Como transformar o seu inglês de uma vez por todas! #izacamargo #idiomas

Isabela Camargo talks with English teacher Carol Diniz about learning English as an adult. They discuss how anxiety and stress block speaking ability, why adults learn differently than children, and why using the language and accepting mistakes matter more than perfect grammar.
Chapters
Olá, olá, muito boa noite, segundona, 26 de outubro, 8:30, segundona. Eu adoro uma segunda-feira. Tem gente que torce o nariz, né, para segunda, mas como Geraldo Rufino diz, segunda-feira você tem uma chance incrível de deixar a sua semana muito mais inspiradora, não é? Você tem como alimentar o seu entusiasmo e assim por diante. Então, Que a gente tenha boas segundas-feiras pela frente. Olá, 10% Mais, tudo bem? Abigail, quanta gente bacana aqui. Sejam todos muito bem-vindos. Hoje eu vou conversar com uma pessoa muito bacana que eu conheci há pouco tempo, mas que conquistou meu coração, como eu já sei que já conquistou milhares de corações, porque ela é muito bacana. Carol Diniz, no Instagram ela tá como carolina.dinizsoeu. E ela é professora de inglês, sim, teacher. Eu já tentei aprender inglês várias vezes. E o que isso tem a ver com produtividade?
Tudo.
Sabe por quê? Eu vou conversar com ela, tá, já já. Eu acho que existem fases da nossa vida que a gente aprende, absorve um conteúdo melhor do que em outras fases. Quero ver com a Carol se é isso mesmo. Então agora, com 30 e poucos, Eu preciso ser produtivo, eu quero estar trabalhando, mas também quero aprender línguas. Será que é possível? Então a gente vai conversar com a Carol agora em instante. Eu vou abrir aqui a minha caixinha com a Carol. Antes, envia aqui, ó, corações, porque assim o Instagram entende que esse assunto é relevante. É, esse é o zeitgeist do nosso tempo. Zeitgeist, o espírito do tempo, é a macrotendência que domina toda a nossa cultura, que é o algoritmo. E aí o Instagram vai entender que esse assunto é relevante. Então eu vou abrir aqui a janelinha com a Carol Diniz. E para quem tá chegando agora, eu estou muito animada também para compartilhar com vocês um workshop que eu vou falar sobre produtividade sustentável. Será no dia 4 de novembro, então na outra semana. É um workshop gratuito. Já faz um tempão que eu estava organizando minhas ideias para poder compartilhar com vocês coisas que eu não soube e que eu sei que podem manter vocês no trabalho, com saúde, fazendo o que amam. Então, ó, é só ir lá depois, tá? Não precisa ser agora. Acompanha aqui a live com a gente. Lá na bio tem a forma como vocês entrarão e farão a inscrição então para esse workshop de graça no dia 4. Márcia tá dizendo que lembra de mim lá do seu LEP na Vila Olímpia. Márcia, não me deixa mentir, viu, Carol? Eu já tentei fazer inglês Várias vezes. Carolzinha, vamos entrar? Cadê você? Agora sim. Segundona. Olha o Ricardo da Irlanda. Oi!
Olá! Tudo bem? Boa noite, Isabela. Boa noite, gente. Tudo bom?
How are you?
I'm fine, and you? Thank you.
Tchu, né? Fala tchu. Thank you.
Olha, Isabela, vou falar uma coisa: poucas vezes, poucas lives me dão frio na barriga, e essa foi uma delas. Verdade, verdade, me deu frio na barriga. Eu falei: ai, gente, tô tão ansiosa, tô tão ansiosa, tô falando, me deu frio na barriga. Eu abri até aqui, gente, porque dizem que a gente só fica ansioso, né, antes de coisas que não são comuns, coisas São boas. Então eu falei, então vou aceitar essa ansiedade, abracei a ansiedade mesmo.
E você sabe que eu também fiquei nervosa porque eu falei assim, gente, eu tenho que falar a verdade, né? Já tentei, Carol, fazer a verdade assim, eu amo estudar, então eu nunca fui do tipo assim, ai, que saco. Não, eu sempre tive uma assim, uma loucura para aprender línguas. Primeiro inglês, depois italiano. Vejo aquela mulherada falando, eu falo, nossa, que coisa mais linda. E aí eu tive uma experiência em que eu aprendi assim o inglês danado, mas depois eu não usei o inglês, aí ficou fraco, perdi.
Bom, mas aqui é a minha história.
Eu quero ouvir agora a sua história e pedir para que o pessoal aqui comente, além de mandar os coraçõezinhos. Quem já tentou uma, duas, três vezes, mas na hora de falar trava? Trava. My God!
Você sabe, vou falar uma coisa para você, hoje até é engraçado a gente tá falando isso e hoje ter acontecido isso. Uma aluna, tava conversando com ela, ela me procurou desesperada, ela falou: "Carol, vou te falar minha situação só para você entender a relação do tempo já e o inglês comigo." Eu falei: "Nossa." Ela falou assim: "Estou estudando inglês minha vida toda, eu fiz inglês por 8 anos." Não, verdade, inglês por 8 anos. "Eu já morei fora 2 vezes." Fiz intercâmbio, fiquei um mês no Canadá, um mês nos Estados Unidos. Carol, eu não falo inglês. Falei: mas como assim? Ela falou: tô falando sério, eu não falo inglês. E eu vejo as pessoas falando, eu vejo todo mundo falando, eu não consigo falar inglês, eu travo, fico desesperada, eu não consigo falar. E aí a gente foi conversando e foi vendo que essa questão realmente era verdade, ela tinha muitos problemas com isso mesmo, muitas travas em relação a isso. E a gente começou a ver que essa questão do tempo que leva para aprender a falar inglês é muito relativo e está muito associado ao teu estado emocional. Muito, muito, muito, muito. Pois é, exatamente.
Mas, por exemplo, pode falar.
Não, fala, fala, fala um exemplo que agora eu fiquei curiosa.
Não, por exemplo, eu fiquei, eu sempre gostei de aprender inglês Só que se você não usa, eu aprendi. Eu tenho certeza que se eu pegar e fazer uma aula com você, várias coisas virão na minha memória. Mas na hora de conversar, eu dou aquelas travadas fortes, né? Eu como jornalista, alguém falou assim: ah, jornalista tem que saber falar inglês. Não, jornalista não tem que nada. Jornalista é obrigado a perguntar, não a saber, né?
Tem que perguntar.
Então, tanto que quando Outro dia, não sei quem me disse assim: "Ah, você é obrigada a saber sobre tal coisa lá, né?" Eu falei assim: "Não, jornalista é obrigado a perguntar." Quem disser que sabe tudo está mentindo tremendamente, né?
Então, exatamente.
Aí eu, quando tinha que entrevistar alguém em inglês, eu já dizia: "I'm sorry, I don't speak English, I try." E vinha com um monte de sambarilove para a pessoa realmente entender que eu estava me esforçando. Mas nunca deixei de me comunicar. Então assim, vai no macarrônico, mas vai. Isso ajuda, Carol?
Ajuda muito, ajuda muito. Porque você tá se colocando a serviço do idioma, você tá se colocando à disposição do idioma. E a comunicação, o que que é? Quando você tá focado em entregar mensagem e as coisas vão fluindo, você vai lembrando de uma palavra aqui, uma outra palavra ali. E a comunicação é isso. Até porque muito da nossa comunicação, ela é não verbal. Não verbal. Então as pessoas vão te entendendo e você vai ganhando até muito vocabulário no que o outro tá falando. A gente vai ganhando muito isso. Você vai conversando com as pessoas, você vai ganhando muito vocabulário, você vai falando muita coisa, e você tá tranquilo, as coisas vão fluindo melhor. Agora, se você já vai com emocional abalado, já vai travado, vai observando que tá todo mundo prestando atenção nos seus erros, porque você, quando tá conversando em inglês com alguém, você tá prestando atenção no erro do outro. Aí o negócio complica. Quando eu fui morar nos Estados Unidos, eu já falava inglês. Eu já falava inglês, eu fui contratada como intérprete para ir trabalhar lá. Trabalhei no instituto que treinava cão-guia para deficiente visual.
Que demais!
Não, foi sensacional, mó barato. E eu fui como voluntária. Era um trabalho voluntário, só que eu só descobri que era voluntário quando cheguei lá. Achei que não era, né? Daqui não sei se chega uma força maior, mas isso é uma outra história. Aí cheguei lá, começou mó barato, fiquei, claro, eu tô aqui. Cheguei lá, eu vi que a comunicação, ela é muito mais, o falar inglês é muito mais do que aquilo que a gente está acostumado aqui no Brasil. Porque a gente fica anos nas escolas, a gente aprende, a gente sabe se comunicar, mas quando você chega lá, a sua questão emocional tá muito, muito, muito, muito em jogo, muito. Tinha dias que eu mesma acordava e falava: cara, hoje eu não tô pro inglês. "Eu não tô. Hoje eu não tô pro inglês." Eu acordava, sabe quando você queria ouvir um bom dia em vez de um morning? Morning o quê? Que morning o quê? Eu queria ouvir bom dia, sabe? Eu queria um pão com manteiga, eu queria um pão francês, eu não quero mais dano, eu não aguento mais. Então tinha dias que eu estava nesse mood. E o meu emocional, em situações em que eu estava muito ansiosa, ou que eu estava com pressa, Aí eu via que eu dava umas travadas maiores, mesmo já falando inglês. Mesmo já falando inglês. Foi muito emocional isso.
Muito emocional. Agora, significa então, se eu estiver mais tranquila, feliz, eu vou aprender mais fácil do que se eu estiver angustiada, estressada?
Com certeza, até por uma questão fisiológica, né? Vamos pensar o seguinte: o estresse, o que que o estresse faz com a gente quando a gente está estressado? Cortisol vai A milhão! Você tá com cortisol altíssimo. E o que acontece com a gente quando a gente tá com cortisol alto? A gente não tá bom pra raciocinar, a gente não tá bom pra pensar. A gente tá bom pra qualquer coisa, pra brigar, pra lutar, menos pra raciocinar. E a comunicação vem muito disso, da sua habilidade de raciocínio, de saber se comunicar com o outro. Então se você estiver estressado, não vai dar certo, não vai pra frente. Você tem que estar tranquilo. O aprendizado acontece melhor no clima de descontração e conforto. Então isso é desde a sala de aula. Uma coisa que eu sempre falo para os meus alunos, sempre, não, isso é verdade, é fato isso, o aprendizado acontece melhor no clima de descontração e conforto. Pode anotar aí, os professores mais legais da escola, as matérias que você mais sabia. Total, uma professora chatíssima de matemática e eu era péssima de matemática, entendeu? Não que esteja terceirizando a responsabilidade de eu ser boa em matemática, mas Isso faz muita diferença. Mas uma coisa que eu sempre falo para os meus alunos é assim, ó: primeira coisa, quando você tá começando a querer aprender inglês, certo? Você tá lá, você tá começando, você quer aprender inglês. Busque uma metodologia que seja para você, se você tá do zero, que seja explicado no teu idioma nativo. Essa groselha de inglês em inglês, pelo amor de Deus, gente, Se é pra gente falar de quanto tempo leva, leva uma vida. Porque se inglês e inglês funcionasse, o brasileiro que mora fora era tudo bilíngue. O que eu mais vejo é aluno que sai daqui, chega lá: "Não, eu não sei nada, mas eu vou morar fora", achando que vai tomar a pílula da bilínguidade e vai chegar lá e vai ficar bilíngue. E não existe. Eu tenho muito aluno fora que mora muitos anos muitos anos fora e não falava inglês, porque foi tentar aprender inglês, inglês não rolou. Claro.
Ô Carol, você é tão linda! Eu queria tirar os comentários para que as pessoas te vejam. Eu não sei o que eu faço, eu deixo comentários ou se eu tiro.
Você que sabe, pode. Olha, pode deixar, pode tirar o que você ficar mais à vontade. Pode deixar, pode tirar.
Eu vou ler aqui uns 2 comentários, já eu vou pedir. Quem tiver pergunta depois coloca aqui na no pontinho de interrogação, que eu vou tentar colocar aqui no primeiro momento. A Andrea, uma querida amiga, tá dizendo que o bloqueio também pode estar relacionado ao medo do julgamento do outro. É igual falar em público, né? Você não tem medo de falar em público, você tem medo do que o outro vai pensar quando você falar algo que você— é isso, medo de julgamento.
Exatamente, é o medo do julgamento. Quando você abre a boca para falar as coisas, você tá o quê? Posição de vulnerabilidade, você está vulnerável. Abraçar a vulnerabilidade não é uma das coisas mais fáceis da gente fazer, entendeu? E quando as pessoas estão conversando com a gente, a gente tende a julgar muito os erros. Nossa, olha lá, falando tudo errado. Eita, nós! Não abre a boca para falar uma palavra, mas tá olhando o inglês do outro. E aí, na sua vez de falar, você acha que as pessoas estão fazendo a mesma coisa que você.
Ah, então é por isso que eu não me importo, porque eu não tô nem aí por como as pessoas estão se comunicando. O que importa é que elas exatamente.
Uma coisa que é muito engraçada é que assim, às vezes você fala assim: mas você, quando a pessoa tem muito medo de julgamento, eu falo: tá, mas você julga quando as pessoas estão falando inglês? A pessoa fala assim: eu não, jamais, eu não julgo não, viu? Eu falo: é mesmo? E quando foi que você percebeu isso? Não, tinha um dia, tinha uma mulher falando inglês comigo que eu vi que ela tava falando tudo errado, né? Mas eu falei: nossa, como ela é corajosa! Falei: mas como você sabe que ela tava falando tudo errado se você não julga? Você já não acha que isso é um julgamento? Daí ela ficou em silêncio. "Flué, é um julgamento, mas eu não falei." Mas você já tá julgando na tua mente. O fato de você já estar julgando na tua mente, com certeza na hora que você for falar inglês, você vai achar que estão julgando pra você também. Isso é fato, isso é fato.
Carol, você falou que aprender inglês— eu já quero saber a sua história, como é que você chegou a ser esta professora que arrebata corações, mas você falou que aprender— e aí não só inglês, aprender qualquer coisa no ambiente mais descontraído é melhor. Aí teve um rapaz aqui que escreveu que é só tomar umas pingas que aí você fala. Essa história, né, de que a pessoa bebe e ela fala. É isso mesmo?
É verdade. Quando eu encho a cara, eu fico bilíngue, é verdade. Eu não bebo, mas isso é muito real. Vou te falar porque que é real. Olha só. O que acontece quando a gente tá nervoso? A gente fica naquele momento de tensão, julgamento e tal. Quando você toma umas— Gente, eu não tô incentivando ninguém a chegar na escola ou vai chegar na aula de inglês chapado, não é isso, tá? Aqui é que tá cheio de vodka, não é isso. Aqui também, ó, aqui é só cachaça, tá? Não, não é isso. O que eu tô falando para vocês é o seguinte: quando você— eu já fiz vários relatos de alunos. Tite, eu fui para um bar, aí cheguei lá, bebi, conheci uma menina, falei, eu tava bilíngue, entendeu? Não é isso. Fica aí, você já tá com a musculatura, já tá mais relaxado, entendeu? A sua língua, a pronúncia fica melhor, que você tá com a língua mais relaxada. Tudo acontece mais fácil e você tá nem aí para o julgamento, você já não tá nem aí. Então você consegue colocar em prática tudo aquilo que você sabe, o que você acha que sabe, o que você não sabe também. Você fala errado, fala certo, mas fala tudo. Então é verdade isso, quando bebo fico bilíngue. Essa afirmação é genial, acho que se a gente pudesse colocar aí, Albert Einstein.
Ô Carol, olha só, eu te conheci há pouco tempo A Flávia Mendonça, psicóloga maravilhosa, nos conectou. E que lindo, porque a gente fala de tempo o tempo inteiro, né? A gente para para pensar no que a gente faz com o tempo. Acho que todos que estão aqui já tentaram aprender inglês, pararam muitas vezes, como é meu caso. E aí eu te pergunto: o que fazer? Porque é claro que tudo aquilo que você se dedica, tudo aquilo que você coloca amor Vai, só que quando você é criança, você tem menos responsabilidades, você só tem aquilo para aprender, né? Depois é isso mesmo, quanto mais idade você tem...
Mais ou menos isso, mais ou menos isso, tá? Vou te falar isso da criança que você falou, uma coisa muito importante na hora de aprender inglês, tá? Hoje em dia a gente tem muitos speechs de vendas.
Speech de quê?
O que é speech de vendas? Speech de vendas é um discurso comercial que as pessoas usam para te convencer a comprar alguma coisa hoje em qualquer lugar que você for, ou uma página de internet que tem uma copy, tem uma linguagem de vendas, etc. As pessoas usam um bordão que é mais assim: "Ai, as crianças aprendem assim, aprenda como as crianças aprendem, em inglês, em inglês, desde o primeiro dia." Eu vejo isso, sabe o que eu penso? Sabe aquele meme do Batman dando um tapa na cara do Robin? É isso que me vem na cabeça, eu tenho vontade de dar em quem escreveu. Por quê? Gente, pelo amor de Deus, as metodologias das escolas convencionais, elas são totalmente embasadas no quê? Na pedagogia, que é a forma que se ensina crianças. Sou criança? Não sou criança. Posso até ser com algumas atitudes, às vezes a gente tá... Não, eu não sou criança. O fato de eu não ser criança, não ser criança, não adianta eu querer aprender as coisas como as crianças. Existe andragogia, que é a forma como se ensina adultos. Os adultos, eles já entram em sala de aula cheio de crenças, é outra forma de pensar. Então, a andragogia, a forma como se ensina adultos, ela tá muito mais focada, muito mais ligada Há uma metodologia onde você ensina a pessoa no idioma nativo dela, porque aí o que ela precisa? Ganhar segurança. "Opa, fez sentido pra mim isso aí que ela tá falando. Nossa, esse inglês é fácil mesmo." Por que inglês por inglês é fácil? Ele se torna difícil quando ele é explicado no idioma que você não entende. Imagina aprender japonês. Isabela, imagina só. Vou aprender japonês. A minha entra um japonês pra me ensinar japonês em japonês. Pelo amor de Deus, quantos anos eu vou levar para aprender japonês? A vida toda. E vou sair no sushi, não vou saber. Verdade. Agora, por que que em inglês o pessoal acha que vai ser diferente? Para mim, inglês hoje pode ser fácil, mas um dia foi difícil. E era que nem o japonês para alguns. Então, inglês em inglês não vai funcionar. Vai funcionar quando você já tá intermediário, quando você já entendeu a estrutura do idioma, a base e tal, já entendeu. Aí sim. Então não adianta falar que pedagogia, não sei o quê. Pedagogia é bom pra criança. Pedagogia, o nome já fala, pra ensinar crianças. Andragogia, eu ensino adultos.
E como é que dá pra aprender como adulto com tantas coisas na nossa cabeça? Porque assim, é interessante, né? Eu não sei se você chegou nessa parte do livro, vou dar um tempo, Como Encontrar Limite Eu estou na página 53. Olha, cara!
Já tô adorando, tá? Estou adorando. Eu fiquei surpresa, aliás, positivamente surpresa com a qualidade do seu livro. Tô falando sério. Isso aqui é best-seller.
Muito, muito obrigada. São 4 anos, né? Então assim, tudo que você dedica tempo, dedica amor, É para o bem. Você sabe que um autor é igual um jardineiro. Um jardineiro não cuida do jardim para que só ele olhe para as flores, né? Ele cuida de uma forma mais agradável. E o autor escreve também para que o entorno fique com as informações que vão contribuir para o maior número de pessoas, que é também como professor, né?
Sim, claro, com certeza.
Eu tô te falando tudo isso porque no livro tem uma parte que eu explico que A gente vive num mundo digital, mas o nosso cérebro ainda é analógico. Então ele funciona no mesmo modelo dos homens das cavernas, que é aumentar o prazer, reduzir a dor e poupar energia. E aprender uma língua você consome energia. Então você tem que lutar com essa— não é preguiça, é esse modelo de cérebro.
Sim, até porque é isso que te mantém vivo. Isso é o modo de sobrevivência. O teu cérebro é muito esperto, ele faz isso pra te manter vivo. Ele não vai gastar caloria com aquilo que não precisa. E justamente isso só prova que o quê? Pedagogia não vai funcionar pra adultos. Inglês é inglês. 20 minutos e eu não tô mais prestando atenção no que você tá falando. Por quê? Fuga da dor, busca do prazer. Eu tô lá: "Quê? O que ela tá falando?" "Ai, gente, quer saber? Eu já tô aqui porque meu chefe pediu." Então já é uma razão externa, não é nem interna. Os motivos pelos quais eu tô aqui não são meus. Você entendeu? Tudo é uma soma de coisas que ali não é para o inglês, não vai dar certo, não vai dar, mas nem com reza brava. E aí o que que acontece? Porque como que a gente faz para ensinar o adulto como adulto deve aprender? Qual que é o ativo mais precioso que a gente tem?
O tempo.
Entendeu? Aí a gente usa do tempo, da valorização do tempo do aluno. Como? Mostrando para ele que cada minuto de explicação é interessante, faz sentido e vai mostrar para ele a utilidade de tudo aquilo. Se você assistir uma aula, você fala: "Meu Deus, eu não acredito!" O que eu mais escuto dos alunos é: "Cara, que legal! Onde você estava? Por que eu não vi sua aula antes?" De verdade, não estou falando de brincadeira não. A minha maior habilidade está em lidar com pessoas, em transformar pessoas. Eu uso isso através do inglês, que é uma coisa que eu gosto, mas eu também trabalho muito com comunicação e essas coisas. Mas, por exemplo, Quando eu faço isso com o inglês, o que acontece é que quando a gente está conversando com as pessoas, elas começam a ver o inglês, a utilidade disso tudo, vê que aquilo serve para elas, que elas podem sim usar aquilo, elas ficam apaixonadas. Por quê? Porque todo mundo gosta de saber uma outra língua.
Eu só quero saber quando é que eu vou começar a fazer suas aulas, Carol.
Lá na—
para quem ainda não segue a Carol, eu duvido, mas quem ainda tá aqui, quem ainda não conhece a Carol, Carolina Diniz sou eu.
Sou eu.
Trabalho para levar o inglês ao maior número de pessoas no mundo. Aí aqui tem uma publicação que eu adorei, no pacote de miojo diz 3 minutos tá pronto, mas ninguém conta o tempo que a água demorou para ferver. Então quando você vê alguém bem-sucedido falando inglês parece que aquilo caiu do céu, mas não caiu.
Não.
Então como é que você se tornou esta professora Que os alunos se apaixonam porque aprendem?
Olha, eu vou te contar uma coisa. Eu acho que os alunos se apaixonam porque eles veem que aquilo funciona para eles. Sabe aquela coisa da salvação? Todo mundo que você conhece já entrou em alguma escola de inglês e não aprendeu alguma coisa. Você conhece, com certeza você conhece alguém que já entrou numa escola de inglês e não aprendeu. Não é à toa que 95% das pessoas da população brasileira não fala inglês e a gente tem um país com maior número de escolas de inglês do mundo. Então alguma coisa já tava errada aí. Então eu cheguei para ele: "Exato, o país com maior número de escolas de inglês do mundo é o Brasil, mas é o país, assim, com número de escolas de inglês que a gente tem, é o país em que se menos fala inglês. Com o número de escolas de inglês que a gente tem aqui, tinha que ser todo mundo no mínimo, no mínimo trilingue, para não dizer poliglota." Ele: "Não, tô falando verdade, olha só." Onde você vai, numa qualquer avenida, tem uma escola de inglês. É uma escola, uma farmácia, uma escola de inglês na farmácia, né? É verdade isso. Aí você vê todo mundo que você conhece ali: "Ah, já fez inglês alguma vez, já viu alguma vez, parou e não deu certo." O que que tá... Será que é tão... Que o erro tá tanto nas pessoas assim? Será que são as pessoas que não estão funcionando? Será? Ou é a metodologia, o método que... Antigamente a gente não tinha a velocidade de informação que a gente tem hoje. A pressa das pessoas ainda existia, mas a velocidade de informação que a gente tinha, não. Agora, com a internet, a gente tem muito mais informação do que a gente tinha antes. Então essas metodologias que estavam totalmente embasadas na pedagogia, inglês em inglês, e que ofereciam cursos que demoravam anos, 10 anos, 8 anos, elas caíram. 6 anos, caíram. E as que não caíram, agora na pandemia, aí de vez degringolou. Só aquelas que se reinventaram realmente ficaram. Isso é ruim? Isso é bom? Não sei se é bom ou se é ruim, depende do ponto de vista. Do ponto de vista do aluno, melhorou muito, porque agora ele tem coisas com mais qualidade. Do ponto de vista da escola, precisa se reinventar, o que pode ser muito positivo, porque te dá um chacoalhão. Então a gente tem que ver o seguinte: as pessoas precisam do inglês o tempo todo, o tempo todo. Eu assisti, eu tava num curso de imersão esses dias, quinta, sexta, sábado e domingo, com Tony Robbins. Eu amo esse cara, mas assim, eu amo ele num nível que não dá mais pra entender. Oi? Digital, virtual, é tudo virtual, né? Infelizmente na situação hoje não teria como estar presencial. E aí tudo em inglês, mas tinha uma equipe muito boa, por sinal, de tradução para os brasileiros. E aí eu peguei aqui do meu namorado e falei: "Posso dar uma olhada? Deixa eu ver se é legal." Eu fiquei chocada do quanto se perde de informação. Primeiro porque o cara fala mais rápido que eu. Então a pessoa, mesmo que ela fosse uma máquina, nem que ela fosse o Google o tempo todo, ela ia traduzir ele tão rápido. E aí ela vai perdendo piada, perde informações importantes. Ela pega o quê? Ela dá a essência, dá o geral da palestra e manda pro cara. É isso. Então naquele momento que eu vi, você tá falando da minha bio, mas esses momentos assim me dão um negócio no coração. Eu penso: meu Deus, como eu queria que todo mundo falasse inglês para ter acesso a esse tipo de coisa. Isso transforma pessoas.
Sim, sim. Qualquer situação na internet você tá lidando com palavras em inglês. E aí, né, eu como te falei, eu não nego, já entrei e já saí de diversas escolas desde criança. E enfim, é o treino. Até o Bernardinho fala, ele fala no livro, né? Ah, se tá difícil é porque precisa de treino. Eu ensino as pessoas a falar não, viu, Carol? E aí é falar não, que ninguém nos ensina a falar não. E aí eu falo, ó, aprender é treino, né? É igual aprender. Ô, Carol, e como é que você se tornou uma professora de inglês assim, com essa dinâmica, essa didática toda?
Olha, deixa eu falar, isso é muito louco. Eu queria fazer medicina, porque eu vim de uma família muito simples. E eu via que na medicina era uma forma... Eu sabia que eu queria transformar pessoas.
Que legal!
Só que quando você tem 16 anos, o que você acha? A única forma de transformar, qual que você acha que é? É medicina, que você vai curar, que você vai trazer alguma transformação para essas pessoas. Só que eu era muito ruim em inglês. Assim, ó... Mas quando eu digo muito ruim, tem as pessoas que eram ruins e tem eu que não sabia pronunciar "door". Era tipo muito ruim. E as pessoas olhavam e falavam assim: "Essa menina, coitada, quer fazer medicina, melhor casar com um rico porque ela não vai virar nada." Eu era verdade, tô falando sério, eu era ruim nas matérias da escola, eu sabia que eu queria transformar pessoas, então eu achava que eu queria fazer medicina, mas eu era muito boa de relacionamento interpessoal, eu me comunicava muito bem com as pessoas. Então falavam: "Ah, tão engraçadinha, conversa tão bem, mas olha, não vai virar nada porque não estuda, né, não vai bem na escola e tal, não sei o quê." E aí Eu falei: "Gente, eu preciso pelo menos aprender o inglês. Porque daí qualquer coisa eu vou estudar fora, vou ver o que acontece." E eu gostava muito de uma banda que chamava Backstreet Boys.
Gente, vergonha da minha vida.
Me julga, sociedade. Eu gosto até hoje.
Backstreet Boys.
Sério, eu compro ingressos, vou em shows. Vem pro Brasil, eu tô lá, primeira fila. Sou essa. E aí minhas amigas todas sabiam cantar, sabiam entender tudo que eles falavam. E eu nada. Eu falei: "Não, pelo menos esse inglês eu vou ter que aprender." E eu entrava em algumas escolas, não dava certo pra mim. Porque o inglês, inglês. Não funcionava e eu já não era a pessoa mais estudiosa de todas as que você já conheceu. Aí eu conheci uma professora que ela trabalhava perto da minha casa lá, ela tinha uma escola no fundo da garagem da casa dela lá e dava aula particular e ela explicava com base na andragogia. Quando eu assisti a primeira aula daquela mulher eu chorei. Não, eu tô falando sério, eu chorei que eu falei: meu Deus, eu vou fazer isso o resto da minha vida. Mas aí eu cheguei, eu falei assim: como que eu vou chegar em casa e vou dizer para o meu pai que, tipo, a esperança da gente sair dessa merda que a gente tem, que era ser médica, eu vou falar que vou ser professora? Não que seja um demérito ser professora, mas você vai concordar comigo, existe um status, né, na profissão de médico, e no status de professor não existe. Professor é professor: ai, coitada, nossa, tão bonita, por que você não foi entendeu? As pessoas falavam assim. E eu fui falar pro meu pai, precisava dizer pra ele que eu queria ser professora de inglês. E aí eu falei: pai, não quero mais fazer medicina. Eu falei: ele vai me matar. E meu pai era muito bravo, muito bravo mesmo. Eu combinei com a minha avó, falei: vó, se ele me matar, você me socorre antes, você arranca meu corpo, você me dá um jeito, você me socorre, pelo amor de Deus. Eu falei assim: pai— ele tava jantando, almoçando— eu falei assim: é o seguinte, não quero mais fazer medicina. Ele parou, ficou mudo me olhando, levantou. E eu falei: vai pegar uma arma?
Eu já levantei, olhei pra minha avó, falei: agora?
Ela falou: espera. Aí E voltou, olhou pra mim, nos meus olhos, meu pai é falecido hoje, mas eu lembro disso até hoje. Olhou nos meus olhos e falou assim: "Você quer ser professora? Então você vai ser. Só que seja a melhor professora que você puder, porque senão você vai se arrepender muito." Cara, aquilo pra mim foi assim, ó... Até eu entender o que ele tava querendo dizer, demorou uns 2 anos. Porque eu não tinha entendido ainda, sabe? Eu fui começar a entender conforme os anos iam passando, que eu via o que era ser a melhor professora que eu pudesse ser. E eu fui descobrir o que era ser a melhor professora que eu pudesse ser quando eu fui empreender e comecei a abrir a minha escola. E abrir minha primeira escola, meu primeiro empreendimento em relação ao inglês, com R$600. Eu montei a minha escola com R$600.
Física.
Física. Entendeu? Eu comecei a empreender com R$600. Então eu não tinha dinheiro, eu ia juntar de onde? Esse negócio de pegar um empréstimo para abrir um negócio, você tá maluco? Eu vou começar um negócio com dívida? De jeito nenhum, isso não. Então eu falava assim: eu tenho que dar um jeito nisso, eu vou começar esse negócio do jeito que der. E eu comecei do jeito que dava. A única coisa que eu tinha era força de vontade, R$600, um cartão de crédito, um limite universitário. Vocês sabem o que é 400 reais. Então eu fui assim e hoje é verdade. E os insights das coisas que meu pai me falava me caem até hoje, até hoje. Porque eu falo, hoje eu entendo o que é ser a melhor professora, é poder levar o inglês para o maior número de pessoas no mundo. E a internet permite isso hoje, mas antes não, antes não, entendeu?
Antes eu tava levando esse conhecimento para tantas pessoas? Há quantos anos que você tá se aprimorando e tudo mais?
Há 5 anos, 6, vai fazer 6 agora, vai fazer 6 em janeiro.
Há 6 anos dedicando muito, quantos alunos já passaram por você?
Nossa, milhares, nossa, milhares, milhares, milhares, milhares, milhares. Tem muitos alunos, a gente tem muitos alunos, muitos, muitos, muitos.
Então agora hoje a Carol é que dá aula para todos os alunos sendo online, como é a sua dinâmica? E aí o seguinte, Vamos supor que eu queira fazer o inglês com você. Eu tenho um pouco. Quanto tempo? Por dia, por semana?
Então, vamos lá. Isso é relativo, depende da sua facilidade, do teu estado emocional ainda. Porque, por exemplo, o que eu trabalho com os alunos, eu treino professores, eu tenho treinamento para professores, eu tenho uma equipe e a minha equipe é treinada por mim para saber desenvolver nas pessoas a habilidade de lidar com o estado emocional delas dentro de sala de aula e fora de sala de aula. Por quê? Porque isso é determinante para o sucesso do teu curso de inglês. Se você vai entrar num curso de inglês sem trabalhar teu emocional, nem entra, vai jogar dinheiro fora, vai fazer terapia que é melhor. Então, como que funciona isso? É óbvio que por uma questão até que lógica não sou eu que dou aula para todas essas pessoas, né? Não tem como. Eu tenho escola física, a minha escola física dá cursos para grupos menores onde a gente consegue focar mais, direcionar mais atenção para essas pessoas, ter um acompanhamento melhor. A gente tem um material didático próprio, a gente não trabalha com material de livraria, porque, pô, o que é bom para um não é bom para outro, para todos. Então tem material próprio, material próprio e tal. E uma equipe que é incrível. Eu devo ter muita sorte, porque a minha equipe é maravilhosa. E quando eu digo maravilhosa, é porque a equipe é boa mesmo. A equipe é muito boa mesmo. E eles me ajudam demais nisso. Então quando a pessoa quer ter aula comigo, ela fala com o comercial e fala: "Não, mas eu quero ter aula com a Carol." Aí ela tem duas opções: ou ela faz mentoria comigo ou ela faz algum grupo comigo.
Entendi. Carol, eu tenho uma pergunta aqui da caixinha. Eu primeiro vou pegar realmente da caixinha, depois eu venho de novo com aquela história da questão mais divertida. Mas essa aqui, ó. Tá, será que aprender inglês na terceira idade é possível?
Muito possível, assim, ó, ó, super possível, é mais do que possível, super viável. Sabe por quê? Eu tenho muitos alunos que aprendem na terceira idade, sabe para quê? Vou aposentar, vou viajar, vou curtir a vida, vou curtir minha vida. Você acha que eu vou ficar aqui? Vou passear e aí uso o inglês.
Perfeito. Olha, tem um rapaz dizendo que você parece com a Tata Werneck.
Gente, mas que honra! Adoro ela, super engraçada, adoro.
Você já tinha ouvido isso?
Ouço muito que pareço a Sabrina Sato. Deixa eu fechar aqui. Ouço muito que pareço a Sabrina Sato, as pessoas me falam muito na voz.
O Léo Santos está perguntando se existe algum aplicativo que ajuda a aprender inglês. Ele é lá de Maringá, no Paraná, minha terra. E aí eu emendo nessa pergunta aqui do Léo o seguinte: os aplicativos que que te ajudam a vocabulário e tal, isso ajuda mesmo ou não?
Ajuda, tudo que vai te colocar em contato com o idioma vai te ajudar. Me perguntam muito do Duolingo, né? Nossa, muito, muito, muito, todos os dias acho que alguém me manda uma pergunta na caixinha: "O Duolingo, gente, ajuda?" Ajuda pra caramba. O inglês é... quanto mais você se expõe ao idioma, melhor você fica. Tem aplicativos que te dão a oportunidade de fazer conversação com outras pessoas que também estão aprendendo inglês, isso é um barato. Esses aplicativos são mais legais, funcionam melhor. Eu acho que são excelentes. Pronto.
Agora, bom, tem que usar, né? Como você falou, tem que usar de qualquer jeito, né? Com filme, filme com legenda, aquelas coisas todas. Agora, tem um negócio que outro dia eu tava conversando com meu marido. Se eu tivesse aprendido isso antes, nossa, Carol, aprender com música é uma delícia, né? E eu Por muito tempo, até hoje eu canto música assim que parece que eu tô, sei lá, não tem nada a ver uma coisa com a outra, né? E aí teve um episódio muito interessante, eu trabalhava ainda na empresa anterior e eu comecei a cantar uma música que é alguma coisa que era não sei o quê, Black Woman, do Kiss. E aí eu ouvia assim, parcialmente eu entendi. Então algumas palavras eu entendia e outras não. Aí eu pegava o contexto e falava assim: "Nossa, que legal essa mulher." Aí uma pessoa que tava perto falou assim: "Não, Isabela, essa música tá dizendo que a mulher não tem sorte." Eu falava: "Nossa, eu cantava até hoje achando que ela tem sorte." Acontece. E aí hoje, né, um pouquinho mais de cabelo branco, eu tô entendendo que se eu pego uma música que eu gosto 'Vou buscar a tradução', nossa, parece que o meu cérebro não abre. É isso?
É tristeza, é tristeza. A maioria das músicas em inglês que a gente gosta, quando você vai ver a tradução, você fala: 'Nossa, pra quê, né? Terrível, terrível, muito ruim.' Porque fala de uma capivara grávida no meio do oceano, assim, nada a ver, né? Tipo, é muito ruim. Agora, quando você já sabe falar inglês, você tá tranquilo, você já gosta mais de letras que são mais favoráveis em relação a esse tipo de de coisa, mas aprender com música é excelente e por uma questão muito bacana também, vou te falar. A música ela ativa algumas áreas do cérebro que estão muito relacionadas à emoção e a emoção é a principal responsável por pegar as conexões das novas memórias, novos aprendizados e jogar na memória de longo prazo. Então quando você aprende uma coisa e está conectando aquilo com emoção, o que acontece? Você joga aquilo para memória de longo prazo. Entendeu? O aprendizado acontece melhor num clima de descontração e conforto. Emoção conecta muito. Tudo aquilo que a gente aprende com emoção e repetição, você não esquece nunca mais, vai lembrar para sempre.
Total, total. A gente tem tempo aqui? Eu tô vendo tantos comentários legais aqui na sua rede, mas tem uma aqui que, claro, que tem a ver com o meu tema também. O tempo vai passar de qualquer forma. E por que que ainda existe tanta resistência, né, para pessoa se habilitar não só no inglês, mas numa outra coisa? Você que acabou então de estar com Tony Robbins, eu tô vendo que a sua pegada tem muito, muito, muito o relacionamento humano, e a gente tá se relacionando o tempo inteiro com todo mundo, né? O que que você diria para quem está nos acompanhando que quer voltar a ter libido pela vida, ter entusiasmo, Eu sei que muitas pessoas perderam o emprego agora, de repente não podem pagar o seu curso. Mas ou seja, o que a Carol pode contribuir para que essas pessoas voltem a ter essa motivação?
Que voltem a se apaixonar pela vida.
Sim!
Vamos lá, a primeira coisa que eu falo é que assim, tudo o que acontece tem um propósito positivo. Tudo tem um propósito positivo. Ai, perdi o emprego. Quando alguém me fala isso, eu falo: Nossa, graças a Deus, que bom! Pessoa fica me olhando e fala: "Olha, desculpa estar te falando isso, mas se você perceber bem, toda vez que uma porta se fecha é porque uma outra se abre." Se você começar a observar, tudo é foco, né? Onde a gente foca, aquilo expande. É o copo meio cheio ou o copo meio vazio? Quando a gente perde um emprego, a gente tem que lidar com o ego, com aquela situação de não ser querido naquele lugar. Isso é difícil. Mas se você parar pra pensar, se você perdeu o emprego é porque provavelmente você não estava produzindo E já não tava feliz ali, admita, não estava feliz ali. Agora uma coisa melhor, ou de repente até empreender ou fazer alguma coisa do seu coração, algo que te motive. Tudo na vida tem um propósito maior, tudo na vida tem um propósito maior. Nada é pro teu mal, nada. Isso daí são as coisas que você fala, as desculpas que você dá para continuar se fazendo de vítima. Porque quando a gente se faz de vítima, o que que a gente ganha das pessoas? O acolhimento. Ai, coitado de 'Coitada, perdeu tudo.' Nossa Senhora, tem 3 filhos. Gente, a vítima, a camiseta da vítima fica muito bem na gente, porque a gente é muito acolhido. Mas ali você vai ficar sempre ali na zona de conforto, e ela é maravilhosa, mas nada cresce lá. Então comece a olhar com muito, muito, muito carinho para oportunidade que a vida está te dando. Por mais que pareça ruim, não é. Quando eu fui mandada embora uma vez Eu fiquei uns 2 dias pensando nisso, que era muito difícil para mim para pensar: puta, não me querem ali, por quê? Porque eu já tava querendo que se danasse aquilo, mas aí eu fiquei mal. Eu achei que eu queria. Graças a Deus que eu fui.
É igual pé na bunda daquela pessoa que você tá pensando, aí ela dá o pé na bunda antes.
Aí você fala: primeiro, ué? Aí você: não, eu amo, amo, porque sabe que você não tem? É isso que fala aqui, sabia? Esse livro aqui ensinou também. Sobre o ego.
Sim.
Muito bacana isso, me ensinou isso. Aí você fica pensando assim, eu gosto muito de ler. Quando eu falei que o seu livro é um bestseller, é porque eu sei que é um livro bom. Eu leio, ó, esse ano já li 16 livros. Eu sou viciada em leitura.
Tá, aí você é professora, leu 16 livros, tem filhos, 3 filhos. Como é que você arruma tempo?
É organização de tempo.
Ah, danada! Pronto.
Eu organizo, eu tenho a hora da leitura. Todos os dias eu leio uma hora. Então assim, ó, faça chuva, faça sol, caia, eu tô lendo, entendeu? Então é a hora da leitura. Mas assim, eu me nutro disso, eu gosto muito, eu fico apavorada, sabe? Eu gosto, eu gosto de livros. Tem gente que gosta de outras coisas. Meu hobby é leitura, eu não saio muito. Então não saio de balada, não saio de festa, não saio de bar. Então eu gosto de ler. Mas isso que a gente tá falando das oportunidades, imagina se eu tivesse ficado na vítima. Iam mandar embora. Ai, meu Deus do céu. Eu falei: "Quer saber? Vou tocar minha vida. O que eu gosto de fazer? Vou fazer o que eu gosto." Ai, mas eu já tinha filhos, eu já tinha responsabilidades e eu não tinha um real no bolso. Graças a Deus, eu olhei pra vida como uma oportunidade positiva. E hoje eu tô aqui. E se eu não tivesse feito isso com R$600, gente, eu tô dizendo que era R$600 real. Eu hoje não teria uma empresa de milhões. É isso que as pessoas precisam entender, que você não precisa ter dinheiro para empreender. A vida não tá de mal com você. Quando uma coisa que você pensa que é ruim aconteceu, porque ela é ruim, porque ela só é diferente daquilo que você gostaria que acontecesse, não quer dizer que é ruim. Quer dizer que você precisa olhar para as oportunidades de uma outra forma. Olha para o outro ângulo. O que que você pode tirar de bom nisso? Seja o autor da sua própria história.
De verdade.
De verdade, real. E assim você se apaixona por você, pela sua vida. Não tem como não se apaixonar pela vida se for assim, né?
Totalmente. Ô, teacher, eu tô adorando, né? Pra quem entrou aqui só achando que a gente ia falar "how are you?" É, tá vendo, gente? Ficamos só no "I'm fine." "I'm good, and you?" "I'm good." Bom, Carol, então, sendo muito responsável com o seu tempo e com o tempo de quem tá aqui, quais seriam suas considerações finais pra esse papo de segunda-feira? Assim, para mim, todos os dias é igual Geraldo Rufino, né, o nosso ídolo, diz, né? Segunda-feira é ótima, foi como eu comecei aqui a live, para a gente poder vibrar pela semana, né? Muito triste quando a gente fala: ai, segunda-feira, uai, então o que que você quer, né? O que que você quer? Então, numa segunda-feira, Carol Diniz tá aqui. Aliás, eu acho o máximo, né? Carolina Diniz, sou eu. Por que que você colocou isso?
"Porque já tinha uma outra." Eu falei: "Quem é?" "Opa, peraí, nem tem mais, eu acho." Falei: "Quem é?" "Oh, nossa, mas esse aí sou eu." Aí eu falei: "Pô, ficou bom, Carolina Gini sou eu." E eu tenho Instagram há muitos anos, muitos anos. E aí ficou, e eu gostei.
Perfeito. Viu? Como você acabou de dizer, né? Aquilo que aparentemente pode ser ruim se torna... E eu tenho milhares de histórias também pra contar aqui, mas não vai dar tempo hoje. Então, Carol, Sendo muito responsável com o seu tempo, com a sua vida, com as suas crianças, com o seu tempo de leitura. Para quem está aqui nos acompanhando, pela minha média aqui, mais de 3 mil pessoas passaram nesses últimos 45 minutos. Qual é a mensagem que você gostaria de deixar para quem ainda não experimentou do seu método?
Olha, se você precisa aprender inglês primeiro, você não precisa acreditar em nada do que eu disse aqui. Você precisa vivenciar e tirar suas próprias conclusões. Até porque O método sendo meu, você vai falar: "Tá vendendo o peixe dela." E eu não quero que você pense que é papo de vendedora. Eu quero que você acredite no método porque você vivenciou e ele trouxe resultados para você. O sucesso do método até hoje nunca foi em propagandas. Eu não saí de R$600 para uma empresa que fatura milhões à toa, entendeu? Então eu quero que você vivencie a experiência, vivencie e veja se faz sentido para você. Se fizer sentido para você, ótimo, fique. Se não fizer, eu quero o teu feedback, porque eu quero saber como vai fazer sentido pra você. Porque o meu trabalho é sempre atender bem e é pra atender sempre, né? E uma outra coisa: leiam, falando sério. É que assim, o meu já tá todo cheio de post-its e um monte de coisa, porque eu sou a pessoa que ama. Eu não posso emprestar um livro, porque eu rabisco o livro inteiro, enfio post-it em tudo, fica até feio emprestar pra alguém assim. Leiam. Isso aqui é o ativo mais precioso que a gente tem na vida, que é o tempo. É esse livro, desculpa o palavrão, mas é foda, é foda, sério, leitura gostosa.
É isso, a gente fala de tempo o tempo inteiro, né, Carol? E aí, como você falou, o tempo vai passar de qualquer maneira, e aí nós é que vamos definir o que faremos ou não. E olha, gente, aprender inglês é difícil, tudo que a gente disser que é difícil será difícil se a gente não se dedicar e não colocar amor, não é, Carol?
Exatamente, tudo vai ser do jeito que você falar que vai ser. Pronto.
Então fala pra mim em inglês: como encontrar limite em um mundo sem limites?
Em inglês você quer que eu fale como encontrar limites em um mundo sem limites?
Isso, que é o subtítulo do livro.
Oh my God!
Eu, né, no pé da letra diria: how find limites.
Ah, você quer que eu traduza? Ah, ok. Tem que se criar a resposta. Como encontrar limite em um mundo sem limites. Eu falei, cara, eu não sei dar limite para os meus filhos. Agora ela me pegou, ela entendeu.
Eu também quero essa resposta, porque você acabou de dizer que você controla bem seu tempo. Então você já reconheceu seus limites?
Sim, eu reconheço os meus limites. Eu vou te falar, eu reconheço os meus limites. A questão é lidar com eles, porque quando se tem 3 crianças, tudo que você acha que você pode controlar, você não controla. Você não controla. As crianças, elas vêm na sua vida para te mostrar que você não consegue controlar nada, nada, nada, nada. Por mais que eu tente, eu acho que eu tenho controle, mas não tem. É uma coisa superficial o controle que a gente tem sobre as crianças. A gente tem uma organização da rotina, a gente tem uma— mas saiu um, ficou doente, acabou, não tem mais. Desorganizou tudo já, porque já muda tudo, já necessita de mais atenção. Caiu, fez um negócio, Pandemia, escola, tudo isso já muda, já muda tudo. Limites são limites, então: How you find limits in a world without limits? Ou unlimited world, pode ser também.
Nossa, gente, olha isso, world, me deu até um negócio aqui, ó, para querer aprender agora.
Essa frase pode ficar até colocada em inglês depois lá nos stories.
Pronto, você coloca para mim? Já divulga, não é?
Coloco, coloco já terminando essa live, já coloco.
Isso a gente precisa aprender em todas as línguas, tá, gente? Como encontrar limite no mundo sem limites, todas as línguas. Carol, muito obrigada pelo seu tempo, foi um tempo super leve, né, por uma segunda-feira. Acho que já deu para dar uma inspirada em quem nos dedicou também tempo e confiança. Te desejo muito sucesso e que o tempo sempre esteja a seu favor.
A nosso favor! A nosso favor! Eu sou sua fã acima de tudo. Parabéns pelo trabalho, parabéns por essa obra-prima, tá? Parabéns mesmo, de verdade. E vamos tomar um café que a gente tem muita figurinha pra trocar.
Em breve, em breve. Um beijo, boa semana.
Um beijo! Obrigada, pessoal, boa noite!
Tchau, teacher, bye bye! Ai, gente, essas piadas, né? Eu sempre vou ter que fazer essa brincadeira. Mas eu espero que você que esteve conosco esses últimos 48 minutos tenha aproveitado algo. Às vezes o que a gente fala não faz sentido para uma pessoa, mas pode fazer sentido para outra. Mas tanto eu como a Carol estivemos aqui com a melhor das intenções para trazer um pouquinho de informação e emoção para você viver uma vida que vale a pena ser vivida. Se estiver a fim de aprender inglês e precisa, já encontrou então a pessoa certa. Se ainda não segue a Carol, @carolinadinizsoeu lá no Instagram. Tem várias publicações muito interessantes e que com certeza alguma delas vai acessar o seu coração. Bom, fico por aqui e te faço mais uma vez o convite para se inscrever lá no meu workshop Produtividade Sustentável. Eu sei que tem um monte de gente estressada, ansioso, dormindo mal. Recebo todos os dias muitas mensagens de pessoas me pedindo ajuda porque não sabe o que fazer, porque ou estão trabalhando demais estressados demais ou perder o emprego, continuam estressados, enfim. E a gente pode continuar trabalhando com saúde. Depois que eu vivi aquela minha experiência, que eu tive que parar de trabalhar naquele momento porque eu não pensei na saúde, então agora eu preciso te alertar sobre isso. Então vai ser um workshop de produtividade sustentável. Eu vou apresentar uma metodologia muito interessante que fazia um tempo que eu tava estudando. Vai ser no dia 4 de novembro. 6 da tarde. Para se inscrever é só ir lá na minha bio, fazer inscrição. Tem uma roda bonita do tempo para você pintar, para você preencher. Enfim, tem várias surpresas lá, tá bom? Beijo grande, boa noite e até amanhã!
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








