Ep. 17 - Inovação para a Transição Energética com Ana Clara Rena, Rafaella Fatureto, Augusto Venerando e Luís Felipe Carvalho
2 Jan 2026 · 39 min
Transcript of AEVO Boost Podcast episode (host Luís Felipe Carvalho) recorded at Web Summit Rio discussing 'innovation for the energy transition' with guests Rafaella Fatureto (EDP), Ana Clara Rena (Mova/Niterra) and Augusto Venerando (EDP/IDP). The conversation covers: the central role of innovation to decarbonize energy (noting ~75% of GHG linked to energy use), Brazil's comparatively clean electricity matrix (~80% renewable), opportunities to scale existing technologies (e.g., solar, green hydrogen), the need for supportive regulation and carbon markets, the importance of just and people-centered transition, and the role of partnerships between corporations, startups and universities. The episode also references Web Summit activities and calls for collaboration and innovation.
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Olá, pessoal, aqui é Luiz Felipe Carvalho, e esse é mais um episódio do Aevo Boost Podcast, onde a gente fala sobre pessoas transformando suas empresas através da inovação. E hoje a gente está aqui direto do Web Summit Rio, na estrutura aqui com pessoas muito especiais, para falar de um tema super relevante, que é inovação para transição energética. Aqui do meu lado, eu tenho o prazer de ter a Rafaela Fatureto, da EDP, a Ana Clara Renna, do Mova, da Niterra, e o Augusto Venerando, da EDP. Vou pedir para vocês se apresentarem, pode ser? Vamos começar, Rafa?
Boa, vamos embora. Luiz, muito obrigada pelo convite. É um prazer estar aqui com vocês no meio do Web Summit, falando de um tema que a gente gosta bastante. Muito obrigada, Ana Clara, também. É um prazer estar aqui contigo. Hoje eu estou como gerente executiva de inovação da EDP. E vamos embora, vamos ver o que sai aqui desse nosso bate-papo hoje.
É, bom, muito prazer estar com vocês aqui, viu, gente? A EDP já é parceiro de algum tempo da Niterra e do Mova. Bom, eu sou Ana Clara. Hoje eu sou responsável pela vertical de meio ambiente e inovação do Mova, que é esse veículo de aceleração e investimento que a Niterra do Brasil construiu, de fato, para tratar mais de pertinho todo esse universo de possibilidades possibilidades que a gente tem aí para meio ambiente energia agro saúde enfim a Niterra tem tentado expandir aí os seus negócios e a gente está tentando fazer parte dessa história.
Boa é bom tudo bem pessoal obrigado pelo convite Luiz e a Evo agradecemos aqui é parceria da Niterra aí como sempre né. E, bom, meu nome é Augusto, eu sou consultor de novos negócios na IDP e estou com a missão aí de olhar o futuro e ver como é que essa transição energética e tudo mais muda o nosso negócio também. Porque somos uma empresa de energia, trabalhamos com energia limpa, mas tudo vai mudar. Nós também, nós estamos trabalhando para isso e com parcerias, já dando um spoiler aqui, parceria essencial. Então, eu estou nessa função aí também de trabalhar com parceiros e prospectar lá os negócios. Então, é um prazer estar aqui. Obrigado.
Boa, pessoal. Um prazerão estar aqui com vocês. E esse tema é super importante. A gente está sentindo literalmente na pele o calor a todas as transformações que a gente tem passado. E talvez uma das partes que eu mais gosto do meu trabalho na área de inovação é essa capacidade que a inovação tem de transformar a vida das pessoas para melhor, transformar o planeta para melhor. E a gente sabe que nesse setor faz toda a diferença. Para a gente atingir as metas de mudança climática ou as metas de não mudança climática, a gente vai precisar de muita inovação. E o fato é que quando a gente fala de transição energética, ela tem uma relação direta com isso, porque 75% da emissão de gases do efeito estufa tem relação com o uso de energia. Então, desde o uso comercial, residencial, também o uso em processos industriais, em transporte, ela é super relevante. E aqui a gente está falando com pessoas à frente de empresas que podem ter um papel e têm um papel super relevante nessa transformação. Então, eu queria começar aqui trazendo um pouco a visão de vocês, ouvindo um pouco a visão de vocês sobre o papel da inovação para essa transição energética.
Como é que... Por que a gente.
Precisa de inovar se a gente quiser atingir as metas de não mudança climática?
Boa, posso começar aqui também só dando um panorama para falar um pouco da importância real da inovação nesse contexto como um todo? Se a gente olha o histórico, desde lá do início, quando a gente começou a trabalhar com eletricidade e a gente olha o tanto de fontes diferentes que a gente vê hoje, a gente vê que cresceu para caramba. Lá para trás a gente falava de óleo, de carvão, hoje em dia a gente já fala de uma diversidade absurda. Então a gente está falando aqui de um sistema que levou 150, sei lá quantos anos para ser construídos e agora para a gente atingir os nossos compromissos climáticos também, acordo de Paris e tantos outros que a gente tem, a gente vai ter que mudar isso tudo num curto espaço de tempo. Então acho que a inovação ela vem realmente para cumprir esse papel num contexto que a gente tem de crise climática, de contexto geopolítico tão diverso e tão impactante, a inovação precisa canalizar para promover essa mudança muito rápida na forma como a gente lida com energia. Não só falando das fontes, as fontes elas estão aí, a gente tem eólica, tem solar, então tem uma solução, mas a gente vai precisar também olhar para toda a questão de infraestrutura, então é um investimento bastante impactante também.
Bom, acho que uma coisa que é muito importante dizer também é o papel do Brasil como uma potência no sentido de propor essas energias renováveis ao mundo. A gente tem uma matriz energética muito diferente da matriz mundial. O Brasil é 80% aproximadamente sustentável na sua matriz, enquanto o resto do mundo tem esse perfil completamente diferente. Então a gente é um grande e relevante exportador dessas tecnologias e dessa inovação. E aí a gente está falando. da própria fonte energética, a gente pode falar eólica, solar, hídrica, hidrogênio, biomassa, enfim, a gente tem uma diversidade imensa, até os próprios resíduos orgânicos que a gente gera no dia a dia podem vir a se tornar fontes relevantes de energia, mas a gente está falando também dessa própria infraestrutura, o Brasil hoje hoje consegue implementar essa essa matriz energética essa disponibilidade de energia inclusive na sua regulação que é um ponto importante para a gente discutir também. Acho que a própria inovação ela precisa às vezes lidar enfim e conseguir superar alguns desafios que são muito grandes e relevantes. E aí o Brasil eu acho que a gente precisa se colocar muito bem e entender o papel que a gente tem para o mundo também como esse exportador de inovação de fato.
Sim, e só adicionando um outro tema muito importante quando a gente fala de transição energética, é ser uma transição energética justa. A gente não pode esquecer e deixar para trás as pessoas e quem tem acesso ou não a energia. E quando a gente fala acesso a energia, não é só quem tem energia elétrica ou não. mas a excessa energia confiável limpa e barata. Então a gente tem no Brasil hoje o lado bom e o lado ruim. A gente está vivendo tudo ao mesmo tempo agora. Então novas tecnologias a gente está onde o mundo quer estar. A maior parte da matriz energética é limpa. Então a gente tem chance de protagonizar a transição energética e não podemos esquecer que ela tem que ser justa. E isso passa desde o acesso à energia, tecnologia, infraestrutura, mas também à informação. Então quando a gente fala numa situação onde eu vou começar a poder escolher onde eu compro energia, de quem eu compro e como eu compro, eu arrisco a dizer que 99% dos brasileiros não sabem quem fornece energia ou sabe na hora que a energia falta. Então coisas desse tipo. Então eu acho que aqui a inovação vem também para agregar uma outra visão que não é comum no setor elétrico que é pensar em como que a gente aproxima as pessoas do setor. Hoje a gente fala infra é importante tecnologia é essencial mas é aproximar as pessoas do setor elétrico e da temática de transição energética é essencial. E a inovação vem para isso também. Acho que tem que colocar as pessoas no centro, colocar as pessoas como protagonista do setor. É um desafio. Não é todo o país que conseguiu fazer isso. Arrisca dizer que a minoria conseguiu fazer isso. Mas a gente como inovação e na IDP a gente fala muito disso. Como é que a gente traz as pessoas para perto e coloca as pessoas no centro da discussão, do planejamento e da difusão e aplicação dessas tecnologias. Tem um outro grande desafio aqui que não é só tecnológico e também é comportamental e cultural, não só no Brasil, mas global, mas aqui a gente tem privilégios de ter uma matriz já limpa, meio caminho já foi, então a gente já não parte do zero, a gente parte bem avançado, então é muito animador, eu brinco que é o melhor setor para trabalhar hoje em dia. porque é o que está inovando mais é o que precisa inovar mais e mais rápido e tem muita oportunidade. Então está bem animado com os desafios mas é isso acho que a inovação tem esse papel também de aproximar outros setores e aproximar as pessoas.
Excelente. A gente acabou trazendo o Brasil aqui para o contexto e como a Ana falou bem a gente tem uma matriz muito limpa aqui dentro. E aí eu voltando para o tema inovação, como que ele se relaciona com isso, até estava conversando aqui antes com a Rafa e ela trouxe, até depois fala um pouquinho sobre isso, Rafa, mas a inovação tem um papel até de fazer, dar escala a algumas tecnologias. E tem uma tecnologia que é super promissora, que é o hidrogênio verde. E juntando o fato do nosso elétron já ser essencialmente verde, o elétron que passa no nosso cabo em geral é verde, ou majoritariamente é verde, parece que o Brasil tem um espaço legal para desenvolver e juntar uma necessidade do mercado com uma grande transição de capital. A gente viu o Ray Dalio falando na COP de 5 a 10 trilhões de dólares por ano. de investimento necessário para fazer a transição energética. Será que o Brasil pode ser um grande celeiro de inovações nisso? Quer comentar um pouquinho sobre isso, Rafa?
Bom, Aloysio, a gente acredita muito que o Brasil é um grande celeiro de oportunidades para a inovação na transição energética e o que a gente estava falando era muito relacionado realmente à descarbonização, que existe ainda. A gente não tem noção, mas hoje quando olham os números de descarbonização, 70% do abatimento de CO2, ele vai ser possível com 15 tecnologias, que são tecnologias já existentes. Então não é problema você encontrar essas tecnologias. O grande ponto aqui agora é o momento da escala. E é um fator muito semelhante ao que a gente viveu, por exemplo, com a energia solar. Há 10, 15 anos atrás, a energia solar, ela tinha um custo muito elevado. E por conta do ciclo normal da inovação, ela realmente passou por esse período de ter o seu custo tornando-se mais acessível e hoje o Brasil está aí despontando na implementação de energia solar como um todo. Enfim, acho que isso tudo é para dizer que realmente a gente vai investir em escala. Esses trilhões são necessários para a infraestrutura, mas a tecnologia já existe. E quando a gente olha hidrogênio verde, a EDP tem um protagonismo grande também na história do hidrogênio. A gente partiu a primeira planta aqui fez uma molécula dezembro do ano passado, dezembro de 22 na verdade a gente partiu, e é uma tecnologia emergente, então o Brasil tendo esse protagonismo muito por conta dessa produção do hidrogênio, ela ser mesmo de uma matriz limpa, que é a diferença grande do hidrogênio verde hoje, verso de outras fontes. E o Brasil é despontano realmente, né? Então, ainda tem muita incerteza com a cadeia do hidrogênio, acho que dos próximos anos que a gente vai acompanhar, são realmente essa evolução, é o transporte, são os modelos de negócio, onde que a gente vai produzir, tem muita coisa ainda a ser descoberta. Mas muito estudo, muita evolução. A gente recentemente na EDP assinou também o MOU com a ArcelorVital para começar a estudar a aplicação disso e estar próximo de parceiros. Outro ponto que eu acho que o Brasil sai também na vanguarda é realmente essa nossa capacidade de trabalhar em ecossistema, de trabalhar em parcerias. Estamos aqui hoje com a Aniterra, grande parceiro também. A gente tem uma usina solar aí em conjunto e a gente particularmente acredita muito nesse modelo também que eu acho que nós brasileiros trazemos isso também desde desde cedo.
Justamente assim eu acho que um ponto importante para a gente pontuar é o papel dessas companhias em provocar e puxar essa inovação. Bom hoje a Niterra comentando um pouquinho a Niterra do Brasil ela é detentora dos grupos NGK e NTK e aí são produtos que vão falar justamente vão tocar muito próximo nesse assunto de descarbonização. A gente está falando de uma vela de ignição de combustíveis em sua maioria fósseis mas também outros biocombustíveis também se utiliza a vela para fazer essa ignição. E aí hoje a Niterra do Brasil especificamente constrói e desenvolve o MOVA com esse braço de fato para fomentar essa inovação. Então hoje internamente por exemplo a gente já tem aqui a gente tem diversas verticais que tentam de fato entender e estudar muito mais esse mercado a partir da inovação. A vertical de meio ambiente e energia hoje a gente tem diversas teses descarbonização, resíduo e água já aí procurando inclusive por soluções relevantes. Mas o papel dessas companhias é de fato viabilizar esses investimentos. Então por exemplo essa parceria com a EDP é super relevante. A gente está falando aí de 210 megawatt gerados que hoje são extremamente necessários para a própria fábrica e etc. Mas a gente consegue aumentar esse valor. E aí, além disso, é de fato, e aí eu acho que é uma opinião muito dessa área de meio ambiente e energia, quanto mais a gente conseguir diversificar essas fontes, menos dependente a gente fica de, enfim... restrições, riscos a qualquer tipo dessas fontes. Então, é muito bom a gente construir, investir, desenvolver e puxar essas novas tecnologias, enfim, startups, projetos, universidade, o que for, em viabilizar e escalonar de fato essas tecnologias, essas diferentes fontes que podem atender a esse potencial Brasil e a necessidade de energia que a gente tem enquanto país. Acho que as companhias têm um papel muito importante em provocar de fato, provocar o poder público, provocar a universidade, fomentar esses projetos E aí isso é uma coisa que eu acho... E aí eu vou puxar a sardinha para o meu lado. Acho que a área ambiental, de uma maneira geral, ela permite que essas relações sejam, de fato, muito genuínas e num propósito legal, num propósito de futuro mesmo. A gente está falando, enfim, de diferentes parcerias, às vezes para recircular água, às vezes para reduzir a emissão, seja na matriz energética, seja no seu próprio processo produtivo. E aí essas diferentes parcerias entre grandes e pequenos atores, elas são de extrema valia e eu acho que é o futuro mesmo. É o futuro do clima, é o futuro da nossa sociedade e é por aí que eu acho que a gente tem que caminhar.
E eu acho que você tocou num ponto muito importante também, que energia também é autonomia. A gente experimentou, a gente percebeu, acompanhou agora o contexto todo geopolítico na Europa, tendo que voltar atrás de algumas usinas a carvão, algumas usinas térmicas por conta desse contexto. Então é questão de você realmente diversificar, você apostar suas fichas em diferentes pontos, mas sabendo que a gente vai ter que tratar cada vez mais essas temáticas com autonomia e com essa consciência ambiental também para conseguir atingir todos esses objetivos.
Deixa eu puxar um gancho nisso que você falou agora, Rafa, porque na Europa a gente viu uma um aumento muito grande de energias renováveis num período de tempo que não se imaginava que fosse possível. A Europa dependia muito de carvão e o solar e a eólica ultrapassaram num tempo muito rápido. Ou seja, teve um evento externo aí, geopolítico, que movimentou isso. E aí eu quero puxar aqui o papel da regulação e do governo. Vocês acreditam em algum nível que existe transição energética sem regulação do governo ou a mão do governo é necessária, seja na precificação do carbono, no incentivo? Você quer falar um pouco sobre isso, Augusto?
Acho que aqui vai soar estranho porque eu trabalho em inovação e eu vou elogiar a Anel aqui. Todo mundo fala isso, quem trabalha com inovação não gosta do regulador, mas não é. Acho que a regulação é necessária, ela tem que ter. Setores de infraestrutura, estruturantes e tudo mais, precisam ser regulados de alguma maneira. Porque não é só uma questão de serviço, é uma questão estratégica para o país, é uma questão que mexe no bem-estar das pessoas, e precisa ser regulado. O quanto é regulado, aí sim a gente pode discutir, e a gente pode entrar nesse mérito, e cada um tem a sua opinião, e cada país tem o seu modelo. Mas a inovação precisa trabalhar com essa regulação, a gente precisa estar perto. E a experiência que eu tenho, e aí falando, Augusto, trabalhando na inovação da EDP, é muito boa com a Nel. A Nel tem o seu tempo, A regulação tem o seu tempo. A gente tem que entender que, às vezes, não é o tempo do mercado e a gente precisa batalhar que eles sejam mais próximos do tempo do mercado. Então, é a nossa função empurrar a regulação, porque quem tem que nos servir é a regulação e não o contrário. Se eu quero fazer algo e a regulação não me permite, a minha função é entender o porquê e, se eu não concordar, é trabalhar para mudar a regulação. E, felizmente, nós temos espaço muito bom na Anel para discussão. Então como eu disse tem o seu tempo a gente pode discutir aqui se é rápido ou não mas a gente tem um espaço e uma abertura muito grande na Anel para discutir e é ótimo esse esse essa dinâmica que tem acontecido no Brasil e a Anel entende a necessidade da transição energética e como essas novas tecnologias mudam a regulação do país. Não só a Anel a gente centraliza no órgão regulador mas tem outros a ONS, que é a Operadora Nacional do Sistema, e outros órgãos que trabalham, que são órgãos de governo, mas que trabalham no setor e que estão abertos e trabalhando para a inovação e para ajudar essa transição energética. Então quando a gente vê, por exemplo, o caso da Europa com a guerra na Ucrânia e outras guerras lá que nos últimos três anos tem atrapalhado toda essa dinâmica, a regulação é um papel fundamental para acelerar ou dar um freio dependendo das tecnologias e afins. Então a gente vê o movimento da Europa que apesar de ter freado seus investimentos em energia renovável, a gente vê que eles estão buscando alternativos. Então mais do que nunca não existe bala de prata, não é o hidrogênio que vai resolver o mundo, não é a energia solar que vai resolver o mundo, não é a energia eólica, é o conjunto de tudo. E trabalhar para fazer a orquestra tem que ter um maestro e a regulação faz esse papel. Então, isso é muito importante, ter a via de duas mãos. Então, as empresas e a regulação, o governo, trabalhar junto para a gente conseguir acelerar as coisas.
E eu acho legal comentar, existem alguns estudos que hoje enxergam a política ambiental de um país quase como a nova lei protecionista. Essas leis que te protegem, protegem o seu mercado, protegem o seu negócio. Então acho que a regulação, além de tudo, acho que é importante, ela traz segurança até para esse processo. ela traz segurança para um país frente a um mercado muito diverso de diferentes tamanhos competitivo. Então além além do fato dela própria dela regular como é que aquilo vai acontecer internamente em termos de incentivo em termos de segurança da própria tecnologia para uma população meio ambiente, a gente tá falando de recursos naturais, existem competições aí, uso público, uso industrial, enfim, então são vários fatores muito delicados que estão ali competindo e coexistindo ao mesmo tempo, então além dessa segurança da própria tecnologia, de como ela vai rodar, como é que ela vai ser, enfim, toda a sua articulação enquanto país é de fato Como é que o país, por exemplo, o Brasil, se porta como fornecedor de energia mundial, fornecedor de energia limpa. Isso hoje é um valor de mercado. Você é mais valorizado se você é menos carbonizado, se você é mais limpo. Então, enfim, isso hoje é um fator muito preocupante. importante e que a regulação ela vem aí também dando risco.
Eu vejo muito isso também, Ana. Eu não venho do setor elétrico, eu tenho dois anos no setor elétrico e o que eu percebo, talvez no começo eu achava que a regulação ia funcionar mais como uma barreira, mas eu acho que no caso do nosso setor e muito do jeito como a gente trabalha com o nosso time regulatório, é o regulador sendo um viabilizador de muitas coisas dentro da inovação. Então a gente está falando aqui de uma matriz que está muito diversa que por isso vai depender de muito investimento na rede e são investimentos astronômicos que por conta dessa organização da ANEL e do agente regulador a gente consegue viabilizando. Outro ponto que eu acho que percebo aqui no Brasil que a gente comenta bastante é existe uma consciência que o Brasil é uma potência. como ambiental como um todo e existe uma continuidade dessa pauta do agente regulador independente do governo em questão que também é muito fundamental para trazer estabilidade. Agora voltando um pouco na sua pergunta eu acho que quando a gente tiver um mercado de carbono regulado o mercado de carbono acontecendo estruturado no Brasil, aí isso vai puxar muitas coisas, porque hoje o que a gente percebe são grandes empresas que têm de fato sua estratégia toda pautada em sustentabilidade e com isso também conseguem, por exemplo, Mani Terra indo atrás de uma energia solar para sua planta. Ainda não está pegando no bolso, o financeiro é um fator, mas aqui por conta da estratégia corporativa é outro, mas quando vier o mercado de carbono regulado isso vai ser muito diferente. vai se tornar custo e aí também isso vai ser acelerado. Então acho que vai ser uma oportunidade ainda maior como inovação e que vai ajudar também na questão de escala. Eu acho que nós como time de inovação precisamos já estar olhando para novos modelos de negócio que vão acontecer no setor de energia quando isso acontecer e isso ser um viabilizador ainda maior de tudo que a gente está falando de transformação.
E isso conversa muito com o que você trouxe de a inovação dando escala para tecnologias que já até existem, mas que ainda não são capazes de fornecer tudo o que a gente precisa. Eu vejo hoje a Europa muito à frente disso, tendo muita regulação, inclusive afetando a gente agora com o mecanismo de fronteira, que começa alguns setores a ser precificado na exportação para a Europa, o aço, por exemplo. E aí, nessa hora que você tem algum mecanismo, é claro que também a mão não pode pesar demais, senão ela impacta de outras formas, né, inflação e tal, mas um processo que tem o papel do governo, inclusive para ajudar a viabilizar a tecnologia. E aí, voltando a esse tema de tecnologia e também ao Brasil, como é que vocês estão vendo, e aí eu vou trazer aqui a inovação aberta um pouco para a conversa, o cenário tecnológico de startups, universidades e essas parcerias para chegar lá, vendo como é que está.
Agora, se está maduro ou não e.
Se está se transformando ou não. A gente está desenvolvendo tecnologia aqui dentro para isso. Quem quer começar a falar um pouquinho sobre isso?
Bom, eu vou, enfim, eu vou começar aí porque a gente está, de fato, atualmente buscando ativamente por essas soluções. E aí eu falo de uma maneira geral, meio ambiente. Quando a gente, em termos de energia, o fato do Brasil já ser considerada uma potência. A gente já tem uma história de energia renovável que vem de muito tempo atrás. Isso é muito por uma característica tropical e regional que a gente tem. A gente tem muita fonte energética disponível. A fonte hídrica utilizada no Brasil vem anterior a 1950, a gente já usa. As grandes mineradoras já utilizavam a energia hidrelétrica lá na década de 20. Bom, mas o que pega aqui pra gente é, e aí eu acho que cai muito nessa questão de escalabilidade. A gente tem tecnologias muito interessantes, muito relevantes, mas que ainda tem dificuldade de se construir enquanto negócio. de serem maduras enquanto negócio para dar conta de uma demanda imensa que está batendo na porta. Então isso é energia a gente já está muito mais maduro. A gente tem hoje um crescimento muito grande de soluções que vão tentar vincular o mercado livre ao consumidor final de energia por exemplo. E aí isso inclusive puxa outros tipos de energia que podem ser jogadas na rede, comercializadas, etc. Mas em outras soluções, a gente pode estar falando de descarbonização, de recuperação de algum tipo de resíduo ou de recirculação de água, enfim. Existem tecnologias, existe muita coisa dentro da universidade Mas a gente está nessa barreira ainda de construir e constituir isso enquanto negócio e que seja fácil de ser descalado e que consiga penetrar em diferentes setores. A gente está falando meio ambiente e energia são transversais. Descarbonização é transversal. Você fala isso desde o fornecimento de um serviço de uma micro empresa até uma mineradora imensa gigante lá em Minas Gerais, por exemplo, Minha Terra Natal, saudades. Mas enfim, o que eu quero dizer é isso, eu acho que talvez, e aí nós enquanto companhias com diferentes expertise, uma experiência de terra tem uma experiência de 65 anos no Brasil. Como a gente pode contribuir com isso? Como é que a gente pode viabilizar esse amadurecimento, esse crescimento? São parcerias de diferentes, e aí eu acho que é isso, quando a gente.
Pega uma empresa de energia.
Pega uma logística e uma empresa de peças de automóveis. Como é que a gente, cada um na sua expertise, na sua experiência de 65 anos ou mais de mercado, naquilo que já viveu, enxerga essas startups? Como que a gente consegue contribuir para que aquilo que a gente entende, tem super possibilidade de crescimento enquanto negócio, faturamento, como é que a gente pode contribuir para aquilo como negócio? Acho que tem muito disso, acho que a maior dificuldade que hoje a gente enquanto incentivador e investidor dessas novas, dessa inovação da tecnologia, é de fato localizar essas startups que estejam maduras para receber uma demanda que muito em breve a gente vai precisar atender. E aí a gente está falando de riscos mesmo, que nós enquanto investidores a gente corre. Então acho que é por aí.
E acho que tem um ponto muito relevante também da gente, as grandes empresas de energia, também deixar o setor mais atrativo. Acho que por muito tempo foram empresas muito fechadas, muito conservadoras, não tão abertas para a inovação aberta. Isso vem mudando. A EDP tem o primeiro CPC de energia aqui no Brasil, 2018, que a gente constituiu. Lá era muito mais mato do que é hoje, acho que hoje a gente tem startups maduras, mas o que a gente observa é que, por tanto que a energia representa para o PIB, isso não é percentual com relação à quantidade de startups aí conectadas com o nosso setor. Talvez por um tempo também que a gente olhou muito só a Energetic, não olhou talvez outras tecnologias que têm startups maduras que possam atender e deixando assim o nosso setor mais atrativo para conseguir plugar. Mas essa é a nossa responsabilidade realmente de fazer acontecer, de abrir as portas, de olhar o setor de uma maneira mais abrangente, a gente conseguindo plugar tecnologias, a gente trabalhando muito cultura de inovação para que os negócios consigam absorver, consigam testar, consigam experimentar. Acho que a gente tem mudanças também do regulador relevantes nesse contexto. Tem um incentivo fiscal também, uma percentual da receita que as empresas de energia devem investir em inovação. Isso no último ano teve uma abertura também para trabalhar com inovação aberta. Então, existe um movimento grande com relação a isso, a gente também como empresa apostando cada vez mais, mas acho que a gente precisa também, e esse é um ponto que a gente tem trabalhado muito lá, que é tornar o setor mais atrativo, olhar soluções de uma maneira mais ampla, trazer, conectar outras... startups que não só a Energetec, não só a Cleantec que consigam trazer. Porque realmente, abertura de mercado, novos modelos de negócio com uma geração distribuída, abre muita porta para startups que conseguem pensar nesse contexto. Mas a gente acredita muito que é mais que isso, que tem muitos desafios técnicos que outras startups consigam resolver.
Acho que aqui tem dois pontos. Olhando para o mercado de startups e afins, eu acho que a gente pode fazer uma comparação, a grosso modo, quando a gente olha as fintechs. O que aconteceu com as fintechs? O mercado financeiro tirou barreiras de entrada. Muitas barreiras de entrada caíram, ainda o setor super regulado, ainda o setor super controlado, obviamente tem que ser. mas muitas barreiras de entrada caíram. E a gente percebe que nos últimos anos no setor elétrico também tem acontecido isso. Pelas mudanças do mercado mesmo, quando a gente fala de um mercado liberalizado, daqui a alguns anos, questão de tempo, novas energy techs e clean techs vão surgir. É um mercado por si só, muito capital intensivo, então é difícil você ser uma energy tech e captar investimento. É outra ordem de grandeza. E quem que assume o risco de investimento desse numa energy tech? O risco é como uma startup qualquer, mas E aí, estou falando de 10, 15 vezes mais do que uma Fintech, por exemplo, necessidade de investimento nos primeiros anos de tecnologia. Então, acho que é uma tendência de queda de barreira de entrada, um risco mais controlado no mercado. Para quem é de fora do setor, parece que eu estou falando besteira aqui, mas quem está ali no setor percebe essas mudanças e tem muita oportunidade aqui. Em outro ponto, indo... um pouquinho aqui para o lado da academia e tudo mais. Acho que talvez o setor elétrico hoje esteja sofrendo o que outros setores já sofreram ou sofrem ainda mas o setor talvez sofra um pouco mais da falsa dicotomia de ou sou acadêmico ou eu penso em mercado. É uma dicotomia que foi criada uma cultura que foi criada que ela é falsa. Não tem como, não tem como isso existir e a gente está lutando contra isso. Então é quase uma profecia autorrealizável. O negócio assim, quem entra na academia já sabe que não vai trabalhar no mercado. Então eu estou precisando de tecnologia porque eu não estou olhando o mercado. No modelo de negócio eu não vou nem olhar. Alguém olha. Quando eu tiver a tecnologia pronta aqui, alguém vai olhar. Então a pessoa nem se interessa. Então, acho que aqui a gente tem esse papel também, como empresas do setor ou não diretamente do setor, de fomentar isso e mostrar que não, mas espera aí, eu consigo pensar no modelo do negócio desde a concepção da tecnologia e não separar as duas coisas. Acho que isso é muito importante e é papel das empresas fomentar isso. Então, se aproximar das universidades, eu trabalho muito com universidades também e eu percebo que tem universidades que Não querem conversar sobre isso e pronto. Só quer o investimento na tecnologia e tudo bem segue a vida. Tem outras não que a gente já vê o professor já. Olha eu não sei mas eu preciso ter alguém aqui olhando o modelo de negócio aqui para me ajudar. E aí a gente traz os nossos especialistas da empresa e conecta faz o papel de cultura de inovação da empresa também ali para conseguir fomentar isso. Então é um papel também de aculturamento ali da academia e do mercado de aproximar os dois lados.
E é tão bom quando consegue aproximar a universidade, a pesquisa do negócio. A gente consegue realmente ver coisas fantásticas sendo criadas e acontecendo. Pessoal, a gente está aqui no Web Summit. Tanto a EDP quanto a Niterra têm stands aqui. O que vocês estão trazendo de novo aqui para o stand? Fala um pouquinho dos projetos. O que vocês estão mostrando?
A EDP tem uma parceria com o Habs Summit internacional, global, então a gente está presente também no evento lá em Lisboa e aqui no Rio a gente não podia estar de fora. Ano passado estivemos por aqui também e esse ano a gente veio com uma abordagem diferente. Acho que do mesmo jeito que hoje a gente está aqui falando de energia nesse podcast, a gente também está falando de energia lá no nosso stand. Energia é um tema transversal, então a gente precisa deixar ele mais fácil de ser entendido para que essas pessoas se empoderem sobre ele e comecem a agir. Seja num ecossistema de inovação aberta, seja a gente nas corporações ou a gente dentro de casa. Então a gente tá fazendo muitas talks no nosso stand, então a gente tá falando sobre temáticas relevantes, tá falando sobre IoT aplicado à energia, transição energética, inteligência artificial não poderia ficar de fora também, tá falando sobre inovação de impacto, que tanto de energia que a gente pode realmente trazer para esse público que aqui é onde acontece, é onde se fala de tendência. E a gente também tem alguns projetos que estamos mostrando lá no nosso estande, é importante materializar a inovação além do pio, além do elétron ali rodando, seja ele sendo hidrogênio, seja usina hídrica, né? Então a gente tem diversos projetos, são rotativos por ali, mas estamos levando nossos projetos de solar de manutenção solar, então tem lá um robô também de limpeza autônoma para placas solares a gente está levando nosso produto solar digital, que é um produto de geração distribuída e diversos outros lá, trazendo um pouquinho hoje inclusive eu acho que amanhã vai ter o hidrogênio por lá então quem ainda não passou, vale a pena também passar por.
Lá Bora pular bem!
Pular bem!
Nossa, eu fiquei... Olha o olhinho brilhando aqui!
Então, só complementando rapidinho sobre a IDP. O que a gente tentou esse ano é fazer algo diferente e trazer temas que não sejam só energia. Energia não é só fio e poste. Energia é legal, gente.
Legal demais.
A gente tentou trazer muito isso e, como a Rafa falou, acho que são temas que está todo mundo falando, AI e tudo mais, mas aplicado ao setor de energia. Então, estamos tentando também fomentar a discussão. A gente não sabe de tudo, né? Então a gente fomenta a discussão porque a gente quer ouvir e aprender. Então acho que é muito isso, é troca. E é o que a gente mais gosta de fazer, não é só porque é da inovação, mas eu acho que a RDP como um todo, a gente está mais para aprender do que para ensinar. Então a gente está trazendo esses temas também para aprender e fomentar a discussão e trazer para o mundo da energia também.
Bom, o Mova vem para o Web Summit numa procura intensa. A gente, nos últimos meses, construiu algumas teses diretamente ligadas às nossas verticais de inovação. Então, a gente está falando de agronegócio, a gente está falando de saúde, meio ambiente, energia e mobilidade. Então, nesse Web Summit 2024, a gente está, de fato, na procura. O nosso estande a gente está conversando muito a respeito de cada uma dessas teses para o caso de meio ambiente e energia a gente está falando de uma tese de descarbonização olhando com muita atenção para dados para de fato conseguir converter informação Bruta informação estratégica para o futuro da desurbanização. A gente também tem teses de água e resíduo. Muito também, vou ser muito direta, mas a gente está falando de recircular esses recursos. O meio ambiente está diretamente ligado aos sistemas econômicos, não tem jeito. Um depende do outro e um impacta o outro. Então as nossas teses também... Estão diretamente voltadas para esses recursos, recuperação desses recursos. A gente ainda está com chamadas abertas. Então, atenção as startups que estão me ouvindo. Mas a gente tem uma chamada aberta em saúde, em parceria com a Eredspiel. Então a gente está aí procurando, enfim, acho que o mais legal é de fato a startup tentar entender, mas a gente tem um desafio e um olhar muito atento às doenças crônicas pulmonares. A gente está procurando alternativas para de fato reduzir custo de internação. desospitalizar esses pacientes que hoje passam por toda essa dificuldade de saúde. Então a gente tem um desafio olhando muito para isso. A gente tem um desafio em agro também de ar generativa para a agricultura tropical. Então assim por favor acessem o nosso site as nossas redes. E a gente tem muita coisa pra trocar e a gente tá muito interessado em, de fato, fomentar e fazer acontecer essa inovação. É importante pra gente, é importante pro futuro dos negócios e da própria sociedade, né? Acho que é isso.
E você, Luiz? Porque eu passei lá no estande da EBR e tem muita coisa bacana também, né?
Ótima pergunta, hein, Rafa, gostei da verdade. A gente também inova, viu? A gente na EVO está com um stand levando IA generativa para a inovação corporativa. A gente está fazendo vários testes legais com clientes, já temos produto com IA generativa integrada. Estamos muito animados com o que vem por aí na inovação. Acho que a IA pode mudar completamente. Aliás, eu não tenho dúvida de que em alguns anos a IA generativa vai mudar completamente. Impressionante, né?
Como é que penetra em qualquer área. Qualquer uma você consegue.
Qualquer área, usuários sintéticos, produção de inteligência inicial, tem muita coisa boa por aí. A gente até discutiu recentemente em outro podcast, será que no futuro a inovação pode ser muito mais autônoma que hoje? Eu acho que sim. E eu acho que ele pode, inclusive, nos ajudar com soluções para desafios como de transição energética. Imagina se a IA pudesse... E é.
Interessante, isso é uma coisa que a gente discute muito lá enquanto time, né? Por exemplo, como é que a transição energética vai dar conta de toda essa tecnologia em nuvem. A gente está falando de um consumo de energia altíssimo. Então existem desafios que estão por vir ainda que a gente ainda nem mapeou.
Com certeza. Pessoal, adorei esse papo com vocês, muito legal conversar. Esse tema, na verdade, para mim é muito caro, porque tem dois filhos e eu quero que eles vivam num mundo bom daqui a uns 50 anos, e meus netos, e a gente quer que isso aconteça. A gente dá uma jeita. E eu tenho certeza que a inovação vai ser uma das grandes molas propulsoras que vai impulsionar a gente para chegar lá. Eu queria só pedir para vocês uma mensagem final. Vamos rodando aqui, como é que quer começar, Rafa? Uma mensagem final aqui para quem está nos ouvindo.
Acho que é esse empoderamento, a inovação no final das contas é sobre pessoas, é sobre a gente realmente arregaçar a manga e fazer acontecer, porque o futuro só depende da gente.
Bom, no meu caso eu sou uma defensora convicta de parceria, eu acho que assim, ainda mais esses desafios que a gente ainda tá tentando entendê-los, entender o O impacto disso, eu estou falando também muito de uma visão ambiental, da nossa nova relação com os recursos, as parcerias elas são muito importantes, a troca, entender o que eu tenho de expertise, de experiência e que isso pode contribuir. como eu posso contribuir com outro, com outro negócio, com outro startup. Enfim, eu acho que a gente tem que buscar intensamente, de uma forma bem séria, essas parcerias e tentando aproximar cada vez mais esses diferentes players.
Com certeza, só não tem muito o que falar depois de tudo isso. Mas acho que tem uma frase muito batida que todo mundo fala mas que eu acredito muito é que a gente tem que trabalhar sempre para um mais um ser mais que dois. Então é como a Ana falou acho que essas parcerias como a Rafa destacou Transição energética é um problema global, é um problema estruturante, ninguém vai resolver sozinho, nenhuma empresa vai sair na frente e vai pegar o mercado todo. O bolo é muito grande para comer sozinho, essa é a verdade. Então, a gente aposta muito em parcerias e é essencial trabalhar junto. E não é setor elétrico trabalhando no setor elétrico, não é setores com silos e afins, é trabalhar para trocar ideias. Então, eu gosto muito mais de ouvir do que falar, apesar de não parecer que eu falo bastante. Mas é mas é isso e eventos como Web Summit e outros eventos da XSW para falas maiores mas tem outros menores também são para isso para trocar para fazer parceria seja nos formais ou não. Mas é ouvir muito aprender muito e se aventurar em outros setores. Então não é só porque eu sou do setor elétrico que eu não vou me aventurar em uma discussão sobre fintechs e afins. Se aventurar porque eu tenho certeza que a gente pode agregar sempre e é só estar aberto para agregar que a gente sai melhor do que entrou em todas as discussões. Então é isso.
Bom demais pessoal. Rafa, Ana, Augusto. Prazer estar com vocês aqui. Muito obrigado por participarem do podcast. E para o nosso ouvinte que está com a gente também, muito obrigado por estar aqui. Comenta aí também o que você acha sobre essa inovação na transição energética, o papel, as relações de parcerias. Se a gente vai ter um mundo melhor, eu acredito que sim. Sou bem otimista com isso. A gente sempre acha um jeito para chegar lá. E é isso, pessoal. Um abraço a todo mundo e até o próximo episódio do Evo Boost.
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