A journalist discusses a book about setting boundaries in a limitless world, connecting burnout and modern pace to suicide prevention. The core message: difficult conversations about mental health and pain can save lives, but stigma keeps people silent.
Chapters
Continuo jornalista, mas eu não falo mais de todas as pautas. Hoje a minha pauta é educação e saúde mental. Quem tenta se livrar da vida não quer se livrar da vida, quer se livrar de uma dor. E essa dor não está sangrando. Então eu vou repetir: a gente só vai prevenir o suicídio promovendo a vida. E para promover a vida eu preciso de conversas difíceis, eu preciso educar a saúde mental para que as pessoas compreendam que Se eu estou vivendo uma dor e que ninguém está vendo, ela é válida, ela é digna. Então, se você está vivendo ou sabendo de alguém que tirou a vida, essa pessoa não queria tirar a vida, essa pessoa queria se livrar de uma dor. Naquele momento. E essa dor ninguém estava vendo, validando ou até sabendo, justamente porque existe muito preconceito.
O maior inimigo da saúde mental é o preconceito. Por que que tá todo mundo meio exausta, todo mundo meio doente, que eu digo assim na questão mental mesmo. Obrigada. Porque falta limite.
Dá um tempo. Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites. É curioso porque esse livro ele não fala sobre burnout. Eu já tinha começado a escrever ele antes do diagnóstico. Nós estamos passando mais rápido pelo tempo. Nós estamos iludidos com a capacidade que nós temos de locomoção, de transporte, de comunicação. Então, o problema está na quantidade. A diferença entre o remédio e o veneno é a dose.