Burnout do Príncipe Harry e Persistência e perda de tempo no trabalho Izabella Camargo

Izabella Camargo examines Prince Harry's burnout and the line between persistence and wasted effort at work. She explores how mental health shapes career choices and when it's time to step back instead of pushing through.
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Oi, que bom saber que você tá aqui. Bora lá falar de assuntos que podem trazer mais consciência para suas ações? Sim, vamos falar então hoje sobre dois assuntos. Um do Príncipe Harry, que falou sobre o burnout, e o outro que a Luciana Rosa sugeriu aqui no YouTube sobre carreira. Quando nós estamos perseverando na carreira e quando nós já estamos teimando em algo que não faz mais sentido. Legal, né? Então, se você já tiver alguma sugestão aqui de bate-pronto, nem precisa esperar o vídeo acabar. Já coloca aqui nos comentários o que você quer que eu traga na próxima semana. que assunto está te apurrinhando lá e que você gostaria de um ponto de vista diferente. Às vezes, uma opinião diferente faz a gente ver a mesma situação com outras saídas. Então, vamos nessa! Primeiro assunto do dia, Príncipe Harry. Gente, Príncipe Harry causou um bafafá danado na internet quando ele diz ter sofrido um burnout, ou seja, com muita dificuldade em conciliar a vida familiar e a vida profissional. Aí, junto com essa declaração, veio uma avalanche de comentários julgando o Príncipe Harry. Que absurdo o príncipe falando de dificuldades, falando que não consegue isso ou aquilo. Bom, o que eu quero trazer de reflexão com essa história? Vocês já viram um meme que mostra o pé de uma bailarina? Então, numa foto a bailarina tá com a sapatilha de ponta linda e na outra foto mostra o pé dela, cheio de machucado, cheio de ferida. O que eu quero dizer com isso? Nós não temos todas as informações de ninguém pra julgar se isso é possível, se não é possível. O que eu sei é o seguinte, todas as pessoas que vivem sob muita pressão e não podem errar, Estão muito mais sensíveis ao burnout. Também sei que o burnout pode acometer pessoas especialmente entre 25 e 45, 55 anos. Vai depender muito do seu estilo de vida e por quanto tempo você está acumulando peso demais. tarefas demais, responsabilidades demais. Então, se o príncipe Harry diz ter sofrido um burnout, porque ele tem dificuldade em conciliar família e trabalho, gente, o príncipe Harry é um ser humano. Ah, ele é príncipe, ele pode ter esse tipo de serviço, aquela facilidade. Não interessa. De novo, por que eu vou julgar a vida do outro? Vou dizer pra vocês que julgamento e comparação é um autoenvenenamento. Autoenvenenamento. A gente fala tanto em ambiente tóxico, comidas que nos fazem mal, notícias que nos fazem mal, mas e as nossas atitudes? Que consciência você tem sobre o que te faz bem ou o que te faz mal? Não quero me alongar muito aqui neste caso do Príncipe Harry, mas ele é fundamental para eu trazer aqui um ponto de reflexão para você. Se alguém disser que está com uma dor de cabeça, que está com um problema na coluna, que está com uma dor no joelho, você vai desqualificar essa pessoa? Você vai duvidar dela? Por que a gente faz isso? Não, não vou. Porque, ah, uma dor no joelho, um problema na coluna, agora burnout, ansiedade, depressão. Gente, para, tá? Para de subestimar, para de desqualificar, para de minimizar uma dor que você não está vendo. Deixa eu contar uma história muito interessante. Até o século XVI, os médicos, eles não acreditavam na existência da bactéria. Eles diziam até o século XVI que bactéria não existia. Até inventarem o microscópio. Ah, agora a gente está vendo a bactéria. Ah, então a bactéria existe. Percebe? Então, aquela ideia de que eu preciso ver para crer, para um pouquinho. Será que eu não preciso, então, dar um passo atrás e começar a crer para ver? Então, nesse caso aqui do príncipe com o burnout, tem uma frase que eu destaquei para vocês, em que ele disse assim, estou sempre me sabotando nos dias difíceis. Pronto. Será que com essa frase, então, o julgamento, ele é reduzido? Porque se eu só tenho a notícia, Príncipe Harry disser burnout, nossa, que frescuraiada, né? Você acha que o príncipe vai ter burnout? Sim, ele pode ter, por que não? Se todos nós temos dente, todos nós podemos ter um problema bucal, na nossa saúde bucal. Se todos nós temos mente, todos nós podemos ter um problema relacionado à saúde mental. Se todos nós temos coração, todos nós podemos ter um problema cardíaco, percebe? Então, antes de julgar qualquer pessoa, sabendo que você pode estar se envenenando, procure todas as informações, seja do príncipe ou da sua vizinha. Você não tem todas as informações. E essa frase, estou sempre me sabotando nos dias difíceis, eu tenho certeza que você, ou com você mesmo, ou você conhece alguém que se sabota também nos dias mais difíceis, nos dias mais corridos. A gente vai abrindo mão da gente, é isso que o Príncipe quer dizer. que nos dias mais difíceis ele sempre se sabota, ele sempre se deixa em segundo plano. Pegou? Conhece alguém assim? Então pronto, você só vai prevenir o burnout e outros problemas de saúde quando você não se sabotar. quando você não se deixar para depois. Aliás, quem me conhece já sabe que eu gosto de dizer que o burnout é a ausência de si mesmo. Você está entregando tanto para tanta gente, está tão comprometido com tantas responsabilidades que você se deixa para depois. Então essa frase do príncipe, estou sempre me sabotando em dias difíceis, pode ser que agora, favoreça você a ter mais empatia sobre ele. Empatia é diferente de respeito. Respeite, é algo inquestionável. Empatia, eu só consigo ter se eu me coloco no lugar do outro. Mas para me colocar no lugar do outro, eu preciso ter as informações do outro. E para ter as informações do outro, o que eu preciso? De tempo para ouvir o outro. Será que você está realmente tendo empatia? Você pode escolher. Com quem você quer ser empático? com quem você quer usar o seu tempo para ter informações e aí sim se colocar no lugar. Pode ser do príncipe ou pode ser da sua vizinha no seu vizinho, tá? E agora então, cumprindo o que eu prometi, a Luciana Rosa, ela sugeriu um tema. Gostaria que você falasse sobre tempo investido em uma carreira. Quando ou como eu posso saber, como eu posso identificar o que é perseverança e o que é perda de tempo? Luciana, eu amei! a sua sugestão e por isso, então, ó, já vou trazer aqui o meu ponto de vista, baseado na minha experiência e também nas ciências que eu tenho estudado de presente e futuro do trabalho e saúde no trabalho. Lu, primeiro a gente tem que lembrar dos ciclos da nossa vida. Assim como a natureza tem vários ciclos, e primavera, verão, outono, inverno, não brigam entre si. Quando o verão tá acabando... Primavera, verão, outono, inverno. Então, quando o verão tá acabando, ele não fica lá batendo pezinho e braço cruzado, falando assim pro outono, não, espera mais um pouquinho, tá gostosa aqui a estação, deixa eu ficar mais um pouco. Não. O outono não briga com o verão querendo antecipar ou querendo... adiar a chegada dele. Percebe? E nós vamos adoecendo e consumindo muita nossa energia quando a gente quer dar tempo demais para situações ou pessoas que deveriam ter um tempo a menos. Outro dia eu vi uma coisa muito interessante que dizia assim, que quando nós compreendermos que algumas pessoas e algumas situações, ou seja, alguns empregos, eles podem durar dias, semanas, meses ou anos, nós vamos parar de sofrer, nós vamos parar de nos culpar, porque que uma coisa não durou um tempo que, na minha ideia, eu tinha uma outra expectativa. Faz sentido até aqui, gente? Então, quando a gente tá falando de perseverança ou de teimosia ou perda de tempo, eu preciso falar de ciclos. Eu primeiro preciso aceitar, respeitar que tudo tem começo, meio e fim. E a gente, às vezes, fica batendo cabeça quando a gente quer prolongar uma situação que já deveria ter acabado há muito tempo. Aí a Luciana pergunta, como é que então eu vou identificar isso na minha carreira? Lu, pra mim tá muito claro, tá? Especialmente depois do que eu vivi. O seu corpo, ele vai se manifestando quando algo não tá bom. Quando você come uma comida que não te cai bem, o seu estômago dói. Por que que ele dói? Porque ele tá te avisando, olha, isso que você comeu não foi legal. Se você tá vivendo numa situação e a sua cabeça começa a doer, a sua cabeça está te mandando uma mensagem, olha, essa situação que a gente tá vivendo não tá legal. Então o nosso corpo vai enviando mensagens o tempo inteiro pra nos dar avisos, só que aí a gente não ouve, né, porque a gente acha que é normal ter dor de cabeça, é normal ter dor de estômago, é normal... lidar com o anormal, até que aí venha um problema de saúde. Então, se você vive em um ambiente profissional que o seu corpo já está te mandando várias mensagens, que aquele ambiente não está interessante, saudável, sustentável, se você não fizer algo, alguém vai fazer algo com você. É o famoso ou eu chuto o balde ou me chutam. É triste, não é? Eu posso falar por experiência própria. E aí tem um outro elemento que a gente tem que trazer, que é sobre o quanto você está satisfeito com o que você está fazendo. Porque a partir do momento que o que você faz para a empresa, para as pessoas daquela empresa, está tirando a sua energia, a sua alegria, o seu entusiasmo, tem alguma coisa errada. Então, perseverar é você traçar uma meta, saber que terá desafios para alcançar essa meta, porque a gente sempre tem que considerar quais são os desafios para alcançar essa meta. Eu vou ter dias difíceis? Eu vou enfrentar, de repente, situações que eu vou precisar de recursos diferentes, de pessoas, habilidades diferentes para lidar com essas situações? Está tudo no pacote da minha meta. Só que, depois disso, tendo consciência da sua meta e dos desafios que você vai encarar para alcançar essa meta, Se você fez o melhor que você pôde, você entregou o melhor que você poderia e mesmo assim você não alcançou a meta que você gostaria, porque aconteceram imprevistos, porque as pessoas mudaram, porque alguma coisa na área comercial mudou, Está na hora de você rever se essa meta que você traçou no passado ainda combina com o seu presente. Se a empresa que você entrou no passado ainda faz sentido você continuar. É a famosa atualização de identidade. Porque às vezes, Lu, a gente entra numa empresa e essa empresa tem um modus operandi. E aí, com o tempo, acontece tanta coisa, não é? No mercado, com sociedades e tudo mais, essa empresa muda. E a gente não percebe que nós também precisamos ajustar os nossos ponteiros, porque senão você está ainda vivendo, trabalhando, tentando ultrapassar desafios para atingir uma meta que nem existe mais. Então, a diferença entre a perseverança e a perda de tempo. Primeiro, o que o seu corpo está transmitindo de informações, de mensagens. Segundo, no fim do dia você está cansada, satisfeita, se sentindo valorizada. E depois, tem alguma coisa te fazendo mal? Tem alguma situação que está te fazendo mais mal? Aí tá na hora de repensar os seus caminhos, tá? Passou da hora de atualizar a sua identidade pra que você perceba, será que esse ciclo já acabou? Ou ainda tem mais um pouquinho? E cuidado, tá? Com esse, será que tem mais um pouquinho? Resiliência não é apelação. Muitas vezes, falando em resiliência, a gente apela para remédios, para drogas, para continuar em um ambiente que não está mais saudável. Então, muito cuidado com esse pouquinho. Por fim, vou deixar a dica mais preciosa que hoje eu poderia transmitir para você, Lu, e para todos que estão me acompanhando. Não ignore. a sua voz interior, a sua intuição. Aliás, vou recomendar aqui um documentário maravilhoso, que eu amo de paixão, chamado Insae. Insae é uma palavra que vem da Islândia e significa o poder da intuição, o mar de dentro. Então cada um de nós tem dentro de si um mar de informação, de experiências, e tudo isso vai contribuir para que a sua intuição, para que a sua voz interior te direcione para o caminho que você tem que seguir. Então não ignore os seus sentimentos, não ignore a sua intuição, some a sua intuição ao ambiente que você está vivendo. Observe as mudanças, observe o seu corpo, Para de ficar pensando no que os outros vão pensar. Eu prefiro muito mais pensar na sua saúde e no seu bem-estar, no seu equilíbrio dinâmico. Gostou? É disso, então, que eu venho falando nestas últimas semanas. A atualização de identidade é fundamental pra você reconhecer quem é você hoje e aí sim, entender se o que você está vivendo faz sentido com quem é você hoje ou quem. Era você no passado. Só assim a gente vai conseguir construir hoje um futuro desejável. Eu sei que tem muita gente ansiosa para o futuro, mas antes da gente pensar no futuro, eu preciso ter um presente que me deixe muito satisfeito, que não me provoque dor, que não me provoque angústia. E se tem algo te angustiando, como dizia o saudoso doutor Paulo Galdenço, só existe um remédio para angústia. decisão. Eu espero que esse vídeo tenha trazido bons insights pra você. Se você tem dúvida sobre alguma coisa que eu falei aqui por cima e quer que eu me aprofunde, deixa aqui nos comentários. Ou quer que eu traga algum assunto ou ponto de vista sobre qualquer outro assunto, se eu puder, por que não? Tô aqui também pra aprender com vocês. Muito obrigada pelo seu tempo, pela sua confiança. Já sabe, né? Deixe aqui o seu coração, o seu like e compartilhe com quem você quer bem. A informação correta é sempre o melhor remédio e, às vezes, o que a gente precisa é de um ponto de vista diferente para achar outros caminhos que, até então, estão muito embaçados. Espero, então, que você flua com clareza e leveza. Até a próxima quinta, hein?
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Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








