Cintia Bedin - O propósito começa com o buscar a si mesmo! - RECAP 2023

Isabela and Cíntia Bedin discuss finding your purpose through self-reflection and movement. Bedin argues that purpose starts with seeking yourself, and that aligning your heart and mind is essential to overcoming fear and victimhood to pursue your true calling.
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Salve, salve! Seja bem-vindo, bem-vinda ao Interioriza. A partir de agora, você vai receber informações em sites, vai ouvir histórias que podem te levar a uma viagem sensacional. Sabe pra onde? Pra dentro. É turismo interno, é o que eu promovo aqui no Interioriza. No primeiro programa, no primeiro episódio, o Geraldo Rufino falou muito sobre propósito. Então, atendendo a pedidos, depois que muitas pessoas perguntaram, vamos falar mais sobre isso? Vamos! Então, quem eu trouxe para o interioriza de hoje, Cíntia Bedim. Querida terapeuta integrativa e analista junguiana, coisa mais chique, minha querida, obrigada. Que bom ter você aqui.
É um prazer, é tudo meu.
E o nosso cenário está hoje diferente, não é? Com uma orquídea linda que eu recebi de presente, vou deixar ela aqui, tá?
Essa é de estreia, hein?
De estreia.
Que te abençoe imensamente. Olha só, violeta, violeta.
Não é?
Não é? E que a luz violeta banhe esse seu caminho de propósito incrível que você tá trilhando. Né, Bela? Eu fico feliz e orgulhosa. Nós comentamos sobre isso em ConStory e é a minha paga ver quando as pessoas sobem a montanha. Porque o mais difícil por aqui é que cada um aceite o seu propósito. Vencer a resistência é possível. E nós estamos aqui para provar isso. Como muitas pessoas. Como o Gerardo Rufino, que você entrevistou recentemente, não é? Esse é o homem-resiliência. E eu tenho uma história de resiliência, você tem uma história e todos nós temos.
Sim. Cintia, para quem ainda não te conhece, deixa eu te apresentar. Porque muitas pessoas sabem que da minha demissão nasceu a minha missão. E eu só entendi que o meu propósito estava neste movimento graças às suas orientações. Então a Cintia, ela tem o dom O seu propósito, o propósito da Cíntia é orientar outras pessoas a viverem de acordo com o seu propósito. Mas, Cíntia, eu tenho certeza que muitas pessoas que estão nos ouvindo pensam assim, como que eu encontro o meu propósito? Posso ir no mercado e falar, me dá um clue de propósito? Será que eu vou estar andando na rua e o propósito chegou? Como é que a gente descobre o propósito? Tem que ser só com uma demissão, por exemplo, como aconteceu comigo? Como pode ser um processo com menos dor?
Muito bem. Falar sobre propósito, Isa, não dá pra falar sem propósito, sem consciência, sem adentrar pra dentro do seu coração, pra dentro da sua alma. Hoje tá tudo muito superficial, né? Mas se a gente for partir de quem somos nós, quem somos nós humanos nesse planeta, Se a gente for pensar como humano, a gente aprende lá na escola que é chegar e cumprir uma função biológica, não é assim? É nascer, crescer, envelhecer... Não, antes tem reproduzir, não é mesmo? E depois envelhecer e morrer. Pois é, e se eu te disser que esse tá longe, muito longe do seu propósito do ser humano? Porque o ser humano, ele tem a capacidade dentro do reino animal que nenhum animal tem. Cada coisa na natureza desenvolve o seu propósito. Essa orquídea, por exemplo, ela não pensa assim, se eu abrir completamente eu vou morrer. Não. Ela abre, esse é o propósito dela. Ela entrega pra nós essa perfeita beleza. E nós, como humanos, será que a gente está entregando tudo o que a gente tem? Para poder realizar o nosso propósito, a gente tem que entregar tudo o que tem. Só que, para eu entregar o que eu tenho, eu preciso saber quem eu sou. E quem eu sou, eu só descubro a partir do momento que eu começo a me despir do meu ego. Porque o nosso ego é necessário. Quando a gente chega aqui, a gente ganha um nome, um sobrenome, uma família. E aí, então, a gente vai se identificando com coisas que eles nos apresentam. E nós mesmos elegemos eles antes de chegar, então a gente precisa deles. Porém, num segundo momento de vida, a gente precisa ir se despindo deste ego, dessa identificação, porque este personagem que vos fala é o meu ego. E eu apresento ele ao mundo, porque o ego é a forma que a gente se apresenta ao mundo e tá tudo bem com isso. Mas eu, comigo mesma, preciso saber quem existe por trás do meu ego, quem sou eu na minha alma. Porque eu digo que pra você encontrar o seu propósito, você precisa ter os dois dos sete corpos ou dos sete veículos alinhados, como dizem as medicinas orientais. Então, corpo mental e corpo emocional, eles precisam conversar. Vou te explicar isso. Nosso coração tem 40 mil neurônios. É por isso que ele se magoa, inclusive. Ele sente mais do que o físico, não é? Que ele bombeia o fluído da vida, o sangue. Mas ele se magoa, ele sente. Dizem por aí que não existe câncer de coração. Eu já atendi dois casos. Porque ele se magoa. Então, o coração, ele é o centro da nossa vontade. Ele é o centro da alma. Como diria a medicina chinesa, ele é o nosso Shen. Mente, coração em alinhamento. Quando o coração tem uma vontade divina e envia Para a mente, a vontade divina, a mente que é o nosso piloto de bordo, nosso computador, nosso Waze. O que a mente vai fazer? A mente vai criar um plano de ação para chegar onde o coração quer ir. Então, quando eu tenho o coração e a mente em alinhamento, eu consigo me dirigir para o meu propósito. E não é assim, eu vou até o mercado e compro um quilo de propósito, porque se fosse seria muito fácil. Então, o propósito só aparece com o movimento. Quando a gente está em movimento, caminho, o caminho se abrirá. Então, o movimento da vida, ele geralmente vai te direcionar para onde você precisa ir. E é nessa caminhada, então o propósito inicial é a busca. Enquanto a gente não decidir olhar pra dentro e buscar, a gente pode esquecer de falar em propósito.
Então, na verdade, o propósito começa com buscar e não com encontrar.
Começa com buscar. Começa com buscar a si mesmo, olhar pra dentro, interiorizar. interiorizar, assim como você fez e como muitas pessoas fazem, frente a uma dor. Eu atendo casos de preparo à morte e percebo que essas pessoas, quando chegam no abismo, olhando para a morte, elas têm uma vontade absoluta de vida. E aí eu pergunto, por que precisa chegar na beira do abismo? Porque não olhar para a vida antes? Então, quando a gente decide olhar pra vida antes de chegar à beira da morte, a gente tem uma probabilidade imensa de possibilidades pra criar. E aí as pessoas falam, mas só com dor dá pra fazer isso? Como foi o seu caso? Como foi o meu caso? Então, eu diria, a dor, ela é um veículo que vai movimentar você até uma solução. Como diria Platão, a necessidade é a mãe da inovação. E nós transformamos isso, que a necessidade é a mãe da criatividade. Sim, como criar? Se eu não tenho um problema, como eu soluciono? Então nós, seres humanos, nos colocamos de frente às experiências que precisamos. Então, tudo que a gente passa faz parte do nosso propósito. Nada, absolutamente nada está fora. E se você começa, você tem uma intenção de se colocar na frente do seu propósito e começa a desviar do caminho, vem a vida e te empurra de volta para o seu propósito.
Entendi.
Esse é o nosso contrato de alma.
Entendi. Nossa senhora, pera lá gente, eu tô aqui no meu quaderninho, eu preciso anotar tudo porque são informações que podem transformar a minha vida, a sua vida e de quem você quer bem também que vai compartilhar esse vídeo. Ô Cíntia, pera lá, contrato de alma. Antes da gente entrar aqui no contrato de alma, deixa eu voltar aqui uma coisa. Isso aqui, gente, é resquício da TV, tá? Porque tudo eu tenho que anotar, então tá anotado aqui. Entendi que quando o que eu penso e o que eu sinto estão alinhados, eu me coloco em movimento e neste movimento, para buscar o meu propósito, aí eu encontro. Agora, se eu saio de casa já com aquela angústia de vou encontrar meu propósito hoje, aí pode ser que não dê certo. Deixa eu ver aqui com a turma que está nos acompanhando. Você está em alguma transição de vida? está vivendo num contexto que já não está servindo mais e está buscando propósito, provavelmente você deve estar vivendo um pouco de angústia. Porque angústia, né, Cíntia, que também nos dá aquele incômodo e as pessoas não sabem nem por onde começar. Então, o que já passou do tempo da gente interiorizar sobre propósito? Afinal, quem está nos acompanhando começa fazendo o quê?
Passou do tempo, Bela, da gente olhar pra arte de viver. Enquanto a gente olhar pra vida como um sacrifício, não vai funcionar. A arte de viver está completamente conectada à nossa consciência. Porque quando eu interpreto o mundo de uma forma a buscar soluções e não me emaranhar com o problema, se eu só focar no problema, eu faço um contrato de alma com o problema e não com a solução. Então, onde estão os seus contratos? Quais são os seus contratos de alma? Porque pode perceber, as pessoas que repetem experiências estão conectadas ao problema e não à solução.
Repete.
Pessoas que replicam as experiências estão conectadas ao problema e não à solução. Repetição de experiência é conexão com a dor. Então, quando eu percebo que... Por que que acontece isso direto comigo? A vida tá tentando te dizer que não é por aquele caminho. Mas, muitas vezes, o contrato com a dor, ele te dá uma sensação de zona de conforto. Por quê? Porque eu conheço só aquilo. Então, eu escolho, de maneira inconsciente, às vezes até consciente, sofrer mais daquilo do que tentar algo novo.
Contrato de alma. Explica mais.
Nossos contratos de alma, eu acredito que começam a acontecer antes da gente chegar aqui. Então, sou espiritualista, acredito em reencarnação. Então, pra quem não acredita, ok. Eu também. Mas, eu acredito que existia um plano de ação antes da gente chegar aqui. Tudo que começou aqui não começa exatamente aqui. Quando você vê uma pessoa genial na arte, na música, na dança, na filosofia, um professor, aquilo é uma construção. Vão ser algumas encarnações para você construir aquela genialidade toda. Assim como para, por exemplo, declinar, também são algumas encarnações. Uma pessoa apática, por exemplo, 3 a 4 encarnações sem dar bom dia para ninguém. Se recolhendo. Tudo é construção o tempo inteiro.
Construção o tempo inteiro. Então vamos lá, gente. Mais de 10 minutos de interioriza e a Cíntia já trouxe aqui uma avalanche de informações que, como você já sabe, quando o ouvido tá pronto, a mensagem chega. Eu amo essa frase. Não é minha, tá, gente? Tá no livro Caibalion. que tem mais de 6 mil anos de conhecimento e que, inclusive, eu acho que a gente se conhece de lá, né, Cíntia?
Provavelmente.
Vamos deixar isso para um outro programa, porque senão vai misturar tudo, né? Estou falando de propósito, né? No próximo a gente fala sobre...
O propósito que começou lá, a gente está trazendo para cá. Perfeito.
Você sente isso?
Sim, opa!
Olha eu fugindo aqui do propósito deste programa, né? Ci, muitas pessoas me perguntam, muitas mulheres, inclusive, que estão vivendo transições de vida. Ah, transição de carreira. Na verdade, é uma transição de vida. Você estava seguindo por um caminho, não está mais satisfeito nesse caminho, você quer mudar. Mas aí, tem medo. Muitas pessoas têm medo de sair de um aquário e esquecem o tamanho do oceano. Então, minha querida, como é que a gente explica propósito? É talento? É o seu melhor? Eu me lembro que o Geraldo Rufino falou aqui que empreender é oferecer o meu melhor.
Sim.
O que eu empreendo é o meu propósito? É o que eu tenho de melhor que aí eu ofereço? O que eu faço que é prazeroso?
Se você perceber, Bela, o dia inteiro a gente precisa das pessoas.
Claro.
O dia inteiro enquanto nós estamos aqui, tem alguém cuidando dos nossos filhos, ou é o filho que acompanha, ou na escola, a professora com eles. Então assim, nós já vivemos uma rede, uma conexão entre as pessoas. E cada uma entrega algo que está servindo. Servindo a quem? Servindo a vida. Então, caso a pessoa trabalhe com algo que ela entenda, que aliás é muito estressante pra mim, ou estou muito cansada, não quero acordar, esse é um bom sinal de estresse ou de estafa, né? Não quero levantar pra fazer isso. Tá na hora de rever aquilo que se faz. Porque aquilo que se faz com amor é o seu propósito. Aquilo que você faz com amor, com a tua alma, é o teu propósito. E as pessoas não podem esquecer sempre do equilíbrio. Você realiza o seu propósito, eu realizo o meu propósito. Não é por isso que a gente não se cansa.
Opa!
Então assim, realizar o propósito não é entregar tudo e não sobrar energia nenhuma pra você. É você fazer com amor e se abastecer da energia que você entrega. E quando você tá conectado à sua alma, você encontra o seu sentido de vida, e quando você oferece desse sentido pro outro, você realiza o seu propósito. Quando eu falo de propósito, as pessoas acham que é uma coisa gigantesca, né? Como um Mahatma Gandhi, um Buda, não é isso. Propósito vem desde da pessoa que teve a sutileza de cultivar uma orquídea, esperar nascer e colocar dentro de um vasinho, uma muda, com todo carinho, pra oferecer pra alguém, né? Ou pra levar pra quem distribui. E quando a pessoa faz isso com amor, e sente que foi bem feito, é o seu propósito.
Entendi.
Eu duvido que quem trabalha com flores não sente que siga o propósito.
Não tem o propósito de cuidar da natureza.
Cuidar da natureza. Então o propósito, ele não tem pequeno, médio ou grande. A vida é uma grande engrenagem e cada um é uma peça dessa engrenagem. Só que cabe a cada um saber que peça é. E eu não vou saber se eu não me interessar por mim. Eu preciso me interessar. A consciência não se terceiriza. Então, a consciência, ela vem a partir dos movimentos. Geralmente, qual é o movimento da vida? Dor.
Quando você fala sobre se conhecer, pra você identificar o propósito, por isso que eu tenho muito medo, e eu já estive nesse lugar, de plano de carreira. Ah, eu não vou ficar nessa emissora porque não tem plano de carreira. Rapaz, quem tem que fazer o plano de carreira da sua vida é você, não a empresa. Não é? Não é isso, Si? Então, são ideias que nós vamos acompanhando ao longo da jornada, que se você não para para analisar e falar, opa, eu não preciso repetir essa ideia porque tá errado. Quando você colocar a sua vida nas mãos de uma outra pessoa para que ela decida a sua carreira, Pode ser que dê ruim, pode ser que dê certo, mas, cara, pela minha experiência, eu tenho visto que isso pode ser bem perigoso.
Sim, é. Quando as pessoas chegam pra mim e dizem, eu estou no movimento de transição, estou perdida por isso, eu falo, que bom.
Agora você vai se achar.
Agora sim. Agora é o teu momento. de olhar e colocar na balança tudo o que você sabe fazer e que é bom pra você e que você reconhece como capacidade, talento, habilidade e dom. Quando eu falo de dom e as pessoas acham que é um negócio enorme, não, o que você faz com facilidade? A Bela tem uma facilidade enorme de comunicar, não é? A Cíntia tem uma facilidade enorme de entender até o inconsciente. Mas isso começou agora? Não, minha primeira formação é Educação Física. Eu comecei na área da saúde porque eu queria alguma coisa na área da saúde, eu só não sabia exatamente o quê. Filha de um pai caminhoneiro, mamãe do lar, decidi educação física porque era o que eu conseguia pagar trabalhando em dois empregos. Então, eu fui construindo, eu estava em movimento. Tinha muito curso que eu queria fazer na medicina chinesa e eu não tinha dinheiro para pagar e eu dizia, o que eu posso fazer para te ajudar, para você me ensinar isso que você faz? E assim foi. Então, aos poucos, eu fui construindo e ainda estou. E eu posso te dizer que eu não tô nem na metade do caminho.
É uma delícia quando a gente tem esse feeling de, olha, tudo que eu fiz até aqui, ok, mas a partir daqui, todos nós vivemos num universo de possibilidades. E o universo é muito maior daquilo que a gente tá vendo. Ô, Cíntia, você falou sobre dom, talento. O que eu faço, fácil. O que eu faço, fácil. Outro dia eu ouvi alguém dizendo assim, a propósito é aquilo que eu faço fácil, ou faço fácil não, que eu faço, que eu faria até sem ganhar dinheiro. Mas nós vivemos em um contexto em que o retorno financeiro é fundamental até para o seu processo de valorização. Então, para quem está nos acompanhando e está pensando que propósito é ser voluntário ou um trabalho com a filantropia, etc., não. O propósito, então, é o que você faz fácil, que você até faria de graça, Mas você tem valor por aquilo.
Sim. Inclusive quando a gente domina um conhecimento, a gente tem uma responsabilidade sobre ele. E a gente tem sim que repassar. Então, tem um livro chamado Amor, Medicina e Milagres. E no fim do livro, o autor, que é um médico, estudou alguns grupos com câncer, ele diz assim, eu chego à conclusão que o sentido da vida é servir, porque quem não serve, não serve pra nada.
Repete.
Eu descobri que o sentido da vida é servir, porque quem não serve, não serve pra nada.
Faz sentido essa frase pra você, gente? Quem não serve, não serve pra nada.
Na canela agora, hein?
Ah, chute na canela. Eu adoro, adoro. Minha canela tá toda roxa, viu, gente? Porque se tem uma coisa que eu gosto, são essas mensagens que chegam de forma bem direta pra gente. Porque se vive tanta ilusão, é tanta mentira, é tanta facilidade que se vende nas farmácias, né, de saúde, de autoconhecimento, e não é por aí o caminho.
De jeito nenhum. Até porque, quando as pessoas olham para o tamanho da palavra propósito, assustam por quê? Porque nós vivemos numa sociedade que esvaziou as palavras. Nós perdemos o sentido das coisas. O propósito é aquilo que está à frente, aquilo que deve ser buscado. Como eu encontro uma coisa que eu não estou procurando? E quem dentro de mim vai procurar? Quem dentro de mim decide buscar melhorar todo dia? Nós somos seres em construção. Ninguém chegou do nada, né? Éramos uma celulinha que foi se dividindo lá, meiose, mitose, etc. Nove meses, né? Nove meses dentro de um aquário. Não é mesmo? Captando tudo. E como diz Young, nós não nascemos tabula rasa. Nós já nascemos com um conteúdo inconsciente ali da mãe, do pai, da família. Mas nós vamos aprendendo ao longo da vida. E ninguém nasceu andando, nem falando assim. Então, tudo é construção. A gente não precisa ter pressa pra chegar ao propósito. A gente precisa ter interesse em buscar.
Sim. Outro dia, eu ouvi o Karnal falando sobre treino. E tropeços, né? Ele dizendo assim, poxa vida, eu aprendi a andar faz muito tempo, o Leandro Karnal dizendo, tá gente? Eu aprendi a andar faz muito tempo e nem por isso eu estou blindado de tropeçar. Achei fantástico, porque vamos nos habilitando, construindo, conhecendo, mas isso não significa que os altos e baixos não ocorrerão.
Correrão e muitos. Só que quando você tem consciência, quando você sabe quem você é, você tem uma estrutura interna. E quando eu digo você sabe quem você é, não é algo fechado. É algo ainda em construção. Mas você tem uma estrutura e uma resiliência que aquilo, aquele tropeção, você vai levantar rindo e vai seguir. Aquilo não vai demover você do seu propósito. Então, na verdade, a consciência é a tua estrutura base. Para todo o resto, o autoconhecimento, as pessoas pensam que é saber o que gostam de vestir, de comer, de viajar, de conhecer. Tá bom, também faz parte, mas é a busca com a sua alma, o que o seu coração fala o tempo inteiro para você. Qual que é o chamado? Você acorda e dorme pensando no quê? Você levanta todos os dias de manhã para fazer o quê? Qual é a tua motivação? O que te tira da cama?
Então, pra quem está nos acompanhando, tem que levar em consideração o que faz fácil.
O que é simples, não? O que é simples. Todo mundo olha e fala, nossa, como é fácil isso pra você?
Tipo, uma pessoa que cozinha bem. Ela cozinha fa... Gente, eu... Olha... Quando eu pergunto pra minha sogra, que cozinha muito bem, ela fala, não, coisa simples. Peguei isso aqui com aquilo, tal, tal... Era, deixou anotar. E isso pra mim não é fácil. Este não é meu propósito. Percebe? Então, pra quem tá nos ouvindo, se olha bem pra essa câmera aqui, ó, e fala assim, ó. Então, elementos que podem ajudar nesta busca do propósito. O que você faz fácil.
O que você faz fácil. O que você fazia e quais eram suas brincadeiras da infância. Brincava do quê? Tem gente que me fala, eu não lembro da minha infância.
Eu não lembro.
Você não brincava, jornalista?
Ah, eu anotava as coisas. Ah, anotava um monte.
Anotava as coisas, continua anotando, né?
Isso é uma brincadeira, né, gente?
Ah, claro que é.
Naquela época era?
Você não era um espiritinho num corpinho de criança, você era um espírito num corpo pequeno.
Sim.
Seu espírito já tinha um tamanho quando chegou aqui, já mudou.
Ok.
Então tem essa recordação, né?
Brincava do quê? Então, o que você faz fácil, brincava do quê?
Brincava do quê? Qual é o seu chamado? Quando você olha pra alguma coisa, alguém fazendo alguma coisa, seu olho brilha e você fala, como eu queria aprender isso. Por que não aprende?
O que está te impedindo?
O que está te impedindo de buscar? Ah, mas eu não tenho dinheiro. Gente, pesquisa na internet, pelo amor de Deus. Hoje todo mundo ensina algo de graça para alguém. A gente vive hoje um mundo de tecnologia que apesar de ser muito estímulo o tempo inteiro, a gente tem coisas maravilhosas à disposição. Nós temos ONGs, nós temos pessoas que trabalham oferecendo algo e servindo a vida também de forma gratuita.
Então, eu vou elencar aqui quatro coisas. O que você faz fácil, brincava do quê, qual o seu chamado, ou seja, pelo que você se interessa e o que você faria até de graça.
Exatamente.
Mas que você vai monetizar, porque nós vivemos em um mundo em que trocamos o nosso tempo, o nosso talento por dinheiro.
Sim.
For esta moeda dinheiro, vai ser essa troca. Se nos nossos últimos cinco minutos você acha que é preguiça. Ou é uma crença equivocada? Quando eu falei agora há pouco, né? Ah, essa empresa não tem plano de carreira. Você acha que viemos de um contexto em que muitas pessoas entregavam nas mãos de uma empresa a sua carreira ou é preguiça? Porque eu vejo muitas pessoas, vamos lá, vejo muitas pessoas reconhecendo tudo isso aqui que a gente falou. Ah, mas eu tenho boleto para pagar. Tem, todo mundo tem. Então, quais são os movimentos que você vê de resistência no seu consultório, de pessoas que estão ali na cara do gol, na cara do propósito, mas, não, eu vou ficar aqui, quietinha, sofrendo?
Então, eu diria que a preguiça, ela é um anexo do medo. E quando esse medo começa a crescer demais, é um medo congelante, vira pânico. Porque medo, quem é corajoso também tem medo. O que é coragem? Agir com o coração, não é assim? Então, quando a gente age com o coração, a gente vai com medo mesmo, porque o coração está nos levando. Então, as resistências, o medo. A adaptabilidade, e preste atenção, porque isso usado com equilíbrio é sensacional. Porque quando a gente se adapta ao ruim, a gente acha que aquele é o nosso normal. Mas o ser humano tem uma condição de se adaptar muito facilmente, a gente só não pode fazer disso uma zona de conforto. Então, não é o que eu quero, mas daqui 20 anos eu me aposento e acaba. Já escutei isso? Que péssimo não, né?
Então, quando eu falo preguiça, na verdade, é medo.
É medo. Porque, na verdade, assim, a preguiça vai acontecer? Vai. Quando eu já tenho uma condição e eu tenho que começar do zero para alcançar meu propósito, aí tudo bem, pode até rolar uma preguiça, mas eu acho que a preguiça está sempre embutida no medo. Sempre, o medo do novo, o medo de errar, o medo da instabilidade, o medo do que vão pensar. A gente foi treinado pra isso, né? Imagina, gritando aqui, o que o vizinho vai pensar? A gente foi treinado pra isso, nós somos programados pra ter medo de avançar. Desde muito cedo. Tem um vídeo na internet de uma criança brincando com uma cobra. Mas ninguém contou para a criança que ela precisava ter medo da cobra, não foi? Ela estava brincando com a cobra e a cobra passava e ela alisava a cobra. O medo é aprendido. Os adultos ensinam a gente a ter medo. Então, claro, o medo é necessário. Eu acho o abismo lindo, mas não vou me jogar nele, o medo serve pra isso. Ele te limita pra impedir, protege, limita pra você não se lançar ao perigo extremo. Mas assim, é arriscado tentar mudar o caminho? Todos estamos no risco, porque nós aceitamos a vida. Aqui é pra gente corajosa, aqui não é pra qualquer um.
Então, a vida é correr riscos, mas aí a gente não quer correr risco. Porque o que eu mais ouço é da turma dizendo assim, mas Isabela, eu tenho boleto pra pagar, eu tenho isso, tenho aquilo. Então, crachá e emprego, você pode ter vários. Vida é uma só. Pra não chegar, então, às vésperas da partida e falar, Mas eu podia ter feito. É a música do Titãs Epitaph.
Exatamente. E tem mais uma resistência, que essa é a pior de todas. Vitimismo.
Ah, adoro.
Vitimismo. Então tem gente que veste a capa da vítima. Ai, me aconteceu isso, aquilo, aquilo. Eu acho que o mundo não é pra mim. Que a vida me judia. E daí veste a capa da vítima. E fica lá, lançado ao vitimismo. E esse lugar faz sucesso, porque sempre tem quem alimenta as vítimas. Coitadinho de odiação. Eu falo que vítima não prospera. Não prospera. E não tem como prosperar. Mas, às vezes, o vitimismo se torna um ganho secundário. O que é isso? Quando o meu inconsciente adora essa ideia, e aí nunca mais sai daquele lugar. Por isso que eu disse, tudo é uma construção, inclusive as encarnações. Porque você pode escolher, por livre arbítrio, ficar a encarnação inteira sendo vítima. Ou resolver sair do vitimismo e falar, não, peraí, eu tenho força, eu sou filha de Deus, eu tenho uma centelha dentro de mim que me move. E escolher usar essa energia que todos temos. Todos temos 86 bilhões de neurônios no cérebro. Por que que uns usam de forma A e os outros decidem não usar? Mas as pessoas se adaptam.
Sim. Eu, quando você fala de vitimismo, eu me reconheço muito porque por muito tempo eu me coloquei na cadeira de vítima. Muito tempo. Houve um tempo em que eu não tinha consciência. Depois eu tinha consciência e tinha vergonha. E hoje eu já sei exatamente como sair da cadeira da vítima e ir pra cadeira de aprendiz. Mas foi uma construção.
Mas esse era um movimento interno seu. Posso abrir um parênteses?
Claro.
Dentro da nossa terapia, nunca te vi como vítima.
Te vi.
Nunca te vi como vítima. Mas esse era o seu movimento de brigar consigo mesma porque estava enlutada. São movimentos diferentes. Então, quando a gente passa um trauma, você tem um tempo de elaboração de luto. Isso não é vitimismo, isso é necessário. Passou o luto, passou a dor, aí tudo bem, não tem porquê continuar na dor a vida toda. Então, eu me levanto do caminho. Seu movimento, olhando de fora, no consultório terapêutico era luto. Não era vitimismo.
Aí, gente, ganhei o dia, ganhei agora, poupei vários anos de terapia. Então, o que você está me dizendo, para a gente encerrar, é o seguinte, aconteceu uma situação que não foi como eu esperava. Eu vou viver um luto daquilo, porque eu criei uma expectativa.
Sim.
Esse lugar que uns chamam de vitimismo pode ser só o de elaboração.
Digerir, entender a experiência e o pra quê dessa experiência. Isso vai trazer uma lição. para que você abra novamente a porta da continuidade da sua construção.
Aí é o papel de aprendiz.
Exatamente.
Agora, se depois do luto eu ficar lá patinando, remoendo, ruminando, como muitos médicos inclusive usam esse termo, da ruminação, aí sim eu entro no papel de vítima.
Aí, vítima.
Ai, senhoras e senhores, então para tudo, breaking news, né? Então é situação que não é nem que fugir do controle, porque tá tudo fora do controle, menos a sua respiração, Viveu uma situação que não foi como você esperava, luto. Depois desse luto, você pode aí sim se colocar como vítima ou aprendiz.
Exatamente. Aí você se levanta e decide. Eu quero viver essa dor igualzinho o primeiro momento dela, o resto da minha vida. O nome disso é sofrimento, porque dor só tem uma. Ou eu entendo que doeu e eu fui lá e neutralizei, elaborei, entendi, compreendi e sigo em direção à minha construção. O nome disso é perdão.
Poderíamos agora começar um novo episódio sobre perdão, mas vai ficar para o próximo encontro com a Cíntia Bedim, porque assim como eu, você também deve estar encantado por tudo que ela compartilhou aqui conosco. Cíntia, perdão. Perdão, então, por acabar o nosso programa no tempo que nós combinamos, mas... Vou.
Pensar se eu te perdoo.
Tempo é combinado, né? Vocês sabem que eu prezo muito, eu respeito muito o tempo que é combinado. São os contratos de tempo, né? Você falou dos contratos, nós damos contratos de tempo. Então, nós falaremos sobre perdão adiante. Pra quem está nos acompanhando e quer continuar te seguindo, quais são os seus canais? Olha aqui pra essa câmera e conta pra nós.
Terapeuta Cintia Bedim e no próprio Instagram, né? Você encontra o meu canal do YouTube, eu sou Caminho da Consciência.
Que tem meditações semanais.
Meditações semanais e a aula da meditação.
Sensacional. Minha querida, o que você quer brindar?
Eu quero brindar o nosso propósito de levar o propósito até todo mundo.
Saúde a todos. A Cíntia já passou já os canais dela. Vai ser muito bacana ter você conosco nessa jornada. E a gente se encontra no próximo episódio. Espero que você se dê tempo e chance de interiorizar o que nós falamos hoje. Até mais.
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