Obra Produtiva - Videocast - EP 05 - Tecnologia e Inovação

Bruna Mazzanti and Vinícius Dutra talk with Adriano Rosa from Virtgen about RAM's compactors, how they integrate with John Deere's digital platforms, and what's changing in construction machinery across Brazil and Latin America.
Olá, pessoal! Está começando mais um episódio do Obra Produtiva, o videocast de construção da John Deere e Virtgen. Eu sou a Bruna Mazzanti e junto com o Vinícius Dutra, nós vamos conduzir um bate-papo hoje sobre tecnologia e inovação com a marca RAM, do grupo Virtgen. Vinícius, bem-vindo de novo, tudo bem?
Obrigado, Ana, pelo convite mais uma vez. Pra quem não me conhece, né? Vinícius Dutra, especialista de produtos ciber. E hoje podemos falar que é um episódio de peso, né? Porque hoje vamos falar sobre compactadores de solo e compactadores de pavimentação, né? De asfalto. Então é um episódio de peso mesmo, né? E hoje o nosso convidado, Adriano Rosa, Vai falar um pouco sobre os rolos, sobre o que nós temos hoje no mercado e um pouco da história da RAM pra nós. Seja bem-vindo, Adriano.
Bem-vindo, Adriano.
Obrigado, obrigado. Tudo bem, Bruna?
Tudo ótimo.
Tudo bem, Vinícius? Legal poder bater esse papo aí com vocês. Falar sobre compactação. Bom, meu nome é Adriano Rosa, eu sou especialista do produto e aplicação. Também treinador de vendas, da equipe de vendas para a América Latina do produto Virtgen. Bom, legal. Gostei do convite aí pra gente falar sobre RUN, falar sobre compactação, poder falar do que nós temos de novo. Bacana!
Legal. Vamos começar do começo, né? Vamos imaginar que tem alguém assistindo o episódio que não conhece muito sobre a marca. E a minha primeira pergunta é sobre isso. Explica pra gente um pouco o portfólio. Fala um pouco dos clientes também. Quem que é o cliente que compra a marca HAN no Brasil e na América Latina? Traz esse contexto de marca pra nós, por favor.
Legal. Bom, primeiro eu gostaria de introduzir aí que a HAN já... Muita gente, ou algumas pessoas, ainda não conhecem a marca, assim, como devido. Então a RAN foi fundada lá em 1878, em Tschirsekreuth, na Alemanha.
1800 ou 1900?
1870.
Tem mais de 100 anos.
Olha essa data.
Mais de 100 anos.
Que maravilha.
Então foi fundada e começou, já tinha perguntado sobre quem são os clientes ou tecnologias, enfim, ela é inovadora em muita coisa. Então em 1911, agora 900 já, 1911 o primeiro compactador com motor diesel. Isso foi um lançamento da HAP. Depois foi evoluindo. A gente vai falar de outras tecnologias que a HAP lançou como oscilação, mas para responder a tua pergunta em relação aos clientes, é bem variado. Nós temos aí uma gama bem variada de clientes. A gente já tem desde a movimentação de terra, como o Vinícius falou, os compactadores de solos. e vai até o asfalto, compactação de asfalto ou reciclagem. Em todos os processos estão os rolos compactadores. Então, os clientes são bem variados. Às vezes é cliente, tanto aqui quanto o restante da América Latina, aqui no Brasil, quanto o restante da América Latina é bem variado. Nós podemos ter, por exemplo, construtores de rodovias, Tem somente rolos de asfalto, os rolos de solo normalmente fica para quem faz a base, uma implantação. Ou nós podemos ter, por exemplo, construtores de barragem, PCHs, por exemplo, que são as pequenas centrais hidrelétricas ou as grandes também centrais hidrelétricas, aí entram também os rolos compactadores. Então é bem diversificado.
Sabe que tem clientes do agro da John Deere que tem Holohan nas suas operações, né? Acho que é o produto que o cliente pode ter experiência com a linha verde John Deere, com a linha amarela e com a Virtgen também, não só o produto, né?
Exatamente.
Bem ecossistema John Deere assim e Virtgen.
E interessante que ele falou uma palavrinha no texto dele ali, ele falou reciclagem. Mais uma vez estamos falando sobre isso, né? O assunto de sustentabilidade que tá em todos os episódios, né? Todas as conversas, olhamos para todos os produtos, tá realmente dentro disso, né? Pode falar um pouco mais sobre isso? O que seria reciclagem?
Sobre essa aplicação?
Sobre essa aplicação?
Muito bem, reciclagem é... Com certeza é algo importantíssimo, é algo que o grupo Virtgen também, a John Deere, sempre estão atrás disso, pensando no meio ambiente. Bom, quando eu falei de reciclagem, nesse caso, onde encaixam bem os rolos compactadores, a gente está falando de recicladora que reaproveita o asfalto, a capa existente, que já está danificada. e transforma tudo em base, né? Então já tem uma base ali, a gente tá passando pela rodovia, passando pelas ruas aí da cidade e enxerga que já tem buracos, aquele asfalto tá danificado, tem trincas. Então se faz um estudo e se observa que a base também está danificada. Então, pra que se aproveite isso, ao invés de... Um dos processos seria remover tudo isso, entra aí a linha amarela, fazendo o movimento horário-anti-horário, como a gente diz, como se estivesse girando o tambor. E esse movimento é que faz a compactação, faz com que, vou repetir, o movimento movimente o material que está ali pra atingir a compactação. E não tem essa mesma reverberação. Ele não atinge essa profundidade tão grande, para atingir alguma tubulação que esteja por baixo, ou como eu falei, nas pontes ou viadutos também não corre o risco, assim como também as construções que estão no entorno não são atingidas. Além do conforto que é para o operador. Bom, isso eu estou falando de uma tecnologia que nós lançamos há mais de 35 anos atrás, né?
Sim.
E que ainda é super atual, né?
E que ainda é super atual, Vinícius. Que ainda é, eu diria, até pouco utilizado ainda no Brasil. Mas nós temos o HDO90, que é um modelo... de compactador Tandem nosso, de 9 toneladas, utilizado para compactação asfáltica, até compactação de solos também, dependendo da situação, mas mais direcionado para compactação asfáltica e tem conquistado o mercado aí, pessoal, os clientes que estão utilizando, estão fazendo bom aproveitamento. Essa tecnologia não só ela é útil em tudo que eu já falei, mas ela também em conjunto com a vibração, que aí nós temos um compactador em tandem, onde nós temos um tambor no eixo dianteiro e um tambor no eixo traseiro. Então o eixo dianteiro eu permaneço com a vibração e o eixo traseiro tem uma oscilação. Esse conjunto oscilando e vibrando, quando eu utilizo os dois em uma rodovia, por exemplo, onde não tem restrições, eu ganho aí em torno de 30% de mais eficiência na compactação. Eu atinjo mais a cidade.
Porque seria feito com dois rolos separados, vocês conseguem colocar?
Isso é no mesmo equipamento.
No mesmo equipamento.
O HDO90 tem no eixo dianteiro um tambor vibrando.
Sim.
E no eixo traseiro... Logo atrás, oscilando. Exatamente.
Hoje eu tô aprendendo bastante.
Tá aprendendo já, viu?
E sobre a tecnologia... Do rolo que oscila, não sei se é assim que... Vai ser o que eu aprendi, tá? Que eu gosto de repetir pra saber se eu realmente aprendi. Pegou um impacto, tinha às vezes uma obra na cidade, uma preocupação com estrutura, com desconforto das pessoas que estão ali ao redor.
Ruído também, né? Ruído. Pra pavimentação noturna, né? Por exemplo.
Operador, ergonomia do operador e tal.
Próximo hospital.
Próximo hospital.
Exato. E tratou através de uma tecnologia que é antiga, mas é atual ao mesmo tempo. Foi criada no passado, mas ainda é usual hoje em dia. Para melhorar a ergonomia, a operação, o conforto do operador, não ter transtorno ao redor e não ter problema de estourar uma tubulação, por exemplo, que está ali embaixo, mas não tanto na profundidade, mas mais em superfície.
E ainda aumenta a produtividade.
Passei, Adriano?
Isso aí!
Se estivesse eu capacitando uma pessoa, um técnico, eu já estava... Já está, já.
Sabe tudo sobre a situação.
Porque explica muito bem, isso aí. E vou pegar um gancho agora da minha explicação aqui. Quero falar um pouquinho sobre capacitação dos operadores. Como que é o mercado? Como que é mão de obra? Como que essas pessoas vêm para trabalhar com essas máquinas? E o que a máquina pode trazer que facilita tirar um pouco da responsabilidade do operador algum erro operacional?
Ótimo, sempre boas as perguntas, porque realmente são relevantes. A capacitação, nós temos o nosso pós-vendas, não é a minha área de capacitar os profissionais que vão operar, mas claro que sempre que eu posso acompanho sim. O cliente, quando compra equipamentos, principalmente se ele é o novo, tá com as tecnologias novas, tem diferenciais, é sempre importante acompanhar. Mas a nossa equipe de pós-vendas sempre tem um cronograma de treinamentos. Onde eles podem fazer o treinamento com o nosso instrutor indo em loco ou indo até a Ciber, que fica em Porto Alegre, que é a nossa sede. Tem essas opções. Bom, tecnologia para que tire a responsabilidade do operador, isso é importantíssimo. A gente pensa em consumo de combustível, menos emissão de CO, a gente precisa realmente ir no detalhe. Precisa que a eletrônica nos ajude, que a automação nos ajude.
Pra ele não ter que tomar tantas decisões assim, né, durante o processo.
Que ele também trabalha na eficiência.
Que ele seja intuitivo, que ele seja eficiente, econômico, sustentável, enfim.
Pra alincar aí, por exemplo, que eu falei do HC200, né, ele possui um sistema que a gente chama de Rantronic. Esse Handtronic é um gerenciamento aí de algumas ou das principais funções, né? Ele gerencia o motor diesel, gerencia a vibração, né? O sistema de compactação, se ele tiver oscilação também. Gerencia o sistema de compactação, o motor diesel e o sistema de tração. O que significa que o operador, antes de iniciar o trabalho, ele vai determinar, eu quero utilizar amplitude alta para essa compactação e eu quero andar a 3 km por hora.
Ele vai lá e parametriza o que ele quer executar.
Exatamente, definiu isso, ele vai botar em modo automático, o motor vai estar em marcha lenta, Ele botou pra andar pra frente, automaticamente vai subir a rotação do motor e vão ser acionados aí o sistema de compactação e ele vai manter aquela velocidade de 3km por hora. O que é importante isso? Importante porque se ele mantém o tempo todo, o operador pode tirar a mão da alavanca que direciona, né? Ficar só cuidando do volante. Ele pode estar cuidando realmente do que é importante, que é por onde ele está passando. Então ele tirou ali, ele vai ter uma compactação muito homogênea, porque a velocidade vai ser sempre a mesma, a vibração vai estar sempre constante, aquela frequência de vibração que é importante, que tem uma relação com a velocidade, vai ser bem aproveitada. E o motor diesel só vai trabalhar na rotação necessária. Aí é que vem a economia de combustível, menos emissão de CO2, né? Que é uma consequência. Mas nesse momento o motor diesel, se nós estamos falando de uma obra de barragem que normalmente é sempre plano, como a construção de rodovia, que temos elevações, né? Então ele vai trabalhar na menor rotação possível. É isso que traz um menor consumo. E claro, o operador não vai precisar andar mais rápido, mais devagar, ele entende que se tiver um desnível, automaticamente vai controlar para que, se for descendo, por exemplo, ele vai controlar para que não aumente a velocidade. Se for subindo, a mesma coisa, ele vai controlar para que não aumente, mantenha sempre a velocidade correta.
E como que essa telemetria, como que essa coleta de dados e tal se relaciona com o Operation Center da John Deere? A gente consegue hoje, numa mesma plataforma, olhar tanto as máquinas da linha amarela quanto as máquinas da Virtigen?
Hoje sim, hoje sim.
É algo recente?
Não, a Virtigen sempre usou O VITOS, que era o sistema de telemetria da Virtlin. E agora, claro, foi feito uma interação. Todos os dados que já eram vistos no VITOS, agora dentro do Operation Center, é possível visualizar também.
Sem ter perdido o histórico. Dessa outra plataforma que você falou, hoje o cliente consegue acompanhar tudo...
É porque não se perdeu a plataforma. Não se perdeu, simplesmente ela está em conjunto.
Foi agregada junto ao Operation Center, é isso?
Exatamente, exatamente, Vinícius.
Falando sobre lançamentos, eu vi que existe o HC110G, que está fazendo parte da estratégia de versões da John Deere. Poderia falar um pouco mais sobre isso para nós? Para entendermos para onde esse mercado está indo agora?
Claro, claro. O G realmente, como tu falou, vem da John Deere, é uma estratégia para definir os modelos dos equipamentos. Enfim, qual a classe que ele se enquadra. Então o primeiro equipamento, Vinícius, justamente é esse, o HC-110G. Primeiro equipamento do Grupo Wirtgen que está levando a letrinha e a nomenclatura G. Esse G significa que esse equipamento é robusto e é eficiente. Então, claro, depois vêm outras letras aí que eu tenho certeza que a Bruna conhece bem melhor do que eu. O X, o P e o X, vai evoluindo, vai aumentando ainda mais o nível de tecnologia. Mas, realmente, o HC-110 entrou, é importante para o mercado, porque principalmente o mercado, eu diria que o mercado locador, porque esse é um equipamento que se enquadra, vai atender tudo que ele necessita. Então tá aí o G, o HC-110G, que é da classe de 11 toneladas.
E teve algum motivo para ter sido escolhido esse modelo para ser o primeiro ACG? Ele é uma máquina de entrada?
É uma máquina de entrada, sim. Então, nós temos, por exemplo, a outra linha da HC, que não é G, acho que logo em seguida vai ter o P ou o X, mas é porque nós precisávamos, o nosso mercado estava pedindo um equipamento dessa forma, o mercado aqui brasileiro e latino-americano precisava de um equipamento de entrada, assim como é o HC-110G.
Legal. O que é mais, Adriano, que você traz aí de novidade tecnológica para a gente? A gente está querendo consumir. O que vocês estão trazendo de novo?
Sempre tem alguma coisa de tecnologia aí na frente, sempre está avançando. Isso é importante. O próprio HC110 aí, a linha HC, na verdade, que nós mudamos, era a linha H e a série 3000, quando falamos de compactadores de solos. Então, nós fizemos como uma unidade só, HC. Isso mudou o design, né? E quando a gente fala de mudar o design, melhora a ergonomia, melhora a eficiência, melhora a visibilidade do operador, que é importantíssimo. E claro, junto com isso, nós temos há algum tempo o HCQ Navigator, Run Compact Quality, e Navigator porque tudo isso é monitorado. Então, quando a gente fala de asfalto, por exemplo, A gente pode monitorar quantidade de fechas ou passadas, eu não sei se todos que vão nos escutar vão nos ver aí que sabem o que é fecha ou passada.
Eu já não sei.
Pode explicar, explica pra nós. Explica pra nós o que é uma fecha e o que é uma passada.
Legal, então quando a gente está compactando... O rolo compactador tem uma linha pra ele seguir. Então, quando ele faz o movimento pra ir pra frente, ele inicia no ponto A, vai até o ponto B, e depois ele retorna exatamente sobre a mesma linha que ele fez. Quando ele foi pra frente, ele fez uma passada do A até o B. Quando ele volta do B até o A, ele fez um fecha. Então, foi e voltou, um fecha. Só foi e não voltou mais, uma passada. Talvez a pergunta seja, mas como não volta mais? Não, é que ele pode ir por um ponto e voltar por outro, e aí ele não fez um feche, ele fez só duas passadas, ou uma passada aqui e uma passada em outro ponto. Bom, então isso é monitorado. Imagina que o operador precisa fazer 5, 6, 8 passadas ou fechas. Por vezes ele pode até perder essa contagem. Então, com o HCQ Navigator, ele tem tempo real. Isso num display que tá mostrando pra ele a quantidade de passada. Vai fazer uma contagem mesmo. Ainda no asfalto, a gente tem uma medição da temperatura, que é fundamental na compactação asfáltica. Então, essa temperatura também é monitorada. Então, por cores, o operador consegue visualizar muito intuitivamente, muito fácil. Por cores, ele sabe se a temperatura está baixa ou está muito alta, está de acordo para compactar ou está muito baixa. Também já não pode vibrar mais, por exemplo, sobre o material asfáltico.
Isso afeta a qualidade do que está sendo feito.
Diretamente, diretamente. E todos esses dados ainda são enviados, podem ser enviados para uma base, pode ser acompanhado por um celular ou um tablet ao lado ainda, para o encarregado ou gerente de serviço, enfim, pode acompanhar. Isso gera uma documentação. E essa documentação, em países como na Europa, como Alemanha, serve como comprovante, registro do que foi realizado.
Certificado de qualidade do que foi entregue pela garente, pela empreiteira, pela construtora.
E a mesma coisa, ou muito parecido, nós temos aí também para compactação de solos, porém não temos, claro, a medição de temperatura que não nos interessa, e sim a compactação, ele verifica se a rigidez do solo, não o grau de compactação, isso o laboratório sempre precisa estar presente para qualquer obra de compactação, qualquer obra, na verdade, de compactação, então, essencial. Mas ele indica pro operador se ele pode ou não continuar vibrando sobre o material. Ele diz, aqui tá rígido demais. Por exemplo, tá muito rígido, eu não posso mais vibrar, senão vai ter um outro movimento aí o material e aí sim, pode parar, vem o laboratório e faz a coleta e diz, ok, realmente chegou aí no grau de compactação.
Chegou no que era necessário.
Exato.
Essa é uma tecnologia que não tá disponível no Brasil.
O HCQ Navigator por completo, não. Ainda não, ainda não.
Questão de legislação.
Questão de legislação.
Ótimo, entendi. E Bruno, só pra te entender, porque o Adriano falou muito sobre temperatura de compactação, monitoramento, né? Fazendo um link geral sobre a fabricação do asfalto. O asfalto, ele é fabricado lá na usina de asfalto. Ele é fabricado a uma temperatura determinada, que é determinada em projeto. E esse projeto, ele indica duas temperaturas. Indica a temperatura de usinagem, de fabricação, e indica a temperatura de compactação. Se essa temperatura de compactação, ela estiver fora da janela, esse asfalto, ele não pode ser utilizado. Ele acaba sendo danificado, ele racha, ele trinca, ele quebra pedra.
Mas ele pode ser refeito?
Aí ele tem que ser removido e ser reaproveitado novamente. Isso é possível, mas só que aí perde todo o trabalho de usinagem, todo o trabalho de transporte, todo o custo. Então, por isso que é extremamente importante fazer esse monitoramento da temperatura de compactação. pra toda a cadeia de pavimentação. Então sai da usina uma temperatura, entrega na pavimentadora uma temperatura específica e compacta numa outra temperatura pra ficar tudo certinho. Então é interessante essa tecnologia. Maravilha, maravilha. Muito bom, sim. E falando sobre portfólio, o que nós temos disponível hoje pro Brasil de portfólio de rolo rã? O que a gente tem disponível, o que a gente está comercializando e também já quero fazer um gancho já olhando pra futuro. Quando a gente olha pra frente, a gente olha lá na frente no futuro, o que tem de novidade que pode chegar no mercado brasileiro aí.
No Brasil, nosso portfólio, claro, ele é disponível, disponibilizado no total. Todos os equipamentos, ou quase todos, são disponíveis no Brasil. Tem uma questão de Tier 3, Tier 4. Então, alguns de tecnologia Tier 4F não são necessários aqui no Brasil.
Só para contextualizar, imaginando que nem todos saibam, são níveis de emissões que são regulamentados. pelo governo e a nível de emissão do motor.
Exatamente, exatamente. Tá mudando, na verdade, o pessoal que conhece, conhece por Tier, por 4, por Tier ou por Mar, Mar 1, Tier 3, Tier 4 e tá mudando isso pra R94. Vai ser uma coisa só, tá? É, já adiantando um pouco, mas vai ser uma nomenclatura só e pra tudo diferente. E tirando isso, nós trazemos aí pro Brasil, começar pelos menores, né? Menor tamanho. O HD-14, que é um equipamento para compactação asfáltica. Nós trazemos o HD-14 VT, que ele tem um tambor de vibração no eixo dianteiro e tem pneus. O T é de tire, né? Tem pneus na traseira. Aliás, é um equipamento que o pessoal gosta pra caramba, né? Porque ele... pra pequenos trabalhos aí de... Recapamento, tapa buracos e tal, ele é perfeito, né? Ele tem a vibração pra atingir a compactação que precisa, e tem os pneus pra fazer o selamento aí, que é importante na compactação. E quando fala de compactação, só pra que todos, sei lá, fiquem no mesmo nível assim de entendimento, quando a gente fala em compactar, a gente precisa atingir uma capacidade de carga, Precisa deixar plano e precisa selar, é isso que faz a compactação. Não somente bate em cima lá do material, como o pessoal vê, não somente da pancada no material, mas essa pancada, essa vibração ou oscilação, pra que o material se movimente, vença o atrito ali que existe entre as partículas e acomode e tenha capacidade de carga. Então por isso tem diferentes tamanhos de equipamento, já quem tá falando de portfólio, A gente precisa da capacidade de carga. Uma capacidade de carga por uma rodovia não é a mesma por uma ciclovia, por exemplo.
Sim, o que ela precisa suportar são o nível de... o nível que essas ciclovias ou rodovias precisam aguentar de pressão, seja de caminhão ou de uma bicicleta, são diferentes.
Precisamos de capacidade de carga diferente. Exatamente isso. Exatamente isso, Bruno. Então, é por isso que a gente tem diferentes tamanhos de equipamento. Então, passando do HD14, que pode fazer qualquer ciclovia ou os tapas buracos, por exemplo, aí a gente vai depois para o HDO90, esse rolo eu já tinha comentado, ele é tandem também, tem cilindro na frente e atrás, porém esse tem vibração e oscilação. Vibração em um cilindro dianteiro, oscilação no cilindro traseiro. Tirando o HDO, opa, falamos do HD14, VT, o HDO90, nós temos o HP280. E esse é um rolo só de pneus, né? Também importante para o selamento. Ele também, claro, compacta, mas é muito mais importante ainda para fazer o selamento, o acabamento. Principalmente onde a mistura asfáltica aí tem uma maior quantidade de finos, que é o que a gente visualiza quando tá andando, né? Com o veículo aí, com a bicicleta, com a moto, enfim. A gente visualiza esse acabamento. Bom, agora partindo para solos, a gente traz o HC-110GE, o HC-110, sem a letra G, que provavelmente aí vem um P aí pela frente.
Pela frente, esse caixa mais como P no futuro.
E o HC200, né? Esse classe de 20 toneladas, os outros dois de 11 toneladas e o HC200, a classe de 20 toneladas. É importante também dizer que eles têm diferenças, tá? O HC200, ele vem com o tambor, pode ser liso, Ou pata. A gente chama de pata, pé de carneiro, tudo tá valendo aí, tá? Tudo é oficial.
Porque quando a superfície do rolo é diferente.
Quando ela não é lisa, ela tem um dentinho.
Exatamente isso aí. A mesma coisa serve para as versões HC-110 e HC-110G. A diferença é que o HC-110G, por exemplo, e o 110, eles têm não só o liso, e eupata, como podem também trazer um kit pata, que a gente chama. Então é um rolo liso que pode ser utilizado também com esse kit pata.
É tipo para trazer mais versatilidade para a máquina.
É, imagina o seguinte, eu trabalho na maior, na grande parte dos meus trabalhos, o que o cliente vai aplicar, o tipo de material exige um tambor liso. Mas ele não gostaria de comprar, ele queria ter também a opção do tambor pata. Mas não é importante, talvez, ter ou não é interessante ter um sobressalente pata, porque ele utiliza muito pouco.
É, 10, 20% do tempo dele.
Exatamente, talvez até 20%. Então os 80% ele tá usando liso e quando esses 20% aí chegam, ele pode colocar, instalar o kit pata e utilizar nesses 20%.
Legal, legal. Bom, Adriano, muito obrigada pela sua participação. Foi um bate-papo bastante técnico, em que eu pude aprender um pouco mais sobre tanto a linha de produtos da Virgin, como ainda mais sobre o rolo RAM. Tenho certeza que quando estiver com os clientes lá de linha amarela e eles perguntarem alguma coisa, eu já vou saber explicar um pouco. Obrigada por isso. Obrigada, Vinícius, também, por ter passado esse tempo aqui conosco.
Muito obrigado, eu que agradeço, Bruno. Obrigado mesmo, mais uma vez, trazendo informação de qualidade para o nosso público e levando informação. É sempre bom estar nesses canais de comunicação, muito bom.
Que legal, que bom, que bom estar aí. Até antes de encerrar, eu só gostaria de arrecadar que a tecnologia não para por aí, tá? A HAN está sempre e sempre vai estar inovando. Então nós já temos aí, por exemplo, equipamentos compactadores elétricos. Já temos também, está em fase aí de de testes e protótipos de equipamentos autônomos, tivemos equipamentos, tivemos não, nós temos equipamentos híbridos também. Então sempre pensando no meio ambiente, pensando na evolução, pensando no nosso cliente principalmente, de como a gente pode fazer, como a gente pode melhorar a operação dele, diminuir o custo e aumentar a produtividade, que é muito importante quando a gente fala de compactação. E obrigado, agradecer por me ouvirem aí, deixarem eu falar um pouco sobre Rã, porque sempre é bom. Ainda mais bate-papo descontraído assim. Obrigado.
E você, que está aí nos acompanhando durante essa temporada, o meu muito obrigada. E um recado, nós temos ainda bastante conteúdo para compartilhar com vocês aqui. Continuem nos seguindo nas redes sociais da John Deere. E até o próximo episódio. Obrigada. Tchau!
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