Rede de mães: apoio que fortalece!

Thais talks about how mothers supporting each other makes motherhood easier. The conversation covers why open communication between mothers matters, the pressure to be perfect, and mental health challenges that come with parenting.
Chapters
Num desafio da maternidade, ao invés de ficar na cadeirinha de vítima, você foi lá e buscou outras mães. A Thais começou a fazer isso quando tudo era mato, gente. Então há 17 anos. Hoje, quando você vê... 14.
14, não. 11. 11 anos atrás. Eu comecei em 2014.
Isso. E hoje, quando você vê esses movimentos, você fala uau.
Nossa, eu acho maravilhoso. Eu acho que sempre tem espaço para todo mundo falar, todo mundo tem que falar, porque quanto mais a gente fala, mais mães são beneficiadas, né?
Sem dúvida.
Por isso.
Por isso que essa temporada está existindo, para que a gente possa beneficiar outras mães sobre desafios que nós estamos vivendo ou já vivemos. Eu vejo aqui Mãe Fora da Caixa, que é o best-seller. Esse foi o primeiro.
É o primeiro.
Aí depois veio o...
Depois veio o Mãe Recém-Nascida, que é mais específico para grávidas e puérperas, que é o melhor presente que você vai dar para uma grávida e uma puérpera.
Esse vai ser meu?
Claro.
Pronto.
Com certeza.
Adorei. Mãe recém-nascida, evidentemente. Depois veio Imagine a Adolescência.
É, que eu tenho os meus dois adolescentes. E tá sendo muito legal trocar sobre adolescência, porque assim como ninguém falava do porpério, ninguém falava da adolescência de uma maneira franca, né? Ah não, meu filho faz isso comigo. Não, não vou falar não, mas gente, a gente tem que falar.
Tem que falar. E aí o último? O Cachula, Mãe de Mães.
É uma ficção que eu escrevi com duas amigas muito queridas, a Beatriz Singerieta, ex-poeta, que fala sobre... tem mãe no título, mas fala, sobretudo, sobre amizade entre mães. O quanto é isso poderoso? Porque você pode ter parceiro participativo, você pode ter uma rede de apoio, mas você ter amigas, que são mães, que estão vivendo ali mais ou menos a mesma fase que você está vivendo, essa troca é, assim...
Fundamental.
Muito importante.
Exato. Eu conheço a Daya já há muito tempo. Outro dia a gente foi almoçar e era uma troca assim, mas e tal coisa? E tal coisa? Não, e tal coisa? E tal coisa?
Sim.
É muito bom a gente poder ter confiança nessa troca porque todos nós estamos evoluindo, aprendendo.
Exatamente.
Eu acho que a gente tem cada vez menos sinceridade nas trocas hoje em dia. A gente vê nas redes sociais a vida do outro parece sempre muito maravilhosa e perfeita e tudo dá certo, então quando a gente tem pessoas próximas que a gente pode trocar, ó, pra mim tá difícil aqui, tá difícil ali, na maternidade, nas experiências, essas relações tem um impacto na nossa qualidade de vida, na nossa saúde mental, que já é discutido por inúmeros especialistas, o quanto a amizade e as relações sinceras fazem diferença na nossa vida.
Absolutamente.
Eu acho que eu me identifico tanto com a Dai por isso, né? A gente se identifica muito porque é muito sobre sair da perfeição.
Pronto.
Né? Sobre querer ser uma mãe perfeita, que dá conta de tudo, que faz tudo perfeito. Uma mãe que não existe, né? Uma mãe que não é humana. Então, quanto a gente... eu sinto, quanto eu busquei isso no começo, sabe? Não, não precisa de nada, não precisa de ajuda, tá tudo bem, eu vou fazendo, eu vou não sei o quê, eu vou... E a gente precisa sair disso, né? Eu acho que pra gente conseguir ser feliz, não só maternidade, como a Day tá falando aqui, né? A vida perfeita não existe. Com a vida, se a gente não sair dessa caixa, não vai. A gente não consegue ser a gente mesma, né? A gente não consegue aceitar os nossos defeitos, as nossas dificuldades. E aí, a gente não cresce.
Evidente.
Porque a gente fica se escondendo, né?
E mais, eu sempre falo que a gente não cresce e a gente adoece.
Adoece, exatamente. Aí a gente vai entrar na pauta.
Da saúde mental, aí vai ser outro programa.
É isso, que foi o que aconteceu muito comigo no começo. Eu acho que eu adoeci muito por isso. Por achar que não precisa de ajuda, por querer fazer tudo milimetricamente perfeito. E aí eu fui, acho que eu fui adoecendo, por isso que eu precisei sair dessa caixa e precisei falar para outras mulheres saírem dessa caixa. Porque aquilo que a Dai falou, só o que acontece comigo, eu quero que valem, eu quero que outras pessoas se curem.
O que você sentiu ao engolir suas emoções? Você consegue ter clareza? Eu engoli, então, a Thais verdadeira em detrimento de uma Thais que tinha que caber naquele mundo.
Ai, sofrimento, né? E aí quando a gente descobre isso, que eu acho que isso vem muito com a maternidade, a gente vê assim... Acho que a maternidade traz essa potência, assim, né? Que a Day tava falando, nossa, eu amamentei, eu gerei... E com o tempo a gente pensa assim, cara, eu... Eu sou capaz de tudo, o que é isso? Eu tô com vergonha do quê?
Totalmente.
Eu tô preocupada com a opinião dos outros por quê?
Se você entendeu que essa mensagem fez sentido pra você, compartilhe também com quem você quer bem, com quem pode se beneficiar dessas experiências, que eu tenho certeza que vão ajudar outras pessoas a tomarem melhores decisões. Até o próximo episódio.
Tchau, tchau.
Esse episódio tem o patrocínio de Clearblue, uma marca P&G.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








