Ep. 16 - Como a IA Generativa impacta a Inovação Corporativa? com Mirian Rodrigues, Alexandre de Castro, Luís Felipe Carvalho e Alex Ribeiro
19 Apr 2024 · 43 min
Podcast episode (Portuguese) hosted by Luís Felipe Carvalho with guests Mirian Rodrigues (GSK), Alexandre de Castro (Grupo Energiza) and Alex Ribeiro (EVO). The conversation examines how generative AI is changing corporate innovation: speakers argue humans retain deep creativity, senses and ethical decision-making, while generative AI accelerates ideation, synthesis and prioritization when combined with good data and skilled prompting. Concrete uses discussed include starting design-thinking sessions with AI, using synthetic users/personas for research, lifelong-learning assistants, and challenges around data security, upskilling and bias. The episode closes debating whether fully autonomous innovation is possible (participants are cautiously optimistic but emphasize ongoing human responsibility).
Chapters
Olá, pessoal. Muito bem-vindos ao podcast A Evo Bush, onde a gente conversa sobre como as pessoas impactam suas empresas através da inovação. Hoje a gente está num episódio muito especial aqui no Web Summit Rio e com pessoas super especiais ao meu lado para discutir um tema que tem sido muito falado, que é IA generativa. Estão aqui do meu lado para essa conversa, Alex, que é nosso diretor operacional na EVO, Alexandre de Castro, gerente de inovação da Energiza, e Amirem Rodrigues, que é diretora de inovação da GSK. Pessoal, queria que vocês se apresentassem um pouquinho, começando aqui pelo Alex. Fala aí, Alex, um pouquinho de você.
Olá, Luiz. Olá, pessoal, ouvintes. Bom, como o Luiz falou, meu nome é Alex, acho que alguns ouvintes aí já conhecem de outros episódios. Sou diretor de operações aqui da Evo, responsável por produto, pela relação com os clientes e consultoria. Então vai ser um prazer bater um papo com esse pessoal fera aqui. Vamos lá.
Opa, gente. Bom dia, boa tarde, boa noite. Hoje e no futuro, porque o podcast não tem tempo. Eu sou Alexandre de Castro, sou gerente de inovação do Grupo Energiza. Sou parceiro aqui da Evo. Eu cuido o Grupo Energiza, para quem não conhece, é uma empresa centenária na distribuição de energia no Brasil, trabalhando com geração, transmissão, distribuição, serviço ancillar, agora também com distribuição de gás. Temos uma fintech e entramos recentemente também no biogás. É um prazer participar dessa conversa.
Muito bem. Eu sou a Miriam Rodrigues, sou diretora de tecnologia também e inovação na GSK. GSK, aproveitando como o Alexandre disse aqui, para quem não conhece, é uma das maiores biofarmacêuticas do mundo, está presente em mais de 100 países e trabalha com um portfólio muito focado em prevenção de saúde e em tratamentos de doenças raras. Então é bem legal falar de inovação na saúde e saber como fazer para impactar com a AI generativa a vida das pessoas. É sobre isso que eu estou aqui também para te ajudar. Vamos nessa.
Perfeito, pessoal. Estou super feliz de estar com vocês aqui. Estamos com um grupo muito legal e diverso para discutir inovação sobre diversas perspectivas. O nosso tema é IA generativa e especificamente como que a IA generativa está impactando e vai impactar a inovação corporativa. Como que ela pode ser usada? Como que a gente já está vendo acontecer hoje? Como que isso muda o jogo da inovação corporativa? A gente fala muito de IA, mas eu queria começar falando de gente, de pessoas. Então a gente vem aí trazendo muito a visão de que a IA pode ajudar, pode fazer acontecer, resumir informações. Mas o que fica ainda para as pessoas? O que ainda é monopólio da nossa mente? O que a gente acredita que a IA nunca vai conseguir substituir a mente humana? Do nosso lado aqui, trazendo um pouco para começar essa discussão, Eu vejo que a IA, por mais brilhante que ela seja e crie coisas fantásticas para a gente, ela segue padrões probabilísticos e estatísticos, então ela é muito boa para construir em cima do que já foi criado. Então, eu vejo que a criatividade profunda, a gente criar realmente coisas essencialmente novas, A gente ainda não tem tecnologia hoje e eu não enxergo no futuro próximo isso acontecendo. Então, a nossa mente vai ficar onde ela é muito boa, que é criar as coisas verdadeiramente profundas, verdadeiramente novas da inovação. O que vocês acham? Quer começar, Miriam?
Cara, eu concordo bastante contigo, era até uma das perspectivas que eu tinha pensado, e eu acho que a nossa troca, potencializando diversidade, ela também é algo que é um diferencial do ser humano. Eu acho que a gente tem uma capacidade de leitura de contexto, de, cara, absorver em toda e qualquer interação, que muda de maneira bastante abrangente significativos resultados das interações em especial quando se discute inovação novas possibilidades novos modelos de negócio e por aí vai. Então eu acho que essa nossa capacidade de estar também no mundo físico amplia de maneira exponencial a nossa habilidade de transformar não só olhando para dados não só olhando para histórico do passado não só usando essa força do algoritmo mas também se conectando de maneira presencial e física com as emoções que a gente tem no dia a dia para trazer elementos diferentes ali e trazer e criar esses novos resultados. Essa é a minha percepção do momento.
Vamos lá? Pergunta não é simples, tá? Eu vejo um pouco na linha que vocês colocaram de os sentidos, a nossa sensação, a emoção, as dores, que geralmente provocam a gente a refletir e fazer diferente, vai ser difícil ser substituído por uma máquina que trabalha através de parâmetros e de um racional e de um histórico pré-formatado. A gente não pode esquecer que a I.A. ainda é criada pelo homem, então ela sempre é um pedacinho do nosso cérebro aumentado com muito poder de processamento, mas ela ainda é um subproduto do nosso cérebro. Então, a gente ainda tem essa vantagem. E o pegar, o sentir, o olfato, a dor, a tropeção que você leva na pedra e tal, aquelas dores, essas... E até as questões mais filosóficas ainda vão ficar muito para a mente humana e daí vão nascer as ideias que vão ser sustentadas e potencializadas pelo uso da... da inteligência artificial. Mas todo esse fato da gente estar vivendo e sofrendo as dores e enxergando as oportunidades, acho que ainda fica um pouco com a gente.
E, cara, eu acho que é um momento muito interessante pra gente ter esse tipo de discussão, porque desde o lançamento do chat GPT e o advento de modelos cada vez mais avançados, a gente vem sendo desafiado no sentido dessa pergunta, né? Cada vez mais a gente fica encurralado no sentido de onde é o limite do que o humano faz, do que a AI faz, e eu concordo muito com vocês, acho que esse termo até que o Luiz usou, a criatividade profunda, não aquela criatividade superficial ali, ela depende de elementos que não são probabilísticos, que não são determinísticos, então eu acho que é muito difícil um modelo ter feelings e intuição, às vezes, que a criatividade profunda depende tanto para para surgir. E tem um ponto que eu acho bastante relevante, que é o livre-arbítrio. Esse é um ponto que a AI não tem. Ela precisa, ela sempre vai ser conduzida de alguma maneira. Sempre vai precisar de um input, sempre vai precisar ser direcionado. Então eu acho que o ser humano sempre vai precisar, as grandes decisões vão estar sempre no colo do ser humano. É sempre ele que vai tomar essas grandes decisões. Com isso vem grandes responsabilidades para a gente também como sociedade, porque essas grandes decisões que vão dar todo o input para a AI, no final do dia, é o que muda tudo. Então, eu acho que o grande desafio aí também é pensar como a gente pode aproximar cada vez mais as pessoas que vão ter trabalhos que não vão ser mais necessários por conta da AI, para tomar grandes decisões, aproximar essas pessoas das grandes decisões.
Não, perfeito. E assim, acho que dessa conversa aqui, eu percebo que o humano, a nossa participação, ela está em todas as etapas do processo. Desde o nascimento, a gente falou de interações humanas. Realmente, quem sente as dores, os desafios, entendem as novas necessidades, que tem a emoção que puxa isso e que tem o livre-arbítrio para tomar a decisão e mudar os rumos, somos nós. Agora, por outro lado, a gente tem uma ferramenta fantástica com o poder de sintetizar. Eu acho que isso que é muito diferente hoje. Ele consegue sintetizar, trazer análises que, tipicamente, são humanas. Às vezes, a gente consegue avaliar vários elementos e, muitas vezes, nem sem saber como, a gente liga os pontos e cria insights fantásticos. Nisso, a AI tem sido muito boa e fantástica. A gente tem visto coisas magníficas sendo criadas a partir disso. E aí eu lanço aqui a pergunta. Entendendo que a gente tem o nosso papel e uma grande responsabilidade, inclusive ética nesse ponto, como que a IA generativa ajuda nas grandes corporações no que diz respeito especificamente à inovação? O que muda na inovação corporativa? Onde que a IA pode entrar? E combinada com o saber e as interações humanas e a capacidade de tomar decisão, a gente consegue gerar resultados melhores para a inovação.
Vou começar de novo, mas eu tenho um exemplo real que a gente usou recente, que eu acho que é bem interessante contar. É bastante comum que os desafios de inovação, eles comecem com sessões de design thinking, de collab de ideias, esse tipo de coisa. E aí, a gente já nessa linha de tentar potencializar o uso da inteligência artificial como um acelerador de geração de ideias, a gente propôs para um desafio corporativo real começar uma sessão de Design Thinking com todo mundo primeiro interagindo com inteligência artificial. E cara, e foi fabuloso assim, porque a galera já chegou com um nível de ideias, com uma diversidade, uma coletividade de novas possibilidades que fez com que aquele exercício de oito horas trouxesse, de fato, ideias disruptivas e já melhor exploradas e categorizadas para a aplicabilidade do nosso negócio. Então assim, a gente ouve muito nas discussões, inclusive aqui no Web Summit, todo mundo dizendo, não, é um acelerador, é um potencializador e por aí vai, mas e aí na prática, vocês já estão usando? Então a gente meio que pegou esse aprendizado configurou ele oficialmente como um novo culture hacking e começou a divulgar para as outras áreas da organização do tipo, gente, ao invés de vocês perderem tempo discutindo ideias do zero, vamos discutir ideias já potencializadas pela AI. E isso acabou que virou uma prática dentro da corporação a partir de agora. A gente está bem orgulhoso com esse achievement e eu acho que é um exemplo real de como fazer as coisas acontecerem no dia a dia.
Bacana, vou hackear a ideia. Vou hackear, gostei da ideia. Eu vou puxar um pouco para o outro lado. Eu vou responder a sua pergunta, como a inovação e a inteligência ajudam as corporações, mas eu vou puxar um pouco mais para os desafios. Na minha visão, a gente ainda está vendo só o início, do potencial que vai ser essa nova tecnologia. É meio lugar comum ficar falando que é só início, só início, mas eu penso pelo lado humano. A gente ainda está lidando com a AI como se fosse uma ferramenta. Eu acho que em breve a gente vai esquecer disso e ela vai começar a fazer parte do dia a dia, da rotina. A gente vai esquecer que ela está ali por trás ajudando a gente. E é igualzinho e-mail, você não fica pensando onde está o seu e-mail, você sabe que ele está ali na nuvem, preservado, tem alguém cuidando da segurança do backup, você não fica preocupado com isso, você simplesmente usa. A gente ainda vai chegar lá, então... E acho que em breve. Para mim o maior desafio é fazer como as pessoas hoje começam a usar, porque colocar a... inteligência artificial para ajudar no design thinking é sensacional. Mas as pessoas têm que saber como fazer essa abordagem, as pessoas têm que saber como usar, têm que saber como perguntar. E hoje eu vejo ainda uma dificuldade ainda grande da empresa. Então tem um trabalho primeiro, um desafio primeiro de, enquanto a gente não chega para a AI ficar invisível e todo mundo usando sem nem saber que ela está ali, a gente vai ter que educar os nossos colaboradores a usar de maneira correta. tem os desafios da informação, que você tem que pegar e blindar as informações que você joga da AI dentro de um ambiente corporativo, onde você joga informações da empresa, você não pode colocar isso numa ferramenta pública. De um lado você querendo ensinar o pessoal, do outro lado a área de segurança querendo te travar e limitando, então a gente vai ter que navegar por aí. E respondendo à sua pergunta, a ideia da Miriam é sensacional, vou usá-la. Mas a questão de levantamento de dados, de formatação de dados que sustentam uma linha que intuitivamente o cara sabe assim, eu sei que eu tenho que fazer isso porque minha vida vai melhorar e se você conseguir resolver esse problema aqui do Elo, tem muito dinheiro envolvido. Aí você pergunta, quanto tem de dinheiro? A pessoa trava. Trazer esses dados, formatar esses dados e conseguir compor melhor uma linha de defesa eu acho que vai ser o primeiro bom passo para a inovação dentro das corporações. Você realmente trazer as ideias, como foi o caso aqui da Miriam, mas também trazer os argumentos e a formatação para uma boa defesa e para uma boa definição do que fazer. Então, uma vez que você tem os dados muito corretos, você consegue trabalhar em cima deles e endereçar aquilo realmente que tem valor. Então, se você tem uma jornada de vários features de um produto, você vai priorizar aquele que vai te dar o maior impacto. E que hoje ainda é um pouco difícil para muitas empresas, mais empresas que têm uma diversidade muito grande de operação, de compilar esses dados. Acho que ali vai ser um suporte rápido que a gente vai poder usar.
Os dois comentários foram sensacionais e acho que a linha que eu penso também é bem parecida, eu acho que a nível de como a AI generativa vai ajudar as corporações, eu penso em dois momentos, um antes e outro depois da gente superar o que a gente chama de síndrome da carroça sem cavalo, vocês já ouviram falar desse termo? que é basicamente uma síndrome que o ser humano tem, que quando surge um novo conceito, uma tecnologia disruptiva, num primeiro momento a gente sempre tende a utilizar esse conceito, essa tecnologia, pra fazer as mesmas coisas que a gente já faz, mas de uma maneira melhor. Aí remete a um momento histórico em que o conceito do carro surgiu, e as pessoas chamavam ele de carroça sem cavalo, porque elas remetiam ao conceito de um automóvel sem atração animal, mas todo o conceito de carro e automobilístico veio depois dessa síndrome ser superada. Então, num primeiro momento, eu vejo a inteligência artificial apoiando as corporações no sentido de automatização de tarefas e você eliminar maus necessários dentro da operação, aquilo que não vai gerar valor direto, mas de alguma maneira é necessário pra você, a parte de priorização. Ninguém gosta da parte de priorização da inovação, Cara, é extremamente importante o processo. Precisa acontecer. Então a inteligência artificial tem um poder muito grande sobre isso e automatizar tarefas para que as pessoas que avaliam as inovações das empresas tenham uma operação mais fluida. Mas eu acho que o grande valor vai surgir depois. E eu acho que são iniciativas como essa que a Miriam falou, de culture hacking, a gente se desafiar a pensar na AI como um parceiro e não necessariamente como algo que ameaça parte dessa operação, porque a gente não está acostumado a pensar a AI ali, no processo criativo, em processos culturais. Então, à medida que a gente começar a se desafiar a pensar na inteligência artificial como um parceiro, não necessariamente uma ferramenta, um parceiro invisível ali em todos os processos, acho que é quando a gente vai atingir o valor máximo dela.
Sem dúvidas. E na linha do que foi falado aqui, eu acho que tanto trazendo a questão de dados que o Alexandre trouxe, a fluidez disso no dia a dia e a incorporação, o exemplo prático que a Miriam trouxe, eu vejo assim que... A IA hoje permite que, combinando o nosso conhecimento, a nossa capacidade, até que a gente discutiu antes aqui, com a possibilidade de conhecimento que ela gera rapidamente, ela permite que a gente não precise ser especialista em tudo. Você pode ser um bom generalista e conseguir chegar mais rápido, juntando com o que você trouxe, eficiência, que a gente está... Geralmente, hoje, a gente está vendo muita aplicação da IA para eficiência e eu acho que a gente traz isso para a inovação. Trazendo um exemplo concreto até de projeto que a gente está fazendo, uma dificuldade natural de você fazer um processo numa empresa de pensar futuro é que as pessoas que geralmente participam dos workshops vivem o corpo. E aí você junta com pessoas ali no workshop que conhecem muito bem o core da empresa, o dia-a-dia, mas você está chamando elas para criar o futuro juntos. Em geral, a gente fica até meio frustrado com esses workshops, porque fica limitado. E aí quando você combina os dois, você pode partir de uma inteligência inicial, que é o que você está fazendo, né, Mirian? Partir de uma inteligência inicial ali que a IAE gera, Então, ela torna todo mundo especialista em algo novo lá na frente, e aí o debate começa a partir daí. Isso pode ir iterando, você tem debates, e aí junta o melhor do humano, a intuição, o instinto de caminhos que você pode seguir, as dores, as emoções, com informação especializada. E aí entra no que você trouxe, né, Alexandre? Nada disso vai ser proveitoso se o dado não for bom, se ele não tiver informação confiável e realmente relevante pra gente ali.
E as pessoas não aprenderem como fazer a pergunta correta, né? Porque muito do retorno que você recebe hoje em dia das interações é saber perguntar bem. Aí você começa errado e você vai acertando, acertando. Então tem uma prática ali que você tem que... É o que você disse, você traz pessoas do core business, que estão acostumados com aquele dia a dia, como é que você quebra a cabeça dele para ele fazer a pergunta que vai levar ele para o amanhã e não para o agora, que é o que está acontecendo no workshop que você comentou.
É por isso que é muito legal também o que o Alex falou, que a gente hoje está só combinando elementos. E aí quando você pega o poder, por exemplo, de um método como o Design Thinking, você ensina as pessoas a saber que aquele é o problema que eles querem resolver, como fazer as perguntas. Aí sim você consegue extrair o melhor da inteligência artificial Mas se realmente você não desenvolve essa habilidade de olhar para o problema, de estrinchá-lo da maneira adequada, cara, fazer um monte de prompt ali solto não vai te levar a conclusão nova nenhuma. É isso que a gente tem visto na prática.
E nesse primeiro momento, voltando no ponto do Alex, a gente tá indo pra produtividade, que mais ou menos é pensar a carroça sem cavalo, né? Como é que eu faço essa carroça sem cavalo mais rápida, mas quando é que a gente pensa em carro, né? Como é que a gente vai pra um outro caminho e faz realmente diferente um processo de hoje, que hoje roda de uma maneira, né? Vocês têm visto alguma coisa nessa linha da gente criar realmente olhar para o problema, mas não pensar em simplesmente como fazer esse processo mais rápido, e sim como fazer completamente diferente, porque hoje a gente tem uma tecnologia diferente. Vocês têm algum case aí que já está rolando nesse sentido? Pergunta difícil, hein?
Não.
Dentro do que a gente está conduzindo hoje de programa, não. Até porque tem muito também do momento que você está na empresa e na sua inovação. Até dois anos atrás, a gente estava com foco, defendendo uma linha, uma tese de projetos. Esse ano, a gente parou, refletiu, a gente está voltando a toda a máquina de inovação para um outro lado da empresa que é muito ligado à produtividade, à eficiência. Então, não, eu não tenho nenhum case desse tão desoptivo de você fazer uma abordagem totalmente diferente para os problemas que a gente está endereçando. A gente ainda está focando mais no resultado. Essa visão de inovação não tão longo prazo assim é uma boa provocação e não pode morrer. Então você tem que equilibrar seu portfólio de projetos, tem que ter ali uns 10% daqueles projetos que está pensando em longe prazo, lá longe. e o resto distribuído entre o mais curto e o médio prazo.
Eu acho que um exemplo não prático assim, não meu, mas que eu tenho gostado muito de observar e acompanhar é sobre lifelong learning e a gente viu o caso recente da Khan Academy que de fato desenvolveu um assistente de aprendizado aonde o próprio corpo docente das escolas e os líderes de educação não estão vendo isso como uma ameaça mas sim como uma maneira de repensar a educação da forma com que a gente realmente acredita que é a educação de uma maneira constante e interativa e personalizada. Então eles realmente criaram ali um assistente aonde eles não entregam a resposta para você não adianta você fazer o prompt falando tá a resposta desse problema qual é. ele vai interando com você, te dando elementos para que você desenvolva em cima daquela ideia, e ele vai te guiando para as melhores conclusões e melhores respostas, e te dando referências literárias, referências de aprendizado, então assim, é o aprendizado guiado que a gente tanto falou lá atrás, mas que até então, sem inteligência artificial, a gente não era capaz de desenvolver. Então eu acho um exemplo bacana até para nossas vidas, de começar a usar isso dessa maneira, não para buscar respostas diretas, mas para buscar caminhos possíveis com conteúdos novos e ampliação de canais.
Mirian, você me lembrou de um caso que eu escutei isso agora em outro podcast que eu escutei e achei interessantíssimo, que é no aprendizado, na educação, onde A tecnologia era de fazer dublagem de filmes na voz dos atores em outra língua. Então, quando você faz a dublagem, fica desincronizada a palavra que é original em inglês e você bota em português. Então, eles estão usando a inteligência artificial e processamento para fazer o ator falar em português e a boca mexendo em português, como se ele fosse gravado em português. Então você faz um filme na língua original, polonês, português, inglês, e você faz todas as cópias dele em outras línguas usando essa tecnologia. Aí o cara pegou essa tecnologia e levou para uma criança, acho que de nove anos de idade, que era um assistente virtual de educação para ajudar ele. E aí ele colocou, em vez de você ter um professor, que é essa figura adulta, ensinando para a criança, como se fosse uma aula particular, ele colocou um coleguinha, que é uma criança, interagindo com a criança, de uma maneira mais lúdica, fazendo uma brincadeira de perguntas, e tirou aquela visão de professor e aluno. E é um ensino onde o moleque pode virar para o outro e dizer, não, nem isso. Cala a boca. Mas a interação foi produtiva. O resultado foi positivo, porque você trocou a pessoa através de uma inteligência artificial, com um conteúdo muito bem feito. E você trocou a relação. Aí ele estava dando outro exemplo. Você pode pegar pessoas mais velhas e quando você consegue trazer ela para esse mundo, fazer uma brincadeira como se fosse ela, no passado, ensinando a mexer em tecnologias do presente. É para eu remeter que nessa época, quando os pais pediam ajuda para mexer no videocassete, ou mexer naquele equipamento de novo, porque não sabia ler o manual, aí o cara vai pegar o Alexandre de 20 anos de idade me ensinando a como mexer com inteligência artificial e eu vou interagir com o Alexandre mais novo, vou interagir com o Alexandre de 100 anos de idade, sei lá, mas assim, são casos que já estão acontecendo hoje, ligado à educação, foi bem lembrado.
Nessa linha eu vi um exemplo essa semana de uma empresa de educação financeira que mudou o jogo também porque ela começou a criar justamente uma versão de você daqui a alguns anos para ela te mentorar para você guardar dinheiro ou se preparar para o futuro. Então você determina o objetivo. Você fala daqui a 10 anos eu quero tal objetivo e aí ele cria uma versão de você mais velha que conversa e te mentora para te ajudar a chegar lá. A casa na praia você decide se.
Quer morar na casa na praia ou se quer continuar mais velho trabalhando. Você decide qual é o avatar que você quer e ele te ensina a chegar lá.
E essa dinâmica, a gente foi lembrando aos poucos, de cada primeira reação nossa com a Luiz, a gente se olhou pensando em case, mas eu acho que é um reflexo justamente da gente estar fazendo essa transição, a gente está começando a repensar o processo inovativo e a inteligência artificial juntos de uma maneira diferente agora. Então, assim, ainda não existem muitos cases, né? Existem muito mais casos de uso até do que casos de sucesso, com resultados comprovados. E até nessa linha a gente tem, e esse a gente já vem começando a pensar dessa forma, e é a maneira de fazer inovação disruptiva, por meio de usuários sintéticos. Então assim, a utilização de usuários sintéticos, que é aquela criação de personas com todas as informações demográficas, comportamentais, e você conseguir fazer pesquisas, entrevistas dinâmicas com essas pessoas com comportamentos fixos em escala, Cara, eu de verdade acho que isso não vai ser uma carroça sem cavalo. Eu acho que está surgindo um novo conceito, uma nova maneira de fazer produto, de fazer disrupção, que eu acho que ela não está só acelerando, diminuindo o lead time e tudo mais. Eu acho que realmente a capacidade de você trazer, dando um exemplo que a gente até brincou esses dias, conseguir trazer o Steve Jobs para a sua mesa de debate da criação do roadmap do Portfólio de Inovação, muda completamente o jogo. Da mesma maneira que você conversar com você daqui 50 anos, muda a sua maneira de... a sua educação financeira de uma maneira que, assim, ela não vai mais rápido numa mesma linha. Ela toma um caminho completamente diferente. então essa é uma que vem me animando bastante, a gente vem fazendo projetos utilizando esse conceito e dá pra ver que essa curva vai longe e hoje a gente não tá nem perto de aproveitar todo o potencial e a persona.
Sintética muda o jeito de pensar design thinking inclusive, ela reestrutura isso porque a gente tá discutindo de algo assim e é algo até um pouco confortável, a pergunta é difícil, a gente tá pensando no carro ou na carroça sem cavalo Porque tá longe, né? A gente não chegou lá ainda. E quando a gente discute... A gente tem um vídeo sobre isso na Evo, né? De onde vêm as ideias. E a gente dividiu, cara, ideias incrementais, de onde elas vêm? Vêm do campo, vem do especialista, vem da pessoa que tá vivendo os desafios no dia a dia e dali surgem formas de você resolver. Quando a gente vai pro quadrante de ideias radicais, A percepção geral é que as ideias vêm de você estar participando do movimento. Então, assim, é meio que se você está no meio e tentando coisas novas em área generativa, naturalmente você vai acompanhando e tendo acesso. A gente está aqui no podcast discutindo e eu estou tendo insights novos em cima disso. E aí, com isso, a gente vai criando e vendo exemplos e trazendo para a nossa realidade. Esse conhecimento coletivo vai sendo criado. E é aquela coisa, a gente vê uma nova tecnologia, a princípio a gente superestima os efeitos que ela vai manter no curto prazo e muitos abandonam porque ele não vem. Só que a gente também subestima os efeitos de longo prazo. Então estar na jornada faz toda a diferença. Viver cinco anos de IA generativa, lá você pode ter transformado a sua empresa, olhar para trás e falar, nossa, é outro negócio. E quem não participou, não chega lá. E eu acho que as personas sintéticas aceleram esse processo. Porque quando você tem um projeto de UX, fazer um discovery, que o pessoal fala muito de entender, É muito diferente entrevistar só quem está vivendo o seu dia a dia, entrevistar o seu cliente atual, que é super relevante, mas que normalmente não vai te trazer ideias muito subtivas, e de você trazer para esse jogo uma persona sintética que tem uma perspectiva completamente diferente, roda automaticamente e de novo você sai de uma inteligência inicial já bem diferente.
Você reduz os vieses completamente. Assim, é uma questão polêmica até o viés na inteligência artificial, porque ela pode ser muito enviesada, e é muito necessário, quando a gente pensa em evitar problemas com vieses, cara, é necessário um esforço intencional muito forte, e as empresas, né, cada vez mais estão olhando pra isso pra reduzir vieses. Mas ao mesmo tempo, é doido, porque ela tem um potencial de reduzir completamente os vieses, porque ao contrário do cérebro humano, é muito difícil você reprogramar, o viés é inconsciente muitas vezes, né, é difícil reprogramar isso. Agora uma AI não, você consegue reduzir vieses ou direcionar para um caminho, por exemplo, às vezes você quer um viés, você quer um perfil de pessoa completamente disruptiva, Então você consegue reduzir isso ou direcionar isso de maneira muito mais fácil. Não tem como dizer que isso não muda o jogo. Você não está mais limitado ao perfil das pessoas que você tem para uma determinada tarefa específica. Você pode trazer quem você quiser, você não tem limites. Então isso é completamente discutível.
Cara, bem interessante porque a gente acabou de matar o negócio de algumas consultorias, né? Porque essa história de ampliar repertório e trazer pessoas diferentes pra discutir o teu problema com outras perspectivas é o trabalho de muita gente, né? E leva tempo e inclusive você tem que fazer uma super curadoria pra achar especialistas nesses temas que você quer discutir. Agora pensa isso, a gente já deixar pronto algumas personalidades sintéticas ali que dominem assuntos dos quais a gente não domina, convidar essas personalidades que têm o seu conteúdo altamente divulgado na internet como você mesmo mencionou aqui, sei lá, um Tim Cook, o próprio, vamos convidar direto aqui o founder da Microsoft para conversar com a gente, porque não, o Bill Gates, e sentar numa mesa de discussão com esses caras, pensa se a gente teria essa possibilidade. E hoje isso é possível. Amanhã, né? Se você quiser programar ali a inteligência artificial pra uma roda de discussão com esses caras, você consegue fazer. Então, pô, acabamos de criar aqui um hacking novo, ó, já vou copiar vocês e vou idealizá-lo.
Vamos fazer junto, vamos fazer junto.
Vamos, vamos.
Muito bom, pessoal. Pra fechar aqui, eu queria levar um tema que eu acho que tem muita relação com isso, mas eu vejo até como um futuro utópico ou distópico, depende de como a gente olhar pra ele. Mas dá pra inovar de forma autônoma? Ou seja, a gente consegue chegar em algum momento, a gente tem uma visão na Evo lá de que o funil é a nossa essência, a essência da inovação. Uma empresa que faz inovação corporativa tem essa imagem do funil, começar na estratégia. captação de ideias, priorização, geração de inovação. E a gente olha muito para como eu gero mais valor nisso, como que a gente acelera esse processo, como que a gente estimula o volume de entrada relevante. E aí a gente tem uma imagem nossa lá de futuro, que a gente olha para esse funil e coloca uma seta grande que sai do início e vai até o fim, representando uma velocidade muito grande, da ideia até aquilo estar implementado. E a gente tem chamado isso de inovação autônoma. Dá pra chegar nisso? Como é que a gente... A gente conversou um pouco aqui sobre o papel das pessoas nesse processo. Dá pra chegar e pensar que uma máquina acelera tanto que a inovação fica quase que autônoma?
A Miriam já trouxe o fundador da Microsoft pra mesa.
Olha só, eu até tinha refletido um pouco sobre isso e inicialmente eu ia ser pessimista, eu ia dizer que não, mas na nossa conversa aqui, eu acho que a gente já provou que sim. Um elemento que ainda vai evoluir bastante, eu acho, com a inteligência artificial, com a inteligência artificial generativa e agora conectando um pouco até com o transumanismo e robótica, é que a inteligência artificial ainda precisa partir para o mundo físico, ela ainda está presa ali atrás de uma máquina que demanda interação humana. E a hora que a gente colocar isso em androides, em robôs que interagem com a gente, que têm as próprias ideias e que são capazes de executar, de transformar o digital no físico? Cara a resposta eu acho que assim ainda muito distópico ainda talvez um pouco distante mas eu não sei o quão distante não. A gente tem visto empresas investindo fortemente nisso e criando esses robôs que hoje já são capazes de tomarem decisões de interagirem com emoções humanas de propor soluções até como assistentes ou companheiros, por exemplo, de idosos ou de pessoas com doenças, né? Por que não sentando numa mesa pra inovar dentro de uma corporação? Acho assim, tá um pouco distante, mas possível me parece ser, tá?
Eu vou te falar que eu saí com mais pergunta do que eu entrei aqui nesse podcast, tá? Porque a gente começou falando que a mente humana ainda é fundamental, a gente foi para as pessoas sintéticas e artificiais que vão nos ajudar, o poder da ferramenta. Aí eu fico pensando assim, é possível fazer esse funil acelerado? Eu ainda acho que não, porque não interessa se você vai ter o fundador da Apple, da Microsoft, do Google, tudo sintético, sentado virtualmente à mesa com você. Ele ainda vem de parâmetros e de um racional e de toda uma cadência lógica por trás da existência dessas pessoas artificiais que foram programadas para aquilo. faltador. E aí tem uma coisa que é mais louca ainda, que a gente tá falando de ideias e inovação de subjetivos, mas a gente tá falando do carro sem carroça. Mas por que tem o carro? O carro sem o cavalo? Mas assim, por que a gente tá falando de carro? Talvez não vai ter carro. E a gente sempre volta nesse mesmo ponto. Você tem que tirar o carro da informação. Então é difícil você trazer algo que foi criado e tem um racional estruturado ali, Sim, é sensacional, tá, gente? É difícil acreditar o quanto que esse negócio tá crescendo, tirando a parte humana de sensações e das dores, e tentando, e é difícil pra caramba, mesmo pra nós aqui, como é que a gente pensa Eu não quero o carro. Esquece o carro. Como é que eu vou fazer? Como é que a gente vai se locomover no futuro? Essa era a pergunta que você tinha que fazer. Não é um carro sem um cavalo, não é uma carroça sem... Cara, não. É alguma coisa que a gente vai se locomover. Então, eu ainda acho que a gente é parte dessa história. Não sei se vai correr sozinho, não, cara. Acho que a gente ainda vai ser parte fundamental e... E a inovação e a inteligência artificial vai permitir que a gente dedique mais tempo a questões filosóficas, as questões mais fundamentais, a inovação realmente disruptiva. Equivalente à agricultura, que quando começou a dar crescer e sustentar toda a aldeia, se sobrou várias pessoas que não precisavam ficar caçando, não precisavam ficar colhendo nada, elas ficaram à toa, naquele ócio criativo, começaram a olhar para o céu e começaram a entender que as estrelas saem de um lugar, o sol nasce sempre no mesmo horário, em cada ponto diferente. Cara, é um ócio. Alguém estava sendo alimentado, sendo cuidado ali para ficar olhando para cima e entender que o céu mexe. a gente vai ter talvez mais tempo pra ficar pensando em questões que... e se não tiver carro. Acho que a gente faz parte ainda.
Posso só adicionar uns centavos aqui? Tem um projeto que eu acompanho há algum tempo, que se chama Baby X. É um projeto criado na Austrália, que eles desenvolveram uma inteligência artificial para emular os sentimentos humanos. Então, eles estão alimentando esse bebê ou educando esse bebê para ter comportamentos e sentimentos humanos desde 2013, e se vocês verem os resultados atuais, vocês veem que realmente você fica na dúvida se a resposta, a maneira com que ele articula ali é um vídeo ou é uma realidade, é uma pessoa mesmo. E aí, cara, eu gosto muito de games, e eu joguei um jogo que me deixou em conflito existencial, tanto que ele originou uma tatuagem que eu tenho aqui, infelizmente a gente não tem vídeo, mas vocês estão vendo aqui, E o jogo se chama Detroit Becoming Human. E ele é um jogo onde você interage com a história e você vai criando o final daquela história. E ele fala sobre o conflito existencial entre os humanos e os androides que foram criados à imagem desses humanos, inspirados até nesse projeto que eu falei que é o Baby X, onde eles se parecem tanto com a gente que tem horas que você tem que decidir entre Eu salvo um cachorro ou eu salvo o meu Android, que tá ali o tempo inteiro comigo, me ajuda e tal? Cara do céu. Assim, eu terminei o jogo de uma maneira que só 3% das pessoas terminam, porque eu ficava o tempo inteiro na dúvida do tipo, e aí, eu apoio quem tá comigo o dia inteiro ou eu apoio a humanidade de fato? Convido vocês a jogarem.
É o filme Blade Runner, você tá jogando Blade Runner.
Cara, sobre a pergunta, eu tenho uma visão mais pragmática e outra um pouco mais filosófica. Eu vejo assim, a gente pode botar a AI para jogo em tudo. pra tentar substituir tudo, né, ou pra tentar executar qualquer tipo de tarefa. Mas eu acho que a gente vai se encontrar num cenário onde, assim, ela vai ser muito eficiente pra isso, ela vai ser mais ou menos eficiente pra isso, e isso ela não é tão eficiente, ser humano é melhor. Então, assim, eu acho que no futuro, quando a gente pensa sobre AI autônoma, inovação autônoma e tudo mais, cara, eu vejo que, em alguns cenários específicos, eu vejo que ela não só tem potencial como ela vai atuar. de maneira muito melhor que o ser humano. Talvez em cenários muito mais disruptivos, o ser humano tem dificuldade para tirar o carro da equação. Eu fico maluco pensando, o Alexandre foi falando, eu fui tentando tirar, senão eu deleto da minha cabeça, é o que eu vi. Então a AI talvez seja muito melhor para criar esses cenários futuros e ter esse tipo de discussão que envolve Não é nenhuma dificuldade de processamento de dados. É um processo de dados eventuais, futuros, que nem existem e que precisam ser criados, vamos dizer assim, para pensar em cenários futuros. Então, assim, eu vejo no futuro assim, a inovação autônoma por AI existe e a gente vai decidir onde a gente vai atuar com ela ou não. Inovação incremental, para mim, cara, você não tira o colaborador dessa equação. A AI não é unipresente, ela não está ali na linha de fábrica, ela não sabe quais são as dores e não tem os dados sensoriais, muitas vezes, necessários para conseguir atuar em cima disso. Então vejo como possibilidade, porém, acho que eu trouxe uma palavra aí, acho que entra a minha discussão filosófica, escolhas. Eu acho que nós como humanidades, como seres humanos, a gente não vai fugir de ter que tomar decisões relevantes. A gente quer, se for possível, tirar o ser humano da equação da inovação, a gente quer isso. Qual que é o impacto que isso tem? Eu acho que a gente não vai fugir de tomada de decisão, porque muita coisa vai ser possível. Muita coisa vai ser possível, não vai ser tão boa quanto o ser humano, mas talvez seja mais barato. E a gente vai ter que tomar decisões importantes, então acho que a gente tem que se preparar pra tomar decisões. E quem tá entrando na EI, não tá esperando chegar ali o momento, mas tá... aguentando firme ali, nem tudo vai ser muito bom, nem tudo vai ser da melhor qualidade possível, mas você tá ali, porque você não tá subestimando o impacto dela a longo prazo. Eu acho que essas pessoas vão ser as pessoas que vão tomar essas decisões importantes por uma unidade e a gente tá aqui nessa mesa discutindo isso e tomara que a gente esteja aí tomando essas ótimas decisões aí no futuro.
Bom, pessoal, ontem a gente encontrou aqui o Mário Sérgio Cortella, O grande filósofo, eu bati até uma foto com ele, tietei o cara Fiz ele ficar do meu lado, bati uma selfie E eu me senti aqui filosofando agora, viu? Foi muito legal essa conversa aqui A minha visão sobre isso é... Pô, eu não sei a resposta, obviamente, acho que ninguém sabe, não tem como saber Mas eu gosto daquela frase, né? O futuro já tá entre nós e só tá não uniformemente distribuído A gente tá vendo a indústria farmacêutica, por exemplo, conceber medicamentos novos usando hiágena nativa, né?
Dados sintéticos, né?
Dados sintéticos. A gente vê as próprias pessoas sintéticas encurtando o processo. De alguma maneira, a gente está chegando próximo dessa inovação. E eu gosto de pensar que, até puxando a sua visão final aqui, Alex, de que essa capacidade que a IA tem, de às vezes não ter um viés ou não estar preso a um cenário, pode nos ajudar a resolver de maneira muito mais rápida grandes problemas. Hoje a gente tem um grande problema que é mudança climática. A gente precisa de fazer uma transição energética. Imagine se a gente pudesse dar um salto para o futuro e trazer uma AI que resolve esse problema para a gente. Seria lindo esse mundo onde, como o Alexandre falou, a gente pudesse focar nas questões mais relevantes, mais importantes, mais da filosofia da nossa existência do que em resolver esse problema que tanto nos afeta. Então, Deixo aqui a gente com uma visão positiva, que eu acho que está todo mundo tendo aqui de que a gente pode construir algo muito melhor. Aí há uma ferramenta, e a gente... Eu acho que o humano vai estar sempre nessa posição ética de tomar as decisões necessárias e corretas para a gente estar indo pelo caminho correto. Tenho certeza que a humanidade vai levar a gente, como tem levado, sempre para lugares melhores. Queria finalizar aqui agradecendo demais a vocês por esse momento. Foi muito bom essa troca de ideias. Aprendi demais, tive ótimos insights aqui. Muito legal ver o que vocês estão fazendo já real, na prática, usando AI. Tanto o Alexandre quanto a Miriam, aqui na Evo também a gente tem feito nossos projetos e estamos olhando para o futuro de maneira muito otimista. Querem deixar uma mensagem final, Miriam?
O futuro se cria hoje, gente. Então eu gostei muito da sua provocação, Luiz. Eu acho que as coisas já estão aqui, já estão acontecendo. Então eu convido todo mundo a se empoderar cada vez mais, ser o gestor do contexto atual, se apropriar das coisas e criar esse futuro, porque está nas nossas mãos, é isso.
Eu vou deixar, vou pegar, deixa que o comentário que você fez, Luiz, você tem que viver a jornada, você tem que estar nela para pegar as oportunidades adjacentes. Você está olhando o potencial da AI, está vendo o potencial dessa nova tecnologia, e quando você olha ali a aplicação na indústria farmacêutica, você fala assim, cara, e se eu pegar isso e aplicar aqui? Então, quando você, o cara lá do filme dublado, alguém teve a sacada de transformar aquela tecnologia em algo para educação Então, você tem que estar vivendo essa jornada para capturar o potencial dessa ferramenta e, com pequenos ajustes, capturar as oportunidades adjacentes que vão aparecendo. Você tem que estar ali vivendo. Então, acho que a mensagem final é que você tem que embarcar nessa jornada. Não dá para ignorar que está acontecendo tudo há muito tempo, agora e rápido.
Então, acho que minha mensagem vai na mesma linha, tá? Foi uma fala que eu trouxe em alguma reunião de estratégia nossa, cara, a gente tem dois cenários no final do ano, ou a gente investe muito em AI e traz isso para o centro das nossas discussões aqui, ou a gente termina o ano arrependido de não ter feito isso. Então, cara, eu acho que esteja nessa mesa de quem está explorando o futuro já, de quem vai tomar essas decisões relevantes. Não subestime. Todo mundo tem esse feeling de que não é mais uma onda ali que vai passar já já. É agora. Não se arrependa no final do ano, no final dos próximos cinco anos de não ter começado agora a pensar sobre isso e tomar decisões relevantes sobre isso já.
Boa, pessoal. Quero agradecer também aos nossos ouvintes que ficaram aqui com a gente ouvindo até o final. Tenho certeza que a gente teve ótimos insights aqui. E traga os seus comentários também sobre o que você pensa sobre a agenerativa, como está moldando a inovação corporativa. Até logo, até o próximo episódio do Evo Bush. Um abraço a todos.
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