Ep. 4 - Inovação Aberta: desafiando o ecossistema de inovação de forma ativa com Roberto Boiani, Luís Felipe Carvalho e Dayane Ribeiro
2 Jan 2026 · 47 min
Roberto Boiani from Nestlé explains how the company actively challenges its innovation ecosystem through open innovation. Nestlé has connected with over 500 startups, launched 42+ projects with research partners, and brought more than 700 new SKUs to market in Brazil since opening its innovation centers in São Paulo and São José dos Campos.
Questions this episode answers
About 2 years (the speaker says the CIT is completing two years).
About 500+ connections in the Nestlé startup base.
More than 42 projects and research developments for the technical area.
Around 46 university research proposals this year.
Over 700 SKUs in the Brazilian market.
Chapters
Olá, muito bem-vindo, muito bem-vinda a mais um episódio do podcast Aevo Boost, o local onde nós falamos sobre pessoas transformando as empresas através da inovação. Eu sou o Luiz Felipe Carvalho, sou fundador e CEO na Aevo, e no episódio de hoje a gente vai falar sobre inovação aberta. Para isso, estou aqui hoje com o Roberto Boianni, que é gerente de transformação digital em uma das empresas mais inovadoras do Brasil, a Nestlé. Muito bem-vindo, Boianni. Tudo bem?
Tudo bem? Boa tarde, pessoal. Um prazer estar aqui, participar com vocês desse podcast, poder compartilhar um pouco das nossas experiências e dessa trajetória de parceria com a Evo.
Maravilha, Boiane. Muito obrigado por topar estar aqui conosco. Também comigo para conversar sobre as melhores práticas em inovação aberta, a Dayane Ribeiro, que é head do nosso time de sucesso do cliente aqui na Evo. Tudo bem, Day?
Tudo bem, Luiz. Um prazer estar aqui com você e com o Boiane para bater esse papo sobre um assunto que eu gosto tanto, inovação aberta, que está tão... em alta do mercado hoje em dia, então vai ser muito bacana esse momento, com certeza, é um prazer.
Bora então, pessoal. Daia, eu quero começar já direto ao ponto, a gente vai falar sobre inovação aberta e eu queria que você explicasse para o nosso ouvinte, para quem está nos vendo no YouTube, aquela pessoa ali que está no Uber agora indo para o trabalho, não entende bem de inovação aberta, o que é inovação aberta?
Boa, Luiz. Primeiramente, antes de entrar em inovação aberta em si, Eu gostaria de relembrar algo que a gente já até falou em um episódio anterior sobre o que é inovação aqui no contexto da Evo. A gente entende que inovação é uma ideia implementada que gera valor para o negócio. Então, perceba que nessa definição, quando a gente fala de inovar, é essencial retirar a inovação do campo das ideias e pôr ela em prática de fato. Porém, como Henry Chesbrough, o criador do termo inovação aberta, no seu livro trouxe, no livro que disseminou até esse termo, hoje em dia o conhecimento útil está amplamente distribuído no mercado e nenhuma empresa, por mais capaz ou grande que ela seja, é capaz de inovar de forma 100% eficaz, totalmente sozinha. E aí, o que isso significa? Por que eu trouxe esse ponto? Como eu falei, para inovar, a gente precisa tirar as ideias do papel. Porém, muitas vezes, para fazer isso, é necessário a gente desenvolver e utilizar tecnologias, produtos, processos que talvez não sejam necessariamente o cor da organização e que acaba que a gente não tenha a expertise e o recurso para desenvolver 100% dentro de casa. Mas isso significa que é preciso deixar de desenvolver, deixar de aplicar essa solução? Não. No mercado inovador que a gente vive, não significa isso, pois com certeza outras organizações do mercado, elas já estão desenvolvendo, já possuem o conhecimento necessário para atender essa necessidade e essa solução que você deseja aplicar na sua organização. Então, é exatamente aí que a inovação aberta entra. A inovação aberta nada mais é do que um modelo de negócio onde as empresas se colocam à disposição de co-criar, desenvolver e utilizar soluções e tecnologias, enfim, inovadoras do mercado dentro do seu negócio. Então, dessa forma, as empresas que estão utilizando essa estratégia de inovação aberta, elas deixam de se limitar somente ao conhecimento que possuem internamente, e passam a se colocar estrategicamente à disposição de aproveitar todo o conhecimento e tendência que o mercado em toda sua amplitude tem para oferecer. Então, a inovação aberta é isso, você usar estrategicamente todo o conhecimento disponível no mercado dentro da sua operação.
Muito bom, Dai. E assim, eu vejo realmente o que você trouxe, né? Essa disponibilidade de tecnologia, de estar junto com parceiros, é uma grande estratégia também para reduzir o risco da inovação, né? A gente fala de inovação, em geral o risco vem junto, e quando você tem parceiros nessas iniciativas, às vezes até muito mais especialistas em algo específico que você está precisando, é uma bela estratégia de redução de risco, trabalhar com inovação aberta, trabalhar com parceiros, seja startup, universidade, ou até um concorrente, em muitos casos, né? Trazendo agora para a Nestlé, que para mim é um grande caso disso, você comentou grandes empresas com grande poder histórico de inovação indo para a inovação aberta e é justamente o caso da Nestlé, uma empresa inovadora de muitos anos uma criadora de produtos, de modelos de negócios diferentes e que trabalha fortemente com inovação aberta, inclusive uma das primeiros lugares no Brasil pelo ranking valor de inovação, então é uma empresa super inovadora. E Boiane, te trazendo para a conversa, você que é gerente de transformação digital na Nestlé e tem um histórico muito grande em inovação aberta na empresa, eu queria que você contasse para nós um pouco como é a estrutura da área que faz inovação aberta aí na Nestlé.
Legal, vamos lá. Eu achei bastante pertinente a colocação da Dai e os exemplos que ela trouxe, e faz muito sentido pra gente aqui, né? A Nestlé, por ser uma empresa, e acho que acima de colocar a gente em contato com todo esse ecossistema de inovação, mas trazer muita agilidade em como fazer, né? Porque pra empresas grandes, acho que um grande desafio que a gente tem é a agilidade e a velocidade nesses processos. e pra Nestlé isso foi um exemplo muito claro, então por isso a gente é dividido aqui, a gente se dividiu em áreas, então a gente tem uma área de transformação digital e de inovação que fica mais ao lado do negócio, ao lado da área de marketing, de vendas, das unidades de negócio na nossa sede em São Paulo, que a gente colocou o nome aí carinhosamente de Panela, Então a gente tem o Panela House, que fica lá em São Paulo, e aqui em São José dos Campos, onde eu fico baseado, a gente tem o Centro de Inovação em Tecnologia, que trouxe uma vertente da inovação aberta, desse processo rápido de inovação, do contato com o ecossistema, com startups, com universidades, para a área técnica, para a área de manufatura. Então, a gente atua lado a lado, em parceria com o time do Panela, que fica em São Paulo e temos aqui o CIT, que olha para tecnologias de indústria 4.0, para a parte de inovação no agro, que a gente tem uma ampla gama de fornecedores de culturas que a gente trabalha juntos, como o cacau, para produzir o chocolate, como o café e várias outras culturas que fazem parte do nosso portfólio.
Bacana, Boiane. Inclusive, a gente teve há pouco tempo aqui no podcast, a gente contou também o caso da SLC Agrícola, que faz muita inovação também no agronegócio. Então, muito interessante ver a inovação, acho que não posso nem mais dizer chegando, a inovação como uma grande criadora de diferencial no agronegócio também. Acho que na fazenda também cabe muito espaço. Aqui o Brasil é um grande seleiro para o agronegócio, para o mundo. A gente espera que saia muita inovação daí também. Legal ver essa área.
A gente pode substituir o chegando por bombando, né? Porque tem muita coisa acontecendo lá e muita coisa boa. É uma frente muito legal que a gente tem aqui e uma das principais do nosso circuito aqui do Centro de Inovação em Tecnologia da Aretec.
Muito legal, muito legal. Bom, indo para frente aqui, DAI, a gente sabe que, olhando para os nossos clientes, como eles fazem inovação aberta, que no geral tem mononimidade. A inovação aberta e quase qualquer tipo de inovação que se faz no negócio, ela precisa estar muito próxima dos desafios reais das áreas de negócio. A gente vê que quando acontece o inverso, quando eu busco a inovação por si só e levo para a área, nem sempre isso é bem recebido e nem sempre traz bons resultados. Como é que você tem visto as empresas envolvendo as áreas de negócio nos desafios de inovação aberta?
Perfeito, Luiz. De fato, a necessidade desse envolvimento é uma forte unanimidade. Porque eu gosto de falar que dificilmente as empresas vão conseguir gerar resultados reais resolvendo desafios desalinhados. Por que eu digo isso? Porque os desafios com real potencial de gerar resultados para a sua organização são aqueles que estão alinhados e diretamente conectados ao plano estratégico da sua empresa. E, consequentemente, para estar conectado ao seu plano estratégico precisa estar ali conectado com as suas áreas de negócio. Então, se a sua estratégia de inovação tem como intuito alavancar e potencializar esses resultados, é para esses desafios que você tem que olhar. E aí, como que eu vejo esse envolvimento? Primeiro que eu posso dizer é que as empresas que estão fazendo isso com sucesso e estão sendo referência nesse relacionamento, é que desde o início do seu funil de inovação aberta, que começa lá no mapeamento de oportunidades, que passa ali pelo momento de avaliação e seleção das soluções e vai até a implementação dessas soluções, é que elas procuram, em todo esse funil, envolver as áreas de negócio nesse processo. E aí, quando eu falo ali do começo do funil, né, o que que eu vejo elas fazendo? É, de fato, começando, ouvindo as áreas de negócio para fazer o seu mapeamento de dores e oportunidades. E como que elas fazem isso? De fato, indo atrás das áreas batendo lá em cada porta mesmo e tentando entender quais são os desafios, quais são as oportunidades, quais são as atuais dores que essas áreas estão enfrentando e poderiam ser sanadas, potencializadas, inserindo uma solução, uma startup ali dentro do seu processo. Quando isso acontece com sucesso, Luiz, o que a gente vê, inclusive, é uma movimentação muito bacana desse desenvolvimento se tornando tão fluido que as áreas de negócio, passam a procurar ativamente os responsáveis pela inovação para trazer essas demandas e necessidades. Então, isso se troca, se torna uma troca meio que automática a partir do momento que você faz isso com sucesso. E aí, quando eu já falo ali mais para outra parte do funil, quando você já decidiu para qual desafio você vai olhar no momento de seleção e avaliação das startups, eu vejo que a galera de inovação tenta colocar as áreas de negócio cada vez mais fortes na seleção mesmo, para que elas tenham contato não só quando você já tiver a solução definida, mas que elas possam também avaliar, dar a sua opinião, classificar essas possíveis soluções que vão ser aplicadas ali na sua área. E aí, uma ação muito comum é a realização de PIT10. E o que são esses PIT10? Nada mais é do que momentos onde essas soluções candidatas vão apresentar brevemente quais são as suas propostas, qual é a sua solução para uma banca avaliadora. E aí, nessa banca avaliadora, a área de negócio vai estar inserida, vai estar avaliando e tendo voz nesse processo. E aí, por fim, chegando ali no final do funil, aonde você já vai implementar a solução, o que a gente vê é que as áreas de negócio, no geral, elas precisam estar alinhadas. Então, as expectativas delas precisam estar claras, nesse processo, nesse projeto. Então, elas desenvolvem, acompanham, entendem como aquela solução vai ser aplicada, de fato, para depois dar continuidade na sua área. Então, a gente vê, por exemplo, criação de squads de projetos, onde dentro desses squads vão estar inseridas todas as pessoas com voz naquele processo que a solução vai ser aplicada.
É isso, Dai. Realmente, você falou muito bem. Em todas as etapas do processo de inovação aberta, acho que faz sentido a área estar envolvida. No final das contas, inovação é para alguma coisa, não deveria ser por si só. Não deveria inovar por inovar. E a gente às vezes vê áreas ali de empresas separadas. Eu tenho uma área de inovação aberta, uma outra área. No final das contas, a gente precisa gerar valor para o negócio. Então, se é a inovação aberta, é um instrumento para isso. Eu acho que essa aproximação faz todo sentido, porque quanto mais próximo a gente estiver da dor real da área, quanto mais a área estiver também participando do processo, a área também não pode terceirizar isso, tem que estar junto ali para fazer isso acontecer. Uma vez eu conversei com um amigo de inovação também e ele Perguntei para ele, cara, não é uma grande empresa, e perguntei, cara, o que é o maior indicador de sucesso quando você faz inovação aberta? Poxa, é um processo mais robusto, tem aceleração ou não? E ele trouxe algumas hipóteses e ele me falou, cara, sucesso é quando está alinhado com o desafio real. Dali para frente, importa, claro que importa o trabalho que você faz, a forma que você organiza, mas importa menos do que eu ter ali realmente uma coisa importante para o negócio da minha empresa sendo tratada. Isso muda todo o jogo. Só para fazer um jabazinho aqui do Aevo, você falou de pit day e hoje a gente vê as empresas usando a nossa solução para envolver as áreas de negócio dentro da ferramenta. Isso é muito legal, porque lá dentro do Aevo a gente tem uma área em que As startups podem colocar os dados delas, colocar vídeo, colocar informações gerais, e aí você pode incluir as áreas de negócio ali para avaliar com critério de avaliação. Então não precisa mais ser um aumento síncrono, as áreas podem estar, sei lá, um analista da área, um gerente da área pode acessar o dado da startup, avaliar no momento dele, E dá a avaliação dele enquanto que alguém da inovação avalia ao mesmo tempo e depois o sistema junta isso para permitir tomada de decisão. Porque às vezes o pit day, que é muito bom, é caro para a organização, ter que colocar todo mundo na mesma sala para ver, às vezes até ver coisas que não são tão do seu interesse, passa muito tempo ali vendo startups de outros setores. Então, um caminho ilegal que a gente tem visto algumas empresas fazerem. Boiane, da Nestlé, como é que vocês estão envolvendo as áreas da inovação aberta? Você já falou um pouco do Panela, mas acho que também no Cítico, obviamente, tem muita relação. Quais são as boas práticas e que aprendizados que você tem com o envolvimento das áreas de negócio da inovação?
Muito legal. Primeiro aproveitando aqui de um bate-papo que a gente já fez, mas reforçando uma história aqui, que a Nestlé já tem esse DNA de inovação. Esse ano a gente foi coroado, fomos coroados com o prêmio de top 1 em empresas inovadoras no ranking da valor econômico, mas se você pega na história da Nestlé, de quando a empresa começou no Brasil, nossa primeira fábrica foi lá em Araras, e hoje é uma das fábricas mais importantes que nós temos no mercado. O primeiro produto que a gente trouxe para cá foi o leite moça. Eu comentei com vocês que era o que tinha o desenho da moça na lata, mas o nome era um nome em inglês na época, foi um nome que o brasileiro teve um pouco de dificuldade de se habituar e acabou transformando a lata milkmaid em leite moça. pelo leite da moça e uma outra história interessante que a gente tem que mostra esse DNA de inovação é que o Nescafé, que é um produto, um sucesso mundial da Nestlé e que leva o nome Nescafé em português pelo mundo, ele foi desenvolvido aqui no Brasil a pedido do governo brasileiro, um pedido do governo brasileiro para a Nestlé na época, que estava passando pela crise do café, então a gente estava com muito café estocado nos barracões e o governo acionou a Nestlé e pediu para ver se não tinha como desenvolver alguma tecnologia que nos ajudasse ter uma maior durabilidade naquele café, conseguir armazenar aquilo por mais tempo e foi quando a Nestlé desenvolveu o café solúvel, então é uma tecnologia que foi criada e desenvolvida no Brasil e que até hoje faz parte do nosso portfólio e tem um grande volume de exportação para várias áreas do mundo. Mas falando propriamente em inovação aberta e como a gente envolve, acho que tem duas coisas importantes. Uma fase importante da inovação aberta é a gente envolver o time desde a ideia ou da necessidade da inovação, onde de fato que a gente está precisando fazer algo diferente. Aquela famosa pergunta, quais são as dores que temos, seja no nosso negócio ou na nossa operação, aqui no caso de operações. E pra isso a gente hoje tem um canal direto com o nosso time de operações, que conta com mais de 7 mil pessoas, o time de operações da Nestlé Brasil. onde a gente consegue, através da plataforma de ideias, capturar essas ideias, essas sugestões de melhoria direto do time operacional. A partir daí, a gente entra no funil de inovação e começa a fazer as etapas de avaliação. Se aquilo faz sentido, como faria sentido, se a gente traz para o centro de inovação e tecnologia, se a gente pode trabalhar, como a Dai falou, a gente tem maneiras de trabalhar com a inovação também internamente, vai depender da especialidade, vai depender do know-how que a gente tem para aquilo e como a gente transforma isso num desafio de inovação aberto. Então, acho que um ponto importante é capturar a essência da necessidade e da onde surge a ideia. E depois disso também a gente fazer desafios. Um ponto que eu até comentei com você, Luiz, numa conversa que tivemos recentemente é que o que a gente tem feito bastante hoje também é desafiar o ecossistema, no bom sentido. Mas em que sentido? Questionar o ecossistema de quais são os desenvolvimentos, quais são as tecnologias, quais são as ideias que estão permeando as discussões hoje nas startups, nas universidades, nos grupos de pesquisa, para que eles tragam isso para nós e a gente possa avaliar juntos como um time, como uma parceria que a gente vem estabelecendo em várias frentes, E entender como essa pesquisa, como esse desenvolvimento pode atender a necessidades que muitas vezes nem a gente sabe que tem. Então a gente pode aliar isso a uma aplicação que depois a gente vai perceber que é uma grande oportunidade. A gente vem fazendo esse exercício, vem fazendo essa provocação do ecossistema de inovação como seja de inovação em tecnologia e tem funcionado super bem. Esse ano a gente recebeu mais de 40 propostas de universidades com pesquisas de ponta em mestrado, em programas de mestrado e doutorado. E aí a gente fez o caminho inverso, a gente foi para as áreas de negócio e falou, olha, a gente tem diferentes tipos de pesquisa na academia e isso aqui talvez seja interessante para nós. E nessa conversa a gente começou a perceber que realmente era e a gente está saindo com alguns projetos daí.
Isso é muito legal. A gente conversou recentemente e contando esse caso. A gente está falando da Nestlé, como você falou, top 1 em inovação no Brasil pelo ranking da valor. Por qualquer ranking, certamente seria uma das top. E essa questão, né? Poxa, nem sempre vocês vão saber que perguntas fazeram o mercado. Às vezes eles querem que o mercado conheça suas instalações, veja sua fábrica ali, e quem está na pesquisa de ponta possa apontar questões que possam ser melhoradas, onde tem tecnologia que possa ser utilizada para melhorar ainda mais os processos. Nesse ponto, cara, assim, eu fico pensando como é que tá sendo esses ganhos de insights com as áreas, entendeu? Por isso que, assim, a gente tem um modelo de inovação que é do Jeff Dyer, né, que ele fala muito de começar o processo pelo insight. Então, antes até da dor, eu começar por insights, e aí insight passa por pesquisa, passa por avaliar o que o mercado está fazendo. E aí a partir desse insight, que eu acho que é muito isso, imagina aí se você comentou um pouco do projeto Open Factory da Nestlé, que você traz um um especialista de mercado, de universidade, alguém que está na ponta da pesquisa, abre a fábrica e aí ele vai apontar, poxa, a gente pode usar visão computacional, alguma coisa aqui nessa etapa do processo, né? E daí vem um insight, provavelmente, que levando pra área, ela vai trabalhar dois problemas ali pra juntar esses mundos. Como é que tem sido feito isso na prática? Não sei se você pode até dar um exemplo específico aí de como tá algum processo desse que aconteceu e gerou um insight legal e que transformou em tecnologia. Como é que está acontecendo isso, vindo do Insight para depois trazer para a área?
Nós temos diferentes frentes que a gente está trabalhando nesse sentido. Um exemplo foi essa das universidades, que foi essa discussão ativa do que eles estavam fazendo e que nos gerou alguns temas. E agora, realmente, como você falou, a gente fez um exercício piloto com algumas plantas nossas. onde a gente convidou alguns fornecedores, algumas startups que a gente já tinha conectado, abriu as portas da operação e trouxe eles para conhecer, apresentando todo o nosso processo. e pedindo para que eles tragam propostas, esses insights onde a gente pode trabalhar e inovar ou trazer novas tecnologias e tudo mais. Ainda está em fase de piloto, a gente ainda não concluiu nenhuma dessas, está em fase de elaboração de propostas, estamos discutindo aí, mas com certeza é uma coisa que a gente tem uma expectativa super interessante em cima e que vai gerar bons frutos.
Boiane, mantendo em você aqui, cara, eu queria perguntar assim, legal, a gente envolveu as áreas e estou alinhado ali com desafios reais do negócio, mas aí quando a gente vai para o relacionamento mesmo, então você já tem o desafio bem mapeado, você entendeu a dor e agora a gente vai, de fato, para o relacionamento com a startup, desde a busca, passando por o processo de avaliação, piloto com as startups, o que é mais relevante para dar certo esse processo, para você conseguir, no final de um funil desse relacionamento com startups, gerar valor para a companhia. O que vocês têm de boas práticas aí?
Eu penso que o critério de sucesso para essas provas de conceito que a gente está fazendo aqui através do Centro de Inovação em Tecnologia é que, de fato, a gente faça, desde o início, estabeleça quais são, qual é a expectativa em cima daquilo que a gente está fazendo. Então, olha, a gente está buscando inovação, a gente está buscando uma nova tecnologia e quais são realmente os critérios de sucesso, o que a gente quer atingir com isso que não pode falhar. Então, sempre que a gente vem trabalhando e a gente naturalmente num processo de inovação passou por algumas falhas, a falha faz parte do processo de inovação, e a gente foi aprendendo que quanto mais claro A expectativa do que a gente quer entregar está naquela discussão que a gente faz, nos primeiros contatos, na abertura do desafio de inovação aberta que a gente coloca público lá na plataforma. Mais alinhados, mais direto ao resultado, a gente consegue ir nas discussões, no desenvolvimento da prova de conceito. E aí, para que isso se transforme num projeto, para que tenha sucesso, para que a gente consiga convencer os stakeholders que estão envolvidos nessas aplicações, a gente precisa mostrar que a prova de conceito deu resultados favoráveis, entregou aquilo que a gente buscava. seja isso em um sistema de inspeção inteligente, seja isso em uma nova tecnologia de mobilidade, de movimentação, para que fique claro que a tecnologia atende as expectativas que a gente que a gente está estabelecendo ali. Um outro ponto, até pegando um gancho com o tema anterior de insights e de como fazer isso, a gente tem um time aqui no Centro de Inovação que são mestres em alguma área, formados em alguma área, que trabalham como bolsistas aqui com a gente através do IPT, que é o Instituto de Pesquisas e Tecnologia, tradicional e famoso no Brasil. E a gente também busca fazer pesquisas de temas de tecnologia de ponta e entender como está isso no mercado. Então, por exemplo, para sistemas de visão computacional, a gente deu um salto aqui no último ano, fazendo pesquisas, a gente descobriu uma nova tecnologia e percebeu que aquela tecnologia tinha tudo a ver com inspeções de qualidade para a indústria alimentícia, por exemplo. E isso foi o insight, que foi o que a gente falou na última questão. A partir dali, o que a gente fez? A gente começou a trabalhar em critérios de como um time especializado em inspeções de qualidade validaria uma inspeção, independente de como ela seja feita, por uma pessoa ou por uma tecnologia. Então a gente estabeleceu critérios de qual seria o cenário de sucesso daquela aplicação. Uma vez que a gente teve isso em mãos, a gente chamou os especialistas, aí eu pego um gancho no que a Dai falou bastante, então a gente trouxe a área de negócio, que é o que vai avaliar o resultado final, e que tem todo o interesse naquela aplicação, e colocou eles a partir daí no funil. Então a gente chamou as empresas, fez o pitch day, em momentos diferentes, tentando alinhar as agendas, como um desafio de sempre, E a gente já tem casos que estão saindo de POC e se tornando projetos de aplicação, casos de sucesso.
Muito interessante ver esse caminho aí do insight, da alta tecnologia, no caso visão computacional. Mas imagino que aí numa fábrica tão automatizada, devo falar de IoT, tem de tudo rolando. Então tem muito insight que pode se transformar em coisas de fato para o negócio. E aí, Boiane, legal, piloto deu certo. Fizemos um relacionamento, passou as etapas, conseguiu trazer uma tecnologia bacana, trazer um ganho de eficiência. Como é que é o handover para a operação? Eu sei que vocês têm o conceito de fábrica Lighthouse, se puder compartilhar um pouquinho conosco esse processo depois, que vai de um piloto de sucesso para todas as fábricas ou para a grande parte do... Para, de fato, gerar valor para a operação. Como é que está funcionando isso?
Com certeza. A gente tem, sim, a nossa fábrica de chocolates Nestlé, que fica próximo aqui ao Centro de Inovação e Tecnologia em Caçapava. É a nossa Lighthouse, onde a gente realmente testa o que é possível das tecnologias, mas um aprendizado que a gente teve nesses dois anos de... A gente está completando dois anos, sexta-feira, de Centro de Inovação e Tecnologia aqui. E o que a gente percebeu é que a nossa demanda é tão ampla e a Nestlé tem mais de 700 SKUs no mercado brasileiro, hoje são 700 tipos de produtos diferentes no mercado. a gente percebeu que uma única Lighthouse pra gente não era o suficiente para todos os testes que a gente precisava fazer. Então a gente começou a expandir e testar em várias diferentes categorias. Então a gente tem fábricas de leite, fábricas de cereal, próprias fábricas de chocolates, biscoitos. mas um tema chave nessa parte do handover e do sucesso da transformação da conversão da POC em piloto que a gente tem aplicado é envolver o time de implementação a partir do momento que a gente tomou a decisão de fazer a POC Então, o time de pesquisa, ele levanta o tema, ele vai atrás, ele faz a conexão, organiza o pit day, faz todo o desenvolvimento da POC. Quando a gente estabelece a conexão, escolhe ali no momento da escolha da solução proposta, porque muitas vezes aí, felizmente, nossos desafios de inovação aberta, eles têm cada vez mais aumentado o número de participantes, chamado mais atenção, nossa base tem crescido bastante. Então a gente traz a área que vai receber a solução já no momento da conexão, da seleção das propostas, eles já participam ali na seleção da proposta e participam do processo de POC com acompanhamento dos critérios de sucesso que eu comentei há pouco. Uma vez que a gente provou com sucesso o conceito da tecnologia, o time de engenharia, o time tradicional que trabalha com projetos de CAPEX, para quem é de área de operações é bem familiarizado com esses termos, mas com CAPEX de implementações de projetos, eles assumem o projeto a partir daí, o centro de inovação passa a acompanhar e o time de engenharia junto com o time de operações assumem o projeto a partir daí e a missão de implementar o piloto já é deles, já não é mais nosso. Então como eles já entram a partir daí e tem que implementar o piloto, quando o piloto está implementado eles já são donos. Porque já tem um processo ali que eles já estão nesse ownership de transferência ao longo do processo. Tem dado bons resultados essa parceria e esse trabalho aí com overlap entre o desenvolvimento e a implementação. e os projetos que a gente já está implementando já estão saindo com uma certa propriedade do time da operação e o time técnico da engenharia para fazer rodar.
Legal, uma solução muito inteligente, em vez de você fazer o handover depois do piloto, você faz o handover antes, já envolve a área de negócio na produção, então está junto no processo.
Isso tem nos ajudado em um ponto-chave também, só para complementar, Filipe, que é a parte do scale-up. Então, quando eles pensam no piloto, a engenharia já tem essa mentalidade de como fazer um projeto completo e que tenha robustez, porque isso é parte do core das entregas de engenharia. Então, eles já pensam em um processo robusto que vai atender várias fábricas, várias linhas, diferentes aplicações.
Faz todo sentido aí, já prepara o piloto pensando que vai precisar escalar no futuro, fantástico. Dai, queria voltar pra você aqui, a gente tá falando aqui de relacionamento e de O Boiano deu uma aula para a gente desde o desafio, passando pelo processo e aí com esse handover, levando de fato o valor no final para a operação. E de novo, o papel da área de negócios sempre junto ali do processo, sempre como um parceiro de fato e pegando. Achei legal, a propriedade do piloto é da área de negócios também, da engenharia já participando da operação. Mas olhando de forma geral esse relacionamento, a grande empresa, quando está fazendo um relacionamento com startups, quais são as boas práticas para que isso, de fato, gere resultados para o negócio?
Boa, Luiz. Inclusive, é muito bom a gente estar tendo esse papo com o gigante da inovação aberta, que é a Nestlé, porque vários pontos que eu vou trazer aqui, o Boiane já passou na fala dele, então eu vou reforçar aqui o que ele já trouxe. Mas, primeiramente, quando a gente fala de relacionamento com startups, Antes de tudo, é bom a gente entender que não existe só um modelo de relacionamento. Eu não consigo vir aqui e trazer, olha, esse é o modelo de relacionamento ideal, porque dentro do mar de inovação aberta, você pode ter diferentes tipos de relacionamentos com a startup. E o que vai ditar o seu relacionamento com elas? Qual é o seu objetivo e a sua estratégia por trás daquela iniciativa? Então, para exemplificar, você pode se relacionar com startups para fechar uma parceria comercial com essa startup para que ela seja uma fornecedora, uma potencializadora lá no seu processo, na sua área de negócio. Ou então, você pode fechar uma parceria para que vocês possam co-criar e desenvolver em conjunto um produto para lançar um produto novo no mercado ou até fazer um programa de aceleração corporativa, por exemplo, que é algo que a gente vê se tornando cada vez mais comum E um quarto exemplo, também muito famoso, são os famosos investimentos. Então, fazer investimentos mesmo em startup através dos corporate venture capitals. Então, existem diversos modelos e para cada tipo desse, que eu citei como exemplo, você vai ter necessidades específicas no relacionamento. A forma como você vai acompanhar uma startup fornecedora vai ser diferente da forma que você vai acompanhar uma startup acelerada ou investida. Nesse caso, por exemplo, de acelerado e investida, você vai precisar trabalhar com mentoria, você vai precisar alocar recursos, ter alguém ali como especialista para guiar aquela startup no desenvolvimento. Mas, enfim, tentando trazer a níveis gerais, tendo claro já o seu objetivo nesse relacionamento, o que eu vejo como tendo resultado, trazendo resultados efetivos, é quando, desde o início, esse relacionamento é transparente, alinhado, fluido e aberto. Eu gosto de falar que o que é alinhado não sai caro. Então, desde o início, é necessário você entender em conjunto com as startups e também com a área de negócio, enfim, com todos os envolvidos nesse processo, quais são as expectativas, quais são as métricas de sucesso. Então, o Boiano trouxe isso muito bem. É necessário você saber metrificar, entender claramente qual vai ser o fator de sucesso que vai dizer se esse relacionamento está indo pelo caminho adequado ou não, através mesmo de dados, de KPIs, enfim, de coisas palpáveis que você consiga acompanhar junto nesse projeto, para você entender como ele vai ser reportado, como ele vai ser metrificado, quando vai ser necessário, talvez, uma mudança no projeto com essa startup. Então, ele precisa, desde o início, estar bem alinhado com as expectativas e objetivos dos dois lados. Lembrando que a gente está falando de inovação aberta. Então, tem que ser um relacionamento ganha-ganha. Assim como você tem expectativas com a startup, a startup também tem expectativas nesse relacionamento. Então, ambas essas necessidades precisam estar bem casadas para esse relacionamento ser bem bacana. E aí, outro fator extremamente importante que as empresas olham é o grau de maturidade da solução que elas vão resolver, que elas vão adotar ou até que elas vão avaliar. Dependendo do grau de maturidade que você estiver disposto a colocar dentro do seu processo, você vai ter que se adaptar. A gente sabe que as startups no geral elas estão passando por um processo evolutivo e algumas delas a grande maioria não vão estar no mesmo patamar de organização que a sua grande empresa já está. Então vai ser necessário você adaptar e até flexibilizar alguns processos como por exemplo processos jurídicos processos financeiros processos de gestão. Então, é bem bacana quando a gente vê as empresas fazendo esse movimento de flexibilização de processos internos para atender a maturidade da startup que ela está disposta a ter parceria. E aí, já trazendo também outra dica de ouro, que eu diria, a gente está falando de relacionamento. Relacionamento é sobre comunicação e colaboração. Então, nesse processo, eu diria que isso é até a chave do sucesso. porque tanto você, organização, quanto as startups estão lidando com um cenário novo, é uma parceria, de fato. Então, vocês precisam estar abertos e dispostos a trocar insights, a trocar feedbacks, a de fato colocar na mesa quais estão sendo os erros e os acertos da parceria, porque tudo, independente se for um erro ou se for um acerto, você vai tomar como aprendizado. E aí, por fim, já para ir fechando, na inovação aberta, a gente sabe que você vai precisar assumir riscos. A gente está falando ali de ter novas tecnologias, novas soluções no seu processo. Então, se você está assumindo novo, automaticamente você assume um risco. Então, você precisa entrar nesse processo sabendo que algumas iniciativas não vão dar certo. Algumas iniciativas vão falhar. Mas está tudo bem. No final, aquela que dá certo, ela vai compensar todas essas que deram errado. E aí, independente disso, dos erros e acertos, cara, não desanima. Toma tudo como aprendizado e esteja disposto a aprender com essas iniciativas. E aí, o que a gente fala aqui na Evo, que as organizações mais estratégicas, como o Boiane já trouxe, a Nestlé, tem diversas iniciativas rodando ao mesmo tempo. O que a gente traz aqui é as organizações conseguirem realizar o modelo de portfólio. que, basicamente, é você trabalhar com um portfólio de iniciativas de inovação, para você não apostar todas as suas fichas em só uma iniciativa, apostar em várias, para que você tenha grandes chances de sucesso, vários relacionamentos rodando simultaneamente. Dessa forma, você consegue ter resultados, mesmo, às vezes, tendo algumas perdas no processo.
E esse final que você trouxe é muito verdade. Quando a gente está falando de inovação corporativa, acho que a melhor forma de você medir resultados é olhando o portfólio como um todo. Provavelmente, se você olhar cada iniciativa, é claro que elas têm que ser acompanhadas, mas uma ou outra vai dar falha. Em alguns casos, dependendo do tipo de inovação que a gente faça, é uma inovação mais transformacional, talvez até a maioria fale. Mas olhando o portfólio, geralmente a gente vai ver os ganhos do portfólio como um todo e geralmente essa conta aí é muito positiva, ela se paga e ela, em alguns casos, até cria o futuro da organização, o que é fundamental. Agora, eu queria também apontar, reforçar uma outra questão que você trouxe aí, que para mim é fundamental. A startup não está no mesmo nível de maturidade da corporação. Então, esse relacionamento, se isso não tiver claro, a gente acaba, a corporação, com o risco de matar a startup. Começa a cobrar processos de gestão, de governança, que a corporação está acostumada a ter. Startup, às vezes, tem cinco pessoas lá. vendendo, outros dois estão no produto, então não tem time, não tem fôlego pra fazer isso acontecer, então realmente é uma contratação diferente. A gente vê várias empresas aí no mercado flexibilizando seus processos, fazendo processos de contratação fast track, pagando com prazo menor a startup, porque Às vezes o processo normal de fornecedor paga com 90 dias e a startup, em muitos casos, não consegue viver esses 90 dias se não tiver uma... Claro, depende muito do estágio que a startup está, mas só dando um exemplo caricato, mas em alguns casos é muito verdadeiro. Então a gente precisa adaptar os processos, a grande corporação precisa adaptar os processos, em muitos casos, para conseguir fazer um relacionamento bacana com as startups, que vai gerar o ganha-ganha que você trouxe para todos os lados. Bom, pessoal, ótimo papo, mas para a gente finalizar aqui, acho que uma hora precisamos terminar. Boiane, geralmente eu termino aqui o podcast pedindo dicas para implementar, mas acho que a gente já conversou muito sobre dicas, já trouxe boas práticas. Finalizaria de uma forma diferente hoje. Você quer compartilhar algum case, alguns resultados que vocês estão tendo com a inovação para inspirar o pessoal que está começando o processo a ver? onde que chega, no final, vendo um case, vendo o resultado que vocês estão tendo.
Sim, com certeza. Eu gostaria só de aproveitar essa última sprint pra reforçar esses pontos que a Day trouxe. Você foi muito feliz nessas colocações que você fez, Day, porque tanto nessa parte que vocês estavam falando agora, é o caso da Nestlé, tá? Nestlé vem se remodelando, aprendendo a como trabalhar, até pra ser uma empresa que realmente tá na inovação e que faz parte desse ecossistema da maneira correta, então a gente revisou tem prazos de pagamento, tem um fluxo específico pra quando a gente trabalha com startups, teve toda uma discussão com o jurídico, com a área de compras aí também, pra que a gente possa nos adequar melhor a isso aí. Acho que isso é fundamental que a empresa entenda e realmente coloque isso em prática pra funcionar, então faz super sentido. Um outro ponto importante que foi um aprendizado aqui, que a gente tem usado isso como realmente um trunfo importante para nós aqui da área de inovação, que é assim, é muito mais penoso para uma companhia grande inovar em grandes projetos. Porque se você não tem uma área de inovação, se você não abre um canal na companhia para que possa fazer essa conexão com o ecossistema de inovação, seja com startups, com centros técnicos, com universidades, e possa tratar isso nesse canal específico, onde você consiga controlar um portfólio, como vocês colocaram, onde você consiga entender as necessidades e trabalhar especificamente naquilo, com uma taxa de falha que você consegue controlar tanto o percentual dessa taxa quanto o impacto dessa taxa na sua operação, qual que é o caminho que sobra? Se você não fizer dessa maneira, você vai ter que inovar Onde? Em projetos, em novos projetos, por exemplo, você está lançando um novo produto, você está lançando uma nova linha de produção, uma nova tecnologia, um novo canal com fornecedor E aí você vai inovar naquele momento já do lançamento do projeto Se você tem uma falha, o impacto dessa falha é muito maior E eu falo isso com propriedade porque a gente viveu isso por algumas vezes, impactos em novos projetos, em novas tecnologias de produção e tudo mais, que aí quando você precisa do produto saindo, do projeto rodando, você tá tendo problema porque inovação traz falhas, você não consegue medir, mensurar e descobrir tudo que aquilo pode causar. Então, esse aprendizado é um aprendizado importante pra nós. Hoje eu vejo diretores, como o nosso diretor de engenharia falando isso, corporativo aqui de mercado, o próprio vice-presidente da área técnica entende isso muito claramente e é realmente uma mudança transformacional que a gente está fazendo na empresa como um todo mesmo. E em termos de resultados, a gente está muito feliz aqui, porque esse modelo, eu falo muito aqui agora em nome da área técnica aqui do Centro de Inovação em Tecnologia do CIT, porque é um modelo diferente que o Brasil ousou criar e lançar aqui e tem dado muito certo. Hoje a gente já atinge um número de mais de 500 conexões na nossa base de startups em dois anos. A gente fez mais de 42 projetos e pesquisas de desenvolvimento para a área técnica. A gente contatou mais de 40 universidades. Só esse ano aqui nós recebemos em torno de 46 propostas de pesquisas de universidades e vem coroando agora a nossa agenda de inovação e de conexão. Uma parceria que a gente está fazendo com a FINEP e a BDI num desafio exclusivo que foi lançado com a Nestlé e a gente está lançando num desafio de safety, de segurança, para os colaboradores e para os nossos terceiros em operação. que é um tema muito legal, eles gostaram bastante de estar trazendo uma agenda bastante positiva nesse sentido. A gente, na verdade, tem dois temas desses que estão sendo lançados agora, o que nos coloca agora na agenda com essas grandes instituições de fomento, mas não só pelo lado da Nestlé, mas as startups que estão participando com a gente estão recebendo investimento e estão sendo aceleradas para desenvolver essa tecnologia do desafio que a gente está lançando. Então não é só o lado da NEC, é o lado dessas empresas que estão sendo envolvidas e que estão sendo potencializadas em suas soluções e na inovação dentro dessa agenda que a gente vai criando.
Muito legal ver tanto resultado e você comemorando dois anos só. Em dois anos, os números são enormes, é um bebezinho aí, mas bem coroado, com muito sucesso. Cara, muito obrigado. Foi realmente excelente conhecer mais sobre inovação, aberta inovação em geral, né? Sobre o resultado, sobre a forma como vocês lidam, sobre os desenvolvimentos que uma gigante como a Nesteleta tá tendo que criar, né, pra poder abraçar bem a inovação aberta. Queria te agradecer demais por compartilhar conosco esse conhecimento. Tenho certeza que foi cheio de insights pros nossos ouvintes, pra quem tá vendo.
A gente no YouTube.
E, Boiane, se alguém quiser conversar contigo, você tá no LinkedIn, como é que faz pra te encontrar?
Claro, pode me procurar no LinkedIn para o Roberto Boianni e me mandar um chat lá. A gente pode falar sim, com certeza.
Muito bom, cara. Muito obrigado. Dai, sempre excelente ouvir seus insights. Com você que está aí à frente de vários clientes nossos. Como é que faz para falar com você, Dai?
Boa, Luiz. Quem quiser me contactar, pode mandar um e-mail, daiane.ribeiro, arroba, aivo.com.br. Ou então no LinkedIn também, daianeribeiroaivo, encontra lá no LinkedIn. Eu sou da área que lida com clientes, então eu gosto bastante de conversar. Eu vou ficar bem feliz quem quiser me contactar.
Show de bola, pessoal. E a você que está nos ouvindo na sua plataforma de podcast ou está vendo a gente pelo YouTube, muito obrigado. Se você gostou, dá o seu joinha, segue a gente, indica para os amigos e não perca os próximos episódios. Está saindo muita coisa boa aí. Um grande abraço e até a próxima.
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