Eu Já Vi Esse Filme Antes — E Não Termina Bem

In this Portuguese‑language monologue, the speaker recounts his personal experience of the software development industry’s shift from the heavyweight, linear Waterfall model to Agile at TOTUS, a large Latin‑American tech company, around 2017. He describes the entrenched mindset of senior developers who resisted change, the tension during Agile’s rollout, and how those who refused to adapt were left behind or saw their careers stall. Drawing a parallel to the present day (2026), he argues that the industry is now undergoing a similar upheaval as AI technologies begin to reshape Agile processes. He questions why teams should change when they already feel fast, emphasizes that change is inevitable, and warns that resisting AI integration will have the same negative outcomes as resisting Agile. The speaker invites viewers to reflect on their own organizations’ AI workflows, share comments, like the video, subscribe, and join a free WhatsApp community, while also soliciting suggestions for future video topics.
Chapters
A sala de reunião cheia com umas 15 pessoas, o chefe explicando o novo processo e um dev sênior de uns 15 anos de empresa vira e fala: "Isso não vai funcionar, a gente já tem um processo." 2017 ou seria 2026? Eu tô falando isso porque eu ouvi a mesma frase na semana passada. Eu vivi a transição do waterfall pro agile na TOTUS, uma das maiores empresas da América Latina, e eu tava lá no meio desse furacão e o clima é idêntico. Então eu já sei como que ele termina, eu já vi isso tudo acontecer e ele não não termina bem para quem resiste. Então nesse vídeo eu quero te mostrar o que que aconteceu, o que que tá acontecendo agora nesse exato momento em 2026. Só que para isso eu vou te mostrar como que era antes, né, como que era aqui na nossa era do waterfall, que a gente fala, o modelo cascata, como que chegou a Jaya e onde que a gente tá hoje e para onde que a gente vai. Então antes do Ajaya a gente tinha o modelo que chamava de waterfall, é o modelo cascata. A gente normalmente recebia um documento de requisitos. Cara, pensa num documento gigante. Lá tinha tudo, então o pessoal passava meses e meses e meses planejando todos os documentos pra ter literalmente um documento que tem tudo nele, tudo que vai ser feito durante os próximos meses ou até os próximos anos. Então era uma documentação pesada, muito, muito, muito pesada, muito previsível, e os prazos eram bem grandes, de 6 meses a 1 ano ou até mais. Agora pensa, cara, A gente vivia isso antes. Imagina hoje você pensar em tudo que você vai fazer daqui nos próximos 6 meses, deixar isso tudo documentado para depois os devs começarem a fazer isso manualmente. Só que não parava aí. Então tinha os requisitos, tinha a parte do design. Então depois que fazia todos esses requisitos, a gente partia para o design. Então começava o desenvolvimento, fazia o teste e então deploy. Por isso que a gente chama de cascata, né? Era um requisito depois do outro. Só que isso, cara, era muito confortável porque você sabia exatamente o que esperar, você tinha os prazos definidos por meses e você tinha aquela sensação de segurança, né? Tipo assim: "Ah, beleza, a gente tá entregando isso aqui, beleza, tá ótimo, a gente tá seguro, a gente vai entregar isso aqui, é isso aqui que a gente vai entregar." Só que isso aconteceu até 2001, quando um grupo de pessoas criou o Manifesto Ágil. E aí o conforto acabou. Só que o Manifesto Agile foi escrito lá em 2001, mas como as empresas já usavam esse modelo de cascata e waterfall já há muito tempo, isso demorou bastante para ser implementado nas empresas. Quando o Agile chegou na TOTUS era já 2017, eu era júnior ainda, tinha 1 ano praticamente de empresa, tava começando a engatinhar, e aí do nada chegou o Agile e cara, eu vou te falar, o clima era tenso. Eu lembro, cara, eu lembro perfeitamente, o clima era tenso. Por quê? Porque os devs antigos de 15, 20 anos que já trabalhavam no modelo o Cascata e o Waterfall, eles não conseguiam entender o que que tava acontecendo e era muito difícil. Então pensa na cabeça dos devs, cara, eles sempre pensavam nisso aqui, tipo assim: isso não vai funcionar, a gente já tem um processo, isso é modinha, vai passar. Eles começavam a ter vários questionamentos. Então nas práticas, principalmente, cara, pensa: reunião todo dia, tipo assim, para quê? Como assim a gente não tem um prazo fixo? Por que que a gente vai mudar sendo que já tá funcionando isso há tanto tempo? E esse era o pensamento dos devs naquela época, os devs mais antigos, né? Eu era júnior ainda, tava começando, então eu não tinha muita noção do que que era. E para mim era uma coisa legal, nova, e eu fiquei super empolgado na época com Scrum, com Agile e tudo mais. Só que para os outros devs era muito difícil. Eu entendo eles hoje porque, cara, é um pouco do sentimento que eu tenho exatamente agora no que a gente tá passando. Mas sabe o que que aconteceu com quem ficava falando isso para que mudar e não queria mudar? O Agile não passou, cara. Ele virou literalmente um padrão da indústria e todas todas as empresas começaram a adotar o agile. E sabe quem resistiu? Aquele dev que ficava falando: não, não vou mudar, e não sei o quê. Ele ficou para trás, ou ele foi demitido, ou ficou estagnado, ou não conseguiu crescer e avançar na carreira. E agora, quase uma década depois, né, ou duas décadas depois, eu tô vendo exatamente a mesma coisa acontecer, só que com a era da IA. E hoje, trabalhando para uma empresa americana, a gente tá passando por esse mesmo processo, essa história que tá se repetindo, né. De antes a gente se perguntando: se a gente já tá entregando bem, por que que a gente vai mudar o processo? E hoje a gente se perguntando, cara, se já tá rápido, para que que a gente vai mudar? Se a gente já tá entregando mais rápido com a IA, por que que a gente vai mudar o nosso processo e vai só vai bicodar, por exemplo? Então a gente tá passando por um processo de remodelar a forma que a gente faz o Scrum hoje, que a gente faz o Agile. Só que tá mais ou menos meio todo mundo perdido, a gente não sabe para onde que a gente vai, não reuniu um grupo de pessoas e definiu, tipo assim, vai ser o manifesto. E a gente não tem isso muda ainda. E quando eu vi nesse questionamento recente, que a gente já tá rápido, que mudar, e na hora eu lembrei do que eu vivi lá em 2017. Então a gente tá passando por duas transições, do waterfall pro agile, a gente já passou por isso, só que agora a gente tá passando por essa aqui, ó, do agile pra era da IA. E nessas duas transições a gente tá vendo o mesmo discurso, a mesma pergunta, né? Por que que a gente vai mudar? Por que que eu tenho que mudar? Só que a real é, a pergunta não é se vai mudar, Porque vai mudar. Escuta o que eu tô te falando, cara. A gente já tá num momento completamente diferente. Vai mudar. A pergunta que eu tenho para você é se você tá preparado para essa mudança ou se você vai ficar de braços cruzados e não vai querer entrar nessa era da IA. E o que eu tenho me perguntado hoje é qual que vai ser o novo manifesto, como que vai ser esse novo fluxo com a IA integrada dentro do nosso processo. Esse dia eu vi uma foto do pessoal com 25 instâncias do cloud abertas. Como? Como que é esse processo? Como que é essa forma, esse fluxo de trabalho atualmente? Eu sinceramente não sei e acho que ninguém sabe também ainda, mas o que eu sei é que quem resistir a isso vai ficar para trás, igual aconteceu na era do waterfall para agile. E na sua empresa, como é que tá aí o processo, o fluxo com IA? Me conta aqui nos comentários se você também tá vendo isso e se você acha que a gente realmente tá passando por essa transição. 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