Ep. 2 - Como fazer inovação em Horizonte 1? com Daniele Lopes, Luís Felipe Carvalho e Alex Ribeiro
2 Jan 2026 · 67 min
Portuguese-language podcast (AEVO Boost Ep. 2) hosted by Luís Felipe Carvalho with guests Daniele Lopes (Innovation PMO, SLC Agrícola) and Alex Ribeiro (AEVO). The episode explains the Three Horizons framework and focuses on Horizon 1 (H1) — incremental innovation around a company’s core. Daniele describes how SLC Agrícola (45 years old; >4,000 employees) structured a recent innovation area and runs programs such as Ideias e Resultados (intra-entrepreneurship) and Agroex (startup connection) to capture employee ideas and run pilots. Examples include digital field notebooks, precision agriculture (saving inputs/time), cattle counting/weighing, carbon sequestration measurement, and worker safety/fatigue detection. Alex emphasizes the value of employee-sourced ideas for process innovation, the 70-20-10 budget rule (Google example) and the role of open innovation to accelerate H1 projects. SLC reports >60% pilot-to-scale conversion and an estimated R$25 million gain from agriculture-digital initiatives in the prior year. The episode closes with practical advice: align innovation to strategy, dedicate people to innovation, and engage employees.
Questions this episode answers
September 28, 2022.
SLC Agrícola is about 45 years old and has more than 4,000 employees (in the agricultural business).
More than 670,000 hectares.
SLC reports more than 60% of pilot/POCs progressing to wider deployment.
About R$25 million (from precision/agriculture-digital initiatives).
Chapters
Olá, muito bem-vindo a mais um episódio do Aevo Boost, o podcast onde a gente fala sobre pessoas transformando as empresas através da inovação. Eu sou o Luiz Felipe Carvalho, sou CEO na Aevo, e no episódio de hoje a gente vai falar sobre um tema super especial, que é inovação em Horizonte 1. E para isso estou muito bem acompanhado, aqui comigo, Danieli Lopes, que é Innovation PMO, responsável por inovação em H1 na SLC Agrícola. Bem-vinda, Dani.
Oi, obrigada. É um prazer poder falar um pouquinho, compartilhar o que a gente aqui na SLC está fazendo e se movimentando relacionado à inovação, principalmente nessa frente que é a H1 dentro da inovação. Prazer.
Ótimo. Muito obrigado por topar estar aqui conosco. E aqui comigo também o meu amigo Alex Júnior, que é diretor operacional na Evo. E aí, Alex, tudo bem?
Olá pessoal, olá Luiz, olá Dani, tudo ótimo por aqui. Pô, muito prazer estar com vocês falando sobre um tema que eu gosto tanto, que a gente vive no dia a dia aí com os clientes, e principalmente junto a um cliente tão especial quanto a SLC.
Excelente, excelente. E o nosso tema de hoje é inovação em H1, mas antes de entrar, seria legal, Dani, se você contasse um pouco para a gente um pouquinho mais sobre a SLC. É um gigante do agronegócio, mas fala um pouquinho para a gente o que faz a SLC, enfim, como é que é essa empresa fantástica onde você está?
É legal ter esse espaço para falar um pouquinho da SLC, né, Luiz, porque, como tu mesmo falou, é uma gigante do agro e tem uma representação absurda no mercado brasileiro, em exportação também, mas não é tão conhecido. Ele é bem conhecido na parte do mercado agro, quem trabalha com esse negócio acaba conhecendo um pouquinho mais sobre a SLC, mas quem está fora, embora seja uma empresa que inclusive está na bolsa de valores, tem as suas ações lá, ela não é tão conhecida e é uma empresa, já falando um pouquinho da SLC, é uma empresa de mais de 40 anos, hoje tem 45 anos SLC Agrícola faz parte do grupo SLC que trouxe toda essa movimentação na cadeia. de alimentos e nessa linha do agro, principalmente, hoje a SLC tem mais de 4 mil colaboradores trabalhando só relacionado ao agro, na parte da SLC Agrícola. Então, ela realmente é muito grande. E aí é engraçado também porque a SLC Agrícola tem toda essa trajetória, já é uma empresa consolidada, no ramo no agro, mas tem a sua, trazendo um pouquinho da história, já alincando com a parte da inovação, ela tem uma governança de inovação muito recente. A estrutura de inovação não existia enquanto uma estrutura de inovação, uma área de inovação dentro da empresa em 2021 recente, foi aonde se estabeleceu, agora vamos ter pessoas realmente full time aqui que vão ficar pensando todo dia em inovação para dentro do negócio. Então, para situar o pessoal que está ouvindo a gente, a SLC é uma produtora de commodities, os principais produtos que são produzidos pela SLC, é o bodão, soja e milho. E boa parte disso, a gente tem toda uma parte comercializada no Brasil, mas boa parte do que a gente produz hoje é exportado, é trabalhado. E a gente já teve aí no último ano safra, nós tivemos aí mais de 670 mil hectares de produção, que fechou agora aí no mês de de julho esse número e a gente já comunicou também ao mercado, mas é um número bem significativo para o negócio, para a SLC e numa visão de volume do que é produzido hoje pela empresa. Acho que deu para situar um pouquinho, né?
Muito bom, e o Brasil é um grande seleiro de alimentos do mundo, então vai ser muito legal conhecer um pouco mais sobre a inovação no agronegócio, um setor super relevante para a gente aqui no Brasil, e falando com uma gigante como a SLC. E aí Alex, para a gente entrar aqui no assunto de Horizonte 1, para o nosso ouvinte que está dentro do carro agora, no trânsito, ou está andando de patinhos ouvindo o nosso podcast, o que é Horizonte 1 de inovação? Alex, fala para a gente.
Show, Luiz, vamos lá. Cara, acho que até é legal explicar um pouco sobre o que são os três horizontes de inovação, para ficar claro para o nosso ouvinte que não conhece o conceito, o que é o Horizonte 1 de inovação. Então, os três horizontes de inovação, basicamente, é um framework, uma estrutura criada pela McKinsey, consultoria global e de gestão. para ajudar as empresas a organizarem os seus portfólios de inovação, para ajudá-las a equilibrar os seus investimentos e os seus projetos de inovação em três horizontes. Então o horizonte 1 de inovação, grande tema aqui desse podcast, é aquele tipo de inovação que é ligado ao core business da empresa, aquilo que a empresa já faz hoje, que vem dando certo, mas que, óbvio, sempre tem margem para melhoria. Então aqui a gente está falando, por exemplo, sobre uma montadora de automóveis, montadora e distribuidora de automóveis, que melhora a potência dos seus veículos, dos seus produtos, a cada versão que ela lança, ou que melhora o processo produtivo da sua fábrica ou dos seus canais de distribuição para ser cada vez mais produtiva, mais eficiente. Agora quando a gente fala em inovação H2, a gente não tá mais falando necessariamente sobre sustentação, mas crescimento já do negócio. Então a gente tá falando sobre a empresa crescer para novos mercados, explorar novos negócios, novas fontes de receita, mas por meio de competências que ela já domina. então por exemplo utilizando esse mesmo esse mesmo caso de uma montadora de veículos a gente tá falando sobre essa essa empresa que ela hoje ela produz e distribui e comercializa veículos mas ela decide também alugar esses automóveis para que outros clientes os clientes também alugar, ela entende que essa é uma tendência de mercado, enfim. Então essa é uma inovação H2. E por último a gente tem uma inovação em Horizonte 3, que é de fato aquela inovação de explorar o novo, aquilo que promete resultados desproporcionais, de repente num sentido positivo, e que vai garantir talvez a perenidade do negócio a longuíssimo prazo. E aí, só utilizando o mesmo exemplo, vamos supor que essa empresa de automóveis perceba que o mercado dela, na verdade, não é um mercado de automóveis, mas um mercado de mobilidade urbana, que é um mercado muito mais amplo, com muitas necessidades que não estão no mercado de automóveis, e por isso ela decide comprar uma empresa de aplicativos de transporte, porque ela entende que é uma necessidade que pode surgir no futuro. Então dando um rápido resumo sobre esses três horizontes e para finalizar, só para vocês entenderem a importância de inovação em Horizonte 1, o Google, por exemplo, ele segue uma regra, uma receita que é o 70-20-10. Então eles investem 70% dos seus orçamentos anuais de inovação com inovação em H1, 20% com inovações em H2 e 10% em inovação H3, ou seja, o Google que é uma das empresas mais disruptivas de todos os tempos, investe 70% do seu orçamento de inovação com H1, tamanho e importância.
E faz todo sentido, o H1 é o core da empresa, é o negócio principal e é super importante, obviamente, sustentar esse valor que a empresa já tem dos seus produtos principais, dos seus negócios, serviços principais. E, Dani, quando a gente vai para o agronegócio e você tem a sua estrutura e é responsável especificamente por inovação, em H1, em Horizonte 1, ou seja, essa é a inovação, como o Alex falou para a gente, no core da SLC Agrícola. Me fala um pouquinho o que é a inovação em Horizonte 1 para a SLC? A gente está falando de automatização na plantação. Como é que isso funciona? Você pode trazer alguns exemplos para a gente?
Claro. Sabe que a estrutura, como eu comentei com vocês, a estrutura da SLC enquanto inovação, Ela é muito recente e ela foi justamente pensada em cima desses horizontes de inovação, né? Então em cima do H1, do H2, do H3, entendendo aonde que entrava cada uma das iniciativas que existiam já dentro da SLC e que se pretendia dentro da SLC. E é interessante até para linkar com o que o Alex está trazendo para o negócio da SLC, realmente, os programas, a área da inovação ela se iniciou junto, pós, na verdade, os programas de intraempreendedorismo e de conexão com startups que fazem parte dessa movimentação, principalmente em H1, mas existe já um outro braço que veio dessa visão de negócio, de fazer diferente aquilo que a gente já faz, e aí já entrando numa linha do H2, existe a SLC Sementes, que já sai um pouquinho do que a SLC Agrícola hoje, já produz, agora a gente produz também sementes e comercializa sementes também e aí a gente já localizou ele enquanto H2 e na medida que a gente entendeu que gostaria de olhar para novas possibilidades de outras oportunidades de negócio para a SLC e talvez não exatamente no agro, foi onde se também teve o SLC Ventures. E aí tem toda a parte realmente de CVC, tem a parte mais investimento realmente em startups, em novos negócios, e outra parte mais inventory builder, que é construir, desenvolver junto com a outra startup. um outro negócio, alguma oportunidade, mas tudo isso está sendo trabalhado e começou a ser desenvolvido na medida que a gente estruturou. Agora temos uma área de inovação e vamos nos organizar dessa maneira. E aí, respondendo até o que tu trouxe, Luiz, dentro do H1 a gente tem essas movimentações, tem duas grandes bases que movimentam o nosso H1 que é o Entreprendedorismo, como eu comentei com vocês, a gente chama, que é um programa interno, que a gente chama de Ideias e Resultados, e nós temos o Agroex, que é um outro programa de conexão com startups, que a gente faz justamente esse acompanhamento e constrói, faz plot, testa, Isso começou em 2019, esse processo com esses programas de inovação e desde lá a gente tem muita POC que já começou e que continuou e que parou no meio do caminho porque viu que não era certo e para ali, está tudo bem, investimos pouco, foi rápido e segue a vida e a gente tem uns exemplos muito legais de H1 para dentro Como a gente estava comentando, o H1 olha muito para o que a gente já faz, para o nosso colar, e tem alguns exemplos de ideias que foram trazidas por colaboradores, entendidas como potenciais, tecnologias ou processos diferentes de como a gente já vinha fazendo aquilo que a gente já é muito boa em fazer, e a partir daí a gente começou, vamos colocar aí uma tecnologia no meio, uma inteligência artificial, automatizar isso de alguma maneira. Então, tem uma série de exemplos, agora um muito recente que a gente está vivendo a parte de estender a continuidade do projeto, da iniciativa, é o caderno de campo, dentro da SRC, por quê? Imagina, a gente tá falando de fazenda, a gente tá falando da pessoa que vai lá pra dentro da lavoura verificar se a planta tá no seu estado que deveria estar, no tamanho que deveria estar, se tá respondendo ou não tá respondendo ao tempo dela, e normalmente isso aí é no papel, né? Uma pranchetinha, tu escreve, leva pro escritório, no outro dia escreve. E agora começou a ser automatizado isso, então o pessoal tá levando tablet pra dentro da lavoura, é online, tem conectividade dentro das fazendas, então já consegue se comunicar rapidamente com outros sistemas de BIs. Então, dados tem sido algo que está sendo muito relevante, que sempre está sendo um produto final de todas as iniciativas que a gente faz aqui dentro. Então, vai assim, desde a parte de transformação digital, realmente, de um processo que até então era totalmente manual e agora começou a se digitalizar, até realmente mudar. uma tecnologia. Até então a gente usava um tipo de hardware, um tipo de máquina e de repente agora a gente está usando uma outra máquina que ela é mais eficiente, que ela é mais tecnológica, que ela se conecta mais, tem mais capacidade de integração com outros tipos de de sistemas, então tem uma variedade muito grande de exemplos que a gente vem trabalhando. Atualmente, inclusive, dentro da SLC, a gente tá com mais de 20 iniciativas que estão acontecendo. Tem alguma POC rolando aí no meio das fazendas, no meio da lavoura, às vezes no escritório também, na parte mais back office, né, do trabalho, mas tem muita coisa que tá acontecendo agora aqui dentro da SLC.
Não, muito legal. E assim, quando você fala de... dessa coisa manual assim, você falou, vou para o campo, vou fazer uma inspeção ali, ou seja, tem muita coisa que eu imagino que seja fruta baixa nesse processo, de que tem ali rodando e os maiores especialistas do seu negócio, as pessoas que já conhecem onde tem esses espaços, estão no seu negócio, são as pessoas que estão fazendo o trabalho ali. Então o H1, essa inovação no core que a gente tanto falou, tem uma fonte de ideias natural nos colaboradores e acho que por isso faz tanto sentido o programa de inovação e resultado, que é com seus próprios colaboradores trazendo ideias para isso. E eu queria puxar o Alex para fazer um comentário sobre isso, Alex. A gente, bem nessa linha aí que a Dani falou, o H1, muito focado ali no interempreendedorismo, no colaborador. Como é que você vê esses programas, Alex? Programas de ideias, programas que envolvem os colaboradores das empresas que são grandes especialistas no negócio para gerar ideias para inovar no H1?
Legal, cara, assim, eu sou até um pouco suspeito pra falar sobre programa de ideias nesse sentido porque, cara, assim, a gente vê tantos cases, tantos resultados maravilhosos que surgem, né, dos nossos clientes em relação a esse tipo de programa que, enfim, A gente fica até um pouco enviesado, mas brincadeira. Cara, eu acho que, sinceramente, o programa de ideias, se não for a mais eficiente, com certeza é uma das iniciativas mais eficientes possíveis para se inovar em H1. Pensa que a gente está falando sobre processos, muitas vezes. Muitas empresas acabam indo pelo caminho de quando inovar em H1, inovar em processos. Obviamente, inovação incremental em produto também é extremamente importante, Mas existem inúmeras pesquisas mostrando também as vantagens em relação a investir incrementalmente em processos, menos riscos, às vezes menos custos também e tudo mais. Então o primeiro ponto é que a gente está falando muitas vezes sobre inovar em processos. O segundo ponto é que a gente está falando, quando a gente fala em H1, muitas vezes também em inovar em escala, em alto volume. Porque como são inovações incrementais, é comum que os resultados que se colhem também são incrementais. Então assim, a mágica acontece no alto volume. Então você implementa muitas ideias. Tem cliente nosso que segue a máxima de quando é ideias incrementais, de fato, ideia simples, você é boa e implementa. Porque de fato você só vai ver grandes resultados ali, cara, implementando massivamente as ideias. Então pensando nesses dois pontos, inovação em processo e inovação em alto volume, existem pessoas mais especialistas nos processos da sua empresa do que quem lida com eles todos os dias, de quem sente a dor dos problemas e das ineficiências desses processos diariamente. Existe outra maneira de captar ideias em tão alto volume assim quanto utilizar os colaboradores, talvez milhares de colaboradores, com os milhares de processos que eles lidam todos os dias, por milhares de dias, dificilmente, sempre tem que se levar a conceito em contexto, em consideração, mas eu digo seguramente que provavelmente, independente do contexto, A resposta é não para essas duas perguntas. E tem um dado que eu gosto muito, uma pesquisa na verdade empírica, que foi trazida num livro que eu também gosto muito e indico, é quase que a nossa bíblia aqui na Evo, é a organização guiada por ideias, que ele traz que o potencial, 80% do potencial de inovação das empresas está nos colaboradores de linha de frente. Então, se você não tá utilizando esse potencial de inovação, se você não tá fazendo um programa de ideias, seja uma caixinha de sugestão, você tá perdendo 80% de potencial da inovação da sua empresa. É muito difícil conviver com isso no mundo competitivo que a gente tem hoje, né?
Sem dúvida, sem dúvida. E esse potencial, Alex, eu acho que nasce muito pela característica da inovação em H1 mesmo. A gente está falando de core, do que se sabe fazer, do que a empresa faz todos os dias. E são os colaboradores que estão nesse dia a dia. É o vendedor da empresa que conhece muito bem o cliente, conversa todo dia, sabe as dores, conhece os desafios, as oportunidades. Quem está no processo operacional conhece todos os dias. Você tocou em processo, inovação em processo, que tem muita relação com com inovação em Horizonte 1. E tem um dado interessante também, que é do Joe Teed, um pesquisador britânico. Ele comparou, em média, obviamente, inovação em processo com inovação em produto. E, na média, ele encontrou quatro vezes mais retorno em inovação em processo, quando comparado com o produto. Não que, obviamente, se você fizer uma grande inovação em produto, ela estoura, vira uma coisa fantástica, uma nova linha de negócio. Mas, na média. Por quê? Inovar em produto tem muito mais risco Então é mais arriscado você inovar, tem mais erro relacionado. Inovação em produto é mais facilmente copiado pelo concorrente. A gente vê até movimentos de... Tem empresas que são muito boas em ser followers. Nem sempre é o first mover ali, mas um follower. E além disso, a inovação em processo, em muitos casos, ela alavanca vários produtos. Quando você inova um processo, ele pode ser usado em vários produtos e ele tem um ROI interessante também. Então é legal, acho que é legal desmistificar isso, porque muitas vezes a gente pensa em inovação, lembra lá do Steve Jobs lançando o iPhone, que é muito legal, super produto, é inovação mesmo a ver ali, mas não é só isso, tem inovação e processo que tem muito valor, certamente. E aí, Dani, pegando esse gancho aí de programas de intraempreendedorismo, você falou da inovação e resultado, Queria entender como que é esse programa aí na SLC. Como é que vocês engajam as pessoas? Que desafios que vocês têm aí dentro? Resultados? Como é que é? Fala um pouquinho do programa em geral.
Esse programa de interempreendedorismo, ele teve uma transformação, na verdade, que eu acredito que acaba sendo um caminho meio natural, principalmente de grandes empresas. e mais tradicionais, porque normalmente as empresas mais tradicionais elas têm lá um programa de ideias ou de sugestões, onde o pessoal coloca tudo que quiser lá com relação às sugestões mais variadas possíveis. Não tem direcionamentos, não tem pilares que ajudam a orientar as pessoas, mas eu vou dar ideia do que, pra que, qual é exatamente O que vocês estão esperando de mim? O que vocês querem ouvir de mim de verdade? E dentro da SLC teve justamente esse mesmo processo. Existia um programa de ideias, de sugestões basicamente, o pessoal era engajado, mas não tinha ninguém totalmente full time, né? Que ficava ali olhando diariamente as ideias que chegavam, que conseguia... Existia um comitê de gestão dessas ideias, mas que não tinha uma vazão tão grande, então daí acabava não tendo tanto engajamento e resolver Então olhando agora aqui para a inovação, vamos tentar então trazer esse programa que já traz, já tenta canalizar as ideias das pessoas dentro da empresa para algo que realmente vai ser mais estratégico, que vai fazer sentido para eles dentro dos processos deles. E aí então surgiu o Ideias e Resultados, eles acabaram acontecendo muito próximos do nosso programa de conexão com startups eu e de entrepreendedorismo, então acabou que a gente, para não confundir na cabeça das pessoas, porque de fato é um pouco difícil saber que momento estão querendo alguma coisa, que momento estão querendo outra coisa, né? em 2020, então iniciou o processo do entre-empreendedorismo e aí foi justamente isso, foi direcionando. Então tá gente, agora a gente tá falando aqui de inovação, então a gente tá entendendo que são inovações mais incrementais, são movimentações que vocês entendem que vai melhorar o resultado dentro do processo de vocês, vai trazer uma eficiência, na produção, vai trazer algum tipo de economia daquilo que vocês já fazem dentro. E economia levando em consideração tempo, levando em consideração não só dinheiros, né? Que às vezes a... Resultado de inovação é só dinheiro, o ROI sempre é tentado olhar para isso. Então houve toda uma capacitação também das pessoas para que elas entendessem o que de fato a gente estava esperando foi dado o direcionamento, falando, ó, estamos esperando que vocês deem ideias relacionadas à operação agrícola, a processo de operação agrícola. Estamos esperando que vocês nos deem ideias relacionadas à sustentabilidade. Estamos esperando que... Então, a gente direcionou para eles, para que eles soubessem o que a gente está querendo, e se criou um processo. Então, a inovação veio, inclusive, dentro do programa, onde a gente entendeu, não, a gente precisa agora criar um processo, Vai ter lá um funil onde a gente avalia, onde as pessoas vão colaborar naquelas melhores ideias que foram dadas, aquelas melhores ideias que vão para a execução, elas vão ser premiadas. Então, isso engajou muito as pessoas a saber que, putz, eu vou ter um reconhecimento, vou ter um reconhecimento financeiro, mas também eu vou ter um reconhecimento porque eles mesmos apresentavam para toda a alta administração. E isso é um ponto que a gente sempre quis trazer muito para dentro do programa, tanto para um programa quanto para outro, é trazer a presença da alta administração para dentro dos programas. Então, eles realmente faziam parte, de boa parte dos processos, eles estavam naqueles momentos mais importantes, estão naqueles momentos mais importantes, e isso dá uma visibilidade para os colaboradores que estavam ali participando, absurda. Então, o pessoal gosta muito disso, quando a gente coleta o feedback deles, normalmente eles, ah, eu pude apresentar ali, para o presidente, para o CEO, né? Pô, que legal, né? Eu tive essa... Ele me enxergou, eu estou ali, sabe? Eu estou próximo da auto-administração. Isso é muito legal, sabe? E eles saberem que aquela ideia que eles tinham lá, que era uma dor, era um problemão para eles, agora eles foram, inclusive, reconhecidos por trazer uma solução para aquilo ali. Então, a gente já rodou, inclusive, dois ciclos já, estava acontecendo anualmente, um ciclo em cada ano, Esse ano, agora recém, a gente vai rodar novamente mais um ciclo E a gente também já tá pensando, as nossas FOCs dentro do programa também acontecem Então a gente vai testando também o modelo, como melhor o pessoal reage Como melhor a gente consegue interagir com eles, qual a melhor conexão para isso E tem um ponto que eu acho que é muito importante que o programa em si trouxe para a gente, foi a conexão com outras áreas que também recebem demandas de ideias, de melhorias e tudo mais, e que às vezes dá aquela confusão na cabeça dos colaboradores, eles não sabem, estou falando de inovação, não estou falando de melhoria especificamente, é só uma funcionalidade nova, o que é? Então agora a gente criou um comitê ali, pessoas, que são representantes dessas áreas. A gente tem uma área que é a da agricultura digital, que olha só para mecanismos e tecnologias voltadas para a agricultura, para a operação agrícola. Nós temos uma área de TI que também desenvolve soluções que daqui a pouco a gente não consegue encontrar no mercado, não por tamanho, pelo menos da SLC. e mais a área da inovação. Então esse grupo se reúne, esse grupo é que recebe essas ideias, recebe essa demanda e a partir dali a gente delibera junto. Para entender, bom, isso aqui realmente é uma inovação, vamos trazer para executar, isso aqui é uma melhoria, mas não especificamente algo inovador, então vamos colocar aqui para essa canaleta de desenvolvimento e assim a gente vai trabalhando. Tem sido bem desafiador, mas tem sido muito legal todo esse processo, porque realmente o pessoal responde na medida que a gente chama eles para trazer, justamente porque tem esse direcionamento.
Eu queria fazer só um complemento e fazer uma pergunta para a Dani, porque para mim o programa de 10 tem uma coisa especial que poucas iniciativas tem, que é a questão de você conseguir gerar resultado e mudar a cultura ao mesmo tempo. né, então tem muitas iniciativas assim, muitas empresas na verdade, né, que, pô, legal, vou começar a ser inovador, né, vou ser inovador a partir de agora. O primeiro passo, qualquer consultoria que você for, é sempre, caramba, tem que ser a questão do aculturamento, né, então, de fato, vamos construir uma cultura de inovação, porque sem uma cultura de inovação vai ser muito difícil você conseguir gerar resultados de fato, tal. Mas o que a gente vê é justamente essa mágica do programa de ideias, né? Ele consegue, parece que, fazer os dois ao mesmo tempo. Queria entender qual que é a sua percepção em relação a isso. Você sentiu que o programa de ideias aí de vocês já teve esse efeito de aculturamento ao mesmo tempo que começou a gerar resultados?
Eu entendo que ele tá caminhando, né? A gente tá falando, como eu comentei com vocês, a gente tá falando de 4 mil colaboradores, Então, tu chegar realmente, saber que tu tá conseguindo chegar em todas essas pessoas, não é bem assim. Tanto que nos nossos indicadores do programa no último ciclo, nós tivemos um envolvimento de pessoas que deram ideias, que colaboraram, de mais ou menos 500 pessoas. Ou seja, ainda um percentual, não foram as 4 mil, né? Óbvio, a gente sabe que nunca será, né? Não é assim também pra ter um envolvimento, mas assim, Ainda não é um número, talvez. Eu, pelo menos, particularmente, acho que pode ser mais, enfim. Mas é aonde tu vai caminhando e desenvolvendo. Então, sim, eu entendo que justamente por a gente olhar que a gente precisa capacitar as pessoas para elas entenderem o que a gente está querendo, isso já ajuda muito. Capacitação, para mim, é o principal motor de cultura, para movimentar cultura, para movimentar diferentes comportamentos das pessoas dentro da empresa. E eu entendo que colocar esse momento de capacitação deles para que eles se preparem melhor para poder dar uma ideia, apoia muito nessa coisa, nesse momento de aturar eles para a inovação. E trazer, continuar comunicando para eles, que também é algo, é um desafio, não é? Trazer para uma comunicação interna, estamos fazendo isso, olha o resultado do que gerou. Então, é um trabalho que tem que estar sempre ali, constante, pingando sempre um pouquinho, piluas de conhecimento, piluas de informação relacionada à inovação, que eu entendo que a gente está caminhando ainda. Eu não te diria assim, nossa, por mais que seja algo muito já, é da empresa, realmente já é da cultura essa coisa de querer fazer diferente, faz parte inclusive dos dos nossos valores ali, das premissas estratégicas da SLC é sermos early adopters, então nós queremos ser os primeiros a usar determinadas tecnologias, então o pessoal está sempre ali olhando atento e já existe isso acontecendo nas pessoas dentro da SLC, mas eu ainda não vejo isso como totalidade, eu quero muito acreditar que sim, é possível ver isso em uma totalidade, mas vai ter que ser um desenvolvimento constante, permanente com relação a isso.
Excelente, excelente. E essa cultura, em muitos casos, ela é quase um horizonte. A gente sempre quer também mais. Ela vai extraindo cada vez mais valor. A gente brinca aqui na Evo que sem cultura de inovação, você querer fazer uma coisa muito transformadora é muito difícil. É como se você fosse plantar uma roseira no deserto. Você precisa de um terreno fértil. para conseguir fazer isso e a cultura contribui muito para isso. Mas, Dani, muito legal entender a estrutura geral do programa Ideias e Resultado. Eu acho que caixinha de sugestão é um negócio que não dá certo, é uma linha muito não orientada, vira caixinha de reclamação. E a forma como vocês atuam, vinculando ali a desafios, eu gostei muito quando você falou da conscientização dos colaboradores, explicar muito bem o que se espera com aquilo, isso é fundamental. Não adianta a gente fazer 10, 15 reuniões para planejar o programa e comunicar só uma vez aquilo, porque se a pessoa não estava com a gente na reunião, dificilmente ela vai saber. o que se espera, e essa parte é fundamental, porque a pessoa pode ter ideias maravilhosas para coisas que não mexem o ponteiro da SLC. Mas agora, se ela focar nessas três, quatro, cinco questões aqui, esses pilares que são relevantes para a empresa, fatalmente aí as ideias terão um resultado muito melhor. E aí você comentou sobre engajamento, reconhecimento, concordo muito contigo também, essa parte de, inclusive uma história que a Evo começou, a gente implementou um projeto para uma empresa de celulose, E na época era um programa também de ideias, né? E eu vi pela primeira vez um programa de ideias naquela época, isso foi lá já faz mais de sete anos por aí. E naquela época o programa deles tinha um prêmio muito interessante, que era as melhores ideias tinham um café da manhã com o presidente da organização. Esse momento era mágico. Eles também ganhavam prêmios, ganhavam até recursos financeiros, dependendo do valor que trazia de ROI. Mas esse café da manhã com o presidente abria portas, ele dava uma visibilidade, o colaborador era reconhecido, ele gerava vontade nos outros também de participar da mesma maneira. E em muitos casos que a gente vê em empresas que estão conosco, isso vira caminho para a pessoa crescer na organização. Que empresa não quer um colaborador inovador? Que empresa não quer aquela pessoa ali que tá sempre pensando em como fazer melhor, como inovar o seu processo, né? Então, realmente isso é uma grande inspiração e a gente vê isso direto, vendo colaboradores na empresa inovando e falando de deixar legado pra organização. Eu acho muito bonito isso e é por aí, eu acho a ideia. Agora, eu queria ainda... em você, assim, pensar assim, legal, você falou até aí das áreas de agricultura digital e a área de TI como um elemento importante desse processo para avaliar a inovação, mas e quando entra na capacidade de executar mesmo as inovações? Porque a gente vê alguns programas que vão bem, lançam bons desafios, conscientizam bem, engajam, mas depois, na hora de executar, tem dificuldades, tem desafios. Como é que vocês tratam isso aí na SLC para fazer inovação?
Esse é um grande desafio, de fato, né, Luiz? Porque eu estou, o meu dia a dia é falar de inovação, é cuidar dessas iniciativas, é garantir que elas sejam executadas. Então, eu estou aqui na SABC para isso. Agora, a maioria das pessoas que traz as ideias ou que faz parte dessa squad, desse grupo de pessoas que vai executar, de fato, aquela... o piloto para ver se faz sentido ou não faz sentido aquela ideia que foi dada, aquela solução que foi pensada, eu tô falando com pessoas que vão ter que acrescentar mais uma atividade no seu dia a dia. Então, quando a gente coloca isso, por isso que a parte do engajamento, de algum tipo de reconhecimento, incentivos, faz total diferença. Porque isso, querendo ou não, a gente sabe, movimenta muito Eu sei que eu vou ter um retorno extra também na medida que eu me dedico numa situação extra para isso Uma, porque eu vou ter resultados naquilo que eu estava tendo um problema dentro do meu processo E também eu vou ter um reconhecimento porque vou poder apresentar o que eu fiz diretamente para a diretoria, eu vou ter algum tipo de benefício, algum tipo de reconhecimento talvez financeiro também. Então, tem várias recompensas relacionado a isso que tu está sempre ali trazendo. Vamos fazer isso aqui? E principalmente a gente deixar preparado o momento do tempo deles, então eu sei que eles não têm... Todas as horas do seu dia para se dedicar aquilo ali Eu tenho que ajudar eles a organizar Fazer essas gestões de tempo, né? Então o meu papel, principalmente dentro aqui da SLC Ele acaba sendo muito isso Garantir que aquela parte mais burocrática, chatinha De tem que contratar tal coisa Eu faço, não tem problema Deixa comigo que eu dou um jeito para isso acontecer Ah, tem que falar com a área tal Porque aqui a gente testou tal coisa E não está respondendo E aí eu tenho que falar Deixa que eu falo, não tem problema Só executa aí, vem com o teu conhecimento técnico em cima desse problema de fato, e essa parte mais de interação e correlações, eu faço para vocês. Então a gente vem trabalhando, cada iniciativa, cada POC que a gente faz, tem uma situação diferente, é um desafio diferente, a gente tá sempre trabalhando, porque realmente a gente tá falando com pessoas Que não estão ali só para aquilo ali Principalmente quando a gente está falando de inovação para dentro do H1 Pode ser que dali saia uma ideia maravilhosa E entendemos, vamos colocar para cá, já vamos conectar, já vai ser um novo negócio E a pessoa que deu a ideia já vai virar até CEO daqui um pouco daquele novo negócio Pode acontecer ainda, não aconteceu Tenho a expectativa que aconteça ainda aqui dentro da SLC assim Mas, diferente disso, vai ser part-time mesmo. Vai ser dividindo com as outras tarefas do dia a dia.
E é isso que torna bacana o processo, porque é realmente um especialista da área inovando e o papel da inovação, da área de inovação, como você falou, é fantástico, derrubar os obstáculos para que eles possam inovar. Acho que a área de inovação, a melhor área de inovação é aquela que não é que inova, mas aquela que fomenta a inovação em todos os processos, que vai derrubando os obstáculos para fazer isso acontecer.
É, eu inovação não faço nenhuma, né? Mas eu garanto que a galera faz isso e dou o empurrãozinho necessário para que eles realmente consigam aquele resultado.
É isso aí, o resultado é de todos. Alex, queria fazer um aponte agora para um outro mundo. A gente está falando ainda em H1, acho que é o grande foco aqui hoje, falar de Horizonte 1, e a gente falou de intraempreendedorismo, de programas de ideias bem organizados, bem estruturados, a gente sabe já desse valor super relevante. Mas e a inovação aberta, Alex? Hoje é um tema muito falado, nos últimos anos para cá tem crescido o interesse das empresas, recentemente até muitos CVCs acontecendo, e em alguns casos a gente fala de inovação aberta, envolver startups, envolver universidades, e parece coisa do futuro, de Horizonte 3. Dá para fazer inovação aberta em H1?
Cara, com certeza. E isso vem acontecendo cada vez mais. Vou convidar os nossos ouvintes a entrarem no nosso site do Aevo Connect, www.aevo.com.br barra Connect, com dois Ns, que vocês vão ver o teor dos desafios dos maiores líderes de mercado do Brasil. São vários desafios já muito focados em inovação de H1. Então no fundo assim cara, a inovação aberta ela é assim como um programa de ideias, qualquer iniciativa de inovação, no fundo são veículos para viabilizar um resultado de negócio, para viabilizar que a estratégia de inovação seja concluída, independente do horizonte que você esteja trabalhando. Igual vocês estavam trazendo aí sobre a questão de a área de inovação, na verdade ela não inovar, assim como a inovação não é um resultado final, mas ela é um objetivo. Então ela quebra barreiras ali para que a inovação aconteça. Então assim, quando a gente pensa especificamente em inovação aberta, o grande objetivo de inovação aberta é você conseguir acelerar, tornar mais eficiente, diminuir os riscos dos processos relacionados à inovação. É verdade que quando a gente fala em H1, a gente está falando de muito menos riscos do que a gente estaria falando se fosse em H2 e H3. Mas a gente está falando em inovação de alto volume. Então, obviamente, velocidade e eficiência são mais do que bem-vindos no processo. Então, por que não usar inovação aberta quando a gente está falando de H1? E para vocês terem uma noção do quanto esse casamento pode ser bem sucedido, a gente observa isso na prática. Os nossos clientes estão cada vez mais conseguindo acoplar os seus programas de ideias aos programas de inovação aberta. Então vamos supor que você, um colaborador, deu uma ideia em determinado desafio, uma ideia que promete um saving de um milhão de reais por ano, mas ela necessita de uma determinada tecnologia não tá disponível na empresa hoje, né, enfim, e a empresa não tem os recursos para criar, enfim, sairia muito caro, demoraria muito, você vai deixar de ter um save de um milhão de reais ali por ano porque você não tem essa tecnologia disponível? Não, pô, é um mercado aí, assim, deve ter centenas de startups relacionadas do C4.0, por exemplo, mais de 15 mil startups no Brasil, com certeza já existe essa solução no mercado pronta, ela já é comercializada, então com certeza ela é distribuída de uma maneira muito mais barata, muito mais rápida do que se você fosse desenvolver dentro de casa. Então não tem o porquê não utilizar a inovação aberta para a H1, assim como ela pode ser bem-sucedida também, um ótimo caminho para outros tipos de inovação também.
Muito bom. E é isso mesmo, Alex. Já estive em pitches, em bancas de pitch dentro de empresas, dentro de programas de entrepreendedorismo de nossos clientes, e em alguns momentos o colaborador traz uma ideia muito legal, com grande potencial, e falando de desenvolver internamente. E aí, como eu conheço um pouco mais o mundo de startups aqui, Poxa, tem tanta coisa que poderia ser acelerada e já chegar mais madura, até tem solução pronta, que já disrupta o mercado, que cria uma condição especial, que já é testada por gente grande, que come um tempo enorme. Imagina, você tem que desenvolver isso tudo do zero, meses, até mais de ano muitas vezes, com o risco de no final você não entregar uma coisa tão... não é bem feita e ainda fica de manutenção da empresa. Então, realmente, em H1 tem muito espaço para acelerar a inovação, usando startups, universidades que já estão na frente, que já estão pesquisando isso. Na verdade, é porque a gente precisa fazer tudo sozinho.
E um ponto legal assim, no nosso software, no Aevo, a gente tem um mecanismo, isso é sensacional assim, a gente tem esse mecanismo que ele utiliza inteligência artificial para sugerir startups para os colaboradores envolvidos, o colaborador que está dando a ideia, aqueles que estão envolvidos na implementação da ideia, da sugestão de startups para que possam apoiar, que possam acelerar esse processo de implementação dessa ideia. Então isso é sensacional, porque assim, um colaborador que talvez nunca tenha ouvido falar sobre o que é startup, sobre o que é inovação aberta, mas ele tá fazendo inovação aberta com startup. Então isso é algo que a gente tem muito orgulho, que os clientes adoram, utilizam bastante e é muito legal.
Boa, boa. E aí, Dani, passando para a SLC, você falou do Agro-X, que é o programa que vocês têm e está no seu guarda-chuva e também H1. Como é que é isso? Fala um pouquinho sobre como vocês estão se conectando com a inovação aberta para inovar em Horizonte 1. Até se você puder dar alguns exemplos, vocês lançaram uma série de desafios agora, são públicos para o mercado. Seria legal conhecer um pouco que tipo de desafios que a SLC está lançando.
Alex estava comentando ali da plataforma, eu sou fanzassa da plataforma nessa parte, principalmente, tem várias outras... apoios de gestão que eu consigo, mas essa parte de poder, rapidamente, me logo já acha. Queria muito alguém, alguma empresa que tivesse uma solução de automação de um robô. Sei lá, acontece muito, o pessoal quer muito, às vezes, um robô. O processo é que só quer automatizar aquele jeito de fazer. Eu só entro ali na plataforma, coloco ali qual é a tecnologia que eu estou buscando e já aparece ali uma lista de de oportunidades que eu posso já compartilhar com as áreas. Então eu sou fãzaça já de desconfiar, mas eu adoro mesmo. E realmente o Agroex é o nosso programa de conexão com startup, como eu tinha comentado com vocês, ele já desde 2019, ele vem rodando ciclicamente. Esse ano nós estamos no nosso segundo batch, criamos um primeiro ciclo ali de conexão com três desafios, já rodamos os pilotos, selecionamos as startups, rodamos os pilotos, já apresentamos os resultados desses pilotos, tudo esse ano já, e já abrimos agora um novo batch com mais três novos desafios, e lançamos para o mercado, fomos atrás, tudo sendo administrado inclusive pela plataforma da Evo, toda a parte de funil e de gestão, Agora a gente já tá num momento justamente de iniciar os pilotos. Nossa expectativa aí é que agora em dezembro a gente já tenha mais resultados desses três desafios. E pra trazer os exemplos pra vocês, e é bem isso, é assim, é a H1 porque a gente não tá querendo criar nenhum tipo de negócio novo. É realmente deixar melhor aquilo que a gente já faz. A SLC também trabalha com pecuária, né? Embora não é o nosso produto, o nosso serviço ali, principal, também trabalhamos com a pecuária e a pecuária faz parte do processo também para a agricultura, tem toda uma base teórica que apoia nesse processo de nutrição de sola e tal, através da pecuária, então a pecuária é usada também para esse processo e nós estamos iniciando nesse processo de gestão da pecuária, então a gente lançou um desafio para o mercado que é contar né, precisamos contar, precisamos pesar e o básico, né, parece, mas não é assim. E um ponto que é interessante porque daí tu vai vendo a dor, né, o boizinho ele se estressa e na medida que ele se estressa ele perde peso, ele pode ficar doente, a gente não quer que ele fique doente, nem que ele perca peso, nem nada. Então a gente quer trazer para o processo uma algo saudável para o animal também. Como é que a gente faz isso? Tecnologia. Então o nosso desafio foi como que a tecnologia pode nos ajudar nesse processo de contagem, nesse processo de pesagem do boi. Então, esse foi um dos desafios. A gente teve mais um desafio que foi voltado bem para a sustentabilidade, já olhando para aquela parte de pegada de carbono. Então, quanto que a gente está bem a partir de mensuração, de sequestro de carbono dentro das nossas fazendas. E o terceiro desafio agora desse último match é voltado para a segurança do trabalho. Então é justamente para a gente, como é que a gente identifica que existe fadiga nas pessoas lá dentro, que estão trabalhando lá dentro da plantação mesmo, da lavoura. Como que a gente identifica isso? Algum vestível, alguma coisa. É tecnologia também. Então vieram soluções muito legais que a gente Foi bem difícil a gente conseguir chegar num consenso de qual era a startup que a gente ia seguir para fazer piloto, e agora a gente vai começar. Então, na semana que vem, inclusive, já temos o nosso start de cronograma de execução para esse piloto, vão ser três meses executando. E a gente já está rodando esse ciclo muito bem dentro da SLC, de identificar um desafio. Normalmente, esses desafios são identificados num cross, assim, o que que é estratégico para a SLC, então o que realmente já vem com um objetivo estratégico e o que é dor dentro do nosso processo. A gente junta essas duas coisas e a partir dali é que a gente realmente identifica qual é o desafio ser priorizado para aquele momento. Então a gente envolve as áreas de negócio, a gente traz elas para que elas também digam, isso aqui realmente é algo prioritário para mim, eu quero buscar. E aí entra até na resposta anterior, porque a gente estava falando, isso ajuda muito também a trazer as pessoas a quererem fazer parte, a disponibilizar um pouco do seu tempo extra. organizar melhor ali a sua rotina para se dedicar naquele projeto, porque para ele vai ser muito importante, né? Então vai trazer um resultado para aquilo que ele faz no dia a dia também e a gente perguntou para ele antes também. Quer? É prioritário para ti? Porque para essa ele ser importante. Ser importante para essa ele ser importante para ti? Vamos colocar isso aqui então como um desafio. Então normalmente é esse o nosso modelo assim de identificar o desafio, Trata isso junto com a área de negócio, lança para mercado, testa rapidamente, e aí a gente já parte para o segue ou não segue. A gente tem um indicador que a gente... A gente tem orgulho, embora a gente saiba que não é esse o indicador de sucesso, mas a gente tem o orgulho de dizer que mais 60% daquelas POCs, aqueles pilotos que a gente faz com as startups, Elas dão certo, elas seguem para a gente poder estender isso para as outras fazendas. A gente está falando de 22 fazendas, né? Então, normalmente, a gente testa em uma, num espaço bem restrito, e depois a gente vai lá e escala aquela solução. E a gente tem mais 60%, é o nosso indicador de conversão Embora a gente saiba que não é só isso Tem o aprendizado daqueles 40% que não deu certo, que não seguiu A gente aprendeu, a gente já sabe, opa, não é nessa linha que a gente está querendo Não é desse jeito, não é com essa tecnologia Ou não é com este parceiro, acontece muito Então, a gente vai aprendendo, mas esse indicador, confesso, que dá um pouquinho de satisfação para a gente, porque garante que a gente está fazendo um pré muito bom também, junto aqui internamente com o pessoal.
Muito legal. E provavelmente essa alta taxa de conversão que vocês têm aí, do piloto tendo sucesso, está muito relacionada a como começa o processo. Ou seja, estou muito alinhado com o negócio, é um desafio real do meu negócio. Uma vez conversando, Eu fiz uma pergunta para uma empresa que a gente atende aqui na Evo, e eu perguntei, cara, o que é o principal ponto que distingue um processo de inovação aberta que dá certo e um que não dá certo para você? Então é quando você faz um processo grande, com pits, com formação das startups, quantas startups tem no mercado, Eu fiquei muito focado no processo da minha pergunta. Quando o processo muda, você tem mais resultado ou não? E a resposta foi o seguinte, cara, isso importa menos. O que mais importa é quão relevante é o desafio para o negócio. Se o desafio é relevante e se eu alinhei bem esse desafio, depois a gente... Encontra uma solução, isso acontece. Aí o processo vai impactar muito menos. E aí, mantendo nessa linha, Dani, queria perguntar pra você assim, você falou que começou, o começo foi brilhante, achei. Então, tentar vincular a estratégia com as dores reais do negócio, envolvendo a área de negócio mesmo ali, nesse desafio lançado pelas startups. Mas e durante o processo? As áreas são envolvidas também você tem gente da área de negócio sentado avaliando as startups. Você falou da pesagem e contagem de gado. A pessoa lá que é da área de fazenda da pecuária ela está junto avaliando as startups. Como é que funciona isso.
Na verdade isso é premissa para a gente começar a lançar o desafio para o mercado. A gente já tem o time que está ali disposto a fazer as avaliações das startups, ouvir elas na medida que elas trazem as soluções daquelas que foram selecionadas, montar, fazer todo o desenho do piloto, de como que a gente vai, o que a gente vai testar, quais são as hipóteses ali, quais são as dores que a gente quer realmente responder naquele momento. Tudo isso já é com o time que vai se envolver e o time que vai se envolver é da área, tem que ser da área, não tem como ser diferente. Então a gente tá falando aqui do pessoal da pecuária, o coordenador responsável pelo processo da pecuária é o sponsor, é o dono daquele projeto, daquele piloto. A gente tá falando de sustentabilidade, nós temos lá uma pessoa especialista naquele determinado assunto que está puxando todo o processo de execução junto com a startup. Então a gente sempre junta a área de negócios, especialistas, pessoas técnicas para aquele problema junto com a startup para fazer a condução e o acompanhamento. Eles tocam de início a fim todo o processo, o programa.
E aí eu imagino que já acaba resolvendo uma outra dor que acontece no relacionamento com startups, que é quando ela vai do piloto para a operação. O piloto deu certo. Pô, como a área já participou, já estava totalmente integrada, engajada, avaliou, fez junto o processo, foi sponsor, no caso é como vocês usam aí, na hora que passa para a operação deve ser muito mais simples também.
É mais simples, mas ainda assim é desafio, porque a gente está falando de um processo, como eu comentei, 22 fazendas. Então, não é pecuária só em uma fazenda, né? Ali instalei, ali testei, deu certo, jóia. Não, estou falando com outras 21 pessoas que eu preciso agora passar para elas Testamos isso, deu super certo, o resultado é esse, vale a pena investir Porque eles também precisam investir Seja dinheiro, seja tempo Existe uma dedicação para poder escalar aquela tecnologia Então isso acaba entrando, inclusive nos passos-chave pós entrega de piloto, né? Então tá, como é que a gente agora garante que a escalada vai acontecer dessa solução, né? Cada, de novo, cada projeto, cada piloto tem a sua característica, o seu desafio diferente, dependendo de qual é a área de negócio, qual é a solução, tem sempre alguma coisinha que a gente tem que estar sempre acompanhando. E aí entra de novo na área da inovação para dar esse apoio e dar essa garantia, que está sendo olhado para isso, para dar o apoio para as áreas, para que elas realmente consigam escalar e tal. Então, a gente está naquele constante, Naquela constante atenção, né? Pra garantir que vai dar certo.
Não, perfeito, perfeito, Dani. E aí você tocou num ponto de conseguir fazer rollout dessas inovações. Você fez um piloto ali, mas o valor, até o Alex falou bem sobre isso, na linha de volume, a gente está falando de H1, aí a gente tem volume. Então fazer rollout é fundamental para a gente ter resultado. E aí pegando o gancho do resultado, eu vou voltar para você, Alex. Cara, resultado e inovação é um assunto polêmico. Tem gente que fala aí de Poxa Alex, quando você fala de inovação, não vamos ficar focando muito no resultado aqui de curto prazo, isso pode te colocar freios, colocar obstáculos, mas a gente aqui nessa conversa está no H1, a gente está em Horizonte 1, então o nosso core é o que a gente conhece. Como é que você vê nesse caso aí Alex? Dá para mensurar resultado no Horizonte 1, no core do negócio?
Opa, dá e muito, cara. Eu acho que quando a gente fala em termos de H2 e H3, assim, é sempre mais... uma situação mais complexa nesse sentido, né? Porque são iniciativas, muitas vezes, que a gente não sabe nem pra onde a gente tá indo, né? E, assim, o principal resultado, né, que a gente busca nesses processos de inovação em H2 e H3 são... tão ligados a aprendizado, né? A própria diminuição da incerteza. Mas é muito fácil você conseguir medir isso em termos financeiros. Existem práticas, mas é algo complicado, algo muito complexo. Mas quando a gente está falando em inovação em H1, a gente está falando sobre melhorar produtos que já existem. A gente está falando sobre melhorar processos que já existem. Então, de alguma maneira ou de outra, você já mede o sucesso desse produto, desse processo, de alguma maneira. Então, existe um desafio, vou falar que é super simples aqui, Se ninguém tivesse dificuldade com isso, óbvio que não, né? Mas assim, existem dificuldades, existe dificuldade na questão da tradução do indicador relacionado ao sucesso daquele produto, daquele processo, em uma métrica financeira, uma unidade monetária, que é necessário para você conseguir calcular o ROI, mas em grande parte das vezes, se a gente está falando de produto, Existe um caminho ali para você conseguir traduzir isso de alguma forma em receita. As melhorias que são geradas em algum aumento de receita em processo a gente está falando em melhorar a eficiência operacional muito normalmente está ligado a saving a economia de custos economia de tempo. Mas são coisas que dá para você conseguir transformar em unidades monetárias. Então Eu acho que principalmente quando comparado com H2 e H3, é muito mais simples você conseguir medir a inovação em H1. Eu só traria um ponto de atenção, que às vezes as pessoas realmente vão muito seco na questão do ROI, e a gente também tem o que a gente costuma chamar muito de melhorias com impacto não mensurável. Então você tem algumas iniciativas por exemplo você quer diminuir o risco de falha de algum processo e aí você cria uma das ideias foi criar um workshop mensal para capacitar as pessoas e aí uma outra ideia foi uma ideia mais técnica de fato ali para conseguir melhorar o processo. Como que você vai conseguir ratear, como que você vai conseguir entender a contribuição que cada uma das ideias teve para o processo. É um processo complexo e em algumas iniciativas, na verdade, elas não vão gerar um retorno de fato, o retorno delas vai ser negativo, mas elas vão servir como base para que outras iniciativas gerem retorno. Então o que a gente costuma sugerir é assim óbvio me diga o ROE de todas as iniciativas mas quando você for avaliar o sucesso de todas as iniciativas não e talvez de maneira míope né avaliar o conjunto um portfólio de projetos porque alguns projetos Você tem que avaliar o todo para avaliar o sucesso, senão você vai, às vezes, tomar uma decisão errada. Pô, essa iniciativa aqui gerou um ROI negativo, não vamos escalar. Mas ela foi essencial para que outra iniciativa desse certo. Então, avaliar portfólios de iniciativas, portfólios de projetos nesse ROI é extremamente importante, é algo que a gente sugere bastante para os nossos clientes.
Cara, perfeito, perfeito. E quando você olha o todo, o valor do aprendizado aparece na soma total. Então, isso é muito legal, muito bom. E Dani, SNC, quando você olha o seu portfólio e tudo, de que já fez até aqui, dá para compartilhar com a gente um pouco dos resultados que vocês já tiveram?
Sabe que a gente fez uma movimentação um pouquinho diferente aqui do que o Alex trouxe, com relação a que normalmente pensa, vão lá os céticos, não tem que trazer o ROE e depois eu vejo o ROE sendo atingido é o sucesso e não necessariamente. A gente justamente por entender e por não querer assustar ou não querer criar ali uma fricção desnecessária com quem está trazendo o desafio, para quem está trazendo aquela ideia, coisa parecida. A primeira coisa que a gente faz é entender quais são os nossos indicadores de sucesso daquela POC, daquele piloto que está sendo testado. Então a gente cria ali três, quatro indicadores, no máximo, que vão responder para dizer assim, foi sucesso, não foi sucesso, o que a gente quis testar. Porque ali a gente vai entender assim, O que que é importante para estar testando essa tecnologia nova? Ah, é importante que as pessoas saibam usar, é importante que ela se conecte com o nosso legado, com o nosso ERP, é importante. Então, a gente cria alguns indicadores que às vezes, normalmente, são mais qualitativos, outras vezes tem, ah, vai aumentar a eficiência, vai melhorar na produtividade, pode acontecer também de ter esses indicadores. Mas normalmente eles têm outros que vão se complementando para dizer assim, esse é o sucesso, eu respondendo e respondendo aquelas metas, a gente coloca umas metinhas lá, eu acredito que para eu considerar como bom o resultado desse piloto, tem que chegar nesse número aqui, tem que chegar nesse resultado. Respondendo isso, opa, foi sucesso o nosso piloto aqui, a gente conseguiu responder, legal. E a gente tava deixando um pouquinho de lado essa parte do ROES, então, tá, mas e financeiramente, o que que retorna? Então a gente não tava focando muito nisso e a gente... Na maioria dos exemplos das nossas situações, a gente nem pegava esse resultado, não parava para calcular. Algumas que eram bem específicas, que voltava muito para eficiência produtiva e tal, que estava ali, estava na cara, o resultado já fazer a regrinha de três e trazer o valor em dinheiro, a gente já fazia, mas não era o que a gente estava buscando. Agora, nesses dois últimos ciclos que a gente fez de rodada, a gente já pensou, Qual é o cálculo de ROE que tu entende para essa POC? E agora a gente começou também a entender, mas já houve também um amadurecimento de entender. Não, é sucesso primeiro. O que vai dizer que é sucesso o que a gente estava testando? Ah, são esses indicadores aqui. Legal, agora vamos pensar uma questão financeira, retorno financeiro, o que é? Então, financeiramente, a gente não tem tanto resultado, tanto indicador assim, mas em indicadores de eficiência e produtividade, é absurdo o número que a gente tem. E aí, até fazendo um link para trazer um pouquinho para vocês, na medida que a gente começou a trazer tecnologia junto com o pessoal na área da agricultura digital, a gente tem um número que levantamos para fechamento do ano passado, só em cima dessas iniciativas de inovação e novas tecnologias na parte da agricultura digital, foram mais de 25 milhões o valor de ganho em cima disso. Falando em agricultura de precisão, a aplicação de defensivos, onde tu não precisa fazer na lavoura toda, vai só onde é o problema. A gente está falando de 670 mil hectares de produção, não precisa. aplicar ou fazer qualquer tipo de movimentação de manejo em cima das R$670? Não, vai especificamente. Só por tu economizar o tempo, um produto ou qualquer coisa do tipo, ali tu já está economizando. E esse número foi de R$25 milhões, um pouquinho mais no ano passado. E a expectativa é que esse número seja muito maior para fechamento do ano de 2022. E isso, gente, olhando só pra essa partezinha aqui do Agricultura Digital. Tu imagina quando a gente começar a mensurar, de fato, todas as outras coisas, mais backups, ou talvez outras coisas que não estão tão na cara ali, o número, né, que a gente consegue também mensurar. Na medida que a gente trazer, nossa, vai ser muito maior ainda esse número. Então a gente já sabe que é bem representativo e que realmente traz muito resultado.
Fantástico, fantástico, Dani. Pô, muito legal ver você falando sobre resultados no Agro e o potencial enorme que tem. Eu achei legal também essa dualidade, o Alex trazendo essa visão de portfólio, e você foi lá para o projeto, pensando, cara, o que essa teste, qual o próximo passo, o que eu estou testando aqui, qual o resultado que eu quero para este passo. Muito bom. Dani, para fechar a nossa conversa aqui, infelizmente a gente tem que Algum momento eu preciso parar aqui essa conversa que tá muito gostosa de ver, eu tô aprendendo pra caramba aqui com vocês. Mas me diz, o agronegócio é um setor tradicional, então para um ouvinte nosso que também tá numa empresa de um setor mais tradicional, que dicas que você daria para estruturar um programa de inovação, para começar a tirar a inovação do papel e trazer resultados assim como vocês estão tendo?
Então, acho que até já fui me respondendo na medida que eu fui trazendo algumas coisas aqui de exemplos da SLC, mas eu entendo que se eu fosse elencar as três principais, uma delas, que a gente usa muito como a nossa principal ferramenta aqui de engajamento para as pessoas participarem, para todo mundo realmente fazer parte, o envolvimento com a parte estratégica e com esse level da empresa Então, quer falar de inovação? Linca com a estratégia da tua empresa que aí não vai ter muito erro, né? Tu já tá sabendo que faz parte da estratégia Tu já sabe, já tem direcionamentos aí pra te, né? Balizar pra onde que tu tem que ir, te dar aquele notch Então eu entendo que a dica principal seria isso Conecta com a estratégia da empresa que vai dar bom O outro ponto seria ter pessoas que se dediquem à inovação dentro da empresa. Então existe uma DNL aqui dentro da SLC que está olhando todos os dias para as movimentações de inovação. Existem outras pessoas dedicadas somente para isso aqui dentro da SLC. Então ter pessoas que não ficam tendo que dividir, atenção, porque quando a gente vai colocar numa balança entre O que está pegando fogo e o que eu ainda tenho que criar ou garantir relacionado a um novo, tudo vai estar pegando fogo. Então ter alguém que entenda que aquilo ali é a sua principal atividade, eu acho que é fundamental. Ter alguém podendo olhar todo dia para aquilo ali, eu acho que é uma segunda dica importante. E a terceira eu acho que é foque em engajar as pessoas. para que elas façam parte. Então, são as pessoas que fazem a cultura da empresa, que realmente fazem a inovação acontecer. Não é a área da inovação, são as pessoas. Então, é preciso engajar essas pessoas, seja com reconhecimento, seja com capacitação, mas elas precisam fazer parte desse processo de inovação. Então, engajar as pessoas, eu diria que seria a dica três, em relação às dicas.
Muito obrigado, Dani. Foi realmente sensacional. Eu tenho certeza que a gente trouxe muita coisa positiva, muito insight para quem está nos ouvindo. Queria agradecer demais a você por ter topado estar aqui conosco. Foi uma aula de verdade para a gente. Se alguém quiser falar com você, você está nas redes? Está no LinkedIn?
Estou no LinkedIn. Pode me procurar lá. Daniele Pelopes. Se colocar SLC Agrícola, DNL, Pelopius, me acha facilmente ali. Então, entra em contato comigo, sempre dou retorno. Se demora um pouquinho, porque nem sempre a gente está na rede, mas a gente vai lá e dá o retorno. Faz muito contato com startups e com outros meios pelo LinkedIn. Então, entra em contato aí, que vai ser um prazer trocar um pouquinho de ideia e ouvir também outros casos, outros exemplos, outras experiências.
Show de bola. Muito obrigado Alex. Brigadão cara. Como é que faz para falar com você nas redes e e-mail.
Obrigado você Luiz Dani pela aula. Realmente sim. Foi incrível. Agregou muito para todos os nossos ouvintes aí também. Muito cliente com certeza vai utilizar como benchmark. Bom, pra me encontrar aí nas redes, no LinkedIn, Alex Ribeiro Júnior, colocar Alex Ribeiro Aevo, também imagina aí que já vão me encontrar direto. E o meu e-mail é alex.júnior.com.br também, quem quiser entrar em contato, fique à vontade.
Show de bola. Bom, pra falar comigo também, também tô no LinkedIn, Luiz Felipe Carvalho, da Aevo também, então fica fácil de encontrar. Se quiser falar comigo direto por e-mail, luiz.aewo.com.br, vai ser um prazer trocar uma ideia com vocês. Queria agradecer muito a você, ouvinte, que nos ouviu até aqui, que está com a gente, acompanhou até o final. Prazer ter você conosco nos ouvindo. Se você gostou, indique para o amigo, para o primo, para o papagaio, para todo mundo. Curte a gente. Segue, se tá no YouTube aí vendo a gente, faz um comentário pra gente, traz aí que assunto que você quer que a gente discuta num próximo episódio, vai ser um prazer, é sempre bom ouvir vocês. Um grande abraço e até o próximo episódio.
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