Precisão + Tecnologia = Mapa da Mina

Balsan and Flávio Dojas present precision agriculture technology at Agrishow in Ribeirão Preto. They discuss GPS, pilot automation, and data management systems that help farmers map fields and boost productivity through real-time machine control.
Estamos ao vivo aqui da Greshow 2017 e a John Deere, Flávio, como sempre, inovando. Cada ano tem uma inovação e esse ano não poderia ser diferente. Estamos ao vivo através do Facebook, levando um pouquinho da Greshow para aquele povo, para aqueles nossos amigos que não puderam nos acompanhar. Então nós estamos ao vivo para eles. E também com essa plateia maravilhosa que nos acompanha aqui.
Exatamente, Balsan. Boa tarde, pessoal. Pessoal do Facebook, estamos ao vivo aqui direto de Ribeirão Preto. Vamos interagir bastante com vocês no Facebook. Pessoal, eu queria também saber de vocês aí do Facebook, que estão à distância, de onde vocês são, cidade, estado, vão mandando aí para a gente, nos comentários, de onde vocês são, o que vocês fazem, se são estudantes, né Balsan, se são produtores, nós estamos realmente muito interessados em saber qual o nosso público na nossa palestra de hoje.
E Flávio, bem lembrado isso aqui, porque esse é um tema interessantíssimo. Nós que somos apaixonados pela agricultura e o nosso sangue corre nas nossas veias da agricultura, não podia ser diferente. Então nós vamos trazer um tema interessantíssimo que é precisamos mais tecnologia igual o mapa da mina. Por quê? Porque a gente entende que esse é o caminho, e cada vez mais, Flávio, a gente entende isso, os nossos produtores, vocês amigos de casa do Facebook também, que esse é o caminho para nós. Lembrem-se, de onde são, eu gostaria também de saber o que que fazem. E Flávio, não vou falar em futebol porque meu time tá jogando agora de terça e sexta eu acho só, mas eu vou bater uma aposta contigo. Eu aposto que aqui no Facebook vai ter muito mais gaúcho do que paulista.
Olha Balsan, eu não sou de apostar, mas aqui a gente tá em Ribeirão Preto, eu confio nos paulistas, eu acho que a gente vai bater você.
Eu acho que aqui a plateia Aqui eu não sei, mas com certeza o pessoal de casa tem mais gaúcho do que Paulista.
Pessoal, de onde vocês são? Estão vendo o pessoal do Mato Grosso ali?
Eu vou perguntar, vamos dar pergunta. Quem aqui é produtor? Levanta o braço aí. Quem aqui é estudante? Tem os nossos amigos concessionários, tem os nossos amigos produtores, estudantes. Então acho que é uma interação bem bacana que nós vamos conversar um pouquinho aqui sobre esse assunto que é cada vez mais um assunto interessantíssimo e nós precisamos disso, certo? Vamos começar realmente, iniciar o que nos trouxe aqui e falar um pouco para esse povo Primeiramente, agradecer a vocês aqui da plateia, assim como agradecemos também o pessoal do Facebook que nos acompanha de casa. Falar um pouquinho, algumas recomendações bem rápidas e simples aqui para vocês. Vocês podem tirar foto sem problema nenhum. A única coisa que a gente pede é que vocês desliguem o flash, que pode atrapalhar aqui também na própria transmissão. O celular, gente, por favor, o pessoal da plateia, coloque no silencioso. Dúvidas, vocês têm blocos, o pessoal do Facebook pode trazer através do Facebook. Vocês anotem as dúvidas que vocês tiverem. Todas as perguntas, dentro da medida do possível, serão respondidas. Caso não forem, nós vamos passar aqui um canal de acesso, que é o Fale Conosco, justamente para que nenhuma dúvida daqui vocês levem para suas casas. Então, assim como o pessoal da plateia, o pessoal que nos acompanha em casa também sintam-se à vontade. E, Flávio, vamos realmente ao que interessa agora? Vamos começar?
Vamos. Pessoal, boa tarde. Meu nome é Flávio Dojas. Nós vamos bater um papo com vocês, vamos procurar fazer essa palestra bem interativa. Afinal, a gente está também no Facebook e temos a nossa plateia grandiosa que nos acompanha. Nós vamos falar hoje sobre precisão e tecnologia, o mapa da mina. Um breve histórico para vocês. A agricultura de precisão começou quando e onde? Mais precisamente, em Illinois, no ano de 1929. Dois pesquisadores queriam verificar acidez em solo. Fazendo amostragem, como vocês conhecem. Motivo? Queriam reduzir a quantidade de calcário aplicado. Qual foi o resultado? Na época, pessoal, não conseguiram grandes resultados. 60 toneladas de calcário é muito para se aplicar por hectare. Na década de 80, o que aconteceu? Os primeiros softwares para desenhos, tanto topográficos quanto voltados para agricultura de precisão, surgiram. Os famosos CADs, que vocês já ouviram falar. Também, nessa mesma década, tivemos o advento de várias imagens de satélite. Por que imagens de satélite 1980? Porque por volta de 1978 os primeiros satélites começaram a ser lançados e formar as constelações que até hoje nós temos em volta da Terra. GPS que é um conjunto ou rede de satélites americanos, GLONASS que pertence ao governo russo, Galileu da União Europeia e também o satélite conjunto chinês que chama-se Beidou. Por último, pessoal, mas não menos importante, avançando um pouquinho no tempo, 1996, algo que a gente vai falar bastante com vocês. O que surgiu no Brasil? mapa de colheita. Nós vamos abranger esse assunto com vocês ao longo da palestra. E também nesse mesmo ano, a gente teve o primeiro simpósio de agricultura de precisão pertinho aqui para o pessoal de São Paulo, ali na Exalc. Nos dias atuais, o que a gente vem enfrentando? Provavelmente vocês já ouviram falar em big data ou revolução dos dados. A cada dois anos, o volume de dados que nós, seres humanos, estamos compartilhando, ele dobra de tamanho. Para vocês terem uma ideia, um dado americano nos mostra que a quantidade de informação que a gente produziu até 2002, ela foi uma quantidade boa. Só que de 2002 para cá, ela dobrou. Alguém sabe me dizer o porquê? O que surgiu em 2002, 2003, por aí? Internet, mais precisamente algo que a gente está ao vivo hoje. Facebook, redes sociais, alguém falou da plateia, perfeito. Pessoal, como é que eu vou lidar vocês, concessionários, vocês produtores, vocês estudantes, como é que eu vou lidar com essa quantidade de dados enorme? Metodologia 5V. Vamos no primeiro. Velocidade. Hoje é muito rápida a troca de informações. Quantos aplicativos voltados para o agro nós não temos? Vários. O volume. Nós temos muita informação. E vocês como clientes, nós como John Deere, como marca, vocês também estudantes, vocês do Facebook, Vocês sabem que a gente tem um volume grande de informação sendo transmitida pelas nossas máquinas. Que tipo de informação? Diversas. Informação da operação, informação de máquina, informação da própria colheitadeira, por exemplo, em como que ela está fazendo o mapeamento. Ou uma plantadeira, como que ela está plantando. Já imaginaram você conseguir monitorar a linha a linha da plantadeira em tempo real? Também, pessoal, a veracidade. O quão verdadeiro esses dados são. Porque uma informação é apenas uma informação. Eu quero que ela se transforme num dado. Ela tem que ter importância e tem que ter relevância. E qual o valor dela? O valor para nós é o quanto de dinheiro vocês clientes, vocês do Facebook, vocês vão conseguir colocar no bolso e conseguir ganhar na tua propriedade. Pessoal, continuando o nosso tema, eu gostaria de relembrar também o pessoal do Facebook que entrou um pouquinho aí depois. Nós estamos falando de precisão e tecnologia, o mapa da mina. Continuando o cenário atual, um dilema que vocês enfrentam. O que eu devo usar? Um desktop? Um tablet? São dúvidas. Pessoal, quando eu falo de tablet, pensem no monitoramento que eu posso fazer em tempo real. Eu sei que no nosso país a gente depende de um sinal de celular bom, ou Wi-Fi. Em muitas regiões, principalmente nas grandes regiões agrícolas, talvez a gente não tenha isso ainda. É um dilema que a gente tem que pensar. Computadores, pra quê que eu uso? Simples. Eu preciso pegar a informação que está no campo e fazê-la chegar em um servidor. Ou eu fazer isso manualmente através de dispositivos USB, por exemplo. Uma palavra da moda. Conectividade. Nós falamos da revolução dos dados. A gente quer sempre estar conectado. Então, já imaginou se a gente conseguir monitorar o nosso operador, monitorar a nossa máquina em tempo real ou online? Tem uma diferença, né? Tem aquele famoso atraso do tempo real e o online. Então, pensem nisso. Hoje em dia, nós já temos condição de atender algumas demandas. Outro dilema, a nuvem de dados. Palavra também da moda, ou expressão da moda. Aqui, pessoal, eu gostaria de chamar a atenção para vocês, vocês do Facebook, o Balsan também que está aqui, os participantes aqui da da nossa palestra no nosso auditório. No Vende Dados, o quão confiável é um servidor para que eu armazene as informações nele? Tem outro dado legal. Mais ou menos, pessoal, diz o mercado americano que a cada dois segundos uma pessoa sofre uma tentativa de fraude em relação aos dados que ela veicula na internet. Nós não fazemos compra online? Não postamos várias coisas? Não usamos rede sem fio em locais públicos? Tem empresas que já comercializam planos pra 15 anos pra você ter seus dados seguros. E eu não tô falando de empresa agrícola, mas também a gente tá preocupado com isso. Que os nossos clientes tenham a informação deles num local seguro. Outro ponto que eu gostaria de abordar com vocês É o ciclo hoje da agricultura. Vocês que são clientes, que estão aqui conosco junto no auditório, vocês do Facebook, produtores, concessionários, também o pessoal das faculdades, quantas vezes vocês já não viram fotos de máquinas que estão plantando, máquinas que estão na mesma foto colhendo e máquinas que estão na mesma foto pulverizando? Cada vez mais, pessoal, a gente tem agricultura não de forma linear. Plantio, preparo, tratos, colheita. E sim, ela tornou-se um ciclo. Principalmente no nosso país, onde de norte a sul, a gente tem condição de fazer duas safras. Talvez três em algumas regiões. Então, eu quero que vocês gravem esse modelo. Porque é algo que nós já estamos trabalhando há um tempo, que vocês vão ver repetidamente. E no centro dele está o planejamento. Se eu não planejar a minha operação de preparo, a minha colheita, o meu plantio, eu não vou executar ele de uma forma satisfatória. Outra coisa, pessoal, vocês notaram que após cada tópico, após cada atividade aqui que o produtor faz, Nós temos aqui no meio uma palavrinha chave, pós-venda. Então, nós queremos que vocês tenham acesso a um pós-venda de qualidade com a nossa rede de funcionários. Alguns estão aqui para evidenciar isso com vocês. Indo adiante, pessoal, a gente tem uma demanda, nós que estamos Na John Deere, vocês que estão ligados à terra e têm esse compromisso também de produzir alimentos para o mundo, a gente tem um compromisso de aumentar a eficiência das máquinas. E aqui está um recurso legal. Piloto automático. Para quê? Colher com plataforma cheia. Maior capacidade efetiva de colheita. Correto, Balsan?
Corretíssimo, Flávio.
Obrigado. Pessoal, até 8% a mais com plataforma cheia. Menor janela de operação. Cada vez mais eu tenho operações que estão difíceis de se realizar no campo, com uma janela curta. Não sei se vocês sabem, eu creio que sim, em 2050, essa não é a novidade, né? Nós teremos mais ou menos 9 bilhões de pessoas na Terra. Se a gente fizer a conta reversa desses 9 bilhões em 2050, isso quer dizer que a nossa população cresce 1.14% ao ano. Pouco? Eu não acho. Pessoal do Facebook, nos mandem perguntas sobre os tópicos que a gente já avançou até agora, sobre o que a gente também vai comentar. Balsan, como é que está o... As nossas curtidas, o nosso desempenho aí no Facebook, ao vivo?
Cara, eu, assim, como time de futebol, não posso te falar nada, mas como aposta que nós batemos, velho, você vai perder. A gauchada tá em peso aqui.
Eu vou ter que pagar almoço por Balsan. Não tem problema.
De novo, né, Flávio?
De novo? Tá. Pessoal de São Paulo e dos outros estados, por favor, participe. Eu não quero pagar o almoço pra ele, tá?
De novo. Tem pessoal de Goiás, tem pessoal de todo o Brasil falando aqui. Eu tô falando assim porque a gauchada realmente tá mais afim, porque eles não querem que eu perca uma aposta pra você, por isso.
Eles são ponta firme, né? Beleza. É isso aí, pessoal. Voltando pro nosso tema, cada vez mais a gente tem uma janela curta de operação pra se plantar e colher. Eu tava fazendo exercício com vocês da conta reversa. 1.14% parece pouco. Quem recebe salário, poxa, vou ganhar um aumento de 1.14%. Dependendo do tanto que você ganha, é muito dinheiro. Então, aumentar em 75 milhões de pessoas por ano, os nossos habitantes do nosso planeta é muita coisa. Se a gente continuar a conta reversa, tem um dado bastante chocante que chama a atenção. Enquanto eu passei essas informações pra vocês, a cada dois segundos, eu não sei quanto eu demorei pra falar, Nascem cinco bebês. Então a gente tem que, cada vez mais, atender essa demanda crescente. Pessoal, outra coisa. Quando a gente fala em colher mais rápido, o pessoal do Paraná, que está aqui, evidenciou uma situação o ano passado. Excesso de chuva durante a colheita. Se eu deixar a minha soja ou milho na minha lavoura e não colher, eu tô arriscado a estar um dia como hoje em que eu não consigo colher. Então eu deixo de pegar aquele rodo que a gente brinca e levar o dinheiro pra dentro da minha propriedade. A soja tá no campo, o dinheiro tá lá, eu não trouxe pra dentro do armazém. Então eu quero que vocês pensem nisso. Menor perda de matéria-prima também com o piloto automático. Contas também pra mil hectares. Usando colheita com plataforma cheia e piloto automático fazem com que eu colha um dia mais cedo. Pessoal, pensem também no conforto operacional. Aí vocês perguntam pra mim ou pro Balsan. Eu não opero a colheitadeira, quem opera é o meu funcionário. Eu sei que alguns aqui podem operar a colheitadeira. Muitos proprietários gostam de colher e tem condições de fazer isso. Pensem aqui no seguinte, quando eu falo em conforto operacional, eu estou falando no que o operador pode realizar na operação, porque ele não está prestando atenção no direcionamento da máquina. Para responder essa pergunta, é simples. Quantos por cento da atenção de vocês, vocês gastam ao dirigir um veículo? Quanto Yuri? 80%. De 100% da sua atenção, o Yuri gasta 80%. Esses 80%, se ele estivesse operando uma máquina com piloto automático, ele poderia estar olhando outros parâmetros da máquina. Então, eu quero que vocês pensem no conforto operacional relacionando a isso. Perdas na colheita é importante, pessoal. O que vocês acham? Pessoal do Facebook, Pessoal que tá aqui, é legal eu colher e ter perda? Não é. Realmente não é. Um outro dado pra vocês. Além da gente ter um aumento que não é linear da humanidade em população, a gente tem uma crescente demanda por alimento, como vocês sabem, e a gente tem outro problema. Vocês já ouviram que muitas pessoas estão se mudando do campo e indo pra cidade. Mas vou dar uma ideia pra vocês do que tá acontecendo. Se eu fizesse um censo todo dia nas cidades ao redor do mundo, eu teria um aumento de 192 mil pessoas por dia. Isso significa pessoas que estão deixando o campo e indo morar na cidade. Ou seja, aumenta a nossa obrigação. Porque a gente tá em menos gente pra produzir mais alimento. É como se a cada dois segundos também, 4.400 pessoas ao redor do mundo deixam as suas moradias no campo e vão morar na cidade, em busca de melhores condições. Então, pensem nisso. Não posso perder grão no campo. Aqui tem um exemplo legal para vocês de um teste que a gente fez, usando três amostragens para coletar perdas. A gente encontrou oito grãos de soja na média. O peso deles, em média, 1,12 gramas, como vocês estão vendo aqui. Quando eu estipulo a área minha de coleta, ela tem um metro, é uma régua de um metro. A soja estava plantada no espaçamento de 50 centímetros, então eu tenho meio metro quadrado de coleta. Quando eu extrapolo isso para um hectare, ou 10 mil metros, o que eu vou ter? Baseando, eu me baseei na soja a 70 reais no dia que a gente evidenciou esses fatos. Eu sei que o preço vai mudar, vai subir, pode cair. Pessoal, eu chego em 22,4 quilos ou 0,38 sacas por hectare. É pouco? Eu não acho. Quando eu jogo a conta para mil, eu tenho 380 sacos de soja que eu deixei no campo. porque a máquina talvez não estava regulada ou estava operando de forma equivocada. Lembre-se do slide do pós-venda? Então é a hora do teu funcionário estar junto de você te apoiando. Pessoal, 26 mil reais em mil hectares eu deixei no campo. Aquela de novo, aquele comentário que eu fiz, eu deveria ter passado o meu rodo ali, ter pego o dinheiro e levado a soja para dentro do armazém, né Balsan? Mas eu não fiz, eu perdi. E pensem também que a agricultura de precisão, pessoal, ela é um ciclo. O cliente sempre vai estar querendo obter dados do campo, ele quer analisar os dados e ele deve analisar para tomar as suas devidas medidas e ele vai tomar a sua ação depois de analisar os dados. Esse é um slide, por mais simples que ele pareça, ele nos evidencia muitos fatos. Não esqueçam dele também. Seguindo, pessoal. Quando eu falo em mapa de produtividade, eu obtive isso do campo, levei para o escritório, analisei. O que eu quero com o meu mapa de produtividade? Pessoal do Facebook, envia a tua ideia. O que eu quero quando eu trabalho com mapa de produtividade? E essa pergunta também eu estendo aqui para a plateia. O que vocês acham que quando eu faço um mapa de produtividade com a colheitadeira, o que eu quero obter? O pessoal do concessionário tem que acertar. O João usou um termo legal. Obrigado, João. O João é lá do Paraná. Ele falou, ó, eu quero saber a radiografia da área. Perfeito. Variabilidade espacial. Eu quero saber onde eu estou variando a produtividade, onde eu colhi mais e menos. Correto, Balsan? para eu começar a entender por quê. Só que aí, pessoal, a gente vê algumas coisas conversando com os clientes, com concessionários. A gente pega esse mapa de produtividade e vamos fazer um mapa de semente, de aplicação, perdão, de plantio, com taxa variável de semente. Muitos dizem, nossa, quanto avanço. É simples de fazer. Se você tiver dados confiáveis de cinco, 10 anos, e aí eu volto a insistir. Eu estive visitando um cliente fora do país, que ele tem mais de 10 anos de idade. Quase lá na fronteira com o Canadá. E ele estava fazendo isso aqui semana passada. Aplica plantio em taxa variável de semente. Aí eu disse pra ele, Sr. Bob, você está se baseando em quê? pra fazer essa aplicação. Esse plantio. Ele disse, só nos meus mapas de produtividade. Eu disse, poxa, isso no Brasil seria um tremendo avanço. Ele falou, mas eu tenho mais de 10 anos de dados guardados na minha fazenda. Pessoal, e outra pergunta, outro ponto intrigante pra vocês. Lá eles fazem uma safra. Quantas a gente faz aqui mesmo? Duas, talvez três. Ou seja, se a gente tivesse começado a monitorar isso há um tempo, a gente teria talvez um volume de dados tão grande quanto o pessoal lá de fora. Eu disse cuidado com as taxas porque a gente vê algumas coisas acontecendo aí no campo. Por exemplo, aplicação de um adubo sólido ou um corretivo variando de 15 em 15 quilos. Qual aplicador faz isso no mercado? baseado em rotação de esteira, abre e fecha de comporta, nenhum. Então a gente vê que às vezes um mapa todo bonito e todo colorido, em que as taxas saem de zero quilos e vão até várias toneladas, quantas cores eu vou ter nesse mapa de 15 em 15 quilos? Agronomicamente isso não é viável. Então, de novo, eu tenho que gerir a minha informação. para que ela vire um dado para que eu possa usar e não usar de forma errada. E aí tem uma pergunta também para o pessoal do Facebook. Balsam, aí você me ajuda a ver como é que está o nosso Facebook da John Deere e para a plateia. Na opinião de vocês, pessoal, o que vem primeiro? Ou o que você faria? Eu sei que tem produtores aqui, produtores online aí no Facebook também. O que você faria? Amostragem de solo ou mapa de protividade? Pra começar a agricultura de precisão, o que vocês fariam?
Ah Flávio, faz uma pergunta mais difícil, essa aí é fácil demais.
Poxa cara, assim você me queima na frente do pessoal.
Começa com as perguntas fáceis, mas essa aí é bacana, Flávio. É uma pergunta que...
O que você faria, Balsan?
É uma pergunta que... Eu vou deixar o povo responder, tá? E é uma pergunta que muitas vezes não se faz quando você está montando um mapa, Flávio. Então, é um erro primário de eu investir um monte de dinheiro, muitas vezes, numa tecnologia que vai me dar bons frutos, bons resultados, e eu não entender o que é o primeiro passo. Eu acho que aqui está o princípio da agricultura de precisão.
Perfeito, Balsam, muito obrigado. Pessoal, aqui na plateia saíram algumas respostas. Falem de novo. Amostra de... O pessoal ficou até bravo agora. É isso aí. Alguém discorda? João? Acha que seria mapa? O que vocês acham de fazer os dois? Perfeito. Exato. E aí tem outra coisa. Bom comentário. Às vezes eu pego o meu mapa da colheitadeira, eu olho o visual, minha lavoura tá chique, aí quando eu pego o mapa eu vejo um ponto vermelho e eu não sei o que é o ponto vermelho. Em diversas regiões eu não tenho praga, por exemplo, Porco do Mato, pra falar o linguajar, cada região tem um nome. No Paraná eu sei que tem, lá na região do Renato deve ter, lá em Querência, lotado, né? E aí você fez tudo que você queria na tua lavoura, mediu matéria orgânica, com utilidade elétrica para ver a umidade, fez análise de solo, textura, estrutura, aí você é pego de surpresa com uma praga que você não estava esperando. O que eu digo para vocês? Quanto mais informação vocês tiverem, melhor. Algum jeito você tem que começar, concordo com o que vocês disseram. Mas quando você tem o mapa de produtividade, você tem a amostragem, show. E outras informações, melhor. Porque você começa a fazer o quê? Você começa, por exemplo, a correlacionar mapas. Aqui está um exemplo para vocês verem. É uma área de pivô, Soja, 2011-12. Aqui o cliente teve uma certa evolução na produtividade. É um mapa real da colheitadeira, esse cliente existe. Pessoal, outra coisa, não se esqueçam do nosso ciclo quando vocês leram pós-venda. Se eu não calibrar os sensores de umidade e produtividade, correto Balsan? Eu não vou ter isso aqui. Ou eu vou ter uma informação que eu não posso confiar. Ter uma informação por T Talvez não é legal. Pessoal, olha só, aqueles dois mapas é como se eu fizesse assim com eles. Consigo saber bem rápido, questão de um, dois minutos, quanto eu produzi de soja de um ano pro outro. Eu junto em dois mapas e faço virar um mapa só. Chama-se mapa composto. Não é segredo pra ninguém. Ou seja, quanto é que eu produzi de soja em dois anos? Tá aqui. E sabe um negócio legal? Não se esqueçam também do ciclo. Porque muitos clientes fazem a adubação da próxima cultura usando a extração da cultura atual. Exemplo. Vou plantar milho na segunda safra, antiga safrinha, que hoje ela é enorme, como vocês sabem. Muitos clientes usam informações do mapa durante a colheita da soja. né Balsan? Para fazer recomendação de aplicação de alguma coisa no milho. Eu posso também partir para algo que já vem sendo falado desde 2010. Eu não trabalhar em mapas tão específicos ou trabalhar em ponto inteligente ou zonas de manejo. Por exemplo, eu teria que detectar a praga porco do mato no meu mapa. Seria um ponto em vermelho. Geralmente, né, Renato, eles estão nas beiradas aqui, ó. Aí ele... Poxa, posso botar a cerca elétrica lá? Pode? Geralmente, o que a gente vê no campo, eles estão com fome, eles vão passar a cerca. Já comeram? Como é que eles vão voltar? Talvez não voltem. Tá? Pessoal, outra coisa legal pra vocês. Diversas fotos de mapa, um monte de informação. E eu sei que a gente tem empresa hoje que fornece muita coisa pra vocês. Pessoal que tá no Facebook, aqui é um mapa pra vocês terem ideia de condutividade elétrica, pra medir a umidade do solo, teor de água, mapa de biomassa, de NDVI, ou índice de reflectância aqui do nitrogênio. Um mapa que correlaciona aqui elevação do terreno, declividade, versus condutividade elétrica. Por que que isso aqui tá aqui? Pessoal, um mapa sozinho ele não diz muita coisa. Por isso que a mostragem do solo, mais mapa de produtividade e outros fatores que vocês vão monitorar na lavoura de vocês, esse sim é o passo ideal. Quanto mais informações vocês tiverem, vocês vão estar melhores assessorados. Pessoal, oportunidades que a gente tem Junto com vocês, clientes, concessionários, pessoal da extensão também de pesquisa, de universidades, aumento da eficiência logística e de operação. Não esqueçam da demanda que a gente tem por alimentos, que eu mencionei, da crescente população urbana que a gente tem. Nós precisamos de suporte agronômico e técnico avançados. Quando eu digo nós, eu estou me colocando também ao lado de vocês, ao lado do concessionário e ao lado de vocês, clientes. para que as decisões sejam tomadas corretamente. Eu tenho um grande volume de dados e também informações de máquina de operação sendo gerados e vocês vão ver isso cada vez mais. Vocês sabem hoje que andando em qualquer stand vocês veem máquinas, né Balsan? Vendidas com piloto automático e não é de hoje. Já tem um tempo. Também como o nosso assunto é colheita, pense no gerenciamento de resíduos que você vai fazer na tua colheita. Eu vou picar ou vou espalhar? O que eu quero fazer com a minha área? Eu vou incorporar essa palha depois? Pense que isso afeta a tua cultura que vem no teu plantio de verão ou inverno. Não se esqueça também, pessoal, Aumento de eficiência de colheita é o que a gente quer buscar. Gerenciamento de dados corretos no campo e também como gerenciar esse grande volume. As informações têm que ter qualidade. E também, pessoal, um mapa sozinho não me diz muita coisa. Pessoal, Não se esqueçam de, você que está no Facebook aí nos assistindo ao vivo, faça a tua pergunta, mande a tua dúvida. Também vocês que estão no computador e que estão aqui na sala, ao vivo, no Agrishow, direto de Ribeirão, podem mandar as perguntas aí no papel, que a Michelle acho que está passando aí com vocês, para recolher. E podem mandar no e-mail também do Fale Conosco. Pessoal, muito obrigado pelo tempo de vocês, vocês que estão online. Pessoal que está aqui no auditório também, muito obrigado pela participação e pelo tempo que vocês dedicaram em vir assistir a nossa palestra.
Flávio, pelo comentário aqui, pela palestra, ótima palestra, obrigado, dá para entender algumas coisas, por exemplo, tirar alguns apresentizados que agricultura de precisão não é só o piloto automático então.
Exatamente, Balsan. O piloto automático é algo que a gente tem que tratar com naturalidade, é algo que a gente tem que falar no nosso dia a dia. Então, a gente já não considera ele como uma novidade, sim algo que tem que vir junto com a máquina para que o cliente consiga atender a demanda dele, seja veloz, seja rápido, colha com qualidade para tudo isso.
Por que eu fiz esse comentário? Porque alguns clientes entendem que a agricultura de precisão é simplesmente um piloto automático que vai me entregar até 8% mais de produtividade. Esse é um fator. Agora, a sobreposição de mapas é outro ponto interessantíssimo e de nada adianta eu ter uma agricultura de precisão se eu não fizer essa sobreposição correta que tu falaste agora, comentando dos pontos, dos benefícios que eu tenho, onde eu tenho uma sobreposição de mapas. Por isso que eu falei, ah, o que é mais importante? É a leitura do solo ou é a leitura do mapa de colheta? Uma coisa puxa a outra. Então, são alguns pontos interessantíssimos e que vale a pena ressaltar. Nós temos aqui algumas perguntas do Facebook. Apareceu aqui a primeira pergunta. Eu consigo trocar o receptor e o monitor de uma máquina para outra dentro da minha propriedade?
Perfeitamente. Esses itens a gente chama eles de itens comuns ou intercambiáveis. Você pega esse receptor, esse monitor, pode colocar na máquina que você deseja trabalhar. O adendo que a gente faz, a chamada de atenção, para todos que estão online e também o pessoal aqui do auditório, só checa se a precisão que você quer usar, o tipo de sinal, ele está de acordo com o que você quer usar.
Então significa, se eu tiver uma coletadeira, estou colhendo com o piloto, tá? E eu vou pulverizar, eu tenho um trator, não tenho um pulverizador autopropelindo, tenho um trator, e eu vá pulverizar, eu posso ir lá tirar o receptor e o monitor e colocar no meu trator e pulverizar tranquilo?
Perfeitamente, Balsan. Olha para a tua precisão de sinal que você está colhendo, tirou da máquina, se ela atender a tua aplicação, pulverização no caso, pode botar lá sem problema que vai funcionar.
Perfeito, nós temos outra pergunta aqui do Everton Costa, agora tu ganhou porque é de São Paulo.
Obrigado aí pessoal de São Paulo.
Qual a eficiência de produtividade de uma máquina com ou sem piloto automático?
Ou seja, a diferença que eu tenho.
De produtividade entre uma máquina com e sem piloto?
Pessoal, aqueles dados que vocês viram aqui na apresentação, eles vêm de uma conta de capacidade operacional, em que eu pego a largura da plataforma, multiplico pela velocidade, Eu faço um ajuste de unidade depois, eu divido isso por 10 e multiplico pela eficiência. Ali, o que a gente obteve nos testes? 8% a mais. Isso significa que todo o espaço que eu deixo na minha plataforma sem colher, eu estou perdendo eficiência. E eu quero que vocês atentem para outro fator. O operador, ele chega animado, igual vocês entraram aqui na palestra, animados. Só que no final do dia, ele não sai muito animado, ele sai cansado.
É uma coisa que rima com outra, animado e cansado.
Obrigado. Não foi minha intenção, mas pessoal, pensem no seguinte, o erro dele, ele não é constante do operador. Ele pode sair deixando espaços na plataforma de 30, 40 centímetros, o que a gente já viu no campo na região sul, até 90, 1 metro e 10. Ele está perdendo o rendimento da plataforma. Então esses números vêm dali. Então a gente pode chegar em até 8%. Obviamente, depende da logística do cliente, depende da velocidade de colheita. Ele pode ultrapassar os oito, como ele pode também não atingir os oito.
Perfeito, obrigado. Outra pergunta que saiu daqui. Durante a colheita, qual o sinal de GPS, de precisão que nós, de onde recomendamos para que se use, para ter uma eficiência boa, uma eficiência aceitável dentro da minha propriedade?
Obrigado pessoal que enviou a pergunta. O que a gente vê no campo? A maioria dos clientes colhem usando SF1, que no nosso receptor Starfire 3000 tem 23 cm de precisão. É uma excelente precisão para você colher. Posso usar um sinal mais preciso, SF2, com 5 cm? Posso? Aumenta a minha eficiência. Hoje os nossos receptores Starfire 6000, eles tiveram uma melhoria Balsam. O nosso SF1, que é o sinal gratuito, ele tem 15 centímetros de precisão. E o nosso SF3, que está presente no receptor SF6000, 3 centímetros com repetibilidade de 9 meses. Repetibilidade, pessoal, vocês do Facebook, vocês do auditório, essa palavrinha é difícil. Significa você conseguir voltar no ponto inicial. Eu quero diminuir compactação, fazer alguma operação na entrelinha. Durante nove meses com o SF3 eu consigo.
Perfeito. Pessoal, de novo agradecendo o pessoal do Facebook pelas interações, pelas perguntas. De novo, lembre que no começo nós comentamos que todas as perguntas que não foram respondidas aqui nós temos um canal que é o Fale Conosco, tá? Coloquem as perguntas, todas as perguntas serão respondidas para vocês. Certo? Obrigado pessoal do Facebook.
More from Francisco

Desh Ke Superhero | Mr. Madhava Rao | Faster Pole Installation with GreenSystem™ Post Hole Digger

En CasaToro John Deere encuentras el respaldo que necesitas para mantener tu maquinaria lista









