Minutos Corporativos - Ep.8 - Adriana Rocha, cofundadora e CEO Global da Ecglobal

Interview (Portuguese) with Adriana Rocha, cofounder and global CEO of AC Global (platforms for collaborative communities), recorded for the Minutos Corporativos series. Adriana describes founding the platform around 2006–2007 to marry gamification and online community methods (including a Second Life implementation), explains how private brand communities foster trust and engagement, and details how AI (LLMs, generative and interactive AI) and analytics are being integrated to improve user experience, content creation and data-driven insights. She situates AC Global within the Stefanini group (joined ~1.5 years ago) as a consumer-insights and communities pillar complementing agencies and analytics ventures, and notes her role on the ESOMAR/ESOMAR-related AI task force as the (at-that-time) only Brazilian in the coordinating committee. The conversation closes with personal reflection about her grandmother and transformative leadership.
Chapters
Oi, você tem alguns minutos para mim? O bate-papo deste episódio do Minutos Corporativos é com a Adriana Rocha. Ela é uma das fundadoras e CEO global da AC Global, empresa brasileira líder no mercado de tecnologia e marketing que integra o ecossistema do Grupo Stefanini. O papel das plataformas colaborativas na criação de comunidades e redes sociais no auxílio de marcas e consumidores no engajamento e colaboração de melhores produtos e experiências é o tema do nosso bate-papo. Como tem sido a evolução dessas comunidades nas redes sociais e sua aplicação no dia-a-dia de consumidor e qual o impacto dessa experiência também é uma das questões respondidas por Adriana. Então é isso. Depois da vinheta, fique conosco porque o papo é bom. Adriana, bem-vinda à segunda temporada do Minutos Corporativos. É um prazer imenso tê-la aqui conosco e é um prazer também ter mulheres. Eu sempre ressalto isso porque é verdade e é tão verdade que quando a gente tem uma mulher, a gente tem um selinho, o Minutos Corporativos recebe um selinho, Minutos Corporativos por elas. Então, bem-vinda, sinta-se à vontade e desde já, muito obrigada por tudo com o que você vai compartilhar conosco.
Olá, Ana. Superobrigada a vocês pelo convite. É um prazer estar aqui hoje. E, enfim, espero poder compartilhar um pouco da minha história, da minha experiência, do conhecimento adquirido ao longo dos anos, inspirar outras mulheres, outras pessoas com um pouco dessa história. Mas superobrigada pelo convite.
Acho que não é pouco, não. Acho que é bastante. E é sempre bom, porque a gente devolve. Acho que chega um momento na vida que a gente devolve para o mundo tudo aquilo que ele deu pra gente, né? E conhecimento não compartilhado de nada é válido, né? Então, é isso aí.
Com certeza. Eu posso dizer que no meu estágio atual de carreira, de profissão, de tantas coisas conquistadas, uma das coisas que mais me trazem prazer e gratificação é inspirar outras pessoas, é compartilhar esse conhecimento, é ver outras pessoas crescerem e aprenderem, sabe? Com o que eu posso compartilhar com elas. Então, enfim, seguramente me inspira muito essa oportunidade.
Então, bora lá. Vamos conversar, então, aqui no Minutos Corporativos. Esse Global é uma plataforma colaborativa com tecnologia própria na criação de comunidades e redes sociais. Brevemente, dentro do que a gente consegue aqui no Minutos Corporativos, você consegue nos contar sobre como a empresa nasceu e como essa experiência e vivência têm ganhado espaço e o olhar atento de empresas e marcas?
Com certeza. Pois é, esse Globo nasceu em 2006. Um pouco antes, lá em 2005, eu já trabalhava na indústria de pesquisa de mercado, trabalhava para uma empresa americana, E eu tinha uma frustração muito grande de como as pesquisas estavam sendo migradas para o mundo online Como meras réplicas do que a gente fazia no mundo tradicional Pesquisas longas, questionários feitos sem pensar na experiência do usuário Sem pensar de que as pessoas estavam ali contribuindo realmente com o tempo delas E que elas poderiam ir adiante, sabe? e que para as marcas, para as empresas, haveriam outras oportunidades no mundo digital e outras formas da gente realmente escutar essas pessoas, gerar conhecimento colaborativo e engajá-las de uma forma contínua. Naquela época, 2006, não conhecíamos redes sociais, pouco se falava em comunidade online, estávamos ali nos primórdios da internet. e ao acreditar muito nisso eu comecei a estudar outras áreas, estudar a área de games, estudar os fóruns online e vi que realmente tinha uma oportunidade muito grande para resolver essa dor e de criar uma nova forma de aprender com as pessoas, de conectar pessoas entre si e através dessa conversa contínua as marcas poderiam aprender e aí a gente geraria esse conhecimento ao longo do tempo, também criaria uma experiência mais lúdica, mais encarjante, onde seria divertido para as pessoas até gerarem esse conhecimento. E foi juntando essas peças que nasceu o primeiro conceito da nossa plataforma, que já juntava gamificação, conceitos de comunidades online, que as pessoas podiam se juntar em grupos, conversarem, trocar experiências, poderiam avaliar produtos e marcas. Chegamos, em 2007, a evoluir a plataforma e construir toda uma ilha no Second Life. Não sei se você lembra dessa época que todas as grandes consultorias prediziam que todos os internados teriam avatars e que a nossa interação no mundo digital teria em 3D. Estamos caminhando para isso. O Metaverse está aí. Estamos ainda tentando chegar lá. Mas nós construímos isso com essa missão. de criar uma nova forma de aproximar as pessoas e de permitir que as marcas interagissem com elas, não somente como coadjuvantes, mas realmente como protagonistas, ao criar esses espaços colaborativos. E foi assim que tudo nasceu e que nós fomos evoluindo essa plataforma ao longo do tempo.
Nossa, porque eu acho que quando a gente fala disso tudo que vocês já estão fazendo, vamos lá, já está quase... 20 anos, né?
Sim, poderia se dizer, quase 20 anos, né?
A gente pensa que parece que tudo veio assim com a pandemia, né? E na verdade vocês na pandemia já poderiam estar ou com certeza já estariam treinando as pessoas, né? Assim, bem pioneiros nisso, né?
Então... Sim, com certeza, nós já Vemos nessa jornada, muitas vezes, educando os clientes, treinando. Poxa, veja o que a gente pode fazer num ambiente realmente de comunidades. E depois a gente pode até falar um pouquinho do que é uma comunidade privada, uma rede social privada, onde uma marca assina, onde eles se sentem parte de algo maior. E qual a diferença para as redes sociais abertas e públicas. A gente fala também em mar aberto. Tem uma diferença aí de comportamento e de senso mesmo de pertencimento e engajamento das pessoas. mas nós já vínhamos com muitos anos de experiência nisso. E aí vimos um fenômeno durante a pandemia onde as pessoas, muitas pessoas vinham conversar com a gente e dizer, nossa, ainda bem que vocês estão aqui, ainda bem que eu tenho essa comunidade, porque essa comunidade me dá um suporte muito grande. As pessoas precisando daquele momento de se sentirem apoiadas, de terem com quem conversar. E é muito interessante também nas comunidades privadas de que se cria um senso de confiança com outras pessoas. Então, essa questão das pessoas não saberem o que confiar quando vão nas redes abertas, enfim, por todos os problemas que a gente sabe, que tem de fake, conteúdos fake, enfim, perfis que não necessariamente são verdadeiros, e numa comunidade a gente passa por uma série de controles de qualidade, desde o recrutamento, a chegada na comunidade, então eles se sentem realmente parte de um ambiente onde eles estão seguros, onde eles sabem que tem outras pessoas reais ali por trás, e de que geralmente vai ter uma empresa ou uma marca que está ali escutando e que está ali também participando daquele ecossistema. Então a gente viu isso de forma muito forte na pandemia e uma aceleração do crescimento das comunidades ali como uma nova forma das pessoas se conectarem e buscarem esses espaços.
Com certeza. E aí a gente já vai para a segunda perguntinha que já... Já vamos indo aqui. Exatamente. Na verdade, já passando aqui. Como é que tem sido a evolução dessas comunidades nas redes sociais e a aplicação no dia a dia do consumidor? E qual que é o impacto dessa experiência?
Vamos lá. Lembra que eu falei um pouquinho de gamificação? eu diria que nessa evolução que nós fomos envolvendo ao longo dos anos, nós fomos aperfeiçoando as diversas técnicas que a gente usa de gamificação, só para deixar aqui todos na mesma página, quando a gente fala de gamificação é trazer algumas técnicas usadas pelos games, que vão desde elementos, por exemplo, badges, rankings, pontos, né? São elementos ali que vão trazer, muitas vezes, alguns desafios para as pessoas, vão motivá-las a explorar novos conteúdos, vão aprenderem coisas novas. Mas, no fundo, 90% de toda a gamificação é psicologia. É como a gente vai trabalhando motivações intrínsecas que, inconscientemente, nós buscamos e que nós trazemos o lado também da diversão, que também, como seres humanos, nós sempre estamos buscando aquele lado mais lúdico, mais divertido, né? Então, a gente tenta tornar essa experiência mais leve. Nós fomos evoluindo isso ao longo do tempo. Mas, sem dúvida, acho que a grande evolução que nós estamos vendo recentemente é a incorporação de algoritmos inteligentes. E mais do que nunca nesse ano, com a explosão da inteligência artificial generativa, e estamos falando de tecnologias como o GPT, BART do Google e outras, onde a gente consegue acelerar bastante o processo, tanto da experiência do usuário, para que a gente possa humanizar, muitas vezes, uma resposta. Eu acho que nós estamos entrando numa era onde praticamente toda a interação de pessoas com tecnologias passa a ser conversacional. Nós fazemos uma pergunta ou pedimos algo e essa tecnologia ali por trás já se conecta com outras, já processa dados e cada vez mais inteligente permite com que as pessoas tanto aprendam como, enfim, tenham essa experiência mais humanizada, tá? Obviamente que tem muito mais por trás disso, né? E a gente tem feito vários estudos para entender como as pessoas já estão adotando essas tecnologias, o que está mudando, né? E a expectativa delas em relação à experiência em plataformas como a nossa, em comunidades ou em qualquer plataforma ou canal digital. Mas essa é uma evolução que a gente está vendo de forma acelerada, tá?
É isso que eu ia perguntar, Adriana. É acelerado, né? Assim, de lá para cá, tipo, muito rápido tudo que vem sendo.
É muito rápido e a própria tecnologia está avançando de forma muito rápida. Eu estou acompanhando de perto vários grupos, iniciativas, tanto nos Estados Unidos como em Europa. Eu faço parte até do grupo que chama AI Task Force da Associação Global, chamada Exomar, e acompanhando o que está acontecendo em Silicon Valley, é incrível, porque já se fala que a AI generativa é uma fase temporária, já estamos passando para uma AI interativa, que segue evoluindo para uma inteligência geral, que chama General Artificial Intelligence, e, enfim, ganhando certa autonomia, que é quando a gente começa a ficar com um pouco de... de receio ou de medo, de que tem que haver... Até quando essa evolução tão acelerada pode criar muitos riscos. Aliás, os riscos são iminentes, estão aí, quando toda essa tecnologia pode ser usada, não para o bem, mas para o mal. Mas é uma nova realidade que a gente está lidando já. Sim.
E aí você falou de iniciativas, Eu gosto dessa mulher, maravilhosa, porque ela já vai adiantando as próximas questões. Olha a sinergia aqui, galera. Quais iniciativas, cases, que você poderia citar e apresentar aqui pra gente?
Olha, a IC Global faz parte do grupo Stefanini, que é uma gigante brasileira, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. E nós estamos muito conectados com todo o centro de inovação da Stefanini, para desenvolver algumas iniciativas de incorporação da inteligência artificial e de novas tecnologias aqui no nosso dia a dia, mas muito mais para facilitar também e ajudar nossos clientes a navegarem nessa nova onda. Então, temos várias frentes. Uma delas é no trabalho, no dia a dia, como a gente dá mais produtividade, mais eficiência e democratiza essa inteligência para todos os nossos colaboradores. Então, sem dúvida, acho que esse é um grande consenso de que a inteligência artificial e essas novas ferramentas vão deixar mais eficientes, vão poupar, vão nos poupar tempo com tarefas que podem ser automatizadas. Então, essa é uma das grandes frentes que a gente está trabalhando. Uma outra frente é na área de criação de conteúdos. Então, a AI generativa, ela abre aqui para o mundo a oportunidade de criação de forma mais acelerada também, seja de textos, de imagens, de vídeos, né, do que a gente puder imaginar, acho que o que pode ser imaginável pode ser criado entre humano e tecnologia. Obviamente que o humano, ele vai continuar tendo um papel importante nessa fase, nesse papel de criação, ou mesmo de análise de dados e análise de informação, onde no treinamento dessas AIs, dessas tecnologias. Então, acho Interação, homem, tecnologia, cada vez a gente vê isso muito forte. E os profissionais que souberem utilizar essas tecnologias no dia a dia vão ser os que vão estar com vantagem. O fato é que nós teremos que usá-la, sim, porque senão vamos ficar obsoletos, e quem souber utilizar melhor vai acabar tendo a maior vantagem. Então essa é a segunda frente, que é na área de criação. E a terceira grande frente é na área de, podemos chamar de data analytics, que é a inteligência de dados mesmo. como a gente pode usar esses modelos, seja os modelos que nós chamamos de LLMs, que são Large Language Models, usando toda a parte de processamento de linguagem natural para entender, interpretar esses dados que a gente tem. Há algoritmos mais avançados para incorporar dados quantitativos, dados transaccionais. Então, assim, a gente ganha uma eficiência muito grande aqui nesse global. A gente tem métricas comprovando de que a gente consegue reduzir muitas vezes, vai um quinto do tempo. E mais do que tempo, a gente também ganha mais qualidade, sabe? Porque o algoritmo, muitas vezes, ele consegue detectar coisas que muitas vezes o humano, o analista, não percebe. Então, quanto mais dados a gente tiver de qualidade e quanto mais a gente conseguir combinar esses dados, maior também o potencial agora da gente usar esses algoritmos, a inteligência a nosso favor. Então, eu diria que essas são algumas das iniciativas que a gente está tocando aqui, mas tem uma quarta, que também é muito importante, que é entender como isso tudo está afetando a vida das pessoas. A IC Global, ela atua, até chamamos aqui de Human Tech ou People Tech, porque a nossa paixão é por entender pessoas, por conectar com pessoas, ajudar nossos clientes, as marcas, realmente criarem conexões que são relevantes para as pessoas. Então, nós temos toda uma área de estudo. Como as pessoas estão incorporando essas tecnologias no dia a dia? Como essas tecnologias podem beneficiar? Então, não sei se já estou antecipando a próxima pergunta, mas eu acho que essas tecnologias, quando bem utilizadas, podem ajudar as pessoas a tomarem melhores decisões, podem facilitar a vida delas, podem nos ajudar na área de educação de nossos filhos. Então, tem muitas áreas que a gente pode realmente beneficiar e a gente quer estar aqui à frente desse movimento, também ajudando nossos clientes a realmente construírem algo que seja muito relevante e que a gente possa ajudar aí a humanidade realmente nessa nova fase que seguramente estamos entrando.
Com certeza, você quase adiantou, mas tem a próxima pergunta, mas é que tem uma antes, você comentou sobre o grupo Stefanini, E esse Global ela integra o ecossistema de marketing digital do grupo. E aí como é que é esse trabalho integrado e com as outras empresas do grupo?
É um trabalho muito interessante. Nós estamos no grupo Stefanini há um ano e meio praticamente. E aqui na torre de marketing nós temos algumas outras ventures que se complementam. Então, nós temos ventures que atuam desde a área mais estratégica de branding, de criação e de comunicação, como agência, uma grande agência estratégica de comunicação. Há todo um grupo dedicado a ver analytics, a tecnologia, a otimização de canais digitais, a design de experiências. Estou falando aqui, por exemplo, da W3, que é a nossa agência de criação e de comunicação. A gente tem a GAUJ, que é essa consultoria digital que atua de ponta a ponta, desde áreas de design, de tecnologia, de ideia, combinando aqui em soluções inovadoras. A gente tem outras soluções na área de CRM, e esse global entra como um pilar novo, trazendo todo o braço de Consumer Marketing Insights, que é o conhecimento do consumidor, o conhecimento do mercado, Esse pilar de trazer o dado primário, porque muitas vezes a gente tem muito dado dentro das empresas, muitos dados transacionais, mas a gente precisa entender os porquês, a gente precisa ir falar com as pessoas que estão do outro lado, entender as motivações, os desejos, necessidades. Então a gente traz esse pilar e a gente também traz o pilar de comunidades, que complementa também todo esse arsenal de soluções de marketing e de relacionamento, Porque muitas vezes programas de relacionamento são muito transacionais também Dão pontos, troca por prêmio, mas falta a conexão emocional Falta as pessoas realmente sentirem que, poxa, essa empresa, essa marca que está me dando isso Eu preciso que ela me faça sentir especial E quando a gente cria a comunidade, a gente aproxima as pessoas da marca, a gente mostra, através de uma série de ações que a gente desenvolve com a comunidade, como experiências exclusivas, conteúdos que elas não encontram em outros lugares, e uma série de coisas que a gente promove para que realmente a gente consiga aproximar essas pessoas das marcas e, no final, essas pessoas acabam virando embaixadores, amantes da marca e acabam aumentando esse movimento. que tem sido uma experiência muito interessante justamente porque a gente complementa esse portfólio aqui de soluções de marketing do grupo e pelo fato de estar na Stephanine, a gente acaba ganhando também uma força muito grande tecnológica e na área de inovação. Ah, legal.
Muito mais sucesso para vocês. Então, joia. Quando você estava respondendo à pergunta anterior, até poderia vir com... ligar com essa próxima, porque foi muito bonito, você falou até do quarto pilar, que é a questão da educação, mas aí tem a ver com essa próxima pergunta, mas aí queria te deixar mais livre para poder falar, que é como você vê essa integração da tecnologia e a inovação, que aí acho que tinha tudo a ver, e que setores ela pode ser aplicada. E aí você já tinha até adiantado essa questão da educação. Então, assim, quais outras você poderia... Nossa! Enfim...
Eu diria que essa combinação de tecnologia e de inovação realmente ela pode ser disruptiva e ela já está afetando e vai afetar acho que todos os setores que a gente puder imaginar, tá? e muitas áreas profissionais também, a gente está falando desde medicina, a área de direito, a manufatura, incorporando robótica e automação mais evoluída. Ou seja, acho que todas as áreas que a gente puder imaginar realmente, de alguma forma, vão poder se beneficiar. Áreas de varejo, áreas de relacionamento com clientes. Imagine que podemos prever que, assim como na era atual, das atuais soluções, por exemplo, de inteligência artificial, Por exemplo, o Siri, que é o que a gente tem aqui no iPhone, conversando com a gente, que a gente faz pergunta, ele vai ficar muito mais capaz, né? Sim. Com a agilidade ativa. Podemos prever, aliás, muitos gurus aqui da área de tecnologia e inovação, estou falando desde o Bill Gates, há grandes outros nomes aí que estão liderando toda essa evolução da área da linda oficial, prevêem de que todos nós vamos ter, em curto prazo, um assistente pessoal. Um assistente pessoal que vamos não só fazer perguntas e ele vai dar uma resposta pontual, mas como ele vai recomendar coisas, como ele vai nos ajudar a ser mais eficientes. Então, realmente, eu acho que não vai ficar uma indústria ou um setor que não tenha que repensar o seu futuro, seja na forma de interagir com seus clientes ou como se tornar mais eficientes incorporando essas tecnologias. Então, assim, eu diria que todas as áreas realmente têm o potencial de serem afetadas e deveriam olhar para essas tecnologias aí como oportunidades de evoluírem.
Bom, Adriana, você acha que, assim, em algum momento, todas elas vão precisar, não sei, enfim, se conectar, assim, de alguma maneira, todas as áreas em algum momento haverá um ponto que elas vão precisar se conectar ou vão ficar... Então, esse.
É um ponto interessante. Já há alguns anos, existe todo um movimento que a gente chama da Web 3, da Web 3.0. Um dos princípios da Web 3.0 é de que as pessoas, elas teriam muito mais controle sobre seus próprios dados. Então imagine que eu aqui, Adriana, eu tenho meus repositórios de dados, onde eu tenho, sei lá, o meu histórico de saúde, onde eu tenho os meus dados relacionados a finanças, a área de educação, e eu controlo com quem eu quero compartilhar esses dados. Se nós conseguimos ter essa arquitetura de Web3, onde cada indivíduo passa a ter muito maior controle dos seus próprios dados, aí sim a gente passa a ver muito mais integração Por quê? Porque as empresas ou todas essas aplicações vão de alguma forma ter que se conectar a repositórios centrais, vão ter que se reconectar a esse repositório onde as pessoas são donas desses dados, ou quem quer que seja o dono desses dados é que vão conectar ou desconectar os pontos com quem elas querem se conectar e com quem elas querem compartilhar esses dados. Tecnologias como o blockchain facilitam isso, então é um dos propósitos de você ter esses dados que podem ser compartilhados e traqueados. Eu gostaria muito que a gente chegasse a esse nível, porque eu acho que com toda essa evolução da inteligência artificial, as pessoas vão ficar muito desprotegidas se elas não tiverem controle, o mínimo, desses dados. se a gente não tiver formas de identificar se aquele outro conteúdo ou aquele outro dado é gerado por uma pessoa real, ou por um robô, ou por um feito. Pois é. Eu acho que é extremamente necessário que se caminhe em paralelo, tá? E eu espero que isso aconteça, realmente. Legal.
A Adriana, maravilhosa, que disse, né, gente, no começo, são mulheres maravilhosas, porque a Adriana, ela foi convidada para compor o comitê coordenador da Isomar, uma das principais instituições internacionais dedicada à pesquisa do mercado e opinião pública, e ainda é a única brasileira envolvida no projeto até o momento. Parabéns, que orgulho para a gente. Conte-nos um pouco sobre a atuação da Isomar e como você vai contribuir com esse projeto.
A joia. Primeiramente, obrigada. Pois é, é um grande prazer e orgulho fazer parte desse grupo. É um grupo especial formado pela ESOMAR, que é a Associação Europeia de Profissionais de Pesquisa de Opinião de Mercado, mas ela representa globalmente toda essa indústria. Então é quem rediz o código de ética, enfim. e quem também promove uma troca muito grande de conhecimento e evolução da nossa profissão. Então, fazer parte desse comitê é poder estar trocando e evoluindo junto com pessoas de todo o mundo, especialmente que estão mais conectadas com inovação, de como a inteligência artificial vai não só modificar a nossa profissão, mas que oportunidades são criadas, como nós, como profissionais, devemos evoluir para saber incorporar essas novas tecnologias nas metodologias atuais e ferramentas atuais de pesquisa. E mais do que isso, quais são as oportunidades? Será que nós passamos a expandir agora o nosso papel como profissionais de pesquisa? Porque, às vezes, quando a gente pensa em pesquisa de mercado, a gente ainda remete à pesquisa feita há 30 anos, muito tradicional, só pergunta e resposta, entrevista, mas nós vamos muito além disso. Hoje em dia, nós incorporamos desde áreas como data science, que é ciência de dados, enfim, Big Data Analytics, Social Media Listening, tem muitas formas da gente obter dados para que a gente possa incorporar esses dados em ferramentas de análise para entendimento de comportamento humano, entendimento de pessoas, entendimento de mercados, de categorias. Então, é isso, estar nesse grupo é ajudar a não só predizer, né, imaginar como vai ser esse futuro, mas eventualmente construir e participar ativamente na construção desse futuro.
É, e mais do que isso, depois trazer tudo isso para cá também, né? Como fazer aqui para o país, né?
Com certeza.
É maravilhoso. Então, muito sucesso. A gente aguarda ansiosamente como vai ser tudo isso.
Obrigada, é isso, esse é um ponto importante, e o fato de estar acompanhando o que está acontecendo fora, em outros mercados, tanto nos Estados Unidos, como na Europa, e também na Ásia, não podemos subestimar toda a evolução e toda a inovação que acontece também em outras áreas do mundo, e isso eu diria que é muito importante, isso aqui nos mantém também sempre à frente, e sempre podendo trazer essas inovações, sabendo que a gente tem que adequar à nossa realidade, mas de poder compartilhar esse conhecimento e de poder acelerar o desenvolvimento das soluções também que a gente pode oferecer aqui no Brasil.
Com certeza, com certeza. Muito bom. O papo está bom, sempre digo, mas a gente já vai chegando ao final, infelizmente, e a última é sempre ruim quando o papo é bom. E aí a última pergunta aqui no Minutos Corporativos é sempre a mesma, é que se você pudesse conversar com alguém, mesmo que não estivesse mais entre nós, qualquer pessoa, com quem você conversaria e por quê?
Pois é, essa é uma pergunta interessante, né? Quando eu penso nisso, a primeira pessoa que me vem à mente é a minha avó, que já não está mais aqui, fisicamente, neste mundo, mas ela é uma mulher que sempre esteve à frente no tempo dela, e eu me conecto muito com esse lado, sabe? Só hoje em dia, com maturidade, com sabedoria que a gente vai adquirindo ao longo dos anos, é que eu consigo entendê-la e me conectar com muitas das coisas que ela falava. que eu pudesse voltar ao tempo, ter ela aqui novamente. Eu gostaria de escutar muitas das histórias que ela contasse, conhecer mais as motivações dela e um pouco mais da história dela. E de trocar esse aprendizado. Poxa, porque as memórias de infância ficam pra sempre com a gente. E ela foi muito presente em toda a minha infância. E eu também, enfim. E nós temos sete meses e tenho essa inquietação de sempre estar à frente do meu tempo. Sim. Pois é. Então, sem dúvida, seria com ela que eu gostaria de ter esse bate-papo, sabe?
Ela é sua avó materna ou paterna?
Materna, avó paterna.
Paterna?
Maria. Não, materna.
Materna da mãe. Dona Maria.
O nome dela é Dona Maria.
A Dona Maria. Muito bem. Ai, que coisa incrível, né? Porque realmente a gente chega numa fase da vida que os nossos antepassados começam a ter esse significado, né? da gente tentar entender realmente o que eles fizeram, foram assim, da melhor maneira, da melhor maneira que eles puderam fazer naquele momento, mas tem sempre alguns, e aí quando é mulher, porque a gente tem essa conexão, o lado feminino, e aí de entender quando elas estão à frente, e aí eu imagino você que é uma mulher super à frente, ter assistido tudo isso e hoje teria tanta coisa para perguntar, mas eu acho que ela também teria tantas coisas para perguntar para você. E com certeza de onde ela está, ela tem muito orgulho de falar, essa é a minha garota. Ela aprendeu muita coisa.
Pois é. Tenho certeza. Tenho certeza que sim.
Essa aí entendeu muito tudo que eu tinha para ela.
Ela está lá de fã de carteirinha. Com certeza, torcendo e vibrando aí. E é engraçado, porque só com o tempo que a gente entende isso, né? E eu tenho estudado e lido um pouco, entendido um pouco mais sobre esse papel da avó materna, sabe? Com a neta. Elas têm um papel muito forte. Isso que eu ia dizer, muito forte.
Muito forte. Não sei se você já ouviu falar em constelação familiar, Não sei se você já ouviu falar, tem essa conexão.
Vou até ler mais sobre isso, me interessa bastante.
É muito interessante, tem um livro muito bacana também chamado Mulheres que Correm com os Lobos, que fala também de toda essa... Depois eu te passo, eu passo para a Verinha passar para você um livro que fala também dessa conexão muito grande. e desse entendimento do feminino e é bacana acho que vai fazer bastante sentido para você eu tô te falando isso porque isso também faz bastante sentido para mim então entendo bem mas dona maria com certeza tá lá com a faixa a diana é o dream team dela com certeza você que bom né que bom que bom porque isso com certeza que lhe fez ser a mulher que você é, Adriana, muito obrigada por nos conceder todas essas... por primeiro compartilhar isso com a gente, por todas essas informações tão preciosas. Obrigada por ser essa gente transformadora no mundo e tá aí, né? No mundo mesmo, né? Assim, ser brasileira, mas tá aí no mundo... buscando e voltando e trazendo. Esse é um papel muito bonito, muito importante. Então, muito obrigada. Também como mulher, por isso. E a gente não quer perder você de vista aqui no Futurecom. Então, bem-vinda sempre. Muito obrigada por todas essas informações e que elas cheguem a quem precisa chegar, com certeza. Por inspiração. Obrigada, mesmo.
Poxa, Ana, obrigada a você. Obrigada pela mensagem. Você usou um termo que eu gosto muito e me sinto muito nesse papel de ser um agente transformador. E é isso, transformador para que as pessoas busquem dentro de si o que elas têm de melhor, desenvolvam seus potenciais. Eu sempre acreditei muito nisso e nunca vi barreira na minha frente. para conseguir o que eu sempre quis. E sempre foi com muito trabalho, sempre foi com muita dedicação. E acho que quando você acredita, quando você se dedica, quando você vai buscar essa força interior, você chega muito longe. E é isso. Acho que é buscar essa força transformadora e ajudar a transformar mais pessoas.
É porque quando a gente descobre que é, aí aí vai assim não facilmente porque precisa se né assim está é aquilo que a gente falou no começo né devolver para o mundo é muito estudo é muita coisa né o que a gente estava falando assim é tudo muito rápido né assim essa atenta muita transformação Mas quando a gente sabe que é o que a gente veio fazer neste mundo, o coração fica em paz. A mente talvez não, mas o coração fica em paz. A gente sabe que está fazendo aquilo que realmente deveria fazer. E aí é aquilo, a luz. E aí luz atrai as pessoas que também a gente precisa encontrar no caminho.
É isso aí. É isso. Obrigada.
Obrigada mais uma vez.
Obrigada a você. Está jóia. Obrigada. Tudo de bom.
Igualmente. E você que está nos assistindo, não perca mais episódios dos Minutos Corporativos. Até breve e obrigada.
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