Chefe x Líder: entenda a diferença entre eles - Glaucimar Peticov - EP4 Interioriza

Glaucimar Peticov, executive director at Bradesco, explains why being a boss and being a leader are different things. A boss gives orders; a leader builds people up through empathy and collaboration. He shares how humility and continuous learning separate managers who command from leaders who inspire.
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Olá, olá, bem-vindo, bem-vinda ao Interioriza. A partir de agora você vai ouvir ideias que já passaram do tempo da gente interiorizar. Você já ouviu aqui no programa sobre empreendedorismo, resiliência, propósito e o nosso tema central hoje, o nosso fio condutor é a liderança. Tem medo dessa palavra? Já ouviu muito sobre o novo líder? O que você espera do seu líder? E será que você consegue liderar a própria vida? É isso que a gente vai conversar com uma líder que eu admiro demais. Glauci Marpetkov, diretora executiva do Bradesco e CCO, já já ela vai explicar o que significa CCO. Glau, seja muito bem-vinda ao Interiorisa.
Gente, que prazer enorme, Isa! Muito gostoso estar com você, e esse nome realmente, ele foi escolhido certamente com um grande trabalho e de uma forma brilhante, porque a gente tem que interiorizar realmente para poder mudar. Então, muito bom dia, é um prazer estar com você, é um prazer estar com todos aqui.
Excelente. Glau, obrigada pelo seu tempo. A Glau, gente, ela simplesmente cuida de recursos humanos, sustentabilidade, ouvidoria, universidade corporativa, em um setor que emprega quase 100 mil pessoas. Glau, como é que você dá conta de tudo isso, antes da gente falar de liderança?
Bom, primeiro, porque eu sou apaixonada pelo que eu faço. Então, aqui, a gente está falando de interiorizar, A partir do momento que a gente faz aquilo que a gente gosta, as coisas se transformam. O prazer acaba sendo algo muito mais tangível. E você, na verdade, vai se dedicando, as frentes vão abrindo, e isso mostra um dos pontos que nós vamos falar hoje, de como as coisas estão conectadas. Essas áreas que você falou, elas todas estão completamente conectadas com pessoas, com o nosso papel com a sociedade, o nosso papel com a empresa, e quando nós falamos de 90 mil ou 100 mil funcionários, algo que eu acho muito importante que a gente entenda, principalmente no mundo corporativo, é que nós nunca falamos apenas para funcionários, nós falamos sempre para famílias. Então, praticamente, são 90 mil famílias que acabam recebendo algum exemplo, alguma inspiração da pessoa que vive as... maiores e melhores horas do seu dia aqui conosco, aliás, é o que nós fazemos, nós nos dedicamos aí durante a nossa jornada de maior atividade às empresas a qual nós estamos ligados, né?
Sim. Laura, quando eu começo te perguntando como é que você dá conta de tantas áreas, é claro que é uma provocação. Porque só sendo uma boa líder, para você liderar todas essas áreas, por mais que elas conversem, porque nós sabemos que recursos humanos com sustentabilidade, com ouvidoria, com o treinamento, com essa construção na universidade corporativa que vocês fazem, tudo isso está interligado. Então, só sendo uma líder de verdade, para que nenhum desses pratinhos caia. Como que você, como líder, traça as diretrizes para dar autonomia para as pessoas que te ajudam, porque senão você não vai dar conta tudo sozinha. Como é esse papel da liderança em saber identificar pontos fortes, pontos fracos e quem fica com o quê.
Vamos falar um pouquinho de liderança, e nesse sentido, Isa, eu gostaria de começar falando que pratos caem sim, e eles vão cair. Pratos caem, gente. Então, a hora que nós entendemos que pratos podem cair, a gente acaba entendendo um pouco melhor qual é essa nossa participação, como é que a gente pode refletir sobre essa transformação, eu diria, sobre essa evolução do papel do líder. Hoje, praticamente há alguns anos, nós falamos muito sobre esse novo papel da liderança. Na verdade, eu não vejo como um novo papel. Eu acredito que seja uma evolução de como o líder se coloca, como que ele funciona nesse século. As grandes carreiras executivas, principalmente no século XX, elas foram marcadas por chefes controladores. eram chefes mesmo, ou seja, era esperado que esse profissional tivesse conhecimento da área, tivesse uma reduzida possibilidade de cometer erros, e tinha uma base, Isa, muito voltada a comando e controle, a uma centralização das atividades, uma centralização das decisões, e principalmente esse ponto que eu falei de cometer erro, obviamente era o cuidado para não correr riscos. Então você repetia modelos para que realmente se deu certo de uma forma vai dar na continuidade. Hoje, quando a gente enxerga tudo o que tem acontecido no mundo, nós tivemos um exemplo há pouco sobre a pandemia, que é uma transformação muito grande na nossa maneira de trabalhar, a gente percebe que o líder precisa realmente se despir de velhos hábitos, abandoná-los, para que outros, na verdade, tomem espaço, e a gente possa acordar um pouco a coragem, a velocidade, o planejamento, o pensar antes de agir, principalmente no que diz respeito às nossas atitudes, e certa vez eu acho que comentei rapidamente com você que a liderança, ela deixa de ser posição, ela é atitude, ela é ação, Então, quando a gente coloca esse conceito na prática, a gente está querendo dizer que os líderes possam traduzir. Você falou que teve uma participação já no programa sobre propósito, que seria essa bússola. Como é que os líderes conseguem traduzir os propósitos que estão envolvidos e não ser aquele sabe-tudo? Hoje a liderança precisa de alguém que auxilie as pessoas a mergulharem, a escolherem, a selecionarem, a serem instigadas a fazerem perguntas. Perguntas que possam provocar, por exemplo, hipóteses criativas, soluções diferentes para velhos... desafios, que ajude, por exemplo, na cultura do erro, que a gente tem tanta situação que é o tal do pratinho caindo, e líderes que sejam empáticos, Iza, que tenham realmente uma visão mais multifocal e não a empatia apenas de eu me colocar no lugar de uma pessoa, mas o time, hoje a gente fala de estar junto, eu acredito muito, eu vou usar um termo, que eu acredito que exprime muito isso, a gente tem que estar apaixonado, a gente tem que ter emoção para se conectar com as pessoas e conectar como cidadão social mesmo, a gente está aqui para transformações, por isso que eu falei sobre coragem, porque eu enxergo a coragem como uma firmeza que nós temos para situações que emocionalmente ou moralmente, por exemplo, são desafiadoras, para que a gente possa fazer com que as evoluções aconteçam e mudar, mudar significador. Tem muitas pessoas que falam, eu adoro mudar. A gente tem que pensar o seguinte, às vezes para trocarmos uma poltrona de lugar, a gente coloca, atira e fica e olha, olha de um lado e depois a gente volta para o mesmo lugar. Quantas vezes a gente desafia o próprio Waze que está pelo satélite direcionando e a gente não muda o nosso caminho porque a gente está acostumado. Então, acho que um ponto importante também quando a gente fala de liderança é isso, é que exige um exercício para que seja efetuada a mudança. Ninguém dorme de um jeito e acorda do outro porque tem um cargo, porque tem um crachá, porque tem uma nomenclatura. A gente está falando de uma jornada, né? E nessa jornada, eu diria para você que uma tecla que eu vejo como essencial é a gente acionar o modo humildade. Para mim, humildade é uma peça fundamental para que a gente propicie, para nós, principalmente, um ambiente de aprendizado, sabe? Um ambiente de leveza, para que a gente possa realmente ouvir, aprender, ver, estar atento a isso.
Perfeito. Glau, você trouxe aqui sobre o modelo antigo versus o modelo que hoje... Talvez ele não exista em todos os lugares, mas é o que se deseja. Mas eu conheço muitas pessoas que dizem assim, mas eu vivi no meu passado abuso de poder, de controle e tal. Então, se eu apanhei, eu posso bater. Se eu vivi essa situação no passado, eu posso fazer. Hoje, no seu ambiente, como você vê ainda essas pessoas resistentes a este novo modelo de liderança?
Todas as empresas têm várias gerações interagindo, né, Isa? Nós temos hoje praticamente quatro gerações que atuam na organização. E é claro que o modelo de comando e controle, ele prevalece em várias frentes. Aqui não é diferente, nós ainda temos. Agora, maior do que ter esse perfil atuando, tenha a crença, a genuína de que um verdadeiro líder, ele acredita na inteligência coletiva. Ele abraça para valer os assuntos e talvez esse seja um ponto extremamente importante O chefe olha para o departamento, para a área que ele está O líder abraça vários assuntos, ou seja, ele se baseia em dados, em modelagem, em experiência do cliente, nos ecossistemas o que a área dele pode fazer para ser sustentável, como é que eu aprendo ou viabilizo possibilidades de um aprendizado pela experiência, estimula o gerenciamento com autonomia, que antes isso não existia. Hoje nós temos equipes que são multifuncionais, nós temos a diversidade e a inclusão implícita, estamos aprendendo a força da pluralidade, Então, nós temos um cenário que também nos favorece desde que nós possamos abrir essa porta. Então, existe uma diferença quando a gente fala do chefe e do líder, que o próprio mercado tem nos fortalecido e nos proporcionado. Eu tenho muito claro na minha memória, Isa, como eu tenho uma carreira em instituição financeira, que no início, ou mesmo no meio da minha trajetória, tinha nos corredores do mundo corporativo as sinalizações sobre diversidade, sobre papel da mulher, sobre a importância do diferente, e hoje nós temos isso com muito mais clareza. É claro que nós temos muito para caminhar, para crescer, para desconstruir o preconceito, os distanciamentos que foram feitos. Então, esse novo modelo, como a gente está chamando, esse modelo de liderança, como eu prefiro, ele precisa se desarmar.
Desarmar.
Ele precisa se desarmar numa perspectiva de poder, porque os perímetros do mundo corporativo, ele gera esse sentimento de que eu faço como eu quero aqui, só que a gente tem que ver que esse modelo tem que ser redesenhado, E esse redesenho, ele tem uma perspectiva muito clara, que ela se chama aprendizado. Nós estamos aprendendo a todo momento. A partir do instante que nós acreditamos que nós estamos prontos, a gente perde em não estar aberto para o novo, em não realmente... ter um encaminhamento para uma liderança colaborativa. Ninguém faz nada sozinho. A liderança tem que ser colaborativa.
Glau, te ouvindo aqui, eu compartilho com quem está nos acompanhando, vocês entenderam por que a Glau Sumar está aqui. Por que ela é líder. Ela cuida de tantas áreas. Recursos humanos, sustentabilidade, ouvidoria, universidade corporativa. Você lida. diretamente com o desenvolvimento das pessoas. Isso pode ser numa empresa que a matéria-prima seja dinheiro, madeira, perfume, chocolate, não importa. São pessoas em qualquer empresa. Você trouxe aqui a diferença de chefe e líder. Você pode repetir? Na sua trajetória hoje, qual é a diferença entre chefe e líder?
O chefe, na verdade, administra o comando e controle. Ele manda. O líder orquestra talentos. Ele proporciona um ambiente saudável para que as pessoas se sintam bem onde elas estão. A liderança do século XX não foi desenhada para isso. Ela foi desenhada para o eu mando e você obedece. Simples assim. Funcionou? Funcionou. Naquele momento, naquela época, funcionou. Eu não posso dizer que não funcionou. Agora, hoje, pras empresas que alcançam um grau de maturidade, que existem empreendedores internos, porque a gente não empreende só um negócio particular, o meu negócio, a gente empreende na empresa.
Tempo todo.
O tempo todo, e a gente precisa dessa inquietude para que a gente possa ocupar espaços que vão surgindo e que antes não eram permitidos serem vistos, porque você tinha aquela situação. E talvez um termo que é muito utilizado, que é o People First, seja a grande diferença do chefe para o líder. O líder tem a ver com respeito pelas ideias, respeito pelas pessoas, respeito pelo tempo de aprendizado de cada um, o respeito pela forma de comunicação que é utilizada com cada pessoa, porque a comunicação, Isa, não é o que eu tô falando, é o que o outro entende. E muitas vezes as pessoas têm entendimentos distintos por causa das perspectivas que são diferentes. Exatamente, então, quando a gente acredita nessa construção, que tem que ser legítima, hein, gente? De cada um que está conosco, as coisas vão mudando, a gente acaba valorizando e aprendendo a valorizar cada vez mais o coletivo, e isso nos leva para uma caminhada, uma caminhada de humanização, e aí ela tem que ser verdadeira. A pandemia foi um teste para a gente de valores, e que as organizações hoje precisam fazer essa travessia. Por que eu estou falando da pandemia de novo? Quando nós temos chefe, o chefe olha e fala assim, nossa, aí, Zeyn, chegou 10 minutos atrasada, não falou nada. No mundo remoto, Inclusive, como a gente está vivendo aqui hoje, eu não tenho mais esse controle. Eu tenho que aprender a exercitar a verdadeira confiança e credibilidade no meu time, naquela pessoa. Eu tenho que inspirá-la para que ela deseje estar comigo, que a empresa seja uma opção e não uma falta de opção para ela. Então, quando eu compartilho confiança, quando eu compartilho a possibilidade de superar desafios, Compartilho que os problemas podem ser trocados, pode parecer uma semântica, Isa, mas tirar a palavra problema e colocar por desafio, para que a gente tenha uma certa leveza e que a gente enxergue que é possível solução, a gente na verdade está muito mais próximo do time, e isso um chefe não consegue. O chefe, na verdade, ele tem o mando, por isso que é muito importante que a gente tenha muito claro esse papel, um papel que não te deixa numa situação de desconforto de entrega, porque afinal todas as empresas trabalham por resultados. Ela me mantém íntegra, principalmente em situações que são mais caóticas, que na verdade testam os nossos limites éticos e morais, ela nos faz com que nós estejamos mais preparados para decisões que são por vezes mais duras e até mais complexas e por vezes impopulares, que é algo importante, mas que criem ambientes de segurança, inclusive psicológica, para que a gente tenha continuidade das atividades. Com isso, eu amplio a oportunidade, eu faço com que a busca da atuação seja fora dos muros do departamento que nós estamos, que as pessoas possam realmente enxergar a organização como um todo e falar assim, aquela determinada área estava trabalhando com isso, aquela com isso. Não é uma área hoje de uma organização que vai trabalhar, por exemplo, com metaverso. São muitas áreas envolvidas. E isso é importante porque você precisa ter uma liderança que propicie essa abertura, que propicie e estimule essa troca de informações. Lembrando sempre, um líder sabe que o concorrente está lá fora e não aqui dentro. O chefe, muitas vezes, acredita que a concorrência é interna O que a gente faz aqui a gente não conta pra ninguém, hein galera? Isso são traços distintos pra que a gente fique atento A empresa não pode ter essa competição cravada, o líder tem.
Que conectar Nossa, gente do céu, eu tô notando aqui já, liderança deixa de ser uma posição para ser uma atitude, o bom líder vai exercitar a confiança, o concorrente está fora, não está dentro, e eu percebo que muitas pessoas não permitem este voo maior das suas equipes justamente por medo. Não vai dar nem tempo da gente falar aqui desses medos, Glau. Eu acho que quem está nos ouvindo sabe que precisa buscar um aprendizado, um conhecimento novo para lidar com esses medos. Aí a gente entraria na questão das terapias e dos recursos que nós temos para fazer essas faxinas, que todos nós precisamos. Ô Glau, nós ainda temos aqui dez minutinhos de interioriza. E aí eu quero entender contigo como foi essa construção da Gláucia Mário Petkov, líder como é, tão admirada, tão respeitada. Como você foi aprendendo? Quais pratinhos caíram que você aprendeu? Quais não caíram? Tem alguma experiência que você quer compartilhar conosco de aprendizados que você foi tendo nessa jornada?
Olha, são muitos, tá, Isa? Eu acredito que assim... Eu, por exemplo, rapidamente vou contar um arco pra mim, que eu tava numa agência comercial onde eu desejava muito ser gerente, na época, E por três vezes que eu fui ao Departamento de Recursos Humanos fazer o processo seletivo, eu caí com a mesma psicóloga me entrevistando. E todas as vezes ela me convidava para ficar no RH e eu negava. Nessa terceira vez, quando eu cheguei à agência, o meu gerente falou que o RH já havia ligado. Então, você imagina. Jovem, já falei, opa, já vou pegar minha carteira de clientes.
Agora.
E quando eu fui surpreendida, ele falou que o RH tinha pedido a minha transferência. E eu assim, não tenho a lembrança total, mas hoje, fazendo um comparativo, eu devo ter reagido tal qual aquela criança que a gente vê em shopping que se joga no chão e que o pai e a mãe não sabe se puxam pelo braço, se escondem para a criança achar que está sozinha, Se chora.
Junto.
Se já faz alguma negociação, levanta... Eu não sei, mas acredito que eu tenha tido uma reação bem matura ali, porque eu já queria sair do banco. Eu falei, não, então eu não fico. E esse Celso Joaquim Giorgetti, é um nome que eu jamais vou esquecer, ele falou o seguinte, vai, Glau, vai e eu vou fazer como se você estivesse saindo em férias.
Experimenta.
Eu não posso te prometer, mas se em três semanas você sentir que não é isso, você me avise que eu vou fazer de tudo para que você retorne. Em momento algum, naquela época, a gente está falando na década de 90, em momento algum, eu tinha a possibilidade de fazer alguma associação de chefe líder Celso Joaquim Giorgetti foi um grande líder ao falar isso pra mim ele me deu a chance de experimentar tendo uma possibilidade de retorno ao meu porto seguro, e fez isso com maestria, de maneira que eu fui com toda a segurança, e obviamente depois de duas semanas eu liguei agradecendo, mas é uma pessoa que eu jamais vou esquecer, porque ele agiu como um líder, ali pra mim foi uma grande lição. Então, a gente percebe que tem muitas situações que vão colaborando pra que a gente possa se tornar um líder. Aspectos de integridade, com relação a nossa articulação, a eficiência, o resultado Agora, algo muito importante pra mim, Isa, você falou como que é com você, foi o reconhecimento das minhas próprias limitações Quando eu reconheço as minhas próprias limitações, quando eu reconheço o quanto eu posso ser minha inimiga em muitas situações, eu começo a revisitar e perceber como eu preciso me alfabetizar em alguns aspectos. Eu quero dizer o quão importante a gente também conhecer a história e olhar, no meu caso, o que outras mulheres fizeram, o que outras lideranças fizeram, aquilo que eu gostaria de fazer e o que eu não gostaria de fazer. Eu sei que, como você falou inicialmente, já que eu tive um líder impositivo, ser impositivo é o caminho, eu vou seguir. Eu sempre busquei ter clareza do que eu queria e do como eu gostava de ser e como eu gosto de ser tratada até hoje. Então eu aprendi que assim como outros líderes me abriram portas, eu tinha que abrir e segurar para outras pessoas, permitir que outros também falassem, independente de rivalidade, como que a gente poderia multiplicar conquistas, ser coerente com aquilo que eu acredito, com aquilo que eu faço. As pessoas, gente, elas mais nos observam do que nos ouvem, portanto, assim, não adianta ter um hiper discurso e agir diferente. até a visão do conjunto, a perceber que essas pequenas vitórias que nós temos com o nosso time, elas vão ficando grandiosas, né? E quando a gente fala realmente de liderança, a gente não consegue, na minha opinião, ser um verdadeiro líder se nós não formos líder de nós mesmos. se a gente realmente não cuidar do nosso interior, de nos conhecermos, de neutralizar as nossas emoções negativas, porque eu tenho que passar o melhor para as pessoas, e eu tenho que estar bem. Vamos lembrar do voo, Isa. A comissária ou o comissário sempre fala, se nós tivermos alguma situação de turbulência, A máscara primeiro aonde? Na gente, pra depois no outro. Eu acredito que esse seja um grande exemplo pra liderança. Se eu não tô bem, eu não posso auxiliar o outro. Então, reconhecer que o medo faz parte da dimensão humana. Só que são as pessoas que movimentam a vida. A gente tem um arsenal hoje tecnológico que nos auxilia. mas são as pessoas as propulsoras de mudança. Então a gente tem que descobrir esse equilíbrio das ações do líder com relação às pessoas que estão no time. E hoje, a gente tem mais do que nunca abandonar velhos hábitos, é deixar realmente aquelas situações que eram repetidas, e fazer com que a gente possa ser uma pessoa de time, de viabilizar a estabilidade, de inspirar pelo exemplo. Isso é lindo quando você inspira. E eu acho, Isaac, que independente de todas as ferramentas que nós temos hoje, eu acredito que a meditação, ela ajuda muitos livres a aprenderem principalmente a respirar. para que possa existir um sincronismo entre corpo e mente. Isso é fácil, gente, é processo de respiração. Para mim, cinco vezes assim, dá uma oxigenada para que a gente possa realmente ampliar e enxergar. Então a liderança tem muitas facetas, e a gente precisa estar atento a desenvolver, porque essa situação de que os líderes nascem, a pessoa já nasce líder, É uma verdade, mas a gente desenvolve liderança, a gente não treina líderes, a gente treina para que as pessoas repitam modelos, a gente capacita líderes, nós capacitamos e desenvolvemos pessoas, nós não treinamos pessoas, um líder não treina, um líder capacita, um líder desenvolve, São verbos importantes para que a gente saiba quais a gente vai conjurar. Se verbos que nos elevam ou verbos que nos reduzam. Então essa energia, ela na verdade faz com que a gente pense que a autoliderança é uma jornada fundamental, Isa. Exatamente, ela pode ter começo, o meio a gente não vai enxergar e o fim tampouco. E a gente precisa desenvolver isso para que a gente possa buscar, a partir do momento que eu tenho desenvolvido internamente, com as outras pessoas, para que a gente possa fazer valer essa credibilidade e fazer com que o poder é servir e não ser servido. O verdadeiro alcance, né? Quem usa o poder para o autosserviço é chefe, Isa. O líder eleva a equipe. São diferenças que a gente facilmente pode ir pontuando com a nossa vida e lembrando das pessoas que nós já tivemos, né? E que a gente possa realmente estar transformando isso.
Nossa Senhora! Ó, líder serve, chefe se serve. Mais ou menos o que você me disse.
É isso mesmo.
Você que está nos acompanhando, conhece um líder ou uma líder como a Glaucimar? Coloca aqui no nosso chat. Reconheça também essas pessoas, porque o reconhecimento é fundamental para o fortalecimento dessas posturas e que essas pessoas possam inspirar outras e deixem de fato um legado sustentável. O Glau, eu ficaria mais algumas vidas aqui conversando contigo, porque o seu exemplo para mim é muito importante para a gente poder colocar todo mundo na mesma página sobre o que precisamos desconstruir para construir. Então, para fechar, quem está nos acompanhando, o novo líder precisa desconstruir o que para construir que caminho?
Ele precisa desconstruir valores que foram moldados pela sociedade e que são limitantes. Isso é um ponto importantíssimo. Ele precisa construir aliados e estratégia de ação. Olha, é uma coisa assim que vai parecer um certo romantismo, mas eu vou trazer a Cora Coralina aqui com a gente, tá? A Cora tem uma parte que ela fala que nós não podemos acrescentar dias às nossas vidas, mas nós podemos acrescentar vida aos nossos dias. Um líder acrescenta vida aos nossos dias. Esse é o ponto. Por quê? Ele acredita no propósito pessoal e respeita o propósito dos demais. E propósito, gente, é ter uma razão, é ter uma finalidade, é descobrir o que faz a gente feliz e estimula pra gente levantar todo dia e buscar crescimento. Como é que a gente vai fazer essa trajetória que a gente tem aqui no mundo pra que ela tenha significado? Como é que a gente lida com isso e conserva essa energia para coisas que valem a pena, sabe? Um líder não deve perder tempo com situações que não valem a pena, e o que não vale a pena? O que não vale a pena é aquilo que destrói, aquilo que desconstrói, aquilo que leva o outro para baixo, aquilo que deixa a desrespeito, e uma coisa que tem muito de diferente também, o líder, diferente do chefe, Ele acredita que a força tá na pluralidade, tá na diferença, tá na inclusão, tá no pensar diferente, é aquela coisa, o que eu trago de diferente pra mesa? Essa coisa de você ter um time e falar assim, eu olho pra ele, eu olho pra ela, a gente já se entende. Isso foi bom e é bom em alguns momentos, mas hoje a gente tem que ter gente diferente, pensando diferente, pra que novas ideias aconteçam. Diversidade, para mim, é força. A diferença é uma grande professora. E quando a gente tem receio da diferença, a gente nega aprender, a gente nega inovar. E a gente tem hoje uma sociedade completamente diversa. A gente tem religiões, modos de vida, etnia, cor, gênero, Ideias. Orientação sexual, ideias, grau de escolaridade, quantos aprendizes nos auxiliam hoje com novas ideias que a gente não sabe, e todo mundo tem sobrinho ou filhas que tem uma habilidade aqui muito maior do que a gente. Então assim, essa mente aberta, ela não é custo, ela é um dos melhores investimentos e como trabalhando em instituição financeira eu posso dizer, o maior investimento que a gente tem É quando a gente investe na gente e no outro. Esse, sim, é o nosso grande investimento na vida.
Perfeito. Glaucimar Petticove. Olha, foi uma das melhores conversas que eu já tive sobre liderança, porque, de fato, você não... Não se esforça em nada que você fala, porque isso está tão dentro, é tão natural, que é natural. É igual quando a gente vê uma pessoa que abre a boca e canta. Sim, é o talento dela. O seu talento está na liderança e, de fato, todas as áreas que você costura muito bem, Só lembrando que você, Glau, lidera uma instituição que tem um número de pessoas que nós não temos 400 municípios no Brasil, com mais de 100 mil habitantes. Então você lidera um número de pessoas tremendo. Por que que eu estou trazendo esse exemplo? Pra que você que está nos acompanhando, se você sonha em ser líder, pense, mas por que que eu quero ser líder? O que que eu vou fazer com esse privilégio que eu tenho? É só pra ganhar bônus? É só pra ganhar um alto salário? Não, o que que você quer de verdade para ser um líder? O que você vai fazer com essa liderança? É só vaga na garagem? O que você espera de verdade? Porque senão você pode estar vivendo uma ilusão. E liderança, de fato, é esse lugar que a Glau falou que não é uma posição. Liderança é uma atitude. Então é movimento. se tornar um líder, aprender todos os dias. Glau, eu vejo aqui a nossa conversa como um ampliar de visão. Sabe quando você está olhando assim, por um cantinho, aí você fala, não, deixa eu me afastar para ver maior, para ver o ambiente maior, todos os detalhes. Você trouxe aqui ideias muito importantes para a gente ampliar a nossa lente. Muito obrigada.
Imagina Isa, isso é um prazer, e tem um ingrediente que eu acho que faz uma diferença boa também. Gente, a força de um sorriso, o bom humor, isso faz uma diferença pra nossa vida, né Isa? E pra um líder ou pra não, porque em alguns momentos No mesmo time, a liderança, ela gira em torno de outras pessoas. Eu não necessariamente sou a líder de todos a todo tempo. As pessoas que às vezes conhecem mais sobre o assunto, assumem esse papel. E o líder tem que realmente emplacar, apostar e enaltecer. Isso é muito bacana. Só que hoje a gente tem que correr atrás, né? A gente tem que correr atrás, porque é um exercício. E eu, só pra finalizar, na minha primeira aula que eu tive na Singularity, é uma frente que eu dificilmente esquecerei, mas a primeira tela era o Mestre Yoda. E vinha escrito, Unlearn to learn your needs. Então, é exatamente o que a gente tá falando. Desaprender pra aprender é preciso dentro da linguagem do mestre Yoda. Eu sei que nós não estamos no Star Wars, mas o mestre Yoda deu uma lição pra gente. para que a gente pegue o nosso sábado de luz e possa enfrentar o nosso dia a dia, ele deu. Diz, aprender para aprender nós temos. E essa talvez seja o grande início desse exercício chamado liderança, Taísa.
Glau, muito obrigada, muita saúde, muitas boas notícias para você durante toda a sua jornada e que você possa liderar mais líderes, que você já está deixando um legado, isso é inquestionável, e eu tenho muita alegria, muita satisfação em poder compartilhar dessa jornada contigo. Obrigada mais uma vez.
Muito obrigada, foi um grande prazer. Deixa um beijo pra você e pra todos aqueles e aquelas que vão nos ouvir. Beijo enorme!
Você que está nos acompanhando, de novo, lembrou de algum líder da sua vida? Eu lembro de alguns que me ensinaram demais em momentos super desafiadores e mostraram, assim como a Glau, como eu gostaria de ser e como eu não deveria ser. Se você reconhece algum desses personagens, marca aqui. Compartilha esse vídeo também. Assim, você também está semeando essas ideias que todos nós precisamos interiorizar. Obrigada pelo seu tempo e pela sua confiança. Até o próximo Interioriza.
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Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








