Com a lindona @fabianascaranzioficial

Isabela Camargo talks with Fabiana Scaranzi about her shift from ballet dancer to journalist and entrepreneur. Fabiana discusses resilience, self-discovery, and her new course for women looking to reinvent themselves.
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Olá, boa noite, seja bem-vindo, bem-vinda a mais um bate-papo, a uma prosa muito boa nesta sexta-feira, 11 de setembro, seis e meia em ponto. Tudo bem, Lulu? Me ajudou, né, a divulgar essa live. Lu Alves, muito obrigada. Suelen. Adriana, sejam todos muito bem-vindas, muito bem-vindos. Hoje nós vamos conversar sobre a hora da mudança. Aliás, gente, tem dia melhor do que uma sexta-feira para a gente falar sobre mudança? Quando é a hora certa? O que a gente precisa? aprimorar para ter segurança para mudar. A minha convidada de hoje é uma mulher que eu admiro muito, ela inspira muitas de nós com certeza, ela inspira homens e mulheres porque vive um modelo de vida que a mim pelo menos interessa bastante e está sempre nos ensinando. Eu tenho o privilégio de dividir tela aqui em alguns instantes com a Fabiana Scaranzi. Muitas pessoas conhecem a Fabiana da TV. Ela passou pela TV Globo, ficou mais de 10 anos como apresentador e repórter dos principais jornais, também esteve na TV Record apresentando o Domingo Espetacular, fazia também muitas reportagens inspiradoras sobre saúde, o comportamento, enfim. E em 2019, Ela abriu o primeiro co-working feminino do Brasil, o Spaces by Fabiana Scaranza, eu estive lá, é um ambiente absolutamente acolhedor daquele que todas nós queremos estar e ela inspira, ela é vetor de transformação de muitas mulheres. Só que antes de ser jornalista, antes de se formar na ICI como coaching de vida e carreira, Fabiana também tem uma história de muitos altos e baixos, eu vou chamar assim, de muitos desafios, mas ela nunca parou e é sobre isso então que nós vamos conversar com ela. Quando nós temos uma experiência, quando a gente vive na pele, é mais fácil compartilhar este espírito de mudança com quem está ao nosso redor. Deixa eu já dividir tela aqui com a Fabiana e apresentar alguns detalhes que vocês saberão, então, a partir de agora. Coloquem coraçõezinhos aqui pra nós, pra que essa live seja exibida pra mais pessoas. Tudo bem, Liderza?
Liderza! Que alegria estar aqui com você! Que programão de sexta-noite! Tô adorando!
Eu também. Adorei esse verde. Tá linda!
Dá uma levantada na semana inteira, né? Arremata a semana, resume a semana pra cima, né? Vambora, vamo pra cima. Vamo pra frente.
E se tem uma coisa que essa mulher sabe fazer é colocar outras mulheres pra cima. Fabi, é um privilégio estar aqui com você. Eu estou tendo, nesses últimos meses, o privilégio de compartilhar do tempo de pessoas que eu admiro muito e você sabe que você é uma delas. Você é uma mulher inspiradora e que me acolheu em um momento também muito desafiador da minha vida. Eu nunca vou me esquecer. É um dos momentos em que eu estava me sentindo mais sozinha. Receber uma mensagem sua foi muito importante. Saiba sempre disso, tá?
Ai, querida, imagina, eu sei que você tava passando por aquele momento E eu acho que quando a gente também passa, Isa, a gente entende a dor do outro Eu passei por muitos processos, situações desafiadoras na minha vida E quando a gente sente aquilo e a gente vê o outro, né? que pode estar numa situação parecida com aquela que a gente passou, com a dor que a gente teve, não dá pra gente não ser, não praticar a empatia, não dá pra gente não acolher, não dá pra gente não... Pelo menos é isso, eu te mandei uma mensagem dizendo, ó, tô aqui, tô aqui, eu tô aqui, se você precisar eu tô aqui, Falar, se não quiser falar, se não quiser nada, mas saiba que eu tô aqui Então eu me sinto muito bem fazendo isso, faço mesmo de coração, de verdade, de coração E isso virou meu propósito de vida hoje, né Isa? Ajudar outras mulheres a se reinventarem, a recomeçarem, a se reerguerem Porque todo mundo passa por situações difíceis na vida A pessoa fala, ah não, mas isso acontece comigo, a minha vida é ruim, ah não, eu não vou conseguir e tal Mas não é, todo mundo passa e todo mundo pode fazer das suas histórias, até as ruins, uma coisa bacana, porque tem tanta gente querendo ouvir a sua história, a sua força, a sua trajetória E às vezes as pessoas ficam muito envergonhadas e encabuladas de dividir a sua história Porque sabe que muitas mulheres acham que só tem que dividir histórias de sucesso De sucesso, como se a gente acordasse assim do jeito que a gente tá, né? A gente não acorda assim, tudo bem que eu tô sem filtro aqui, acho que você também tá sem filtro Também, total Eu costumo não usar filtro porque eu acho assim, não por nada, mas porque eu acho que a gente tem que Passar por um processo também de autoaceitação, eu acho que faz parte Eu tenho medo de ficar me olhando com filtro direto assim, que fica uma coisa maravilhosa Daqui a pouco eu não vou me reconhecer mais e nem me aceitar mais e nem aceitar mais as minhas rugas, já pensou?
Isso, ofá. Nossa, deixa eu me concentrar aqui, senão o nosso papo, você sabe, pode durar umas horas, né? Muitas pessoas já estão aqui agradecendo por esse encontro, que eu também acho o máximo, mas eu vou tirar os comentários para que a gente possa realmente admirar aqui toda a luz da Fabi. Se alguém tiver alguma pergunta específica sobre o que nós vamos falar, sobre o curso também que a Fabi está lançando para transformar para ajudar nessa mudança de mais mulheres, coloquem aqui na caixinha, tá? E se sentirem que o assunto é relevante, indiquem aqui na setinha para mais pessoas que vocês sentem que vão aproveitar esse assunto. Fabílio, eu quero saber do seu curso porque ele fala muito sobre autoconhecimento e quando, aliás, a gente foge deste encontro conosco porque aí nós vamos reconhecer algumas fragilidades, né? Mas já vamos falar sobre isso. Antes, Quero dizer que eu concordo totalmente com você. E mulher que ajuda outra mulher é mulher de verdade. Eu sempre digo isso e comecei, inclusive, a acreditar mais nisso depois de toda a experiência que eu tive há dois anos. Mas estamos aqui, então, firmes e fortes pra gente falar sobre este momento de mudança. Eu queria começar com você, ainda, com a Fabiana Bailarina. Porque a Fabiana tinha um sonho. Aconteceu algo nesse caminho que os caminhos foram alterados. Queria que você contasse um pouquinho dessa história pra gente.
Então, foi a minha primeira mudança de rota, como eu chamo. A gente tem várias ao longo da vida, essa foi a primeira. Eu tinha 13 anos, eu fazia balé clássico, Isa, mas assim, eu era... Vamos dizer, eu era boa no que eu fazia, eu tinha talento e o meu sonho era ser bailarina clássica Então eu saía da escola, ia pro municipal O municipal é uma escola pública e muito boa e difícil de entrar, tem uma seleção super rigorosa Então é realmente pra quem quer seguir a carreira de bailarina E eu fazia isso todo dia, no final de semana eu dava aula ali nos fundos de um salão de beleza pra ganhar uma graninha de balé para crianças. E eu treinava balé ali na escola de bailar do municipal, que era ali embaixo do viaduto do chá, pegava dois ônibus, metrô, pegava, enfim, depois de uma hora e meia eu chegava num lugar que pra mim era o lugar mais lindo do mundo, Iza, que era a escola de bailar do municipal, enfim. E tava correndo tudo bem, tava tudo ótimo, de repente, um dia eu sofri um acidente muito feio, eu quebrei ossos que eu nem sabia o nome, na verdade, e eu recebi um diagnóstico dos médicos que era que nunca mais eu ia conseguir dançar E não ia conseguir mais colocar uma sapatilha de ponta e não ia mais subir num palco E aí eu falei, como assim? Como eu vou viver sem fazer o que eu nasci pra fazer? Eu tinha certeza que eu tinha nascido pra ser uma bailarina clássica Eu sonhava em dançar no balé Bolshoi, eu já tinha feito aula com o Baryshnikov aqui quando ele veio pro Brasil, que era o máximo Enfim, tava tudo certo, e aí de repente isso acontece na vida da gente A gente é atropelada praticamente por alguma coisa que faz a gente repensar ou a gente ter que mudar Eu coloquei na minha cabeça que eu ia voltar a dançar, né? Então eu acho que quando a gente tem 13 anos e quando a gente é mais nova, tem uma vantagem A gente não tem tantos medos, a gente não tem tantas fobias, a gente não tem pavor, a gente não tem A gente coloca um objetivo na frente e vai, isso é maravilhoso, né? Foi o que eu fiz, eu disse, eu vou voltar a dançar e minha mãe, não, Fabiana, mas... Mãe, eu vou voltar a dançar, esses caras tão errados, imagina se eu vou deixar de dançar Enfim, aí eu coloquei plino, platina, parafuso, eu passava no... Enfim, quando eu tinha platina, eu passava no aeroporto, tudo apitava Isso é impressionante, entrava naquela... Pra eu viajar, ficava... Deixava as máquinas ali loucas de tanto parafuso que eu tinha Mas enfim, e gesso até o quadril. Então, eu tive que ficar três meses assim, engessada, e fiz duas cirurgias e tal. Eu quebrei o fêmur, só pra ter um osso, pra você saber. Eu quebrei o fêmur em dois lugares, que é o maior osso que a gente tem. Então, assim, foi feia a coisa, não foi... Aí, minha mãe me levou num curso, que era um curso de mentalização. Não me pergunte como, onde, não sei o quê Eu descobri a outra pessoa, a única outra pessoa que eu soube que fez esse curso O curso foi a Paula Abreu, e a Paula falou, Fabiana, eu também fiz esse curso Falei, bom, achei mais uma pessoa E a minha mãe me levava lá, eu ia engessada com pino, parafuso e tal, pra ficar mentalizando Então tinha uma técnica, que era a técnica dos três dedos, que a gente fazia assim Fechava os olhos, eu de muleta, engessada, toda ferrada E a gente colocava, fechava o olho, colocava o olho como se estivesse pra cima E eu ficava imaginando o que eu quisesse Eu me imaginava no palco, eu me imaginava dançando, eu imaginava as pessoas me aplaudindo E aí eu falava, mãe, será que funciona? Minha mãe falou, vamos lá que vai funcionar, vai funcionar e tal Eu fazia isso direto. Desde então, desde os 13 anos, eu faço isso como hábito todos os dias da minha vida, quando eu acordo Antes de qualquer coisa, antes de beber água, de escovar o dente, antes de tudo, Isa, eu mentalizo como eu quero que seja o meu dia Eu programo o meu cérebro para como eu quero que seja o meu dia, como eu quero que as coisas aconteçam. Voltando lá para o balé... Era abril e em dezembro eu tinha o espetáculo. Eu consegui voltar a dançar. Convidei os médicos todos pra estarem na primeira fila, os médicos que cuidaram de mim. Foi uma emoção. Ele chorava, eu chorava. Mais chorei do que dancei. Não consegui voltar a dançar de sapatilha de ponta, mas eu consegui voltar a dançar. E isso é o que importa, eu coloquei o objetivo na minha frente e eu fiz de tudo Eu tive muito foco, muita disciplina, muita resiliência e eu consegui realmente voltar a dançar Então, eu não sabia que eu tava desenvolvendo essas habilidades que depois eu ia precisar na minha vida Mas é incrível, e eu convido as mulheres que estão aqui para também fazerem isso nas suas vidas Você já deve ter passado por alguma situação que você falou, não vou conseguir, não vou dar conta, não vai ser fácil, mas você vai lá e consegue Quando você consegue, para e pensa e reflete o que você usou, quais as habilidades que você usou, o que você usou para conseguir superar Aquilo que você tinha na sua frente como problema Porque às vezes a gente acha, Isa, que só a história do outro é que inspira A história de todas nós pode inspirar É que a gente acha sempre a grama do vizinho mais verde do que a nossa, né?
É, é isso mesmo Então eu acho.
Que a gente tem que aprender a valorizar a nossa história, seja ela qual for Então pra mim foi um grande aprendizado, só que eu tive que mudar a rota Eu tive que mudar a rota, eu falei, bom, então agora eu vou ter que me dedicar aos meus estudos, porque pra mim era o balé em primeiro lugar e depois os estudos. Eu era muito, você não tá entendendo, eu era completamente apaixonada, apaixonada. E aí eu prestei vestibular para comunicação já na primeira faculdade Mas eu entrei numa das faculdades mais caras do Brasil, quem estuda em São Paulo sabe, eu entrei na FAAP E aí era complicado para a nossa família arcar com isso e eu falei, putz, eu vou ter que complementar um dinheirinho ali O dinheiro que eu ganhava no final de semana com as crianças era muito pouco E eu conversando com um amigo ali e tal, o amigo falou, ah, Fabi Vai ser modelo. Eu falei, mas como modelo? Nunca tirei uma foto, nunca fiz nada. Eu era muito moleca, Isa. Tanto que eu sofri um acidente andando de kart com os meninos, né? Pra você ver como eu era. Eu era mocinha e moleque, né? Aí eu falei, poxa, não sei, eu tinha 17 anos, eu falei, ah, então, então sei lá. Ele falou, olha, minha irmã trabalha numa agência de modelos e ela vai fazer, eu sei que vai ter um casting lá, vai ter um teste, que eles chamam O casting pra que venha uma gringa, uma agência gringa E vai escolher algumas modelos pra irem pra fora do Brasil fazer uma temporada Falei, mas eu nunca fui modelo nem no Brasil, como é que eu vou pra fora do Brasil? Falou, Fabiana, é o que temos, vamos tentar? Você tem outra alternativa pra pagar a sua faculdade? Eu falei, não, de novo, coloquei o objetivo ali na minha frente, foco Falei, vamos lá, vou ter que fazer alguma coisa, vamos ver, vou tentar Eu falei, mas eu não tenho o book, o book é aquela pasta de... Fotos profissionais Aí ele falou assim, ah, fala que roubaram o seu book, eu disse, putz, vou mentir Ele falou, Fabiã, ele olhava pra mim e falava, tem outra alternativa? Esse amigo é ótimo, é meu amigo até hoje, a gente ri muito dessa história E ele sempre falava assim, tem outra alternativa? Não tem, então vamos lá Fui realmente, falei que eu tinha esquecido, que eu tinha esquecido no táxi, tinham me roubado o tal do book E fiz o tal do teste, Isa Pra minha surpresa, uma semana depois do teste, me ligaram dizendo assim Olha, Fabiana, sabe aquele teste que você fez? Você foi aprovada pra ir pro Japão Eu falei, oi? Eu nunca fui modelo e eu vou ser modelo no Japão E as coisas iam aumentando, dificuldade aumentando pra mim Aí eu cheguei, dei a notícia pro meu pai, eu falei, calma pai, meu pai vai pro Japão, você tem 17 anos, você vai sozinha Aí eu falei, pai, calma, eu tenho um plano. Meu pai falou, eu morro de medo desses seus planos, Fabiana, eu morro de medo Eu falei, eu tenho um plano. Qual o plano, Fabiana? Eu vou trancar a faculdade, vou lá, faço uma temporada, fico três meses Pego o dinheiro, volto pra cá, faço a faculdade de novo, pago a faculdade porque eu trago o dinheiro, depois eu tranco de novo Meu pai falou, não, que plano é esse? Você vai acabar a faculdade em 5, 6 anos? Eu falei, é esse o plano É esse o plano e é o plano que eu tenho Conclusão, eu planejei isso, né? Porque ser modelo pra mim não era o fim da história Era um meio pra conseguir o que eu queria E foi assim, Iza, havia muita coisa ali que não queria ter visto, que não queria ter passado Mas eu sempre pratiquei muito essa empatia, engraçado isso Eu falo que eu nasci velha, eu falo, acho que eu nasci velha Porque eu sempre fui meio psicóloga de botiquim, sabe assim? Hoje eu estudo psicologia, mas imagina, naquela época, zero. As meninas faziam um xizinho na parede, assim, pra contar com quantos caras tinham transado. Com 17, todo mundo meninou na 17. No dia seguinte, ficavam chorando, a Bessa e eu ali com elas.
Consolando.
Consolando. Usavam drogas, depois ficavam arrasadas. E eu ficava ali segurando, elas vomitarem e você que... De tudo. E eu sempre fui muito, sei lá, eu tenho isso, é meu isso de querer sempre acolher e ajudar Então pra mim era muito natural, mas eu era muito nova, ou seja, eu tive que amadurecer na marra Então eu fui aprendendo, sempre que eu caía, eu tinha uma... Claro que eu ficava arrasada, claro que eu ficava triste, mas eu tinha uma força muito grande pra renascer, pra ressurgir, pra me reerguer, sabe? Eu sempre ia Então eu acho que é desde menina, eu acabei a faculdade, quando eu acabei a faculdade eu realmente encerrei a minha carreira de modelo, que por surpresa deu certo Eu fiz mais de 100 capas de revista, conheci o mundo inteiro, aprendi a falar várias línguas E saí com esse saldo e uma versão à balança, óbvio Não posso ver balança na minha frente, não posso me pesar Porque era muito… Eu fui pra Ford Motors, que é uma das agências mais importantes do mundo. Então ali era coisa de gente grande, eu era adolescente. Mas a gente vivia ali uma… Era tudo muito… Uma disciplina, tudo muito rigoroso. Então a gente tinha que se pesar todos os dias, sabe? Mas eu viajei pro mundo inteiro, foi maravilhoso. Eu acho que a gente… A gente passa pelo que a gente tem que passar na vida também E a gente aprende muito com as dificuldades assim E foi muito legal, foi muito bacana Ótimo, Fá.
Muito obrigada pela confiança, por estar compartilhando tudo isso conosco. Bem, tenho várias coisas aqui pra te dizer. Você sabe que eu sou madrinha de uma companhia de balé de cegas?
Sei, sei sim.
Depois preciso colocar você em conexão com a Fernanda. Mas você imagina que... Uma menina cega ouve do mundo que ela não pode dançar, e hoje elas dançam brilhantemente, inclusive dançam pelo mundo, né? Agora deu uma parada, mas sempre estão em lugares muito importantes, de muito prestígio dançando. Então, primeiro ponto pra quem está só vendo empecilhos. É incrível como a gente vai se sabotando, né? O cérebro explica. O cérebro foi feito para poupar energia, então tudo aquilo que aparenta dar mais trabalho, a gente trava. Bom, então depois eu te coloco em contato com as meninas do balé.
Ótimo, me coloca sim, quero mesmo, faço questão.
Quando você recebeu o diagnóstico dos médicos, eu coloco no meu livro, no Down Tempo, que diagnóstico não é sentença. Eu ali tenho algumas histórias que foram ditas por médicos e tal, e que se você levar a ferro e fogo o que dizem, você tá entrando numa estatística que são números, né? Então, ai, Fabiana, pela sua idade, pelo número de fraturas, você não vai dançar. Aí você tá sendo comparada ao número, que faz parte de uma... pera lá que vai ter um gato aqui passando, ó.
Dá oi pra tia... pra todo mundo.
Esse é o Marti. Tô aparecendo as lágrimas. Você faz parte de um número, de uma pesquisa, e que bom que você mentalizou Essa é uma técnica que acho que já é a primeira dica da Fabi, a gente realmente mentalizar A professora Lucilena Galvão, ela disse pra mim uma vez que os pensamentos fazem parte da oficina da ação Então a escolha, mais uma vez, é nossa Ou eu escolho pensar que tudo vai dar errado Ou eu escolho pensar que, pera lá, quais são os caminhos pra dar certo Eu já vou encaminhar isso agora pra você porque você também disse, né? De repente mudou tudo Com essa minha pesquisa do livro, algumas palavras que a gente fala sem pensar, assim, instantes, do nada, de uma hora pra outra, mas o tempo inteiro isso está acontecendo e justamente com essa falta de mentalização a gente acaba entrando nessas ciladas, achando que nunca nada vai acontecer E às vezes.
Isa, é até pior, às vezes a gente pensa no negativo A gente tem uma preocupação negativa e eu digo que a preocupação é uma oração ao contrário Se você fica imaginando, porque você imagina a ação Então se você fica imaginando uma ação negativa, uma coisa ruim que vai acontecer Desculpa, você tá orando ao contrário, né? Porque pra conseguir o que a gente quer a gente ora pro que a gente quer, pro lado positivo, pro lado bom Então também tem essa coisa do negativo que a gente precisa sempre tentar neutralizar, né?
Sim, é isso. E aí, Fá, em todas essas suas mudanças, você passou pela Globo, pela Record, fez trabalhos fantásticos Como foi a mudança de cada etapa na sua vida? Porque hoje, eu acho que existem duas dores que eu percebi bastante Inclusive eu coloquei no livro há um tempo. A nossa dificuldade em dizer não O medo das consequências de um não e o medo de mudar aquilo que está ruim Então muitas vezes nós continuamos em um modelo, em um caminho que está ruim com medo de tentar outro E aí é como o seu amigo então te dizia, né? Já vou incluir isso aqui na minha vida. Tem outra alternativa?
É O que você vai escolher? É fazer o que você pode fazer no momento com o que você tem Na verdade ele disse isso pra mim O que você tem agora? Você tem outra alternativa? Não tem Então é isso que você tem? Então vamos lutar com essas armas Vamos com isso E essa zona de conforto que você citou, Isa Ela é muito perigosa Porque pra mim, por exemplo, na minha situação quando eu saí da TV E fui ser empreendedora, escrevi meu livro Mulheres Muito Além do Salto Alto, enfim, fui pro co-working Toda essa história minha com as mulheres de cinco anos pra cá Eu tava numa situação muito confortável, eu tava bem, eu apresentava Um programa no domingo à noite, no horário nobre, eu tinha o que as pessoas chamam, entre aspas, claro, mas de sucesso Uma coisa, imagina, a Fabiana é super bem sucedida, tá ótimo, e eu realmente ganhava muito bem Ou seja, tava tudo ok, tava tudo perfeito E aí eu tava sentindo um vazio enorme dentro de mim Eu tava sentindo uma coisa esquisita, mas eu não sabia direito o que era E eu falei, caramba, e eu fui empurrando pra debaixo do tapete, por quê? Justamente por isso que você acabou de dizer Porque eu tava numa situação confortável, eu tava na minha zona de conforto Então eu falava, eu vou sair daqui ganhando bem, tendo sucesso, sendo conhecida nacionalmente Gente, tá tudo certo, por que você quer mudar alguma coisa? Enfim, eu não respeitei, não me ouvi, não ouvi meu coração Acontece que a conta vem, pra mim a conta veio em forma de doença, eu fui parar no hospital E eu fui parar no hospital num dia com uma dor aguda, horrorosa, no estômago, horrorosa E aí fui de ambulância pro hospital, cheguei lá no hospital fazendo um monte de exames pra ver o que tinha acontecido e tal E descobri que eu tava com uma úlcera aberta no dor dentro, eu tava com uma ferida aberta Só que até aquele dia eu não tinha sintoma, eu não sentia nada Então aí eu percebi que eu tava no piloto automático total, Isa Corpo, mente e espírito tava cada um pra um lado, eu precisava juntar essa turma, alinhar de novo essa turma Dizer, peraí, pra onde que eu vou agora? Porque a gente não pode fingir que aqui, ah não, mas tô normal, tá tudo bem Não, alguma coisa aconteceu porque eu não ouvi os sinais e às vezes eu falo muito no curso que a gente tem que ouvir os sinais externos, mas a gente tem que ouvir os sinais internos também Então assim, eu tinha que parar, ter coragem pela primeira vez na minha vida e parar Me ouvir e dizer, peraí, alguma coisa esquisita tá acontecendo Se você não parar agora e se você não mudar essa chavinha, alguma coisa pior pode acontecer Então foi aí que eu comecei e eu tinha um ano e meio de contrato ainda pra acabar Eu não podia dizer, ah não, amanhã... eu não podia A multa, você sabe, a multa sempre é muito complicada, é muito alta E eu falei, o que eu vou fazer agora? De novo, eu acho que veio um pouco do meu pai, de eu ter começado a passar dificuldade bem lá atrás Que eu sempre penso numa alternativa, eu vou pro chuveiro, choro, choro, choro durante dois dias Eu vivo o meu luto, acho que é importante a gente viver o luto A gente tem que viver o luto de qualquer situação, seja ela a perda de alguém ou a perda de alguma coisa Perda de qualquer coisa, acho que você tem que viver Eu falei, bom, aqui eu preciso começar a repensar a minha vida, preciso pelo menos ter um plano B pra depois talvez esse plano B virar um plano A. Então eu falei, eu preciso colocar a minha energia boa em outra coisa E aí foi que eu pensei no projeto do livro pra mulheres, mulheres muito além do salto alto, e o livro Como eu fiz um projeto de uma folha, aí vai outra dica para a mulherada que fala Eu quero escrever um livro, mas puxa vida, não sei por onde eu começo Puxa vida, eu vou escrever e depois eu vou mandar para a editora Gente, eu fui procurar uma editora quando eu tinha uma página Eu fiz um projetinho, escrevi indo pra praia com o meu marido Eu falei pro meu marido, falei, nossa, eu vou fazer aqui o projeto de um livro, eu vou escrever um livro Meu marido na Serra, ele falou assim, oi? Como assim? Eu falei, vou escrever um livro E eu fui rabiscando o projeto no caminho da praia, olha que coisa doida Mas eu escrevi ali, quando eu cheguei lá na praia. Escrevi, preparei e mandei pra duas editoras. Ou seja, o seu projeto não precisa ser um livro escrito já pronto, gente. A gente não precisa começar quando a gente já tá pronta. A gente pode começar antes de a gente estar pronta, inclusive. Porque a gente vai se colocando em movimento, Is, as coisas vão fluindo. As pessoas certas vão aparecendo na nossa vida. E aí eu falei com um amigo, falei, você conhece uma editora? Você conhece editoras? Ah, conheço Foi em duas editoras e uma delas disse, ó, bacana, vamos publicar os seus livros Então você tem sete e meio livros para entregar pronto Então esses sete meses que eu tinha pra escrever o livro, eu coloquei minha energia totalmente nesse outro projeto Ou seja, é um outro desafio, é uma coisa bacana de você arregaçar manga, de você aprender a fazer A gente como jornalista escreve, mas é diferente, escrever um livro você sabe bem Você sabe bem que você acabou de lançar um livro maravilhoso, então assim Dá um super de um trabalho, né, Elisa? É pesquisa, é entrevista, e nós jornalistas ainda a gente, enfim, a gente peca sempre pelo excesso, né? A gente vai sempre, né? Quase um perfeccionismo, que eu tô tentando me livrar, aliás, desse perfeccionismo, mas a gente vai muito ali. Então eu me curei. O meu livro, que foi esse outro desafio, me curou do que eu tinha. E aí eu resolvi realmente seguir isso porque eu comecei a fazer palestras, eu comecei a empreender Eu comecei a abrir minha agência de comunicação para fazer conteúdos para marcas E aí eu resolvi que a minha vida realmente ia mudar e não assinei a minha volta o meu contrato Ninguém entendeu, achavam que eu tava louca, né? Ah, Fabiana tá louca, não é possível Aconteceu alguma coisa, é engraçado, as pessoas querem achar alguma coisa, né? Pra ter um motivo X racional, mas assim, pra mim, Isa, fazia todo sentido, né? Eu disse, não é que talvez eu... não é que eu não volte nunca mais, não sei, não sei o que vai acontecer, mas daquela forma, naquele momento Eu precisava realmente rever o meu propósito e eu tô muito feliz com o meu propósito Eu acho que quando a gente encontra o nosso propósito, você levanta da cama de um outro jeito, sabe? Você tem uma motivação, você tem uma direção, porque o propósito é uma direção.
Na sua vida É um horizonte.
É um horizonte. E o propósito no seu trabalho, eu acho que é tão importante. Pra mim, o trabalho sempre foi muito importante, Isa. Sempre ocupou uma parte muito grande da minha vida, sabe? Eu trabalho desde os 17 anos, então assim... Eu posso dizer pra você que eu gosto de trabalhar. Eu me sinto bem trabalhando, eu me sinto bem produzindo. Meu filho, quando era pequeno, Luísa, eu tinha que ir pra TV e tal, e ele falou assim, ai mami, não vai, fica comigo e tal. E desde pequeno eu falo pra ele, eu falo assim, Felipe, A mamãe gosta de trabalhar, a mamãe se sente bem trabalhando Eu vou, mas eu volto e eu vou voltar mais feliz pra você É importante a gente dizer isso pros filhos também Porque senão a gente fala sempre assim, a mamãe tem que trabalhar, filho Então teu filho pensa o quê? O trabalho faz mal pra minha mãe, porque o trabalho deve ser horrível Porque o trabalho tira a minha mãe de mim E não é legal essa relação, né? Então é bacana você trabalhar no que você ama Porque você diz, poxa, filho, vou trabalhar porque eu gosto, porque eu quero Porque também me faz bem como indivíduo, né? Claro, eu preciso, eu tenho que ganhar dinheiro Mas essa relação que a gente passa para as crianças, para os filhos Em relação ao trabalho eu acho que é muito importante também, sabe? Senão o trabalho fica sempre como um vilão da história, né?
Perfeito. Excelente dica. Mais uma dica excelente aqui da Fabiana Scaranzi. A gente está virando agora o relógio, sete horas. A gente está aqui com quase 230 corações em sintonia que estão pensando na mudança ou tomando já coragem para dar os primeiros passos, enfim. E faço mais uma vez o convite, envia aqui pela setinha essa conversa se está fazendo sentido para vocês para mais mulheres também aproveitarem Muito interessante quando você tomou a decisão de fazer uma pausa voluntária para não ter que fazer uma outra pausa involuntária Ou seja, a sua ida ao hospital na ambulância foi um aviso Muitos de nós recebemos esses avisos, mas aí volta de novo pelo automático, então você foi lá e agiu Bom, você está lançando um curso chamado Reinvente-se Lindona Eu gosto muito da palavra reinvenção, recomeço para mim, sempre foi uma palavra que me deu entusiasmo E ontem eu estava conversando com um historiador Ele contou um episódio e falei assim, olha, realmente a cura está no entusiasmo Quando você para, quando você desiste, você adoece e quando você está com entusiasmo, com uma intenção positiva E aí vem a cura. A cura pode ser do que vocês considerarem como um problema de uma doença Eu sempre digo que você pode ter uma doença, um problema de saúde e ser saudável Ninguém precisa carregar uma pedra gigantesca nas costas porque desenvolveu ao longo do tempo um problema de saúde.
Ou, eu só vou te interromper, ou parecer saudável, né Isa?
Isso, isso, isso.
Porque às vezes também a gente parece saudável, eu parecia saudável, mas por dentro eu sabia o que eu tava passando e eu não tava feliz. E essa saúde mental que a gente fala, né Isa, da felicidade também é um tipo de doença. A gente precisa cuidar, precisa tratar.
Temos muito em comum, né Fabiana?
Opa!
Oi, mas então vamos agora para um novo caminho nesta próxima meia hora. Tem muita gente aqui, que inclusive me ajudou muito a compartilhar essa nossa live, então eu já vou abrir também aqui a caixinha de perguntas. No curso Reinvente-se, lindona, você diz, a jornada para você se conhecer melhor, para fazer uma transição de carreira e conquistar novas oportunidades, alinhada com quem você é. Qual é a sua missão nesse curso, Fabi? Você quer que as mulheres saiam como David?
É, as minhas seguidoras, as mulheres que me seguem, as mulheres que me acompanham Me acompanham muito também, Isa, porque elas veem em mim, vamos dizer Uma inspiração pra uma transição de carreira, pra uma mudança de vida E sem aquela desculpa de, ah, não, eu não tenho mais idade pra isso Eu falo pra elas, eu tenho 54 E eu gosto de falar a minha idade mesmo, de verdade, de cara lavada Porque eu acho que, de novo, começo da nossa conversa, a gente tem que se aceitar Pra minha idade é um número, eu tenho mais projetos hoje do que eu tinha quando eu tinha 18 anos Eu me sinto super cheia de energia e é como você falou, eu acho que os desafios realmente eles curam, né? O entusiasmo cura e leva a gente adiante. Então acho que elas me veem muito como essa pessoa. E eu sentia que tinha muito essa desculpa. Ah, não, mas eu já tô velha pra começar, recomeçar. Ah, não, mas eu não tenho dinheiro pra recomeçar. Ah, mas eu não sei o caminho, não sei pra onde eu vou. Ah, mas era tanta desculpa, né? Era tanta desculpa. Ou eram aquelas frases, e se eu tivesse feito, mas e se eu tivesse mudado minha vida? Eu falei, gente, não dá pra viver uma vida de si? Você vai viver a vida assim? Não dá pra viver essa vida, então tem que ter coragem de dar essa virada. Óbvio, tem muita gente que no começo, e até eu, eu não sabia exatamente, eu não sabia que o meu plano B, Isa, ia virar o meu plano A de vida, ia virar o meu sustento, né? Então, mas a gente tem que começar por algum lugar, mesmo que a gente não tenha certeza. Mas o que a gente tem que fazer? A gente tem que Estar pronta para dar essa virada, é por isso que eu escrevi esse curso mentoria, na verdade Então, eu trabalho um ciclo da reinvenção, porque todas as vezes que eu me reinventei, Isa, eu percebi que eu tinha um padrão e que eu fazia um padrão Depois eu fui estudar muito o comportamento humano Fiz uma pausa em Psicologia Positiva, hoje eu faço uma graduação em Psicologia mesmo. Então, com todo esse conhecimento, mas eu acho que principalmente o conhecimento é a vivência de várias coisas aí que eu contei e de outras que eu ainda não contei. Eu escrevi esse curso e criei essa metodologia, já fizemos uma turma em junho, a primeira turma Essa agora é a segunda turma, chama-se Reinvente-se Lindona porque eu chamo as minhas lindonas de lindonas Lindonas e lindões, é o jeito que a gente se trata, é o jeito que a gente carinhosamente se chama Então eu desenvolvi assim, eu falo muito, muito, muito nesse método sobre os quatro A's que eu acho os mais importantes para essa mudança Então acho que é autoconhecimento, autoconfiança, ação e autodeterminação E ali no... Em tudo na mentoria eu desenvolvo muito isso com todas elas Então primeiro autoconhecimento, a gente tem que parar e olhar pra dentro A gente tem que fazer isso, não adianta falar Vamos lá, vamos ver o que o mercado quer, vamos ver o que tá dando dinheiro Então primeiro eu falo, pera, primeiro para, primeiro olha pra dentro Pausa! O que é sucesso para você? O que faz sentido na sua vida hoje? Qual é o estilo de vida que você quer? Porque de repente você quer uma profissão que não tem nada a ver com o estilo de vida que você quer daqui a pouco Então se você é uma pessoa que quer ter uma agenda flexível, se você é uma pessoa que quer ficar com o seu filho Não adianta você querer entrar numa multinacional, porque vai ser uma vida totalmente diferente Se você é uma pessoa de processo, se você é uma pessoa que precisa ser liderada, aí ok Aí você vai para uma empresa, porque como empreendedora a gente sabe que a gente tem que praticar muito essa autoliderança, autodisciplina Então olhar para dentro é muito assim, qual é o meu propósito hoje? Porque os propósitos mudam, Isa O meu propósito com 13 anos era ser uma bailarina clássica no Bolshoi Depois do meu propósito, quando eu comecei a fazer a segunda faculdade de jornalismo e entrei na Globo, era ser uma grande jornalista, âncora, repórter e tal, e depois a minha vida mudou Hoje eu tenho o propósito de ajudar mulheres e dar voz às mulheres e fazer com que elas tenham coragem e autoconfiança para mudar a vida delas, para ter uma vida que elas merecem ter Então, qual o seu propósito de vida hoje? Se a gente não fizer uma reflexão, se a gente não olhar pra dentro, a gente não vai saber Então eu tenho vários, cada módulo tem vários workbooks que a gente chama Então tem vários, muitos exercícios assim, cada aula tem um livro de exercícios grande pra você também, tem que fazer exercício mesmo, e na mentoria eu vou lá e falo Lindonas, cadê os exercícios? Vamos lá, quais as dúvidas, quais as dificuldades? Porque ali é onde a gente para e se encontra com a comunidade E ter uma comunidade, Iza, é tão legal porque uma mulher se identifica com a outra Uma mulher dá força pra outra, sabe? Uma mulher chora ali com a outra É muito lindo o trabalho Eu tô.
Adorando você falar sobre isso, que me faz lembrar uma outra situação, como você falou, saúde mental, né? Eu também, meus caminhos foram mudados absolutamente e hoje, dois anos depois, eu entendo que precisou ser daquela maneira para que eu tivesse coragem, agora sim, de me redescobrir, porque senão entraria naquele medo, nossa, mais o desemprego, nossa, e tal coisa. E aí eu me lembro de ter ouvido falar muitas pessoas sobre a mudança, mas para a saúde, para uma vida que vale a pena ser vivida. E aí quando as pessoas vão buscar uma terapia, por exemplo, elas querem buscar um remédio. Ah, me dá um remédio. Eu vou tomar o remédio e acabou. E eu falo assim, ó, nem todas as pessoas vão precisar de remédio, porque algumas mudanças são neuroquímicas, outras não, mas Se você tiver a receita de um remédio, pense que isso é só uma parte. Você precisa fazer uma terapia, você precisa ter coragem de mexer na origem daquela dor, porque se não, só vai mudar de remédio para remédio. Então, que bom, lindonas, lindões, que farão o curso da Fabiana. Eu quero fazer, tá, Fabi?
Oba, oba, oba!
Precisa fazer exercício. E, de novo, o nosso cérebro foi feito para três coisas. Aumentar o prazer, diminuir a dor e poupar energia. Então, realmente, fazer um exercício pode parecer trabalhoso, mas assim, o que você quer? Então, mudar dá trabalho. É isso que eu quero agora ouvir você o seguinte. Mudar dá trabalho e eu preciso me comprometer com isso.
Total, mudar teu trabalho não é fácil, saiba que não é fácil, mas saiba que você vai ter uma vida muito mais feliz depois disso. Então, assim, vale a pena? Lógico que vale a pena, né? Então você tem que olhar pra trás, daqui a dois anos você tem que falar, nossa, que bom que eu tomei aquela decisão, que bom que eu decidi ser feliz. E a gente precisa, as mulheres precisam enfiar na cabeça delas que elas merecem isso. A gente precisa se sentir merecedora de abundância, merecedora de prosperidade Merecedora de ter um trabalho que a gente quer e que a gente pode construir ali Óbvio, as pessoas falam assim, não é fácil jogar o emprego pro alto pra mudar de carreira Claro que não, gente, eu também não fiz isso Eu fiz um plano B pra depois ir pro meu plano A, então eu posso me planejar, eu posso me programar Só que eu preciso fazer esse planejamento pra botar em ação, senão isso nunca vai acontecer, Isa Senão vai acontecer o que aconteceu comigo ou com você A gente vai ter que ser parada, né? Porque a gente ficou doente, enfim —.
Você sabe que um dos grandes ladrões de tempo que eu comento no livro é essa espera parada Você tem que esperar por algo, mas em movimento — Em movimento — Então, procurar um trabalho ou desenvolver um novo trabalho, faça isso em movimento Não espere cair no céu E quando a gente fala, né? Mudar da trabalho Eu ouvi, por exemplo, o Gustavo Borges, né? Para o livro Para ganhar uma medalha olímpica também da trabalho Para você conquistar aquilo que você deseja, você vai precisar se comprometer com aquilo que você acredita E aí, Fabi, eu quero te fazer uma outra pergunta No livro eu falo muito também sobre o plano B que se tornou A E que esse plano B, ele só se tornou B porque as pessoas que seguem todos os padrões, elas ouvem lá atrás, que elas precisam seguir aquele caminho, pronto, acabou Você fazendo agora psicologia, sendo máster no comportamento humano, você acha que tudo que a gente ouve lá, filha, você tem que seguir uma carreira no banco, porque aí te dá segurança financeira, mas ninguém te garante a segurança emocional nem a felicidade Você acha que este pode ser um componente que alimenta a nossa.
Insegurança de mudança? Eu te.
Pergunto.
O seguinte, Travou. Voltou. Se realmente existisse estabilidade, não teria acontecido isso que aconteceu com a gente As pessoas não teriam perdido o emprego em grandes empresas Porque o mundo fez assim ó, virou tudo de cabeça pra baixo Então eu acho que a gente também começou a questionar muito essa estabilidade, tá muito entre aspas essa estabilidade O que é ter estabilidade? Então assim, quando meu filho falou, mãe, vou sair Ele trabalhava numa empresa grande, numa multinacional e falou que ia empreender Eu me vi falando isso pra ele, eu me vi falando isso pra ele, eu falei Fê, mas será? Porque ele já tava numa posição com 23 anos, ele precisava de um aviãozinho Ele tava subindo muito na empresa, mas ele falou, putz mãe, não tô tão feliz e tal Aí eu falei, putz, mas será? Por quê? Porque eu pensei como a geração do meu pai e da minha mãe, que era assim, que Puxa, lá você vai ter o plano de saúde, lá você vai ter o ticket de refeição, lá você vai ter... A gente ouvia isso em umas outras gerações. falava... Quando eu me vi abrindo a boca pra falar isso, eu falei, para já, Fabiana, para já.
Para na.
Hora. Vigilância, né? Porque eu não posso passar pra frente uma coisa que eu vi que não é certa, eu não posso agir assim As escolhas são dele, as decisões são dele, os tombos vão ser dele Eu não posso evitar que ele leve o tombo, eu só posso orientar e dizer cuidado, ali tem uma casca de banana Mas se ele quiser pisar na casca de banana e escorregar, ele vai pisar e vai ter que cair e vai se machucar e vai levantar Então assim, a estabilidade é muito relativa, né, Isa? Eu não acho, eu acho que estabilidade é eu acordar todo dia feliz com o meu propósito, lutando pra fazer o meu negócio crescer Porque realmente não é fácil, a gente descobre, né? Então a gente olha pra dentro ali no autoconhecimento, aí eu empodero elas na autoconfiança Porque, na verdade, a autoconfiança é uma parte muito, muito, muito importante para as mulheres As mulheres têm menos autoconfiança do que os homens Desde menino, né, Isa? Os meninos já são tratados ali pra serem mais autoconfiantes. Então, as elogios que a gente faz pra meninos são diferentes, né? Então, ah, você é forte. Nossa, como você é corajoso. E pra menina, não. A menina, como você é linda, como você fala baixinho. Como você cuida bem dos outros, tira a mesa enquanto os homens ficam conversando. Assim, então a gente... cresce, e aí a pessoa fala assim, vai lá, vai lá, sobe no palco, fala para 10 mil pessoas, vai lá, põe tudo para fora, a pessoa fala, oi, não é? Então a gente não foi criada para ter autoconfiança. Algumas mulheres têm maior tendência e maior facilidade, são mais extrovertidas e aí conseguem ser mais autoconfiantes, mas outras não, então eu preciso trabalhar isso as mulheres, eu preciso fortalecer, fazer essas mulheres acreditarem que elas realmente podem Porque se elas não acreditarem de verdade, ninguém vai comprar a ideia delas, ninguém vai comprar o projeto delas depois E aí a gente entra na ação, Isa, e a gente faz um plano de ação Dentro do seu propósito, depois com a sua autoconfiança, eu junto o sonho mais a estratégia Então aí a gente faz uma estratégia, a gente olha para o mercado Então o seu sonho é esse, o seu propósito é esse, legal Vamos fazer uma estratégia, vamos fazer um plano de ação agora e ver para onde a gente vai com isso E aí a autodeterminação, que eu falo muito, que é, na verdade, o arroz com feijão Ou seja, tem dias que não vão estar tão bons, tão ensolarados E a gente vai ter que continuar motivada Então, o que vai te manter motivada nos dias não tão bons? Eu falo de produtividade, de gestão de tempo, toda aquela coisa Falo também bastante de negociação, de comunicação, mas a gente... A Turma 1 foi incrível, a gente chorou tanto no final, se emocionou e tal Porque é muito gratificante pra mim, Isa, ver no final do curso da mentoria As mulheres se descobrindo, felizes, o olho brilhando Quando a gente vê essa transformação É uma coisa que é o que me move hoje, ver a transformação dessas mulheres. Então, pra mim, eu faria mil vezes a mesma coisa que eu fiz há cinco anos atrás. Eu faria.
Tudo de novo. Sabe por quê, Fabi? Eu sei que faltam dez minutos pra gente acabar. Eu tenho uma frase da minha bisavó, que foi uma mulher muito corajosa, que alfabetizava adultos. E encontraram uma frase na casa dela que eu acho que serve muito pra você. O mestre é como a vela, consome-se iluminando O mestre é como a vela, consome-se iluminando Então ao iluminar o caminho dessas mulheres e fazendo que elas se ascendam Realmente, né? Ascendam, você também fica muito mais iluminada Eu estou vendo aqui seus olhos brilhando, eu quero saber Quando começa o curso, porque tem tantas perguntas aqui, eu vou abrir inclusive uma só, que acho que vai dar tempo Teacher Cris Guimarães, teacher, deve ser professora de inglês A dúvida é se eu continuo investindo na carreira que já estou ou vou atrás do que faz meu olho brilhar, ô.
Teacher Ô, teacher! A gente acabou de responder, né? Eu acho que a gente acabou de responder Eu sou suspeita, eu sou suspeita Eu acho que a gente não pode viver uma vida de e-si-si Se você tá infeliz, ou se você tá infeliz, ou se você tá doente E se você não pode sair agora, planeje Faça um planejamento da sua vida Mas não deixe de viver a vida que você quer viver E a vida que você merece viver Eu acho que a gente... Tem quase que obrigação. A gente nasceu pra alguma coisa, a gente tem uma missão nessa vida, Isa Eu acho que o mais incrível é a gente descobrir qual realmente é a nossa missão Porque quando a gente descobre ali, puts, eu nasci pra isso, eu tenho que fazer isso pra ser feliz As coisas fluem. O.
Trabalho.
É difícil? É. É todo dia lindo pra mim? Não é. Mas as coisas acontecem, né? Aquilo te alimenta, né? Te retroalimenta. É como você falou essa frase da sua avó, desavó, é perfeita.
É perfeita, né? Ufa. Tem aqui essa pergunta da Ariadna. O que pra vocês seria essencial saber.
Aos 30 anos? Olha, pra mim aos 30 anos, pra ser mais fácil, eu acho que eu diria o seguinte Calma, menos ansiedade, tudo vai dar certo, no final tudo vai se encaixar Você vai descobrir, a vida vai te mostrar algumas coisas que você não... Não quer descobrir, mas outras você vai ter que realmente arregaçar a manga, ir lá cutucar e descobrir Principalmente esse olhar pra dentro, senão a gente passa uma vida sem olhar pra dentro Sem ter coragem de ouvir o nosso silêncio O nosso silêncio pode ser muito barulhento, Isa Então eu acho que essa coisa de você olhar pra dentro, né Você lida com uma coisa que às vezes as pessoas falam, ah não, é bobagem e tal Sei lá, eu vim aqui pra viver intensamente, eu vim pra ser feliz nessa vida, eu acho que todo mundo tem que ser.
Feliz nessa vida. Isso, eu digo assim, o que os outros vão pensar? Não sei, são 7 bilhões de outros no planeta, aí vai ser muito ladrão de tempo. Fã, partindo pra uma conclusão, eu quero só contribuir com uma coisa aqui que vale a pena por tudo isso que você tá dizendo. No livro eu coloco uma parte da Mariana Clark, Mariana Clark é uma psicóloga especialista em luto e ela diz o seguinte Que quando você vive um luto, luto é qualquer perda de vínculo Então, humana, relacionamento, emprego e tudo mais E ela diz assim, quando você vive um momento de luto, você sai da sua impotência e pode ir para a sua potência Desde que você saiba respeitar o tempo de cada dor este aprendizado. Então eu queria passar a palavra pra você nesses últimos oito minutos, colocando aqui uma pergunta e deixando aqui a bola pra você finalizar. Quando a gente fica mais tolerante ao nosso silêncio, a essas pausas, a gente vai encontrar então.
As nossas fragilidades. É, nossas fragilidades... Nossas fragilidades, Isa, eu acho que é super importante a gente lidar com as nossas vulnerabilidades, com as nossas fragilidades É legal a gente saber o que a gente tem que melhorar É bom a gente saber quais são os nossos pontos fracos, mas, mas, mas... Eu quero que elas foquem nos pontos fortes, porque a mulher já tem uma tendência a focar no ponto fraco Então se a gente fala pra uma mulher, olha lá o seu ponto fraco, fica olhando muito o ponto fraco Que ela não é merecedora, que não é possível, que ela não é suficiente, que ela não tem a formação ideal pra fazer tal trabalho, que ela ainda precisa de uma pós, uma re... Então eu prefiro que ela foque nos pontos fortes É óbvio que a gente tem que saber no que a gente tem que melhorar Quais são os nossos pontos fracos? Mas tem que focar no que a gente tem de bom também E a gente tem que usar tudo o que aconteceu, até de ruim na nossa vida, nossa história para aprender a valorizar a nossa história, para transformar essa história em combustível, para te dar força, para você falar, agora eu vou subir, agora eu vou conseguir, agora eu vou em frente. Então, para mim, toda dor que eu tive, toda decepção que eu tive com pessoas, e eu tive muitas também, acho que todo mundo tem, mas enfim, eu usei como combustível, sabe? Eu nunca dizia, aquela pessoa... Pra mim tá tudo certo, tudo bem, ela vai ter o dela no momento dela Não sei se nessa encarnação, na outra, mas também não me interessa Me interessa a minha vida, né? Cuidar da minha vida e das minhas lindonas que tão afim, eu falo, né? Um exército do bem Tá todo mundo na mesma vibe, eu acho que quando a gente tem isso, a gente atrai pessoas boas também A gente atrai gente com o mesmo, sabe? Com as mesmas... Com os mesmos objetivos, com os mesmos propósitos, com o mesmo sentido de vida Isso é.
Muito bacana, né? Na mesma frequência, exatamente Então para os lindões e lindonas que querem fazer o seu curso Quando começa? Onde se inscreve? Vai.
Ser digital, presencial? Passa então para nós as informações Então, é digital. O link tá lá na minha bio. Então, no meu Instagram, Fabiana Scarianzi Oficial, tem um link ali na minha bio. E é só entrar ali no link, tem toda a explicação do curso, cronograma, as aulas e tal. Esse curso é só para as lindonas. Os lindões já estão me pedindo, mas quem sabe o próximo a gente.
Faz. Vamos ver. Mas os lindões podem dar de presente para as.
Suas lindonas.
Né?
Óbvio, né? Óbvio. Eu tenho três homens que fizeram exatamente isso. Mas, Fabiana, eu gosto tanto, te admiro tanto. Eu dei pra minha mulher, eu dei pra minha namorada. Muito bacana isso, muito legal. E aí, essa comunidade linda que vai se formando, né, Isa? É muito legal ver uma mulher, eu falo... Assim, o retrato que eu tenho dessa mulher ali, que vem pra essa comunidade exclusiva da gente ali, é muito assim... A gente conserta a coroa da outra, mas a gente não fala.
Que tava torta. Não.
Precisa, não é? Não precisa. E a gente quer que a outra esteja bem junto com a gente. Porque se a outra estiver bem, a gente também vai bem. Quando uma mulher vence, gente, todas nós vencemos, entende? É por isso que eu falo. A gente tem que celebrar todas essas conquistas que a gente tem. As grandes, as pequenas também. E eu falo, você não tem o que celebrar? Celebre a conquista de uma outra mulher. Celebre a conquista de uma amiga, de uma outra mulher, ou da sua mãe, ou da sua tia, ou de uma amiga, ou de uma conhecida. Eu me sinto muito bem, eu acho que a gente só cresce, né? A gente só.
Cresce fazendo isso. O mestre é como a vela, com o sol me iluminando. Fabiana, então, deu uma aula pra gente aqui de como podemos nos reencontrar num caminho que pode mudar a gente querendo ou não E essa mudança, eu garanto que é sempre pra melhor, desde que você queira olhar dessa maneira, não é? Fabi, amei, vou entrar lá no link, eu quero fazer seu curso de verdade Você sempre me inspirou e agora não será diferente. Obrigada pelo seu tempo.
E pela sua confiança Isa, muito obrigada de coração, você sabe o quanto eu gosto de você, você sabe o quanto eu te admiro A gente se conhece há pouco e a gente começou a se conhecer mais numa situação de adversidade Mas eu acho que isso só fortalece, só mostra que somos grandes seres humanos, é isso aí, vambora Parabéns pelo seu trabalho, pelo seu livro que é lindo, que eu já estou lendo, já está aqui comigo Eu já tô lendo. Parabéns, parabéns de verdade pelo seu trabalho E pelo que você tem feito também pelas pessoas em relação à saúde mental, tá bom? Obrigadíssima! Obrigada a todo mundo que ficou aqui.
Com a gente! E vamos nos reinventar!
Tchau Fabi, obrigada! Tchau.
Isa, adeus, obrigada! Quero agradecer especialmente, então, ao tempo e a confiança de cada um de vocês que escolheu estar aqui comigo, com a Fabiana, né? Com tantas lives, tantos conteúdos, vocês escolheram, então, compartilhar essa hora de vocês conosco. Bem, já já eu volto para mais uma live às 8 horas com o astronauta Marcos Pontes, ministro do MCTI, para a gente falar um pouquinho sobre o livro Dá um Tempo, Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites, O astronauta esteve fora do nosso planetinha, nosso planetinha azul Durante a nossa entrevista nós nos emocionamos muito e eu gostaria que vocês soubessem o que acontece com o nosso tempo de 24 horas aqui que pra nós é de 24 horas, fora, lá no espaço. Então eu te espero 8 horas com a astronauta Marcos Pontes. Se vocês curtiram esse papo com a Fabiana Scaranzi, eu amei, compartilhe. As palavras são sementes. Ficará salva aqui no IGTV e também lá no YouTube, Isabela Camargo Real, para que seja apreciada, saboreada no tempo de vocês. Tchau, tchau, boa noite e.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








