles não trazem a máquina até batatais. Então, aí aconteceu que agora, como eu tenho a supervisão aqui do Jotadelink, que eu esqueço o nome sempre atual agora...
Não, mudamos agora, não tem problema. A gente tá mudando na feira aqui o nome.
Aí eu fui conferindo todos, né? Olha, essa máquina ficou parada 20 dias, aí eu ia lá no Jotadelink, olhava, ficou de fato 20 dias. Essa aqui ficou 25, aí eu olhei Eu falei, não, essa aqui não ficou 25, essa aqui ficou 23 dias parada. Não, ficou 25 e tal, já confirmei lá. Falei, ó, então você confirma de novo, porque eu tenho aqui o dedo duro, J.D. Lin, que trabalhou pelo menos umas 5 horas em cada um desses dois dias. Tá escrito aqui. Eu mandei a foto. Poxa, de fato!
Não me enganei!
É verdade, eu vou confessar, acabei me enganando aqui. Então, me ajudou nesse quesito aí, além das outras coisas.
Você ajudou a não ser enganado, né?
É, exatamente.
Bom, acho que Maurício, agradeço de novo pelo convite, acho que é muito legal ouvir essas histórias aí.
Obrigado, você.
E assim, por mais que a gente faça, pensa sempre muito ali no produto, nas soluções, né? Acaba que o negócio é feito de pessoas, então fica o agradecimento tanto pelo lado da família, por serem nossos parceiros, você agora também como cliente, então é bom poder conhecer as pessoas que fazem tudo virar realidade. Então acho que do meu lado, obrigado de novo pelo seu tempo, por passar esse tempo com a gente, por se aceitar o convite, pela parceria e que dure muito tempo.
Que gostoso compartilhar aqui com vocês, saber dessas histórias. Eu tenho certeza que o pessoal também gostou bastante de nos ver, nos ouvir, né? Se inspirou aqui com várias informações que vocês trouxeram. Muito obrigada pela sua audiência. Até o próximo episódio. Um grande beijo. Tchau, tchau.
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