Maite Schneider, a trans activist, discusses Brazil's Trans Visibility Month and the barriers qualified trans people face finding work. She argues workplaces need education and preparation for real inclusion, and quotes Peter Brook on the freedom to be oneself.
Em homenagem ao mês da visibilidade trans no Brasil, Maite Schneider, ativista e uma inspiradora mulher trans, estará no Unha Talks deste sábado para falar sobre a sua jornada e também a missão de incluir mais pessoas trans nos ambientes de trabalho.
A gente tinha casos de pessoas trans que a gente conhecia no Brasil inteiro que tinha às vezes duas pós-graduações, dois pós-docs e não conseguiam emprego só por conta da identidade dela de serem trans, de serem pessoas não incluídas. Tudo isso acontecer. Mas a gente viu que não adiantava só colocar as pessoas trans lá dentro, porque a gente tinha que preparar o ambiente. Porque naturalmente as empresas não sabiam: "Mas eu trato como? Que banheira essas pessoas?" Sabe aquelas coisas bem programa de televisão? Você que tá por dentro, aquelas coisas? "O que são transexuais? O que comem? Como se reproduzem?
Hoje!" Tantantã!
Então hoje eu combato e luto pela liberdade das pessoas serem o que são. Independente de serem homens, mulheres ou pessoas não binárias que não se identificam com um e com o outro. "Vá ser feliz", entende? Que a gente pode tudo. Tem um cara no teatro que se chama Peter Brook e ele tem uma frase que eu amo, assim, que ele fala: "Olha, nessa vida tudo pode, só não pode qualquer coisa." E o qualquer coisa é não ser a gente. Então a gente pode tudo, você só não pode não ser você.