Burnout NÃO é uma doença! - Entrevista com Dra. Camila Magalhaes | Izabella Camargo

Izabella Camargo talks with Dr. Camila Magalhaes about why burnout is a syndrome, not a disease, and what that distinction means for how we treat it in the workplace.
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Olá, olá, muito boa noite. Bem-vindo, bem-vinda a uma conversa que será muito importante a partir de hoje, especialmente em 2022, quando o burnout passa a integrar o novo Código Internacional de Doenças. Mas uma notícia me chamou muita atenção nos últimos dias, sendo replicada, inclusive, por muitos jornalistas, por outros profissionais da área da saúde, falando sobre o burnout como uma doença. Aí, recorri a quem? A doutora Camila Magalhães, psiquiatra da Caliandra Saúde Mental, pra gente entender melhor se burnout é ou não uma doença. Então, Camila já já vai dividir aqui tela conosco pra nos explicar se burnout é uma doença ou não. Se ela é, uma síndrome, um conjunto de doenças, de sintomas, de sinais relacionados ao ambiente de trabalho. E aí sim o que muda nas relações profissionais. É sobre isso que nós vamos falar. Se você que está aqui entende que esse assunto é relevante para outras pessoas, porque nós estamos falando de saúde. Encaminha essa live. Envie corações aqui na lateral, porque assim o Instagram entende que esse assunto é relevante. Vocês já devem ter visto, não é, notícias sobre o aumento do número de casos de burnout e sobre essas notícias em que o burnout é a... O título inclusive é Burnout vira doença do trabalho em 2022, o que muda agora? Mas a gente precisa realmente entender se o burnout é uma doença ou não. A gente está falando sobre o esgotamento físico e mental relacionado ao excesso de estresse. ao excesso de trabalho em um ambiente que também é muito desfavorável pra esse profissional executar as suas funções, as suas atividades. Então, deixa eu ver se a doutora já tá chegando aqui, senão eu vou te chamar, Camila. Ó, vou te chamar pela Caliandra, tá? Ó, convida. E aí nós vamos trazer por volta de 30, 35 minutos esse assunto pra esclarecermos de fato. que a síndrome de burnout é uma consequência do ambiente profissional. Antes dessa nova classificação, nós poderíamos até atribuir o burnout a outras esferas da vida, mas a partir de 2022, não. O burnout passa a integrar o Código Internacional de Doenças e a responsabilidade É do empregador. Então, é um assunto que traz Muito alívio pra quem acaba tendo diagnóstico, porque percebe que a responsabilidade também é do empregador Mas também traz muitas dúvidas, traz muitos questionamentos E é isso então que nós vamos tentar explicar a partir de agora com a doutora Camila Magalhães Camila, eu te aceitei. Você já conseguiu entrar? Entrou.
Tô aqui.
Obrigada Tudo bem, Cami?
Sim, boa noite Estava falando agora que a maternidade é para as fortes aí essa hora da noite Você com a Angelina aí do lado, né?
Então, ela na verdade já estaria dormindo, ela estava dormindo Mas aí minutos antes da nossa live eu ouvi ela chamando Então ela tá aqui do meu ladinho, tá gente? Qualquer coisa eu só vou socorrer e ela tá do meu lado, mas ela tá tranquila Camila, obrigada por aceitar o meu convite Desde que eu vi a primeira notícia do dia 9 de dezembro, um canal de notícias de muita credibilidade Com o título Burnout vira doença do trabalho em 2022, eu te chamei Eu falei, Camila, e aí? Vamos responder? Burnout é uma doença ou não?
Não é uma doença E é importante a gente conversar disso porque essa terminologia ela interfere muito em como a gente entende sintomas e como a gente cuida deles, tá? Então é o seguinte, o burnout ele era Classificado como uma exaustão vital que levava as pessoas, que interferia na vida das pessoas E elas eram classificadas ali quase como uma condição de exaustão Que podia ser decorrente de um monte de coisas, mas não decorrente do trabalho necessariamente O que aconteceu agora é que a nova classificação Ela dá uma categoria especial pro burnout, que é uma categoria no CID Em que o indivíduo passa a ter sinais e sintomas melhor definidos Então tem três esferas de sintomas para a gente definir o burnout Essa pessoa sim, ela tá numa categoria que ela tem um estresse crônico decorrente do trabalho Isso tá explícito na categoria nova do CID Mas é uma categoria que a gente precisa poder esclarecer que já não era a doença Porque tem muita gente falando assim, antes era uma doença mental e agora é uma doença do trabalho Tá errado. Ou dizia, antes era uma exaustão da vida, mas não era do trabalho. Não, era do trabalho também, mas era mal classificado, era muito abrangente. Agora a gente sabe que é o estresse crônico decorrente do trabalho que gera sintomas. Mas a gente não chama doença de burnout, assim como a gente fala síndrome de burnout e não doença do burnout E é importante não falar doença, porque doença é uma terminologia ou uma categoria na psiquiatria Que a gente já nem usa, mas quando é um transtorno mental, ele tá na categoria dos transtornos mentais E não vai estar numa categoria de transtornos mentais, vai estar numa categoria de sinais e sintomas relacionados ao trabalho O médico não cuida disso? O psicólogo não cuida disso? Cuida! Tanto é que a gente cuida da gravidez e a gravidez não é uma doença, por exemplo A gente cuida de um monte de coisas que não são doenças Então não estou dizendo que não é passível de cuidado, que não depende de... Muito pelo contrário. Tem muitos sinais e sintomas do burnout que passam por diversas fases e que a gente tem que reconhecê-los.
Muito bem. Camila, nós vamos repetir essa sua fala nesses próximos 30 minutos, porque essa é uma informação muito importante para nossos colegas jornalistas, profissionais da área da saúde e todos que estão replicando a mesma notícia. Uma coisa que nós então não podemos desconsiderar é que a responsabilidade agora Ela está definida no ambiente profissional, ela não pode mais ser atribuída ao ambiente pessoal, certo?
Isso, não pode. Inclusive a nova categoria para onde o burnout vai São fatores que o indivíduo tem que influenciar a saúde, fazem com que essa pessoa procure ajuda nos setores de saúde Mas recorrentes do trabalho, do estresse crônico no trabalho Então por que eu tô elucidando isso? Porque a gente precisa, quanto mais a gente tem para determinadas... Para transtornos, síndromes, você tem definições mais robustas como, por exemplo, agora Virar uma defesa mais robusta a partir de janeiro Isso ajuda a gente a entender, a dialogar, a criar uma ponte entre as pessoas e as empresas Por quê? Porque se você deixa exaustão vital, pode ser tudo Mas não, o burnout é tanto uma realidade que tem uma definição, o que eu chamava de burnout, outro médico em outro país chamava de outra coisa. Chamava de depressão, talvez, mas não. Depressão funciona de uma maneira. A pessoa que tem burnout pode até ter depressão, mas a descrição dos sintomas da depressão, por exemplo, precisa de 11 sintomas e que você vai juntando alguns sintomas para você descrevê-la. O burnout Como não tinha uma definição clara, e ela pode avançar ao longo do tempo e se tornar uma ciência melhor, inclusive. Tem vários artigos científicos, a gente vai falar depois, a gente vai fazer um curso sobre isso, bem estruturado, muito forte. Por quê? Porque é importante que as pessoas entendam como isso vai avançando, como a ciência tem essa riqueza de ir avançando, ajudando as pessoas a identificarem o que está acontecendo com elas. E ajudando as empresas também a criarem programas de saúde mental Que vão cuidando e identificando precocemente, não só quando a pessoa tá no seu estágio mais complexo Onde ela tá sofrendo muito, inclusive com muitas doenças associadas ao burnout Exato.
Camila, dá pra gente então explicar quais são os sintomas que nós podemos chegar ao diagnóstico do burnout?
Dá sim. Então assim, na verdade tem uma série de... Deixa eu só arrumar o celular aqui. Tem uma série de... e eles vão evoluindo ao longo do tempo. Então por que a gente fala isso? Porque o burnout é estudado, inclusive, para múltiplos fatores relacionados a ele. Fatores de personalidade, sempre relacionados ao trabalho. Fatores de tristezas ou episódios pré-existentes de transtorno mental. Muitas coisas são estudadas, mas basicamente Na nova classificação, eles colocam três agrupamentos. O primeiro agrupamento é uma exaustão, uma fadiga, um cansaço relacionado ao trabalho. O segundo é a pessoa passar a ter um distanciamento, o que eles chamam de infinismo Ou uma desrealização, ou seja, eu tô ali mas eu tô isolado, eu tô distanciado do trabalho E por fim, impactando na vida dessa pessoa com trabalho, no seu rendimento e muito mais Isso seria de modo global Mas para nós médicos, isso é muito mais detalhado, a gente vê Basicamente uns cinco agrupamentos de sintomas. É claro que o CID talvez ao longo do tempo vai trazer isso melhor.
Sim.
O CID-12, o CID-14. Depressão, por exemplo, transtornos relacionados ao uso de substâncias, um alcoolismo era com base em quatro sintomas. De repente hoje a gente tem uma gama, tem 12 sintomas. Então isso tudo vai avançando. Então a primeira coisa é A pessoa começa com uma sensação de estar, o primeiro estágio ela está trabalhando bem Ela produz, ela está funcionando, mas logo ela passa a se estressar Aí vem a fase do início do estresse, Isa, porque a fase do início do estresse vem acompanhada, que é aí que o CID quer mostrar por que as pessoas procuram serviços de saúde e não procuram a empresa para começar a dialogar o que está acontecendo lá dentro Exato Esse sintoma cardiovascular, a pessoa passa a ter irritabilidade Ela começa a ter sintomas de baixa produtividade Ela passa a ter sintomas de medo de tomar decisão Que é uma fase, vamos dizer, que a gente chama de estresse inicial Aí depois ela vem com um estresse que fica crônico E quando esse estresse fica crônico, são mais questões que vão fazendo essa pessoa sofrer Porque aí ela vai tendo um distanciamento social, ela vai tendo dor de cabeça Ela vai tendo um cansaço persistente, vai ficando com uma procrastinação muito grande Deixando o trabalho para depois, com muita exaustão Então aí aparecem os primeiros sintomas que a gente chama de exaustão vital mesmo que era a única classificação passada. Então, dessa fase, tem muitas pessoas que nessa fase intermediária elas ficam com a libido muito ruim, fica com tremor de pálpebra, sentimento de que ela fica ameaçada. Não, estou ameaçada. Aí daí evolui um pouco mais para o estresse crônico. E aí no estresse crônico tem um sentimento de ansiedade, aí entra a ansiedade. Ansiedade como dúvida, Meu sintomas físicos estão cada vez maiores, tem gente que passa a tremer um pouquinho na espremidade, fica um pouco mais angustiado, mais ainda, fica com sintoma gastrointestinal. O sintoma gastrointestinal não vem logo de cara, ele também é um sintoma crônico. Ele é um sintoma que primeiro vem essas dores de cabeça, essa exaustão, mas depois fica físico mesmo Porque ele tá com o cortisom lá no alto, então vai havendo essa sensação de que Nossa, eu fico com dor de cabeça, mas também um certo mal estar, eu como, as coisas não digiram bem E aí, desses problemas todos, a pessoa não se cuida, interessante Porque ela fica sem energia, inclusive, para se cuidar E ela está muito preocupada e obcecada com os problemas do trabalho, se é que posso usar essa palavra A vida tem um superior direto que lida com isso de uma maneira perversa, com medo Porque aí vira e fala, nossa, a pessoa vai dando mais trabalho, você concorda? Mas não porque ela quer, enfim, ela não entendeu bem de onde começou aquele stress Daquela relação dela com uma série de coisas do trabalho. E por fim No último estágio, vem a tristeza. Então a ansiedade, ela sempre vem antes da tristeza. Vem uma tristeza, uma fadiga crônica, uma fadiga mental. Enfim, estaria para a gente ficar um tempão dialogando sobre essa questão sintomatológica Mas eu tô trazendo as fases para as pessoas poderem se identificar E eu acho que a grande questão é conseguir, eu tô falando do que as pessoas nesse nível do sofrimento de cada um vão se percebendo como alguém em sofrimento O problema é como fazer com que a empresa agora absorva essa questão Então eu acho que esse é o grande desafio.
Olha, Camila, são muitos desafios porque a gente não está falando de um problema novo. A gente está falando de um nome novo para um problema antigo, mas que esse problema ficou muito maior agora com o estilo de vida em que nós temos, com a cultura que nós estamos vivendo, com a sociedade como um todo. Então, isso não é de agora. Mas ao falarmos mais, os diagnósticos também vão tendo mais condições de serem executados e precisamos, então, de referências para chegar ao diagnóstico da maneira mais correta e mais rápida Mas o que eu percebo, Camila, é que, como você falou, é engraçado que o profissional vai buscar o serviço de saúde antes de procurar empresa Como você vê pela Calendra Saúde um trabalho de prevenção das empresas? O que o líder pode visualizar, perceber, observar e não ignorar? Prevendo que isso pode ser um indício de burnout.
Isa, achei muito legal você perguntar isso, o que as empresas podem fazer Porque eu estou acompanhando o tom das matérias E o tom das matérias, eles criam um campo tenso para a empresa resolver isso, que eu acho que não ajuda porque na maioria das vezes as pessoas querem ser ajudadas e elas querem o seu trabalho. Então a ponte, o que fazer para ajudar uma empresa, é num primeiro lugar A gente poder criar várias formas de identificação precoce, não só para a liderança, para o líder direto Porque se você for ver, os estudos estão mostrando que o burnout está no funcionário, está no líder, está no presidente, está em todo mundo O que também não era... Exposto no passado, porque todos têm as suas questões relacionadas às suas cobranças do trabalho Só que isso vai, inclusive, ajudar as empresas a pensarem que identificar e cuidar de síndromes que afetam o emocional e o físico Trazem um retorno tremendo para o ganho individual, para o ganho laboral, para o ganho organizacional Isso não é de agora, isso sempre foi um motivo de estudo para os transtornos mentais recorrentes Aí sim, transtornos mentais mesmo, como depressão, formas de ansiedade e formas de somatização Como dor crônica, dor no corpo por conta de estresse crônico Então, isso ou abuso de substâncias, dependência química, sempre valeu a pena cuidar das pessoas Sempre valeu a pena. Não é uma questão de agora A questão é que o burnout, quando eu falo, não, só não vamos ficar falando erradamente porque isso estigmatiza as pessoas Eu consigo lidar com o burnout sem eu não precisar criar uma nova categoria diagnóstica dentro da psiquiatria que pede um tratamento da psiquiatria proposto igual para todo mundo? Não, a gente tem que entender o burnout individualizando os casos, mas fazendo com que as pessoas entendam que esses sintomas, que eles não estão lá detalhados no CID-11, O CIDI11 traz de modo global, por isso que a gente tem treinado as pessoas. Tem que haver um treinamento para o médico do trabalho, para o jurídico, para a liderança, para as pessoas, para os colaboradores, para eles conseguirem entender também as outras facetas que levam ao prejuízo. no trabalho, mas incluindo suas personalidades, o seu modo de trabalhar. A gente tem ajudado as pessoas também a trabalhar melhor. Quando você fala da produtividade sustentável, que é um caminho que você adotou e criou essa nomenclatura, que é isso mesmo. É ensinar as pessoas também a elas conseguirem produzir, considerando suas características pessoais. seus estresses e sua forma de lidar, sua maneira mais obsessiva com o trabalho.
E de forma sustentável. Afinal, nós queremos tudo sustentável, um mundo sustentável, com recursos, produção, consumo. A gente já sabe que não dá mais para tirar do planeta aquilo que ele não consegue produzir e nós vamos fazendo isso ao longo da vida. Nós vamos vivendo um estilo de vida insustentável, considerando que esse estilo de vida nunca vai trazer consequências. E uma das consequências desse estilo de vida insustentável é o burnout. Camila, Um problema é ter o burnout. Ser demitido pelo burnout é outro problema. Então quando nós estamos falando sobre prevenção, vamos lá, tem a parte do indivíduo que ao primeiro despertar, que todo aquele acúmulo de dores e problemas de saúde não é uma condição normal. Então procurar ajuda Se tem plano de saúde, use. Converse com o Departamento de Recursos Humanos. Não considerar aquilo normal.
Indivíduo.
Coletivo, ou seja, então da empresa para o indivíduo. O que eu posso fazer? Observar afastamentos, gestão de atestados. Como é esse caminho inverso?
Então, muito bom. Porque assim, demitir alguém pelo burnout é um despreparo. Ou seja, é você não conseguir cuidar da identificação precoce dos casos Deixar claros os caminhos que existem dentro da empresa Aí você vai falar pra mim, poxa, mas tem empresa que não tem caminho. Tem Tem muita empresa. Mas, Isa, inclusive o CIDI11 dá esse destaque agora que todos ganharão muitíssimo Então por isso que eu não quero que seja visto como uma ameaça para a empresa Porque não deve ser uma ameaça Não é para ser um estigma, não é para ser para a empresa algo que ela vai lidar com esse estresse Porque ela vai simplesmente conduzir mal Ela vai ficar com estresse para que não haja problemas Quando na verdade o problema é parte do trabalho Eu sempre falo disso, trabalho é prazer e sofrimento e para todas as pessoas E no trabalho é quando a gente vai conciliar isso E a gente vai ver como é que a gente ajusta dentro Ainda que não demitir pelo burnout, mas você pode demitir alguém que não está alinhado E que está adoecendo porque não está alinhada a empresa Mas que isso seja claro, conversado dentro de um programa, dentro de um treinamento Dentro de um cuidado continuado na empresa Então a gente tem se preocupado muito Em que essa temática tem muitas lideranças que elas precisam de supervisão ali, cada um, individual Para cuidar de manejo de situações diárias. Ah, mas a pessoa está adoecida? Sim, mas são as situações que ele não sabe lidar Que o adoece e adoecem os colaboradores Então cada um também é um, cada área tem uma configuração Então a nossa preocupação vai por todos os lados Tem aquelas pessoas que precisam de uma porta de entrada imediata no cuidado Então ela vai precisar ou de um SOS que a gente faz, por exemplo, de saúde mental Ou ela pode olhar para consultas e ter um cuidado em saúde mental para os seus sintomas que em geral, Isa, hoje em dia 60, 70% dos casos de saúde mental de uma empresa, todos, eles são moderados a graves. Eles não são... 60 a 70% das pessoas que são identificadas com algum problema de saúde mental no último ano, ou seja, no último ano de trabalho, estão com um quadro moderado ou grave. Quantos pedem ajuda? 10%, 15%. É muito pouco. Então essas pessoas vão identificando os problemas, mas mais do que isso Você precisa muitas vezes ter uma linha de cuidado que a gente supervisiona muito caso a caso Porque um caso moderado grave você não pode deixar para o colaborador, procura aí você uma ajuda Você tem que ofertar isso, ofertar qualidade, cuidado E aí, além disso, depois a preocupação não é ficar com essa pessoa, é transformar ela em leve Fazer psicoterapia, ela se cuidar, ela encontrar saídas para ela lidar com aquelas questões que atormentam ela no dia a dia, na vida dela íntima ou no trabalho Então é muito possível, a gente faz esses programas para você cuidar, mas devolver a pessoa para um estágio ou outro Então burnout é isso, o cuidado de você estar presente, treinamento das lideranças muito bem feito, particular Tem hora que é grupo pequeno, tem hora que é grupo grande, tem hora que é mentoria Você conseguir ter um programa para cada empresa estruturado Você treinar médicos ou quando a empresa precisa de uma política específica para o burnout Então tem várias formas da gente pensar e agir nessas.
Frentes É por isso que você, com a equipe da Caliandra, faram um curso em janeiro para desmistificar Eu me lembro, Camila, na década de 90, eu me lembro, eu digo, eu estudo outros problemas ocupacionais E a história nos mostra a resistência da sociedade para os novos problemas ocupacionais. Na década de 90, os bancários lutaram muito para os seus direitos, para ler do arte. Há algo visível nas articulações pelo excesso de digitação. E depois de muita luta, depois de muitas lágrimas, isso ficou inquestionável. Então eu entendo que nós estamos vivendo um período de educação da sociedade sobre o burnout. Então, esse curso de você, se você falasse um pouquinho, ele vai ser fundamental para todos nós. E não adianta mais falar que isso é frescura, que isso é bobagem, porque o mundo mudou. A nossa forma de trabalhar mudou. É evidente que essas consequências também nós precisamos atuar de maneiras diferentes.
Sim, e cada vez mais a gente não cuida disso nesse mundo em transformação O que os estudos estão mostrando são as enormes consequências da saúde, não só do burnout, mas de doenças associadas Então, assim, esse incremento que a gente não queria, que a gente até lutava um pouco contra o termo epidemia de transtornos mentais Porque tentava tudo associar a uma doença, enfim, a algo que demandasse um tratamento crônico Mas o que está acontecendo é, essa é uma realidade Quando você falou do curso, a gente tem feito isso para desmistificar, sim Outro dia nós duas falamos muito sobre as soluções estarem indo para alguma coisa de judicialização É o enorme ganho para a sociedade quando você lida com o sofrimento humano É você criar alianças Essa é a questão. Então quando a gente pensou no curso Primeiro, as pessoas estão buscando informação, um copia a informação do outro Até que saíram nos comentários, mas houve uma publicação nos Estados Unidos essa semana que fala A mídia não entendeu, a OMS dizendo, não entendeu a nova classificação do burnout É mesmo. Saiu essa publicação. Tá publicando erradamente o que nós estamos falando. Porque eles não quiseram, a ideia não foi colocar o burnout em uma categoria dos transtornos mentais. Mas sim da identificação de sintomas que as pessoas têm para aquele estresse crônico. Aí se você fala pra mim, mas essa pessoa pode estar sofrendo de depressão, de ansiedade, de um transtorno? Pode, porque os estágios do burnout podem... Mas é muito importante que eles não coloquem, porque senão eu vou dizer assim, burnout agora é, como eu pudesse dizer, da dependência do tabaco. Eu tenho que ter, para ser uma doença em medicina, a gente fala da etiopatologia bem definida, ou seja, eu tenho que compreender bem as causas, os tratamentos, quais são os sintomas, e essa compreensão está ganhando corpo ao longo dos anos. Então, se um dia ela vai virar um transtorno mental, lá nas categorias dos transtornos mentais, a gente não sabe. Mas para o OMS foi importante alertar a isso. Porque esse é um código que, sim, pede responsabilidade à empresa. Sim. E mostra que esse é um produto de uma relação indivíduo-trabalho. E isso a psiquiatria não tem lá. Todos os transtornos mentais é indivíduo, indivíduo E não indivíduo trabalho, indivíduo pai e mãe Você pode, numa relação bastante prejudicial entre você e um par, desenvolver uma depressão E isso ser chamado de violência Ou isso ser chamado de alguma outra coisa. Mas o que a gente está dizendo aqui é que sim, isso é produto de uma relação. E pra isso você precisa estabelecer metas pra ambos, pra relação entre ambos. Então é isso que as boas práticas estão mostrando. O curso é pra gente trazer definições corretas e práticas calcadas Nas evidências que a medicina, que a saúde mental, que a psicologia, que a psicanálise E que muitas ciências cuidam, a medicina ocupacional Para que as pessoas possam discutir em cima de um embasamento teórico mais concreto Nossa essência é vir da academia e sempre fazer estudos muito grandes e isso nos preocupa para ser algo bem feito e cuidado dentro de cada agrupamento de sintomas, cada agrupamento de pessoas.
Perfeito. Camila, acho muito importante nós dizermos aqui que o diagnóstico é clínico. Ele é feito por um psiquiatra O neurologista também pode dar o diagnóstico?
Vários médicos podem dar. O médico do trabalho estaria habilitado, o psiquiatra estaria habilitado A grande questão, o que os estudos estão dizendo, é que muitas vezes o psiquiatra tem o diagnóstico diferencial com outros transtornos mentais. Então o que houve foi um erro muito grande na classificação do burnout quando as pessoas não estão habilitadas para compreender saúde mental e acabam falando que isso não é burnout, isso daqui é depressão, tá tudo bem. E não tá atento à questão da relação da pessoa com o trabalho. Então é muito importante, quanto mais abrangente for a formação da pessoa no sentido de compreender diagnóstico diferencial com outras questões da saúde mental, o estudo mostra que o diagnóstico fica mais específico e você não deixa de cuidar da comorbidade.
Evidente. Uma coisa muito importante antes de nós encerrarmos é considerar o seguinte, gente Não espere que o médico que você vá te faça todas as perguntas sobre o seu estilo de vida Eu digo isso porque durante os meus anos, até o diagnóstico do burnout Existia uma coincidência muito grande para a origem de todos aqueles problemas de saúde Estresse Mas depois de muitos anos é que um médico, pera lá Nós temos que considerar todos estes sintomas que estão te levando ao burnout. Então, todos que estão aqui nos acompanhando e que ainda vão nos acompanhar com essa gravação, saibam que o seu estilo de vida mais as consequências do seu estilo de vida precisam ser levados em conta na hora de uma avaliação, não importa então com que médico. Não é? Pode ser até o ginecologista que as mulheres vão com mais frequência do que os homens, nós sabemos disso. Você precisa levantar todos esses dados. A Aline Pedrazi está compartilhando aqui o site para quem quiser mais informações sobre o curso burnout.caliandrasaude.com.br. Eu vou fixar aqui o comentário para que vocês possam entrar. Esse curso vai ser gratuito, Camila.
A gente ainda vai formatar porque a ideia é que tem uma parte gratuita e outra não. A gente vai trazer no decorrer dele um aprofundamento de módulos bem grande. O objetivo é que seja um curso bastante profundo mesmo. Então a gente quer ter uma turma de início ao fim e não algo que acompanhe os módulos e que esteja ligado à nossa equipe durante todo o processo. Isso é algo importante porque quando chegar ao final você precisa estar habilitado como se fosse quando a gente faz um curso de especialização A gente faz os cursos de especialização e quando é dentro de uma instituição de ensino ele é cobrado desde o começo Quando ele é aberto ao público, talvez as pessoas precisem conhecer antes a gente para depois aderirem Perfeito.
Então, pra você que está nos acompanhando, entre em burnout.caliandrasaude.com.br ou no próprio Instagram, Caliandra Saúde. Não há dúvida em relação a isso. E nós ainda vamos falar muito sobre esse assunto, né, Camila? Mas eu gostaria, então, que você repetisse. Burnout não é uma doença.
Não. É uma doença, é uma síndrome. Como toda síndrome, você identifica um conjunto de sinais e sintomas que a gente fala Quando são sinais? Por exemplo, taquicardia é um sinal, um sinal de alguma coisa Quando é um sintoma? Eu tô com um sintoma de tristeza de fadiga constante. Então a gente delineia os sinais e os sintomas para diversas fases do sofrimento relacionado ao trabalho. Não é definido, classificado, nem vai estar no CIDI11 como uma nova doença.
Até então eu dizia assim, o burnout é um conjunto de doenças, tá errado?
Tá errado, porque eu posso ter burnout sem ter um conjunto de doenças Eu posso ter um burnout com um conjunto de sintomas bem sofridos, mas que não se tornaram propriamente uma doença Eu posso ter sintomas cardiovasculares no burnout que vão me levar a algum tipo de prejuízo, uma arritmia, eu tava com pacientes essa semana que ele tem um cargo importante numa empresa bastante estressante, de muita demanda, de muita entrega, e começou a ter taquicardia durante o dia. Quando começou o quadro, era só uma taquicardia. Agora já vai ter que fazer uma ablação. Quer dizer, já tá com uma arritmia muito forte e já desencadeou uma doença. Então, Nem sempre eu vou agrupar doenças, mas eu sempre vou agrupar sintomas Para eu falar de burnout, eu vou agrupar uma série de sintomas Então é uma.
Consequência do acúmulo de sintomas decorrentes de um estresse crônico vivido em um ambiente desfavorável Aí muda para as empresas, né? Está relacionado ao ambiente de trabalho Exato É muito importante para as empresas se aprofundarem com vocês na Calendra Saúde para entender o seguinte, ó, o doutor Arthur Guerra está aqui, nós estamos falando de mais um problema ocupacional. E assim como a saúde física foi defendida por anos e ninguém mais questiona os EPIs para segurança física, agora nós estamos falando de uma época de segurança psicológica. Era de segurança psicológica, nós sabemos que a cultura não muda de um dia para o outro Então os líderes, as lideranças precisam dessa educação do burnout Para que a gente nem banalize o burnout, eu acho isso muito importante, e nem ignore o problema Eu vivi todos os estágios A não aceitação, a culpa, o desespero, o trauma, como você disse Uma coisa é você ter o burnout, a outra é você ser demitido pelo burnout Isso sim pode gerar um trauma, isso sim pode piorar a situação Então nós precisamos de educação Quando nós vamos aprender uma nova língua, nós nos dedicamos a entender essa língua E o burnout nós precisamos nos dedicar a entender o que significa, como podemos prevenir e como podemos tratar e reabilitar essa pessoa que adoeceu pelo excesso de trabalho Então, o trabalho não é ruim O sucesso é que pode fazer mal, certo?
Perfeito, é isso. Não é uma ameaça, não é algo que vai trazer uma problemática nas empresas Isso já existe, isso já existia. Transtornos mentais, depressão, ansiedade já são causas as que mais juntas trazem afastamento Mais dias perdidos por incapacitação, já era assim O burnout vai se somar a essas situações? Vai No mundo de um estresse para reter as pessoas no trabalho, de desemprego, de conflito, de crise Isso tem sim trazido para as pessoas muito sofrimento e muitas mudanças nas relações de trabalho O que a gente vai fazer da informação de qualidade, curso de qualidade, manejos de qualidade fazem com que a gente consiga fazer sim diagnósticos precoces Cuidado longitudinal com as pessoas, ou seja, como eu falei com a gravidez Ela é uma condição de doença e tá sendo cuidado pelo médico? Não, mas ela acompanhada, ela evita desdobramentos Ela tá ali no pré-natal, você tá olhando, supostamente tem que ser assim Certo no final, então é isso Aqui é pior, porque a gravidez não é uma condição de doença Aqui já é um conjunto de sinais e sintomas Então a gente tem que encarar dessa forma para poder cuidar e não virar algum transtorno mental associado Perfeito.
Para a gente encerrar, eu quero trazer uma analogia que me ocorreu essa semana porque nós nem falamos sobre os 12 estágios do burnout Mas independentemente do lugar em que você trabalha e de como você lida com a sua saúde, com o seu autocuidado O burnout é como se ele fosse um vazamento A gente precisa conter o vazamento em alguma parte da casa Então tem um vazamento, não sei onde é Eu preciso contratar uma pessoa que vai investigar onde está o vazamento nesse encaramento E no trabalho, no ambiente de trabalho, existe um vazamento de trabalho, ou seja, um excesso de trabalho em algum lugar daquele ambiente. Que esse excesso é absorvido por uma, duas ou três ou algumas pessoas. Faz sentido o que eu tô dizendo? Então, as empresas precisam contratar um profissional de saúde mental pra achar o vazamento, pra achar onde tá o problema. Porque de repente o problema está numa gestão equivocada, num modelo que não está distribuindo muito bem o trabalho. Faz sentido isso?
Faz sentido, é isso mesmo. Porque o que tem acontecido é um bom diagnóstico feito do ponto de vista saúde mental E você tendo, ao mesmo tempo, um trabalho dentro da empresa pra você corrigir caminhos Pra você olhar pra cultura, pra você transformar empresas em ambientes mentalmente saudáveis Faz com que as pessoas tenham ganhos absurdos porque não precisa Esses modelos de trabalho estão sendo já questionados há muito tempo Então essas ações Em múltiplas frentes é o que trazem resultados fantásticos E a economia que isso dá... Outro dia uma pessoa escreveu para mim, assim, para uma empresa rica, falou assim Aí ele me chamou no privado e a gente conversou e eu mandei dados Que não é muito longe disso Você pode, independente do seu tamanho, olhar para isso Você pode estar... Eu tenho a minha clínica, a minha equipe ali, meu time A gente está sempre olhando um para o outro antes Para saber o que pode estar acontecendo E claro, você vai falar, você é psiquiatra ali Todo mundo é profissional de saúde mental Mas isso é o tempo todo, é vivo lá dentro Esse processo de você olhar... Puxa, mas o que está acontecendo? Olha, eu notei que você ganhou peso ou que você tá colhendo puds, aí você já pode interferir. Essa observação faz parte do treinamento, inclusive. Antes você exigia desempenho, agora você exige muitas outras coisas Você quer ter alguém bem do seu lado Então esse médico vai detectar esse vazamento Ou esses cursos vão permitir uma aliança com a saúde ocupacional, fantástica E com o trabalho conjunto da saúde mental Saúde mental é saúde, isso É algo que as empresas antenadas no melhor ganho global de todo o ecossistema estão fazendo um bom trabalho Permitindo que isso não fique dentro, estressando inclusive os recursos humanos Porque muitas vezes eles são parte da devolutiva de funcionamento daquelas pessoas. Por isso que mudou isso no mundo como boa prática, existe pessoas como a gente que está tentando sim ajudar globalmente.
Educar.
Educar.
Educar, né Cami? Então vamos lá, repetindo para quem ainda não pegou o raciocínio. Burnout é uma doença?
Não.
Não. É uma consequência do acúmulo de sintomas decorrentes de um estresse crônico vivido em ambiente profissional E a responsabilidade agora, a partir de 2022, é uma corresponsabilidade da empresa Exato. Eu já vi aqui algumas pessoas dizendo que já se inscreveram no link que tá aqui fixado burnout.calendrasaúde.com.br Esse é um curso que a Calendra Saúde vai proporcionar em 2022 para que a gente possa educar quem quiser entender que para vivermos em um mundo que vai nos exigir criatividade, flexibilidade e adaptabilidade frequente porque crises vão continuar, o estresse vai continuar, nós precisamos de uma boa saúde mental.
Eu só vou fazer um elogio aqui, porque o meu time, a gente estava conversando assim, essa tua percepção de que assim, não, mas espera aí, as publicações estão saindo dessa forma, tá certo isso? Tem alguma coisa errada? Na hora que você, Isa, eu sei que você está nesse tema desde os primórdios que ele é discutido aí no Brasil, mas é muito bom isso, porque esse é um trabalho de várias frentes e parcerias Falo pra você, né, que ajuda muito uma mediação, por exemplo, sua experiente É de verdade um ganho para a pessoa que está dialogando sobre o tema, sabe o que está falando, sabe a informação de qualidade, duvidar, né? Duvidar, você vai dizer, não, peraí, isso era um transtorno mental, deixou de ser? Porque aí essa forma de construir uma narrativa para o burnout que cria mais estigma Não é pra gente complicar isso, não. Isso já existia, só que agora tá se aprimorando. Tem muitos países que falam, olha que legal, isso tá se aprimorando. As empresas podem fazer dessa, dessa forma. São formações muito parecidas com as dinâmicas de trabalho que a gente usa. São técnicas super interessantes, calcadas na literatura. Tem gente que diz que a liderança tem que dar conta agora. Poxa, coitados, eu falo isso. Não é assim. É preparo por todos os lados, discussão em todos os níveis E isso é feito de uma maneira estruturada, bem cuidada e construída a quatro mãos A empresa tem que participar porque ela já tem uma escuta dos seus colaboradores Mas por outro lado, a gente diz que esse caminho não é legal Então ela tem que estar de peito aberto para ouvir quais são as reais práticas que são boas E que geram bastante resultado em termos de saúde, em saúde mental que.
Sejam sustentáveis para todos, não é? Porque todo desequilíbrio vai trazer uma consequência negativa individualmente, coletivamente, socialmente e todos perdem porque o burnout afeta todas as áreas da vida. Camila, foi maravilhoso. Ficamos mais tempo até do que nós tínhamos combinado, mas eu entendo que esse assunto nós ainda vamos voltar em 2022, com certeza, porque, como você disse, quanto mais forças juntarmos, mais saúde nós vamos promover. Esse é o nosso papel. Pra você que está chegando agora, tô vendo um monte de gente entrando agora Ouça desde o início as explicações da doutora Camila Magalhães, psiquiatra da Caliandra Saúde Mental. Tem um link aqui fixado burnout.caliandrasaude.com.br Faça sua inscrição pra você deixar os seus dados pra que a partir do momento em que o curso começar a rodar, vocês já terem as diretrizes, será mais fácil pra vocês serem contactados. Tem uma moça aqui dizendo, estou enfrentando o burnout, estou adorando. Pra quem está enfrentando, Camila, Rapidamente, o que você diria?
Ela não pode enfrentar sozinha Hoje, uma empresa tende a estar habilitada a acolher e dar um caminho Ainda que o caminho dela seja... Do ponto de vista da empresa, eu vou ter que buscar Talvez eu não esteja preparado ainda, mas isso pode ser dialogado Porque quem, diante de tantas informações, ainda enxerga esse tema como um tabu Tá desalinhado. E a gente não tem visto isso. A gente tem visto isso, uma mudança muito grande. Eu falo pra vocês, é que você deve ter ajudado o Brasil. Hoje eu vou fazer um estudo. Quanto que você ajudou? Mas tudo bem. Então, o que acontece? Ela não precisa passar sozinha, tem que dialogar sim. Encontrar um líder aberto. Tem uns que não estão. Tem que tomar cuidado. Por isso que saber se a sua empresa tem um caminho pra... E também procurar ajuda em saúde mental ao mesmo tempo, não deixa de procurar ajuda Na fase que você tiver, pode não ser a mais grave, crônica, não importa Procurar alguém que cuide desse tema E pode perguntar, tem muitos profissionais de saúde mental que falam Eu não lido com burnout e tal Porque isso existe nas práticas de cada um Então a pessoa tem uma suspeita, ela não precisa saber se diagnosticar Tem muitos psicólogos que encaminham e falam assim Olha, eu acho que você tá em sua sofrimento Talvez veja se é depressão, se é ansiedade e tá total E o psiquiatra preparado pra cuidar.
Disso Eu vou complementar com uma Frase que pra mim hoje teria mudado muita coisa lá atrás Você que está vivendo um burnout, você não é um profissional ruim Você só está vivendo um momento ruim Você já está sobrecarregado de dores e culpas, não tenha mais essa Você só está vivendo um momento ruim, você não é um profissional ruim Camila, tem uma bebê aqui, já deu tempo, mas ela foi comportadinha, ficou aqui 50 minutos.
Ela ficou muito empolgada. Como você está trabalhando em casa, pode estar tendo impacto na sua filha desse trabalho fora de hora, a consideração dela de que ela que era mãe agora.
Agora o tempo é dela, mas esse encontro sempre é muito importante. Nós não estamos fazendo isso porque nós não temos o que fazer, não. Nós temos uma missão de educação. E a educação na saúde, pra mim, é o que mais importa nesse momento. Camila, obrigada. Muita saúde. E, mais uma vez, faço o convite.
Burnout.Caliandrasaude.Com.Br Coloco o HTTP antes, as duas barras, pra ter certeza que entra no burnout.caliandrasaude.com.br. É isso. Um beijo, gente. Um beijo.
A gente se vê.
Pra todos que estão aqui.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








