Obra Produtiva | Inovação em Pavimentação com a Vögele

Vinícius Dutra and Rafael Cifali from Vögele discuss paving innovation and technology integration with John Deere. They cover the company's product portfolio and market trends across Brazil and Latin America, with host Bruna Mazante.
Olá pessoal, eu sou a Bruna Mazante e nós estamos começando mais um episódio do Obra Produtiva, o videocast de construção da John Deere e da Vertgen. E falando de Vertgen, não tem como não falar sobre inovação e sobre liderança de mercado. E o tema de hoje, que a gente vai tratar durante esse episódio, nós vamos falar sobre inovação e empavimentação com a Vogeli. Junto aqui comigo, estou com o Vinícius Dutra. Oi, Vinícius. Bem-vindo de novo. Obrigado por estar aqui comigo.
Obrigado pelo convite, Bruna. Meu nome é Vinícius Dutra. Eu sou especialista de produto ciber, que é uma empresa do Grupo Wirtgen. E hoje vamos falar sobre pavimentação. E quando falamos de mercado de pavimentação, temos nome de peso aí, sabia?
Ah, é?
Nosso convidado hoje tem um nome no sobrenome dele que é muito importante para o mercado de pavimentação. Estamos aqui com Rafael Cifali.
Muito bem. Rafael, bem-vindo.
Obrigado, gente.
Apresente pra nós um pouquinho.
Então, Bruna e Vinícius, muito obrigado pela oportunidade de falar um pouquinho sobre a FUGLE aqui no mercado brasileiro e na América Latina em geral. Tô muito entusiasmado, agradecido pelo convite. Acho que a gente tem bastante coisa interessante, novidades do nosso segmento aí pra falar um pouco pro nosso público.
Já aquecendo a conversa, né? Mas eu não posso deixar de falar, de ter notado, e o nosso público com certeza também notou, que houve uma diferença entre as pronúncias aqui da empresa, que faz parte do Grupo Virginia. Eu dei uma tropicalizada no nome e falei Vogeli. E queria pedir licença poética para continuar falando assim, porque seria incapaz de pronunciar conforme a origem da palavra, mas também quero tirar a curiosidade do nosso público. Por que que muda tanto Vogeli para pronunciar alemão?
Que, em alemão, tem algumas palavras que têm pronúncias diferentes do português brasileiro, né? Então, o V em alemão, ele tem uma pronúncia de F. E a trema, que é muito utilizada nas vogais, também tem uma pronúncia diferenciada. Então, nesse caso, VGL, o O, é um O tremado, e esse O tem um som de E. Então, se vocês quiserem me acompanhar na pronúncia, é Fögle.
Vamos tentar?
Tem que fazer biquinho. Tem que fazer biquinho, não tem como escapar disso.
Fögle.
Fögle. Mas, eu dou a licença poética.
Obrigada.
É mais fácil, né?
Porque eu também prefiro falar Evangélio. Eu sou brasileiro, vivo na Alemanha. E como você sabe, o idioma alemão é um idioma difícil. Então eu também aqui no Brasil, sempre que ter oportunidade de estar aqui no Brasil, eu pronuncio o Evogeli porque pra mim é a melhor maneira de identificar esse produto que já é tradicionalmente conhecido no mercado. Nós somos entrantes de mercado, Evogeli no mercado brasileiro em especial já está atuando há muitos anos. Muita gente às vezes acha que o Vogelio está entrando e agora com uma linha completa para o mercado brasileiro, depois do Fez Alto, das pavimentadoras ciber, hoje o portfólio que é oferecido para o mercado doméstico no Brasil é completamente produtos. Fögeli ou Vogeli, fabricados na Alemanha ou outras origens que a gente vai falar mais à frente.
Legal, então eu vou me aproximar dos clientes, vou continuar porque eu tenho certeza que eles pronunciam como Vogeli também e seguimos aqui então.
Bem mais fácil né, Vogeli também é carinhosamente chamado de Vogeli.
Então está tudo bem. E tem uma curiosidade que é uma coisa minha, Eu geralmente não falo muito porque eu não tenho a certeza absoluta sobre isso.
Cuidado, cuidado.
É uma curiosidade, é uma curiosidade. Eu fiz algumas investigações porque o nome da empresa, em realidade, é Josef Fögele, que é o nome do fundador da empresa. Essa empresa, ela foi fundada em 1836. É uma das empresas mais antigas, é a empresa mais antiga do segmento na indústria tipo alimentação. E o fundador da empresa se chama Josef Högeli. Se a gente fizer uma tradução literária do Josef, seria o nosso José, né? Então, também carinhosamente conhecido aqui no Brasil.
Como Zé.
O Zé. Essa é uma outra variante que a gente vai colocar, meu. E Vögele, na verdade, pelo que eu pude investigar um pouco, seria uma declinação de um dialeto local em Rheinland-Pfalz, onde é a origem da Vogeli, na Alemanha, porque pássaro em alemão chama Vögele. E Fögele seria como uma espécie de uma variação diminutiva, vamos dizer assim. Então, eu brinco um pouco, porque eu costumo dizer que Josef Fögele, na verdade, na tradução literária, seria José Pinto. E aí eu acho que a gente fica muito mais em casa quando a gente fala da Rogeli aqui no Brasil.
Já virou um brasileiro.
É o brasileiro, o nome brasileirado.
Brasileirado, exatamente.
Muito bem.
E pra gente continuar aqui emendando a nossa conversa, a primeira curiosidade que eu tenho é sobre o mercado de pavimentação. Qual que é o perfil do nosso cliente? O que ele está buscando? Ele é um cara que aprecia tecnologia? É ainda um cliente que não liga muito para isso? Me conta um pouco sobre o mercado tanto de Brasil quanto de América Latina.
Acho que é uma pergunta muito relevante nesse momento agora, especialmente para o mercado doméstico, que é um pouco diferente da América Latina. em geral, onde a Vogeli já atua também há muitos anos, é market leader estabelecido há muitos anos na América Latina, em praticamente todos os territórios. Mas esse é um assunto bastante pontual agora para o mercado brasileiro, porque como eu comentei anteriormente, nós passamos por um processo de phase-out, espavimentadora ciber, que eram fabricadas aqui no Brasil, na nossa planta em Porto Alegre.
E vou só pedir um segundo, o phase out é parar de produzir uma linha de produtos para começar a produzir outra.
Isso. Então, nesse contexto, vamos dizer assim, de introdução de novos produtos hoje, A Vogeli atende o mercado brasileiro com uma linha completa de pavimentadoras. Desde pavimentadoras de 80 toneladas por hora até 1.200 toneladas por hora. Então o range de produtos que nós oferecemos talvez seja o mais completo da indústria de pavimentação. Combinados com distintos tipos de mesa. de até 50 centímetros a 20 metros de largura de pavimentação em só uma passada. Então a combinação entre trator e mesa nos permite oferecer ao mercado, e talvez responde um pouco a tua pergunta, soluções para diferentes aplicações, diferentes demandas dos nossos clientes, além das tecnologias que a gente tem introduzido e que foi o foco do nosso evento na semana passada na Alemanha, o Tech Days. e que também estamos, de maneira orgânica, introduzindo no mercado brasileiro.
Maravilha. Então, olhando para essa visão, a gente está vendo que a Fuggler está comprometida em modernizar toda a América Latina com equipamentos interessantes e relevantes pra esse mercado, né?
Eu diria mais, Vini. Eu diria que colocando, não quero ser mal interpretado como arrogante ou algo assim, mas no momento que nós decidimos fazer a introdução da nossa linha Vogeli pro mercado brasileiro, eu tenho certeza que o estándar da indústria vai ser elevado num nível superior do que hoje nós atuamos no Brasil, e era um momento propício. A gente tem visto aí o crescimento das concessões rodoviárias no Brasil que demandam, vamos dizer assim, de qualidade no processo de aplicação, propriamente dito, e a Vogeli é com certeza uma boa opção, um bom player de mercado para trazer essas soluções e atender esse segmento em específico.
Quando olhamos para portfólio, quais são os modelos que a Vogeli está trazendo para o Brasil?
Mercado brasileiro hoje, basicamente o nosso portfólio para o mercado brasileiro, a gente começa um produto que chama Super 800, que é uma máquina da nossa classe mini class, ela foi desenhada para o segmento mais urbano, E aplicações comerciais como pátios de indústria, ciclovias, que é outro assunto que está bastante relevante no mercado brasileiro. Depois da Super 800 a gente passa para uma classe que chamamos de Compact Class, que seria hoje 60% da indústria do mercado brasileiro. que são pavimentadoras de até 400 toneladas por hora, 350 a 400 toneladas por hora, de pneu e esteira, com abertura de mesa até 5 metros. Esse é o nosso mercado nichado, a qual o nosso mercado mais demanda de pavimentadora. Depois da compact class a gente entra na linha universal class. E aí entramos com a Super 1400, que já é êxito total no mercado brasileiro. Foi uma decisão também acertada. Muito bem aceita o mercado brasileiro. Acho que ela tem todas as características que os nossos clientes já demandavam há muito tempo. Então foi uma decisão muito acertada de incluir esse produto no nosso portfólio. E a partir da R$ 1.400,00 a gente passa para a legendária Super R$ 1.800,00 que é a pavimentadora mais vendida no mundo. É o nosso best seller. Que também tem uma população bastante significativa no mercado brasileiro. E é, vamos dizer assim, o nosso... Como é que eu vou dizer? Ela é o espelho de exatamente o que é a Vogeli no mercado mundial.
E eu vejo, assim, eu viajo bastante a trabalho, eu vejo o potencial que existe no Brasil, porque uma parcela muito pequena da nossa malha rodoviária, ela é pavimentada, né? E eu fico imaginando um país desse tamanho, que tem uma produção imensa do agronegócio para ser escoada.
E é super importante esse modal para o agro.
Exatamente. Principalmente ali do centro-oeste, seja para o porto ao norte ou mesmo aqui, Porto Santos. É muito importante e no Brasil parece que uma hora vai a parte de pavimentação, aí esfria um pouco. Como você está vendo o mercado agora de pavimentação? Está demandando? Tem obras grandes acontecendo? Me traz um pouco esse cenário.
A gente está muito otimista com o mercado brasileiro e é por isso que nós tomamos a decisão de investir de maneira, vamos dizer assim, consistente ao mercado brasileiro, em especial ao mercado brasileiro. E estamos assim, pra esse ano, como um ano recorde pra nós, Vogeli. Porque como eu comentei antes, a Ciber, ela tinha uma participação nesse mercado brasileiro com os produtos fabricados no Brasil. Isso quer dizer que pra nós, Vogeli, no momento que nós decidimos descontinuar os produtos Ciber, a gente preencheu esse segmento de mercado que a Ciber era muito forte com produtos Vogeli. Então, esse ano, a partir do ano passado, mas esse ano em especial vai ser um ano recorde pra nós em termos de volume e share de mercado também. Ótimo.
Você consegue trazer alguns elementos de tecnologia das máquinas da Vogeli? Alguém que está escutando ou assistindo vai falar, nossa, eu não imaginava que um equipamento desse, porque são sempre grandes equipamentos e tal, tinha tanta tecnologia. E depois eu quero ouvir um pouquinho sobre a facilidade de operação. Como que é a capacitação, mão de obra, quem são as pessoas que trabalham com essas máquinas?
Você vai me dizer quanto tempo nós temos de podcast. Se tu me deixar aqui, nós vamos passar algum tempo, especialmente pra falar sobre inovações de Vogeli. Mas assim, a Vogeli sempre foi reconhecida de maneira mundial como uma empresa pioneira em inovações. Tudo que nós vemos hoje, inclusive o que os nossos próprios concorrentes, parceiros de mercado oferecem, são inovações da própria Vogeli. Então, quando a gente fala sobre sistema de nivelamento, mesa com aquecimento elétrico, que é um dos pontos que a gente está tentando trazer como um estándar para a indústria no mercado brasileiro, que até há pouco tempo atrás, antes da nossa Vamos dizer assim, crescimento no mercado brasileiro com produtos do Vogel é no mercado ditado por mesas com crescimento para o GLP. Tem vantagens e desvantagens. O nosso ponto de vista é muito mais desvantagens do que vantagens. Os nossos clientes estão percebendo.
Que legal, tá tendo a venda do valor.
Exatamente. Esse atributo do valor. E isso é só um exemplo que eu tô trazendo pra vocês aqui, mas como eu disse, a Vogeli sempre foi muito pioneira na questão de desenvolvimento de produto, muito vinculado à demanda do cliente. Nós temos um programa que chamamos de VOC, que é Voice of Customer. Então, quando nós vamos introduzir um produto ao mercado e a gente exercita muito isso, que faz, no final das contas, muita diferença, a gente escuta o cliente. A gente escuta pra entender qual é a demanda, o que exatamente eles estão necessitando e customiza o produto de acordo com o mercado local. E por isso que eu te digo, o mercado brasileiro tem uma característica, diferente do Paraguai, diferente do Peru, diferente da Argentina, diferente do Centro-Oeste, nós temos a capacidade de oferecer soluções dedicadas, customizadas para cada cliente. Então as tecnologias nos ajudam muito nisso, soluções diferentes e não quer dizer o que nós estamos implementando no mercado brasileiro vai ser implementado no México e vice-versa. Então, essa gama de soluções, de tecnologias, inovações que a gente traz, nos dá essa capacidade de penetrar nos mercados de maneira muito exitosa. E como eu te falei, a Vogeli é um marketing líder estabelecido dentro da América Latina já há muitos anos. Alguns mercados a gente tem alguns crescimentos, crescendo de maneira orgânica ainda, com outras estratégicas, introdução de novos produtos e tecnologias. Mas pode citar, por exemplo, um exemplo respondendo a tua pergunta. Recentemente, no Brasil, nós trouxemos a primeira unidade de Roadscam. Já ouviu falar?
Não.
Roadscam é uma câmera termal instalada na pavimentadora e ela faz a leitura, em tempo real, da temperatura da capa asfáltica que está sendo aplicada.
E por que esse controle é importante?
Porque a temperatura no processo de pavimentação, de pavimento flexível, pavimentação asfáltica, é uma variável que tem que ser controlada. Tem que ser controlada.
Para a qualidade do que você está se movendo.
Para a qualidade pelo processo de aplicação.
Durabilidade.
Durabilidade, processo de aplicação.
Garantia da aplicação.
Garantia da aplicação. Então a temperatura é uma variável uma métrica importante que a gente esteja monitorando em tempo real. Então, nós recentemente lançamos essa tecnologia que chama RoadScam. Ele é um pouco mais complexo, mas como eu disse, eu acho que a gente não vai ter tempo suficiente pra falar em detalhes de tudo. E de maneira muito exitosa. e do mercado brasileiro especificamente. E agora, mais recentemente, o próprio alimentador de material. Primeira unidade comercializada no mercado brasileiro que vamos entregar agora nos próximos meses. Isso nos dá agora uma condição de realmente garantir a nossa posição de mercado, de liderança nesse mercado.
E também falando sobre tecnologia, né? Como a Virting Group tem essa integração junto com a John Deere, todos os equipamentos, inclusive as pavimentadoras Vogel, elas estão integradas no John Deere Operations Center. Então, tanto com Road Scan, quanto monitoramento de equipamento, posicionamento de equipamento, quanto todos os dados referentes à pavimentação, o cliente consegue monitorar do centro dele, de análise. Então, essa integração John Deere e Virteg traz muitos benefícios para todos os clientes. Então, continuando a parte da tecnologia, isso também faz parte do processo.
E fazendo um link sobre linha amarela nas aplicações da Vogeli, como que os equipamentos que a John Deere produz para a construção se envolvem lá no canteiro de obra?
Isso é uma excelente pergunta. É uma excelente pergunta. Eu vou ser bem honesto, Porque eu entrei no Grupo Wittgen início de 2017. O anúncio oficial da aquisição do Grupo Wittgen pela John Deere foi em junho de 2017. No momento, sendo muito honesto, eu acho que a grande maioria dos colaboradores do Grupo 20 não viam muito match entre as duas marcas, né? E aí, como a gente estava comentando antes nos bastidores, né? Que a gente teve um pré-evento do EMT, eu fiquei impressionado a sinergia entre as duas marcas. É algo, assim, de arrepiar.
Legal.
De arrepiar. E a tua pergunta também é interessante, porque quando a gente fala de pavimentação, ela é uma cadeia produtiva.
É uma indústria.
É uma indústria.
A céu aberto.
Exatamente.
Como o agro...
Exatamente. Exatamente. Ela é uma cadeia produtiva, o qual a Ferro & Galeão, o Alvogele, ela faz parte dessa cadeia produtiva, né? Mas quando a gente vai, por exemplo, lá no início da cadeia da usina de asfalto, a gente precisa... Da carregadeira. ... de demanda da Jondeira. Então a carregadeira pra fazer alimentação na própria planta de asfalto, né? Então já... Veja que está integrado, as soluções elas se combinam, se complementam. E isso é uma vantagem porque a John Deere hoje ela consegue oferecer um pacote completo para os nossos clientes.
Um portfólio completo.
Um portfólio completo e antes dependia muito de um terceiro, um fornecedor do segmento, especialmente o segmento da pavimentação e hoje ela consegue fornecer, oferecer um pacote completo, soluções completas em qualquer, seja em road building, seja em reabilitação de pavimento, seja de processamento de pedras, então Por isso que eu digo, hoje em dia eu, no começo lá em 2017, tinha lá minhas dúvidas e hoje eu estou 100% convencido que foi a decisão mais acertada que a John Deere fez no meu ponto de vista.
E como que é a estrutura da Vangeli aqui no Brasil e como que ela se relaciona com a rede de distribuidores que a gente tem da linha amarela da John Deere?
É, hoje, falando um pouco de distribuidor, hoje, vamos dizer assim, os distribuidores combo, né, que oferecem a linha John Deere, a linha amarela Construction e a linha Vitkin completa, né, a nossa linha, que são quatro, cinco marcas. Então, essa transição da nossa rede de distribuição, ela tá completa. Nós temos um que nós chamamos de Master Dealer, se poderia chamar assim, que seria a nossa operação lá em Porto Alegre, que seria a Ciber.
É um distribuidor líder.
Isso.
É só buscando sempre... A John Deere também, a gente fala muitos termos em inglês, aí eu tô sempre com a visão de quem tá vendo de fora pra gente trazer a linguagem.
Isso, e nós temos a Viking Brasil, né? Que é uma das nossas subsidiárias, que tem uma correlação direta com, vamos dizer assim, Indaiatuba. A nossa operação da John Deere em Indaiatuba, na área comercial, serviços e Marte. E agora, recentemente, para a alegria dos nossos clientes, nós estamos integrando a linha Virtgen no PDC da John Deere.
Ah, que legal!
Não somente em peças, mas também de produtos.
Então, quando a gente fala do nosso centro de distribuição de peças, que fica localizado em Campinas, a gente tem peças que atendem as máquinas da linha verde da John Deere. peças que atendem o pós-venda da linha amarela e agora também peças que atendem o portfólio da Vertica.
Essa é uma baita notícia. Inclusive todos os dealers do Brasil também estão apoiados com produtos Vertica.
Exatamente.
Eu consigo ir num dealer em Minas Gerais e encontrar um produto Fugly lá? Ou Fugely?
Claro. Esse é o, vamos dizer assim, o nosso grande diferencial hoje para o mercado brasileiro, né? É como a gente estava falando antes, os nossos dealers como conseguem oferecer um pacote completo de soluções, seja na linha amarela de construction, junto, associado aos produtos VITQ, né? E falando um pouco de estrutura organizacional, Cada fábrica, dando o exemplo da Vogeli, depois nós temos a HAM, que são os compactadores. Nós temos a Klimann, que é a parte de processamento de pedras. Nós temos a Wittgen, que é a parte de frezadoras, recicladoras. Cada marca tem um diretor de vendas. que é, vamos dizer assim, responsável por um território, que é o meu caso. Então, eu sou diretor de vendas da VGL para o mercado da América Latina, do México para baixo, incluso o Brasil e alguns países da Western Europe. E nós temos, vamos dizer assim, uma ligação direta com a Vertica em Brasil. E a Victoria em Brasil, diretamente conectado com a nossa rede de distribuição.
Muito legal.
Ótimo.
E olhando pra futuro, né? O que que tu enxerga olhando pra futuro que a Fugly tá visualizando ou tá enxergando alguma tendência, ou uma tendência de mercado, uma tendência pra que, ó, vamos pra esse lado, vamos pra esse lado. Quando olhamos pro cenário latino-américa, né, e olhamos a visão da fangame pra esse cenário.
É, eu acho assim, Vini, no meu ponto de vista, isso ficou muito claro no evento Tech Days na semana passada, né. A gente fala muito de tendências, mas no final das contas, no caso da Virkin Group, eu acho que o futuro já chegou. Esse é o ponto que tem que ser pontuado nesse momento. Falando um pouco de América Latina, a gente vê algumas tendências irreversíveis, que no passado a Vogeli trouxe como soluções, fez a implementação depois de muito trabalho, assessoria os nossos clientes e hoje a gente já vê como tendências irreversíveis no mercado. Eu posso citar algumas, por exemplo, a utilização de pavimentadoras para a colocação de bases granulares.
Me explica, agora eu não sei se eu sei o que está sendo falado.
Quando a gente fala em construção de uma rodovia, uma estrutura de um pavimento, a gente tem leito, subbase, base e depois a camada de rolagem, que são as camadas flexíveis de asfalto.
Que é o asfalto.
Que é o que a gente enxerga. As camadas de subbase e base são tradicionalmente utilizados em equipamentos da movimentação de terra. Nesse caso, motoniveladoras.
Que é deixar nivelado, na profundidade correta, na angulação correta.
Exatamente, no grade correto. Então se utiliza de maneira mais ampla, tradicionalmente, as motos niveladoras. E nós, já há alguns anos, isso também não é recente, não é nenhuma introdução de produto ou tecnologia, oferecemos um produto que é customizado com um kit que nós chamamos de Kit HD, que é Kit Heavy Duty, e a gente reforça a máquina, justo porque o material granular, ele é muito mais abrasivo do que o material asfáltico. O que é material asfáltico? Ele é uma receita de bolo, né? Então, tu tem pedra, pedra e tu tem asfalto. E essa pedra ela tem uma linha granulométrica. Ela tem uma linha granulométrica, material mais fino, material mais grosso e o asfalto. A pedra... Depois que ela entra no processo de fabricação para se tornar o asfalto, se introduz o CAP, que é o betume, o cimento asfáltico, e essa pedra fica lubrificada com o betume. O betume nada mais é do que um óleo. Então, essa pedra deixa de ter o poder de abrasividade. dentro do equipamento, porque ela sai da usina de asfalto, carrega num caminhão, esse caminhão vai, vamos dizer assim, se direciona até a pavimentadora, carrega, Esse material asfáltico na pavimentadora e a pavimentadora espalha.
E essa abrasividade está no equipamento, porque quando ele manipula esse material, ele vai se desgastando naturalmente.
Então essa pedra que está lubrificada com o betume, o cap, ele se torna menos abrasivo. E nós oferecemos de maneira exclusiva, e isso é uma exclusividade da Vogeli, não só para o Brasil, mas em uma visão global, um kit HD, que é um kit heavy-duty. A gente reforça a máquina, assim como vocês têm escavadeira, trator de esteira.
Um esteira trator com de esteira heavy-duty.
Exatamente.
A caçamba da escavadeira reforçada, que é para serviços extremos, serviços pesados.
Exatamente, é o mesmo conceito. Então a gente reforça essa pavimentadora para a colocação de base granular, base negra, base hidráulica, para fazer as camadas de subbase e base. Não como um produto substituto à moto niveladora, mas como uma opção para o cliente na utilização de pavimentadoras para essa aplicação específica. Isso é uma tendência reversível. Nós cada vez vemos um crescimento demanda dos nossos clientes por utilização de pavimentadoras Vogeli pra colocação de base granular no mercado da América Latina em particular.
Isso traz muita produtividade pro cliente.
Muita produtividade.
Porque tu ganha metros e metros por dia de aplicação, é isso né?
É, porque se você pensar nas características de uma pavimentadora, então essa pavimentadora colocando base granular, você imagina numa passada, ela aplica o material na largura porque a mesa ela é extensível hidráulica e ela pode ter várias larguras de pavimentação então ela pode largar na largura e na espessura do projeto pré-compactada, porque a mesa só não espalha, ela pré-compacta o material. E quando a gente fala de colocação de base granular, tem uma outra variável que tem que ser monitorada, que é a umidade. No asfalto, na aplicação de capas asfálticas é a temperatura, que a gente comentou antes, e na aplicação de base granular é a água. Então, quando a gente tem a umidade ótima dessa base granular, a pavimentadora tem a condição de compactar e chegar em altos índices de compactação. Estamos falando de 93%, 94%, 95%, 96% de pré-compactação de densidade do material. Qual é o grande benefício no final das contas? É que você pode reduzir o número de compactadores, atraso da pavimentadora e o número de passados. E esse é o ganho de eficiência que os nossos clientes têm.
Foi esse link que eu fiz. Conforme você foi explicando, parecia que todo o processo que antes era mais demorado, mais longo, mais custoso, acaba ficando mais rápido, com menos passadas, e isso se reverte em ganho financeiro.
Porque precisa de menos equipamentos.
Tempo.
Menos, exatamente.
Recurso mais sustentável. Então são esses atributos que estão vindo na minha mente enquanto você explica, sabe?
E é exatamente isso. É exatamente isso. Essa versatilidade que a gente traz para o mercado, porque ela é uma pavimentadora de asfalto, e a gente customiza ela para fazer aplicação de bases granulares. E no final das contas, essa pavimentação pode trazer para os clientes e temos vários estudos mostrando que se reduz o custo operacional por metro cúbico aplicado de base granular numa construção de uma rodovia, por exemplo.
E é uma demanda do mercado. Eu fico com a impressão que as empresas que fazem pavimentação, seja para concessionárias, para governos e tal, elas são cobradas por produção.
Exatamente.
Como que é, quilômetro linear que é cobrada a produção?
Também. Eles têm as medições por quilômetro e geralmente são feitas as medições e são pagos pelo governo dentro do contrato. Por medições, pelos trechos. Mas aí você entrou numa outra variante muito interessante, que é uma outra métrica muito utilizada na pavimentação, que nós chamamos de IRI.
É uma sigla?
É uma sigla, que diz que é o índice de regularidade superficial do pavimento. E aí quando a gente volta um pouco das camadas subjacentes do pavimento flexível de asfalto, a gente fala de subbase, base, quando a gente fala de regularidade superficial, quando você olha o pavimento, você vê que o pavimento está regular, ele está flat, na verdade, ele é resultante da aplicação das bases subbase.
De uma boa, como se fosse uma casa, o telhado só vai ficar bom se o restante da casa inteira estiver bem construído.
As motoniveladoras não tem sistemas de nivelamento 2D e 3D? As pavimentadoras também. Então quando você faz a aplicação das.
Bases sub-bases... se o restante da casa.
Inteira estiver bem construída.
As motoniveladoras não tem sistemas de nivelamento 2D e 3D, as pavimentadoras também. Então quando você faz a aplicação das bases e sub-bases com sistemas de nivelação automático 2D ou 3D, você, de maneira, vamos dizer assim, de baixo para cima, garante a linearidade. Você garante essa superfície, essa garantia de regularidade superficial do pavimento.
Mas eu vejo no Brasil uma diferença muito grande de vários... Vou falar pavimentos, mas não sei. Tem estradas que nós pegamos que estão perfeitas, é um tapete. A gente fala, nossa, vou usar a rodovia tal porque ali é um tapete. Quando a gente vai mais para os interiores do Brasil, isso muda muito. Qual que é a visão de vocês sobre critério de qualidade do que se entrega no Brasil para o usuário, porque a gente está falando de segurança, a gente está falando de retrabalho, perda de eficiência do país, e aí eu quero voltar para aquele link lá do começo. Rodovia é o principal modal para escoamento de commodities, nós somos um país de commodities, Eu estou tentando fazer um link com tudo, mas eu vejo com preocupação, as vezes é tão importante e tem tantos buracos e pavimentos que são feitos de qualquer forma, sabe? Comenta um pouco pra mim sobre isso.
Complementando o que o Rafael estava falando antes, quando nós olhamos por pavimento asfáltico, normalmente nós achamos que o pavimento asfáltico é só o que nós enxergamos. Andamos essa rodovia, essa rodovia está com buraco no asfalto, nós falamos assim, nossa, esse asfalto aqui é uma porcaria.
Que eu fico imaginando que é tudo assim, 5 centímetros, mas tem...
Mas o que acontece, quando olhamos para a rodovia, a rodovia é composta por diversas camadas, então muitas vezes ela começa a dois metros de profundidade.
Dois metros.
Exatamente. Imagina uma rodovia como se fosse um colchão, E a camada superficial, que é o que nós enxergamos que é o asfalto, é como se fosse uma placa de vidro, ok? Se eu tenho uma base, que é o meu colchão, que ele é muito macio, quando eu boto peso em cima do meu vidro, meu vidro vai quebrar, vai fazer um monte de buracos. Então quando eu vou estruturando essa base com camadas, com densidades adequadas, um colchão mole, depois um outro colchão mais durinho, depois outro mais durinho, outro mais durinho, e vai subindo essa densidade, quando eu boto a minha camada de vidro, eu posso caminhar em cima, que ela vai ter flexibilidade, só que não vai quebrar, porque eu tenho uma estrutura bem feita. Então quando olhamos para a estrutura de pavimentação, que é o que o Rafael está falando, quando tu faz uma aplicação da base adequada, uma compactação dessa base adequada, vai refletir no meu asfalto, porque o asfalto ele é só um acabamento, ele serve para impermeabilizar essas camadas, para não entrar água e também para dar conforto de rodagem, é para isso que serve o asfalto. A camada asfáltica, ela não é estrutural. Ela não vai fazer estrutura.
Ela é funcional.
Ela é funcional. Então, quando olhamos para um asfalto que está danificado hoje, muitas vezes o dano está vindo de baixo para cima.
É uma patologia estrutural. Usuário, quando ele vê o panelão, o buraco da rodovia, ele tem, claro, por ser leigo, vamos dizer assim, ignorante no sentido de pavimentação. Ele acha que é uma patologia funcional, mas na verdade esse problema pode estar na estrutura do pavimento. É uma patologia estrutural que reflete na camada de rodagem.
Exatamente. Então por isso que nós olhamos algumas rodovias, principalmente rodovias mais antigas, que não tiveram uma tecnologia de aplicação ou de construção adequada com os equipamentos adequados.
Isso, esse é o ponto.
Que fazem com que só vai acontecendo recapeamento, recapeamento, recapeamento, sem cuidar da patologia que está lá embaixo. Então vai acabar acontecendo de rodovias não estarem sempre em boas condições.
Trata o sintoma, mas não trata a causa, a raiz do problema.
Exatamente, exatamente isso.
Mas, Vini, eu adorei essa tua analogia aí sobre colchão, ouvido. Aprendi uma coisa, eu vou começar a usar nas minhas palestras.
Aqui, você entrega conhecimento e também sai com algum conhecimento a mais.
Long life learning. É isso aí, é sempre aprendendo, sempre aprendendo.
Legal.
A gente estava falando de aprendizado contínuo e hoje eu aprendi alemão, sobre o significado da palavra em alemão, a pronúncia do alemão. Depois eu aprendi sobre mercado de pavimentação, portfólio de máquinas, como isso se alinha com o portfólio de linha amarela da John Deere, sinergia, estrutura. Eu estou aqui... Olha, esse papo foi o papo que fluiu de forma mais tranquila, porque um assunto foi puxando o outro e foi muito bom.
Foi muito legal.
Descobriu até que o pavimento é feito de colchão.
É, e vidro. Enfim, eu quero agradecer, Rafael, sua disponibilidade, sua facilidade em explicar. Foi ótimo, aprendi muito contigo.
Legal.
Espero que a sinergia entre a John Deere e a Vertigen continue crescendo, que a gente trabalhe cada vez mais próximos para atender o mercado brasileiro, os nossos clientes.
Então eu também gostaria de agradecer pela oportunidade de falar um pouquinho sobre os nossos produtos, o que nós estamos... estratégia, o que nós estamos trazendo para o Brasil justamente para trazer soluções que efetivamente atendam as demandas dos nossos clientes. E esse é o nosso motivo de estar aqui no mercado brasileiro em especial. E adorei aqui estar com vocês, Vini e Bruna. Espero um próximo convite aí em breve, participar de novo, falar um pouquinho sobre pavimentação no futuro.
Ah, maravilha. Obrigado, Bruna, pelo convite mais uma vez. Sempre um prazer. E pra cima agora, né? Vamos lá, né?
Vamos pra cima.
Divirta-se aqui em John Deere. Juntos.
Juntos.
E assim, terminamos mais um episódio do Obra Produtiva. Continue acompanhando, porque ainda vai ter muito conteúdo bom por aqui. E siga a John Deere nas redes sociais. Até o próximo episódio. Tchau!
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