Como o estresse influência as doenças dermatológicas - com a Dra. Thais Berti - EP 17 - Ïnterioriza

Dra. Thais Berti explains how stress triggers skin conditions like melasma, psoriasis, and dermatitis. The conversation covers why treating skin from the inside out matters as much as external care, and how emotional well-being directly affects dermatological health.
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Oi, eu costumo dizer que com o tempo não é só o colágeno que vai embora. Outras coisas chegam. Manchas, rugas, etc. Isso faz parte da longevidade. Então, estou aqui no consultório da doutora Thais Bert, dermatologista. Obrigada, Thais. Muito feliz em estar contigo.
Obrigada a vocês. É maravilhoso.
Thais bloqueou a agenda para nos receber aqui no nosso interiorismo itinerante para falarmos sobre manchas na pele. Mas eu não quero falar sobre as manchas apenas por uma questão estética, mas o quanto elas também estão refletindo o que está acontecendo dentro. Tem relação, Thais, das manchas, do melasma, por exemplo, com o que acontece dentro da gente?
Nossa, Isa, tem muito. Vou começar falando que a pele, ela diz muito sobre nós. Primeiro porque ela é o maior órgão do corpo humano. Sim. Então, obviamente ela vai ser o maior órgão de escape. E além disso, ela mostra pra gente também os hábitos de vida da pessoa, a questão de exposição solar, alimentação e também a questão emocional. É uma curiosidade. Isso acontece e é muito frequente, por quê? Porque na embriologia, então quando a gente lá tem a fecunação, a formação do embrião, a gente tem algumas camadas do embrião, na verdade assim, basicamente três camadas, e cada camada é responsável por formação de órgãos. a pele e o sistema nervoso são formados pela mesma camada. Então você tem, é muito comum também essa interferência, explicando até fisiologicamente, né? Quem gosta de ter, eu quero que provem. Então a gente consegue também explicar por conta disso, da formação embriológica da pele, que é a mesma camada do sistema nervoso.
Breaking news! A pele é formada pela mesma circuitaria, posso chamar assim, de neurônios?
Sim, são neurônios. A gente tem no embrião, basicamente, quando se forma o embrião, são várias fases. Dentro de uma fase, são três camadas, a ectoderme, a mesoderme e a endoderme. Cada camada, e essas camadas são responsáveis pela formação dos órgãos.
Tá bom.
Certo? A ectoderme, ela é responsável pela formação de todo o sistema nervoso e da pele.
Então a gente manifesta na pele o que muitas vezes nós estamos querendo esconder?
Sim, com certeza. Com certeza. Esse é o meu dia a dia no consultório. Então a minha paciente que chega muitas vezes com melasma. Eu vou citar o melasma porque você citou. O melasma é uma patologia que a gente chama de discromia, que é uma anormalidade na produção de melanina. No caso do melasma, você tem um excesso de produção de melanina. Então aqui, só pra ilustrar as camadas da pele, a gente tem a epiderme, a derme, o sibicutano e o periógeo. O melasma fica, geralmente ele pode ser misto, que é a maior parte dos casos, onde fica os melanócitos, na derme e epiderme, e ele fica ali desorganizado por algum motivo, por alguns fatores, que tem vários, e aí começa um excesso de produção de melanina.
Eu queria saber quais são esses fatores. Antes, você vai ver agora numa edição maravilhosa que o Vitor Caram vai fazer. Debaixo desta pele aqui que você está vendo, desta maquiagem. Você acha que eu nasci assim? Não, assim com muito mais colágeno, claro, né? Aqui já tem um monte de... não posso falar o nome dos produtos, mas... Você está vendo agora na edição o que tem debaixo dessa maquiagem. Hoje eu tenho muito melasma. Quando eu engravidei, eu não tive melasma na gestação, meu melasma veio depois. Eu percebo duas situações e aí é observação, tá? Como mulher. Na gestação, eu costumo ver muito melasma e em alguns contextos, em alguns estilos de vida, eu vejo melasma. E eu me lembro que a doutora Thais Guerreiro, que é a minha dermatologista já de muitos anos, ela me disse, Isa, o melasma ele vem sendo estudado pelo mundo e muitas mulheres, por exemplo, que usam burca, ou seja, que não estão expostas ao sol, Tem melasma, então o melasma não está só relacionado ao fator externo.
Não, não.
O que tem por trás do melasma?
Melasma é uma doença multifatorial. Então quando a gente fala que é multifatorial, a gente tem várias etiologias. A questão hormonal influencia muito, por isso é muito mais comum em mulheres, apesar que temos bastante homens também com melasma. Então você tem os fatores externos e o mais comum é a exposição solar, né? E os fatores internos tem essas questões hormonais. Na gestação a gente tem um boom de hormônios, uma bagunça que isso interfere na saúde dos melanócitos. Então é muito comum. Outra coisa, mulheres que tomam anticoncepcional também é um fator muito comum. Então, às vezes, num tratamento, a gente também... Uma das opções de tratamento, se a paciente toma um anticoncepcional, a gente tenta achar um outro método contraceptivo aí também pra melhorar. E tem também a questão alimentação, se a pessoa fuma, bebe, porque é uma doença inflamatória. Então, se a gente aumenta ali a questão do processo inflamatório descontrolado, ele também vai exacerbar.
Opa! Peguei aqui uma coisa no ar, Brasil. Se o melasma é uma doença de pele inflamatória, tem uma outra coisa que inflama células que você não falou.
O quê?
Estresse.
Estresse!
Vamos lá, agora, abraçar o estresse chegando aqui no Interioriza, no consultório do Dr. Thais Bert. Thais, é sério.
Vamos lá.
Se o melasma é uma doença de pele inflamatória, o excesso de estresse, ele também inflama a célula.
Inflama muito.
O melasma tem a ver com isso?
Tem a ver também. Tem a ver também. O estresse crônico, ele aumenta a produção dos hormônios de estresse que são o cortisol, adrenalina e noradrenalina. Como você já explica bastante, Isa, o estresse é um estado de alerta do nosso corpo quando se vê sobre uma ameaça. Geralmente, a gente tem essa produção desses hormônios, mas que normalizam rápido. Quando você é submetido a um estresse crônico, que no nosso dia a dia isso é muito comum, você tem um excesso da produção desses hormônios. E esses hormônios aumentam, sim, esse processo inflamatório e tem total relação, por exemplo, com melasma. E não só o melasma, muitas outras doenças dermatológicas.
Quais são?
Psoríase. Aquela noite que ficam aquelas placas. Dermatitis.
Alergias de pele.
Alergias. Vitiligo. Queda de cabelo. Dermatitis seborreica, que é a caspa. Então, inúmeras patologias dermatológicas tem total relação com o emocional, com o estresse.
Breaking News neste Brasil. Eu posso estar usando o melhor creme do mundo. Se eu não estiver modulando o meu estado emocional com as situações que estão acontecendo, o creme não vai adiantar nada.
Pode ser não tão efetivo quanto a gente espera que seja. E aí é que tá, a gente tem que alinhar muito as expectativas do paciente, porque é também um tratamento multifatorial.
Ô Thaís, então pra falar de melasma não adianta só tratar fora, eu preciso também cuidar dentro.
Com certeza, com certeza, o tratamento do melasma e também a dessas outras patologias dermatológicas, envolve multifatores. Então, não é só o creme. A gente tem que alinhar muito a expectativa do paciente. Então, o paciente com melasma, que é um creme milagroso, mas tem um estilo de vida estressante, toma sol, bebe, fuma, o creme não vai melhorar. Não existe um creme milagroso que faça tudo sozinho. Então a gente tem que alinhar muito essa expectativa do paciente. Por isso, hoje eu mudei muito o padrão da minha consulta. Porque eu recebo muitos pacientes que apresentam, com um sinal de estresse crônico, uma primeira manifestação desse estresse crônico como uma lesão dermatológica. Então eu mudei totalmente a logística da minha consulta Para aprofundar mais, para saber tudo do meu paciente E aí eu dou tarefas também para o meu paciente Você não está se hidratando muito bem Você não está se alimentando muito bem Já aconteceu de paciente desabafar aqui comigo problemas conjugais Que descobriu traição, mas que estava por conta do marido, por conta dos filhos mantendo um relacionamento que não estava legal, estava engolindo muita coisa.
Isso vai se manifestar na pele?
Se manifesta na pele. Pacientes que estavam sofrendo assédio moral no trabalho, que também queda de cabelo, e é engraçado, essa história dessa minha paciente que estava sofrendo assédio moral, ela apareceu com várias lesões na pele, que ela inconscientemente...
Ela mesmo se machucava?
Se machucava. Então, Ela falava que tinha coceira, eu dei um remédio pra coceira, eu dei uma pomada, tinha manchas residuais que ela queria clarear. Mas se ela não resolvesse toda essa questão dela do trabalho, o que eu poderia ajudar mais? E aí é difícil você entrar na cabeça do paciente pra ele enxergar isso também, né? Então eu mudei muito a minha logística de consulta E eu tô amando isso, porque eu não consigo ajudar só a parte de fora, que é por onde os pacientes vêm me procurar Eu vou mais adentro, eu trato um paciente como.
Um todo Eu acho bonito porque na sua página do Instagram, se você ainda não segue, tá? D-R-A Thaís Berti, Thaís com T-H, vai aparecer aqui no Letrim também, a doutora Thaís Berti, realça a sua beleza de fora e de dentro. O que acontece é com... O esvaziamento da palavra autocuidado. Tem gente que acha que autocuidado, esse nome bonito em inglês é skin care, que é cuidado com a pele. Não gente, o autocuidado precisa começar com o essencial, que é aquilo que a gente negligencia. Tempo de sono, alimentação, hidratação. Aquelas coisas que você acha que não vai fazer mal agora, depois eu penso nisso. Vamos falar sobre isso, Thaís. Quando alguém vem te procurar com alguma alergia de pele, você tem que estar muito presente, né, pra poder perguntar coisas além do trivial.
100% presente. É a escutativa, Isa. Eu tô ali 100% pro meu paciente sem pensar em mais nada e até pra eu captar o que ele quer me dizer com aquilo. Então, ai, apareceu essa lesão na minha pele. Tá, mas peraí, quando apareceu? Como apareceu?
A quanto tempo?
Em que momento da sua vida isso apareceu? Como que é a sua rotina? Então, já tendo muitas mulheres, né, que a gente tava até conversando sobre isso, hoje em dia ser mulher não é fácil.
É equilibrista do circo de Solé.
É muito equilibrista do circo de Solé. Então, chegam mulheres aqui super sobrecarregadas e que, às vezes, uma conversa Pra ela parar e falar, não, agora eu vou olhar pra mim. Engraçado que a consulta ao dermatologista é o primeiro passo que a mulher dá pra esse autocuidado. Porque vê a parte externa, aquele que ela esqueceu. E aí a gente pega esse gancho e fala, não, a gente vai cuidar tudo, porque não é só autocuidado externo. É saúde mental, é saúde física.
Eu costumo dizer que autocuidado é aquilo que só você pode fazer por você. Só você pode dormir por você, só você pode tomar água por você, se alimentar sem telas. Ou seja, aqui se eu olhar essas camadas como a nossa pele, o que aparece aqui em cima só reflete o que está embaixo. Posso fazer essa analogia?
Reflete o que está aqui dentro. É isso. É isso.
Então manchas na pele estão querendo te dizer também que tem alguma coisa desregulada. Isso eu já estou aqui me confessando, sim?
Sim.
Eu hoje estou vendo um melasma que eu agora decidi fazer as pazes com ele e significa que eu não vou fazer nada mais pra ele. Que parece que quanto mais eu mexo.
Pior fica É, o melasma a gente tem que tomar bastante cuidado também no tratamento Porque quanto mais a gente estimula ali essa inflamação Você tá estressando? Você tá estressando o melanócito O que.
A gente menos quer é estressar, entendeu?
A gente tem que fazer uma terapia.
Ali O que a gente menos quer é estressar o melasma E eu fiz muitos tratamentos nos últimos tempos Eu estressei demais a minha pele Por mais que ele esteja muito bem, a minha pele está agora respondendo muitas tentativas para tirar. País, como é que você se sente sendo dermatologista em um momento em que nós já sabemos e temos dados? no atacado, que as mulheres são as que mais sofrem consequências no ambiente de trabalho por conta das assimetrias, desigualdades e tudo mais. Como é que você se sente hoje sendo capaz de levar saúde integral para essas pacientes?
Eu me sinto muito bem, eu acho que a gente tem que pegar essa profissão e ser...
Instrumento?
Instrumento pra que a mulher se valorize e olhe pra si. Porque o que que acontece? Eu acho que a mulher, essa questão da igualdade, a gente tá muito sobrecarregada, foi como você falou, essa questão, nós somos equilibristas do circo de Solé. Só que não dá pra dar conta disso o tempo todo. E a gente não dá conta. Tem muita gente que me pergunta, nossa, como é que você dá conta de tudo? Eu falo, gente, eu não dou conta de tudo o tempo todo. Eu surto, eu brigo, mas eu me cuido, eu cuido da minha alimentação, eu cuido, eu faço minha atividade física, eu faço minha terapia. Então o que eu acho, hoje eu uso a minha profissão pra também inspirar as mulheres, principalmente, a ter essa visão e a se acolher. Acho que a gente se acolhe tão pouco, Isa.
A doutora Thais é esposa do doutor Carlos Neto, que nós assistimos no interiorismo anterior, né, cardiologista, doutoralizada dermatologista, e é muito bonito ver esse trabalho que ambos fazem, né, depois de já muito consolidados, consagrados, né, com um instituto gigantesco de saúde. Agora vocês, vivendo essas experiências pessoais, podendo levar isso para o consultório? A primeira pergunta que eu fiz aqui para a Dra. Thais foi assim, como é que você dá conta do consultório? Três meninos, mãe de três meninos, e tá aqui toda linda, etc. Só nós sabemos os pratos que nós equilibramos.
Só nós.
Agora quando você fala, a gente não se acolhe, eu... Procuro fazer isso todos os dias com todas as mulheres que cruzam o meu caminho. Um abraço, eu sei que tá difícil. Como é que então nós vamos resolver? Pra quem nós vamos pedir ajuda? Que não que você vai ter que dizer. Você tem dito muito não?
Tenho. Hoje eu aprendi a falar mais não.
Pra quem?
Pra propostas, por exemplo, que eu sei que seriam bom pra mim profissionalmente, mas que interfeririam muito na minha relação familiar.
Me dá um exemplo, por exemplo, profissionalmente você recebe convite pra jantar, pra evento...
Isso! Na dermatologia, nossa, na dermatologia, Isa, tem todos os dias...
Alguma coisa pra fazer.
Lançamento, jantar, congressos, tem enormes. Eu adoro, eu participo de alguns congressos, mas hoje eu seleciono, porque não dá pra ir em todos. Porque a maioria é em feriado. Então eu não vou passar nenhum feriado com os meus filhos. A gente já trabalha tanto durante o dia. Eles já também têm uma rotina super puxada. Então eu preciso escolher. Pronto. Eu preciso escolher.
Agora a gente está recebendo as escolhas a que ele interioriza. Isto é fundamental. É isso.
É isso. Você escolhe estar onde você precisa naquele momento. Né?
Aí você vai ter que saber exatamente quem, o quê, por quê, por quanto tempo. Você tem dito não dentro de casa?
Também, já disse. Já disse não.
Constantemente, né?
É, isso. A gente tá num momento também de um crescimento profissional em outros projetos. Então é mais difícil falar os não dentro de casa, muito mais difícil, porque você tem lá os seis olhinhos olhando pra você assim, mamãe, você não vai comigo na piscina hoje? Eu falo, não filho, hoje a mamãe vai ter que estudar e a mamãe vai ter que me reunir, isso num sábado, por exemplo, que a gente teve um evento aí final de semana E eu fiquei o dia inteiro sem ver os meninos. E tava um sol, eles foram na piscina. Então esses não, dói mais.
Dói.
Mas também é pro bem deles. Eu me acolho nesse sentido. Eu falo, eu sei o que eu tô fazendo por mim. E eu estando bem... eu consigo passar melhores coisas pra eles, né? Consigo cuidar melhor deles.
Então, pra você que começou ouvindo aqui esse episódio sobre manchas na pele, por que a gente tá falando agora sobre equilíbrio entre objetivos pessoais e profissionais? Primeiro que é a bandeira que eu levanto todo dia, não existe vida pessoal e vida profissional, vida é uma só. A gente tá tentando de fato equilibrar objetivos pessoais e profissionais. Eu acho muito bonito quando você disse sobre se acolher e não sentir culpa. Eu fico vigilante todo dia, Thaís, pra não me culpar com as escolhas que eu preciso fazer pro meu trabalho, porque a minha vontade era de ficar brincando com a Angelina o dia inteiro.
É isso. Eu também. Eu também me policio muito pra pegar mais leve comigo, falando, Thaís, tá tudo bem.
Não vai dar pra fazer tudo.
Não vai dar pra fazer tudo. Esse momento agora, É focar nisso, nesse momento.
Exato. Né?
Então, você vai ter o seu momento de focar de novo na família. Então, calma.
Sim. Que tá tudo bem. Esse gradiente, ele precisa tá curtinho, né? Ou seja, então... Ah, o sábado eu fiquei todo fora estudando, o domingo eu tô em casa.
Exato, foi o que a gente fez.
É o que eu faço.
Sexta e sábado a gente ficou o dia inteiro fora. Domingo ficou exclusivo pra eles, eu não peguei num livro domingo, eu não peguei nada no telefone, eu desci na piscina, eu tomei um sorvete com eles e foi ótimo, foi maravilhoso.
É isso que nós estamos querendo dizer, tá Brasil? É só isso. É só isso. O quanto você tem consciência do que você está fazendo de mais ou de menos e equilibrando.
É isso.
Você percebe isso aqui nas suas pacientes?
Percebo.
A dificuldade em não se culpar nesse aspecto?
Muitas se culpam. Eu tenho muitas pacientes que têm um trabalho que tem que bater ponto. E aí é mais difícil. Eu tenho um privilégio onde eu faço a minha agenda. Então eu consigo estar mais próximo dos meus filhos ali, pegar na escola.
Você acha que é mais fácil?
Eu acho que é um privilégio porque eu consigo fazer o meu horário, então eu estabeleço e aí eu consigo filtrar aí os nãos, né? Mas a minha paciente que tem que ir lá bater ponto, trabalha longe, pega o trânsito e deixa a criança na escola, se culpa. Se culpa. Mas aí a gente conversa muito e fala, olha, você tá feliz, você tá fazendo o seu trabalho por você. E você estando bem, seu filho vai estar bem, vai ter orgulho disso também. Porque a gente tem que trabalhar feliz. Eu também pergunto muito pros pacientes se estão bem no trabalho. Então eu costumo também falar pros meninos, eu tô indo trabalhar, eu não falo, ai, vou trabalhar, que saco! Entendeu? Eu falo, estou indo trabalhar, estou indo ajudar pessoas, estou indo fazer o que eu amo fazer, estou indo cuidar da pele, estou indo deixar as pessoas mais bonitas, eu estou feliz. Eu falo para os meus filhos, é lógico que tem dia que você não quer sair de casa, que você está mais cansada. E eu também falo isso para eles, eu falo, você não vai estar bem o tempo todo. Então a gente tenta passar isso, mas é um trabalho diário, é treino.
Eu tenho feito isso. Quando eu vou sair pra trabalhar, quando eu vou viajar, eu falo assim, ó, mamãe tá indo dar uma aula. Mamãe vai dar uma aula na Universidade X, em tal cidade. Aí agora a gente tem um mapa. do Brasil, no quarto dela. Então a gente mostrou, a mamãe tá aqui, tá? Já já a mamãe volta. Pronto, e aí vai funcionando. É lógico. Tô trazendo aqui detalhes bem sensíveis para que você veja que o que nós estamos vivendo aqui, por mais que estejamos todas maquiadas, bem sucedidas e tudo mais, são escolhas que vão te fazer chegar nesse lugar e são escolhas também que vão fazer você parar de brigar com as marcas do tempo na sua pele. A gente tem que aprender a conviver.
Tem.
Porque brigar não vai adiantar, Thais.
Tem. A gente tem que se aceitar, né? Já é tão difícil pra gente se cobrar tanto por outras coisas, né? Eu gosto muito dessa área estética, acho que melhora muito. O autoestima e o emocional do meu paciente. Mas não é só isso, né? Não é só isso. É a cerejinha do bolo.
Vamos, então, concluir aqui a nossa conversa. Pra quem se identificou aqui com o papo e falou assim, bom, ok, vou marcar uma consulta com a dermatologista. Já é um primeiro passo?
Já é um primeiro passo.
Vou para a academia já é o primeiro passo?
Já é o primeiro passo, já é o primeiro passo. Com certeza. Vou diminuir o açúcar, já é o primeiro passo. Vou parar de beber, já é o primeiro passo. Pequenas decisões.
É a revolução do pouquinho.
É a revolução do pouquinho. A gente fala os baby steps, né?
Perfeito. Então que com essa conversa você possa se despertar. Aquilo que tá adormecido, de repente tá esquecido. A gente precisa se incluir na própria agenda.
Sempre!
Pra dar conta que dela não é. Thais, obrigada então.
Obrigada a vocês.
Foi um privilégio. Então a página da doutora Thais, D-R-A-T-H-A-I-S, Berti. Doutora Thais Berti. Tem alguma coisa acontecendo assim que você quer divulgar pra que o planeta saiba? Além do trabalho que você já faz aqui?
Ah, eu acho que se eu pudesse dar um conselho pra todo mundo, eu falaria busque um autoconhecimento. Isso ajuda muito e é um passo enorme pra gente melhorar como um todo. Então, eu tô nessa busca e pra mim foi maravilhoso.
Quem diria, hein? Que num programa falando de beleza, manchas, chegamos no autoconhecimento. Então, deixamos ele aqui pra que todos que estejam nos acompanhando sigam, então, nessa busca pelo autoconhecimento. É um caminho só de ida, tá, gente? Não tem de volta. É. É.
Por mais difícil que seja, né? Tem que ir.
Muito obrigada pelo seu tempo e confiança. Já sabe, né? Se fez sentido pra você, compartilha com quem você quer bem. Até o próximo interiorismo.
Até!
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