Chris Taveira: uma das mulheres mais influentes do marketing digital - Ïnterior Iza EP 30

Cris Taveira discusses her journey from Burger King marketing to building personal brands and digital businesses. She shares how she overcame bulimia and divorce post-COVID, emphasizing consistency and generating value before monetizing. Her advice: master your own narrative and think long-term.
Chapters
Que bom saber que você tá a fim de interiorizar assuntos que já passaram do tempo, né, e que podem nos levar para um estilo de vida mais saudável, mais sustentável. A minha convidada de hoje é a Cris Taveira. Cris, dá a mãozinha aqui para mim. Que bom que você tá aqui.
Obrigada, obrigada pelo convite, Isa, maravilhoso.
Nós estamos gravando esse podcast em São Paulo. A Cris não é de São Paulo, ela é de Goiás. E aí aconteceu um imprevisto no dia anterior dessa gravação. E aí o que você fez neste imprevisto? Conta pra mim o que aconteceu.
Aconteceu, Isa, que meu voo foi cancelado, né? E daí com o voo cancelado eu comecei a procurar passagem. R$5.000 passagem pra vir. Eu falei assim: "Ai, meu, vou pegar o carro e vou." E aí foi isso. Eu peguei o carro dirigindo 10 horas Eu peguei e vim, tô aqui.
Pronto. Por que que eu já quero começar aqui esse episódio contando essa situação que a Cris viveu? Porque às vezes acontecem situações que vão nos paralisar, que saíram do controle, imprevisto, é.
Acontecem.
Vamos sentar, chorar, arrancar os cabelos ou vamos buscar uma alternativa? Você tinha alternativa, você tinha carro, sabe dirigir, não é? Ao mesmo tempo, isso me mostra uma potência aí dentro desse corpinho, que é uma potência que tem dentro de todos nós. Mas às vezes, por medo do julgamento, do preconceito, sei lá o quê, a gente vai se encolhendo. Como é que você descobriu a sua potência da Cris Taveira?
Isa, é maravilhosa essa pergunta, porque quando eu saí, eu tava na estrada, eu falei assim: "Gente, que maravilhoso isso!" Saiu de Goiás? Quando eu tava saindo, tava pegando a estrada, e é um momento momento em que quando a gente tá dirigindo, a gente com a gente mesmo. Não dá para ficar no celular, não dá para fazer nada. E aí eu tava pensando nisso, eu falei assim: cara, é isso, meu, não deu de um jeito, a gente faz, a gente resolve. E aí eu fui pensando: cara, eu tô orgulhosa de mim.
Ai, que ótimo!
E eu acho que se isso acontecesse há uns 3 anos atrás assim, eu não teria feito. Eu teria desmarcado a agenda que eu tenho essa semana, eu teria feito alguma outra coisa que não essa essa aventura, que não é tanto uma aventura, né? É meu, eu vou simplesmente.
Excelente! Esse exemplo aparentemente simples já me dá aqui o ponto de partida, porque quando eu olho o seu Instagram, Cristaveira, gente, é C-H-R-I-S-TAVEIRA, Cristaveira. Aqui tá dizendo empresária, escritora bestseller, top 15 Hotmart, eu não sei nem o que que isso significa, marketing pessoal na era da influência, Mais 10 mil alunos. Mas quem que é a Cris Taveira 2023? Que versão é essa que está aqui no sofá do Interioriza?
Tá, essa é uma versão que, em primeiro lugar, se descobriu uma pessoa, né? Eu acho que a primeira coisa, eu sou mãe. E durante muito tempo, assim, a gente, nessa correria do dia a dia, nessa correria de empresa, tudo era prioridade. E não a minha vida, quem eu sou, é o que faz parte de mim. Os meus filhos fazem muito parte de mim, acho que eles são a melhor parte de mim. Então, a Cris hoje é mãe, é uma pessoa extremamente curiosa, inquieta, assim, pra resolver problemas. E uma pessoa que quer gerar um impacto positivo na vida do outro, sabe? Então, hoje eu tenho muita convicção, assim, da minha missão. E eu não tinha isso. Há 3 anos, como eu te falei, que eu tive uma reviravolta assim muito grande. Veio o COVID, foi uma história bacana. Então, eu vivia esse barulho do mundo, esse caos de ser empresária. Então, eu comecei lá atrás. A gente chegou a ser o maior franqueado do Burger King no Brasil. Eram 2 mil colaboradores, né? 70 restaurantes no grupo. Então, a gente vira e mexe virava à noite pra atender. Então, foram muitos perrengues, muitos perrengues. E aí, eu desacelerei. Eu falei: "O que eu quero?" "Quem é essa pessoa?" "Para onde eu vou?" E eu tive que tomar decisões bem difíceis assim, para poder me ter de volta.
Por exemplo?
Um divórcio. Então, eu tinha um relacionamento de 20 anos. E eu falei assim: "Cara, eu tô infeliz, eu tenho de tudo, moro numa casa incrível, tenho todas as coisas que eu sempre sonhei, por que eu tô infeliz?" E aí? Por que essas coisas não estão batendo? Eu falei assim: "Eu tava com saudade de mim". Sabe? Eu tava com saudade de olhar pra mim, olhar no espelho e me reconhecer. E aí, é uma coisa que... Eu peguei COVID. E eu comecei a pensar: "Cara, a vida é muito curta". E eu peguei em agosto de 2020. Que foi um estado onde eu tinha engordado 25 quilos. Então, fisicamente, eu também não me reconhecia. Porque eu sempre fui uma pessoa do esporte, eu sempre fui uma pessoa muito ativa. Então eu me olhava no espelho e falava assim: "Eu tô com saudade de mim". "Eu não sei por onde começar". E aí, eu tive bulimia. E aí, eu comecei a pedir ajuda, assim. Eu entendi que ninguém consegue te ajudar. Se você não quiser sair daquele lugar que você está, não tem ninguém que consiga te ajudar. E eu falei assim: "Eu vou dar um basta". E aí, o COVID me ajudou nesse ponto. De falar assim: "A vida é muito curta e sou eu que tenho que cuidar de mim". E aí, eu comecei essa busca. E no começo, muita gente estranha, né? "Como assim você tá tomando uma decisão tão radical?". E eu poderia ter ficado casada. O resto da vida, porque a gente se dava bem. Mas era aquela coisa de: "Me dá um tempo pra respirar, porque eu preciso me colocar em primeiro lugar". Porque é a empresa, são os filhos, é a casa, é o marido, é tudo na frente, menos a minha pessoa. E aí eu comecei essa jornada em busca de mim. E aí eu fiquei muito feliz, assim, de ter conseguido Chega onde eu queria.
Uma salva de palmas, senhoras e senhores, para Cris Figueira. Cris, se a gente estivesse aqui num teatro, com mil pessoas nos assistindo, que é a média aqui de cada momento em que nós estamos no Interioriza, provavelmente essas pessoas estariam te aplaudindo de pé. E essa viagem, quando você fala sobre se buscar, eu chamo de turismo interno. Boa! Assim como bullying já foi zoeira, burnout já foi neurastenia, autoconhecimento eu dou um outro nome que é o turismo interno. E esse turismo interno a gente evita ele por muito tempo, mas chega uma hora que não dá mais para fugir. Quando você fala: "Eu estava com saudade de mim", isso é muito forte. Quantas mulheres estão nos acompanhando, quantos homens estão nos acompanhando que estão Estão com saudade de si, mas não sabem nem por onde começar. Depois do divórcio, o que mais você teve que fazer para se reencontrar?
Bom, eu comecei a exercitar disciplina. Eu acho que esse foi o primeiro passo e foi, eu acho que é a dica assim para todo mundo que tá buscando esse caminho, é a disciplina de me exercitar. Então primeiro eu comecei a tomar consciência "Quem é a Cris?" Meu, é uma pessoa que é muito ativa, que gosta muito de trabalhar, que gosta muito de esporte. E 25 quilos acima, sabe, não tinha nada que me servia. Eu falei assim: "Eu vou começar pelo esporte, que faz parte de mim". E aí, eu tinha disciplina de acordar todos os dias 5 horas da manhã pra poder ir treinar. E eu encontrei uma personal também muito legal que me ajudou nesse processo. Que ela me fez enxergar uma visão positiva de futuro. Então, quando a gente tá começando nesse processo, eu tive muita dificuldade pra emagrecer. A gente fala assim: "Cara, eu quero perder 10 quilos, eu quero emagrecer tanto." Parece que quando você bate a meta, a tendência é de você voltar tudo de novo, né? E eu acho que intuitivamente ela fala assim: "Eu vou te entregar o melhor corpo da sua vida." Não interessa o tempo.
Onde essa moça tá? Aqui em São Paulo ou lá em Goiânia?
Goiânia. E ela falava assim: "Eu vou te entregar o melhor corpo da sua vida, faz o que eu tô te pedindo." "Não esquece o tempo, esquece a balança, esquece tudo. Só foca no que você tem que fazer hoje, amanhã, depois de amanhã, depois de amanhã." Preciso falar com essa moça, gente. "Um passo depois do outro, sabe?" E aí eu comecei a ter essa visão positiva.
Preciso de você. Não sei seu nome, mas eu já quero você.
E ela era muito dureza isso, porque assim, a gente que tem um perfil de empresária assim, a pessoa muito fofa não resolve muito. Então ela chegava assim: Ela falou assim, ó, deixa eu te falar, se chegar atrasada vai pagar 10. Se você começar a faltar—
Pagar 10 de quê?
Flexões.
Ah, flexões.
Se começar a faltar, não te quero como aluna porque eu tô com uma lista cheia de pessoas e pra mim é resultado. Se você não me entregar resultado, não me interessa.
Como é o nome dela?
Chama Cláudia. Cláudia Pereira.
Cláudia Pereira. E eu falei assim, cara, deixa comigo, deixa comigo que eu vou entregar resultado. Eu tô com uma dificuldade tremenda pra eliminar os quilos que não me pertencem. E aí a gente vai entrar aqui rapidamente nessa pauta só pra deixar aqui um recado importante sobre Sobrepeso, gente, não é estética. Sobrepeso é a porta que você abre para doenças que já estão na sua genética. Então eu tenho informações, né, na minha família de pessoas com diabetes, com hipertensão. Então eu não vou tolerar o meu excesso de peso, não é só porque as roupas não me servem, mas porque eu já sei que se eu bobear neste sobrepeso, aumentou 7, aumenta 8, aumentou 8, aumenta 9, aí você compra uma roupa maior, aí você muda o seu figurino para se ajustar. Eu tô nesse período. Mas como eu tô com 42 anos, o metabolismo muda, tudo muda, então eu preciso de um estímulo diferente, com certeza. Se você que tá nos acompanhando tá vivendo esse desafio também, eu vou gostar muito de saber o que que você já tentou, o que que você não tentou, qual é o seu medo. Porque com o tempo as coisas vão mudando bastante, fora e dentro.
Vai ficando mais difícil também.
Fora e dentro, né? Ô Cris, e aí você Nós nos conhecemos numa mentoria juntos com o Joel Jota. E você, nesta mentoria, falou muito do sucesso que você promoveu. Você comentou agora do Burger King, mas você também teve muito êxito ao trabalhar a imagem de outras pessoas.
Sim.
Queria que você falasse rapidamente delas pra gente falar mais tempo de você, que agora você vai investir em você.
Tá. Bom, eu, depois desse período, né, de entender quem eu sou, uma coisa que veio à tona é que eu tava investindo bastante em startup, em outros empreendedores também. Depois que a gente vendeu o Burger King, a gente fez uma grana legal. Eu falei assim: "Eu vou investir em startups." Só que eu falei assim: "Mas eu não sei fazer isso. O que eu sei fazer? Onde eu realmente consigo gerar valor?" É no marketing. Porque eu faço isso há 20 anos, eu era diretora de marketing lá do Burger King. Eu falei assim: "Então não tem que ficar dando volta." Sabe? Eu tenho que fazer o que eu sei fazer. E aí, eu conheci o Érico Rocha numa festa, que é um cara do marketing digital. Ele me chamou para um evento dele em São Paulo, eu vim e eu falei assim: "Eu vou fazer isso." Marketing para educação. Bom, tem gente fazendo vários nichos, vamos ver se funciona. E aí, eu fiquei estudando uns 6 meses e conheci um corretor de imóveis, que ele estava na internet, tinha 30 mil seguidores ali no Instagram. Tinha 100 mil no TikTok. Eu falei: "Será que essas técnicas funcionam pra pessoa? O que a gente aplica em empresa funciona pra pessoa?" E aconteceu que em 2 anos ele virou a maior autoridade, assim, celebridade do mercado imobiliário, né? Que é o Ricardo Martins. Então, foi um baita case. E é muito legal que pra pessoa, esse ecossistema de negócios, eu acho que ele é ainda maior. Porque existe um mar de oportunidades gigantescas a partir do seu próprio nome. E a gente é negligente em relação a isso. Então, quando o Ricardo começou a fortalecer a marca dele, a imobiliária que ele tinha 7 unidades na época, foram pra 37, vai bater quase 40 agora. Em 2 anos e pouco. Então, ele saiu de um apartamento de 80 metros quadrados pra uma casa de 5 milhões agora, sabe? Então, uma palestra que ele mal dava uma palestra, ele cobra 70, 80 mil reais numa palestra. Então é quando a sua reputação e os seus resultados, eles chegam primeiro. E aí você vai alavancando o seu nome, criando o que o Joel fala de ecossistema de negócio, né? Então é a tal economia da influência. E aí a gente, nesse processo, a gente se transformou numa das principais parceiras da Hotmart, né? Então o Top 15 Hotmart.
Hotmart é isso, viu, gente?
A gente tá entre as 15 agências maiores do Brasil. Lá na Hotmart. E aí a gente fez pra outras pessoas, pra Claudinha, que é a minha personal. A gente trabalhou com Facundo Guerra, com os cursos dele. A gente fez campanhas de branding pro Wendell Carvalho. Então, a minha veia é sempre olhar pra marca pessoal. E a partir dessa marca, ter um branding forte pra facilitar o trabalho do marketing. E aí a gente foi crescendo, a gente foi crescendo. Eu falei assim: "Agora eu quero trabalhar..." a minha marca para qualificar pessoas para que a gente possa lançar essas pessoas dentro da agência.
Volta. Você fortaleceu outras pessoas, outras imagens, outros ecossistemas. Agora você quer fazer isso com você?
Uhum.
Primeiro você.
É porque eu vou qualificar as pessoas para criar uma marca forte na internet. O que acontece? Muita gente fala assim: eu quero lançar um curso. Aí quando você vai ver, a pessoa não tem curso, ela não tem constância de postagem, ela não sabe quem ela é, ela não sabe quais são... Não tem conteúdo, não tem uma editoria de conteúdo. E aí ela acha que é simplesmente: "Ah, eu quero fazer um curso e vou ficar milionária." Não é sobre curso, é sobre educação a serviço de alguma coisa.
Perfeito.
E aí ela tem que ter constância, ela tem que mostrar que esse é alguém. Então o Ricardo funcionou muito porque A gente falava assim: "Ricardo, preciso gravar 100 criativos." Ele gravava. "Ricardo, eu preciso de 21 lives." Não tinha mimimi, Isa. Tinha assim: "É isso que você precisa, Cris? É. Então eu vou entregar." Então era isso. Não tinha esse espaço pra: "Ai, e se..." Não. Eu tô disposto a pagar o preço, tô disposto a fazer o necessário pra chegar lá.
É, isso que você tá dizendo é muito importante porque faz parte da complexidade do que você escolhe. Por exemplo, ah, eu quero trabalhar com manuseio de alimentos, eu quero ser chefe de cozinha. Aí vamos supor que você é contratado num hotel, num restaurante para fazer o almoço. A sua manhã estará comprometida. Então não adianta você reclamar que vai ter que acordar cedo para entregar o almoço que você se comprometeu. Mesma coisa que alguém, ah, eu quero trabalhar na aviação, mas eu tenho medo de altura. Faz parte da complexidade. Da aviação. Então eu tô querendo só trazer a questão do gerenciamento do estresse, das situações que fazem parte do jogo. A Isabela não quer falar jogo, ok, que fazem parte da sua escolha. Se a gente não olhar, como você falou agora do Ricardo, ah, ele não tinha mimimi porque ele sabia que era isso que a gente precisava. Nós não podemos reclamar daquilo que faz parte do que escolhemos. Faz sentido isso, Cris?
Muito. Mas eu acho que o problema é que as pessoas não têm clareza do que elas querem.
Ah, sim.
Então, primeiro é não ter clareza de quem você é, das suas principais competências. Mas ela não sabe o que ela quer. Então, a visão de longo prazo, ela traz muito o que você tem que fazer no curto prazo. E os sims e os nãos que você entrega durante essa jornada, eles têm que estar alinhados com essa visão de longo prazo. E aí as pessoas se perdem. Então tem 1 milhão de oportunidades que aparecem na nossa vida. E aí você precisa olhar pro longo prazo. Essa oportunidade às vezes não é uma oportunidade, é alguma coisa que tá, é um desvio.
Exato.
Que tá vestido de oportunidade.
Uma distração.
Uma distração que vai te levar pra um outro caminho. Mas se você não tem essa clareza, meu, fica muito difícil você resistir a essas tentações.
Isso.
Sabe, de dizer sim ou não pra alguma coisa.
Resistir às tentações, se incomodar com os imprevistos, se irritar com aquilo que faz parte do jogo, ou seja, daquilo que você escolheu. E esse mundo digital, eu acho curioso, né, Cris? Porque você saiu de uma— da liderança da divulgação de uma das principais empresas do mundo. E agora, com a internet, a gente, sim, de fato, tem um oceano de possibilidades. Mas temos que saber como isso funciona. Ninguém vai ficar rico de um dia para o outro. Não vai. Ninguém vai tirar um conteúdo da cartola, né? O conteúdo está dentro de você. Agora, se não tem conteúdo ali, então vamos estudar, vamos buscar um conhecimento, mas estuda antes de oferecer alguma coisa para alguém, né?
É isso. É um jogo de longo prazo. E você falou uma coisa que, como eu trabalhei com marketing, né? A vida inteira, antigamente, pra gente fazer uma campanha, eu precisava ir pra um veículo de comunicação. Então, eu fazia meu plano de mídia, tinha um orçamento, ia lá pra outdoor, TV, rádio, distribuía esse orçamento. E a comunicação acontecia em uma via só. Eu mandava mensagem, tinha um receptor ali, eu não tinha feedback, né? Só que com a rede social, com essa ferramenta que a gente tem na palma da mão, todo mundo tem um veículo de comunicação na palma da mão.
Com certeza. É isso.
E aí às vezes a pessoa encara a internet como um diário e perde uma oportunidade de se posicionar sem depender de veículos terceiros.
Com certeza, né?
Então quando a gente encara a internet de forma séria, sabe, meu Instagram é um veículo de comunicação a serviço de quê? E aí de novo vem a clareza. Sim, aí as coisas vão ficando cada vez mais fáceis.
Sim, o Instagram ser um veículo de comunicação pra gente não depender de terceiros.
Sim, então a sua história é importante. O desafio das marcas, inclusive, é humanizar suas marcas pra gerar essa conexão. Então quando a gente tá colocando um pouco da nossa vida, o nosso pano de fundo ali, as pessoas vão se conectar com a nossa história e com quem nós somos, com os nossos valores. Só que a gente pode usar mais, sabe? A gente pode gerar valor pra depois querer receber valor.
Isso.
E aí às vezes a gente não usa. Essa ferramenta na potência que ela pode ser usada.
Vamos repetir essa frase: gerar valor para receber valor. Cris, eu tenho encontrado muitas pessoas que trabalharam comigo no SBT, na Band, na Globo, pessoas que têm dezenas de anos de carreira e que estão aflitas porque não sabem que existe vida fora da emissora. Ao mesmo tempo, isso também acontece em executivos que ficam anos numa empresa, num segmento, e que E depois se sentem perdidos, né? Quando voltam para o mercado ou quando são desligados, etc. e tal. Então eu queria fechar aqui a nossa conversa, primeira de outras, tá? Que o seu voo não seja cancelado para você não ficar mais 10 horas na estrada. Mas qual então a mensagem que você gostaria de passar para quem está nos acompanhando e está vivendo essa fase de transição como você já viveu?
Eu acho que A mensagem que eu quero deixar é: meu, domina a narrativa. Você tem essa oportunidade de fazer isso e as pessoas vão te perceber de alguma forma. Só que você tem a opção de escolher como elas vão te perceber e mandar as mensagens certas, os estímulos certos para que você seja percebido com o valor que você quer ser percebido, sabe? Senão vai ser uma coisa aleatória, você vai deixando a vida te levar Você não vai construindo carreira. E às vezes, quando você tá dentro de uma empresa, você não se preocupa em colocar luz nas coisas que você faz. E outras pessoas se apropriam disso no seu lugar.
Ui!
E aí você perde a oportunidade de falar assim: "Meu, isso aqui fez parte da minha jornada aqui dentro". Porque você simplesmente não fala.
Você simplesmente não fala, né? E com a internet, se bem usada, você pode falar cada vez pra mais pessoas. E aí usar a sua história para inspirar outras histórias. Mas não fazer da sua história sua história ou produto.
Exatamente.
Que aí ele não se sustenta.
Não, não. Como se diz, ninguém quer saber da sua história. O que a sua história pode contribuir na minha jornada, na jornada do outro, né?
Perfeito. Quanto mais a sua aparência tá distante da sua essência, mais insustentável fica o trabalho, né? Então, quando você fala, ah, a turma tá querendo ganhar milhões, fazer do zero, Mas se não tiver a ver com a sua essência, a internet não perdoa. Como você falou, o longo prazo não se sustenta.
Não sustenta e a internet não perdoa, ninguém consegue segurar a máscara por muito tempo.
Isso.
Sabe, chega um ponto que o seu esforço para fazer isso é tão pesado que ou você surta ou—
É insustentável. É insustentável. Minha querida Crista Vera, estamos já chegando perto dos nossos 30 minutos.
Vou.
Foi um privilégio te ouvir. Imagina. E olha que eu já te conheço e descobri aqui coisas bem inéditas, bem legais. Eu tenho certeza que muitas pessoas que estão nos acompanhando também estão curtindo. Por onde elas te seguem, te acompanham?
Pelo meu Insta. Tá. @cristaveira.ch, né? Se pode complicar, pode.
@cristaveira.ch. Deve estar aparecendo aqui na tela também, não é? Cris, obrigada.
Obrigada, Isa. Foi um prazer.
Boa sorte.
Pra nós.
Boa viagem nesse turismo interno que depois que começa não tem fim.
Não tem não.
Não é? Você que está nos acompanhando, está a fim de fazer turismo interno? Se tiver, deixa aqui um comentário, se você tiver alguma dúvida, como é que a gente dá o primeiro passo, tá? E a gente se encontra então no próximo Interioriza com ideias que já passaram do tempo, né? Da gente assimilar. Até mais.
Até.
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