Conhecendo o Burnout - Centro Universitário Tiradentes. - Mesa de Debate com os convidados

This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a YouTube video titled "Conhecendo o Burnout - Centro Universitário Tiradentes. - Mesa de Debate com os convidados" created on June 11, 2019. It features a panel discussion in Portuguese about burnout syndrome, its causes, symptoms, and societal impacts, with multiple speakers including Margareth, Isabela, Dulce Meire, Luzimeire, Gustavo, Ed Wilson, and others. The discussion covers topics such as stress in educational and work environments, the importance of mental health awareness, and the role of public health in preventing burnout.
Chapters
Não é pra estudar, não é pra.
Estudar, não é pra estudar, não é.
Não é pra estudar, não é pra.
Estudar, não é pra estudar, não é pra estudar, não é pra estudar, não.
É pra estudar, não é pra estudar.
Não é pra estudar, não é pra estudar, não é pra estudar, não é pra estudar, não é pra estudar, não é pra estudar, não é pra estudar, não é pra estudar, porque vocês, não.
É pra estudar, não é pra estudar.
Estudar, não é pra estudar, não é.
Vocês falaram que estavam no trabalho.
Mas, de certa forma, estudar para o.
Curso, estudar para, para vestibular, é um pouco do trabalho, né?
Então, eu queria saber se, se minha três, se ela já pode estar seguindo isso, porque eu estou estando muito preocupada.
Repete seu nome, por favor.
Margareth.
Margareth. Margareth. Bom, obrigada pela pergunta, Margarete, a todos vocês que ainda ficaram nesse sabadão 1h30 aqui conosco. Margarete, essa pergunta é recorrente, então eu vou fazer rapidamente se depois algum profissional quiser responder. A resposta é não. Esse estresse deste episódio pré-cursinho ou para alguma prova, ele é Ocasional. Ela vai ficar estressada. Isso não significa que ela vai ter burnout por este estresse por alguns meses. Essa exigência, né, do estudo, dos pedidos do professor, ah, você não pode dormir, etc. Isso eu discordo absolutamente. Inclusive, estava ouvindo agora uma professora que estava dizendo sobre o tratamento da psiquiatra dela, que pra mim também não fez sentido. Então, respondendo a sua pergunta e a de todos que às vezes já fazem tratamentos, mas não estão felizes, simples. procuram outra opinião, né? E não me venham com aquele preconceito de, ah, mas eu vou ter que ficar tomando remédio. Mas a gente é muito hipócrita porque a gente toma remédio para outras coisas. Se alguém falar assim, olha, se você tomar essa cápsula todo dia, você não vai engordar. Você acha que você vai? pensar que vai ter problema de tomar remédio, não. Então, realmente, essa etapa para a superação do estresse do burnout, muitas vezes é preciso colocar o remédio. E a gente não pode ter preconceito com isso, né? Porque a gente toma outros remédios, não toma? Bom... Em relação então a resposta do burnout, o burnout especialmente é originado no ambiente de trabalho. O que acontece muitas vezes é que a pessoa ela está trabalhando, no outro período ela está estudando e a gente vai atribuir aquele estudo. Não, tem que sempre olhar todo o organismo. todo o ecossistema. Mas um estresse, um cansaço de final de semana, uma exaustão por um projeto que seja semanal ou mensal, é uma coisa. O que a gente está falando é o prolongamento de uma situação penosa que vai colocar o seu corpo em um estado de estresse extremo, repetindo por um período prolongado.
Exatamente.
Bom, Margareth, como a Isabela falou, o Barnault está relacionado ao ambiente de trabalho. Essa classificação refere-se ao agravo no ambiente de trabalho. Eu falei dos sinais e sintomas, eles são comuns a outras doenças, como transtorno de ansiedade generalizado ou até mesmo transtorno do pânico. E até sintomas do humor, né? A pessoa pode deprimir, eventualmente, porque está sempre submetida a um estresse crônico. Mas o Barnaldi em si, ele leva em consideração a exaustão no ambiente de trabalho, aquela sensação de despersonalização que eu falei, que é aquela indiferença afetiva no ambiente do trabalho, que a pessoa se torna, vamos dizer assim, distante e com pouca empatia com o outro, tem que ter uma relação com o outro, sabe? Não é com o objeto do estudo em si. E uma falta de eficácia no ambiente do trabalho. Então a descrição Barnaldi serve para classificar agravos ocupacionais, tá? Mesmo que os sintomas sejam parecidos, né? É uma questão de classificação. A gente tem, claro, um agravo psíquico sem sombra de dúvida, um sofrimento que precisa ser avaliado para ser classificado da devida maneira, tá? Mas o termo burnout é do trabalho, tá bom?
Gustavo, eu queria fazer um comentário. No entanto... Embora a gente não consiga classificar isso ainda, objetivamente, como burnout ou se tratar de uma condição relacionada à atividade de trabalho A gente, eu como professor de saúde pública, eu, Marcos, Gustavo, a gente trabalha muito com prevenção Então a grande meta da saúde pública é prevenir o acidente Esse tipo de postura desse professor e esse tipo de condição a que a sua filha vem sendo submetida, que é uma condição também que nós temos submetido às nossas crianças, a gente precisa pensar nisso. Quando eu era criança eu ia para a escola, saia da escola e vinha para casa, passava o resto do dia fazendo que tonda nenhuma. O vazio de viver da escola acabou-se. Hoje não. Hoje o menino sai da escola, vai para o balé, do balé ele vai para a natação, da natação ele vai para a academia não sei de que, depois vai para a aula não sei de que, depois vai para isso, para judô, para aquilo. Ele passa a semana que você acaba desenvolvendo nessa criança, e já existem alguns estudos em relação a isso, inclusive já existem estudos também com estudantes universitários dos mais variados cursos, buscando não o diagnóstico, mas sintomas compatíveis com a síndrome de Brandt-Alt. Porque quando você submete uma criança, uma adolescente a esse tipo de coisa, você está formando uma cabeça dela, um padrão de comportamento. que vai ser o padrão de comportamento que ela vai assumir depois na vida profissional Então se a gente não interrompe isso nesse momento a gente vai estar firmando esse padrão de comportamento na cabeça desses adolescentes e dessas crianças e aí daqui a 10, 15, 20 anos quando eles estiverem no mercado de trabalho como nós estamos eles vão ter esses mesmos comportamentos Quer dizer, não vou afirmar que vão, mas eles têm uma tendência a manter esse mesmo comportamento de sobrecarga dentro do seu ambiente de trabalho. Não, eu coloquei 5, 10, 15, 20, não sei se é variável para cada um de acordo com a condição que se lhe apresenta no dia a dia Mas assim, se eu estimulo esse padrão de sobrecarga desde a infância e adolescência Como é que eu vou querer um adulto depois que não está na sobrecarga? Se tudo que ele conheceu, a vida dele toda, foi estar na sobrecarga, ele não sabe viver de outra forma.
Procure ajuda.
Procure ajuda. Vamos falar para a psicóloga?
É interessante o que a Dilma está.
Falando, os padrões de comportamento familiar. Eu não sei na tua casa, tá? Mas de uma forma generalizada. Ela tem... Há muito tempo que ela tá em terapia? Desculpa, vou fazer essa parada. Tá no começo. Isso, pronto. Óbvio. Então, assim, dentro da psicoterapia, a psicóloga junto a ela vai desenvolver estratégias pra ela administrar esse tempo de estudo. Eu tô com uma paciente assim. Então, a gente tá reorganizando o estudo dela e a gente tá reorganizando os tempos que ela precisa pra ela mesma. e desconstruindo algumas coisas, porque assim, a competitividade nos cursinhos é muito grande, então assim, eu tenho que ser bom, só quem passa vai dizendo que é bom, então não posso dormir, não posso comer, não posso fazer isso, não posso fazer nada, eu tenho que estudar, estudar, estudar, estudar, estudar, mas tem uma hora que o cérebro não dá conta, o corpo não dá conta.
A estratégia do cursinho é levar que.
A necessidade dele é estratégia do cursinho. Mas aí tem que ver se ela se adapta a esse cursinho. Porque é exatamente a metodologia. Pior que todos os cursinhos são assim. Mas ela tem que ver se aquilo tá pra ela. Se dá tanto pra ela.
Porque se não der.
Vamos ver uma.
Outra estratégia pra ela, como é que ela pode fazer, porque ela pode, ela.
Vai aprender mais, né?
Ela, ela... Sim, é um nível de ansiedade, porque é o seguinte, a gente precisa da ansiedade, a ansiedade que a gente tá dentro da gente. Já vi isso desde a época da história, que é a situação de lutar e fugir. ou eu entro ou eu fujo. A gente precisa no sentido de forma positiva, saudável, para que a gente desenvolva as nossas atividades do dia a dia, tá? Mas a partir do momento que essa ansiedade, ela me traz emoções e pensamentos que pra mim não são positivos, não são saudáveis, opa, peraí, eu tô tendo taquicardia, eu não tô dormindo, que emoção de medo é essa que tá persistindo reprovada novamente por vestibular, do julgamento porque eu me identifiquei durante tanto tempo para estudar e não consegui passar, é um rolo de que é isso que tem que se investigar e trabalhar com ela em processo de terapeuta. E se for necessário encaminhar para avaliação psiquiátrica, para uso de oxigênio líquido para diminuir essa ansiedade, para ajudar ela a administrar isso melhor, que se faça, porque vai ajudar muito a ela. Entendeu? Por causa do tempo.
Por causa do tempo, do avançar da hora, a gente vai dar oportunidade a outras perguntas, tá? E vamos tentar também ser um pouco mais objetivos. Todos nós somos dados de opinião, não vai dar tempo.
Boa tarde. Eu queria pontuar o quão foi importante para mim escutar que a gente vai.
Ser da área de apoio.
Quer dizer, eu acho que a sociedade de muitos não tem isso. A discriminação é muito grande. A minha família mesmo, eu não consigo dizer. Eles não entendem, eles acham que a pessoa não quer trabalhar, muito pelo contrário, eu trabalho desde os 17 anos, enfim. E agora, no lugar de ter visto na mídia muito falar sobre perda de apoio por causa das mães, quando você é mãe, eu também sou mãe recentemente, também falam muito dessa perda de apoio. Eu achei confuso falar da perda de apoio no caso da síndrome. E eu queria tanto que tantas pessoas tivessem a oportunidade que eu tenho, que quem tá aqui tá vendo, de ver de forma tão clara, tão ligada, como você colocava. Pra poder entender melhor, poder ajudar as outras pessoas e poder olhar o outro com amor. No retorno do meu trabalho, eu encontrei uma senhorinha que ela ficou afastada por alguns motivos e eu simplesmente não perguntei.
Nada, eu só disse que porra ela.
Não me deu um abraço. Mas aquilo ficou tão marcando pra ela, o meu olhar de cuidado com ela, que até hoje me marca muito. E toda vez que eu me livrei, eu percebo isso de volta. Então eu acho importante a gente ter um pouco de compaixão do olhar com o outro.
É, fica muito bem, né? A senhora fala justamente, é reverbera, que a gente tem que cuidar das nossas relações de trabalho também, né? Não só o que o trabalho nos exige, mas como a gente se relaciona com o outro. recepcionar o outro, dar um bom dia, tratar bem, se preocupar com o dia do outro, com coisas que fazem o bem, sem sonda de dúvidas, muda todo esse contexto. Então, é importante ser mais humano. Essa discussão serve para isso, para que a gente ouvi o conhecimento, para que cada um de vocês saia daqui com uma visão diferente a respeito do assunto. Porque nós também carregamos os nossos preconceitos. Então, é importante a gente se rever também.
Olha, eu tô aqui no Instagram e a gente tá com uma repercussão muito boa, mas tem um rapaz aqui chamado Renê Rota. Ele diz, essa doença só tem quem trabalha ou trabalhou na Globo. Então, deixa eu aproveitar a oportunidade pra dizer assim, com muito carinho, eu gosto dessas questões, porque fazem a gente realmente reconhecer que faz de momento que você desce pra arena, né? Você vai ter, lembrando do Coliseu, 60 mil pessoas criticando quem tá na arena, mas quem desce pra arena é uma pessoa só. Não tem mimimi, nem frescura, nem fraqueza. Vou repetir algumas falas que nós tivemos. Você não tem o guarnáudio de um dia para o outro, então você não vai ter a cura de um dia para o outro. Não adianta chegar no psiquiatra, no psicólogo e com um remédio achar que o problema vai acabar. Não adianta terceirizar a responsabilidade do tratamento para os funcionários de saúde, porque a cura não está só no remédio. Você vai precisar de remédio, mas vai precisar de uma mudança de comportamento pessoal e profissional. tem burnout quem não pode errar. Professores, médicos, advogados, engenheiros, enfermeiros, quando todos esses profissionais e muitos outros que eu não mencionei erram, sempre é um grande problema. Então, não é só quem trabalha na Globo que tem burnout. Nós tivemos aqui o depoimento do doutor Gustavo teve um episódio, então é com muito carinho que eu preciso dizer Muito acolhimento e respeito ao ser humano. Não tem ambiente, nem público, nem privado com exclusividade. Não tem nenhum setor que está livre. E vou dar agora um dado que é estarrecedor. Infelizmente o nosso amigo ali foi embora que ele ia gostar. Uma médica espanhola, ela fez um estudo com 900 sacerdotes. O que é sacerdote? Muito bem. Padres e pessoas que trabalham, que se doam nas suas determinadas religiões, tá? E ela fez essa pesquisa, é um livro que chama Barnaldi, o desgaste, tá? O sacerdócio. De cada cinco padres, três estavam com Barnaldi. Dentro da igreja, tá?
População, padres e pastores também. Tem sido crescente o número de pastores que cometem suicídio. Vamos para a próxima pergunta.
Rapidinho, rapidinho, uma pergunta do Instagram. Porque o Instagram dela estava aqui aberto, eu vi a pergunta, é uma pessoa chamada Eike Martins, não sei de onde. perguntou em relação ao benefício do INSS, os recursos de 31 para 91. Para quem não sabe, B31 é o código que o INSS utiliza para os benefícios considerados auxílio-doença prevenciário, ou seja, ocasionados por doenças, adoecimentos não relacionados ao trabalho e acidentes de qualquer natureza. T91 é o código que é utilizado para acidentes de trabalho ou doenças relacionadas ao trabalho ou ocupacionais, certo? No caso, como a Isabela, acho que foi a Isabela que falou que o vínculo O apetite alto pode ocorrer e ele vai ser classificado como doença ocupacional, como D91. Foi ela. Agora não tem pra falar. Ok, ele pode ser. 2009, se eu não me engano, existe uma figura no ordenamento jurídico do INSS chamado Nexo Técnico Epidemiológico Prejudicial NTEP, que se baseia em aquelas doenças que comumente ocorrem em determinadas profissões e que já existe uma comprovação desse nexo causal baseado na literatura O perito pode, mesmo que não chegue cátese, mesmo que o trabalhador as vezes nem toque no assunto, o perito pode classificar como doença ocupacional, reconhecendo o nexo técnico epidemiológico. O que pode depois ser contestado pela imprensa, é outra situação. Nas situações em que não é reconhecido o nexo epidemiológico e em que o perito coloca o benefício como um B31, ou seja, um auxílio-doença previdenciário e não um acidentário. Se isso acontecer, a evidência solicitando a transformação de espécie de 31 para 91. Isso vai precisar ser avaliado por um perito médico do órgão para poder ser realizada ou não. A conversão é um procedimento relativamente simples, na maioria dos casos O perigo resolve isso em coisa de 20 minutos, meia hora, porque ele só vai ver se tem NEC se não precisa nem chamar o segurado Um ou outro ele precisa realmente chamar o segurado pra examinar, a maioria ele consegue fazer só processo aumento Qual é a grande dificuldade do INSS pra conseguir fazer isso dentro do tempo hábil? Pessoal que não é suficiente para dar conta de todos esses recursos, até porque não é recurso só disso, é recurso disso e de mais um meio mundo de coisa que sobra tudo para o mesmo grupo pequeno fazer. Aí sobrecarrega. De novo. Responde, Ana.
Meu nome é Dulce Meire, e assim, eu fiquei muito feliz em ter um visitiado, falando que essa síndrome é muito subjetiva e invitando outros profissionais para ajudar, não só o FARM, que é uma escola de psicoterapia. E assim um médico, que a gente considera às vezes como um deus, perceberá a fragilidade no meio da adolescência, em qualquer circunstância. E vendo essa complexidade do ser humano, eu percebi que é importante tratar todos os aspectos. E na minha vida acadêmica, uma vez o professor falou que hoje o indivíduo não é representado mais como criança. A interação social e psicológica e fisiológica, né? Mas também do espiritual. E tanto que vocês falaram, eu estou falando espiritual, porque o corpo precisa do alimento, da atividade física, o psicológico, a psicoterapia, a sociabilidade, e o espiritual. Qual será esse alimento? Porque hoje a gente percebe que, como aquela mulher falou, os nossos filhos têm que ter esse alimento.
Sim, duas palavras.
E a gente, para esse aluno espiritual, está agregando muita energia. Qual é a energia que a gente vai mandar para os nossos filhos? A gente já é bom na igreja, a gente ensina a mesma. Qual é o seu filho, meu amigo, por aqui? Por que que você falou que é.
Um buraco e não tem nada frente?
Nem alimento, nem dinheiro. Às vezes tem um lazer.
E não tem frente.
Porque eu percebi que a palavra conhecimento o amor próprio e o amor para com o outro. Como é que a gente vai dar o que a gente não tem? Se a gente não se ama, como é que eu vou participar desse amor com o outro?
Se tanto for essa vida.
Como é o seu nome?
Luzimeire.
Luzimeire. Você é mãe, né? Pronto. Então, eu vou te dar uma resposta que ela é muito eficiente. A saída é pra dentro. A saída é pra dentro. Se vai ser igreja, se vai ser terapia, se vai ser médico, etc. Só você sabe. Acontece que se você se distrair com outras alternativas mais rápidas ou milagrosas, realmente eu preciso te dizer que isso não mas a saída é pra dentro até porque cada um tem a sua fé, tem o seu repertório, tem as suas experiências, tem as suas crenças, mas a resposta da saída é pra dentro quanto mais conhecimento a gente busca, mais autoconhecimento a gente tem pra tomar nessas notas.
Próxima pergunta Boa tarde, parabéns a todos.
Professora Marquinhos, eu sou sua fã Isabela, é... Até chegar ao diagnóstico, muitas pessoas que não sabem, até você própria não sabe o que você quer. Procura o psiquiatra, procura o psicólogo primeiro. O público que ainda não sabe fala, ah, pode ser mais fácil. Que ilogiação de solta. Vai pra ser teatra, toma medicação. Que complicação é essa? Vai pra cardiologista. E você infarta.
O que nós estávamos conversando no começo, quando você veio aqui para o paléstico.
Eu vim mandar para lembrar para você. Explica um pouco, por favor. Obrigada a todos.
Como é o seu nome?
Alajoso.
Alajoso.
Alô, Júlia, eu vou passar aqui para o Edilson, mas se eu estou lembrada, você está dizendo o seguinte, quando é que você percebe que aquilo não é uma bobagem? Porque a gente leva tudo o que acontece com a gente com uma bobagem, a gente acha que nunca mais vai acontecer nada com a gente. Então, se você está com aceleração no coração, né professor, e aí acha que isso é normal, uai. Então, É muito importante você ter esse auto-valor, auto-conhecimento para reconhecer que aquilo não é normal. É isso, professor?
Sim. A grande chave para você começar a perceber esses sintomas é o conhecimento. É você começar a conhecer o teu corpo, é você começar a conhecer as suas reações, é você começar a perceber como você é no seu normal. Porque aí sim, quando alguma coisa começa a sair do normal, vocês vão chorar porque o gato veio se estragar na treta, pera aí. Adoram, né, gato? E deu som ao montado dele que era pra sempre. Perceber, por exemplo, no meu caso, vou utilizar o meu exemplo mais uma vez, que nesses anos, desde a primeira crise até aqui, eu já tinha engordado mais de 10 quilos. Perceber que o meu perfil de consumo, de comprar, comprar, comprar, comprar, que é algo que eu tinha dito antes da primeira crise, tava faltando. Então assim, se eu observar o tempo inteiro, e repito mais uma vez, não é uma instalação súbita. É uma doença que se instala lentamente. Então é você começar a se interceder no seu dia-a-dia, e a cada dia, a mesma coisa do AA, a cada dia de ocupar sua espunha, a perguntar, é assim que acontece.
Doutor, quando você se afeita, muitas vezes.
Você quer conversar com outras pessoas, pode.
Ter conhecimento que foi, mas muitas vezes ignora, ignora e fala. Isso é pressura, isso é pressura, vai.
Sair um dia de festa, vai um dia verde, mas não é só você que sabe o que você fala.
Muitas vezes nós vivemos em uma sociedade muito pobre, que ignora muitas coisas.
Você tem que ter aquele padrão, você não pode errar.
Porque se você errar, você passar de.
Um padrão e muitas vezes se cobrar demais. Eu embarquei, eu não sabia o que eu tinha, até chegar a um diagnóstico dos mismos que tinha carência de motoridade.
Não aqui no Brasil, então fui a oito médicos, com a Isabela, com a.
Isabela fui em São Paulo, fui chegar pra Médicos. Ninguém sabia o que eu tinha. Porque jovem de 3 anos se infartar.
O que é isso?
Até chegar e falar, qual seu ritmo? O que é que você faz?
O que é que você é?
Você usa droga?
Da primeira coisa que eu ia perguntar.
Foi, você usa droga?
Falei, não, não uso droga, mas infarto vai ser suficiente.
Hoje nem morrer como o senhor falou, mas 28 quilos. Mas eu estou feliz agora porque eu me conheci e me conheci e sei o que eu tenho e as pessoas.
Ignoram eu estou reaguando não reago porque.
Não é fácil mas eu estou reaguando e não é fácil porque é sacerdômico.
As pessoas que ignoram vão dormir muito.
Bom acho que vai ser a última.
Né.
Bom dia, dona Alvinha, é um prazer mesmo, eu agradeço mais uma vez pela oportunidade, todos e todas que acompanham a mesa, para que a gente possa falar um pouquinho sobre o barnato, que por vezes é tão ignorado, eu acredito que é uma questão cultural, né? Se a gente for, por exemplo, o povo na história da loucura, ele vai falar que é aquelas pessoas que não eram produtivas, eram consideradas loucas e colocadas nos barnatos e nos minicômeros. Então parece que a lógica é que a gente se reflete, apesar de tanto tempo ter se passado. Eu lhe peço licença para falar um pouco de Terezinha, eu não entendo que serve o seu nome.
Margarete.
Margarete, perdão. Margarete, eu fico pensando, quando você traiu um pouco da sua filha, eu fico pensando... Até que ponto, a gente não tem uma ideia de colocar um sintoma totalmente atralado a uma causa ou a um objetivo, né? Será que ao invés de escavar pensando no cursinho, em desafios de estudo, a.
Gente dá por outros caminhos, que talvez ainda é possível, que talvez é realmente possível, só tem a pensar, mas é só caminho visual?
Uma terapia em família, né? Talvez aí a gente comece a buscar.
Um pouco mais o sucesso, talvez até.
Como trouxe, é, os valorismos e tendo.
Uma condição de pensar, eles vão muito.
Mais ampliados, se apresentam. Então, foi algo que me atravessou muito quando você falava.
E aí, eu vou dar um exemplo.
Ao Dr. Ana, pra perguntar uma coisa. É... que o direito não é todo objetivo. E quando se fala em adoecimento, pensando na questão presidencial, a gente pensa que há uma necessidade de se destacar dali algo que, possível de ver, a gente possa, então, conceder eventualmente o benefício.
Como é que fica a questão do.
Darnald pensando a expectativa e a iminência.
De uma reforma presidencial?
Eu falei com o Renato Vieira, o presidente da INSS.
O problema previdenciário posto pelo governo hoje, justificado pela reforma, é custeiro, é fogo de receita. para cobrir a demanda e fazer uma possível reserva para o futuro da Previdência em anos a vir. Nós temos uma relação de custo-benefício que aqui foi destranhada e que há uma pressão realmente para que os benefícios sejam regados Mas há também uma demanda crescente, inacreditavelmente, de judiciário. Então hoje o judiciário já busca soluções alternativas e resolver conflitos. Então, conciliação, mediação e arbitragem também dentro da administração pública. Há escassez, e nós tratamos aqui sempre de escassez, O dinheiro público, se não houver um programa de reposição de custeio financeiro e programas orçamentários, é opção de gestão. Se a reforma passar, como ela está proposta? e é batida atualmente agora no Congresso. Consequentemente, a demanda de Pornaldo, ela será crescente também. E então, o abandono de nossos trabalhadores, de nossos adversários, sejam empregados ou não, Ela já está desaparecida. Imaginemos que para o diagnóstico normal, necessariamente, exige-se a condição de gravação. É um desastre para a AMS agora, que é a MGU. O SIG11 de 2022 está fechado. É uma relação de trabalho que foi exitosa na resolução. As que forem exitosas, o empregado retorna ao mercado do trabalho. As que não foram, podem, inclusive, a depender. dar as possibilidades de cada indivíduo levar também a uma aposentadoria. Ainda que nós continuamos dando exatamente a aposentadoria por inválida, é uma aposentadoria temporária, mas isso interregna o tempo em que o empregado recebe do INSS. Ele não contribui. Isso é custo que nossa sociedade infinitamente vai ter que pagar.
Como é fora?
Você é fora. As estatísticas são crescentes. E elas não são crescentes em P.A.
Elas são crescentes em P.E.
É inacreditável os dados. Em 2012, a pesquisa da Dra. Paterna Calva mostrava 48 ações mutuas. Quem advoga sabe que para uma ação chegar no TSD é preciso muita dor. E as demandas chegavam. Em 2012 estavam lá. Dia de hoje, século do nada. 48. Quantos processos não ficam apenas revidos nos nossos tribunais eleitorais? E quantas não são resolvidas em vares com apoio? é a ponta do acidente. O que chega ao judiciário é a ponta do acidente. E quem fica desvanecido porque não consegue entender?
Gente, a gente precisa encerrar pela passada hora, tá? Tem mais uma pergunta, tá?
Eu sou médico de trabalho e trabalho na experiência trabalhística e na experiência psíquica, encontro o INSEAD por P91. E é assim que eu percebo, é um momento, uma menagem, um momento que eu iniciei com o CDF, e na minha CDF, nas dácias 20, agora, foi o Polícia Aérea Sanitária. Iniciamos a cidade de Paraná. Só que com o método do trabalho, eu vejo o mundo muito fechado para o parafusamento. Só que a maior parte dos estudantes superiores, para análises fundamentais, elas não conseguem dar lugar. Eu pensei nessa obra, que é um.
Problema de gestão, não a risada da.
Bola para a minha mão, mas a formagem, vai se detectar. Nós vamos ensinar o trabalho só com.
Diálogos, só com conversas.
E eu noto essa técnica. E eu noto que as pessoas, por meio de ser guardando o clima, enquanto a água esquenta, o soletamento, a água esquenta, a água esquenta um pouquinho, um pouquinho, um pouquinho, só que tá dando prazer pra isso. Então esse prazer que é a falta, o prazer pra isso que é a presença. A gente já tá fazendo a mesma coisa pra decretar, o medo de ser demitido de fato, pra falar outra. E isso é o que só para com o esforço. Então assim, é necessário aprender isso com o mês, e também é necessário que a sociedade realmente corra essa coisa, e.
Não tendo medo pessoalmente, o medo de.
Declarar qualquer frase.
Eu não tenho medo de falar, eu tenho que falar porque eu perco o trabalho, eu perco a dinâmica da economia, a economia física, mas a economia é a construção da vida, que é a economia, é organizacional e competitiva, e são ferramentas.
Por exemplo, lá no Brasil o governo.
Fiscalizou, o governo fiscalizou quando a escola disse, caralho, vamos mudar essa equipe, vamos fazer alguma coisa. Então agora tem que ter ele de falar com a mulher do trabalho, porque nós vamos ter que olhar e ela aliviar e falar até mesmo que ela acredita que isso acontece, até mesmo que eles esqueçam o futuro do problema. Então é uma questão de parabéns e honrar a organização por ter feito isso.
Obrigada pela sua pergunta. Eu conversei recentemente com o Renato Vieira, o presidente do INSS. Pra minha surpresa, eu levei a carta da revista Saúde e ele não sabia do que eu estava falando. E ele realmente ficou impressionado quando eu mostrei para ele o resultado das 1.200 pessoas que me procuraram voluntariamente. E eu disse, Renato, vocês estão falando de previdência, de reforma da previdência. Se a gente sabe que as pessoas estão adoecendo mais cedo e se afastando mais cedo, isso é custo. É por isso que essa conversa é importante e vai estar disponível em todos os canais do YouTube e de todas as pessoas aqui. Por quê? Porque é o começo de um movimento. Se na década de 90 foi difícil para os profissionais conseguirem o seu gigante porque tinham ler, desenvolveram ler, que era uma coisa que se via, e mesmo assim foi difícil, se imagina agora com a dor invisível chamada burnout. Então eu digo que nós estamos diante da nova ler. Então, esta é uma primeira conversa fora dos consultórios que eu acho que vai reverberar para outros ambientes. Muito obrigada pela oportunidade e pelo conhecimento que todos compartilharam. Todas as perguntas que foram feitas nós teríamos mais. Então, este é o início do movimento para respeitarmos a saúde mental. Os desdobramentos jurídicos, legais, empresariáticos, LHs, também vão ter que pensar agora um pouco melhor E quando os empresários entenderem que cuidar dos seus humanos é garantir a saúde financeira, a história muda. Então, muito obrigada pela atenção de todos. Gente.
Queria agradecer a presença de todos vocês, tá? É realmente um belo evento, né? Eu queria agradecer em especial algumas instituições que viabilizaram isso, que foram parceiros, como Divinagula, Trameneto, Tratoria, Bodega do Sertão, algumas lojas que se disputizaram a vender os ingressos, Santê, Irofixo, tá? E agradecer a todos os envolvidos, a presença da Isabela, é de Wilson, do Marcos também, a Liga de Psiquiatria e de saúde mental aqui da UNID, a própria UNID, que tem servido como espaço para a gente poder propagar o conhecimento. Então, muito, muito obrigado. Obrigado a vocês.
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