Como prevenir a Síndrome de Burnout

Márcia and journalist Isabela Camargo discuss burnout prevention, time management, and work-life balance. They share personal experiences and explain how societal pressure contributes to exhaustion and what actually prevents it.
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Oi, gente, tudo bem? Quero dizer pra vocês que eu tô aqui num ambiente diferente, eu tô no interior de São Paulo, em Braga São Paulista, vim ver filhas, netos, uma coisa muito gostosa, né, da gente poder encontrar depois de tanto tempo, né, por causa dessa pandemia. Mas, enfim, tô aqui com vocês, vamos fazer uma live muito interessante, porque nós vamos falar sobre o tempo e como o tempo é importante na nossa vida, né? Como é que o tempo passa? Passa rápido? Passa devagar? Você dá valor ao tempo? São perguntas que a gente se faz sempre, né? Porque o tempo é um bem tão precioso. Será que a gente entende essa preciosidade do tempo? Antes de chamar a nossa entrevistada de hoje, a jornalista Isabela Camargo, que escreveu um livro incrível chamado Dá um Tempo, como dar limite a um mundo sem limites. Será que você dá limite? Antes de chamar a Isabela, vamos ver quem tá aqui. Márcia Peirão, Gilza Bastos, Maruza Fontes, Luciana Aroma, Medeiros, Cláudio Pereira, meu marido tá sempre aqui, né?
Com ele o tempo passa rápido.
Márcia Lima. É, Márcia Lima, tá dizendo que vamos preusar nosso tempo. Vamos, sim. Gabi Freire, Mila Costa.
Eu acho que a gente tem que.
Entender que o tempo é uma coisa, assim, muito preciosa na nossa vida, né? A gente pensa que o tempo não acaba nunca, né? A gente tem aquela ilusão quando a gente tá em plena atividade, não tô cheio de tempo, cheio de coisa pra fazer, mas eu tô aqui, ainda tenho muito tempo pra viver, e muitas vezes a gente fica atrasando as nossas vivências importantes, o nosso prazer na vida, a quem importa, achando que vai ter tempo lá na frente, né? Então, a gente tem que tá muito alerta com relação a isso. Vamos ver aqui a Isabela, se ela já entrou. Isabela tá aqui, vou chamar a Isabela.
Vamos ver aqui que ela tá entrando.
Espero que aqui a internet fique tudo bem.
Oi, Isabela, tá boa?
Tudo ótimo, Márcia. Boa noite pra você, boa noite a.
Todos que já estão aqui Obrigada, querida, por você estar aqui com esse tempo que a gente vai ter pra falar sobre o tempo, né, Isabela Eu tava lendo o seu livro, eu não tô com ele fisicamente aqui porque eu não tenho, mas você se tiver mostra a capa pra as pessoas verem Dá um tempo. Eu estava lendo o seu livro e quero te dar parabéns pelo livro Porque você fez uma pesquisa extensa sobre vários assuntos relacionados ao tempo Você pegou pesquisas de vários lugares do mundo, de psiquiatras aqui brasileiros Um até do Daniel, que eu gosto demais da USP, eu também já fiz live com ele Ele é ótimo. E você também cita Santo Agostinho, então é um livro que você se aprofundou muito nessa questão e mostrando como a gente encara essa questão do tempo de formas tão diferentes.
Absolutamente, Márcia. Primeiro é um privilégio estar aqui com você. Eu te admiro há tanto tempo. Nossa! Quando me disseram assim, Isabela, a Márcia quer bater um papo com você e tal, eu falei, a Márcia não acredita. Fiquei muito feliz, muito lisonjada. Conforme o tempo vai passando, Márcia, a gente vai reconhecendo quem vai permanecer no nosso tempo. E quem podemos agradecer, mas que nós não vamos seguir. Isso serve pra tudo. Isso é um ganho de tempo tremendo, tá? Eu menciono no livro como atualização de identidade. E você é uma das referências que eu tenho e que eu vou levar para sempre. Porque você é pura inspiração, saiba disso.
Obrigada, querida. E você está sendo uma inspiração também para muitas pessoas, porque esse seu livro, com certeza, vai ajudar muita gente a se entender, Isabela. Porque as pessoas vivem uma vida tão, sabe, corrida, tão cheia de penduricalhos que a gente se coloca.
Distraída.
Distraidamente nós vamos seguindo, e muitas vezes a gente não para para dar valor ao que realmente vai ficar na nossa vida. Então eu acho que você foi corajosa, você escreveu esse livro também a partir da sua experiência pessoal Muitas pessoas me.
Perguntam assim, nossa Isabela, mas você não fala da sua história Não, esse não é um livro sobre a minha história Eu menciono as coisas que aconteceram comigo, mas que eu também validei com outras 4 mil pessoas Mas ele não é um livro sobre a síndrome de burnout. Eu ali falo sobre prevenção, inclusive. Mas é um livro, Márcia, para quem quer viver um tempo de qualidade. A gente fala de tempo o tempo inteiro, mas dificilmente para para pensar no que estamos fazendo com o nosso tempo. E geralmente esse pensamento vem quando nós temos uma pausa muito violenta e involuntária.
Obrigatória.
Quando alguém fica doente, quando acontece algum acidente com a morte de alguém Aí sim a gente pensa assim, nossa, como o tempo passa rápido, né? O que eu tô fazendo com o meu tempo? E a minha proposta neste livro, Como Encontrar Limites em um Mundo Sem Limites, é porque só os limites nos garantem a liberdade E se a gente não se der um tempo, não adianta, sabe, Márcia, metas, objetivos, aquela coisa toda que tá todo mundo careca de saber, porque nós não teremos tempo pra realizar, nós não teremos um tempo com saúde. Entende?
Isabela, você sabe quando eu tava lendo seu livro, eu me lembrei de várias etapas da minha vida. E me lembrei de uma frase, que eu acho que eu já até falei aqui em alguma outra live, do Leonardo Boff, do Frei Boff, que você entrevistou o Frei Betto.
Tem o Leonardo Boff também.
É, o Boff também. E o Boff, uma vez eu liguei pra ele e disse, olha, eu tô tão preocupada, eu tenho que ler tantos livros, eu era colunista de cultura do Jornal da Globo, e eu não consigo, eu sei que eu não tô lendo tudo que eu deveria estar lendo. Aí ele falou pra mim uma coisa que eu guardei na minha... Na minha cabeça e no meu coração, seja uma mulher do seu tempo Quando ele falou isso, eu fiquei pensando o que eu tinha pra fazer no meu tempo Eu tinha filhas pequenas, eu tinha uma carreira, mas eu não podia atropelar tudo E a partir daí eu tentei sempre olhar pra isso, ser uma mulher do meu tempo Ser atualizada, mas também dar o tempo pras coisas Lógico que nem sempre a gente consegue, mas foi um norte que ele me deu, entendeu?
Ele é fantástico, ele traz no livro inclusive essa consciência de que realmente nós podemos querer tudo, mas se a gente não der o tempo certo de cada coisa, né Márcia? E evidente que quando nós somos mais jovens, estamos numa carreira em ascensão, a gente acaba avançando os nossos limites E aí conforme o tempo vai passando e as prioridades vão mudando Se a gente não atualizar a nossa identidade, como eu te disse no início Nós precisamos revisar e saber o que fica, o que agradecemos e deixamos pra trás, por quê? A gente sempre tende a pensar num futuro Sem olhar o ponto de partida. A gente sempre quer mais, igual agora 2021 Como será que nós vamos planejar este ano? Não adianta querer bater pezinho, cruzar os braços, fazer cara feia Porque 2020 foi um ano com muitos imprevistos Não. E a gente tem que aprender também a excluir, sabe, Márcia? A tirar as coisas da agenda para poder visualizar, planejar um futuro desejável, mas com as condições que nós temos hoje Imagina se nós fizéssemos planos, Márcia, com a saúde que nós tínhamos há 10 anos ou com o modo de vida que nós tínhamos há 10 anos Não, não dá.
Eu vou falar uma frase aqui do meu marido, Cláudio Pereira, que sempre me diz, eu acho isso engraçado, mas é tão verdadeiro. A gente faz planos e Deus dá risada, porque ele tem os planos dele, e a gente tá sempre achando que os planos dele são o que a gente faz, e nunca é assim. Então essa questão do planejamento é um pouco do controle Porque eu acho que o ser humano, quando ele tem controle da situação, ele está seguro E nada vai sair daquilo que ele gostaria E a gente sabe que a vida é sem controle, a gente não tem nenhum controle absoluto de nada Aí eu queria te perguntar, Isabela, quando é que você percebeu realmente, nesse período todo que você viveu síndrome de burnout, que você perdeu o controle. Qual foi o sinal vermelho que acendeu pra você?
Uau. O corpo vai mandando sinais pra gente o tempo inteiro. E não é à toa que síndrome de burnout é um conjunto de sinais e sintomas. Veja, até na concepção da palavra síndrome de burnout você tem um conjunto de sinais e sintomas. Eles não chegam de um dia pro outro. Eles vão chegando aos poucos. São aquelas dores, Márcia, que a gente vai lidando como normal. Então, é quando você vai lidando com o anormal como se fosse normal. O que eu quero dizer com isso? É uma delícia quando a gente trabalha fazer ama. Porque não é nem um trabalho. Você está investindo o seu tempo.
Você gosta.
É. E aí é assim. Pra gente continuar fazendo o que ama, eu já dou aqui essa sugestão pra quem estiver nos acompanhando, é que pra gente continuar fazendo o que ama, nós precisamos ouvir os sinais, que estão vindo não por uma punição. Ninguém fica doente, ninguém tem uma pausa involuntária como essa por uma punição. É simplesmente a consequência daquilo que você faz. Só que aquilo que você faz pode ser voluntário ou involuntário. Então nós sabemos, Márcia, que num contexto social como nós temos no Brasil, você tem muito medo das consequências de dizer não para mais trabalho. Eu tive muito medo de dizer não para mais trabalho, eu tive medo do desemprego Eu também não tive coragem de dizer, então tá bom, eu estou abandonando tudo isso, eu vou recomeçar Num país com 13 milhões de desempregados, são poucas pessoas que têm essa possibilidade Então todos têm suas responsabilidades, mas vamos lá Então eu fui sentindo muitos sinais, fui tratando muitos sintomas Fui em dezenas de especialistas, todos falavam a mesma coisa Isabela, o seu horário não é compatível com a sua biologia E o que você está fazendo dentro dessas horas está sobrecarregando o.
Seu corpo Você trabalhava de madrugada isso? Você trabalhava à noite?
Sim. Na última empresa, na última emissora de TV que eu trabalhava, eu acordava na maior parte do tempo, à meia-noite, uma ou duas da manhã Existem pessoas que vão muito bem nesse horário, homens. Mulheres, eu não conheci nenhuma até hoje, viu, Marcia?
Então.
Eu acordava meia noite, uma ou duas, para trabalhar. E aí, é uma coisa muito interessante para a gente colocar, a síndrome de burnout, ela não está mais As pessoas não estão mais sensíveis ao burnout porque trabalham 10, 12, 15 horas, mas também aquelas que trabalham 6 ou 8 horas sem tempo de ir ao banheiro. Isso inclusive é uma característica que médicos me disseram e tem várias pesquisas, inclusive das décadas de 1970 e 80, quando a síndrome ganhou esse nome, porque antes tinha um outro nome, Em 1869, nós tivemos a nomenclatura de neurastenia dado por um médico que estava falando, Marcia, de uma sociedade americana completamente nervosa por conta da modernidade. Pensa.
Imagina agora, hein?
Imagina agora. Nessa época, por exemplo, não tinha luz elétrica como nós conhecemos hoje. Thomas Edison só inventou a lâmpada 10 anos depois. Mas vamos lá. Então, na década de 70, 80, muitos estudos vieram com este número de síndrome de burnout e juntaram dados de médicos, enfermeiros, que não conseguiam ir ao banheiro, que não conseguiam comer, não conseguiam ter um tempo para o básico. Então, a síndrome de burnout não é para quem trabalha de madrugada, para quem trabalha muitas horas, não. É um conjunto de fatores que vão te levar a um conjunto de sintomas e sinais que até a síndrome de burnout, que nada mais é que um freio. Não é o fim. Existem coisas muito piores. E outros problemas relacionados ao excesso de estresse e trabalho. A gente teria uma live inteira, viu, Márcio, pra falar sobre isso.
Eu sei.
Mas acho que todos aqui já viveram uma situação em que alguém disse, nossa, o fulano infartou, o fulano não sei o que, né? Enfim. Mas eu comecei a sentir tudo isso, como você respondendo agora a sua pergunta, concluindo, Não dei bola, porque eu achei que nunca nada de grave aconteceria comigo, por quê? Porque eu me cuidava muito Eu me alimentava bem, eu fazia exercício, eu fazia acupuntura, eu fazia meditação Sou espiritualizada e fazia terapias mil, sabe? Todas aquelas terapias que vão aparecendo, eu não, opa, vamos fazer, vamos experimentar Então, eu achei que eu fazendo tudo isso já era o suficiente, eu me cuidar bastante já era o suficiente Mas também não Então você tem os seus limites mesmo fazendo o essencial pra sua vida Só que eu não conseguia fazer uma coisa Eu não conseguia dormir no horário que meu corpo precisava dormir Isso é.
Fundamental, dormir, né, Isabela? Essas tabelas de sono são muito importantes. Tem gente que dorme pouco. Eu tenho uma amiga que dorme quatro horas por noite, três, quatro, e ela fica ótima. Ela não tem o menor problema. Isso acontece na vida dela há décadas. Mas o sono é fundamental. Quem fica cansado durante o dia o tempo todo já sabe que não dormiu o suficiente.
Exato. E no meu caso, eu percebi que eu não estava indo por um caminho produtivo com sustentabilidade Vamos dizer assim, eu não poderia continuar fazendo o que eu estava fazendo Porque eu comecei a ter crises nervosas, crises de ansiedade Aliás, taquicardia foi o último sintoma E aí eu fiz todos os exames e o cardiologista falou Ué, mas se você não tem problema na sua família e você não tem nada, seus exames não mostram nada, a coisa é grave E aí uma semana depois, praticamente foi quando eu tive um apagão Um apagão muitas pessoas acabam tendo, mas são de diversos... É um gradiente muito amplo Você tem um esquecimento aqui, você tem uma tontura ali, você às vezes fica meio desorganizado Mas o apagão é quando junta tudo É quando você não sabe onde você é, onde você tá Que aliás, quem é você, onde você tá, pra onde você vai, é uma desorientação Momentânea É.
Um momento muito angustiante, né, Isabela? Muito angustiante. Eu acho que a pessoa que passa por uma situação como essa... Porque a gente todo mundo passa por estresse, né? Estresse existe, tá na vida da gente. Mas esse acúmulo de estresse que leva a esse, vamos dizer assim, colapso da pessoa...
É isso mesmo.
É um colapso, né? Isso é uma coisa que a gente tem que trabalhar dentro da gente mesmo. E é por isso que eu acho tão importante esse tema que a gente tá falando aqui. Porque as pessoas... A gente começa com pequenas coisas dizendo não Mas se a gente não consegue dizer não nas pequenas coisas. É lógico que quando esse não é com relação à vida profissional fica muito complicado, fica muito difícil Mas às vezes não é só isso, é o não da solicitação na internet, da solicitação no WhatsApp, da solicitação de você estar sempre ligado, conectado Essa solicitação de estar conectado todo o tempo, que também você fala no livro Eu acho muito importante, porque a gente vive isso no dia a dia Eu mesma tô querendo me dar um tempo, porque senão eu fico muito ligada no que tá acontecendo. Se você fica tão ligada no que tá acontecendo, você não tá vivendo. Você tá ali.
Marcian, nós viemos de uma escola em que a notícia tinha hora pra chegar.
Pois é.
E agora ela não tem hora pra chegar e a gente fica sabendo de tudo o tempo inteiro E nem sempre saber de tudo o tempo inteiro vai nos trazer conhecimento, vai trazer ansiedade e vai drenar nossa energia Porque o nosso cérebro tem uma capacidade diária como o celular tem uma capacidade de bateria Sabe? É a mesma comparação. Então, se eu vou consumindo a minha bateria de manhã, por exemplo, com muitas informações desnecessárias, vai faltar bateria à tarde por uma coisa importante, não é? E só para complementar, se qualquer pessoa que estiver aqui der um Google, vai entender que a síndrome de burnout é, de acordo com a média, de que todos os especialistas dizem, É o excesso, excesso de pressão e estresse por longos períodos Então não é um cansaço eventual, não é um final de semana mal dormido, não São longos períodos, são anos em que você vai se negligenciando Isso é o que dizem os especialistas. O que eu vou dizer? Depois de ter vivido a experiência, ter estudado tanto. Porque, Márcia, eu comecei a escrever o livro em 2017. Nem sabia de burnout nessa época. Eu estava querendo trazer a resposta para aquelas pessoas aflitas e correndo... Seu áudio.
Está cortando um pouco e você está congelada, Isabela.
Sério?
Vem cá. Você está ficando congelada.
Tá, então deixa eu ver uma coisa...
Você quer trocar para 4G? Você está no Wi-Fi? Vamos aguardar um pouquinho.
4G, vamos ver se vai ficar melhor.
Agora acho que voltou. Deixa eu ver. Fala um pouquinho para a gente ver.
Olha, segunda-feira, 7h49, a gente está falando sobre a prevenção do burnout. Melhorou?
Está congelada você.
Sério? Pô, gente.
Você tá me vendo congelada?
Não, tô te vendo muito bem.
Agora você voltou. Você voltou pro seu Wi-Fi?
Tá no 4G.
Tá congelada.
Bom, agora você tá rindo, eu tô vendo você, mas não sei se você tá falando. Fala aí pra mim.
Tô falando.
É a síndrome da live, Isabela. Essas lives são síndromes também.
É, claro. É o overbooking agora, não é? É o overbooking total.
Olha só. Bom, Isabela, eu tava querendo que você continuasse falando aí, porque vamos ver se melhora.
Vamos ver.
Ai, Jesus. Isso é terrível isso. Eu vou tentar fazer uma coisa.
Voltei.
Deixa eu ver agora. Está melhor. Isabela, você sabe que eu achei interessante também que você contou no livro, que você escreveu, que o Brasil é o segundo país que tem síndrome de burnout.
Esses números são muito dinâmicos, sabe, Márcia, e agora, após, O pior da pandemia, vamos chamar assim, nós teremos um aumento muito expressivo desses números Por exemplo, o último que nós temos é de 20 milhões, de acordo com a USP, do início do ano A doutora Carmita Abdo, que já, que fez essa pesquisa, já disse que esse número vai aumentar exponencialmente. Especialmente porque os profissionais da área de saúde, os professores, que já fazem parte do grupo mais sensível ao burnout, tiveram grandes momentos de longos prazos, frequentes de estresse. Agora, Márcia, só pra fechar aquilo que eu tava dizendo, é assim. Todo mundo vai achar algumas respostas no Google que são muito semelhantes, mas depois de ter vivido a experiência, eu posso dizer que burnout é quando você sente saudade de você.
É quando você é profunda.
Você se doa tanto praquilo que você ama, inclusive a maior parte das pessoas que tem burnout são idealistas e amam o que fazem. Você fica com saudade de você, mas você tá tão distraído, você tá numa engrenagem em que você acha que se você sair, você vai fazer falta, ou seja, aquilo não vai funcionar sem você, que você vai, vai, vai, até que a hora vem o papai do céu, Deus, a força maior, como vocês quiserem chamar, e vão dizer, melhor você parar um pouquinho, senão vai ser pior lá na frente. É assim.
Agora, Isabela, essa frase que você disse é muito importante, você tem saudade de quem você é É porque você está tão distante do que você gostaria de ser, porque você é aquilo que você não consegue ser Que deve dar um vazio e uma angústia muito grande Aonde que eu me perdi? Aonde que eu me perdi de mim mesma? Qual foi o desvio que eu peguei que eu não sou mais aquela pessoa que eu queria ser? Essa é uma reflexão muito importante.
Muita culpa, muito medo do julgamento, muito medo do desemprego, muito medo porque nós vamos tomando decisões em certos períodos da vida, os aniversários vão passando, a sua saúde vai mudando e Você vai negligenciando os avisos e achando que tudo é normal. A gente vive numa sociedade, Márcia, que tem mais farmácias do que livrarias nas esquinas.
E cada esquina, né Isabel?
É evidente que nós estamos substituindo as lesões físicas do passado por lesões mentais do presente A gente está usando muito mais o cérebro agora do que o corpo Então se antes os problemas ocupacionais eram físicos por repetição física Hoje nós estamos com repetições, com padrões mentais que só desgastam todo o nosso corpo A diferença, Márcia, é que se você fizer um movimento repetitivo por muito tempo, vai doer, você vai parar E o cérebro, conforme ele vai pedindo ajuda, ele demora muito pra parar Ele vai tentando te avisar de diversas maneiras, só que pelo corpo E dificilmente você vai associar uma dor de estômago, algum problema de intestino, problema cardiovascular e tantos outros ao seu desgaste mental Nós vivemos num mundo digital, mas o nosso cérebro é analógico. Inclusive, o doutor Daniel Martins, na semana retrasada, eu confirmei com ele. Eu falei, doutor, continuamos igual, né? A programação mental ainda é do tempo das cavernas. Ele falou, sim.
Você sabe que eu entrevistei uma vez um psiquiatra, João Gilberto Costa Silva, que ele foi até diretor da Organização Mundial de Saúde, professor na Universidade de Miami, na Sorbonne, um cara muito interessante, amigo de muitos prêmios Nobel. Eu perguntei a ele que tipo de distração a gente deve ter, já que a gente está nesse momento de isolamento, foi mais perto no começo do isolamento. A gente vê que tipo de filme faz bem para ver. Ele falou assim, Marcia, sabe o que você tem que fazer? O cérebro precisa descansar. Então, tudo que você está acostumado a ver todo dia, você tem que pegar coisas completamente diferentes. Se você nunca ver nada de ficção científica, a vida não é uma ficção científica Vai pra ficção científica ou vai pra comédia Ou vai pra algo que não tenha nada a ver com o que você vê todo dia Eu achei tão interessante ele dizer que o cérebro precisa descansar Você tem que dar uma.
Chance pro seu cérebro Sim, Márcia, é muito bom você me dizer isso, eu acho o máximo porque aí as vozes vão somando e vão ficando mais forte esse coro Porque nós precisamos falar, aliás, dia 10 agora, sábado, é o dia mundial da saúde mental Nós estamos falando do nosso corpo Eu não sei em que momento da história a medicina dividiu o corpo da mente Porque nós somos o todo. Vejam, isso não é esoterismo, isso não é subjetividade, isso é o que nos faz estar presente aqui. Então, quanto mais eu me distanciar do assunto, pior eu vou viver, isso é um fato. E quanto mais vamos sobrecarregando o nosso cérebro com o excesso de acessos que a internet, a tecnologia nos permite, mais esgotado eu vou ficar, mais sem sentido no final do dia eu ficarei. Por quê? Você passou de tela em tela, você investiu o seu tempo com milhares de informações, só que no final do dia você não memorizou nada. Porque precisa de um tempo... Eu estava fazendo agora uma live com o Cortella A gente estava falando sobre o tempo do aprendizado Informação não significa conhecimento, até por isso que muitas pessoas chegam ao final do dia muito exaustas Não lembram do que fizeram e estão absolutamente desorganizadas, desiludidas, estão confusas Por quê? Porque a gente não faz isso que essa sua entrevistada disse, a gente desaprendeu a fazer nada O psiquiatra Florence Guido Palomba, em uma série que eu fiz só sobre burnout, Márcia, já vou concluir Eu perguntei assim pra ele, doutor, o que que nós podemos fazer para não desenvolver o burnout e outras doenças ocupacionais? Ou outros problemas relacionados à saúde mental? Ele disse, nada Falei, como assim, doutor? Nada. Ele falou, precisamos aprender a fazer pequenos períodos de nada durante a semana e grandes períodos de nada no final de semana. Só que a gente não faz mais, porque vamos até ao banheiro com o telefone. E você está consumindo o cérebro.
É verdade. Isabela, eu estou me lembrando do Domenico DeMazzo com o ósseo criativo Se você não tem um tempo parado, sem fazer nada, como é que você vai criar? Se você está sempre recebendo milhões de informações, não consegue digerir aquelas informações É como se você estivesse vendo se sua vida fosse um telejornal, hard news Todo tempo passando várias noticiazinhas Quando acabar aquele telejornal, você vai pensar, o que eu vi? Será que eu vi alguma coisa? De repente alguma coisa você vai guardar, mas o resto passou tão batido que você não lembra mais Então eu fico assim, sempre comparo um pouco a vida, porque a gente trabalha nessa área Eu comparo também um pouco a vida da televisão A gente pensa que botou um anúncio antigamente, que era assim, você tinha um tempo pra botar um anúncio O anúncio não entrou, você perdeu aquele dinheiro, a empresa perdeu o dinheiro O tempo daquele anúncio foi embora, então não existe mais E nós somos isso, né? Aquele tempo que você está vendendo para o anúncio, para o comercial Se você está vendendo tudo isso, se você não vendeu bem, acabou, passou Eu acho que essa coisa de muita informação e pouca profundidade Nada de reflexão e a gente fazer tudo ao mesmo tempo, sem atenção Deve atrapalhar o nosso cérebro Sim, os.
Especialistas, eles estão na mesma página. E quanto mais conversas como essa acontecerem, Marcia, quanto mais diálogo, melhor. Pra gente entender, repito, o nosso cérebro é como a bateria do celular. A diferença é que se durante o dia a sua bateria acabar, você ainda pede ajuda pra alguém. Tem um carregador, tem uma bateria, uma tomada. E o nosso cérebro não. A gente precisa reconhecer o que é essencial para o funcionamento do nosso corpo antes de ficar fazendo aquelas listas do que é prioridade, o que é urgente, sabe o que é importante, por quê? O que é essencial para começo de conversa? Suas horas de sono. Não é à toa que a privação de sono já foi técnica de tortura? Então, opa, o sono é coisa séria. Eu tenho um capítulo inteiro no livro que eu só falo sobre isso. O caso da sua amiga, Márcia, é exceção da exceção. Outro dia o Karnal também falou. Outro dia o Karnal falou que só dorme 4 horas. Eu falei, gente, não faça isso, tá? Não queiram dormir 4 horas porque depois você pode se sentir muito mal durante o dia. E aí quem dorme mal Pensa pior, reage de uma maneira equivocada muitas vezes, perde energia. Então o sono, Márcia, deveria começar a nossa agenda a partir das nossas horas de sono. Isso também é consenso entre os médicos. Então se você já está dormindo menos do que o seu corpo precisa, você já está acordando com a sua bateria, não todinha, mas já está começando com a bateria um pouquinho mais reduzida. E aí? Por conta de todos esses estímulos, nós estamos consumindo a energia do cérebro. Sim. E aí, pra onde nós vamos? O que que tem mais na esquina? Farmácia ou livraria?
Farmácia, vamos para os remédios. Ansiolíticos, remédios pra dormir.
Não, e aí é aquilo, né? O remédio pra dormir não funcionou e você vai buscar remédio pra ficar acordado. Aí você vai tomar um monte de café. Aí você vai reclamar que a sua gastrite, o seu estômago tá doendo porque você tomou muito café. E não. Café é excelente na dose certa. Estresse é necessário. Aliás, o hormônio do estresse é fundamental pra estarmos aqui, inclusive, pra produzirmos e tal. Mas em excesso é ruim. Até água em excesso é ruim. Então a gente tá falando de excessos.
É lógico, tudo que é excesso é ruim. Até pensamentos em excesso são ruins.
Exatamente. Então, nós precisamos aprender a desaprender aquilo que nós estamos considerando ainda bom para o nosso corpo. Então, não adianta só eu buscar uma alimentação adequada, não adianta eu buscar uma atividade física, fazer ioga e tudo mais, se eu não conseguir nem prestar atenção na minha respiração durante o dia. Então, o que estamos buscando fora, nas farmácias, está dentro Isso não é blá blá blá, isso é um fato Porque senão a gente vai começar a esticar a nossa corda. Esticar, esticar, esticar. E apelação não é resiliência, tá, gente? Porque muita gente tá apelando pra remédios, pra drogas, pra bebidas, achando que isso é resiliência. Ou seja, que você vai conseguir passar por aqueles episódios no seu trabalho ou em outra circunstância da vida sem nenhuma sequela, Márcia. E a fatura chega.
Isabela, eu entrevistei outro dia a Gisela Savioli, que é uma fitoterapeuta e nutricionista de São Paulo, aqui de São Paulo. E ela falou que ela tá fazendo um circo circadiano Ela tá tentando dormir quando escurece e acordar quando amanhece Que é a coisa ideal para o ser humano Eu sei que é dificílimo a gente fazer isso Mas a partir disso eu comecei a tentar dormir mais cedo A minha família é uma família que dorme muito tarde Desde pequena, todo mundo dorme muito tarde E tem pessoas que funcionam melhor à noite Outras que funcionam melhor de manhã Mas esse benefício de acordar cedo é uma coisa maravilhosa E outra coisa, quando você acorda mais cedo, o tempo, o dia, parece maior Ele não é maior, ele é maior pra você Eu queria, agora, falar sobre essa percepção do tempo, Isabel Você começou a.
Nossa live falando que o seu marido estava presente e com ele o tempo sempre passa?
Rápido.
Rápido.
Porque é um tempo muito bom. Muito bom. O tempo quando passa rápido é que você queria que demorasse mais, né?
Sim, é isso. Eu trago no livro essas percepções sobre diversos aspectos. Mas, resumindo, é assim. O tempo da natureza continua igual. Tanto que foi essa resposta, na verdade, que eu fui buscar lá em 2017. As pessoas chegavam pra mim muito estressadas, dizendo que o tempo tava passando muito rápido E aí eu fui, Márcia, lá no Observatório Nacional no Rio de Janeiro e falei com físicos e astrônomos Vem cá, o tempo tá passando mais rápido? Ele falou, olha, se o tempo estiver passando mais rápido, significa que a Terra tá girando mais rápido em torno do próprio eixo Ou mais rápido em torno do Sol Não O dia continua tendo em média 24 horas, as fases da lua representam isso, as estações do ano também É evidente que se o tempo da natureza está igual, o nosso tempo, o que cada um faz com o seu tempo, é que está diferente a partir do que nós fazemos com a nossa agenda. E agora, Márcia, por conta da internet e das redes sociais, que trazem muitos benefícios, mas todos nós estamos iludidos com esse brinquedo, nós estamos fragmentando cada vez mais o tempo. Então nós estamos fazendo muito mais coisa no mesmo tempo em que antes, sem todo esse excesso de acessos, nós fazíamos mais com mais intervalos. Então hoje nós estamos... Aliás, quem sente que o tempo está passando mais rápido, eu tenho uma boa notícia. É porque você está em movimento. Quem não está em movimento, quem está esperando algo Ou alguém, o tempo passa mais demorado. Por exemplo, o que demora mais? Um tempo na fila do banheiro ou o mesmo tempo dentro do banheiro?
Na fila o tempo para, né?
Na fila um minuto é uma eternidade E dentro? Tudo certo. Bom, para quem mais? Para quem está na fila de um banco, na fila de um transplante, eu trago a história de pessoas na fila do Incor, que são histórias de todos nós, que está do nosso lado, mas a gente não para para pensar nisso, não é? Então não é para todo mundo que o tempo está passando mais rápido, só para aqueles que estão em movimento. Então, opa! o tempo passar para todos, 24 horas para mim, para você, para o Bill Gates, para o Obama, para todo mundo Agora, o que eu vou fazer com a minha agenda é que vai me dar esta sensação de tempo que demora ou tempo que é veloz Isso significa que eu posso ter momentos Ao longo do dia, diferentes. Então, num período do dia, o tempo se arrasta, o outro passa rápido, não é? E as pessoas também nos trazem essa percepção, como você disse Eu com o meu marido, o tempo passa voando Eu numa situação em que ela não está prazerosa, ela está passando Então, o tempo de uma viagem, por exemplo, quando o avião atrasa ou quando o ônibus, enfim Os atrasos, nós estamos mais intolerantes aos atrasos, às demoras Só que aí a gente vai ocupando o nosso cérebro com o telefone, você não precisa mais carregar um livro, uma revista Você vai consumindo todo o seu tempo com todas essas informações Então, meus amores, não é para todo mundo que o tempo está passando mais rápido Nessa pandemia, muitas pessoas reclamaram no início da pandemia do que sempre pediram Porque a maior parte das pessoas pediam mais tempo em casa, mais tempo com a família E aí quando se viram com esse tempo, ficaram confusas. Por quê? Porque estavam tão desconectadas do próprio tempo, vivendo num piloto automático tão violento, que muitas pessoas pararam e disseram, mas o que eu faço agora?
Pois é.
O que eu faço agora?
Isabela, eu acho que essa pandemia trouxe essa reconexão com alguns valores que estavam muito soterrados no dia a dia. A gente começou a ter que olhar pra dentro da própria casa, pra dentro das suas próprias relações Valorizar quem tá com você, quem tá sozinho Eu tenho uma amiga, Isabela, que ela passou 90 dias sozinha em Nova York, que ela mora lá 90 dias, o aniversário dela eu liguei, ela fez um bolo pra ela, conversou comigo, fez o Zoom A gente pensa que o tempo, para quem está mais assim, passa mais devagar Eu acho que essa questão toda dessa pandemia, a valorização das relações O mundo digital também foi importante nesse momento porque conectou a todo mundo Foi importante nesse momento Mas também é aquela coisa, é uma pressão muito grande de você estar sabendo de tudo, ouvindo tudo, a par de tudo E é uma outra síndrome que também está aí, né? Tem um outro nome, essa outra síndrome.
A síndrome de missing out, não é isso? É, FOMO, Fear of Missing Out É o medo de estar por fora, medo de não estar dentro E aí veja, nós Inclusive uma das razões da gente dizer muito sim para pessoas, convites, oportunidades É o medo de não estar participando, o medo de estar por fora —.
Por fora, não sei de nada, ninguém me.
Fala Exatamente. E agora, depois de eu ter entrevistado 150 pessoas, ter pesquisado bastante, ter vivido uma experiência deste excesso de trabalho Eu posso dizer que só existe uma maneira da gente viver um tempo de qualidade. Na verdade, duas se conhecendo e fazendo boas escolhas. Só que você só vai fazer boas escolhas se você se conhecer hoje. Então a gente vai ter que aprender a se desapegar do que éramos no passado, porque nossa saúde era uma, nossas ideias eram outras. Então, tudo mudou. Eu preciso hoje saber quais são as minhas condições de saúde, quem eu sou hoje, o que eu quero pra mim hoje para poder escolher. E aí sim, desenvolver filtros para as informações, para dizer esse jornal não. Não, não preciso saber de mais nada agora pra saber controlar esse dedinho, porque a internet não é vilã. Assim como no passado, a TV, muitas pessoas diziam, porque a TV rouba minhas horas.
Não. Você faz porque.
Quer. Esse dedinho aqui tá na mesma mãozinha que antes segurava o controle remoto. Então você vai ter que controlar o dedinho. Então os feeds infinitos, eles vão continuar infinitos. Você que vai ter que se conhecer pra fazer escolhas. Agora deu. Redes sociais, agora deu. Excluir pessoas que vão fazer você perder tempo é fundamental. Inclusive, no livro eu coloco sobre os ladrões. É? Me.
Ouviu? Não, deu uma picotada aqui. Perdi a última frase.
Sua. Os ladrões de tempo. Eu trago quem são os ladrões de tempo. Nós precisamos reconhecer quem são os ladrões de tempo. Então, não adianta culpar o tempo da natureza, Márcia. Com o tempo da natureza está tudo certo. Então, antes de eu dizer O tempo tá passando mais rápido, eu preciso dizer, o meu tempo tá passando muito rápido, Márcia. Agora.
Travou. Tempo passa rápido, mas você sabe de uma coisa que eu aprendi, cada vez mais estou aprendendo, é aproveitar o tempo na natureza. Como tem me feito bem para passar por tudo isso, aproveitar a.
Natureza? Márcia, agora dê uma travada pra.
Mim. Eu tô falando, Isabela, que pra mim uma das coisas que eu achei que foi muito importante foi o contato com a natureza nesse período. Como a natureza cura a gente, sabe? Pisar no chão, pisar na grama, entrar no rio, no mar, numa lagoa, olhar para o céu, ver o vento, ver os passarinhos voando, ciscando no chão, brincar com o animal de estimação que você tem. Como é importante esse contato. A gente parece que volta um pouco a nossa essência quando a gente se volta para a natureza e para os animais. Então eu acho que isso é uma coisa extremamente curadora para a gente.
Sabe? É fundamental, Marcia, esse tempo, então, fora da internet, fora de qualquer coisa material, para a gente se reconectar com a nossa essência, a nossa biologia. Então, quando você passa um pouco de tempo na natureza, você se lembra de sincronizar o seu tempo com o tempo dela. E quando você fica, parece que é um papo meio bobo, meio subjetivo, mas não é Aí você tem duas escolhas, de novo, ou buscar na natureza ou buscar na farmácia Como eu já busquei muito na farmácia, Márcia, eu agora prefiro buscar na natureza E eu.
Também. Eu também, Isabela. Tô assim, fascinada de ficar cada vez mais tendo essa vida mais em contato com a natureza. Eu quero te agradecer muito, Isabela, que a gente já tá um tempão aqui e eu tô usando o seu tempo.
Também. Eu tô à disposição, pode continuar.
Já estamos a 45 minutos e eu vou te dizer uma coisa Eu acho que essa live foi muito boa, pra mim foi maravilhosa Quero te agradecer, eu tenho certeza que quem nos ouviu Deve ter chegado a algumas conclusões que a gente não tem respostas nem caminhos o livro e com seus depoimentos. Eu quero agradecer a você e dizer que estamos juntos aí nessa luta para a gente ser cada vez mais quem nós somos. Nada de ficar distanciadas de quem a gente acredita que deve ser, porque a vida é isso. A gente tem que ter essa verdade para ficar feliz quando estiver mais velho, que o tempo tiver passado, olhar para trás e dizer, eu fui quem eu deveria ser e fiz o que devia.
Fazer. Exatamente. Márcia, pra mim foi ótimo, foi um tempo de muita qualidade Pra cada pessoa haverá o seu essencial Então muito cuidado em olhar listas e recomendações Cada um vai saber o que é essencial pra si E neste essencial é que você vai encontrar as respostas para viver um tempo de qualidade Pra você aprender a dizer não E você só vai saber dizer não quando você tiver segurança de quem você é Então quanto mais você se conhecer e se cuidar, mais segurança você vai ter pra dizer não E aí sim você vai colocar limite nesse mundo sem limites E aí sim viver uma vida que vale a pena.
Ser vivida Isabela, querida, obrigada, um beijo carinhoso pra você, sucesso sempre aí Pra.
Você também Um abraço demorado, obrigada Márcia, até.
Breve Gente, que maravilha, né? Foi muito importante a gente falar sobre isso. Eu acho que cada vez mais a gente tem que se conhecer, tem que olhar pra dentro de si, tem que tentar entender o que nos faz felizes, o que é necessário, o que é importante. Porque a vida é um dom tão precioso e o tempo é isso, né? O tempo é algo que é tão precioso também que a gente não pode olhar pro tempo. sem dar a ele a devida importância. Cuide do seu tempo, cuide de quem você é, cuide do que é importante na sua vida. Uma boa noite, eu volto na quarta-feira com uma surpresa pra vocês. Eu vou estar entrevistando aqui a minha filha, que eu estou aqui no interior de São Paulo, na Boregança Paulista, e não vamos falar sobre terapias energéticas, mas vai ser um papo legal entre mãe e filha também, tá bom? Boa noite pra.
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Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








