In this interview segment, João Batista Cacheta introduces his family—wife Inara Quitano, children Guilherme, Carolina, and Rafael, and his mother—and recounts the evolution of their farm from his father's cattle trading business to one of the region’s earliest soybean producers in 1962 after a São Paulo delegation introduced the crop. He describes the logistical hardships of the early years (long-distance transport, gasoline‑powered equipment) and recalls three major crises: a rust outbreak, a severe drought, and a year of burnt soybean due to erratic rains, which left warehouses with 50‑60 % damaged grain. João emphasizes the critical role of agricultural credit, noting that he has consistently financed machinery through Banco João Dias, praising its speed, lack of bureaucracy, and trust. He discusses the current involvement of his sons, their ideas, and the gradual succession plan, stating that assets have already been transferred to their names. Finally, João reflects on agriculture as humanity’s lifeline, expressing that instinct, love, perseverance, and belief in the profession drive his work.
Chapters
Bem, eu sou o João Batista Cacheta, sou casado com a Inara Quitano Cacheta, tenho 3 filhos, que é o Guilherme, a Carolina e o Rafael. Os 2 estão aqui comigo na fazenda ajudando e A minha mãe, Carolina, ela é genética, trabalha em Goiânia. Meu pai mexia mais com gado, vendia boi. Ele comprava boi na região toda e vendia para os invernistas de São Paulo. Naquela época despachava boi daqui para São Paulo a tocado, ia daqui a Barretos, Araçatuba, tocando boiada. Aí ele começou a arrumar a fazenda. Aí um dia um pessoal de São Paulo esteve aqui e ficou falando da soja para ele. Ela experimentava soja, que era um leguminoso novo que estava em ascensão em São Paulo, estranho, aí começou a plantar. Isso foi em 62, foi uma das primeiras sojas que plantou aqui na região. Aí entregava em Cumbiara, que era quase 300 km daqui. Os caminhões que levavam era gasolina, colhedeira era gasolina, então era uma época difícil, né? Já passei 3 crises igual a essa ou pior. Foi a época da ferrugem, não chovia, Plantei, a chuva foi embora, ela veio lá em dezembro, depois que a chuva começou não parou mais, foi um ano de desastre. Colhemos muita soja ardida, a produção não prestou, todo mundo lá, e os armazéns faltava 50%, 60% da soja tudo soja ardida. O produtor precisa muito de crédito, porque a agricultura é uma atividade de custo muito alto, então é um capital muito grande, então tem sido crédito. E sempre eu comprei máquina financiada pelo Banco João Dias. E até hoje a gente nunca teve problema. É facilidade, facilidade, agilidade, quer dizer, desburocrático. A confiança que a empresa tinha com a gente. Agora vem os filhos aqui, tá dando muito palpite agora, às vezes dá certo, né? Ó, vamos fazer isso, fazer aquilo. Eu fico, ó, calma, vamos ver. Aí eles vão falando, a gente vai assimilando e vamos tocando pra frente. E graças a Deus tem eles, que o Guilherme gosta muito, né? Rafael também ajuda.
Aí eu comecei a trabalhar aqui na fazenda junto com ele depois que eu formei. Vinha de vez em quando com ele antes de formar. Depois que eu formei, eu comecei a vir aqui ajudar ele aqui. Gosto de trabalhar aqui.
Tudo que a gente faz é para eles. Tudo que eu adquiri de uns anos para trás já põe direto no nome deles. Então sucessão ficou fácil. Agricultura é a É a sobrevivência da humanidade. Sem ela, como é que nós vamos viver? A gente nunca sabe se está no caminho certo. É o instinto, né? É a vontade de fazer aquilo, é o amor pela profissão. Isso tudo é que dá um gás pra gente trabalhar. Acreditar naquilo que faz, ter amor e perseverança.