Safra de Inovações | Episódio 2

This is a YouTube video titled "Safra de Inovações | Episódio 2" published in July 2022, featuring a Brazilian Portuguese panel discussion and startup pitch event focused on digitalization and training in agribusiness. The program is hosted by Marcos Cirilo and includes jurors Mariana Caetano, Chico Jardim, and Teca Vendramini, along with rural producer Guilherme Almeida. Three startups present their innovative solutions addressing farm management, workforce training, and financial tools for agriculture. The episode culminates in selecting the startup "Já Entendi" as a finalist for their professional training platform targeting low-education rural workers.
Sejam muito bem-vindos ao segundo episódio do Safra de Inovações, o desafio das startups do agro. Eu sou o Marcos Cirilo e daqui a gente segue junto. E hoje a gente segue o baile com um tema diferente, digitalização e capacitação. Será que a tecnologia é capaz de tornar a safra mais eficiente? Pois é. No segundo episódio do Safra de Inovações, o tema é diferente, o produtor é diferente, mas os nossos jurados, esses continuam os mesmos.
Com 20 anos de experiência em diversos setores do agronegócio, Mariana Caetano, Aos 28 anos, criou a venture capital SP Venture, que acelerou mais de 40 startups. Hoje, ela é a maior empresa da América Latina no ramo, Chico Jardim. Em 2020, foi eleita a primeira mulher presidente da Sociedade Rural Brasileira, Teca Vendramini.
Que saudade que eu tava desses jurados, gente. Teca, Mari e Chico, obrigado de verdade por vocês estarem aqui conosco novamente. Sejam bem-vindos de volta ao Sábado de Inovações. Teca, eu queria perguntar uma coisa pra você, você que é experiente no ramo, eu queria perguntar pra você qual a importância e o que acontece com as fazendas e os produtores que não investem na digitalização da produção, que é o nosso tema de hoje.
Obrigada, Cirilo. Eu também tava com saudade. de você, da minha turma aqui, dos meus parceiros, não é? Chegou o dia. Cirilo, olha, eu acho que é um processo, né? O que a gente tá vivendo, o Brasil inteiro, o agronegócio, todos os produtores rurais, eu acho que é cada vez mais melhorar a sua gestão. E a digitalização tá nesse meio aí. Então isso aí não é futuro não, é o hoje.
Exatamente. Ô Mari, já aproveitando, você que também é experiente demais no ramo, quais são os retornos que o produtor tem ao investir na capacitação dos seus funcionários na produção?
Eu acho que na verdade toda empresa é feita de gente e se ele não trabalhar isso desde a base, por mais mecanizada que seja a operação, ele precisa de pessoas para tocar o negócio, pessoas mais bem capacitadas, elas são funcionários mais felizes, elas trazem melhor produtividade e maior perenidade também para o negócio.
Chico, você que também sempre engaste em novas startups, a gente no episódio anterior teve várias apresentações incríveis aqui, mas queria saber de você aqui, o que é que tem que ter uma apresentação de startup para ser um sucesso?
Serino, acho que tem duas coisas que não podem estar ausentes de qualquer apresentação de startup. A primeira é uma bela descrição da equipe, por que aquele time vai vencer aquele jogo. E o segundo, o tamanho da dor que ele está resolvendo.
Sensacional. Temos um terreno muito fértil para o episódio de hoje. Chegou a hora de conhecer o produtor que vai lançar o desafio do dia.
Eu sou o Guilherme Almeida e, com muito orgulho, produtor rural. A nossa empresa, a FAEL, Família Almeida Empreendimentos Limitada, foi fundada pelo meu pai há 52, quase 53 anos atrás, em 1969. A inovação é muito legítima na família, meu pai sempre teve essa característica e, por natural, eu herdei isso dele. O aspecto do treinamento, da capacitação, é um ponto importante, sempre, claro, mas o principal dos pontos, talvez, é entender como tirar o melhor benefício sempre de tudo isso que nós já temos em mãos. Eu espero ver, primeiro, talvez isso, a possibilidade da construção de uma narrativa diferente para mostrar que o campo é uma atividade que, ao contrário do que muitos falam, é sustentável, faz um trabalho muito bonito. Talvez, nós aqui costumamos dizer que é o trabalho mais bonito na Terra hoje, de fato, que é o prover alimentos, alimentar alguém. E também a expectativa, claro, de, na medida em que tivermos essas startups próximas, trazer por uma mão algo que possa fazer sentido e nos ajudar aqui no dia a dia, e em outra mão também levar essa mensagem de que o agro realmente está fazendo a diferença no Brasil.
Sensacional a fazenda do Guilherme. É isso que eu chamo de ter a fazenda na sua mão. E ele tá aqui. Então, junto com os nossos jurados, ele vai escolher a melhor solução. Pode entrar, Guilherme. Chega pra cá, meu companheiro.
Fala, meu amigo. Como vai?
Bom demais.
Tudo bem?
Chique.
Chega pra cá, chega pra cá.
Claro.
Vem cá, eu queria falar com você o seguinte. Mesmo a sua fazenda sendo uma das mais tecnológicas do mundo, você sempre fala que tem sempre novos desafios, né? E hoje a gente tá aqui querendo te ajudar, né? Certo?
Perfeito.
Você acha que a gente vai conseguir hoje te ajudar com as nossas startups?
Claro, sem dúvida. O desafio está lançado, mas a turma é competente pra isso. Eu tenho certeza que vão resolver essa dúvida que temos.
O desafio está lançado. Chegou a hora de conhecer as mentes brilhantes por trás das startups. Cada uma tem cinco minutos para tentar vender a sua solução. A ordem de apresentação foi sorteada. Então vamos começar pela TBDC.
Sou Paulo Castro, tenho 41 anos, sou sócio fundador da TBDC e hoje ocupo a posição de diretor executivo ou CEO, como alguns preferem. Nós somos uma empresa de gestão agronômica que atende produtores rurais, consultorias agronômicas e distribuidores e também fabricantes de insumos.
Então pode entrar o representante da TBDC, Paulo Castro. Seja bem-vindo, Paulo, ao Saco de Inovações. Espero que você tenha uma boa apresentação. Você tem cinco minutos para defender a sua ideia. Então, cronômetro na tela.
Tudo bem, pessoal? Eu sou o Paulo, sou sócio fundador aqui da TBDC. A TBDC é uma plataforma de gestão agronômica. Nós somos especializados em fazer as informações saírem do campo e chegar na mão de quem precisa tomar decisões. E a gente quer fazer isso cada vez mais rápido. Hoje a nossa plataforma está dividida em três produtos. TBDC Produtor, TBDC Consultoria e o TBDC AgroCRM. O AgroCRM é uma plataforma para empresas que vendem para o produtor e buscam construir uma relação mais próxima com o produtor, fazendo um processo de venda um pouco mais consultivo. Já o TBDC Consultoria, ele é especializado para empresas de consultoria agronômica, que são aquelas empresas que prestam serviço para o produtor. Ele é um produto desenvolvido para auxiliar esses profissionais a trocar informações com o produtor de forma mais rápida e de forma mais profissional. E o TBDC Produtor, ele é um produto destinado para produtores rurais que tem o desafio de gerenciar e cuidar da sua própria lavoura. O grande diferencial da nossa plataforma vem da nossa experiência. Eu trabalhei a minha vida toda dentro de uma empresa rural, dentro de uma fazenda. E foi um grupo que começou com 3 mil hectares e chegou a plantar quase 400 mil hectares, então o desafio é enorme. E eu percebi já desde cedo que a dificuldade era em consumir aquela grande quantidade de informações que já eram coletadas no campo. E a gente está passando por uma hiperespecialização das plataformas. Então a gente vai ter que começar a conviver cada vez mais com plataformas extremamente especialistas no seu ramo de atuação. O problema é que o produtor, quem decide, continua um só. E consumir todas essas informações vai ficando cada vez mais trabalhoso. Por isso a gente deu uma pegada para a nossa plataforma muito parecida com uma rede social. Então o produtor consegue acompanhar, Guilherme, você conseguiria acompanhar tudo o que está acontecendo na sua fazenda. com a mesma facilidade que você acessa uma rede social. Eu vi que você está bem tecnificado lá, tem soluções da John Deere como Operation Center, e o que a gente faz é trazer todos esses dados e jogar para você numa timeline, de forma que você possa pegar o seu celular, tirar do bolso e saber tudo o que está acontecendo, ou seja, coletar de forma fácil e centralizada todos os dados que estão vindo de todas essas diferentes plataformas, de uma maneira bem fácil e de uma maneira bem leve. Essa é a nossa abordagem.
Você ainda tem dois minutos e meio, você pode aproveitar.
É que a nossa plataforma é para poupar tempo mesmo, então a gente vai bem embalando o bucho.
É, sabe vender o peixe mesmo, né, rapaz? Vamos abrir agora para as perguntas dos nossos jurados e do produtor Guilherme.
A plataforma, com certeza, é muito agradável, né? do ponto de vista da experiência do cliente. Agora eu queria saber se você fala que entrega essas informações, o produtor tem muitos dados que chegam de vários lugares sobre várias variáveis. Como você consolida isso? Você integra com outros sistemas? Você integra com outros softwares de gestão, outros ERPs?
Alguns problemas, do ponto de vista de coleta da informação no campo, não estão bem resolvidos. Então a gente teve que desenvolver aplicativos e soluções para coletar o dado. Mas algumas coisas já estão muito bem resolvidas no mercado, por exemplo, telemetria de máquinas. Então, quando a gente olha e vê que o mercado já está bem resolvido em torno daquilo ali, a gente só integra e traz as informações. O que a gente quer é botar a informação lá, de onde está vindo ou quem coleta, a gente não está tão preocupado. Se não estiver bem resolvido, a gente resolve, a gente conhece bem esse negócio.
Muito bem, Paulo. Quero saber de você, Guilherme. Se você tem alguma dúvida, queremos ouvir o nosso produtor.
Vamos lá, Paulo, parabéns. Eu gostei do que vi agora inicialmente, mas tenho algumas dúvidas. Qual é a profundidade, além daquilo que é o operacional, no sentido daquilo que é fiscal, tributário, contábil e por aí afora?
A gente está resolvendo o problema da gestão de propriedades e temos já integrações com várias plataformas de mercado que fazem essa gestão do back office, gestão contábil, financeira, fiscal.
Começamos muito bem. Obrigado, Paulo, por explanar para todo mundo aqui. Acho que as dúvidas foram esclarecidas, menos as minhas, que são todas. Então vai lá. Mas parabéns pela sua apresentação. Pode sair por ali.
Obrigado. Tchau, tchau, pessoal.
Agora vamos conhecer a nossa segunda solução, a Startup Já Entendi.
Eu sou Gladys Mariotto, eu sou fundadora e CEO da BC Field. A BC Field é uma empresa de capacitação profissional para a base da pirâmide. Nós temos tecnologia e temos metodologia didática para trabalhar com pessoas de baixa escolaridade.
E a representante da Startup Já Entendi está aqui com a gente. Pode entrar, Gladys. Seja muito bem-vinda, Gladys, ao nosso programa. Espero que você tenha uma boa apresentação. Pode chegar mais perto dos nossos jurados. Você tem cinco minutos para defender a sua solução. Agora é a hora, hein? Então, cronômetro na tela!
Eu sou Gladys Mariotta, sou representante, sou fundadora da Já Entendi. A Já Entendi é uma startup de capacitação profissional para a base da Pirâmide. A gente é a OABC do campo. A nossa história começa porque eu tenho déficit de atenção e hiperatividade. Portanto, eu penso em muita coisa ao mesmo tempo e não presto atenção em nenhuma das coisas que eu estou fazendo. E isso para eu estudar era uma dificuldade. Eu criei uma metodologia, essa metodologia acabou se tornando a minha profissão, foi ali que nasceu a ideia do negócio de capacitar as pessoas com baixa escolaridade. Então a nossa metodologia, ela hoje é a base da minha tese de doutorado em Neurociência e Cognição, e a gente tem normalmente feito capacitações para as grandes empresas. A gente trabalha com mais de 50 grandes empresas, a gente já tem mais de 30 prêmios em Inovação, em Metodologia, em Tecnologia, em Educação e Artes, e a gente foi se destacando nesse meio principalmente por capacitar as pessoas de baixa escolaridade. Para a gente fundar a Já Entendi Agro, que é uma spin-off da Já Entendi Mãe, a gente fez muita pesquisa de campo em várias fazendas, são mais de 30 fazendas, são mais de 40 equipes inteiras de agricultores para a gente entender quais são as dores do mercado. E as dores, eu vou destacar duas principais dores. A gente entrevistou um agricultor que teve que devolver uma plantadeira porque nem ele e nenhum operador conseguiam operar aquela máquina com tanta tecnologia. E um outro agricultor que falou que a tecnologia para ele é mais um ponto para atrapalhar. E isso nos acendeu mil luzes, porque daí o que acontece? A gente vê que as empresas gastam muito e muito tempo para desenvolver a tecnologia e chega no campo e não tem quem opere. E aí a gente destaca três problemas, que é a rejeição às novas tecnologias, o subaproveitamento de todas as facilidades da agricultura digital e a perda de produtividade que é decorrente desses dois outros problemas. A nossa solução é um aplicativo, ele trabalha tanto online quanto offline, com um login muito fácil, com autonomia e engajamento para a empregabilidade também, porque ele certifica os treinamentos e especialmente para qualificar a mão de obra. O aplicativo ele reúne várias soluções educacionais, desde gamificação até metaverso, simulação, mas o pão quente são as videoaulas que tem a nossa metodologia na veia e que faz com que as pessoas tenham um aprendizado até 200% mais eficiente. E aí a gente tem a cereja do bolo, que é o que eu mais gosto, que é o canal das boas notícias. O canal das boas notícias surgiu por uma outra dor do agricultor, que ele diz que a agricultura hoje é o grande malvadão que está desbatendo, que está acabando com o planeta, e na verdade não é isso que está acontecendo. Se a gente vê o presidente da Embrapa falando, a gente se apaixona pelo agro porque realmente o agro está mudando o mundo e está alimentando o universo. E aí o canal de boas notícias vai ser boas notícias traduzidas, a gente fala isso, que chama transposição didática, a gente vai pegar essas boas notícias que a Embrapa tem inúmeras para fazer essa transposição e trazer para as pessoas compartilharem e aprenderem mais sobre as boas notícias do campo. Aqui está um pouquinho do que é investido a partir de estudos recentes e a gente vê que a grande maioria dos valores são investidas em sementes fertilizantes e que a mão de obra tem um investimento muito pequeno. Então a gente quer inverter um pouquinho essa pirâmide para que aconteça essa melhor significação no campo para a mão de obra.
Maravilhoso, Gladys, maravilhoso. Vamos para as dúvidas dos jurados. Teca, você tem alguma pergunta para a Gladys?
Gosto de perguntar quanto tempo que, no caso, a startup está no mercado, ela já está rodando, já está acontecendo. Eu sempre falo da maturidade do trabalho. E uma pergunta seria essa. E aí, trabalhar com essa baixa escolaridade, seria a segunda pergunta, não deve ser fácil.
Na verdade, a gente não tem, graças a Deus, dificuldade porque a gente tem essa metodologia de aceleração de aprendizagem que leva a neurociência e cognição, e aí a gente está sempre estudando o cérebro e atualizando todas essas novidades para chegar nas pessoas. E a gente sabe ir direto na veia, a gente sabe ir direto ao ponto. Porque fundamentalmente, e outra coisa que eu não falei, a nossa startup já tem 12 anos, tá? E o agro é recente, mas a gente já tem os dois maiores players do mundo, né? Que já estão trabalhando com a gente e estão bastante satisfeitos com o resultado. Porque realmente, falar com o homem do campo e explicar de forma simples e fácil é um problema.
Já puxando o gancho, Guilherme, queria saber se você tem alguma pergunta para Gladys.
Claro, sabe Gladys, uma das dificuldades que a gente sempre teve nesse aspecto da capacitação é entender se, no caso, esta formação que você está levando, ela está, falando de uma forma bem técnica, mas muito clara também, validada pelo Ministério do Trabalho. Porque sempre foi um grande dilema que nós vivemos lá. Existem, às vezes, boas opções, mas nenhuma delas são validadas pelo Ministério. e, portanto, para eles, ao olhar deles, ela não é válida. Já tem alguma iniciativa nesse sentido?
Já. Faz uns dois ou três anos que o Ministério do Trabalho considera que o ensino à distância, o EAD, ele é tão válido quanto em sala de aula, tá? Isso é uma das coisas. E hoje em dia também não se conta mais como hora extra o ensino online.
Sensacional, Gladys. Sua história é muito bonita. Muito obrigado pela sua apresentação. Boa sorte no programa de hoje.
Obrigada.
Pode sair por ali. Agora, Guilherme, vamos conhecer a última startup do dia, a Lucro Rural.
Sou Ângelo Ozelami, tenho 33 anos de idade, sou o CEO da Lucro Rural, que é o braço direito financeiro dos produtores rurais.
Então agora pode entrar o representante da Lucro Rural, Ângelo. Seja bem-vindo, Ângelo! Espero que você tenha uma boa apresentação aqui hoje. Pode chegar aqui mais perto, os nossos jurados. Cronômetro na tela!
Olá, pessoal.
Meu nome é Angelo Ozelami.
Eu sou CEO e cofundador da Lucro Rural. E a Lucro Rural, ela nasceu da gente analisando dados e informações de produtores rurais. E nessas análises, a gente sempre olhava muito e avalia o que é lucro, o que entrega lucro, por exemplo, para o Guilherme no final do dia. E quando a gente avalia o que entrega lucro, a gente avalia três grandes pontos dentro de uma propriedade, que é a produtividade, o custo e o preço de venda. E avaliando o milho, a gente consegue ter uma noção de se aumentar 1% cada um desses itens, quanto que isso me traz de lucro por hectare no bolso do senhor. Então se a gente aumentar 1% a produtividade, são 37 reais de lucro no bolso. Só que se eu aumentar 1% o custo, melhorar 1% o custo com insumos, são R$ 55,00 por hectare de lucro no bolso. E se eu melhorar 1% o preço de venda, são quase R$ 100,00 de lucro por hectare. Por que essa diferença? Porque quando eu aumento produtividade, geralmente eu tenho aumento de custos também. E às vezes eu posso melhorar a compra de insumos e o preço de venda, melhorando algumas estratégias que a gente pode trabalhar no mercado. E é essa visão que a Lucro Rural tem. A gente vê ótimas soluções focando na produtividade e a gente quer focar um pouco mais no lucro do produtor. E pra fazer isso, a gente entrou na digitalização um pouco fora da porteira, mas focado no escritório do produtor, em cima de três grandes pilares. A parte comercial, a parte financeira e a fiscal tributária. Dessa forma, a gente conseguiu trazer para os produtores uma visão um pouco diferente do que tem no mercado. Então, no primeiro pilar comercial, a gente faz os mesmos cálculos que as tradings, que as revendas fazem para entregar os preços aos produtores. Pegamos essas informações e entregamos para a cidade do produtor melhores momentos de oportunidades de mercado, de fazer a compra ou a venda da sua produção. Nesse caso aqui, chega a ter situações de ganho de diferença de um vencimento para outro de mais de 20% ao ano. Além disso, também, na parte de relação de troca, a gente tem uma metodologia que ajuda o produtor a tomar a decisão, a bater o martelo. Então a gente captura oportunidades do mercado e entrega isso para o produtor. No segundo pilar, a gente tem o pilar financeiro, que não adianta saber o melhor momento de comprar ou de vender se eu não tenho dinheiro no bolso ou crédito para fazer esse tipo de informação. Então, com isso, a gente tem a parte financeira, que é uma parte fácil, leve, descomplicada para o produtor, onde a gente consegue, desde uma emissão de nota fiscal, gerar todo o financeiro, controlar contratos, controlar estoque, até também capturar as compras que o produtor, que vocês fizeram no mercado, e trazer isso pra fazer o financeiro dela também, de uma forma muito fácil e simples. A gente ajuda também em todo o planejamento de safra, mas não aquele planejamento de saber o que fazer lá dentro da porteira, que aí você sabe que faz muito bem já. É um planejamento financeiro pra ver como que eu posso ganhar mais dinheiro ou ter estratégias de segurança, de gestão de risco em cima da minha propriedade. E o terceiro pilar, que é muito importante e cada vez tem sido maior, é o fiscal tributário, aonde o produtor precisa chegar lá em outubro, novembro, saber como que tá o seu imposto de renda, saber se isso realmente, porque a gente tem uma dificuldade muito grande no agro, que poucos entendem, é que a gente tem um ano safra e um ano civil que eu tenho que entregar o imposto de renda. E eu tenho descasamento, e esse descasamento precisa ser ajustado. E a gente ajuda os produtores a saberem exatamente qual é a expectativa de pagamento de imposto de renda, e conseguimos ajudar ele a ajustar isso. Além disso, a gente entrega também o livro caixa digital do produtor rural, que é muito importante, já vinculado ao financeiro, então não precisa fazer retrabalho. E também, pro Mato Grosso, a gente tem o SPED fiscal, que complica um pouco mais, e o produtor também consegue fazer o SPED fiscal dentro da plataforma. Inclusive, ele consegue passar o login pro contador e o contador acessar todas as informações dentro da plataforma sem nenhuma transição de informação, sem nenhuma quebra de informação. Então, a LucroUral, ela vem fazer uma revolução financeira pro produtor rural, entregando pra ele oportunidades de mercado, entregando o financeiro robusto, mais simples de ser trabalhado e entregando todo o fiscal tributário pra não deixar nenhum passivo fiscal no mercado.
Vamos para os jurados, então. Quero saber se vocês têm alguma pergunta. Chico, você que é um grande investidor, eu quero saber se você tem uma pergunta para o nosso parceiro.
Minha dúvida é sobre a viabilidade do teu negócio, da tua solução. O quanto disso é automatizado, o quanto disso é consultivo?
Toda parte de informação, de dados de mercado, eles são totalmente automatizados, onde a gente consegue olhar as oportunidades do mercado e entregar isso para o produtor específico, para a cidade onde o produtor está.
Na lógica, por exemplo, de nos ajudar por um lado com os insumos e por outro para vender, vender melhor. Como é que você se abastece disso? Onde é que você vai buscar essa referência?
Trabalhei muito tempo no mercado e a gente sabe a forma como é feito os cálculos para chegar. Porque uma trade, tanto para oferecer o preço para o senhor, quanto para oferecer o preço do fertilizante, é feito um cálculo com exportação. E a gente faz esse mesmo cálculo e entrega uma referência de preço para o senhor. Então, em cima dessa referência de preço, é que a gente entrega as oportunidades que o mercado pode estar trabalhando para o senhor executar ou a compra de uma uréia, ou a compra de um defensivo, ou a venda da sua produção.
Muito obrigado. Parabéns pela sua apresentação.
Boa sorte no programa.
Pode sair por ali.
Valeu, pessoal.
Obrigado.
Até mais.
Olha, plantamos ideias incríveis, não é não, Guilherme?
Sem dúvida.
Agora é hora de colher a melhor solução. Então, simbora para o campo, moçado. Bora para o campo. Aliás, para a sala de reunião.
Bom pessoal, acho que a gente está com um baita desafio aqui agora porque são três startups tratando de assuntos muito distintos e ao mesmo tempo super relevantes.
Verdade.
Então acho que a gente vai ter que passar a bola aqui para o Guilherme para contar entre os seus desafios, o que é prioridade, como é que você enxerga isso agora.
Eu achava que lá no campo a gente tinha muito problema, e tem. Mas agora eu me vejo diante de três problemas aqui, porque escolher entre um dos três não tá fácil.
Muito bons, né, Guilherme?
Muito bons, cada um com a tratativa de um tema diferente, temas que agregam, todos eles agregam. Então eu peço a vocês ajuda pra gente bater bola aqui pra tentar contextualizar um pouco melhor a solução de cada um apresentado pra me ajudar a tomar essa decisão.
É o pepino que nós estamos aqui agora. Três.
A gente podia começar pela TBPC.
Nesta solução eu vejo algo que não tinha percebido até aqui, sabe? Nós não temos nenhuma iniciativa, pelo menos eu não conheço nenhuma iniciativa que tenha.
Este olhar e sabe que, infelizmente, o mundo hoje é uma guerra por talentos.
Achei excelente, mas eu acho que pode ser que para o Guilherme...
Eu acho que a gente pode entrar na segunda, startup, que já entendi. Eu achei muito diferente porque quando a gente fala de soluções para o agro, a gente vê muita coisa para o campo, diretamente pouca coisa nessa área de capacitação.
E menos ainda para a base da pirâmide.
Isso aqui, Guilherme, de novo, eu acho que é ver depois se o Guilherme tá necessitando disso dentro da propriedade dele.
Agora é importante a gente saber também que... Tudo é uma demanda, os temas não sabem o que são demandas que você tem. E tem a questão também da parte da terceira startup, que é a Luro Rural, que traz essa visão da despesa financeira, de quanto a gente deve prestar mais atenção nessa outra parte, que geralmente as empresas ficam muito focadas na operação agrícola.
Esse é um bom momento para fazer o dever de casa e essa ferramenta ajuda bastante o produtor a conseguir arrumar a casa para esses anos muito mais difíceis que um dia chegarão.
Eu achei a ferramenta muito interessante nesse sentido. É difícil também ver algo voltado para esse tipo de gestão, esse tipo de olhar. Bom, gente, eu acho que a gente já tem uma decisão aqui, cada um. Vamos voltar?
Vamos.
Sejam bem-vindos de volta. Estamos todos aqui no nosso estúdio do Safra de Inovações. E eu quero saber aos meus jurados, ao Guilherme, foi difícil tomar essa decisão hoje? Porque hoje tivemos startups aqui sensacionais.
Muito.
Foi muito, né? Agora, Guilherme, tá feliz, tá contente com a escolha?
Claro, sem dúvida. Difícil, hein?
Difícil.
Na verdade, eu vim buscar uma solução e me vi diante de um problemão, né? Definir entre os três não é brincadeira. Todos eles com propostas extremamente relevantes à nossa realidade.
Teca, tem alguma coisa para dizer para os nossos startups que trouxeram essas soluções maravilhosas hoje?
Eu tenho. A gente vai cada um falar de uma aqui, da experiência. Eu vou falar com o Paulo, da TBDC. Paulo, você tem um Brasil, Paulo. Um Brasil para gerenciar, para ensinar o Brasil a gerenciar. Tem um pequeno produtor, um médio produtor que está precisando muito de você. E eu achei muito prático, muito objetivo o que você faz. Gostei demais.
Obrigado, Tec. Muito obrigado.
Chico?
Gladys, a gente fala muito em insumo para a agricultura. Fertilizante, semente, defensivo, mas acho que o insumo mais importante para crescer produtividade no longo prazo é gente. Acho que você está atacando uma dor que não só o agro, mas o Brasil inteiro tem, e você teve a coragem de atacar a base da pirâmide. É um setor difícil de atender, difícil de lidar, e você está indo super bem, está de parabéns pela dor que você está atacando.
Obrigada.
Mari?
O lucro rural acho que também traz muito dessa educação financeira, que os produtores estão muito focados na produção, produtividade, mas a gente viu ali até pelas diferenças de valor, diferença de tempo e a importância de tomada de decisão, coisa de uma semana, você tem uma variação enorme no seu resultado. E eu achei que vai muito nessa linha que a gente tem falado muito da importância da educação financeira, enxergar o agronegócio e a fazenda dele como um negócio que precisa ser levado em consideração como uma empresa mesmo. Então, muito bacana.
Obrigado. Então, chegou a grande hora da colheita. Vamos descobrir qual startup apresentou a melhor solução para a fazenda do Guilherme. E o segundo finalista da safra de inovações que vai competir na grande final, podendo levar para casa a viagem dos sonhos de qualquer empreendedor do agro é... Já Entendi! Imagina. Parabéns, Gladys.
Obrigada.
Parabéns. Como foi agora receber essa notícia, Gladys?
Tô tremendo, né? Você sabe que uma coisa que eu não falei na minha apresentação é que eu sou do agro, né? Meu bisavô, meu avô, minha mãe era do agro. E eu comecei a estudar e fazer essa metodologia justamente porque a gente perdeu tudo. A gente perdeu a fazenda por causa de, sei lá, sete safras ruins, que talvez a tecnologia tivesse ajudado a gente, né? E eu e a minha mãe ficamos sem recursos e eu fui estudar e vamos tocar a vida, né? E agora eu tô voltando aqui pro Ninho, né? Então, tô bem emocionada de saber que é o agro que tá trazendo isso pra gente.
Meus parabéns, Val. Já temos dois finalistas na competição. No próximo episódio, conheceremos o terceiro. E você fica com a gente até a final. Ainda tem muita inovação para conhecer nessa safra. Até mais.
Fui!
Obrigado.
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