Como encontrar limite em um mundo sem limites?

This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a Portuguese-language YouTube live/video titled "Como encontrar limite em um mundo sem limites?" (created 2020-08-20T16:43:16Z). It records a live interview/launch conversation between host Robson Amor and author Isabela Camargo about her book Dá um Tempo — topics include time management, zeitgeist of the digital age, multitasking and internet addiction, sleep, “diseases of time” (anxiety, depression, burnout), personal anecdotes and interviews included in the book, and promotional details (book sales, autograph/dedication via Resiliência Humana, launch event and audience interaction). The excerpt is an on-air, promotional/talk format with practical tips, examples and guest references; metadata shows it is a YouTube piece titled as above.
Chapters
Bom dia, bom dia, sejam todos bem-vindos. 20 de agosto, dia de festa para Isabela Camargo, lançamento do livro dela. A gente vem bater um papo, dar um tempo, a gente vem nessa sequência de lives com a Isabela, uma aula sobre como gerenciar o tempo e viver no mundo sem limites, dar limites para o mundo sem limites. Deixa eu pôr aqui um comentário e já colocar ela aqui. Ela ainda não aparece. Agradecer a todo mundo que vem nos acompanhando. Hoje a gente tem 11 lives, coisas muito especiais o dia inteiro para vocês poderem se tornarem mais resilientes. Quero agradecer a todos os colaboradores do Resiliência Humana, tá virando uma família. Inclusive vocês, esses 8 milhões, batemos 8 milhões de pessoas essa semana aqui. Que prazer! Parabéns! É hoje!
4 anos esperando esse momento.
Eu sei, por isso que eu tô fazendo essa festa. Eu pensei 10 vezes em falar: me dá, pediu o seu endereço para te mandar flores, mas nessa correria do dia a dia, mas sinto minhas flores chegando no meu coração para o seu.
Claro, muito obrigada, Muxi. Esse tempo que você tá dedicando para mim já é um presente. Quando a gente dedica tempo a alguém, é um presente.
Então termina, termina, desculpa.
Não, é isso. Eu vejo que tempo, né, hoje quando você dedica tempo a alguém, é o maior presente que você pode dar para ela. Se esse tempo for útil, sabe, bem aproveitado, é só a gente pensar, né, sobre as relações se fortalecem com o tempo.
Muito, muito bom. Eu tenho um grande mestre que ele fala assim: foco, tempo e amor são as mesmas coisas. Porque atenção que eu dou, quando eu dou atenção plena, eu coloco todo o meu foco, tô colocando todo o meu amor no que eu tô fazendo. Então é isso mesmo, concordo plenamente. Quero agradecer muitas, muitas elogios das lives, das duas lives. Todo mundo falando muito legal. Nunca, talvez nunca ninguém tinha olhado com tanto carinho para o tempo, né?
Então, é curioso, quando a gente começa a falar de tempo parece que é algo muito subjetivo, longe, abstrato, mas quando a gente traz para Relógio, calendário, agenda, exames médicos, né? Tudo que você posterga e depois se arrepende, isso é tempo. Então eu fico muito feliz de provocar essa reflexão. Para quem ainda não pegou o que a gente tá falando, hoje tem o lançamento oficial do livro Dá um Tempo: Como Encontrar Limite no Mundo Sem Limites. O que é fundamental para o zeitgeist? Amor, dependendo do seu encaminhamento, eu quero te pedir permissão para falar sobre zeitgeist.
Bora! Eu sou um eterno aprendiz aqui, um aluno seu.
Antes, é importante dizer para quem está nos acompanhando que o livro já está à venda no Resiliência Humana, em todas as plataformas digitais. Mas o livro só vai com dedicatória especial para quem comprar no Resiliência. Então, muito bom o meu livro sendo vendido no portal do Resiliência. Tantas coisas legais lá que vocês oferecem.
Muito bom, amor.
Ontem, inclusive, eu fui na Gazeta, lá no programa Mulheres, a Regina Volpato. Adoro a Rê, ela é muito querida. E aí ali ficou muito evidente, né, o que que eu quero dizer com encontrar um sem limites. E aí nós temos que falar sobre o zeitgeist, que é o espírito do tempo. Que que é isso? Zeitgeist é uma palavra que poucas pessoas conhecem.
Eu não tinha conhecido, nunca tinha escutado.
Então, zeitgeist é a imagem do mundo a cada civilização. Então, por exemplo, nós estamos no século 21, 2020. A imagem que nós temos da civilização, assim como a civilização é totalmente diferente da civilização de um século, talvez não precisa nem ser um século, tá? 50 anos já são suficientes para mudar um conjunto de crenças, tradições. São forças que agem com macro-tendências sobre a sociedade. Isabela, onde você quer chegar? Hoje a macro tendência que domina a nossa sociedade é o excesso de acessos permitido pela internet, que borra as horas, que borra o tempo, que a gente fica com um monte de aba aberta, um monte de conversa fragmentada, um monte de assunto para ser resolvido. E isso, infelizmente, eu vou ter que dizer que nós vivemos sim nesse zeitgeist do mundo digital, mas o nosso cérebro ainda é analógico.
Portanto, não caiam na ilusão de estar no ponteirinho ainda e as coisas no digital, né?
Exatamente. Então não caiam na ilusão de se vangloriarem, né, por estarem ali com um monte de conversa aberta, fazendo muitas coisas, tentando fazer muitas coisas ao mesmo tempo, porque isso é uma ilusão. Inclusive eu falo sobre isso no livro, Amor, como a gente perde tempo e energia com essa ideia equivocada do multitarefa, mas uma crença do zeitgeist atual. No livro eu trago vários especialistas, psiquiatras, explicando por que nós não fazemos com excelência duas coisas ao mesmo tempo. Um exemplo muito simples: estamos num quarto escuro, você tem um farol, um farolete, tá? Tô usando aqui um tubo de cola. Tem um farolete. Se você apontar esse farolete para esse canto do quarto escuro, A luzinha pode até iluminar um pouquinho os outros cantos. E assim é como a nossa atenção. Então, se eu estou colocando atenção aqui na live, se eu observar o meu notebook que tá aqui do lado, automaticamente eu estou diminuindo a atenção para cá, tá certo? Com certeza. Você pode até fazer duas coisas ao mesmo tempo quando são atividades uma manual e a outra intelectual. Então eu posso estar lavando a louça, por exemplo, e conversando com alguém, ouvindo um podcast, ouvindo uma live do Resiliência. Agora, ouvir a live do Resiliência, assistir televisão e responder e-mail, não pagar conta no banco, não dá, não vai rolar. Alguma coisa você vai fazer mal feito, sem excelência, e depois vai ter que voltar para essa atividade. Por isso que é perda de tempo, tá? Isso é Isabela que tá falando? Estou falando após entrevistar muitos especialistas, e tá lá no livro, né? Inclusive sobre o vício da internet, que já é considerado, amor, um vício pior e maior do que o vício ao cigarro. Isso já sai assim, tem várias pesquisas já falando sobre isso. Sabe por que que a gente se vicia? Porque em algum momento você colocou na sua cabeça que checar o feed o tempo inteiro, receber um número de comentários é importante e prazeroso. Assim como a gente faz com chocolate.
Já provado, Isabela?
Já, já. Assim como pessoas que são viciadas em chocolate drogas. Por quê? Porque em algum momento o chocolate ou a droga transmitiu uma imagem de importância e prazer. Então, a hora que o seu cérebro entende que aquilo é importante, prazeroso, amor, ele vai querer mais daquilo. Fez sentido? E quando o retorno não é igual, você vai ficar muito mais refém dessa vontade de saber de tudo. E aí vem muito com a ganância, né, que nós temos de querer aproveitar tudo e fazer tudo. E esse passar frenético é porque você tá buscando alguma recompensa, saber de tudo, mas não tá presente em nada, né? É. Então veja, Buscar recompensa. Assim como tem pessoas que são viciadas em compras, entende? Porque em algum momento ela está considerando que aquele bem material que ela tá comprando vai satisfazer alguma falta dela. Assim como na internet muitas pessoas buscam uma atenção que não tem na vida real. Tem um médico lá do livro, Cristiano Nabucco, que ele explica sobre isso. O Amor, a USP trata dependentes tecnológicos desde 2006. Nossa, percebe? Então, o que que aconteceu de 2006 para cá? Muito mais velocidade, muito mais internet, muito mais disponibilidade, muito mais excesso de acesso. Então, veja, o que nós estamos falando aqui pode ser muito subjetivo, né, para alguém, mas eu entendo que isso é muito importante para que você tome consciência Que tempo é vida. E se você quiser valorizar a sua vida com escolhas coerentes, você vai ter que compreender o que que você tá fazendo com o seu tempo. Ponto, tá? E aí ontem, amor, eu conversando com a Flávia Mendonça, nossa querida, e falei com ela ontem quase 11 da noite. Olha, você dormiu bem essa noite? Mais de 6 horas?
Muito bem.
Olha, para quem não entendeu, tá, que a pergunta é porque ontem falamos sobre a importância do sono, né? Porque que você precisa dormir às 11, acordei às 6, tá bom, né? Tá bom, 7 horas, né?
Tá ótimo, tô melhorando.
Para quem perdeu ontem, eu volto nesse assunto, tá, na semana que vem, mas ele tá no livro sobre a importância do sono e como sono não é perda de tempo. Mas vamos lá, ontem eu conversando com a Flávia, a gente chegou a uma conclusão muito interessante, um resumo, porque esse livro aqui ele tem pesquisa, entrevista, experiência, então tem informações, mas também tem dicas práticas de como você pode autogerenciar o tempo, né? De novo, você não pode controlar o tempo da natureza, não dá para bater o pezinho no final do dia 'Olha, pessoal, fica mais um tempo aí que eu tenho muitos compromissos para resolver.' Mas você pode aliviar a agenda para que você não fique refém e não ache que o tempo é o vilão. Então essas dicas práticas, a Muxi, elas são uma chave para preservação da vida.
E todo mundo gosta de dicas, né? As pessoas que vêm no consultório, tô no meu consultório hoje aqui no Resiliência, todo mundo: 'Como eu faço? Me ensina a fazer.' Me dá uma dica, plano de ação. Tinha uma paciente falar: qual que é o plano de ação?
Qual plano? Sim, a Drica tá pedindo: mostra de novo o livro. Drica, esse aqui, dá um tempo, tá à venda no Resiliência e é resilienciahumana.com.br, para quem tá perguntando. resilienciahumana.com.br. E será o único canal digital em que o livro será entregue para vocês com uma dedicatória especial. Então, amor, eu não ouso a dizer porque eu vivi, né, o que eu tô dizendo. Então, no livro nós temos muitas informações para preservação da vida, e cada um vai se identificar com uma situação que envolve o tempo, desde música, esporte, né, maternidade, Saúde. Tudo isso interfere na nossa vida, marca, ou marca momentos bons, ou você vai ter registros, né, que não são tão bons no primeiro momento. E aí tem o zeitgeist, que acho que é fundamental para a gente entender esse espírito que nós estamos vivendo, para se adaptar a ele. E uma outra coisa que eu não te contei é que a apresentação é do Sérgio Cortella. É, ele é um dos entrevistados e faz apresentação. E desses entrevistados, a Muxi, eu quero trazer aqui rapidamente a história. Alguém comentou aqui do Roberto Carlson. Deixa eu já aproveitar que tem entrevistas com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Lenine, Fernanda Takai, Oswaldo Montenegro, uma turma fantástica, né, que fez muita música que marca nossa vida. É legal.
Tem e-book, muita gente perguntando aqui.
Vai sair e-book. Lílian, gostaria de comprar o livro. Super feliz! É a venda no Resiliência Humana. Hoje à noite eu vou fazer o lançamento junto com a Editora Globo, às 8 horas, né?
Mas vocês já estão, segue a Isabela, segue lá. E vou fazer, deixa eu fazer um desafio com o pessoal aqui. Se vocês mandarem aviãozinho e compartilhar. E essa live ontem bateu 700, hoje se bater 1000 a gente sorteia um livro.
Pronto, boa, gostei!
Então cada um, tem 400 pessoas aqui, se cada um mandar 3, 4 aviãozinho, a gente bate o 1000 assim, ó. E falar sobre tempo, sono, organização, dicas. Isabela aí tá me dando uma aula, eu tava precisando tanto de você, Isabela.
Muito obrigado! Esse, esse, o assunto tempo é igual resiliência. Se ninguém te ensinou até agora, você pode aprender, né? Até porque esse livro também me ensinou que tem tempo para tudo. Às vezes até aquilo que você quer, né, no momento não é o que você precisa, e você vai ter que esperar o momento certo. Isso já foi escrito lá na Bíblia, Eclesiastes. É, inclusive ontem a gente falou sobre Cronos e Cairose, foi muito emocionante, né?
Legal, muito bom. Quem quiser, a live tá salva, mas semana que vem ela fala de novo.
Cronos, tempo dos homens. Cairose, tempo de Deus. Cronos, quantidade. Cairose, qualidade, né? E aí, ó, só para voltar depois a falar sobre os entrevistados do livro, se a gente pudesse desenhar, porque nosso cérebro ele registra aquilo que a gente vê, né? Igual agora deu exemplo da lanterna. Sobre o multitarefa. Se a gente pudesse desenhar a diferença entre o tempo dos homens e o tempo de Deus, seria o seguinte: tempo dos homens, horizontal, passado, presente, futuro. Tempo de Deus, vertical, que é o tempo da oportunidade e da sua evolução. Não tem como você evoluir para trás, você só evolui para frente, para cima, né? Amor, Uma outra questão muito importante da gente falar é a questão do passar do tempo. E não adianta brigar pelas rugas, pés de galinha, flacidez, né?
Eu ia te perguntar justamente sobre as doenças do tempo. Não sei se esse é o caminho que você vai seguir, mas muitas pessoas vêm com essa coisa da doença do tempo.
Isso, eu vou anotar aqui. Eu vou só terminar pela questão da idade, tá? Doenças do tempo. Bom, eu ouço muitas pessoas, e eu também me assusto com o passar dos anos, né? Especialmente É quando você para assim no elevador, né, que você dá aquela olhada e tal, porque muitas vezes a gente tá até sem tempo de se olhar no espelho. E eu pego algumas pessoas, né, reclamando das rugas com o passar do tempo e tal. E aí eu vou trazer uma frase que eu vou dizer com muito carinho, entendam: a única maneira de você não envelhecer é morrer. Por enquanto é isso. Nos oferece. Então, para quem reclama ou não se sente confortável com o avançar do tempo, a única maneira disso ser resolvido é a interrupção da vida. E nessa história sobre o tempo, então, eu trago lá Helô Pinheiro, a Tice, e trago 3 histórias muito marcantes: Fernanda Montenegro, Maurício de Souza e o Maestro João Carlos Martins. Que não reduziram o entusiasmo, o espírito de aprendiz com o passar do tempo. Ontem nós falamos, o excesso de tempo é tão ruim quanto a falta de tempo. Então, para quem tá reclamando que tá faltando tempo, ó, o excesso de tempo também causa muita ansiedade. Já vou entrar lá nas doenças do tempo. Mas a Fernanda Montenegro me impressionou demais quando fui até a casa dela entrevistá-la. O maestro João Carlos Martins, não preciso nem dizer, né? É um mito, né? Você viu, Amor? Ele é um mito da resiliência. A gente pode entrevistar ele. E o Maurício de Souza descreve uma história muito importante. O Maurício de Souza recebeu um não gigantesco no início da carreira dele como desenhista, em que a pessoa lá do jornal, não preciso nem dizer qual é, tá escrito no livro, disse assim para ele: Amor, "Desencana, menino, desenha um da futuro." Olha só o que ele fez com essa informação. Ele ficou chateado, aí depois acontece um kairós forte, tá, vou deixar esse suspense no livro, porque aí ele observa uma situação lá na redação por onde ele tava super cabisbaixo. Então são 3 histórias muito emocionantes que podem inclusive inspirar mais pessoas que ou estão desanimadas ou tão insatisfeitas, né, que tudo tem seu tempo. E essas pessoas que já avançaram muitas décadas têm para nos ensinar. Agora, quando eu falei sobre a interrupção do tempo, Amor, duas histórias, uma delas eu chorei demais na hora da entrevista, que foi o Rafael Renzel, né, o jornalista que sobreviveu àquela tragédia da Chapecoense em 2016. O Hanzel me contou os detalhes da mudança de assento que ele teve no avião e ele só sobreviveu depois dessa, tá? Então no livro eu conto essa história que ele me descreve, que no início da viagem ele tava no banco da frente, aí pedem para ele mudar para o banco do meio, aí ele sente calor, ele vai para o banco de trás. Só que esse banco o Messi tinha usado numa viagem anterior. Aí um jogador pede para sentar no lugar dele e ele vai lá na última fileira. Amor, e ele só sobreviveu ao acidente por estar naquele lugar. Pensa. Então, o que que eu tô querendo dizer com isso, gente? Que às vezes mudanças acontecem na nossa vida, né? Que você vai sair de um lugar confortável, como foi o caso do Renzo, e vai para um lugar apertado, né? O cara tem mais de 1,80m e teve que ficar lá espremido. No banco do meio, e foi o que salvou a vida dele naquele momento. Aí você fala: mas Isabella O'Hanlon morreu depois. Depois ele sobreviveu para nos trazer essa história. Ele marcou muito o nosso tempo. Ele inclusive lançou um livro, a Muxi, também pela Editora Globo, que é Viva Como Se Estivesse de Partida. E essa história me marcou demais. E a do Boechat, que teve também uma reação do processo de trabalho anos atrás, e depois violentamente ele morreu num acidente de helicóptero. Então são duas histórias que trazem essa noção que o nosso tempo ele pode terminar a qualquer momento, né? E aí sabe o que que Dona Fernanda Montenegro falou para mim? Quando chega a hora, é a qualquer hora.
Muito legal.
De novo, não adianta bater pezinho falando: ai, que assunto. Não, gente, a gente tem que encarar, temos que assumir a responsabilidade sobre o nosso tempo.
Minha mãe tem uma frase que assim: ninguém morre na véspera.
É isso aí.
Quando chega a hora, quando chega a hora.
Então Agora, trazendo o assunto que você falou sobre as doenças do tempo, amor, esse não é um termo meu. Esse é um termo que já foi definido na década de 80 por um médico chamado Larry Dossey, e ele escreve um livro. Deixa eu ver se eu acho que o nome do livro, que eu esqueci, falando sobre as doenças do tempo, 1982. E ele fala sobre os claustrofóbicos do tempo. Pessoas que se sentem aflitas pelos buracos na agenda e aflitas pelo excesso de agenda. Então, as doenças do tempo— pensa que ele falou isso lá na década de 80, a gente não tinha metade do que nós temos hoje, tá? E ele fala sobre as doenças do tempo, que são aquelas doenças que te tiram do momento presente. Quais são elas? Vou citar só 3. Ansiedade, depressão e burnout. A Doutora Ana Beatriz Barbosa, uma psiquiatra fabulosa, ela diz que ansiedade é excesso de futuro, depressão excesso de passado, estresse excesso de presente. Então, se a gente não considerar que nós podemos viver tempos que não são o presente, eu já estou desenvolvendo uma patologia, se eu não despertar a tempo. E aí ontem a gente fez uma brincadeira muito curiosa, né, Muxi? Onde está o passado e futuro? No presente. Por isso que as suas lives, as meditações são fundamentais para que a gente não adoeça por essa falta de compreensão do tempo, né? Vão ter outras doenças do tempo? Sim. Aí a gente vai entrar em síndrome do pânico e todas as outras que te provocam muito medo pelo que pode acontecer. tá? Medo, pode ser que eu esteja repetitiva, não é ausência de coragem. Todo mundo sente. Mas a ansiedade patológica, que tem ansiedade boa, antes de começar a live eu sempre fico ansiosa, mas eu sempre penso no melhor dessa live. Ansiedade patológica é quando você pensa no futuro da pior forma possível.
Eu falo que é o medinho gostoso. Eu falo que o medo é um recurso de segurança para nos mostrar o que a gente tem que fazer, só que a gente fica paralisado. Ele é um bom conselheiro, só que as pessoas ficam ali, tem gatilhos da infância, da ancestralidade, mas eles ficam paralisados. Mas o medo é uma coisa que precisa, a gente precisa ter e precisa saber usá-lo. E eu também, e eu aprendi a escutar Dashi porque eu fiz uma pergunta para ele assim: você não fica meio com medo quando você vai entrar numa apresentação ou numa palestra? E ele fala uma coisa assim: o dia que eu perder esse medinho e essa ansiedade, acabou, não preciso mais vir fazer aqui, porque o gostoso é esse medinho, essa ansiedade. Então, quando a gente sabe lidar e sabe lidar com o tempo, que tem tudo a ver, a gente tá aqui no momento presente, para de pensar, e a hora que tá ali dá um medinho, e a hora que você entra você tá totalmente presente e falando, a coisa fica mais tranquila, né?
Exatamente. E você sabe que o medo ele te protege. Tá na dose certa. Lembra que a diferença entre o veneno e o remédio é a dose. Assim como ansiedade, assim como a tristeza, também é importante para você fazer, ter um momento introspectivo e aprender com aquela situação de novo, ou ficar batendo pezinho porque não aconteceu como você queria, né? E só mais um exemplo sobre o medo, aproveitando que eu falei sobre o Rafael Hensel, Você sabe que o acidente só aconteceu, sabe por quê? Porque o piloto, que era o dono do avião, não tinha medo do que poderia acontecer com a falta de combustível. As investigações mostraram que ele já tinha feito outros voos com só o avião na reserva, então ele não tinha medo. É a mesma coisa quando a gente tá na estrada, não para para abastecer, e você não tem medo que acaba combustível. Hello, vai acabar. Então o medo ele te protege e ele evita grandes tragédias, evidentemente. De novo, um exemplo da estrada: se você está a uma velocidade alta e você não desacelera em alguns momentos, não pisa no freio, se você não tiver medo que algum imprevisto possa acontecer na estrada, pode passar um cachorro, pode vir um outro carro, enfim, tudo pode acontecer, você tá abrindo a porta para coisas que não serão legais. Entende, amor?
Para quem tá perguntando sobre o que a gente tá falando, hoje é o lançamento do livro da Isabela Camargo, Dá um Tempo, tá à disposição aí no site do Resiliência Humana. Vem com autógrafo dela, uma dedicatória. Quem quiser também tem nas outras plataformas. Então hoje é o lançamento. E é um livro muito, muito, muito interessante para você saber lidar no mundo que não tem limites. O mundo não tem limite, o mundo não tem limite.
Hoje o zeitgeist é absolutamente sem limite por conta da tecnologia e por conta do excesso de acessos. Vamos dar um exemplo, né? Como é que o mundo não tem limite? A música, décadas atrás, Quando o trem atingiu a velocidade de 30 km/h, os médicos recomendavam que os pacientes com problemas cardíacos não usassem o trem, porque aquilo poderia trazer um problema. 30 km/h, tá? Hoje você tem trens e você tem modais que reduzem o tempo de deslocamento, né, indiscutivelmente. E o que que acontece nesse mundo express que a gente está vivendo? A tecnologia permite que você avance nos prazos, reduza os prazos na verdade cada vez mais. Então você tem voos que ficam cada vez mais rápido, você tem entregas que vendem a entrega cada vez mais rápido. Então nós estamos alimentando esses zeitgeists quando a gente quer. Uma entrega para ontem, quando você quer tudo, tudo para ontem, né? E aí a gente entraria nos contratos de tempo que nós falamos ontem. Contrato de tempo é um contrato que você tá cumprindo sem ter— e cada pessoa tem o seu contrato de tempo, né? E aí você vai ter que aprender a diferenciar uma mensagem que precise ou mereça uma resposta imediata ou uma hora depois e não se sentir constrangido e nem pedir desculpa, tá? Quando alguém te cobra uma resposta que você não teve condições de dar naquele momento, que você tava fazendo outra coisa. Isso é respeito ao tempo do outro, sabe, amor? Então, falando só em respeito ao tempo, e como você disse que o livro tá vendo a resiliência, Só pelo Resiliência, o livro será enviado com uma dedicatória em que eu dedicarei tempo, dedicarei, dedicatória, tempo para cada um que está querendo viver uma vida que vale a pena ser vivida.
Ontem, ontem a gente brincou um pouquinho sobre, opa, voltou. Ontem a gente brincou um pouquinho sobre essas coisas das pessoas quererem, já te mandam WhatsApp, já quer que ele te responda e já quer que faça coisa. Jaqueque aconteceu. Você falou do trem, eu lembrei de uma metáfora que contaram para mim uma vez, que fez todo sentido, e eu vou contar para você, que é muito interessante. Um índio foi viajar de trem de uma cidade para outra. Você já ouviu essa metáfora?
Não, não.
E aí ele entra no trem, o destino era longo, demorava 1 ou 2 dias para ele, um dia e meio para ele chegar ao destino de trem. E ele foi no trem, sentou lá, pôs a mala dele, Passou um dia, um dia e meio, ele chega na estação, ele desce na estação, pega a mala dele e senta na estação. E aí passa o dia inteiro, isso de manhã, passa o dia inteiro, índio fica sentado lá e fica sentado lá. E na hora de fechar a estação, veio o cara que cuida da estação e fala: Bom, índio, vamos fechar a estação. Que que você tá fazendo sentado aí? Eu te vi chegar de manhã 'Até agora você tá esperando?' E ele responde: 'Estou esperando a minha alma chegar.' Porque ele sabe que demora um tempo para ele se adaptar, para ele entender o que vai acontecer nesse novo local. Existe um tempo para as coisas acontecerem, só que nós não temos mais essa percepção. O Tadashi brinca com uma fala também, que não é no nosso tempo, é no tempo de Deus que as coisas acontecem.
Cairós.
E a gente quer— Então, muitas pessoas querem fazer N coisas com resiliência. E eu falo: a coisa vai acontecer na hora que tiver que acontecer. Às vezes acontece assim, como o nosso exemplo, que a gente sentou lá atrás, antes da pandemia, para começar a fazer isso, e na hora certa aconteceu. Então, querer controlar o tempo é impossível, né?
Você consegue controlar sua ansiedade, você consegue controlar sua agenda, né? Mas controlar o tempo da natureza é impossível, né? E quando eu digo que o tempo sempre esteja a seu favor, é porque você imagina como Deus fica confuso, né, quando cada um tá pedindo uma coisa no tempo, né? Igual o tempo meteorológico, né? Tem gente que reclamando do frio que tá chegando em boa parte do país. E aí eu digo: vai adiantar você querer controlar o tempo meteorológico? Não vai adiantar você se preparar tirando a blusa do armário, você entende? Então, a gente reclama de uma coisa ou a gente aceita. E falar de tempo, você fala de aceitação dos tempos da vida, do tempo de cada coisa, e respeito e desapego, desapego do que não existe mais, né? Então, só trazendo mais uma experiência, olha, se você Beijo, Cissa. Beijo, Cissa. Seu livro tá indo, tá, pelo correio. Espero que o correio, a greve acabe logo. São Paulo tá indo, tá aberto. É, oba! Então pronto, boa notícia. Então, ou a gente reclama, ou a gente aceita e se prepara. Isso é muito importante. E quando você me falou o mundo tá sem limite, eu dei o exemplo só aqui do transporte. Mas a internet hoje nos deixa, né, com um acesso ilimitado. A disponibilidade que nos pedem é integral. De novo, se você não coloca limite, depois quem vai pagar a fatura é só você. Vamos dar um exemplo? Deixa a luz ligada o dia inteiro, você vai pagar a fatura depois. Não reconhece os seus limites, não determina os seus limites, você vai pagar a fatura depois.
Gostei muito que você falou a pausa voluntária ou a pausa involuntária.
De qual estatística você quer fazer parte? Você quer fazer parte da estatística de pessoas que mudaram de carreira, de caminho, de ideia— lembra desapego— e estão com saúde, com espírito de empreendedor, né, de aprendiz, aliás, espírito de aprendiz, Ou uma pessoa que adoeceu por não reconhecer seus limites, por estar disponível integralmente e por não respeitar o tempo do corpo, o tempo do descanso, da alimentação, do lazer, da atividade física. É curioso, Amos, quando a gente falou sobre o transporte, e aí eu volto a falar de zeitgeist. No início do livro eu trago um pouco da evolução do transporte da comunicação. E para quem acha que tá, que o tempo tá passando muito rápido e tá culpando o tempo, então vamos lá. Antes você tinha hora para receber uma informação, né? Ou era o jornal da manhã, do meio-dia, ou jornal da noite, falando de televisão. No jornal impresso era de manhã. Hoje você não tem mais hora para receber a informação, e você fica sabendo não só das coisas da sua cidade, do seu país, mas das mazelas também do mundo inteiro. Legal, só que você tá consumindo tempo e cérebro, entende? Porque nós temos uma capacidade diária, é como, de novo, uma capacidade de um tanque de combustível. Se você usar mais sem repor, vai fazer falta. E o cérebro é a mesma coisa, tá? Isso os especialistas também me contam, os neurocientistas me falaram. Você tem que dar, você tem que preencher o seu tanque de combustível, e no caso do cérebro é descansarmos. Então a história da comunicação explica muito a fragmentação do tempo e a velocidade das informações. E aí entra a história do filtro e da curadoria, que se você não colocar limite, se você não escolher muito bem, alguém pode estar escolhendo por você e com interesses que podem não ser os seus. E quem perdeu? Quem ganha tempo e energia e cérebro? Você. Quando você pega a evolução dos transportes, você também percebe isso. A Muxi, antes eu ia para o Paraná, eu demorava 7 horas de carro. Hoje eu vou de avião em 40 minutos. Só que agora vem o X da questão. Atenção! O que que eu faço com esse tempo? Eu trabalho mais, né? Então hoje um dos grandes paradoxos é a gente olhar Tudo que foi desenvolvido para nos poupar tempo, mas esse tempo não é utilizado para descansar, para o nosso criativo.
A gente coloca outra coisa no lugar, né?
Pronto, acabou. É curioso, né? Eu trago aqui, por exemplo, forno de micro-ondas, um baita ganho de tempo, que substituiu o forno, o fogo, o fogão elétrico, que já substituiu o fogão a lenha. Pensa na economia de tempo dessas 3 evoluções, percebe? Roupas que não precisam mais passar, aplicativos que nos poupam tempo no trânsito, e mais um infinito de coisas que foram criadas para nos poupar tempo. Só que a gente tá usando esse tempo para trabalhar mais. Então é evidente, sim, que o tempo não é o vilão. Nós que estamos fazendo mais coisa dentro desse período de tempo.
Eu tenho uma historinha do meu pai, da minha mãe, que assim, eu tinha um, eu tenho, né, um sítio em São Roque, que aqui no interior de São Paulo. E minha mãe gostava de ir pela Raposo Tavares, que era mais devagar, e ela ia curtindo a estrada, ia comprando frutas, tinha uns animais. Antigamente era uma estrada mais pequenininha, onde você, meu pai gostava de ir pela Castelo. Porque era mais rápido. E eles brigavam muito por essa disputa do tempo, que minha mãe queria curtir o trajeto e meu pai queria chegar rápido para curtir o sítio. Então ficava essa disputa de tempo, e eu sempre vi eles brigarem por isso. Não, vai demorar muito por aí. Minha mãe falava: mas o gostoso é isso, né? A gente precisa— minha mãe queria colocar o quê? Coisas gostosas nesse tempo. Da viagem. E meu pai não, meu pai queria curtir o tempo lá no sítio com os amigos. Mas é, parece que cada vez mais a gente quer ir mais rápido para os lugares, chegar antes, fazer mais. Isso aí acaba com a gente, né?
É isso, é a ganância que nós temos. Eu sei que ganância é uma palavra forte, mas ela é a melhor síntese para a gente entender o que que tá acontecendo com esse, com essa nossa aflição em querer saber tudo, ver tudo, participar de tudo, consumir tudo, né, comprar tudo, não vai rolar. Infelizmente não vai rolar. Agora, o Dalsídez, não sei se você conhece o Dalsídez, amor. Ele foi padre, ele deixou a batina para se casar com a Mariana Godoy. Hoje ele é um orientador também espiritual, tem um programa na Rede Vida. Ele me dá um depoimento aqui no livro Muito curioso. Como você falou que você via os seus pais falando sobre o tempo de uma forma muito incoerente, ele disse que quando criança ele ouviu a avó dele dizendo: mas já é Natal? E ele esperou o ano inteiro para chegar. Porque aquilo que a gente falou, acho que ontem, ontem, ontem, quando você tem menos idade você tem menos compromissos, menos responsabilidades, né, menos datas. Para você ter noção de menos datas. Então, para a avó dele, que tinha um monte de coisa para fazer, o Natal chegou muito rápido. Para ele, criança, que só tinha o Natal, Malemal, aniversário e a Páscoa, demorou muito para passar. Muito legal, né? Muito curioso, muito curioso. Agora, uma pergunta que chegou muito no meu direct, a Muxa, aliás, que repercussão maravilhosa, né, das nossas conversas. É sobre a compra de tempo.
Quanto custa o seu tempo, né?
Quanto custa a sua hora, né? É muito importante você fazer essa conta pegando quanto você ganha por mês e dividindo pelos dias do mês, né? E aí pelas horas. Você vai saber, por exemplo, ao ver uma bolsa, tá? Vou dar um exemplo aqui. Você vai entender: essa bolsa custa tanto. Esse tanto significa tantos dias de trabalho ou meses, né, de trabalho. Vale o meu tempo? Saúde, vale o meu tempo investido nisso? E se você souber o valor da sua hora, lembrando que isso é uma coisa muito cultural, né, muito legal isso, hein. No Brasil a gente fala muito sobre o salário mensal. Nos Estados Unidos todo mundo, todo mundo, né, a maior parte hora ou ano, né? Ah, o fulano ganha não sei quantos mil por ano, né? Lá é ano ou hora, pelo menos são as informações que eu sempre tenho. E aqui no Brasil não. E de novo, essa noção de quanto custa a sua hora, ela é fundamental para você não comprar coisas que você só tá desperdiçando seu tempo, sua vida, né? E fazer o investimento certo do seu tempo de vida. Para que que isso também é importante? Para que você compre tempo. Ah, Isabela, mas você falou que não dá para comprar tempo. Não, mas você compra serviços, e no tempo desta situação que você comprou um serviço para que façam por você, você possa descansar ou trabalhar mais. Escolha. Aí a gente entra de novo em escolha, não é? Então teve um estudo de Harvard que entrevistou lá um número X de pessoas e mostrou que pessoas que compram serviços apresentam índice maior de felicidade do que aquelas que compram produtos. Entende? A gente deu exemplo aqui, por exemplo, um exemplo que eu gosto muito: Neymar. Quando Neymar mudou lá atrás de time, não sei o quê, foi para um salário fabuloso. Os jornalistas começaram a falar: nossa, a hora do cara custa tanto e tal.
Então vamos lá, ele ganha tanto por dia.
Isso. Então vamos lá, se você ganha, deixa eu ver aqui um exemplo bem, bem palpável. Se você ganha R$100 por dia, então se o seu dia custa R$100 E você pode contratar alguém para limpar a sua casa por menos de R$100. É evidente que vai ser mais inteligente você pagar, né, voltei, pagar essa pessoa do que consumir o seu dia para fazer essa tarefa, a não ser que ela seja uma tarefa terapêutica, tá, lavar o carro, arear a panela, Organizar gaveta, você entende? Então imagina se o Neymar, vamos supor que a hora dele custa $20.000, ele vai gastar uma hora dele lavando louça? A não ser que seja uma coisa muito prazerosa. Agora, se nessa hora ele tiver que treinar, fazer uma atividade, etc., evidente que vai ser muito melhor ele comprar este serviço. Fez sentido?
Vamos Claro, gostei muito disso que você falou, que também do, de a gente pegar as horas para algo terapêutico. Sim, porque isso nos ajuda a ter o nosso tempo para nós mesmos, né? Quando a gente lançou o livro Um Compromisso por Dia, era justamente isso. As pessoas têm tempo para treinar, comer, rezar, mas tirar um tempo para você mesmo tá cada vez menor, né?
E é disso que eu falo no livro Dá um Tempo. Aqui tem um conjunto de informações que podem preservar a sua vida, porque se você não se colocar na agenda, não adianta você ter o melhor emprego, salário, casa e tudo mais, porque uma hora a vida vai te cobrar esse tempo que você negligenciou.
Deixa eu mostrar o livro aqui que tá todo mundo perguntando. Tá aqui o livro Dá um Tempo. Dá para ver, né?
Tá, como encontrar, sem limites.
É isso aí, tá? Hoje é o lançamento. A Isabela lança às 8 horas. Segue ela aí, vai para o perfil dela. Ela faz no perfil da Editora Globo também?
Sim, a live será comigo e, opa, tá aqui meu consultório aqui, junto com a Editora Globo também. Amor, muito legal!
E tem no resilienciahumana.com.br e também todas as livrarias aí, vai, já já tá aí todas as livrarias, né?
Sim, agora só no Resiliência que vai com dedicatório especial, né?
Porque se vocês lá, resilienciahumana.com.br, pronto.
Se vocês pretendem dedicar tempo lendo o livro, o mínimo que eu posso fazer é dedicar o meu tempo para fazer uma dedicatória para cada um de vocês, tá? Dedicatória, dedicar tempo, tá bom? Vamos lá, é uma coisa muito importante. Ah, Muxi, então ficou claro essa história do quanto custa sua hora?
Sim, claríssimo, né?
Pega o valor que você ganha por mês, divide pelos dias, divide pelas horas, pronto, né? Aí você vai saber: nossa, minha hora custa R$20, eu vou comprar lá um objeto que custa tanto, divide pelo número de horas, fala: nossa, eu preciso trabalhar 15 dias por mês para pagar esse tubo de cola, por exemplo. Ele pode ser importante, claro, mas quantas coisas a gente compra que não são importantes e aí só vai tempo embora? Bom, uma outra coisa que eu quero trazer, a moxa, aqui já considerando o nosso tempo, é a história do Roseville. Que que é isso? O psiquiatra Daniel Martins de Barros, tô adorando esses termos novos, essas novidades.
Muito obrigado de novo, tô empolgado.
Oba, isso é muito importante, isso é muito importante. Manter esse espírito de aprendiz é super importante, porque você se torna, você só se torna uma pessoa interessante quando você tem interesse por coisas que você não sabe, conhecer pessoas, né, que você ainda não dedicou tempo para conhecer. Aí você se torna uma pessoa interessante quando você dedica tempo assuntos e pessoas. Vamos lá, Roseville é uma tendência que nós temos, que já foi tratada em muitos filmes. O que me vem aqui à cabeça é o Meia-Noite em Paris, da gente sempre achar que o tempo passado era melhor que o tempo presente, né? O filme Meia-Noite em Paris, para quem não assistiu, conta a história de um escritor que tá lá em Paris tentando de terminar um livro, e ele sente que os escritores de um período antes eram mais felizes que ele. E ele volta no tempo, e quando ele encontra esses escritores, ele descobre que esses escritores também achavam que eles viviam uma época melhor, né? Então o Dr. Daniel de Barros, ele explica no livro que esse Roseville pode nos tirar de novo do tempo presente. E você desconsidera, ó, desapego, que o tempo passado não volta. Então não adianta a gente querer comparar o mundo de hoje com as ideias do passado. Por isso que a revisão, atualização de identidade, é super importante. Eu vou falar sobre isso na semana que vem, tá, Muxi? Porque isso é só uma live, eu vou querer responder bastante aqui perguntas. É muito importante você atualizar sua identidade para rever suas ideias. De novo, ou apegar ao que se tornou importante ou desapegar daquilo que não faz mais sentido. E outra coisa que eu gostaria de trazer aqui, que ainda é sobre a agenda, senão dá a impressão que nossa, Isabela agora virou a rainha da agenda livre. No primeiro momento pode parecer um pouco difícil, mas se você considerar que nós estamos há muitos anos nesse modus operandi, Então não é de um dia para o outro que você vai falar: então agora eu vou me colocar na agenda. Então o meu convite com o livro Dá um Tempo, Como Encontrar Limites no Mundo Sem Limites, é para que você se dê um tempo, aos poucos, gradual, porque senão, sabe o que acontece depois? Vem culpa, vem culpa, sabe? Vem raiva, tipo: nossa, não consegui fazer aquilo que a Isabela falou. Digo mais, também não é fácil para mim em alguns dias. Mas eu já tenho consciência que se eu excedo um dia, no dia seguinte eu vou aliviar. É igual alimentação.
Muito bom, muito, muito bom. Quem quiser mandar pergunta para Isabela, tem uma interrogaçãozinha aí, manda. Tem umas perguntas aqui que não tem nada a ver com que a gente tá falando, então não vou colocar.
Não tem problema, não tem problema. E Vou voltar só uma informação. Como nós chegamos até aqui é super importante para saber como é que nós vamos seguir a partir daqui. Então quando você tem noção do avanço, de novo, transporte, comunicação, você vai ter consciência como nós vamos seguir a partir daqui. Você sabe, Amushi, que o presidente da Intel na década, eu não vou lembrar agora, até preciso retomar esse conteúdo que tá aqui no livro. Ele disse, né, pelo upgrade da tecnologia, que um sistema ele seria substituído por outro em média 1 ano e 8 meses pela metade do preço, né? E hoje esse tempo também mudou. Então nós vivemos no upgrade constante de equipamentos. De novo, sem Roseville, ai, mas antes o telefone durava tanto "Antes não, a televisão durava tanto tempo." Sim, antes o mundo era outro. Ou a gente vai perder tempo reclamando, querendo que o passado volte, ou a gente vai viver o presente da melhor maneira que a gente pode, né? Repito, a única maneira de você— nós falamos ontem, eu gostei muito— a única maneira de você ter um passado prazeroso é fazendo escolhas hoje. Dentro das condições que você tem hoje.
Eu fiz uma brincadeira no começo da pandemia junto com Edu Shinashiki, que era assim: com recurso que você tem, aonde você tá e com as pessoas que você tá, quais são os momentos inesquecíveis que vocês vão criar no aqui e agora? Porque senão as pessoas vão ficar lá se comparando com o passado e querendo algo melhor na frente. Então aqui, o que que eu vou contar lá para os meus netos lá na frente que na pandemia eu fiz dentro de casa que vai ser muito legal? Ou eu vou ficar falando: "Nossa, eu vi tantas mortes, eu vi tanta confusão, eu passei por isso, foi sofrido demais." Então eu fiz N coisas dentro da minha casa que falava, fazia justamente isso. Eu criei dentro do tempo que eu tinha, com recurso que eu tinha, com as pessoas que eu tinha, situações e memórias que eu nunca vou me esquecer. Então brincar com meu filho de esconde-esconde dentro do armário, fazer um jantar para minha esposa na varanda de casa, a luz de velas. Então, justamente eu fazendo coisas especiais para não ficar nessa coisa de, puta, lá atrás foi muito melhor, né?
Exatamente. E nós falamos isso anteontem, né? Por que que você vai ter memória? Porque você vai dedicar tempo, tá? Nós falamos isso esses dias, tá, gente? As lives estão gravadas aí.
Eu criei uma série lá, dá um tempo, Isa Camargo e Robson Amor. Só seguir lá essa nossa terceira e nós vamos seguir muitas aí. Se preparem, vamos sim.
Eu também criei lá no meu canal no YouTube, tá, uma pastinha.
Sabe o que a gente esqueceu de fazer? De começar a fazer pelo computador também, que fica bonitinho, já vai para lá direto. Tá bom, mas pelo YouTube, pelo Insta, na verdade a gente faz pelo Insta e pelo computador. Lembra que a gente fez uma vez com os dois ao mesmo tempo? Que aí já fica gravado na horizontal também.
Perfeito, vamos nessa na semana que vem. É só para recapitular uma coisa breve que a gente falou, que vai ser muito importante para o pessoal pensar aí no final de semana. Se você chega ao final do dia, fez um monte de coisa, mas acho que não fez nada, é porque você ficou lá com dedinho de tela em tela e não chegou nesta tela. Porque você não consumiu o tempo necessário para gerar memória. Tudo aquilo que gera memória nos marca, né? É só lembrar numa aula nossa de escola, qual foi o conhecimento que te marcou? Aquele que o professor usou recursos, né, que realmente mudaram o estado interno. E hoje, se você não escolher muito bem o que você vai fazer na internet, você vai chegar então ao final do dia E quando eu tô falando da internet, tô falando de WhatsApp, tá, gente? Tô falando de um monte de aba que a gente deixa aberta durante o dia e depois não fecha algumas. E isso é muito importante para gerar memória. Se você não gera memória, o tempo também pode te parecer mais veloz. Eu acho isso muito bonito, muito interessante para a gente começar a compreender. Que a preservação da vida depende de nós. E aí aqui tem dicas práticas, tá, no livro Dá um Tempo, que está à venda pelo Resiliência, o único canal de vendas que o livro vai com uma dedicatória, em que eu trago—
Dá uma dica aí para todo mundo aí, Isabela, nesses 4 minutos finais.
Dica de?
Para controlar o tempo, eu tenho uma vida mais— tem uma pergunta aqui que fala bem nisso, quer ver? Agora perdi a pergunta, que tem uma pessoa aqui que não para de mandar uma coisa aqui, mas não é a hora, não chegou o tempo certo.
Olha como a gente precisa repetir certas coisas como um mantra. A gente não controla o tempo, a gente controla nossa agenda.
Consegue ler?
Dila, como mudar o conceito do tempo em alguém que já foi engolido pela tecnologia?
Provavelmente alguém é ela, né?
Não tem problema. Primeiro tem que reconhecer que isso existe para aceitar e depois buscar ajuda. Lembra que na USP já tem tratamento para dependentes tecnológicos desde 2006, então a gente não tá falando de uma coisa É pontual? Não, né? E que o vício na internet já é maior do que o vício no cigarro. Bom, como então você que já percebeu que tá gastando muito tempo com a internet, coloque limites, coloque horários, igual muitos pais fazem com crianças. Ah, telefone só à noite, 2 horas por noite. Você vai ter que fazer isso. E digo mais, assim como quem é viciado em drogas, chocolate, compras, Vai reduzindo gradualmente ou de uma vez por todas? Aí vai depender do seu autocontrole. Algumas pessoas conseguem encerrar o vício. Por exemplo, quem fuma: ah, não vou fumar mais hoje. Um dia para o outro, acabou, né?
O iPhone agora vem, ele te manda quanto tempo você usou por dia. É só você controlar.
É isso. Então não controlamos o tempo, controlamos a nossa agenda e controlamos as nossas ações. São elas que vão te dar noção se o tempo é amigo ou inimigo.
E tem uma coisa muito legal, né, que a gente falou, acho que na primeira ou na segunda live, já não lembro: o essencial, o importante, urgente e o do dia a dia. Se você tá deixando o dia a dia urgente, tá deixando o essencial, o importante, você tá errado. Então sai dessa tecnologia e vai para essencial, importante. Quem quiser saber disso, Compra o livro também, que a Isabela fala disso, e assiste as outras lives. Eu quero agradecer a Isabela mais um dia.
Obrigado.
Acertar com ela aqui, quando a gente volta, a gente já comunica para vocês. E até fazer uma, um convite para você, se quiser voltar aí no sábado ou no domingo, as portas tá aberta, a gente já fala aqui. E o Resiliência tá aí de portas abertas para você.
Faremos então no sábado. Sim, sim.
Beijo no coração de todos. Quem tá perguntando do livro, resilienciahumana.com.br. Eu montei uns kitzinhos lá legais. Tem uma que tem com a pulseirinha verde, que é do quartzo verde, que é da cura, da saúde, do coração. Então, para já usar nessa coisa do tempo. Então, beijo, Isa. Daqui a pouco a gente se fala. E daqui a pouco tem uma série de lives aí. Beijo no coração.
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