#caindoaficha pra reduzir estados ansiosos com a terapeuta Cintia Bedin

Isabela Camargo talks with therapist Cintia Bedin about what drives anxiety and how to calm it down. They cover what anxiety actually does in your body, what sets it off, and concrete ways to manage it when it hits.
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Boa noite, bem-vindo, bem-vindo a mais um Caindo a Ficha. Hoje é dia 20 de setembro. Acabei de saber com a minha amiga Lunitra que hoje é o dia do gaúcho, o dia da gaúcha. Então, um beijo pra todos que estiverem nos acompanhando. Nós vamos começar agora mais um Caindo a Ficha. Alô? Muitas fichas vão cair hoje, né? Tô sentindo. Porque o tema, sabe qual é? Ansiedade. O que está por trás da ansiedade? Por que a gente se sente queimando muitas vezes? Quem vai falar sobre esse assunto comigo, adivinha quem é? Cíntia Bedim. Cadê a Cíntia? Agora sim.
Oi! Oi! Tudo bem, Bela? Boa noite.
A terapeuta. Ô, Cíntia, teve uma moça aqui, tem uma moça que já escreveu uma ficha já caiu só pelo tema. Repete pra nós, Cíntia, qual é o tema de hoje?
O tema de hoje é mecanismos de ansiedade e caminhos de cura.
Mecanismos de ansiedade. Por que? Existem mecanismos por trás da ansiedade, Cíntia?
Existem. Existem alguns mecanismos, é como uma engrenagem mesmo. E já que a gente tá no mês da leitura emocional, eu sou obrigada a dizer como que funcionam esses mecanismos, em que momento que a gente precisa colocar foco e atenção no que tá acontecendo, e identificar se o que eu estou sentindo é ou não uma ansiedade, até porque ansiosos todos nós somos em graus moderados. A questão é quando a gente atravessa a ponte para isso virar uma crise e aí tem alguns mecanismos que vão acontecendo que a gente normaliza porque não entende o recado e aí sim vem a tal da crise de ansiedade. Por que que eu decidi separar o tema da semana passada? A gente falou de síndrome, do pânico e depressão. Porque a ansiedade, gente, a crise de ansiedade, quando você vai lá, tem aquele suor frio, coração que dispara, às vezes diarreia do nada, aquela palpitação, aquela arritmia. Quando você sente isso e vai até o hospital achando que tá infartando, E chega lá, você passa por uma bateria de exames e o médico olha pra você e diz, isso não é nada físico, isso não é uma doença, isso provavelmente é uma crise de ansiedade. Então aí sim você precisa começar a reverter o processo que iniciou essa crise de ansiedade. Então se você tem ou teve um diagnóstico deste ou tem essas sensações com frequência, é disso que a gente vai falar hoje, né Bela?
Tem alguém que está nos acompanhando que já sentiu ou suspeita que tenha sentido uma ansiedade além da conta? E eu vou explicar o que significa além da conta. Cintia, a história da ansiedade é muito interessante Porque a história da ansiedade nos mostra como nos desenvolvemos como sociedade A ansiedade é uma manifestação do nosso corpo Sempre com as melhores das intenções para nos proteger do futuro O problema é quando essa preocupação com o futuro se torna too much, exacerbada demais e nos paralisa Então ansiedade é igual colesterol, tem o bom e tem o ruim É igual o estresse, tem o bom e tem o ruim Então não é se eu disser assim, eu tenho ansiedade e isso é ruim. Não! Mas dependendo da intensidade do seu medo, da preocupação pelo futuro, aí sim isso pode ser disfuncional É igual tristeza e depressão. Ficar triste por um fato é normal. Ficar disfuncional pela tristeza é depressão, é outra história Mas então vamos lá, Cíntia. Pra quem está aqui, eu já vi que algumas pessoas se manifestaram dizendo que sim Já sentiu ansiedade? Sabe quem está aqui na live? Mayra Delamore. Olha que prestígio. O Breno tá aqui. Olha, tanta gente bacana que sempre está aqui no Caindo a Ficha toda quarta-feira. Não é? A Elaine, personal cleaner. Ai, maravilhosa. A Carla Tolomei. Carla, hoje Então, Cintia, vamos lá. Diferenças da ansiedade positiva e da negativa. Podemos falar assim?
Podemos. Porque a gente tem a ansiedade positiva que nos ajuda, nos movimenta. E na medicina chinesa a gente entende como elemento fogo. Então o fogo ele faz o quê? Ele expande, ele cresce, ele te leva pra onde você precisa ir. É o fogo em manifestação na sua vida. O fogo acende, então ele cria uma conexão pra cima, pra fora, pra vida. Só que na crise de ansiedade tóxica, quando eu falo crise de ansiedade, ou melhor, ansiedade tóxica, é quando esse fogo concentrou tudinho na sua cabeça. Ele subiu, porque se eu falar aqui dos mecanismos que a medicina tradicional compreende.
Eu acho que tá todo mundo bem.
Careca de saber, mas a gente pode lembrar um pouquinho sobre isso. Então a gente tem quase 40% da população hoje no Brasil que sofre de crises de ansiedade, é um número bem alto, isso piorou depois do Covid. E aí o que acontece? Depois que a gente teve toda essa manifestação, as pessoas ficaram muito preocupadas se isso poderia voltar a acontecer, se eu poderia perder alguém E aí revela pra gente assim, Bela, o quanto que a gente confia nos tropeços que nós vivenciamos Porque a gente tem repetidas situações na história, mas como que é o nosso trabalho interno? Como que é a minha conexão comigo? Como que é o meu pezinho no chão? Pra entender que assim, será que eu estou mesmo correndo um perigo ou um risco? Porque aí na crise de ansiedade vai acender ali o cérebro reptiliano e ele vai te dizer que você está sob ameaça constante E mesmo depois, no pós-Covid, nós continuamos com esse número alarmante E aí eu disse pra vocês que eu gostaria de falar disso separado, porque enquanto é ansiedade, crise de ansiedade, você ainda não precisa de medicamentos. Se ela evoluir para uma depressão, aí volta lá na live da semana passada, escuta o que a gente falou sobre remédios, porque aqui a gente não é contra nenhuma técnica que visa abrir caminhos de cura, muito pelo contrário, a gente aceita e usa todas elas. Não existe uma, duas, às vezes tem várias, mas você precisa encontrar o seu caminho, né?
Sim, antes de continuar, eu quero só registrar aqui a presença da gaúcha, Anny Lotterman, já que hoje é dia do gaúcho, né? Anny Lotterman está aqui conosco, o André Dueck, direto dos Estados Unidos também tá aqui E todos os comentários são muito bem-vindos, inclusive nos ajudam a encaminhar, a direcionar aqui as nossas falas Cintia, eu queria que você repetisse então, a ansiedade Quando eu consigo conversar com ela, vou usar esse verbo, conversar com ansiedade Ela não me paralisa? Ela não me trava?
Se você conversar com ansiedade antes de chegar nesse ponto, ela não vai ser paralisante Porque você vai tentar entender o motivo, você vai conversar, vai olhar pra dentro Porque quando a gente chega no ápice dessa crise Significa que a gente se desconectou tanto de nós mesmos que a gente acabou gerando um medo excessivo e esse medo excessivo ele tá ali porque ele é um pano de fundo que fica, não tem pau, não tem pau, vai passando e aí muitas vezes a gente não reconhece o que tá acontecendo. Quando esse medo ele vai aumentando e aumentando, o nosso corpo precisa te desensibilizar pra te falar tem uma coisa acontecendo que você não viu, só que ela acontece aparentemente sem motivos. Porque começou lá atrás e você nem viu. Então eu falo que toda ansiedade, crise de ansiedade, a base é medo. Por que medo? Porque a gente tem algumas situações, por exemplo, que eu atendo em consultório. A primeira delas, a pessoa tem medo de não pertencer. Ela tem medo de não ser reconhecida, não ser vista Ela tem medo de não ser valorizada Eu tô naquele grupo, mas será que me veem, me reconhecem? Eu fiz isso, ninguém me elogiou e tal E começa assim, uma conversa, conversa, conversa, pensamento lá E você vai acreditando nesses pensamentos E aí esse medo vai começando ali como um bichinho pequenininho falando com você e aumentando essa teia de medo e é o que acontece. Nessa situação que você entende que não está sendo reconhecida, você se coloca no futuro. A tua linha do tempo, você pula lá no seu multiverso, você vai lá para o futuro e fica prevendo situações para que você possa ser reconhecido, para que você pertença, para que você seja visto. Você tem medo de não ser visto e fica antecipando situações. Ao antecipar situações, você acredita que vai acontecer exatamente como você pensou que vai acontecer E aí não acontece E quando não acontece, o seu medo aumenta mais um grauzinho E aí a situação se repete, você fala, não, dessa vez não foi, mas da outra vai, quer ver? Vamos lá E aí, por segurança, eu fico tentando controlar as situações Gente, pega aquele juiz interno Aquele cara que pega o escote e fica se batendo, coloca ele sentado ali, no canto. Agora eu tô falando com a parte amorosa de vocês, tá? Deixa o juiz, o ditador entrar, deixa ele lá no cantinho. Agora vocês vão se acolher. Por quê? Porque isso não merece julgamento, isso acontece com todo ser humano. O medo faz parte. Mas quando ele cresce exageradamente, ele vai começando a te trazer a um outro lugar, que é a ansiedade, é o medo de dar errado, é uma perspectiva que eu preciso me antecipar aos fatos. Imaginem quanta energia o seu cérebro gasta pra ficar no futuro. Ninguém consegue isso em sã consciência, não é? E aí a gente tem um segundo motivo também, que é um segundo mecanismo, que é quando. Eu me faço tão forte, eu consigo tanto resolver todas as situações que aí eu crio aquela armadura e eu deixo de perceber no ambiente aquilo que está sendo tóxico pra mim, aquilo que está sendo abusivo pra mim, eu fingo que aquilo é normal e eu aceito Eu aceito, eu aceito, eu aceito e aí o teu medinho vai criando um grau e você vai perdendo a sensibilidade. Lembra aquela doença que a pessoa coloca a mão no fogo e não sente? É isso, é praticamente isso. Então você se dessensibilizou, você normalizou uma situação que não é produtiva, não é favorável ao teu contexto, que você não precisa passar porque você, enquanto você tá olhando pra isso, você deixa de olhar as capacidades, seus bons, seus talentos, a tua motivação, tudo aquilo que você já fez e superou, parece que fica lá atrás, esquecido E aí o medo vai aumentando um grau, um grau, um grau, até que o corpo fala, emergência Me liga, serene, e aí vem todos aqueles sintomas e aí você está na crise Então os mecanismos acontecem por essas duas vias, mas o pano de fundo é.
Sempre o medo Meu Deus Então... Para que é uma ficha aqui, vamos ver se caiu aí. Se eu não reconheço essas manifestações aos focos da ansiedade, eu posso cair nas crises de pânico, que nada mais é do que a ansiedade no nível mais alto. É quando eu não consigo mais pertencer aos ambientes, é quando eu não consigo mais estar nos lugares. Eu me lembro que o padre Fábio de Mello, ele falou isso para mim no meu livro, As crises de pânico dele vinham depois de muita ansiedade, ou seja, medo do contato com as pessoas Em um momento em que ele estava muito exausto. Curioso, né? E a doutora Ana Beatriz Barbosa Silva, que também está no meu livro Eu aprendi muito, sabe? Nessa jornada de busca pelas informações do tempo A doutora Ana Beatriz Barbosa Silva diz que ansiedade é o excesso de futuro Depressão, estresse, excesso de presente e ansiedade, excesso de futuro. Mas vamos lá. Lá atrás, lá atrás, quando não existia alimentos, o medo da falta de alimento fez com que a agricultura se desenvolvesse. Temos alimentos, agora precisamos estocar, então o medo de não ter onde estocar fez com que os... Produtores, os agricultores criassem armazéns. Opa, agora eu tô com medo que essa carga vai estragar Então eu preciso vender. E assim foi. Então o medo nos trouxe como sociedade até aqui A história da ansiedade explica muito como somos como sociedade E aí chegamos nos bancos Ah, vendi! Agora o medo de onde eu vou guardar o meu dinheirinho? Os baús com chave já não eram mais suficientes Ah, então agora temos o banco e assim vai Então é muito interessante a gente descobrir, aprender a história da ansiedade E lembrar que o medo não é o nosso inimigo, ele sempre quer nos proteger Sempre nós estamos falando aqui da dose, da quantidade. A ansiedade, ela é super legal. Quantas vezes a gente fala, nossa, eu tava ansiosa pela nossa live. Isso é bom, me fez me preparar do assunto, fez a síntese de me preparar. Agora, se essa ansiedade me paralisa, aí nós temos um problema. Exato.
Até porque, né, Della, se a gente tá falando do pano de fumo do medo, Qual que é o outro ponto? A segurança. E aí tem mais uma coisinha, segurança, a gente aprende lá na infância com o papai e com a mamãe. E aí quando você vai pra vida, você carrega a segurança geralmente ao masculino dentro da gente, de todos nós. Todos nós, homens e mulheres, temos feminino e masculino. Feminino elabora, faz a planta da tua casa e o masculino levanta aquela casa Um planeja, o outro executa Se a gente não tiver uma ordenação desse feminino e desse masculino Um dos dois vai tomar a frente Então, o que acontece na crise de ansiedade? Eu preciso me sentir segura, pra isso eu crio o meu ego mais forte Só que internamente eu tô morrendo de medo Lembra? Quanto mais forte a armadura, mais frágil o ser que o habita.
Repete, por favor.
Quanto mais forte a armadura, mais frágil o ser que a habita.
Pode tatuar essa frase, gente? Quanto mais forte a casca, mais frágil o ser que a habita.
Lembremos do famoso caranguejo. Quanto mais dura, quanto maior e mais duro, Se você quebrar a casca dentro, é uma gelatininha, é molinho, né? Enfim. Mas nós estamos falando de caranguejo, aqui estamos falando de seres humaninhos e os seres humaninhos precisam entender que se eu estou buscando por segurança, volta lá, tenta entender lá na tua infância o que que te deixou insegura. O que que você passou despercebido que depois você falou, ah, isso não é nada, todo mundo tem problema e tá tudo certo. Você nunca tratou disso em terapia? Vá pra terapia, converse com um profissional que te ajude a identificar onde isso pode estar lá atrás, porque se você destravar esse lugar, você tem aí uns 80% de chance de sair desse cenário de crise de ansiedade e transformar a sua ansiedade em uma ansiedade natural. E por que eu falo isso? Porque a gente fica buscando segurança em relacionamentos, em empregos, em família Olha aqui quem é responsável pela segurança interna quando eu vou pra vida Eu sozinho Então vocês precisam entender que quando eu estou me direcionando pra vida Eu preciso alimentar a minha segurança interna Eu preciso me solidificar, me estruturar em tudo que eu tenho Eu preciso manter um diálogo comigo que não permita que eu entregue a minha paz pra alguém Ou o meu direito pro outro E quando eu percebo aquilo que está me invadindo de maneira negativa, eu tenho uma escolha De permanecer na situação ou de me retirar dela Então a segurança interna, gente Você não vai encontrar no outro. Já vou meio que dar uma melada aqui naquela historinha do... Eu quero encontrar a tampa da minha panela. Eu quero encontrar a metade da minha laranja. Não, gente. Vocês tem que ser a laranja inteira. Vocês tem que ser a panela com tampa e com tudo, tá? Porque você tem que escolher... Isso, né, pro relacionamento funciona assim. Você tem que escolher se você quer caminhar ao lado de alguém. E aí você vai fornecer, você vai oferecer a sua interesa pra outra pessoa, e a outra pessoa vai oferecer a interesa dele pra você, porque essa troca é muito mais justa e você não vai ficar cobrando segurança. Segurança é papai e mamãe lá na infância, tá?
É isso.
Dírio.
Pergunta, não quer calar. Tem muitas pessoas que acham que fazer terapia e buscar no passado é bobagem. Vira e mexe eu vejo algumas pessoas dizendo, ah, esse negócio de ficar voltando, fazendo consideração, preciso. Eu, quando você me disse, Cintia, que quando a gente busca reconhecimento de pai e mãe no trabalho, as coisas dão bem e errado, fez muito sentido pra mim. E essa história de buscar porto seguro, em outros lugares também me parece que tá na hora da gente ressignificar esse comportamento.
Sem dúvida, sem dúvida. Até porque quando a gente continua buscando essa segurança interna, essa segurança de forma externa é sinal que realmente tem um buraquinho ali, alguma coisa que aconteceu e assim Tem várias linhas. Eu, por exemplo, não sou psicanalista. Eu trabalho com psicologia analítica, que ela vai olhar onde começou e aí a gente vai entender a continuidade da história. É uma história. A construção do seu corpo é uma história. O que você mostra para o outro é uma história. Quando você encontra com outra pessoa, você está olhando para uma história. Então, se você não quiser olhar a sua história, Talvez outros vejam e vejam o seu ponto fraco e aí vão ser oportunistas do seu ponto fraco Então você decide quem dirige o seu carro, quem governa a sua vida, quem tá na rédea da sua vida é você Porque se você não tiver na governança da sua vida e da sua mente, outros estarão, não tenha dúvida disso.
Ah, Cíntia Bedim, o Ibrahim tá perguntando aqui, eu não consigo colocar a pergunta do Ibrahim, mas ele pergunta se a tecnologia acelerou a ansiedade das pessoas e quais os riscos da automedicação?
Sem dúvida acelerou, porque a tecnologia, principalmente essa coisa de vídeo rápido, né? Não tem começo, não tem meio, não tem fim. Então a gente fica lá, ó, né? Passa um papo... Cê imagina o esforço que o cérebro faz pra entender esse negócio? Por que a gente tem hoje muito mais ansiedade do que antigamente? Com certeza porque a gente usa a tecnologia de forma errada, inclusive Exato, não.
É a tecnologia, é a forma e.
A quantidade que a gente tem que transformar Exatamente, inclusive eu digo que a pandemia nos ensinou a usar a tecnologia de maneira correta Porque aí a gente começou a fazer encontros, a gente começou a perceber que eu não preciso me deslocar longas distâncias para trabalhar E enfim, achamos que isso ia se manter depois. Algumas pessoas mantiveram, outras não, voltaram ao presencial. Mas de qualquer forma, a tecnologia tá aí pra nos servir, pra nos ajudar. Aliás, tudo, né gente?
Tudo.
Dinheiro, tecnologia. Só que a gente tem que colocar tudo isso em cima da mesa e perguntar quem manda em quem. Eu tenho o domínio sobre isso ou isso me domina? Porque se isso te dominar, é um vício. E aí o que vai acontecer no seu cérebro? Vai encharcar de dopamina. Prazer, prazer, prazer. Só que sempre que você encharcar de dopamina no seu cérebro, ele tem um processo chamado homeostase. É um reloginho. Então ele vai tentar equilibrar. O que ele vai fazer? Vai te jogar no desprazer. Vai te jogar num limbo. E aí o que você faz? Eu preciso de mais dopamina. E aí você vai lá e vídeo e não sei o que. E aí você perde horas, você se sente improdutivo. Isso é conversa pra uma outra live, mas isso também amplia muito as questões com ansiedade Porque no fim do dia o ansioso, naturalmente, ele já se sente improdutivo Parece que o dia não rendeu, que ele não fez nada, que ele... E aí ele fica lá se punindo, aí ele leva tudo isso pro trameceiro Aí ele tem insônia, aí não consegue dormir, aí ele acorda um trapo Eu.
Vou abrir aqui os comentários, todo mundo já viu aqui a beleza da Cíntia Bedim Quem sente tudo isso que a Cíntia tá relatando? Coloca aqui nos comentários e eu gostaria muito se você pudesse falar quais são os sintomas físicos da ansiedade Se é palpitação, se é mão suando, porque às vezes tem gente que tá só com o coração acelerado. Não é crise de ansiedade. O que faz caracterizar uma crise de ansiedade?
Olha, você pode ter alguns sintomas, mas você pode ter todos eles juntos e sintomas de repetição. Quando você busca uma causa médica, o médico diz que isso não é algo patológico, então você pode colocá-lo como uma crise de ansiedade. Então, tem gente que tem dementia, tem gente que soa frio, tem gente que tem a arritmia. Então, o mais comum, a arritmia, que é aquela palpitação, parece que o coração vai sair pela boca, tem aquela sensação às vezes de tensão por tempo prolongado, pescoço, cabeça, ombros, às vezes o corpo inteiro dói. Exato, porque tensiona, a ansiedade tensiona. Lembra o corpo do medo? Tem um corpo do medo.
Quando eu tô com muito medo, muito preocupada com alguma coisa no futuro, aqui já trava. Trava, trava, trava. Aí eu lembro do meu amigo e ó... Exato.
Ó, se vocês puderem, arrumam um negócio desse aí, gente. Porque isso realmente... Ajuda, porque você tá dizendo pro seu corpo, eu não quero essa tensão aqui. Eu vou ensinar vocês exercícios pra sair da crise de ansiedade, exercícios de manutenção diária, da ansiedade, tá? Então, nos minutinhos finais, eu vou ensinar vocês. Então, assim, no dia a dia, né? Você sente na crise, você vai sentir sua mão suar. Tem gente que eu atendo que paralisa uma parte do corpo. Conheço pessoas que já faziam esse movimento de travar a mão ou fechar, não conseguir abrir. Então, a pessoa... O que tá acontecendo? Travei, não consigo... O cérebro, ele para de corresponder às funções de comando dos membros muitas vezes. Então, gente, a crise de ansiedade pode trazer sintomas que você demora a perceber. Tem uma pessoa, um amigo meu, que praticamente os pais acharam que era normal que ele tinha com frequência o intestino solto. Agora, após os 40 anos buscando entender, ele foi perceber que não é isso que é um problema, que tá relacionado à ansiedade, um medo constante que acompanhava. E faz 20 anos que eu pedia, poxa, investiga, por favor, isso não é normal. Só que muitas vezes você escuta dentro de casa, não, você é assim mesmo, sempre foi assim. E aí você deixa de olhar pro que é importante. Então, assim gente, o corpo não mente. Se teu corpo tá te dando sinais, É bom que você escute o que ele está tentando dizer, porque a crise ela vem justamente para que você transforme a situação. Assim como a Bela disse, todas as crises vêm para que a gente possa extrair uma melhoria daquela situação, para que a gente possa mudar. Afinal de contas, quando a gente começa a olhar para a problemática que a gente tem, quem é que soluciona nosso lado feminino, ele vai olhar para as possibilidades, ele faz isso com um chicote na mão? Não, ele faz de maneira amorosa. Então, pera aí, eu tenho essa possibilidade, essa possibilidade, aquela possibilidade. A crise de ansiedade, você já chegou no máximo. Eu tô com a mão sujinha aqui, porque isso aqui é um ponto que eu vou ensinar vocês a ativar daqui a pouquinho. Então, gente, essas questões corporais que vão vindo, vão te falando o que tá acontecendo Quando você chegou na crise, você já entregou 100% da sua paz pra situação Você já perdeu a conexão com a sua paz interna Por que que quando eu tenho crises de ansiedade, eu começo a evitar tudo? Ah, mas dirigindo eu tive crise, conversando com amigo eu tive crise Não, eu não quero mais, eu vou me afastar Porque teu corpo tá pedindo, recolhe um pouquinho, olha pra dentro A ideia da ansiedade não é tirar você de circulação, é afastar você daquilo que está sendo tóxico Pra que você reconheça que você precisa reajustar ou realinhar com a tua paz interna Porque gente, é possível. É possível você desenvolver sua segurança interna, você se conectar com o bem-estar Então assim, a gente tem ferramentas pra isso E o que eu falo é que nós ocidentais, a gente infelizmente entra numa rotina maluca de trabalho, então a pessoa acorda achando ruim porque é segunda-feira, não vê hora de chegar na sexta-feira, no final de semana bebe todas para anestesiar e aí qual que é o sentido disso? Ela se perde de si mesma. Então quando a gente olha de novo para a nossa rotina, diz a medicina oriental, Se você está em rotina, você já é um ser adoecido. Ah, mas eu trabalho todos os dias no mesmo lugar. Como é que eu faço pra não ter essa rotina? Quando você acorda, você presta atenção qual é o pé que você tá colocando no chão? Quando você vai abrir a maçaneta, qual mão que abre a maçaneta? Como que tá o teu estado de presença? Quantas vezes você para por dia pra olhar pra tua respiração? Quantas vezes você vai tomar uma água e você sente a temperatura da água? Como que ela entra no teu corpo? O que que acontece depois que tu bebe água?
Ai Cintia, mas isso é uma frescura, não é? E aí sabe o que que é o mais curioso? Muitas pessoas que estão aqui conosco aproveitam e já bebem uma água Que estão se identificando com tudo que você tá falando vão buscar na farmácia um ansiolítico, sendo que a nossa respiração é a ferramenta que vai calibrar as nossas emoções. É a nossa respiração que vai calibrar as nossas emoções. Você sabe o que eu desenvolvi? É engraçado como isso vai mudando, sabe? Nos últimos tempos, antes de eu subir no palco, Me dá uma vontade doida de ir no banheiro. Pensa numa pessoa que quer fazer xixi. Não é número dois, é número um. É rápido. Será que eu descobri por quê? É um mecanismo do meu corpo pra me tirar daquele ambiente que está me causando tensão Pra que eu, isoladamente ali no meu xixizinho, consiga respirar em paz É impressionante Eu posso subir no palco pra falar 10 minutos ou 1 hora, me dá vontade de xixi Eu bebendo água ou não, que eu já entendi que é meu corpo me retirando daquele ambiente que tá me causando tensão Pra que eu respire um pouquinho, sem falação, retome minha energia e aí volte O.
Que é o xixi? É o despressurizar, eu estou descomprimindo a bexiga. Então, você vai lá, soltou a pressão, aí volta.
E essa é uma mecânica de segurança. É só pra me reestruturar, me resguardar, eu respiro um pouquinho pra gente aumentar a nossa reserva de energia. Ô Cíntia, eu tô gostando muito desse papo e tô vendo que as pessoas estão se reconhecendo porque o nosso corpo se manifesta através dessas dores. Se a pálpebra tá latejando, é o excesso de estresse querendo te dizer, nesse ritmo que tá, não dá? Quando o ponteiro do combustível chega na reserva, é um sinal que ele está dando pra gente parar e abastecer Então se o corpo está se manifestando com taquicardia, se o coração está acelerado, o que eu faço pra desacelerar? Respiro de forma mais devagar. Ah, mas isso é muito simples, não funciona. Por isso que estamos como estamos. Tem uma técnica de gerenciamento do estresse que você conta quantas respirações faz por minuto. Eu já consegui fazer quatro respirações por minuto. É maravilhoso. É igual você parar a sílaba assim. Você respira bem devagar, solta bem devagar. Quatro vezes em um minuto.
Perfeito. E assim, só lembrando, quem tem crise de ansiedade, entra num ritmo respiratório muito intenso, não vai conseguir respirar para organizar. Tá lá na crise, tá na folgação, você não vai conseguir. Então, neste momento que você está na crise, tem mecanismos, vou te dar um agora, para você sair da crise. Tem alguns pontinhos na medicina chinesa que a gente organiza a energia do órgão, que a gente chama de emoção. Então, por exemplo, o pulmão. O pulmão, ele vai ser o neutralizador da ansiedade. E aí, a gente tem um pontinho chamado P10, que é este daqui. Eu vou mostrar pra vocês, vai ficar gravadinho aqui na live. E aí você pode usá-lo, tá? Tem uma imagem aqui bem certinho o ponto, tá? Pulmão 10. E o que você vai fazer?
Mostra de novo, Si. Mostra de novo. Não, a sua mão.
A minha mão, ó.
E agora?
Aqui. Esse pontinho você pode contar aqui, ó. A fenda, tá vendo a fendinha do dedo?
Tá.
Ó, a fendinha do dedo. Aí, eu desci aqui, ó, dois dedinhos seu, e aí eu cheguei no ponto, bem na direção da fenda, tá? Esse é o P10. Aí, isso, aí você pode, exatamente aí, Aí você pode, quem tem criança em casa certamente tem isso, você pode usar seu dedo e apertar, só apertar. Esse movimento, quem tá se sentindo ansioso fica apertando aí um pouquinho, tá? Uns três minutinhos. Você pode usar o dedo ou você pode usar, gente, sabe quando você vai no mercado, na padaria, a criança se identifica rapidinho aquela máquina de bolinha? Bolinha de borracha, ó, bolinha de borracha. Você pode pegar essa bolinha aqui e só apertar, ó.
Você pode.
É que caneta às vezes dói, né? Depende da caneta. Então você pode. Essa daqui tem uma tampinha retinha, você também pode pegar a caneta e apertar, tá? Então assim, você pode pegar. A mulherada tem batom na bolsa, né? Batom, ó. Você pega lá o batom, ó. O que você quiser, tá bom?
Ou o próprio dedo mesmo.
Ou o próprio dedo. Então eu tô te dando sugestões aqui pra gente deixar a coisa mais lúdica, pra você não esquecer que o seu Pontinho P10, você pode acionar nas duas mãos e que se você estiver respirando muito rápido, você vai perceber que aquele fogaréu todo, ele vai descer. E para a crise de ansiedade, esse é um ponto muito bom. Tem mais um pontinho que você pode usar, que esse eu não vou mostrar no meu pezinho, mas é no pé. Que é o R1, é o rim, tá? O que que é o rim, gente? O rim, ele vai... Controlar o seu medo. Elemento água no corpo. Olha onde ele fica. Bem no centro da sola do seu pé. Tá vendo lá? Bem no centro da sola do seu pé. R1. E como é que você pode fazer? Você pode deixar o teu pé no chão, colocar essa bolinha bem no meio e pisar. Pronto. Você vai ter ali... Pode ser essa bolinha também, viu? Uma bolinha dessa aí. Acho que essa é grande, mas pode ser assim também. Então, você pode pisar. Pisa lá três minutinhos um lado, pisa três minutinhos o outro. Enquanto tá pisando na bolinha, aperta pontinho pra dez aqui, tá? Então, eu tô te dando pontos de acupuntura que vão desbloquear a energia que precisa descer. Porque é um excesso aqui em cima. Então, essa energia precisa voltar a circular. Ela precisa retomar o fluxo natural. Então, se você tá na crise, Você pode usar esses dois pontinhos.
É como se eu abaixasse o fogo. O botão do fogão tá pra cima, tipo fogo baixo. Aperta esses dois pontos pra toda aquela tensão aqui se dissipar.
Isso, são os pontos bombeiro.
Ponto bombeiro, gostei.
Então a gente pode usar os pontos bombeiro pra acalmar, pra descer Esse fogaréu todo e ele vai diminuindo até você vai perceber que vai restabelecer a tua energia normal no corpo, restabeleceu a respiração e aí você pode fazer uma percepção do ambiente. É só você se acolher. Se a criança estiver com muito medo, o que você faz? Você vai lá, abraça a criança e fala, olha, tá tudo bem, a mamãe tá aqui, você tá segura. Então, o que você pode fazer? Olha para o ambiente em volta E observa, ponto de segurança. A temperatura tá normal, não tá acontecendo nada demais, eu coloco meus pés no chão, eu me sinto no aqui e no agora. Olha aqui, gente, isso aqui, sabe quando você... Se você não acredita, tudo bem, faz conta que você não me ouviu falar. Sabe quando você vai em alguns lugares que você recebe passe de orei, que tem essa movimentação aqui, você sabe o que é isso? Isso é pulso de energia. Isso é um pulso de energia. Então, muitas técnicas usam isso aqui, por quê? Porque a gente tem uma eletricidade que corre no nosso corpo. E quando você recebe um tratamento que você escuta isso aqui, é porque estão mudando o seu pulso de energia. Pulso de energia. Então, o que acontece na crise de ansiedade? A gente tem íons e elétrons pelo corpo e na crise é como se dividisse. Um pro lado, outro pro outro. Então, íons pro lado, elétron pro outro e aí parece que são duas pessoas, parece que você tá fora do lugar, fora do tempo, parece que tudo vai dar errado. Pensamentos intrusivos também acontecem muito. Então assim, o que você pode fazer? Eu estou em estado de presença. Eu estou em estado de presença. Eu me coloco em estado de presença.
Inclusive, a gente vê às vezes aqueles mágicos, orusionistas. Essa é uma cena que acho que todos nós já vimos em filmes e tal, verídica ou não, mas esse estalo é sempre utilizado pra pessoa voltar. Volta, presença.
Em estado de tratamento que usam hipnose também fazem isso. Porque você volta o pulso, volta o fluxo. Então é um comando, gente. O nosso corpo... Imagina que antes da gente verbalizar, era só sentir. A gente só agia pelo sentimento. Não tinha racionalização, muito menos verbalização. Tinha uma compreensão diferente. Então você imagina que a verbalização é muito mais recente do que a fala do teu corpo. Então alguns mecanismos a gente usa até hoje na nossa comunicação interna e a gente não pode menosprezar, né? E se você é a pessoa que, por exemplo, já passou pela experiência do Diorei, a pessoa que está fazendo lá do outro lado, você percebe que ela vai até liberando ali algumas coisas, né? Vem um arrotinho, vem um punzinho, você percebe que acontece isso. Por quê? Porque tem uma troca de energia acontecendo. Energia nada mais vai que eletricidade, tá gente? Então, a ansiedade é uma energia energia no lugar errado. Tem um excesso aqui, tá? É isso que vocês precisam entender.
Ansiedade é energia em excesso no lugar errado. Porque quando você coloca a energia no lugar certo, a história muda Eu entrevistei muitos monges na minha vida e um deles me explicou o Satyanata maravilhoso Ele me disse assim, quando a gente tem vontade de brigar com alguém, o que você faz com essa energia? Vai varrer a casa Vai lavar a louça, né? Porque é igual também quando eu pergunto pra Monja Coen, você se estressa? Claro que sim, a diferença é que eu não vou arrancar os cabelos pra tudo Então quando você me fala, ansiedade, energia em excesso no lugar errado Quando você coloca a energia no lugar certo, uau, espetacular A gente já tem dois pontos que eu preciso voltar aqui antes da gente continuar Medo real ou imaginário? Porque se o excesso de ansiedade, que é a ansiedade patológica, é medo do futuro Eu tô com medo real O imaginário?
Completamente imaginário.
Às vezes, por exemplo, se eu entrar num avião e olha que eu tenho voado bastante e eu começar a alimentar a minha nóia, o meu medo, eu começo a ter uma crise na hora de volta de água. Se eu começar a pensar, bem a minha janela aberta, o que que eu faço? Desvio a atenção e vou fazer outra coisa. Então tudo depende de como nós vamos alimentando as minhoquinhas na nossa cabeça. Eu sempre falava isso pro Tiago, papai financeiro. Isso vale pra ciúme, isso vale pra medo. Se você alimentar aqueles pensamentos, eles vão crescer Olha, então se eu imagino uma coisa dando errado, por que eu não posso imaginar a coisa dando certo? Se a imaginação é a mesma, então é mudar a energia de lugar, mudar o foco de lugar Então isso eu queria trazer pra cá, a ansiedade é a energia em excesso no lugar errado, como você falou, medo real ou imaginário A Cacá tá dizendo que já passou mal e desmaiou no avião por medo Então, se eu começar a considerar que o avião pode cair É a mesma coisa que eu considerar que eu posso bater o carro todo dia que eu sair de carro Então tudo vai depender de como eu construí essa imagem Aí, Cíntia, o Ibrahim tá perguntando se a atividade física pode ser uma válvula de escape para essa ansiedade E tem aqui uma pergunta que eu já vou... O pessoal que tá pedindo dicas práticas Agradecendo... Aqui tem um comentário muito interessante da Erika, da EMS Sou farmacêutica e valido quanto as pessoas estão viciadas em ansiolíticos e buscando a cura do momento Poucos buscam solucionar as causas, então vamos lá Erika Tanto eu como a Cíntia, eu não sou contra remédio Porque em muitos casos, especialmente nos críticos, o remédio é aquele banquinho que te ajuda a pular o muro É o que vai te dar condições de tomar melhores decisões Mas só o remédio não cura nada É mudança de comportamento com o remédio que pode te levar à cura de algo que esteja te prejudicando Faz sentido assim, Cintia?
Faz, faz muito. Até porque existem A gente tem na natureza uma farmácia céu aberto. Eu sou filha de um pai da roça, uma mãe mateira, então assim, eu gosto muito de olhar para os fitoterápicos também como aqueles que vão nos ajudar em alguns momentos. Eu posso deixar aqui para vocês algumas ervas, algumas plantas que vocês podem utilizar. Por exemplo, chá de melissa todas as noites antes de dormir, Ou, se você quer potencializar, coloca a erva cidreira junto. Capim santo, né? Aqui a gente chama capim santo, que é aquele compridinho. Tem um gosto delicioso, né? Tem gente que fala da camomila. A camomila é pra estômago, tá, gente? A camomila é muito mais pra sistema digestivo, mas se você também não consegue digerir suas emoções, você pode usar a camomila. Tem uma outra que eu gosto muito, que chama erva de São João. Essa você encontra até numa tintura pronta, chamada gotinhas de São João. Olha que arte!
Tá?
Então assim, e como que você toma? À noite, duas horas antes de dormir, pinga lá as gotinhas referentes ao seu peso, como tomar um remedinho com um pouquinho de água e aí você vai perceber que você começa a desarmar o seu sistema nervoso, pelo menos pra você ter um sono mais pacífico. Ah, mas eu preciso usar isso pra sempre? Não, você vai usar em média 30, 40 dias e depois você vai observar como que você fica. Ah, mas eu posso tirar de uma vez? Você pode depois colocar três vezes por semana, depois uma vez por semana, depois só nos dias que você tiver um pouquinho mais ansioso, ansiosa. Então, diga.
Rapidamente. Passiflora, sim ou não?
Sim, é maracujá.
Molungu.
Opa, sensacional.
Mas eu vi aqui um comentário assim, ah, chá de camomila não durmo bem. Gente, não adianta tomar 50 xícaras de café durante o dia, ficar com o dedinho nervoso no telefone até 5 segundos antes de fechar o olho, toma um chá de camomila e achar que vai dormir. Então, além dessas ervas que a natureza nos fornece desde que o mundo é mundo, independentemente do nível de ansiedade ou depressão e da medicação que você vai precisar, a higiene pro sono é fundamental pra você dormir melhor, certo?
Lembrando de, pelo menos, Quarenta minutinhos no escuro antes do sono, né gente? Porque como é que você deita na sua cama e fica com aquela luz azul interferindo na sua melatonina... Não, na sua melanina, desculpa. E a melanina você precisa dela. Por que os bichinhos na natureza vão dormir seis horas da tarde? Acabou o dia, tá de noite e eles se recolhem. Olha como a natureza é sábia. Você quer ver o que funciona? Olha pra natureza.
A Angelina ainda é um bichinho da natureza, porque escurece eu falo, ó, escureceu, agora tá na hora de mimir. É isso? São bichinhos da natureza, mas depois a gente vai crescendo, vai ficando uns bichinhos bem estranhos, né, Cíntia?
É, acontece. Mas olha, gente, tudo tem correção, né? Nós estamos nessa experiência pra aprender. Então se a gente não se colocar como aluno, a gente sofre muito. Porque assim, a gente precisa continuar aprendendo, continuar testando, continuar ampliando o nosso saber, a nossa consciência. Então assim, o que a gente faz aqui todas as quartas-feiras? A gente fala da nossa experiência, fala do que funciona dentro de consultório, Isabela com toda a experiência dela. Essa comunicadora incrível, né? Que tem o dom de acessar o coração de vocês Então assim, a gente tá aqui numa proposta de ampliar possibilidades de você criar o seu caminho de.
Cura Ampliar possibilidades para que cada um crie os seus mecanismos de cura Não.
É uma só, não é uma só.
A Débora Carna fala assim ó, sem ajuda psicológica achar nenhum resolve É, não.
Resolve mesmo, eu concordo. Mas assim, não resolve o seu problema que começou lá atrás. Vamos supor, se você começa a ter, desenvolveu por algum motivo agora, uma ansiedade que tá saindo um pouquinho do lugar. Na minha casa era assim, se aconteceu algo mais importante, um susto. A minha mãe ia e fazia o chá de capim santo e me dava. Então, isso eu aprendi desde pequena, que quando você acolhe o que está acontecendo no momento que acontece, você não gera trauma.
Repete, você não acolhe.
Quando você acolhe o que está acontecendo no momento do que aconteceu, você não gera trauma, você não fica guardando ou reprimindo. Você consegue dar luz e lugar ao que aconteceu. Então assim, é lógico que se a gente ignora os sinais, durante muito tempo, porque geralmente a gente descobre tarde, né? Nós nascemos num lugar que é um país ocidental, então a gente descobre um pouco tarde algumas técnicas, algumas formas de se conectar ou se reconectar a nós. Lembrando que toda dor já traz uma cura embutida.
Como?
Toda dor já traz uma cura embutida. Porque toda dor é uma carta convite pra gente olhar o que há de errado, o que tá fora do lugar, né?
Toda dor é uma carta convite?
Toda dor já traz uma cura embutida porque ela é uma carta convite Pra que você converse consigo e perceba onde tem energia no lugar errado.
Gente, toda dor traz a cura embutida. Porque toda dor...
É uma carta de um convite. Uma carta de um convite pra se reintegrar ao seu ser. Pra olhar pra dentro. Pra conversar com a sua alma. Isso não é romântico, isso é justo, porque nós temos corpo físico, corpo de energia, corpo mental, corpo emocional. E por que você vai tratar tudo só no corpo emocional? Não, a gente precisa fazer a correspondência certa para que ele convite. Então, já que se eu... Você deu o exemplo do avião. O avião é aquilo que tira o nosso pé do chão, né? Então a minha mente fica assim, Segurança, segurança, segurança. Volta para o outro lado. E aí, se esse pensamento cresce, eu vou gerar um sentimento, eu vou ativar uma emoção. Pronto, já tenho dois corpos em desequilíbrio. E aí, o meu corpo físico vai falar, opa, tem um negócio pegando fogo aqui. Crise de ansiedade. Então, é assim, eu quero evoluir, eu quero aprender, eu quero sair desse lugar, eu preciso retomar minha fé. Eu preciso, e quando eu falo de fé, gente, não é lá fora, Deus lá. É Deus aqui ó, sua energia divina. Tem sempre uma coisa que eu gosto muito de mostrar. Vou mostrar aqui, peraí. Que quando você fala assim, Deus.
Ó.
O que que tem dentro? O português funciona bem, né? O que que tem dentro do Deus? Eu. Então é assim, é o micro dentro do macro. O macro são todos os seus corpos. O macro é toda a sua potência que você ou esqueceu que tem ou desaprendeu a usar ou nem sabe que tem Então nós somos co-criadores da nossa realidade, porque quando um pensamento é capaz de ativar uma emoção Você tem potência para conquistar o mundo, porque você pode elevar sua frequência e começar a pensar ou a sentir e se conectar àquilo que realmente alimenta a sua alma O que que alimenta a sua alma? Porque se você ficar conectado a coisas densas, vou dar um exemplo. Quando a mulher quer engravidar, o que que ela só vê na rua? Mulher grávida. Não é? Então, da mesma forma, o que você tá conectado é o que existe. A sua tela de realidade vai se conectar ao que você está buscando. E se você acredita que o mundo é denso, que é tudo uma tragédia, que tá tudo ruim, que nada vai pra frente, que que você vai ver no mundo? Só tragédia. E se você começar a se treinar, a olhar para algo maior? E se você começar a observar, quando eu faço uma caminhada aqui perto de casa, tem uma escola abandonada que ficam vários gatinhos morando ali. Tem duas senhorinhas que todos os dias, gente, três vezes por dia, elas duas vão lá dar comida para os gatinhos. Eu posso passar, a gente encontra, se for de manhã eu encontro ela, se for no almoço eu encontro, se for de tarde eu encontro. Essas pessoas encontraram um objetivo na vida, que é servir a vida animal porque amam os bichinhos e fazem isso com amor, sem reclamar, as duas a pé, com sacola pesada de ração. Então, assim, onde é que tá? Onde é que tá, sabe? Aquilo que brilha teu olho, aquilo que você se conecta, que você olha e sorri. Quando que você parou de sorrir quando você vê um bichinho, uma criança? Quando que você deixou estacionada a sua alegria? Tudo sempre vai cair nesse lugar. Eu sempre vou chacoalhar uma de vocês pra esse lugar. Porque a gente precisa retomar o nosso prazer pela vida. Quando que a gente deixou de sentir a vida, de dessensibilizar a ponto do nosso corpo precisar fazer um incêndio e queimar toda a nossa energia pra te trazer de volta. De novo, deixem o julgador lá, o juiz interno na cadeira do lado Porque eu tô conversando com a alma de vocês E é esse lugar que a gente quer acessar, é esse lugar que a gente quer voltar a ter conexão Se você tá precisando fazer um silêncio interno, faça um silêncio interno Quantas vezes você já perguntou pra si mesmo antes de dormir Em que momentos eu tô de parabéns no dia de hoje? O que eu fiz que eu fiquei feliz? Quais foram os movimentos que eu fiz pra mim? Que eu me valorizei, que eu evitei uma situação, que eu apenas observei Enquanto eu tava andando lá no ônibus pro trabalho, eu observei as árvores, eu tava comigo É mais simples do que parece.
A locutora, a Drika, tá dizendo assim, ó Eu nunca assisti live de ninguém, mas Deus me trouxe hoje pra cá O Drika é assim, ó Quando o ouvido tá pronto, a mensagem chega Que vai ser live, outdoor, né? Cê viu que horas são? São 8h15, minha querida Nós temos que.
Encerrar É verdade, mas eu vou ter que ensinar vocês um exercício ainda Manda bala Rapidinho Ó, gente, o exercício é o seguinte Você vai fazer todos os dias, tá? Pelo menos duas vezes por dia De.
Manhã... Se você quiser, se você quiser.
É, se você quiser É, eu tô dizendo assim pras pessoas que estão aqui na proposta de usarem as ferramentas que nós estamos sugerindo. Então, ninguém é obrigado a nada se você achar que pode se auxiliar com esse exercício. Então, vamos lá. É um exercício respiratório, tá? Ele é feito no yoga, na medicina indiana e ele serve pra você devolver também o fluxo de energia pro seu organismo. Então, se você conseguir fazer na crise, ok. Se você não conseguir, faça fora da crise. Então, eu aconselho fazer fora da crise. O que você vai fazer? Você vai fazer Uma movimentação que é o seguinte, você vai tampar a sua narina direita e você vai fazer uma inspiração e uma expiração completa com a narina esquerda. Vamos fazer junto? Observa primeiro como que você tá, deixa seu corpo relaxado, observa seus batimentos, tá mais acelerado, tá mais ansioso, não tá? Então, vai lá. Mãozinha na narina direita e aí você inspira profundamente, devagar. e solta devagar até o final. Terminou, a gente troca a narina e faz tudo de novo. Inspira. E vai soltar devagar, também pelo nariz. Como que eu sei que eu soltei todo o ar? Enquanto eu contrai, Do outro lado, vamos fazer mais duas repetições. Solta. E vamos finalizar. Do outro lado, inspirou. E solta completamente.
Dá até um baratinho.
Dá, porque você pode alterar o estado de consciência com respiração, gente. Não precisa mais que isso. Então, a ideia é fazer nove respirações, tá? E eu vou finalizar indicando pra vocês um livro que eu gosto muito, que chama O Poder do Agora, tá?
Eckhart Tolle, O Poder do Agora.
E tem um pedacinho que ele diz assim, Vai respirando aí enquanto eu leio isso. Você tem preocupações? Tem muitos pensamentos do tipo e se? Você está identificado com a mente que está se projetando num futuro imaginário e criando medo. Não há como enfrentar tal tipo de situação porque ela não existe. Olha o pensamento eu uso, olha aí. É um fantasma mental. Você pode parar com essa insanidade que corrói a saúde e a vida aceitando simplesmente o momento presente? perceba a sua respiração. Porque se eu te perguntar onde você estava quando você estava respirando, onde estavam a sua mente e os seus pensamentos enquanto você estava respirando, provavelmente todo mundo me respondesse, há 20 anos eu escuto isso, estava na respiração. Então a respiração que traz para esse estado de presença, tudo que você sempre teve que lidar, tudo que sempre teve que enfrentar na vida real, em oposição às projeções imaginárias da mente, é o momento presente. Pergunte-se qual é o seu problema nesse exato momento, não no ano que vem, ou amanhã, ou daqui a cinco minutos. O que está errado neste momento? Você pode sempre enfrentar o agora, mas jamais poderá enfrentar o futuro, nem tem de fazer isso. A resposta, a força, a atitude certa estarão à sua disposição quando você precisar, porém nem antes, nem depois, apenas no agora.
Amém.
É quase uma oração. Tá aqui nesse livro, eu indico pra vocês o poder do agora e eu vou deixar também à disposição de vocês a meditação do desapego. Porque pra eu aceitar uma situação nova, eu preciso desapegar do sofrimento. Às vezes eu faço amizade com o sofrimento e não é ele que eu quero na minha vida, não é mesmo? Então eu vou deixar aqui. A Isabela depois vai, sei lá, compartilhar comigo e aí a gente deixa à disposição de vocês.
A live vai ficar gravada na minha página e na página da terapeuta Cíntia Bedim Se você ainda não segue a Cíntia no Instagram, recomendo E tem meditações dela no YouTube espetaculares Ontem mesmo eu vivi um dia bem desafiador Em que eu tive que encarar muitas grosserias E eu dormi ouvindo uma das meditações da Cíntia Qual é o nome, Cíntia? Repete aqui pra turma ou do site do seu YouTube Oxi, o endereço do seu YouTube?
Ele tá lá no link do Instagram, eu sou o caminho da consciência Só entrar na bio que ele já vai te direcionar pro YouTube Excelente.
Cíntia, neste momento, agora, quero que você sinta um abraço bem forte de muita gratidão Amanhã é dia mundial da gratidão, viu gente? Então muita gratidão, Cíntia, pelo seu tempo Nós temos muita coisa pra fazer e toda quarta-feira a gente se reúne aqui com todo amor do mundo pra ampliar as possibilidades de cura pra quem quiser fazer reformas íntimas, né? Sim, obrigada. Bom descanso. Beijo pra todos. Saúde e agora é praticar. Beijo, Bela.
Beijo, gente.
Boa noite. Até quarta que vem.
Até.
Tchau.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








