Ep. 3 - Intraempreendedorismo e inovação transformacional com Clarisse Dallaqua, Luís Felipe Carvalho e João Vitor Richa
2 Jan 2026 · 50 min
Transcrição de um episódio do podcast Aevo Boost que discute inovação transformacional e intraempreendedorismo. Os participantes explicam o que é inovação transformacional, por que empresas devem investir nela, como estruturar programas de ideia que gerem projetos de alto impacto (POCs, fases de validação e portfólio), e como organizações maduras como o Hospital Albert Einstein apoiam spin-offs (ex.: Scala, VarStation). Há ênfase na necessidade de estratégia, liderança engajada, tempo/recurso para inovação e comunicação com a linha de frente.
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Olá, muito bem-vindo a mais um episódio do Aevo Boost, um podcast onde nós falamos de pessoas transformando suas empresas através da inovação. Eu sou Luiz Felipe Carvalho, fundador e CEO na Aevo, e hoje a gente vai falar sobre um tema muito bacana, que é a inovação transformacional, inovações maiores que criam o futuro das organizações. Para isso, Estou aqui com a Clarice Dallacqua, que é uma das responsáveis pelo programa de inovação no Hospital Albert Einstein, uma das empresas mais inovadoras do Brasil. Bem-vinda, Clarice. Tudo bem?
Olá, Luiz. Prazer, pessoal. Tudo certo. E aí por aí?
Tudo ótimo. Tudo ótimo. E aqui comigo também é o meu amigo João Vitor Richa, que é Executivo de Contas da Aevo, um grande entusiasta da inovação. Fala, Richa. Tudo bem?
Paulo Luiz, Clarice, um enorme prazer estar aqui com vocês hoje, muito animado por esse nosso bate-papo.
Maravilha, pessoal. Acho que o nosso papo de hoje vai ser muito interessante. Acho que traz um tema que, quando a gente fala de processo de inovação, nem sempre é tão falado, a inovação transformacional. Como é que a gente leva isso de forma processual para as empresas? Clarice, queria começar essa conversa com você. Você trabalha no Albert Einstein, que é uma grande referência em inovação. foram recentemente considerados, talvez no ranking mais importante do Brasil de inovação, que é o ranking da Valor, como a quinta empresa mais inovadora do Brasil, dentre todos os setores. E vocês também são Instituto de Ciência e Tecnologia. Isso é fantástico, a gente pensar numa empresa que é tão bem vista como o Albert Einstein, mas que também é tão inovador, esforça tanto nesse caminho. Tenho certeza que isso não é uma coincidência. Eu queria que você desse uma visão geral de como é trabalhar no time de inovação do Einstein.
Esse prêmio foi uma grande conquista para a gente, subimos uma posição em comparação ao ano passado, então foi uma vibração interna. Primeiro, antes de falar da inovação, eu acho legal falar um pouquinho do Einstein. Muitas vezes o Einstein ainda remete à marca de excelência assistencial, pensamos como um hospital, porém é mais que um hospital, realmente tem uma empresa para fazer as coisas funcionarem, Então, tem um pé muito forte em ensino, responsabilidade social, serviços de consultoria, e um desses pilares é a estrutura de inovação. Então, a diretoria, a ideia é ter uma... um ecossistema preparado para diversas possibilidades de projetos, diferentes projetos de inovação. Então, temos uma incubadora de startup para fazer essa conexão, sempre tem startups na área da saúde, ela se chama EretzBio. Existe uma área específica para metodologias de inovação, então, para conectar colaborador e entender como como que é amadurecer, o que tem que pensar em um projeto de inovação. E também temos uma outra estrutura que é responsável por questões de propriedade intelectual, por projetos de pesquisa e desenvolvimento, que é o que tem a grande sinergia com ser um instituto de ciência e tecnologia. E eu sou engenheira de produção, então estou imersa um pouco na saúde, é um pouco fora da minha formação, então é desafiador, mas, ao mesmo tempo, acho que a grande motivação é a questão da responsabilidade social. Então vemos muito isso nos projetos que rodamos. Temos sempre um pilar de projetos que tenham um impacto para a saúde brasileira. Então, não é um impacto diretamente para o público nichado, que entendemos que é um público privilegiado no Brasil aqui, que são clientes Einstein. Então, os nossos projetos sempre são pensados para ter a maior capilaridade possível.
Excelente, Clarice. Realmente a gente percebe que não é à toa essa posição do Einstein como uma das empresas mais inovadoras do Brasil. Tem uma estrutura grande por trás. E legal ver esse lado social tão importante. Às vezes isso não fica tão divulgado, mas durante a pandemia isso ficou bem claro. O papel do Einstein no COVID foi super importante para a sociedade. Não só para quem podia pagar para estar lá, mas para a sociedade de forma geral. Richard, queria te puxar aqui na nossa conversa, cara, e pra gente entrar no tema, a gente tá falando hoje de inovação transformacional. E aqui tem um monte de termos que meio que se misturam, radical, inovação disruptiva, mas vamos usar um termo geral aqui, inovação transformacional. Richard, pra aquela pessoa que tá agora correndo na praia, está correndo no parque, nos ouvindo nos seus iPods, nos seus telefones sem fio. O que é inovação transformacional e por que as empresas precisam investir nisso?
Fantástico Luiz, fantástico. Eu acho que eu tenho o privilégio de ter um uma posição aqui na Evo que a gente consegue conversar ali com muita gente. Aquela pessoa que tem um programa de inovação que já está superdesenvolvido, supermaduro, e também aquela pessoa que está começando agora, que recebeu aquela missão ali da sua empresa de tornar aquela organização mais inovadora. E muitas vezes realmente esses conceitos eles ficam um pouco vagos e difícil de entender e colocar em prática, mas Acho que existe uma forma muito legal de entender esse conceito de inovação transformacional. E eu vou convidar agora o ouvinte a imaginar a sua empresa, o local onde ele trabalha, daqui a 10, 15, 20 anos. E na verdade, no mundo de hoje, a gente não precisa nem ir muito longe. Imagina daqui a dois anos, imagina o cenário que a sua empresa vai se encontrar daqui a dois anos, o mercado que ela está. Você imaginou esse cenário? Então, a inovação transformacional é o que garante que a sua empresa vai estar num cenário positivo no futuro. Ela, no final das contas, a inovação transformacional busca, obviamente, quando bem-sucedida, proporcionar-lhe uma vantagem competitiva sem igual dentro do seu mercado que garanta produtos e serviços ali quase sem competição. Então, no final das contas, quando uma empresa tem uma inovação transformacional bem-sucedida, ela vai gerar um produto ou um serviço com base em tecnológico, muitas vezes, que vai fazer o seu portfólio seguir em frente. A gente tem vários exemplos de inovação transformacional que a gente pode citar, mas o cerne dela é colocar a sua empresa dentro de um cenário competitivo, que ela não vai ter concorrentes, ali dentro desse cenário. Então, eu acho que essa dinâmica é muito importante para a gente entender o que é inovação transformacional.
Boa, Richard. É isso, cara. E quando a gente fala de transformação, a gente fala de criação de futuro. E aí essa visão que você trouxe de olhar para frente, enxergar o mercado e pensar como que vai ser, em que posição eu quero estar, é fundamental mesmo para a inovação transformacional. E você foi para o futuro, vou voltar para o passado, para fazer no passado ficar mais fácil a gente olhar para isso. trazer um caso bem conhecido da Blockbuster, que todo mundo sabe que foi disruptada pela Netflix. E a Blockbuster era uma senhora empresa. Chegou numa época a ter mais de 80 mil colaboradores e locadores espalhados por todo mundo. E não dá para dizer que eles não faziam inovação, eles eram muito bons, mas inovação de sustentação, sustentavam bem o negócio atual. Não perceberam e não é fácil, imagine vocês, acho que a gente não pode imaginar que tinham pessoas ruins na Blockbuster, devia ter feras lá trabalhando. desde a alta liderança até o time como um todo, mas não enxergou que o streaming era o futuro. E no momento que eles foram enxergar, eles já não faziam parte desse futuro. E a empresa, apesar de estar cada vez melhor e eficiente no seu negócio, locadora, isso não foi suficiente para garantir o futuro dela, acabou tornando aquele produto obsoleto. Então é importante, inclusive, para a perenidade da empresa criar o futuro através de inovação transformacional.
Perfeito, Luiz. Já que você já puxou essa bola aí da Netflix, acho que uma característica muito importante da inovação transformacional é que muitas vezes ela é baseada em tecnologias já existentes. Então, por exemplo, uma inovação como a Netflix nunca poderia dar certo num cenário onde existia internet discada, onde não existia internet de banda larga para você passar o streaming. Então, veja bem, a Netflix não inventou a internet, não desenvolveu a internet de alta velocidade, só que ela aproveitou dessa tecnologia para conseguir gerar a sua inovação. Então, essa inovação transformacional é uma inovação que exige muito timing. Você tem que mapear muito bem as tecnologias existentes no mercado para conseguir te apoiar na transformação da sua inovação.
Com certeza, com certeza. Muito bom, Richard. E aí, Clarice, a gente está falando aqui de casos do mercado, de coisas que são amplamente conhecidas, mas esses casos estão meio até batidos. A gente fala de Blockbuster e Netflix, todo mundo fala sobre Netflix e Blockbuster, e eu queria entender, a gente viu aqui a estrutura do Einstein, uma estrutura muito madura. Como é que é trabalhar com inovação transformacional com esses casos aí dentro do Einstein?
Uma das minhas atribuições, eu sempre estou em contato para fazer reunião de entendimento, entender as necessidades que os colaboradores identificam e entender como que isso tem sinergia com projetos de inovação. Uma das saídas é a questão da inovação transformacional. E eu posso dizer que sempre tem um medo de arriscar e um medo de perder oportunidade. Então, eu acho que é importante sempre ter essa consciência que a inovação, ela está sempre atrelada ao risco. Então, desde inovações incrementais, inovações de sustentação, até inovações transformacionais. Mas quando pensamos em tecnologias disruptivas, claramente o risco, ele é maior, ele é mais predominante. Então, eu acho que é importante sempre entender o risco e as medidas para mitigar esse fator. E para mitigar, eu entendo que uma base tem que estar consolidada e quando eu falo de base, precisamos ter uma estratégia de inovação. entender o que o mercado precisa, acho que vocês colocaram muito bem a questão de tecnologia, entender como que são as tendências para existirem critérios e um fluxo padronizado para ter essa sinergia e identificar mais facilmente os casos de inovação transformacional e ir com medo. Acho que, assim, tem o risco, é entender o risco e investir. A inovação é um espaço para errar, então, muitas vezes, é isso, né? Precisa investir em POCs, né? Provas de conceito, algo menor, né? Obviamente, se a gente está falando de inovação transformacional, não vamos fazer um projeto de anos, a gente vai fazer um projeto de meses, para realmente entender se aquela tecnologia, aquele projeto tem o potencial que enxergamos como uma estratégia de inovação.
Perfeito, perfeito. Com os riscos diferentes, um projeto de inovação maior, um projeto de inovação transformacional. Em geral, a gente está falando de futuro e para criar futuro, enquanto a gente não tiver uma bola de cristal confiável, tem risco grande. A gente não sabe o que vai acontecer. Realmente precisa de novos processos, precisa de encarar esses projetos de maneira diferente, perfeito. Essa linha de pilotos, de ir devagar e testando as hipóteses é um caminho muito importante. Mas Clarice, eu acho que no Einstein vocês têm uma visão diferente até de programa de ideias. A gente já falou aqui no podcast sobre programa de ideias de diversas empresas e no geral, Esses programas são voltados, os principais desafios deles têm a ver com ideias de sustentação, ideias mais incrementais. São programas que envolvem todo o time para sustentar o valor do negócio. Então a gente vê mais de 90%, 95%, às vezes 99% das inovações que saem desses programas são inovações de sustentação. No Einstein, vocês... esse não é o objetivo, né? Esse não é o objetivo de vocês. Você me contou que o programa de ideias de vocês enxerga isso de maneira diferente. Como que é o programa, então, de ideias aí do Einstein, de vocês? E como que você enxerga, né, se uma boa maneira de engajar as pessoas, né, a darem ideias maiores de transformação?
Legal, sou uma grande engajadora de programas de ideias, eu acho que fazem a diferença. Quando falamos aqui do nosso objetivo com o programa de ideias, colocamos sempre que o objetivo maior é transformar as oportunidades de inovação dos colaboradores em iniciativas de inovação. E as iniciativas, existem N maneiras de pilotar e desenvolver. a questão da inovação transformacional, cada vez mais queremos identificar casos de intraempreendedorismo, que é quando existem um projeto, uma oportunidade, e investimos, é um processo longo, mas investimos em diversas provas de conceito, tanto referente à tecnologia quanto à modelo de negócio, para entender aquilo como uma empresa. E aí, quando realmente tem os casos de sucesso, falamos no spin-offar. Então, o grande objetivo, quando sai o colaborador e entra para uma empresa no mercado, é um dos pilares aqui do programa a gente ter uma questão de spin-offs. Então, é importante a gente ter esse espaço. Então, a inovação, a estrutura de inovação é o espaço para os colaboradores chegarem com essas oportunidades. A gente foca muito nas questões de projetos que tenham uma tecnologia, potencial de mercado, como eu falei, para trazer essa visão da saúde como um todo, da saúde brasileira. E a gente não foca tanto na questão de inovação no sentido de melhoria contínua, de programas voltados a processos, não por não ser relevante, mas pela estrutura do Einstein ter outras áreas que comportem esses tipos de projetos. Então, por isso, nós temos esse espaço para investir em projetos que tenham maior risco tecnológico, vamos colocar dessa maneira. Então, acho que esse é o primeiro fator, por isso que o programa consegue ter essa abertura. E para engajar as pessoas, eu acho que existem dois pilares muito importantes para um programa. O pilar de processos e o pilar de cultura. Então, o pilar de processos, eu acho que quando você tem Eu penso muito que a inovação não pode ser arte livre. Então, precisamos entender que a inovação é processual, sim, ela tem um racional, sim, e precisamos cada vez mais estudar para entender como que operacionalizamos a inovação. Então, o primeiro ponto, eu acho que é ter essa clareza da estratégia, de como você faz um fluxo de avaliação, como são as devolutivas, o que você capta. Precisa ter esse processo bem definido para pensarmos no pilar de cultura. Então, quando pensamos no pilar de cultura, Eu enxergo muito importante ter iniciativas de comunicação. Então, café filosófico com a inovação, deixar o colaborador próximo de você, explicar o que é inovação, o que são os processos de inovação, o que são as metodologias, que eu sei que muitas vezes é muito abstrato. Quando eu comecei, para mim, era muito abstrato. É sempre mão na massa, eu acho que inovação é muito prática. Então, é importante o colaborador estar perto das pessoas, dos profissionais de inovação, para aprender mão na massa. Então, realmente vivenciar o que a inovação pensa. E um outro ponto que eu acho muito importante é a questão de tudo fazer sentido para o colaborador. Então, desde você estar recusando um projeto até aprovando, explicar e compartilhar o seu raciocínio. Então, no sentido, eu atuo muito com médicos, enfermeiros, então são as pessoas que têm a dor, que têm a necessidade ali do dia-a-dia, que veem muitas vezes os casos disruptivos, que eles que são... Os casos disruptivos, muita gente tem medo, mas no final das contas é sempre parte de uma necessidade muito básica da rotina, não é a melhor tecnologia, não é algo que ninguém consegue pensar, não, é uma sacada óbvia. Então, eu acho que a sacada óbvia vem de quem tem a rotina ali. Então, eu acho importante sempre ter esse olhar de iniciante. Então, entender como ouvir o colaborador, e como você, como profissional de inovação, consegue contribuir com o seu conhecimento de negócio, da inovação, das metodologias em si, e conseguir fazer isso ter uma maturidade. Então, resumindo, um trabalho a quatro mãos. É sempre o que eu acredito para esses casos.
Perfeito. E você tocou em um ponto fundamental. A visão da Evo é muito parecida quando a gente fala de inovação. É claro que seria muito bom ter um Steve Jobs sentado aqui na companhia e ele ter um insight um dia e, cara, uma ideia fantástica que vai mudar o mundo. mas nenhuma empresa deveria depender disso. Então, no final das contas, a gente precisa criar processos para tornar a inovação sistêmica, um processo realmente, um funil mesmo, que gera ideias, que as pessoas conduzam os pilotos, façam projetos, priorizam o que deve ser feito para, no final, virar inovações de fato e chegar no valor que a gente espera com a inovação. Agora, você tocou num ponto aí, Clarice, que eu fiquei curioso. que você falou, poxa, às vezes, e assim, concordo totalmente, no dia a dia ali é o médico que vai ter aquela visão, ou o médico, o enfermeiro, quem está no dia a dia dos processos, aqui estou falando de inovação de um hospital, mas processos de forma geral, é o contador ali no dia a dia do financeiro que vai ter ideias para aquele processo, é o operário da indústria que vai ter processo, Mas a vida dessas pessoas é corrida, né? Então como é que é essa ponte aí? Eu sou médico, tô trabalhando no Einstein, tem aquela correria, um atendimento de pacientes, nem sempre tô no computador o tempo todo. Como é que é na prática esse profissional, um médico, um enfermeiro, pra ele entrar no programa e trazer a ideia dele? O que faz ele pensar e falar, poxa, Eu imagino que muitos devam pensar, cara, isso poderia ser diferente. O que vocês fazem para ele dar aquele passo a mais e participar do programa?
A gente sempre é alma empreendedora, então quando a pessoa tem alma empreendedora, sempre é mais fácil, porque ela já está ali querendo inovar, eu acho que é... Então, para responder essa pergunta, eu acho que o primeiro ponto é nós, como profissionais, treinarmos essa alma empreendedora. E quando eu falo de alma empreendedora, é sempre ter uma questão de senso crítico em tudo que você faz. Eu acho que é importante, primeiro, ter essa mudança interna nossa, para a gente sempre estar contribuindo mais do que para a empresa. Eu acho que a motivação maior é contribuir para você como pessoa e contribuir para a sociedade como um todo. Eu acho que quando a gente tiver essa troca de chave existe esse trabalho para chegar num programa de ideias. Como fazer isso? É sempre desafiador porque não conseguimos mudar internamente as pessoas. Então eu acho que isso é uma questão. Existem pessoas que não vão chegar, que têm um pouco de resistência. Então eu volto na questão que é importante explicar o que é inovação, eu acho que é uma questão muito de trabalho de comunicação, eu acho que tem que explicar como que pensa no negócio, o que é um negócio, o que é que muitas vezes eu sinto que fica muito abstrato ainda para muitas pessoas, então eu volto que o ponto chave para mim para fazer as pessoas chegarem é a questão da comunicação. A correria do dia a dia, eu vou falar mais um um fator, assim, que eu acho que é um pouco para as empresas e lideranças, eu acho que confundimos muito produtividade com eficiência. Então, vou explicar. Eu acho que hoje, principalmente essa questão de home office, eu vejo muito uma questão, quanto mais faz, melhor. Então, muita reunião online, muita questão, né? Somos profissionais com muitas demandas. Mas deveria ser ao contrário, deveria ser uma questão de ter tempo livre, que o tempo livre faz você ser criativo. Então, se tivermos empresas, líderes, que a gente consiga dosar melhor, temos oito horas de trabalho, seis horas de jornada, Dessas seis, não precisa o profissional estar trabalhando tanto assim. Vamos deixar as pessoas um pouco ansiosas, até diria, para a criatividade aflorar. Então, eu acho que tem um papel grande de estrutura empresarial que ajuda a motivar a criatividade e motivar os colaboradores a chegarem em programas de ideias.
Muito bom. Eu acho que essa resposta cobre muito. Eu até pensaria dois pontos que você destacou aí, que para mim são fundamentais. Um é a questão da pessoa entender o que se espera daquilo. Então, muitas vezes a gente lança um programa, quer envolver as pessoas na inovação, mas esquece que do outro lado está uma pessoa que é, em muitos casos, especialista no negócio, sabe muito daquilo, mas não conhece sobre inovação. não sabe como é um projeto, então entender o que se espera, como é o negócio, como que a gente faz um projeto, é fundamental para ter até a aderência do time. E um outro aspecto é sobre tempo. A gente tem uma frase que aqui na Evo a gente repete muito, que é a seguinte, ninguém faz nada incrível no tempo que sobra. Se a gente não criar recursos para as pessoas inovarem, elas não vão inovar. É necessário ter recurso, é necessário ter tempo também para inovar. E aí, Richard, puxando a sua análise aqui sobre o que a gente está conversando, a Clarice trouxe muito essa diferença. Eu estou falando de um projeto aqui de inovação transformacional. Eu estou falando de algo que é diferente de um projeto mais tradicional, de um projeto mais incremental, onde eu conheço mais os próximos passos que serão dados. Cara, como que é um projeto de inovação transformacional? O que é esse processo aí? O que é diferente no processo de levar um projeto de inovação transformacional à frente?
Perfeito, Luiz. Essa é uma pergunta muito especial, porque a gente até vê vários gestores de projetos que estão em transição para áreas de projetos de inovação. E, de fato, é um desafio se acostumar com esse tipo de projeto. A primeira diferença e a primeira coisa que a gente tem que ter em mente é que a pessoa que está envolvida com esse projeto, principalmente aquela pessoa que trouxe a demanda, ela não pode ser apaixonada pela solução. Ela tem que se apegar ao problema. Porque muitas vezes durante esse percurso de implementação desse projeto, ela pode ver que, beleza, o problema realmente existe, ele afeta muitas pessoas, tem ali um mercado para atender, só que quando você se apaixona pela solução, muitas vezes aquela solução para esse problema em questão não é viável e a gente tem que ir para outra solução. Então se apaixonar pelo problema é importante e é preciso evitar se apaixonar pela solução. Mas vamos entender um pouquinho melhor como é que funciona a execução de um projeto de inovação transformacional. Tendo em vista do problema que se é trazido, ou de uma solução que possui o problema, acho que é interessante pensar que o projeto de inovação transformacional vai, aos poucos, se construindo. Como a gente já disse antes, é um projeto que tem muito risco envolvido, muitas vezes. Então, você não pode colocar todos os seus ovos naquela cesta, porque vai que o projeto está errado e a sua empresa vai ter um prejuízo enorme. Então é importante a gente construir um mínimo produto viável no início, criar uma hipótese para ajudar a validar. Por exemplo, eu quero saber o tamanho de mercado desse meu problema. Beleza, então tem um tamanho de mercado interessante. Vamos agora para uma próxima fase, onde eu vou colocar um pouco mais de investimento nesse projeto e agora a gente vai validar uma segunda hipótese. Vamos ver se essa solução que eu estou construindo resolve esse problema. Poxa, resolveu. resolveu para um pequeno grupo de pessoas. Então, vamos agora ir para uma próxima fase, onde a gente vai validar uma outra hipótese. Será que a solução que resolveu o problema de um pequeno grupo de pessoas, de um certo perfil, vai resolver também esse mesmo problema de pessoas de um outro perfil, que estão em outra realidade, que, de repente, tem uma condição de aquisição dessa mesma solução um pouco menor? E é dessa forma que a gente vai caminhando com esse projeto de inovação transformacional. faseado, validando hipóteses para passar de cada fase, e com muito apego ao problema e pouca apega à solução. Porque, poxa, se aquela solução não se mostrar viável, esse projeto deve ser cancelado. Ou mesmo desistir, ou até mesmo buscar outra solução, que é melhor ainda. Mas uma visão muito interessante também, quando a gente vai pensar em projetos de inovação transformacional, é a visão de portfólio. Não sei se tem ouvintes aí que investem em bolsa de valores, em ações. A gente sabe que a gente nunca deve colocar ali as mesmas, o nosso capital inteiro em uma ação só, ou em um mercado só. Ou é até ideal a gente diversificar um pouco esse investimento em ações de diferentes mercados. A gente pode trazer essa lógica também, de uma forma simplista, mas para o pessoal entender, para o nosso portfólio de inovação de produção nacional, A gente pode investir em vários projetos, e aí é interessante a empresa ter uma pessoa que olhe para todo esse portfólio. Vai ter, sim, aquele gestor do projeto que vai olhar só para o seu projeto, buscar validar aquelas hipóteses, buscar solucionar aquele problema. Mas vai ter também um gestor que vai olhar, ou gestora, que vai olhar para todo o portfólio. Então, se um projeto não for sucesso e a gente precisar cancelar ele no meio do caminho, Beleza, a gente não gastou tanto dinheiro e tantos recursos assim porque a gente foi investindo aos pouquinhos durante a fase. Mas se um projeto chegar até a última fase, aquela fase que a gente estava ali dando agora vendas e time de marketing para vender esse novo projeto, esse novo produto, aí sim, esse projeto que for campeão, ele vai valer por todos aqueles que não conseguiram chegar até o final. Então, para projetos de inovação transformacional é muito importante a gente ter noção de quais são essas fases, o que a gente quer validar em cada fase e também ter investimento aos poucos em cada fase. Nunca se começa investindo tudo que você tem logo no início, logo quando aquele projeto é apenas uma hipótese. E a Clarice falou um ponto muito importante, que é esse salto de fé. A empresa tem que acreditar e seguir em frente. E para esse salto de fé ser sustentável, é por isso que existem essas fases, é por isso que existe esse investimento gradativo ao longo do tempo.
É uma visão parecida com o investimento de Venture Capital em startups. Ou seja, trazendo isso para uma empresa é como se ela fosse, ao fazer inovação transformacional, fazer investimentos em startups internas. Tem até um... O Eric Ries fala desse termo, criar startups internas dentro da empresa e usar uma lógica parecida. Para cada startup ali, o Richard falou bem, o gestor vai estar com os olhos nas nuvens, pensando no que pode ser, mas pé no chão. Criando ali pequenos experimentos para validar hipóteses e definir se aquela solução está resolvendo o problema ou não. Mas para a empresa ela está olhando vários projetos, tem uma cesta, um portfólio de projetos de inovação, em que provavelmente alguns darão errado e faz parte, de novo, a gente está criando o futuro da inovação transformacional, mas aqueles que derem certo vão criar o futuro da organização, provavelmente vão pagar de longe a conta dos demais, especialmente quando bem feito. Legal, e olhando para essa visão de startup interna, Clarice, eu sei que vocês aí já têm inclusive spin-offs, né? Então, é um programa muito maduro. E aí, olhando pra essa visão de inovação transformacional, você usou até o termo aí, o intraempreendedor, o empreendedor interno. Então alguém da estrutura da empresa que está à frente de um projeto e no final das contas, olhando pra ele quase como se fosse uma startup, ele pode virar de fato uma empresa. Então sai de dentro ali da estrutura do Einstein uma nova empresa que crie um novo mercado, que trabalhe naquilo, a partir do momento que ele deu certo, a partir do momento que foi bem validado. Você pode compartilhar alguns casos disso conosco, alguns casos de negócios que foram criados a partir do programa e acabaram virando uma spin-off?
Claro, Luiz. Nós temos dois casos já públicos que, enfim, já são uma startup, já tiveram alguns investimentos aí até. Tem o Scala, que esse é muito legal porque mostra que é uma sacada óbvia. Então, assim, a gente tinha um problema muito grande de escalas médicas. Ainda eram as lousas que você escrevia no canetão, E dava muito problema de agenda, de conflito. Imagina agendar uma sala cirúrgica. Então, tinham alguns conflitos de erro, assim, de escrita, de erro de... Era humanos, né? Existem esses erros atrelados. E eles fizeram um software para gerenciar as escalas médicas. Então, começaram a pilotar dentro do hospital. Ajudou muito a produtividade, a minimizar essa questão dos erros. E até com a pandemia eles estouraram ainda, porque foi um pouco antes, eles já tinham uma empresa, mas eles conseguiram levar, além de escalas médicas, a questão de escalas em ambientes corporativos, na época que estava começando a voltar presencial, não era todo mundo presencial, ainda estava um pouco... híbrido. Então, até hoje, a gente ainda tem esse cenário híbrido e ajuda a questão de gestão de salas, de escritórios, de espaços de trabalho. Então, é um caso que foi bem positivo, pensando que era uma necessidade ali do dia a dia e teve muitos resultados, tem alguns resultados do hospital em si, de ter uma questão troca de plantão mais facilitada. Então, a gente consegue ter uma questão de mitigar esses imprevistos. Então, existem algumas gestões que foram muito positivas. E um outro caso que é bem interessante também, bem legal, é do VariStation, que é uma plataforma para análise genética. Então, também era um trabalho manual que era feito, aquela questão de mapeamento genético, que foi bem na época até da Angelina Jolie, que teve a questão de retirar a mama por conta que ela fez o mapeamento, que gerou um choque no Brasil, falando, meu, por que ela está fazendo isso? Mas ela tinha um risco atrelado, ela preferiu ser preventiva. Então, foi legal que foi bem nessa época que teve esse produto do Varstation, que é pra você automatizar a questão da análise genética. E também isso é muito uma questão de produtividade, teve 80% de redução no tempo de processamento da análise dos exames, né, de todo... de todos os genes. Então, também é algo... Foi um case bem legal. E uma coisa que quando o Richard estava falando que eu acho que é legal essa questão do apego à solução. Então, esses dois casos, a inovação, chegou uma ideia. mas a inovação teve uma grande jornada junto com o colaborador para chegar nessa questão de uma startup e uma grande jornada a gente pode colocar em questão de alguns um ano, uma questão de um tempo relativamente considerável, não é uma questão de uma criação de uma startup que você não faz em meses, não dá pra ser muito na correria. E eu acho muito legal a fala, e aí eu vou levantar a questão de propriedade intelectual, eu acho legal termos essa visão que a inovação não é ter ideia, É uma grande parte da ideia, mas a inovação, a gente até brinca aqui internamente, que é uma ideia com nota fiscal. Então, para gerar essa nota fiscal, essa receita, tem um trabalho de visão de modelo de negócio, de visão de amadurecimento para projeto, de tudo isso que o Richard comentou aí de fases, eu acho super válido, eu acho que é o caminho, a hipótese de fazer pequeno para ficar grande. Então, é importante, por mais que temos cases, é importante entender que não é rápido, assim, né? Eu acho que é um trabalho que tem que ser de pouquinho em pouquinho para as coisas acontecerem e serem cases de sucesso, que a gente tem bastante orgulho.
Excelente, excelente. Realmente é uma visão importante essa. Quando a gente fala de inovação, de transformação, não dá para pensar que o resultado vai vir no mês que vem. Então, um ouvinte de uma empresa que está começando esse processo, provavelmente não deveria esperar que a inovação transformacional venha a dar resultado de curto prazo. Geralmente esse resultado vem em médio e longo prazo. E com o tempo essa cultura vai só ampliando e a empresa vai ficando cada vez mais forte em fazer inovação também, cria-se essa cultura também. E falando em cultura, a gente fala aqui na Evo que sem cultura de inovação é muito difícil de você partir para inovações maiores, transformacionais. A gente brinca que dificilmente você vai conseguir cultivar uma rosa no deserto do Saara, no terreno aeronáutico. Não dá, o terreno precisa estar fértil, as pessoas precisam participar desse processo. Mas vamos pensar numa empresa que já fez esse papel, já faz inovação incremental, aquela inovação de sustentação, bem feito, o time está envolvido, participa. Como que ela dá o passo para expandir esse escopo e começar a entrar na experimentação, começar a entrar na inovação que cria o futuro dela?
Isso é um ponto que está sendo muito falado hoje. Acho que os últimos três anos, e até mesmo porque a gente passou por um período de digitalização quase que forçado devido à época da pandemia, o assunto inovação está muito em alta nas empresas. Então, naturalmente, muitas organizações caminharam para essa... Para inovar, para criar processos de inovação. Eles entenderam, como você disse, que não dá para depender de um Instituto de Ops. Eu, por exemplo, tiro o pudar de conversar com várias empresas familiares que têm um potencial muito grande de inovação, porque podem tomar decisões rápidas, né? Poxa, geralmente, o dono, a dona da empresa, toma a decisão e as coisas mudam. E que, poxa, estavam incomodadas porque todas as ideias, todas as inovações chegavam da Alta Viderança. E agora eles estão querendo mudar isso, estão querendo criar essa cultura. Então tá todo mundo querendo inovar, tá todo mundo querendo se posicionar. Muita gente já começou e agora está na fase de, beleza, fiz ali, institui uma cultura de inovação, as pessoas estão acostumadas com isso. Eu tenho muito mais promotores da cultura de inovação do que de retratores e medidores da minha empresa. Beleza, vou agora ir para um patamar mais alto e vou começar a pensar mais no meu futuro. E é importante deixar claro, inovação e incrementar um programa de ideia de sucesso é um programa de ideias que, no final das contas, você conseguiu capturar valor. Como a Clarice disse, a inovação tem que dar um valor no final. E eu costumo falar muito, uma inovação no papel vale tanto quanto aquele próprio papel. Porque se você não conseguiu capturar o valor, você não passou por toda essa esteira ainda, que a gente sabe que não é do dia para a noite, para ter aquela aquela inovação sendo real. Então, é muito importante que, a partir do momento de captura de valor, você consiga mostrar para a alta liderança da organização que vale a pena investir em inovação, que isso dá resultado. Perfeito? E não só para a alta liderança, para aquela liderança intermediária também, encoderadores, gerentes, porque essas pessoas vão ser cruciais na hora de engajar a linha de frente e viabilizar os projetos. Aposto que a Clarice tem várias reuniões com gerentes, coordenadores para conseguir um orçamento, para a gente conseguir viabilizar algum projeto, algum teste, alguma organização de hipóteses. Então, veja que a gente está começando a caminhar para aquela esteira que a gente já está falando bastante. A inovação incremental tem muita característica no presente, na eficiência. A inovação transformacional está pensando no futuro. Ou seja, a gente tem riscos envolvidos. Toda inovação tem risco, mas essa tem mais. Então, por isso que a alta liderança, engajada, ela consegue fazer com que você trabalhe de uma maneira muito mais tranquila com esses serviços. Para a gente começar a inovação transformacional, a gente tem que ter alta liderança engajada, tem que estar promovendo os nossos projetos, e aí as coisas ficam mais fáceis. Não ficam fáceis, mas ficam mais. Então, na hora da gente criar ali uma esteira, a gente tem que entender, poxa, de onde que vão surgir essas inovações transformacionais? vai surgir ali dos meus colaboradores da linha de frente, da produção, do meu time de vendas, do meu time de marketing, do meu time operacional, vai surgir de um hackathon que eu vou criar para pegar essas informações do mercado. Então, a gente tem que ter uma forma de potencializar essas inovações, ver de onde que vai chegar. A partir desse momento, a gente vai inserir essas demandas, soluções, problemas que a gente vai captar dentro da nossa esteira e vai começar a validar os projetos. Uma coisa para a gente fechar que é muito importante. Toda empresa tem uma estratégia. Eu acho que a cada dia a mais essa noção de planejamento estratégico de 50, de 100 anos está ficando um pouco mais enfraquecida. Mas a gente tem que pensar no futuro sempre. Se fala muito hoje em tese de inovação e é muito importante fazer aquele exercício que a gente comentou lá no início do podcast. Pensar daqui a cinco, 10 anos, como é que vai estar o meu mercado? Quais são as chances de eu ser disruptado? Como que eu posso me disruptar antes de uma outra pessoa fazer isso? A partir dessas provocações, que você até pode fazer ali com a diretoria, com o borde da empresa, você vai tirar qual que é a minha tese de inovação, quais são os caminhos que eu quero ir para, a partir dessa estratégia, começar a se comunicar com a linha de frente da sua companhia, com todo mundo. Como a Clarice falou, esse trabalho de comunicação é muito importante. É importante você se comunicar orientado à estratégia da companhia para assim você começar a receber os seus insights.
Perfeito?
Então, eu acho que esse período de transição, para fechar, precisa do apoio da alta liderança, é preciso entender qual vai ser a estratégia da companhia e quais são os possíveis riscos e oportunidades que vocês têm no mercado. E depois é preciso se comunicar muito bem para as pessoas estarem educadas, incapacitadas, para conseguir enviar os insights para vocês e a roda em geral.
Perfeito, Richard. E assim, essa visão, essa coisa da tese, conversa muito com a alta liderança. Eu acho que aí está um papel realmente que é da alta liderança de definir com a empresa qual é a ambição da organização, em que territórios que ela quer inovar. Porque isso vai dar uma direção clara para o time poder ter ideias, poder trabalhar nesse caminho. Eu gosto muito do exemplo da Magazine Luiza, que define uma ambição clara e é aberta ao mercado. de que eles querem, hoje, líderes em varejo, mas eles querem deixar de ser uma plataforma empresa de varejo, uma varejista apenas, para se transformar num ecossistema. Então ela quer deixar de ser uma linha, uma especialista num segmento e ser um ecossistema geral. e ela começa a investir em conteúdo, ela começa a investir em outras fontes que não estão diretamente ligadas com o seu varejo ou totalmente ligadas, entendendo que o futuro dela vai ser muito mais amplo do que o presente onde ela está, apesar de ter tido muito sucesso até aqui. Clarice, pra gente fechar, o que você sugeriria? Que dicas que você daria pra uma empresa que quer começar, que quer entrar nesse mundo de inovação transformacional, inovação disruptiva?
Acho que durante o podcast a gente foi soltando algumas dicas já, o Richard deu uma aula aí de ir em passos, acho que tomar um cuidado e ter essa visão de validação de hipótese. Mas o que eu quero falar, que eu acho que é legal para quem está nos ouvindo, se tem alguém, empresas pequenas, médias, grandes, eu acho que a primeira questão é primeiro ter uma base do seu cor, estabilizada. Então, eu tenho uma atividade principal, toda empresa tem uma atividade principal, eu acho que a primeira questão é entender, eu tô com fluxo de caixa, eu tô com uma empresa saudável, eu acho que tem um pouco desse papel de garantir, e eu acho que quando temos alguns problemas ali de balanço financeiro, algumas questões que sabemos que temos muitas dessas dores aí no ambiente empresarial brasileiro, Eu acho que primeiro eu sugeriria investir em inovações realmente incrementais, melhoria contínua para garantir essa estabilidade. Quando tiver essa saúde de uma empresa, aí eu acho que a inovação transformacional ela vem muito para você se manter competitivo. Eu acho que é um pouco da minha opinião. Então, muitas vezes eu vejo que existem empresas que não estão tão saudáveis e falam, ah, eu preciso da inovação que ela vai me salvar. Não, não é tão assim. A inovação transformacional, quando falamos desses casos mais arriscados, é uma questão de competitividade. Então, quando começamos a falar disso, eu acho muito importante sempre estarmos primeiro antenados na questão de tecnologia, então quais são as tecnologias, as tendências do mercado atuante, então o que as outras empresas estão fazendo, é importante a gente entender que a gente aprende com todo mundo e com a nossa concorrência também, Então, aquela questão de inimigos perto, assim, né? Eu acho que a inovação, ela traz muito essa questão de parceria. Eu acho que existe essa visão de você estar fazendo constantes benchmarkings, assim, pra você entender o mercado, não ficar afastado. E uma questão de estratégia. de inovação, eu acho que precisa entender no mercado, eu acho que começa a entender melhor os espaços, o que tem, as lacunas, eu acho que as lacunas ali de mercado, de você entender quais são as oportunidades para você conseguir fazer algum projeto. Então, eu acho que é um pouco essa a minha dica. Primeiro você ter essa visão, eu acho que isso vai muito da liderança, de você estimular essa questão de você ter tempo para fazer benchmark, entender que isso faz parte do trabalho, não é um plus, eu acho que faz parte. E aí eu acho que a gente consegue investir, tem algumas regrinhas de investimento até, se você começa a estudar, dos 70 a 2010, quando você começa a ter uma estrutura melhor, você ter 70 em inovações do CORE, e os 10% serem nessa questão de você investir em caso de subtivos. Eu acho que todas essas dicas aí que você encontra teóricas, elas valem a pena quando você já tem essa maturidade um pouquinho pronta.
Muito bom, Clarice. Foi muito bom demais realmente conhecer a estrutura que vocês têm, a forma que você pensa também em inovação transformacional. Muitos insights aqui para os nossos ouvintes. Eu acho que esse papo, inclusive, seria difícil talvez 10 anos atrás. A gente vê muito esse crescimento da inovação em muitas empresas acontecendo e essa evolução. É notória e hoje dá pra falar sim, não é mais ponto fora da curva. A gente fala de inovação transformacional, a gente fala de empresas que já estão preparadas, já fizeram um terreno fértil e podem dar o próximo passo. Queria te agradecer demais por compartilhar conosco. E eu queria deixar pra nossa finalização aqui, se alguém quiser conversar contigo, você tá no LinkedIn, como é que te encontra?
Estou no LinkedIn, Clarice se dá lá, se conecta lá comigo, brinco que eu sou motivada por conhecimento de pessoas, então fico feliz com a conexão. Eu acho que o LinkedIn é a forma mais fácil de me encontrar, se conectar comigo e a gente pode conversar sempre à disposição. Para falar de inovação, sou realmente animada e engajada com esse tema. Então, no que eu puder contribuir e aprender, sempre estarei à disposição.
Maravilha. Richa, prazer ouvir os seus insights, cara. Realmente muito bom. Deu uma aula em vários pontos, os conceitos encaixaram bem. Richa, se alguém quiser conversar contigo, entender como a Evo pode ajudar as empresas a implementar inovação transformacional ou inovação incremental também, como é que fala contigo? Tem e-mail, LinkedIn? Onde é que você está?
Luiz, olha, não hesite em mandar mensagem. Estou muito à disposição para conversar com quem quiser. Tem o meu LinkedIn, né? Pode procurar lá, João Richa, João Vitor Richa. Está ali nas redes da Evo também. E meu e-mail também, vocês podem entrar em contato comigo, é joão.richa.evo.com.br. e a gente pode ligar para o telefone, pode marcar um café, estou super à disposição. Se tem uma coisa que eu gosto de fazer é falar sobre inovação, é entender como que a gente pode ajudar as empresas a transformar nisso a sua realidade, perfeito? É muito bom trabalhar com isso também, juntamos o último agradável aí.
Excelente, Rich, excelente. E aos nossos ouvintes, muito obrigado por nos acompanhar até aqui. Não se esquece de indicar para os amigos, para os colegas de trabalho, curte a gente, ativa o lembrete. Se tiver no YouTube, pode colocar nos comentários lá o que você quer ouvir aqui no nosso programa, no Aevo Boost. E conta comigo, eu também estou no LinkedIn, Luiz Felipe Carvalho, procurando pela Aevo ali também. E email luiz.aevo.com.br, estou à disposição para a gente bater um papo. Um grande abraço a todo mundo e até o próximo episódio do AeroBus. Até lá!
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